Cidade tem indice de alta em Cirurgias Plástica em São José

A procura por cirurgias plásticas aumenta durante os meses de junho e julho. Na região, clínicas em São José dos Campos e Taubaté chegam a dobrar o número de atendimentos realizados. Na Clínica Menezes, em Taubaté, em março de 2011 foram feitas 30 cirurgias plásticas. Em julho do mesmo ano, o número subiu para 67. Em 2012, já foram agendadas 30 cirurgias para este mês e 40 para julho.

Em São José dos Campos, a Clínica Citera, especializada em cirurgias plásticas derma-tológicas, realiza cerca de 40 cirurgias no mês de julho. Já em março, o número cai pela metade.

O frio e as férias escolares são os principais motivos pelo aumento da procura por plásticas entre junho e julho.
“É a alta temporada para as clínicas de cirurgias plásticas. A maior procura é de mulheres que tentam conciliar a cirurgia com as férias escolares dos filhos”, disse o João Carlos de Moura Menezes, membro da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica).

Há pacientes que preferem o frio para ajudar no processo pós-operatório. As baixas temperaturas facilitam o uso de cintas modeladoras. “A redução da temperatura também ajuda na cicatrização. Por ser inverno, o paciente tende a ficar mais de repouso e menos exposto ao sol. Além disso, o frio ajuda a reduzir o inchaço causado pela cirurgia”, afirmou Viviane Costa Manso, especialista em saúde da mulher e professora do departamento de dermatologia da Faculdade Anhanguera.

Na hora de programar uma plástica é necessário ter cuidado. A escolha de um bom profissional e o conhecimento dos resultados obtidos com a cirurgia são essenciais. “O paciente deve avaliar se a mudança que busca é realmente desejada e necessária. Em seguida precisa escolher um bom cirurgião para discutir com ele os riscos e benefícios esperados”, disse Aristides Palhares, cirurgião plástico e professor da faculdade de medicina da Unesp (Universidade Estadual Paulista).

A profissional de marketing digital Ticiane Toledo, 24 anos, de São José, aguarda ansiosamente pela sua cirurgia plástica, agendada no dia 4 de julho. Ela irá fazer uma mamoplastia de redução. “Terei que ficar dois meses com um sutiã modelador, o que no calor seria um grande desconforto. No verão poderei ir à praia”, disse.

Desde os 16 anos, Ticiane tem complexo com o tamanho das mamas. Com a operação, Ticiane busca uma melhor qualidade de vida. A cirurgia está avaliada em R$ 8,8 mil. “O pós-operatório será difícil. Ficarei cerca de 20 dias sem poder mover os braços”. A manicure Neusa do Santos Lopez, 39, de São José, vai fazer uma cirurgia para reduzir o abdômen. Ela escolheu julho para conciliar com as férias escolares dos três filhos.

O Vale

Vale tem o seu primeiro dia sem sacolas plástica nas cidades

O primeiro dia sem distribuição de sacolas plásticas descartáveis nos supermercados da região foi marcado por muitas dúvidas e reclamações dos consumidores. Mesmo assim, os Procons de São José e de Taubaté não registraram queixas formais até o fim da tarde de ontem.

O Procon é o responsável pela fiscalização do cumprimento do acordo entre a Apas (Associação Paulista de Supermercados) e o Ministério Público, no entanto, só pode investigar irregularidades caso haja denúncia. “As pessoas têm assimilado bem a ideia (do fim das sacolas), entendendo que o bem coletivo é maior que o individual. Começaremos a investigar a partir do momento em que alguém se sentir prejudicado”, afirmou o diretor do Procon de São José, Sérgio Werneck.

Em Taubaté, a movimentação no Procon também foi tranquila ontem. “Achávamos que poderíamos ter reclamações, mas não houve”, afirmou a diretora do Procon, Regina Pelúcio. Os consumidores se queixam da falta de opções nos supermercados e não sabem o que podem realmente exigir das lojas.

“Sobra sempre para o consumidor, que é quem mantém o mercado e deveria ser o maior beneficiado com alguma medida. O fim da sacola causa um desconforto muito grande”, disse o supervisor de vendas Edmilson Guedes, 40 anos, de São José. Já o técnico eletrônico Ubirajara Amorim, 54 anos, afirma que a ação da Apas foi repentina e que o foco da campanha deveria ser outro.

“A sacolinha deveria continuar. O que teria que ser feito é uma educação do consumidor sobre o uso da sacola. Não é uma simples campanha que vai mudar o hábito das pessoas”, disse Amorim. O supermercado Nagumo, na zona leste de São José, manteve a distribuição das sacolas. Segundo o gerente da loja, Osanies Silva, nem um terço dos clientes traz sacolas reutilizáveis, ‘ecobags’ ou usa caixas de papelão desde o início da ação da Apas.

“Aderimos à campanha na primeira vez em que suspenderam a distribuição (em 25 de janeiro) e foi complicado. Para evitar problemas, a direção da empresa resolveu manter as sacolas”, disse ele. Para o diretor regional da Apas, Fernando Shibata, a retirada das sacolas descartáveis de circulação foi bem assimilada pelos clientes.

“Hoje (ontem) fiquei de plantão para ver como estava o primeiro dia da medida. Liguei para associados, concorrentes, perguntei a clientes e foi tudo tranquilo. Em algumas lojas, a caixa de papelão acabou no meio da tarde, mas todos estavam com bom estoque de sacolas reutilizáveis.”

Sobre o fato de que algumas lojas mantiveram a distribuição de sacolas, o diretor da Apas considerou a opção do supermercado uma “decisão pontual” e acredita que todas as lojas irão aderir à ação. Uma das clientes que aprovou o fim das sacolas foi a supervisora de call center Alessandra Pereira, 36 anos. “Precisamos contribuir com o meio ambiente. Por que não voltamos a usar sacolas de papel?”

Anteontem, a Apas anunciou outras medidas para dar continuidade à campanha ‘Vamos tirar o planeta do sufoco’. Uma delas é a implantação de um sistema de empréstimo de sacola, denominado ‘Vai e Vem’. O consumidor que esquecer sua sacola em casa pode pagar por uma nova e, quando devolve-la ao supermercado, terá o dinheiro restituído.

Outra ação é o pedido ao governo federal para diminuir o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de empresas que fabriquem sacolas reutilizáveis, o que faria com que os preços caíssem. O fim das sacolas estava inicialmente programado para janeiro, mas um acordo entre Apas e MP prorrogou o prazo para ontem.

O Vale