Cidade tem aumento de empregos, mais não recupera perda

As indústrias da Região Metropolitana do Vale do Paraíba registraram aumento de 305 postos de trabalho formais, com carteira assinada, em abril deste ano, segundo levantamento divulgado ontem pelo Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo). Trata-se do quarto mês consecutivo com criação de novas vagas na região diante do saldo negativo de 2012, quando a RMVale perdeu 4.400 empregos formais.

No acumulado de 2013, entre janeiro e abril, o número de empregos gerados na região é de 1.350. Mas o saldo ainda não foi suficiente para compensar a redução de empregos registrada nos últimos 12 meses na RMVale, com perda de 3.000 postos de trabalho. “Estamos numa tendência de crescimento, mas ainda não foi suficiente para zerar o saldo negativo”, disse José de Arimathéa Campos, gerente administrativo da regional de Taubaté do Ciesp.

Formada por 28 municípios, a regional de Taubaté teve o melhor desempenho na criação de vagas na indústria de toda a região. Foram 200 novos postos de trabalho em abril e 2.350 no acumulado do ano, mas saldo negativo nos últimos 12 meses, com redução de 400 vagas. Na regional de São José, as empresas tiveram saldo positivo de 100 vagas em abril, o que é considerado insuficiente.

No ano e nos últimos 12 meses, de acordo com o levantamento do Ciesp, São José registra perda de vagas: 1.150 postos entre janeiro e abril e 2.250 empregos desde abril do ano passado. “A situação está estável, mas não é de se comemorar. As grandes empresas precisam comprar mais da cadeia de fornecedores”, afirmou Almir Fernandes, diretor da regional de São José do Ciesp, que congrega oito cidades.

Em Jacareí, cuja regional é formada por três municípios, o acréscimo de postos de trabalho em abril foi de apenas cinco novas vagas. No ano, as cidades acumulam saldo positivo de 150 empregos, que cai para a redução de 350 postos de trabalho nos últimos 12 meses. Para diretores do Ciesp, a RMVale só deve registrar crescimento no número de empregos no setor industrial no segundo semestre de 2013. A situação deve melhorar com a chegada de investimentos e novas empresas.

Otimistas, mas sem exagero. Assim estão os diretores das duas maiores regionais do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) no Vale do Paraíba. Em São José, que registra redução de 2.250 postos de trabalho desde abril do ano passado, a cobrança de Almir Fernandes, diretor do Ciesp, é para que as grandes empresas aumentem a compra de produtos de fornecedores locais. “Isso teria um resultado muito bom e imediato nas contratações de funcionários pelas empresas da cadeia”, afirmou.

Em Taubaté, que vem registrando saldo positivo desde o final de 2012, mas ainda amarga redução de 400 vagas nos últimos 12 meses, José de Arimathéa Campos, gerente administrativo do Ciesp, acredita que as empresas irão zerar o saldo até julho. “Cresceremos no segundo semestre”.

O Vale

Publicado em: 15/05/2013

Aeroporto da cidade perde passageiros em meio a impasse

Em meio ao impasse sobre seu futuro, o Aeroporto de São José teve nos primeiros quatro meses do ano queda de 5% no número de passageiros transportados, ante o mesmo período de 2011. De janeiro a abril deste ano, 61.851 pessoas utilizaram o terminal, sendo que a capacidade anual do aeroporto é de 90 mil usuários, segundo a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), administradora do local desde 1996.

No ano passado, 236.084 pessoas decolaram ou pousaram em São José, crescimento de 180% em relação a 2010, o maior entre todos os aeroportos da Infraero. No entanto, a falta de estrutura fez com que a companhia aérea Azul reduzisse seu número de voos na cidade pela metade, o que vem derrubando o número de passageiros no terminal.

Para as lideranças empresariais, a falta de investimentos no aeroporto atrapalha a geração de negócios em todo o Vale do Paraíba. “Todo mundo é afetado. A região perde negócios e deixa de fazer outros. Atuo no setor de logística e posso dizer que o que a Infraero está fazendo é um insulto à logística”, afirmou o presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial de São José), Felipe Cury.

Uma das apostas para fazer com que a o movimento volte a ‘decolar’ é a nova rota implantada ontem pela Azul que liga São José a Campinas em quatro voos diários. De Campinas, os passageiros poderão fazer conexão para 42 destinos. “A nova ligação facilitará o fluxo de clientes, em ambos os sentidos, além de possibilitar viagens a negócios com ida e volta no mesmo dia para muitas cidades brasileiras”, afirmou o vice-presidente comercial, de marketing e TI da Azul, Paulo Nascimento, em comunicado.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico da cidade, José de Mello Corrêa, a nova linha é um sinal de que há demanda por voos na região. “(A nova rota) significa que as companhias aéreas acreditam no nosso potencial. Se São José não traz novas rotas, a empresa leva São José a elas.”

O diretor regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Almir Fernandes, salientou que a nova rota beneficia todos os empresários da região. “É uma linha muito interessante. Hoje perdemos tempo indo para outros aeroportos”, disse.

O Vale