Levantamento aponta que trânsito do Vale é o mais perigoso

Mais de dois motociclistas são internados por dia, em média, na Região Metropolitana do Vale do Paraíba, em razão de acidentes no trânsito. Inédito, o levantamento foi feito pela Secretaria de Estado da Saúde com base no atendimento feito nos hospitais públicos estaduais em todo o Estado de São Paulo.

Na RMVale, o número de internações de motociclistas cresceu 18,76% em três anos, saltando de 762 em 2008 para 905, em 2011. A região está em quarto lugar no ranking estadual que enumera a quantidade de internações de motociclistas feitas em 2011.

Das 16 regionais de Saúde do Estado, descontando a Grande São Paulo, a RMVale perde apenas para Ribeirão Preto (1.472), Campinas (1.353) e Sorocaba (1.120) em número de internados. Segundo a Secretaria da Saúde, a pesquisa servirá de referência para campanhas de conscientização dos motociclistas, principalmente para usarem equipamentos de segurança, participarem de cursos e respeitarem as normas de trânsito.

“A imprudência é a principal causa dos acidentes”, disse o cirurgião Caio Soubhia Nunes, diretor técnico do Hospital Regional do Vale do Paraíba, em Taubaté. Por si só, segundo ele, andar de motocicleta oferece um risco inerente ao veículo. O problema é ainda maior quando entra a imprudência.

“Cair com a moto parada já pode causar uma fratura exposta, que deixa o motociclista seis meses sem poder trabalhar”, afirmou o médico. Tendo chefiado a unidade de emergência do Hospital Regional por sete anos, Nunes está acostumado a atender motociclistas.

Para ele, as lesões que eles apresentam estão entre as mais graves entre todos os motoristas. São traumas graves que, não raro, levam à morte ou deixam sequelas incapacitantes. “O pior é que a maioria dos acidentados tem entre 20 e 40 anos, faixa economicamente ativa da população. Isso atrapalha demais e causa prejuízos à economia”, disse.

De acordo com o levantamento da Secretaria da Saúde, o Estado de São Paulo gastou R$ 27,2 milhões com internações de motociclistas em 2011, valor 76% maior do que os R$ 15,4 milhões aplicados em 2008. “O aumento se deve à maior complexidade dos casos. Os acidentes estão cada vez mais violentos”, disse Julia Greve, médica do Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo).

Presidente do SindimotoVale, Benedito Carlos dos Santos, o ‘Natu’, defende a separação entre os motociclistas profissionais, que trabalham com o veículo, daqueles eventuais. Segundo ele, a primeira categoria tem mais cuidado com a segurança, em razão de depender do trabalho. Mas ele admite que há profissionais que exageram sobre rodas. “Defendemos o curso obrigatório para os motoristas profissionais, além dos equipamentos se segurança”, disse Santos. “Não é sem motivo, mas para aumentar a segurança dos motociclistas.”

O Vale

Publicado em: 21/02/2013

Mais de 400 mil pessoas devem declarar o Imposto Renda

A Secretaria Receita Federal informou a previsão de contribuintes que irão declarar o Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2013 na região do Vale do Paraíba. Serão esperadas mais de 413 mil entregas da declaração nas 39 cidades, sendo a maioria, 216 mil pessoas, nas 9 cidades que abrangem a região de São José dos Campos. O restante das declarações vão partir dos 30 municípios da área de Taubaté.

O prazo de entrega da declaração começa em 1º de março e vai até o dia 30 de abril. Quem perder o prazo está sujeito a uma multa mínima de R$ 165,74. A declaração poderá ser enviada pela internet, por meio da utilização do programa de transmissão da Receita Federal (Receitanet), ou via disquete, nas agências do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal, durante o seu horário de expediente. A entrega do documento, via formulário, foi extinta em 2010.

Em 2012, foram entregues 397 mil declarações na região. Desse total, na região de São José dos Campos, 17 mil ficaram retidas na malha fina e 8 mil continuam em situação irregular. Segundo Ana Cristina Zuccaro Wajsman, auditora fiscal da Receita Federal é importante lembrar que os contribuintes que caíram na malha fina e não foram notificados, pode realizar a auto regularização pelo site.

“O contribuinte fazendo a auto regularização, fica beneficiado pela espontaneidade. Pois a partir do momento que ele é intimidado e se constatado a irregularidade,  ele fica sujeito a uma multa que varia de 75% a 150% sobre o imposto apurado ” explicou ao G1. O ano de 2013 será o último no qual os contribuintes que declaram o Imposto de Renda pelo modelo simplificado precisarão preencher sua declaração do IR, segundo informações da Receita Federal.

A partir de 2014, de acordo com o Fisco, caberá ao contribuinte confirmar ou alterar os dados pré-preenchidos pelo órgão e apresentados em sua declaração anual. Esse modelo de declaração pré-preenchida do IR já é adotado em outros países, como na Espanha, por exemplo, e será possível com cruzamento de dados prestados pelas empresas contratantes.

Dados da Receita mostram que 70% dos cerca de 25 milhões de contribuintes que entregam IR anualmente, ou seja, mais de 17 milhões de pessoas, optam pelo modelo simplificado de declaração do Imposto de Renda. Neste caso, há o desconto de 20% sobre os rendimentos tributáveis.

Segundo a Receita Federal, estão obrigadas a apresentar a declaração as pessoas físicas que receberam rendimentos tributáveis superiores a R$ 24.556,65 em 2012 (ano-base para a declaração do IR de 2013). O valor foi corrigido em 4,5% em relação ao ano anterior, conforme já havia sido acordado pela presidente Dilma Rousseff.

Também estão obrigados a apresentar o documento os contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 40 mil no ano passado. A apresentação do IR obrigatória, ainda, para quem obteve, em qualquer mês de 2012, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas.

Quem tiver a posse ou a propriedade, em 31 de dezembro de 2012, de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil, também deve declarar IR neste ano. Este é o mesmo valor que constava no IR 2012 (relativo ao ano-base 2011). A obrigação com o Fisco se aplica também àqueles contribuintes que passaram à condição de residente no Brasil, em qualquer mês deste ano, e que nesta condição se encontrem em 31 de dezembro de 2012.

A regra também vale para quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, cujo produto da venda seja destinado à aplicação na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias contados da celebração do contrato de venda.

Também é obrigatória a entrega da declaração de IR 2013 para quem teve, em 2012, receita bruta em valor superior a R$ 122.783,25 oriunda de atividade rural. No IR de 2012, relativo ao ano-base 2010, este valor era de R$ 117.495,75. O documento também tem de ser entregue por quem pretenda compensar, no ano-calendário de 2012 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2012, informou a Receita Federal.

Declaração de bens e dívidas
Segundo o Fisco, a pessoa física deve relacionar, na declaração do IR, os bens e direitos que, no Brasil ou no exterior, assim como suas dívidas. De acordo com o órgão, ficam dispensados de serem informados os saldos em contas correntes abaixo de R$ 140, os bens móveis, exceto carros, embarcações e aeronaves, com valor abaixo de R$ 5 mil. Também não precisam ser informados valores de ações, assim como ouro, ou outro ativo financeiro, com valor abaixo de R$ 1 mil. As dívidas dos contribuintes, ou seus dependentes, que sejam menores do que R$ 5 mil em 31 de dezembro de 2012 também não precisam ser declaradas.

Imposto a pagar
Caso o contribuinte tenha imposto a pagar em sua declaração do IR, a Receita informou que isso poderá ser dividido em até oito cotas mensais, mas nenhuma delas pode ser inferior a R$ 50. Caso o imposto a pagar seja menor do que R$ 100, deverá ser quitado em cota única. A primeira cota, ou a única, devem ser pagas até 30 de abril, e as demais até o último dia útil de cada mês, acrescidas de juros.

O Fisco informou que o contribuinte também pode antecipar, total ou parcialmente, o pagamento do imposto ou das quotas, não sendo necessário, nesse caso, apresentar Declaração de Ajuste Anual retificadora com a nova opção de pagamento. Também pode ampliar o número de quotas do imposto inicialmente previsto na Declaração de Ajuste Anual, até a data de vencimento da última quota desejada. O pagamento integral do imposto, ou de suas quotas e dos acréscimos legais, pode ser efetuado mediante: transferência eletrônica de fundos por meio de sistemas eletrônicos dos bancos; Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf), em qualquer agência bancária; ou débito automático em conta-corrente.

G1 (Vnews)

Publicado em: 21/02/2013

Industria da região tem queda nos empregos em um ano

O setor industrial da Região Metropolitana do Vale do Paraíba amargou a perda de 4.750 postos de trabalho nos últimos 12 meses, o segundo pior resultado da história. O primeiro ocorreu de junho de 2011 a junho de 2012 quando foram fechados 5.000 empregos formais, com carteira assinada.

A retração do emprego na indústria da região, principal mola da economia da RMVale, tem pior cenário nas cidades da região de Taubaté, que reúne 28 cidades, onde foram fechadas 2.400 vagas entre janeiro do ano passado e janeiro deste ano.

O setor industrial da região de São José dos Campos, que reúne oito cidades, perdeu 2.100 postos de trabalho no mesmo período. Já a região de Jacareí, composta por três cidades, perdeu 250 empregos com carteira assinada no período de 12 meses, segundo o estudo.

Dirigentes das delegacias regionais do Ciesp analisam que o cenário foi ruim em 2012 por causa da crise da economia na Europa, prejudicando a exportação, a alta carga tributária (custo/Brasil) e a competição dos produtos importados, principalmente da China e da Índia.

Para Fabiano de Sousa, gerente regional do Ciesp São José, a região de São José não ficou fora da realidade em geral que foi ruim, mas sentiu muito as perdas. “O número equivale ao fechamento de uma grande empresa. É é um dos piores resultados da história”. Segundo Sousa, os vilões da alta queda são os setores de autopeças, aeropeças e produtos químicos.

Para 2013, a perspectiva é de recuperação de parte dos postos de trabalhos perdidos. “Esperamos que em 2013 essa situação se reverta”. De acordo com Sousa, as medidas tomadas pelo governo federal, como desoneração na folha de pagamento e redução nos juros e de encargos sociais e redução de energia serão sentidas somente no segundo semestre deste ano.

Em Taubaté, o gerente regional do Ciesp, José de Arimathéa Campos, relatou que o setor de papel e celulose é o que enfrenta maiores dificuldades. “São números acumulados que devem ter melhora no meio do ano”, disse ele. Em janeiro de 2013, A região de São José registrou saldo negativo de 15 vagas comparado ao mesmo período do ano passado. Na contramão, a regional de Taubaté apresentou acréscimo de 800 postos de trabalho, alta de 1,52%. E Jacareí somou mais 100 empregos formais.

O Vale

Publicado em: 20/02/2013

Estado está com carência de PMs por toda a região

Reforço no efetivo da Polícia Civil e reuniões bimestrais de prestação de contas estão entre as prioridades definidas pela Secretaria de Segurança Pública para combater a criminalidade, que foi recorde no Vale do Paraíba no ano passado com 449 pessoas assassinadas.

As medidas foram anunciadas ontem pelo Secretário de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, após reunião com representantes das polícias Civil, Militar e Científica da região realizada na Câmara de São José. O quadro de escrivães e investigadores do Deinter-1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior) está com uma defasagem em torno de 30%, o que representa cerca de 420 homens de um total de 1.400.

Isto reflete diretamente, por exemplo, nos indicadores de esclarecimento de homicídios dolosos (com intenção de matar). Apenas as delegacias de Cruzeiro e Taubaté, das seis seccionais da região superaram o índice de 50% no ano passado. “É um índice considerado aceitável para a situação atual. Nossa Polícia Civil está envelhecida, com uma média de idade de 48 anos. Precisamos formar pelo menos 3.000 policiais por ano para recomposição de algumas delegacias”, disse o delegado-geral da Polícia Civil, Luiz Maurício Blazeck, que acompanhou o secretário na reunião, assim como o comandante geral da PM no Estado, coronel Benedito Roberto Meira.

Concursos para o preenchimento dessas vagas já estão em andamento.  O pedido de aumento do efetivo foi reforçado pelo diretor do Deinter-1, João Barbosa Filho. “É necessário pelo menos 30% a mais, mas se recebermos 15%, conseguiremos um equilíbrio entre o bom trabalho e bons resultados”, afirmou Barbosa Filho.

Para o comandante geral da PM, o efetivo da corporação no Vale, formado por 3.359 homens e mulheres, é um dos melhores no Estado. “É um número muito bom e significativo. A região tem um déficit de menos de 49 policiais. Tem policiais suficientes para trabalhar.”

Meira negou que a frota da região esteja sucateada. De acordo com ele, existem no Vale 181 viaturas em operação, o que representa 26% da frota da PM em todo Estado. “Também estamos estudando maneiras para que o efetivo seja aproveitado ao máximo.”

O presidente do sindicato dos delegados de São Paulo, George Melão, critica as ações do Estado. De acordo com ele, a RM Vale cresce cada vez mais e não são apresentados projetos relacionados à Segurança Pública a longo prazo. Para Melão, o número de policiais civis e militares é insuficiente. “Muitos policiais estão se aposentando e os concursos não estão acompanhado. A relação do quadro de policiais civis é de 1994, faltam mais de 6.000 em todo o Estado”, disse.

“O Vale está na rota do tráfico e armas e drogas. Isso acarreta em um serviço de policiamento judiciário mais eficaz. Vemos quadrilhas transitando livremente pela região. É preciso investir em inteligência e evitar a troca de comandos para que os projetos possam dar resultados”, afirmou.

O Vale

Publicado em: 20/02/2013

Mulheres conquistam seu espaço no mercado segundo IBGE

Já foi a época que fazer carro ou avião era coisa de homem. De maneira mais delicada, mas não menos competente, as mulheres já conquistaram espaço e respeito no meio industrial da região. Hoje, a média de funcionárias mulheres em empresas da Região Metropolitana do Vale do Paraíba é de 15%. Trinta anos atrás esse número não passava de 5%. A prova do avanço do público feminino na indústria é a procura por cursos na área.

Há 20 anos na General Motors de São José, Ana Cláudia Barbosa, 42 anos, foi a segunda mulher na história da empresa na cidade a conquistar um cargo de supervisora. Atualmente, ela é gerente de produção de veículos e comanda uma equipe de 700 pessoas.

O ambiente dominado por homens não a incomoda, já que tem sido assim desde que ingressou na faculdade de engenharia da Unesp (Universidade Estadual Paulista) em Guaratinguetá. “É uma troca muito boa. Tento agregar o raciocínio lógico e a praticidade do homem com a sensibilidade e argumentação da mulher.”

Na engenharia de produção, área tradicionalmente masculina, o destaque vai para Cristine Mendonça Bloch, 40 anos. Responsável pela engenharia de manufatura do projeto do KC-390 a maior aeronave que a Embraer terá colocado no ar e o principal produto na área de defesa, ela se sente desafiada.

“Me sinto super motivada e feliz em trabalhar em um programa importante não só para a Embraer, mas para o Brasil”, afirmou. Atualmente, ela comanda uma equipe de 160 pessoas, em que 20 são mulheres. “Nunca me senti estranha no ninho. Como minha equipe, quero ver esse avião voar, fazer parte disso.”

A gerente trabalha na Embraer em São José há 12 anos. Hoje, o número de mulheres engenheiras na Embraer se aproxima dos 10%. Já 23 anos atrás, quando Eliane Rodrigues de Moraes, 43 anos, entrou na Embraer, mulher era peça rara.

Eliane conta que no início o sonho de ter carteira de trabalho assinada pela Embraer era de sua mãe que levou seu currículo. Mas não demorou muito para que ela tivesse sonhos dentro da empresa. Passou de eletricista a supervisora de produção de aviões executivos.

“Eu adoro o que faço. É um orgulho. Consegui o respeito das pessoas e hoje discuto de igual para igual”, afirmou ela. Desafiada a conquistar ainda mais espaço, a supervisora estuda inglês e faz MBA em gestão empresarial.

A montadora de interiores, Ana Cláudia Xavier, 29 anos, é um exemplo de força de vontade. Ela sabia que para poder concorrer a uma vaga na Embraer, onde tanto queria trabalhar, precisaria estudar. Pesquisou, correu atrás, se formou no Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e há cinco anos é funcionária da  companhia de aviação.

“É uma satisfação muito grande saber que o produto onde trabalhei está carregando tantas vidas disse ela.
Ana Cláudia pretende voar mais alto. Por isso não paro de estudar”, disse ela. Prestes a completar a maioridade como funcionária da GM, Juliana Matos passou de estagiária a gerente de controle de produção e tem que conciliar trabalho e família. “Antes, nascemos para ser mãe e dona de casa. Hoje, somos mãe, dona de casa e respeitadas no mundo dos negócios. Isso é o um diferencial de uma mulher que sai de casa para trabalhar.”

O número de mulheres na indústria da região vem crescendo a cada ano. Na Embraer, 14% dos funcionários são mulheres. A tendência é que esse número aumente, segundo Daniela Sena, diretora de Recursos Humanos. Isso porque o público feminino tem procurado mais por cursos de especialização de acordo com a necessidade de cada empresa, que absorve essa mão de obra.

“A mulher conquistou respeito pela sua competência e se destaca pelo lado mais humano que aliado ao negócio se posiciona bem estruturada no mercado de trabalho”, disse. Segundo Daniela, a mulher conquistou também o tratamento igualitário. Em São José, a Embraer tem cerca de 15 mil funcionários.

Na GM, 8% dos funcionários é mulher: 950 na produção e 900 na área administrativa. A atual presidente da empresa no Brasil é Grace Lieblein. Na planta da Argentina, com sede em Buenos Aires, a brasileira Isela Costantini comanda a montadora.

O Vale

Publicado em: 21/01/2013

Chuva causa transtornos nas estradas da região

As chuvas dos últimos dois dias provocaram estragos em nove cidades da região, mas a Defesa Civil monitora ainda mais sete que estão ameaçadas de deslizamentos ou alagamentos. Ao menos 220 pessoas estão fora de suas casas em Campos do Jordão e São Luís do Paraitinga, onde a situação é mais grave. O cenário ainda pode piorar, já que a previsão é que a chuva continue até a sexta-feira.

Entre as demais cidades afetadas, Taubaté sofre com a interdição de uma de suas principais rodovias, a Amador Bueno da Veiga, que interliga a cidade a Pinda e Tremembé. Também há registros de problemas em São Sebastião e Caraguatatuba, no Litoral Norte, e em Cunha, Caçapava e Jacareí.

Já em São José, a Defesa Civil mantém o alerta no Mirante do Buquirinha, bairro da zona norte que sofreu com a cheia do rio Buquira na semana passada. Até ontem a noite, o rio ainda estava 1,80 metro acima do seu nível normal.

Segundo o coordenador regional da Defesa Civil, capitão Rinaldo de Araújo Monteiro, a situação no Vale melhorou, porém ainda preocupa. “O acumulado das chuvas tem diminuído, porém a chuva fina de hoje (ontem) caiu em um solo já encharcado, o que eleva o risco.”

Uma equipe do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), em parceria com a Casa Militar do governo de São Paulo, está realizando o mapeamento das áreas de alto e muito risco de deslizamentos e inundações. Já foram vistoriados Areias, Bananal e Cruzeiro. Hoje será a vez de Lavrinhas e, amanhã, Queluz.

“Nosso objetivo é mapear as cidades que não têm o seu mapa de áreas de risco atualizadas. Depois, queremos verificar formas de minimizar ou mesmo eliminar os riscos identificados”, afirmou o geólogo Marcelo Gramani.  Apesar de as famílias já terem voltado para suas casas, a Defesa Civil de São José continua monitorando o Mirante do Buquirinha, na zona norte da cidade. Ontem, por causa das chuvas em Monteiro Lobato, a água do rio Buquira subiu 1,80 metro e chegou a atingir algumas ruas do bairro.

“O nosso medo é que volte a encher as casas. Nem desci as minhas coisas do cavalete. Como a Defesa Civil avisou que as chuvas vão continuar, achei melhor não arriscar e ter de empilhar tudo de novo”, afirmou a dona de casa Maria Aparecida Vidoti, 52 anos.

O vereador Carlinhos Tiaca (PMDB) esteve ontem à tarde no local para ver como está a situação dos moradores. “A minha proposta, já que eu acredito que a prefeitura não terá dinheiro para indenizar todas as casas, é que ela compre terreno próximo ao Mirante e coloque as pessoas para morar nele”, afirmou.

Ainda ontem, pela manhã, funcionários municipais estiveram nas ruas e fizeram medições nos muros das casas. Em algumas delas, foi marcado um triângulo branco. A prefeitura não informou o motivo das medições.  A Defesa Civil está também monitorando outras áreas de risco da cidade, entre elas, o bairro Rio Comprido, na zona sul de São José.

“Por enquanto não aconteceu nada mas, quando começa a chover, eu fico de olho. Como moro na parte baixa da rua, se o barranco desmoronar, trará para cima da minha casa as outras que estão nele”, disse a faxineira Elizângela Ribeiro, 37 anos. Em janeiro de 2011, um deslizamento de terra causou a morte de cinco pessoas no bairro. Cerca de 300 casas estão condenadas pela Defesa Civil no local.

O Vale

Publicado em: 15/01/2013

Com início a aulas, variação de preço é grande na cidade

O preço do material escolar varia até 455% na região, conforme levantamento do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), órgão da Unitau (Universidade de Taubaté), divulgado ontem. O recordista na diferença de preço é o lápis de cor (caixa com 12 unidades), produto encontrado por R$ 2,69 e também por R$ 14,65.

O Nupes pesquisou os 12 principais itens da cesta básica de materiais escolares em cinco grandes lojas especializadas de São José dos Campos e Taubaté, entre os dias 4 e 7 de janeiro. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a cesta está 18,47% mais cara, tendo subido de R$ 129,62 para R$ 153,55. “É um aumento de mercado e já esperado. Mas os consumidores têm que prestar atenção na variação dos preços dos produtos, que está muito grande”, disse o economista Luiz Carlos Laureano, do Nupes.

Os itens com menor variação no preço são o papel sulfite (100 folhas) e a cola (40 gramas), com diferença de 47% e 123% no valor, respectivamente. O sulfite vai de R$ 2,17 a R$ 3,20 a resma e a cola, de R$ 0,93 a R$ 2,08 o tubo. “Quanto mais os consumidores pesquisarem os preços, mais aproveitaram as melhores oportunidades”, afirmou Laureano.

É o que faz a dona de casa Luciana Coelho, 45 anos, quando tem que comprar o material da filha Nayla, de 13 anos. Ela costuma visitar várias lojas antes de fechar a compra dos produtos. “A variação é bem grande e compensa pesquisar os preços. A gente encontra promoções e economiza”, disse.

Além da comparação dos preços, o levantamento do Nupes aponta uma série de dicas para os consumidores economizarem na compra do material escolar. Itens com estampas e marcas famosas ou personagens são bem mais caros do que aqueles sem imagens. Isso ocorre muito com os cadernos, mochilas e lancheiras.

“Os pais devem avaliar se vale a pena pagar bem mais caro para ter um herói na capa do material”, disse Laureano. “Uma alternativa é comprar sem a estampa e colocar um adesivo, que é mais barato.” “Há produtos em que se deve observar a qualidade. Nestes casos, o barato pode sair caro”, disse Hélio Anan, supervisor da papelaria Tanby. O projetista Alexandre Bernardo, 40 anos, levou ontem os filhos para comprar materiais. “Os preços estão razoáveis.”

O Vale

Publicado em: 09/01/2013

Devido as festas de fim de ano, comércio fica sem eletrônicos

A corrida pelas compras de Natal já provoca a falta de algumas opções de presente, como tablets e celulares, nos shoppings da região. Os aparelhos estão entre os mais procurados desde o início da campanha natalina e devem bater recorde de vendas neste ano.

Nas lojas Colombo, no CenterVale, em São José, alguns modelos com recursos 3G já esgotaram. “Apesar do movimento esperado para esta época do ano, está surpreendendo. O giro está bem bacana”, disse Leandro Quadros, gerente.

Somente na primeira quinzena de dezembro, a loja vendeu cerca de 60 tablets e mais de 300 celulares. Segundo ele, câmeras digitais também estão tendo boa procura e sendo bem vendidas. Outras quatro lojas especializadas em venda de eletrônicos também entram para a última semana de compras com estoque baixo. Na Vivo, também do CenterVale Shopping, as vendas aumentaram 20% em relação ao mesmo período de 2011.

De olho nos aparelhos mais modernos, o aposentado Glayton Alvarenga Cardoso, 63 anos, está à procura de um tablet. “É mais moderno. Desde que vi pela primeira vez gostei”, disse. Na tentativa de agradar aos filhos e ficar de olho neles, o gerente de TI, Celso Fernandes, 49 anos, está em busca de um celular em lançamento.

“Já pesquisei e vi que o produto é adequado e compactado para a idade dele (13 anos). Além de ajudar na leitura, tem GPS, assim, sei onde ele está. Isso é importante para um pai”, afirmou ele. O felizardo será o estudante Daniel Fernandes. “O meu já está com o software desatualizado. Eu uso para jogar e estudar”, disse o garoto.

O campeão de vendas é o celular, que varia de R$ 99 a R$ 2.000, seguido pelo tablet, com preço a partir de R$ 449. Entre os produtos mais procurados e também em falta estão peças básicas femininas. Segundo Martha Serra, gerente de Marketing do Taubaté Shopping, a loja Hering está repondo essas peças diariamente. “Está uma loucura. Além dos eletrônicos, as roupas básicas estão sendo vendidas muito rapidamente.” Já no Vale Sul Shopping, em São José, alguns brinquedos já estão em falta. Nesta semana, o comércio atua em horário estendido.

O Vale

Publicado em: 18/12/2012

Shopping da receberá mais de 8 mil pessoas este mês

Os shoppings da região devem registrar público recorde em dezembro. Cerca de 8 milhões de consumidores vão passar pelos corredores dos centros de compras até dia 31. O número é 20% maior que no mesmo período de 2011. No geral, as vendas também devem crescer 20%.

Na visão dos shoppings, lojas exclusivas antes encontradas somente em São Paulo e capitais, a expansão e as promoções têm atraído cada vez mais consumidores. Em São José, o CenterVale Shopping espera receber 2 milhões de consumidores 500 mil a mais que no ano passado.

“É um mix completo. A expansão do CenterVale está chamando bastante a atenção pelas novidades, novas lojas e claro, sempre com atrações e boas promoções”, disse Juliana Bidoia, gerente de Marketing do CenterVale Shopping.

De acordo com o shopping, essa é a primeira vez que recebem 2 milhões de pessoas no último mês do ano. “Estamos bastante otimistas”, afirmou. O Vale Sul Shopping também está comemorando o fluxo de pessoas e as vendas neste final de ano. Outros dois milhões de consumidores são esperados pelo shopping que prevê aumento de 18%.

“Estamos batendo os números a cada ano. Além da data que é o melhor período do ano para o comércio, a expansão do shopping é um dos motivos para esse aumento. Mais lojas, mais pessoas gastando”, disse Robson Mikio Furuzawa, gerente de Marketing do Vale Sul Shopping.

Segundo ele, as vendas também tiveram alta. “O movimento de sacolas é grande durante todo o dia”, afirmou. O Colinas Shopping, também em São José, apenas informou que espera receber cerca de 900 mil pessoas em dezembro. O número é 12% maior que no mesmo período de 2011.

O shopping está em obras, o que deve triplicar o seu tamanho. Para março de 2013 são esperadas 27 novas lojas. O final das obras de expansão está previsto para outubro de 2014, onde serão incorporadas mais 185 lojas. Outro recorde de público deve ser registrado no Taubaté Shopping onde são esperadas 1 milhão e 350 mil pessoas. Em 2011, o centro de compras recebeu 1,2 milhão.

Para o shopping, o aumento de público e vendas se dá por conta da oferta de emprego. Na cidade, foram geradas 2.671 vagas até outubro, de acordo com a pesquisa do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgada em novembro.

“Estamos com dificuldades até para contratar e tendo que chamar pessoas de outras cidades da região que acabam também consumindo aqui. E claro, a magia do Natal contagia as pessoas”, afirmou Martha. Inaugurado na última quinta-feira, o Via Vale Garden espera 1,5 milhão de pessoas até dia 31 de dezembro.

“Inauguramos um shopping que com certeza vai agradar e encantar a todos. O comércio está bem aquecido e isso nos deixa bastante otimistas com os números”, disse Disney Silva, empreendedor. Outros centros de compras da região como o Jacareí Shopping, Buriti Shopping Guará, Shopping Centro (São José) e Serramar Parque Shopping (Caraguá), juntos, devem receber cerca de 300 mil pessoas.

O Vale

Publicado em: 17/12/2012

Shoppings da cidade ficam lotados na reta final do Natal

A 11 dias do Natal, os shoppings da região devem receber mais 1 milhão de consumidores entre hoje, amanhã e domingo, na reta final de compras. O número é 20% maior que em 2011. A expectativa otimista dos empresários se dá por conta dos finais de semana anteriores, em que o fluxo de pessoas superou as metas.

Outra aposta dos centros de compras foi estender o horário até as 23h na semana que antecede o melhor período do ano para vendas. Em São José, 425 mil consumidores devem circular pelos corredores dos shoppings atrás de presentes.

Desses, 190 mil passarão pelo Vale Sul Shopping e outros135 mil pelo CenterVale. O Colinas Shopping não divulgou os números, apenas que espera receber cerca de 900 mil no mês de dezembro. “É o melhor período do ano. Estamos felizes”, disse Robson Mikio Furuzawa, gerente de Marketing do Vale Sul Shopping.

De acordo com Mikio, cerca de 1 milhão e 600 mil pessoas passaram pelo centro de compras do dia 1º de dezembro até ontem. “O horário estendido agrada e facilita bastante a vida do cliente. Assim, ele fica com mais tempo para consumir”, afirmou Juliana Bidoia, gerente de marketing do CenterVale Shopping.

Lojistas de Taubaté também comemoram o número alto de consumidores que já passaram pelos shoppings em dezembro e esperam registrar número recorde nesse fim de semana. Inaugurado ontem, o Via Vale Garden esperar receber entre 400 mil e 500 mil pessoas. “As nossas expectativas são as melhores possíveis”, disse Disney Silva, empreendedor.

Cerca de 300 mil devem circular pelo Taubaté Shopping nesses três dias. “Estamos nos surpreendendo a cada dia”, disse Martha Serra, gerente de marketing. Além de disposição para circular pelos corredores dos shoppings, é necessário também ter paciência.

Há filas para pagar pelo produto, para achar vaga de estacionamento e até para ser atendido. “O ideal é que esse número fosse distribuído de maneira equilibrada. Mas a maioria das pessoas pode vir ao shopping em horários de ‘pico’ e realmente é preciso sair de casa com paciência”, disse a gerente de marketing.

A Secretaria de Transportes aumentou o número de agentes de trânsito próximo aos comércios de São José. Das 8h às 18h, 10 agentes circulam pelo centro, e das 18h às 22h, o número cai para 4. A entrada e saída dos três shoppings é monitorada por dois agentes em cada um.

O Vale

Publicado em: 14/12/2012