Vale tem o seu primeiro dia sem sacolas plástica nas cidades

O primeiro dia sem distribuição de sacolas plásticas descartáveis nos supermercados da região foi marcado por muitas dúvidas e reclamações dos consumidores. Mesmo assim, os Procons de São José e de Taubaté não registraram queixas formais até o fim da tarde de ontem.

O Procon é o responsável pela fiscalização do cumprimento do acordo entre a Apas (Associação Paulista de Supermercados) e o Ministério Público, no entanto, só pode investigar irregularidades caso haja denúncia. “As pessoas têm assimilado bem a ideia (do fim das sacolas), entendendo que o bem coletivo é maior que o individual. Começaremos a investigar a partir do momento em que alguém se sentir prejudicado”, afirmou o diretor do Procon de São José, Sérgio Werneck.

Em Taubaté, a movimentação no Procon também foi tranquila ontem. “Achávamos que poderíamos ter reclamações, mas não houve”, afirmou a diretora do Procon, Regina Pelúcio. Os consumidores se queixam da falta de opções nos supermercados e não sabem o que podem realmente exigir das lojas.

“Sobra sempre para o consumidor, que é quem mantém o mercado e deveria ser o maior beneficiado com alguma medida. O fim da sacola causa um desconforto muito grande”, disse o supervisor de vendas Edmilson Guedes, 40 anos, de São José. Já o técnico eletrônico Ubirajara Amorim, 54 anos, afirma que a ação da Apas foi repentina e que o foco da campanha deveria ser outro.

“A sacolinha deveria continuar. O que teria que ser feito é uma educação do consumidor sobre o uso da sacola. Não é uma simples campanha que vai mudar o hábito das pessoas”, disse Amorim. O supermercado Nagumo, na zona leste de São José, manteve a distribuição das sacolas. Segundo o gerente da loja, Osanies Silva, nem um terço dos clientes traz sacolas reutilizáveis, ‘ecobags’ ou usa caixas de papelão desde o início da ação da Apas.

“Aderimos à campanha na primeira vez em que suspenderam a distribuição (em 25 de janeiro) e foi complicado. Para evitar problemas, a direção da empresa resolveu manter as sacolas”, disse ele. Para o diretor regional da Apas, Fernando Shibata, a retirada das sacolas descartáveis de circulação foi bem assimilada pelos clientes.

“Hoje (ontem) fiquei de plantão para ver como estava o primeiro dia da medida. Liguei para associados, concorrentes, perguntei a clientes e foi tudo tranquilo. Em algumas lojas, a caixa de papelão acabou no meio da tarde, mas todos estavam com bom estoque de sacolas reutilizáveis.”

Sobre o fato de que algumas lojas mantiveram a distribuição de sacolas, o diretor da Apas considerou a opção do supermercado uma “decisão pontual” e acredita que todas as lojas irão aderir à ação. Uma das clientes que aprovou o fim das sacolas foi a supervisora de call center Alessandra Pereira, 36 anos. “Precisamos contribuir com o meio ambiente. Por que não voltamos a usar sacolas de papel?”

Anteontem, a Apas anunciou outras medidas para dar continuidade à campanha ‘Vamos tirar o planeta do sufoco’. Uma delas é a implantação de um sistema de empréstimo de sacola, denominado ‘Vai e Vem’. O consumidor que esquecer sua sacola em casa pode pagar por uma nova e, quando devolve-la ao supermercado, terá o dinheiro restituído.

Outra ação é o pedido ao governo federal para diminuir o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de empresas que fabriquem sacolas reutilizáveis, o que faria com que os preços caíssem. O fim das sacolas estava inicialmente programado para janeiro, mas um acordo entre Apas e MP prorrogou o prazo para ontem.

O Vale

Foi decretado o fim das sacolinhas plásticas em todo Comércio

Hoje é o último dia de distribuição de sacolas plásticas descartáveis nas 113 lojas da região associadas à Apas (Associação Paulista de Supermercados). Depois de mais de dois meses de campanha, já é possível notar a mudança de comportamento dos clientes no comércio a maioria já leva sua própria sacola para embalar as compras.

O fim das ‘sacolinhas’ havia sido decretado em 25 de janeiro, mas um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) assinado no início de fevereiro entre Apas, Ministério Público e Procon deu 60 dias para que os supermercados e os clientes se preparassem para a mudança.

Ontem, a assistente social Sueli Rossi, 59 anos, de São José, saiu com três sacolas reutilizáveis carregadas de produtos de um supermercado. Ela garante que nem em compras maiores sente falta da sacola plástica. “Quando eu era adolescente, não havia sacola plástica. Levávamos as coisas em embalagem de papel reforçado ou em sacolas de feira. O segredo é separar os produtos por segmento”, disse a assistente social.

Outra que mudou os hábitos desde o início da ação da Apas foi a bancária Vanusa Fontana da Silva, 34 anos, que disse que a maior dificuldade é lembrar de levar a sacola do carro. “Cada vez que vinha ao supermercado, tinha que comprar uma sacola. A ação é importante”, disse.

A dentista Viviane Moreno, 35 anos, comemorou a queda do preço das sacolas reutilizáveis. “No início, essas sacolas custavam R$ 5. Hoje, está R$ 1,99. É um preço justo pois estimula o consumidor a comprar e usar a sacola.” Já a advogava Eládia Arcas, 51 anos, disse não concordar com a medida. “Há tantas outras mercadorias que são de plástico e que não irão acabar. Não acho que a sacola seja a culpada”, disse.

A empresária Flávia Neves, 36 anos, se mostrou favorável ao fim das sacolas, mas lembrou de outra utilidade comum do produto o armazenamento de lixo. “De qualquer forma, as pessoas terão que comprar saco de lixo.” O comerciante Helton José Salles, 57 anos, disse que o maior problema será na hora de pico das compras, pois há dificuldade de encontrar embalagens disponíveis.

Adaptação. Para o diretor regional da Apas, Fernando Shibata, graças ao TAC, a mudança de amanhã deverá ser mais tranquila do que a primeira tentativa de eliminar as sacolinhas no início do ano. “Em janeiro, tinha toda aquela expectativa. O TAC veio em bom momento pois algumas cidades estavam mais preparadas do que outras. Esse prazo foi suficiente para que todo o Estado ficasse no mesmo cenário”, disse Shibata.

Ele salienta que os associados foram orientados a avisar aos clientes sobre o fim das sacolas descartáveis e informar opções presentes na loja. “Agora, mais do que nunca, os funcionários serão orientados. Os supermercados estão mais preparados”, afirmou. Mais de 40 milhões de sacolas plásticas são usadas por mês apenas em São José. Não há dados sobre as demais cidades da região.

O Vale

Semana Santa tem programação especial de Apresentações

Cristãos de toda a região celebram a partir de hoje a data mais importante do calendário religioso: a Semana Santa. A paixão e morte de Jesus Cristo será tema de missas e celebrações especiais ao longo da semana e encenada em igrejas e templos de todo o Vale do Paraíba a partir da próxima quinta-feira, dia 5 de abril.

Em Aparecida, o Santuário Nacional abre a programação hoje, com a Missa de Ramos, às 7h30, que será transmitida pela TV Aparecida e pela internet. Haverá missas, consagrações e confissões diariamente até domingo. A expectativa é que mais de 100 mil devotos participem do Tríduo Pascal, na quinta, sexta e sábado. E outros 100 mil fieis acompanhem a cerimônia de domingo.

O cardeal dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo da Arquidiocese de Aparecida e presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), vai celebrar missas na quinta (20h), sexta (15h) e sábado (20h), além da celebração solene do domingo, às 8h.

Para o prefeito de Igreja do Santuário, irmão João Batista de Viveiros, a Semana Santa leva o devoto a fazer uma revisão em sua vida e a renascer diante da ressurreição de Cristo. “É a vitória da vida sobre a morte. Os fieis são convidados a se abrirem ao Espírito Santo e a se sentirem renovados”, afirmou.

Os sofrimentos e provações pelos quais Jesus Cristo passou, a sua via-sacra, serão encenada em igrejas das dioceses de São José e Taubaté. Em São José, na próxima quarta, haverá apresentação na paróquia da Sagrada Família. Na sexta, é a vez da Catedral São Dimas e das paróquias Coração de Jesus, N. Sra. Aparecida, Coração Eucarístico de Jesus e N. Sra. da Soledade, todos a partir das 19h, além de Santo Antônio (9h), em Paraibuna.

Em Jacareí, a encenação ocorrerá nas paróquias Santa Cecília, N. Sra. de Guadalupe, N. Sra. da Santíssima Trindade e Maria Auxiliadora, também na sexta, às 19h. No mesmo horário, em Monteiro Lobato, haverá apresentação na paróquia N. Sra. do Bonsucesso.

Na diocese de Taubaté, a paixão de Cristo será revivida na igreja de Bom Jesus, em Tremembé, nos dias 5, 6 e 7 de abril, às 19h. Com o tema “Renascimento”, a PIB (Primeira Igreja Batista) de São José apresentará a 9ª edição do Auto de Páscoa, que conta com 500 voluntários envolvidos na realização do espetáculo.

As apresentações serão realizadas na sede da PIB, na Vila Betânia, na quinta, às 20h, na sexta, às 10h, 17h e 20h, e no sábado, às 17h e 20h. As vagas são limitadas e quem quiser assistir terá que trocar o ingresso por um quilo de alimento não perecível. “É a história mais contada de todos os tempos e sempre é renovadora”, disse Queila da Rosa, ministra da PIB.

O Vale

Qualificação profissional prevê 2.640 vagas de curso na cidade

O governo do Estado anunciou ontem pacote de investimentos de R$ 7,7 milhões para fomentar a atividade econômica na região. Entre as propostas estão reforço no programa Via Rápida Emprego e aporte ao Codivap (Consórcio de Desenvolvimento Integrado do Vale do Paraíba).

As medidas foram anunciadas pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado, Paulo Alexandre Barbosa, em evento no Parque Tecnológico de São José.

Neste ano, com investimento de R$ 6,6 milhões, o Via Rápida irá disponibilizar 2.640 vagas na região em cursos gratuitos voltados ao comércio, construção civil, serviços gerais, informática e administração. Em 2011, ano da criação do programa, o Vale recebeu 2.304 vagas.

Também para este ano está previsto o início das atividades da unidade do Via Rápida a ser instalada no Campo dos Alemães, zona sul. O prédio, construído em terreno de 3.000 metros quadrados, será a sede regional do programa, que tem como meta aumentar em cinco vezes a atual capacidade de formação em São José, que em 2011 foi de 600 alunos.

O prefeito de São José, Eduardo Cury (PSDB), elogiou a atuação do Estado na formação de mão de obra na região. “Esse programa é sensacional pois dá qualificação para quem precisa de emprego. Costumo dizer que ele é rápido mesmo, pois já dá emprego logo depois do curso”.

A região também irá receber reforço de unidades móveis do Via Rápida. Doze caminhões equipados com estrutura do programa serão adquiridos este ano. Eles irão se somar às atuais sete unidades móveis que percorrem as cidades do Estado oferecendo cursos. “São estruturas totalmente adaptadas que percorrem as cidades de acordo com a demanda. É um reforço para os municípios, além das unidades fixas”, disse Barbosa.

Ao Codivap, serão destinados R$ 900 mil para a elaboração de um estudo que visa identificar o potencial de cada cidade. “O objetivo é analisar as potencialidades e a vocação de cada município, qual setor pode ser desenvolvido e, a partir desse diagnóstico, desenvolver ações para alavancar a economia de cada região”, afirmou o secretário.

O presidente do Codivap e prefeito de Caçapava, Carlos Vilela (PSD), afirmou que tem sentido maior atenção do Estado com a região. “O governo tem voltado seus olhos para essa região. Temos comentado isso no Codivap.” Questionado se a medida teria caráter eleitoreiro por ter sido anunciada em ano de eleições municipais, o prefeito de Caçapava disse que se tratava de “planejamento”.

Ontem, não foi dado prazo para a conclusão do estudo, que começa a ser formatado na reunião de hoje do Codivap, com a presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB). “O Estado tem diversas vocações e características e cabe a nós fomentar cada uma delas.”

O pacote anunciado pelo governo ontem contempla a criação de unidades do ‘Espaço Empresarial’ para Lorena, Roseira e São Bento do Sapucaí. Orçados em R$ 70 mil cada, o espaço funciona como escritório de apoio para empresários, prestando consultoria na qualificação de profissionais e outros projetos. A previsão do governo é que os espaços funcionem dentro de 120 dias.

Representantes de Caçapava, Cunha, Monteiro Lobato, Queluz, Roseira e São Bento do Sapucaí assinaram ontem termo de adesão ao programa SIL (Sistema Integrado de Licenciamento), que visa desburocratizar a instalação ou transferência de micro, pequena e média empresas por meio de sistema único de licenciamento após cadastro na Jucesp dos municípios.

O Vale

Estado oferece vagas de emprego para o Vale

O governo do Estado abriu as inscrições para o concurso público destinado ao preenchimento de 9.932 vagas de agente de organização escolar. Na região são oferecidas 151 vagas em São José dos Campos, 93 em Jacareí, 15 em Taubaté e 5 em Pinda. O salário é de R$ 800 por uma jornada de 40 horas semanais. O candidato precisa ter acima de 18 anos, ensino médio completo e conhecimento de informática.

As inscrições devem ser feitas no site da Fundação Vunesp (www.vunesp.com.br), a partir das 10h de hoje até o dia 26 de março. Após o cadastro é preciso imprimir o boleto para pagamento da taxa de R$ 22,90 para ter a inscrição confirmada.

A prova com 80 questões será aplicada no dia 22 de abril, das 13h às 17h, e terá duração de 4 horas. Também haveraá prova de títulos, clasificatória. Segundo o governo do Estado, o concurso terá validade de dois anos, podendo ser prorrogado por semelhante período, a critério da Secretaria da Educação. Os exames serão realizados em 91 cidades e o candidato deve optar por uma delas no momento da inscrição.

A função do agente de organização escolar é dar suporte às ações da Secretaria e atender à comunidade da escola, de acordo com as necessidades da respectiva unidade de ensino. Entre as atribuições do agente, estão: zelar pelo
bem-estar dos alunos e pela estrutura física da unidade; orientar os estudantes quanto às normas de conduta previstas no regimento escolar; controlar a movimentação dos estudantes nas dependências da escola e imediações; auxiliar na manutenção da disciplina geral.

Crise não abala o indice de exportação na cidade

As cidades exportadoras do Vale do Paraíba começaram o ano com um volume de vendas ao exterior maior do que em 2011. No primeiro bimestre do ano, as exportações subiram 10% em São José dos Campos e 17% em Taubaté, em relação ao mesmo período do ano passado.

Os setores aeronáutico e automotivo foram os responsáveis pelo crescimento do montante vendido ao exterior, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior divulgados ontem.

Em São José, os principais destinos da exportação foram os Estados Unidos e a China, graças a negócios da Embraer. O valor vendido ao exterior nos dois primeiros meses do ano, US$ 528 milhões, surpreendeu a liderança empresarial da cidade.

“Estou surpreso. Como (a exportação) pode aumentar tanto se a indústria está devagar, com produção em baixa”, questionou o diretor regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São José, Almir Fernandes.

Por outro lado, a Argentina, principal destino das exportações do município em 2011, registrou neste bimestre queda de 64% nas encomendas ao Brasil, resultado do embargo de autopeças promovido pela presidente argentina Cristina Kirchner no início de fevereiro.

“Por isso é que estão tentando mudar essa situação em São Paulo (sede do Ciesp). Enquanto não resolver esse problema, o negócio vai ficar desta maneira”, disse Fernandes. Em Taubaté, o montante exportado no primeiro bimestre do ano foi de US$ 202 milhões.

Segundo o diretor regional do Ciesp de Taubaté, Fábio Duarte, a indústria automobilística da cidade, representada por Ford e Volkswagen, tem conseguido se sobressair do momento de retração na atividade industrial por contratos já assinados.

“Tão logo novos contratos entrem em negociação é que teremos o maior impacto nas exportações. (Ford e Volks aumentaram as exportações) porque estão utilizando contratos anteriores à crise”, disse. Apesar de queda de 3% no volume exportado no bimestre em relação a 2011, a Argentina continua sendo o principal destino das vendas ao exterior de Taubaté, seguida de perto pelo México (veja quadro nesta página).

A crise na LG Electronics, por sua vez, foi sentida no balanço do MDIC. Na comparação entre o primeiro bimestre deste ano com o de 2011, o volume de produtos de telefonia móvel exportado caiu 97%.

Desde o início da queda na produção da fabricante com unidade em Taubaté, mais de 500 pessoas foram demitidas na LG. A crise também atingiu a cadeia produtiva da empresa, com mais de 700 cortes, segundo dados do Ciesp.

“A situação (da LG) deve melhorar um pouco em março. Temos informação de que há novos contratos e alguns trabalhadores estão fazendo hora extra. Por isso, alguns demitidos devem ser recontratados por já serem funcionários treinados”, disse Duarte.

O Vale

Reclamações no Vale no Procon, é liderado por Telefonia e Cartões

O Procon divulgou ontem o ranking das empresas líderes de reclamação em 2011. Em São José, apesar de registrar menos queixas em relação a 2010, o setor de telefonia ocupa novamente as primeiras posições da lista. Já em Taubaté, o maior problema encontrado foi no contrato de cartões de crédito de lojas de varejo.

Em ambas as cidades, o grupo B2W, de compras pela internet, aparece nas primeiras posições da lista. Em São José, o Procon registrou no ano passado 83 mil atendimentos, aumento de 6% em relação a 2010. Telefônica e a LG dividem a primeira colocação, com 132 queixas. As principais queixas são cobranças indevidas no caso da Telefônica e de defeitos em produtos no caso da LG.

Para o diretor do Procon de São José, Sérgio Werneck, o setor de telefonia registrou queda ‘considerável’ em 2011. “A Telefônica reduziu 80% de suas reclamações nos últimos três anos. A única empresa que está na contramão é a TIM e isso é preocupante”, disse.

Por queixas de cobrança indevida, a TIM saltou de 67 queixas em 2010 para 98 em 2011, passando ao segundo lugar do ranking, ao lado do Carrefour. Werneck salienta que, apesar do aumento, o número de atendimentos do Procon é baixo em relação ao número de habitantes da cidade.

“As pessoas precisam saber que, sem reclamação, (o problema) não muda. As pessoas ainda não têm o hábito de reclamar. Em nossas ações, as padarias sempre têm irregularidades, infrações graves e eu não tenho reclamação, justamente porque não há esse hábito.”

Em Taubaté, o número de atendimentos mais que dobrou. Em 2011, 11.462 pessoas procuraram o órgão de defesa do consumidor, ante 5.084 pessoas do ano anterior. O campeão de queixas foi o Carrefour, com um serviço de crédito que inclui um seguro não obrigatório que, posteriormente, é cobrado.

A Bandeirante Energia, que ocupava o primeiro lugar em 2010, caiu para sétimo. “Houve um trabalho muito bom da Bandeirante junto ao Procon, disponibilizando um técnico da empresa para atender às solicitações que recebíamos”, afirmou a diretora do Procon de Taubaté, Regina Pelúcio.

Completam a lista empresas de telefonia móvel e fixa, além de bancos. “As pessoas estão ficando mais conscientes sobre a importância de formalizar a reclamação”, disse.  O Procon de Jacareí faz hoje das 10h às 15h no Pátio dos Trilhos ação gratuita de conscientização sobre diretos do consumidor.

O  Vale

Toda Região do Vale irá renovar o cartão dos SUS

Mais de 800 mil moradores de São José dos Campos e de Taubaté terão que fazer cadastro nas unidades de saúde para receber o novo cartão do SUS (Sistema Único de Saúde). A estimativa é das prefeituras, com base no número de usuários das redes públicas. A distribuição do cartão passou a ser exigida pelo governo federal, que condicionou a prestação do atendimento, desde exames a consultas, ao número do cartão.

Antes, ele só era exigido em procedimentos de alto custo, como transplantes e cirurgias neurológicas. Pela nova regra, repasses de recursos da União às prefeituras para custeio parcial do atendimento só serão realizados se o número do cartão for registrado na base federal de dados.

O objetivo do Ministério da Saúde é criar um banco de dados único dos usuários do SUS no país. A proposta de criação desse mapa da saúde passou às prefeituras a responsabilidade de emissão do cartão. Antes, os municípios emitiam um cartão provisório de papel e cabia ao ministério o envio do definitivo.

Apesar de trabalhosa, a medida é aprovada pelas prefeituras da região, que acreditam que o atendimento será agilizado e haverá mais transparência sobre a aplicação dos recursos destinados à saúde. Segundo a União, as informações poderão ser acessadas pelos profissionais de saúde, em qualquer unidade do país.

“A saúde vai ficar mais organizada. Acho importante todo mundo fazer esse cartão, inclusive, quem conta com convênios”, afirmou Pedro Cunha, coordenador do SUS em Taubaté. Segundo ele, o cartão é gratuito. “Basta o morador trazer RG, CPF, título de eleitor e comprovante de residência”, disse. O cartão é emitido no prédio da ouvidoria, no bairro Chácaras Pastorelli. “Cerca de 200 mil moradores de Taubaté usam a rede pública de saúde.

Em São José, deverão ser emitidos cerca de 600 mil novos cartões SUS. A prefeitura informou que a emissão deve começar no segundo semestre e faz um alerta: o cartão de papel, utilizado atualmente, será o suficiente para a prestação do atendimento até que os novos cartões sejam emitidos.

“Vamos distribuir esse cartão de forma gradativa nas unidades básicas de saúde. Quem for à UBS, irá receber o cartão novo, assim como quem precisar de uma segunda via. É importante ressaltar que o número de cadastro atual continua valendo”, disse Marcelo Augusto Ferreira, chefe da Divisão de Tecnologia em Informação da Secretaria de Saúde.

Segundo ele, outra vantagem do novo cartão é que, por ele ser de plástico, tem uma durabilidade maior. “Quem usa convênio também é importante ter o cartão”, afirmou. A Prefeitura de Jacareí ainda não definiu de que forma serão distribuídos os novos cartões nem o prazo. A Secretaria de Saúde da cidade informou que estuda qual é o melhor procedimento a ser adotado em Jacareí para o cadastramento dos moradores.

O Vale

Acesso da classe média a ‘Minha Casa’ aumenta no Vale

A Caixa Econômica Federal anunciou ontem o aumento do teto de financiamento do programa Minha Casa, Minha Vida nos 39 municípios da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte, a RMVale. O novo limite foi unificado em R$ 170 mil para todas as cidades da região e representa um aumento de até 112% no valor negociado nas cidades pequenas. Antes, esse teto variava entre R$ 80 mil e R$ 130 mil.

Com a mudança, válida a partir de hoje, o número de empreendimentos para a classe média deve triplicar em 2012, com a estimativa de lançamento de 15 mil unidades para a população com renda entre R$ 1.600 e R$ 5.000, estima a Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba).

Em 2011, quando a renda familiar máxima liberada para o programa era de R$ 3.900, o banco contratou 5.096 moradias. Com a RMVale, o limite para se enquadrar no financiamento passa para R$ 5.000. Desde o início do ano passado, todas as regiões metropolitanas do país contam com parâmetros diferenciados para financiamentos do Minha Casa, Minha Vida. A RMVale foi criada pelo governo do Estado em janeiro deste ano.

Segundo o superintendente regional da Caixa, Júlio Cesar Volpp Sierra, todas as cidades da RMVale passam a ter o mesmo parâmetro de crédito no programa. “Para compra de imóvel usado ou na planta, o teto de financiamento passa a ser o mesmo em todas as cidades. Antes, o valor variava de acordo com a cidade. A unificação será boa para a população e para os empreendedores”, disse.

Antes da RMVale, as cidades com mais de 250 mil habitantes São José e Taubaté tinham um limite de R$ 130 mil para financiamento. O novo teto garante aumento de 30,7%. Nas cidades com até 250 mil moradores, onde o teto era de R$ 100 mil, o aumento foi de 70%. E nas pequenas cidades, com até 50 mil moradores, o aumento foi de 112%.

Para Sierra, a ampliação no valor do imóvel irá facilitar o acesso de famílias ao crédito imobiliário. “A ampliação da renda familiar vai oferecer taxas de juros mais populares para quem ganha até R$ 5.000 beneficiando a classe média.” Em 2011, a Caixa contratou R$ 1,3 bilhão em financiamentos imobiliários no Vale.

Mercado. O presidente da Aconvap, Cleber Córdoba, estima que o aumento no teto de financiamento pode triplicar o número de construções para a classe média. Faixa de renda que concentra 70% dos negócios na região. “Com um teto de R$ 170 mil, acreditamos que o número de unidades possa triplicar nos próximos três anos. Nas cidades pequenas, onde o valor era R$ 80 mil, agora será possível viabilizar moradias.”

Segundo ele, o baixo valor de financiamento era um complicador na produção de moradias. “Existia a dificuldade na aquisição de terrenos.” Córdoba estima que em 90 dias novos projetos já estejam sob a análise do banco. Segundo ele, a estimativa é que a região tenha um déficit de 50 mil moradias o que poderá ser reduzido com o novo pacote de financiamento.

Em cidades como São José e Taubaté, por exemplo, a diferença de R$ 40 mil no valor do teto poderá gerar benefícios como a ampliação no tamanho da área construída, melhor localização e acabamento.

O Vale

Depois de período Etanol resolve subir de novo no Vale

Apesar de uma queda de até R$ 0,10 desde o final de fevereiro, o preço do litro do etanol na região já deve voltar a subir no início da próxima semana, fazendo com que a gasolina volte a ser mais vantajosa. A última safra de cana-de-açúcar, abaixo do esperado, impactou em uma menor produção de etanol, fazendo com que os usineiros repassassem o aumento aos postos de combustível.

Em alguns estabelecimentos, já há falta do produto. “Estão falando que essa falta é causada pela greve dos caminhoneiros em São Paulo, mas a verdade é que as usinas não têm mais álcool”, afirmou a gerente do posto Chiquinha de Mattos, em Taubaté, Marília Faria.

Ela conta que os distribuidores aumentaram nesta semana o preço do litro do etanol em R$ 0,10, valor que ainda não foi repassado aos consumidores pelo estoque dos postos. “Na semana que vem, o álcool deve voltar a subir para perto dos R$ 2”, disse. Em São José, o gerente de um posto da Shell na região central, Edival Batista, afirmou também estar tendo dificuldades no recebimento do combustível.

“Ontem (anteontem), não veio nada. Hoje (ontem), mandaram metade da encomenda”, disse Batista. Em meio à variação dos preços, resta ao consumidor pesquisar o valor dos combustíveis. Em alguns postos, ainda é possível encontrar o percentual entre gasolina e etanol abaixo dos 70%, fazendo com que o álcool seja mais vantajoso.

A advogada Helen Pires, 40 anos, de São José, migrou para o etanol com a queda das últimas semanas. “Coloco o que compensar mais. Faz quatro semanas que estou abastecendo com etanol.” Já a professora de inglês Clarissa Ludwig, 25 anos, não pensa em voltar a abastecer com álcool tão cedo.

“Há uns seis meses só coloco gasolina. O etanol está caro, ainda mais sendo um produto feito no Brasil. No exterior, as pessoas pagam menos pelo combustível”, disse. Wilson José da Costa, gerente do posto Chaparral, na zona oeste de São José, afirmou que os postos estão com estoque de etanol pela redução na venda do produto, registrada há pelo menos seis meses.

O diretor regional do Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo), Dirceu Augusto, disse não ter certeza do aumento do etanol já na próxima semana. Ele lembra que o reajuste foi anunciado pela própria Shell, que controla a distribuição de combustível no país, ao lado da BR.

“Estão falando que o álcool anidro (usado na composição da gasolina) vai subir bastante. Se subir, vai impactar também no valor da gasolina. Essa semana está quieta, mas a expectativa é de reajustes”, afirmou Augusto. De acordo com a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), a seca que atingiu as regiões produtoras de cana-no ano passado adiou a colheita do produto prevista para este mês para a segunda quinzena de abril.

O Vale