Diante a Copa de 2014, cursos são procurados na cidade

De olho na Copa do Mundo de 2014 e nas Olimpíadas de 2016 no Brasil, os cursos na área de aviação recebem cada vez mais alunos. A alta chega a 75% na região. No aeroclube de São José a procura pelo curso de piloto de avião aumentou 30% em relação ao ano passado. Já para aulas de comissário de voo a variação foi de 20%.

Segundo o coordenador dos cursos teórico do aeroclube, Paulo César da Silva, o motivo principal pelo aumento é a oportunidade de conseguir um bom emprego. “Além dos eventos que esportivos no Brasil, as empresas estão em constante renovação de funcionários e não é um trabalho que fica restrito ao mercado brasileiro”, afirmou Silva.

Já na escola Tas de São José, as três turmas por ano do curso de comissário de voo vivem cheias. As aulas são ministradas somente no período noturno e, justamente pela alta procura, o sócio e diretor da escola, Mario Renó Faria, está pensando em abrir uma turma de manhã. “Nós temos um banco de currículos aqui na escola e sempre tem empresas precisando de profissionais”, disse.

Na TAS também é oferecido o curso de técnico em manutenção de aeronaves. No aeroclube de Taubaté, a procura aumentou 75% este ano em relação ao ano passado. Para o presidente do Aeroclube Regional de Taubaté, José Amado de Aguiar Filho, o futuro do transporte será o avião.

“O futuro do transporte em massa no Brasil não será por trem-bala, ou ônibus, mas por via aérea, notadamente com empresas chamadas de baixo custo, regionais, com trechos curtos e operação em aeródromos em cidades estratégicas”, disse. Para ele o efeito da Copa e das Olimpíadas além das constantes reportagens sobre os gargalos dos aeroportos estão a motivar cada vez mais interessados na carreira.

Normalmente quem procura os cursos de comissário de voo são mulheres entre 18 e 28 anos. Já o perfil dos estudantes de mecânica e manutenção em aeronaves e pilotos de avião é de homens recém saídos do ensino médio ou que já possuem algum outro curso técnico.

O estudante de mecênica e manutenção de aeronaves Luiz Fernando Gomes, 23 anos, já trabalha no área, no setor de chapemento aeronáutico. Mas resolveu fazer o curso para crescer no emprego e aumentar os rendimentos.

Um dos atrativos que chama atenção de quem deseja ser comissário de voo é o custo benefício. As aulas mais o certificado da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) necessário para trabalhar saem em média R$ 2.500 e o curso tem duração de seis meses. O salário inicial de um comissário de voo é cerca de R$ 2.500. Com o tempo, o rendimento pode chegar a R$ 8.000.

A assistente de vendas Helen Walder, 25 anos, faz o curso de comissário pela segunda vez. Há seis anos ela se formou mas não prestou o exame da Anac. “Agora eu estou focada. Da última vez eu era muito nova e não tive coragem de entrar na profissão. Mas eu sempre gostei de aviação e é isso que eu quero para minha vida”, disse.

Para poder pilotar um avião comercial é preciso passar por dois cursos: piloto privado e comercial. O investimento chega a R$ 46 mil. Em uma companhia aérea, o salário inicial de um copiloto é de R$ 6.000 e de um comandante é de R$ 12 mil.

Délio Roberto de Azevedo, 36 anos, está concluindo o curso prático de piloto comercial e até dezembro se forma. Para realizar o sonho, ele abandonou a carreira de engenheiro para se dedicar ao sonho. A vontade de ser piloto vem desde criança e por influência da família. Ele tem um tio comandante da TAM e o pai trabalhou na Embraer.

O Vale

Publicado em: 12/11/2012

Procura por apartamento de 2 Dormitórios é maior na cidade

O balanço quadrimestral da Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba), de São José dos Campos, mostrou que a maior demanda do mercado imobiliário na cidade é por apartamentos de dois dormitórios.

Segundo a pesquisa, realizada entre março e junho pela associação, das 15.910 unidades imobiliárias lançadas nos quatro meses (em um total de 144 empreendimentos), 6.939 foram de dois dormitórios, cerca de 43%. “Os apartamentos de dois dormitórios tiveram maior volume para atender a demanda da classe C e D. E foram os empreendimentos que fizeram parte do programa Minha Casa, Minha Vida”, disse o presidente da Aconvap, Cleber Córdoba.

Para a coordenadora da pesquisa, Irene Tressoldi, os apartamentos de dois quartos também são mais fáceis de vender e por isso recebem mais investimentos. Das 6.939 unidades lançadas, já foram vendidas 4.659. A professora da rede pública de ensino Cleuza Rodrigues, 42 anos, comprou seu apartamento de dois quartos em maio com o pré[TXT]dio ainda em construção.

“Há muitos anos eu venho economizando para poder comprar um apartamento. Ainda moro de aluguel, mas logo logo estarei em minha casa”, disse Cleuza. A oferta da demanda e da procura tem se refletido nos valores das unidades.  O balanço anterior da Aconvap, entre novembro de 2011 e fevereiro de 2012, mostrou que o preço médio do apartamento de 2 quartos era de R$ 178 mil.

Já a última pesquisa indicou que o custo médio passou para R$ 191 mil. Um aumento de 7%.  “Nos últimos quatro anos, os imóveis tiveram uma valorização de 40% a 50%, dependendo da região da cidade”, disse Cleber Córdoba. Segundo a Aconvap, o valor deve continuar subindo pela falta de novos empreendimentos.

Todos os dados são referentes ao balanço feito pela Aconvap de março a junho. A cada quatro meses, a associação realiza essa pesquisa para analisar como está o mercado imobiliário. O último levantamento também mostrou que entre março e junho foram lançados 144 empreendimentos em todas as regiões de São José.

A região que concentrou o maior número de lançamentos foi a sul, com 56. A norte teve a menor, com 3. “Na região norte, a topografia não ajuda para a construção de prédios. A região sul é um lugar novo na cidade ideal para os novos empreendimentos” afirmou Cleber. As 15.910 unidades lançadas tem um preço de venda estimado em R$ 5,9 bilhões. Dessas, 11.197 já foram comercializadas.

O Vale

Cidade tem indice de alta em Cirurgias Plástica em São José

A procura por cirurgias plásticas aumenta durante os meses de junho e julho. Na região, clínicas em São José dos Campos e Taubaté chegam a dobrar o número de atendimentos realizados. Na Clínica Menezes, em Taubaté, em março de 2011 foram feitas 30 cirurgias plásticas. Em julho do mesmo ano, o número subiu para 67. Em 2012, já foram agendadas 30 cirurgias para este mês e 40 para julho.

Em São José dos Campos, a Clínica Citera, especializada em cirurgias plásticas derma-tológicas, realiza cerca de 40 cirurgias no mês de julho. Já em março, o número cai pela metade.

O frio e as férias escolares são os principais motivos pelo aumento da procura por plásticas entre junho e julho.
“É a alta temporada para as clínicas de cirurgias plásticas. A maior procura é de mulheres que tentam conciliar a cirurgia com as férias escolares dos filhos”, disse o João Carlos de Moura Menezes, membro da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica).

Há pacientes que preferem o frio para ajudar no processo pós-operatório. As baixas temperaturas facilitam o uso de cintas modeladoras. “A redução da temperatura também ajuda na cicatrização. Por ser inverno, o paciente tende a ficar mais de repouso e menos exposto ao sol. Além disso, o frio ajuda a reduzir o inchaço causado pela cirurgia”, afirmou Viviane Costa Manso, especialista em saúde da mulher e professora do departamento de dermatologia da Faculdade Anhanguera.

Na hora de programar uma plástica é necessário ter cuidado. A escolha de um bom profissional e o conhecimento dos resultados obtidos com a cirurgia são essenciais. “O paciente deve avaliar se a mudança que busca é realmente desejada e necessária. Em seguida precisa escolher um bom cirurgião para discutir com ele os riscos e benefícios esperados”, disse Aristides Palhares, cirurgião plástico e professor da faculdade de medicina da Unesp (Universidade Estadual Paulista).

A profissional de marketing digital Ticiane Toledo, 24 anos, de São José, aguarda ansiosamente pela sua cirurgia plástica, agendada no dia 4 de julho. Ela irá fazer uma mamoplastia de redução. “Terei que ficar dois meses com um sutiã modelador, o que no calor seria um grande desconforto. No verão poderei ir à praia”, disse.

Desde os 16 anos, Ticiane tem complexo com o tamanho das mamas. Com a operação, Ticiane busca uma melhor qualidade de vida. A cirurgia está avaliada em R$ 8,8 mil. “O pós-operatório será difícil. Ficarei cerca de 20 dias sem poder mover os braços”. A manicure Neusa do Santos Lopez, 39, de São José, vai fazer uma cirurgia para reduzir o abdômen. Ela escolheu julho para conciliar com as férias escolares dos três filhos.

O Vale