Cirurgia inédita é realizada no Pio XII da cidade

O Hospital Pio XII, em São José dos Campos (SP), informou que fez uma cirurgia considerada inédita no país. Segundo o hospital, uma mulher de 27 anos foi a primeira paciente brasileira a se submeter a um procedimento cirúrgico para a retirada da glândula tireóide com a aplicação de uma técnica que não deixa cicatriz no pescoço.

A nova abordagem, trazida da Tailândia, permite que o cirurgião acesse o pescoço do paciente através da axila, utilizando uma microcâmera. O procedimento foi feito pelo oncologista e cirurgião de cabeça e pescoço Félix Cristiano de Castro e, diferentemente da técnica convencional em que é feito um corte de cerca de cinco centímetros no pescoço, não deixa marcas aparentes.

A cirurgia foi feita no fim de agosto, mas só foi divulgada na última semana, após o período de observação da paciente.

Técnica
Para aprender a técnica da cirurgia sem cicatriz, o médico passou um mês em Bangcoc, capital da Tailândia, operando sob a supervisão da equipe do Rajavithi Hospital. Foi neste local que, há 10 anos, o professor-doutor Suchart Chantawibul desenvolveu o método.

Durante a cirurgia, são feitas incisões mínimas na região axilar do paciente nas quais são introduzidos uma microcâmera e todos os outros instrumentos necessários para realização do procedimento. A cirurgia segue todos os passos obrigatórios da cirurgia convencional tendo como vantagem o aumento do tamanho das imagens do campo operatório, permitindo uma melhor visualização e identificação das estruturas do pescoço envolvidas na cirurgia.

Glândula
A função da glândula tireóide é produzir, armazenar e liberar hormônios tireoideanos na corrente sanguínea. Estes hormônios agem em quase todas as células do corpo e ajudam a controlar suas funções. As indicações da cirurgia da glândula tireóide estão relacionadas com alterações anatômicas desta glândula, como nódulos ou cistos.

G1 (Vnews)

Cidade tem indice de alta em Cirurgias Plástica em São José

A procura por cirurgias plásticas aumenta durante os meses de junho e julho. Na região, clínicas em São José dos Campos e Taubaté chegam a dobrar o número de atendimentos realizados. Na Clínica Menezes, em Taubaté, em março de 2011 foram feitas 30 cirurgias plásticas. Em julho do mesmo ano, o número subiu para 67. Em 2012, já foram agendadas 30 cirurgias para este mês e 40 para julho.

Em São José dos Campos, a Clínica Citera, especializada em cirurgias plásticas derma-tológicas, realiza cerca de 40 cirurgias no mês de julho. Já em março, o número cai pela metade.

O frio e as férias escolares são os principais motivos pelo aumento da procura por plásticas entre junho e julho.
“É a alta temporada para as clínicas de cirurgias plásticas. A maior procura é de mulheres que tentam conciliar a cirurgia com as férias escolares dos filhos”, disse o João Carlos de Moura Menezes, membro da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica).

Há pacientes que preferem o frio para ajudar no processo pós-operatório. As baixas temperaturas facilitam o uso de cintas modeladoras. “A redução da temperatura também ajuda na cicatrização. Por ser inverno, o paciente tende a ficar mais de repouso e menos exposto ao sol. Além disso, o frio ajuda a reduzir o inchaço causado pela cirurgia”, afirmou Viviane Costa Manso, especialista em saúde da mulher e professora do departamento de dermatologia da Faculdade Anhanguera.

Na hora de programar uma plástica é necessário ter cuidado. A escolha de um bom profissional e o conhecimento dos resultados obtidos com a cirurgia são essenciais. “O paciente deve avaliar se a mudança que busca é realmente desejada e necessária. Em seguida precisa escolher um bom cirurgião para discutir com ele os riscos e benefícios esperados”, disse Aristides Palhares, cirurgião plástico e professor da faculdade de medicina da Unesp (Universidade Estadual Paulista).

A profissional de marketing digital Ticiane Toledo, 24 anos, de São José, aguarda ansiosamente pela sua cirurgia plástica, agendada no dia 4 de julho. Ela irá fazer uma mamoplastia de redução. “Terei que ficar dois meses com um sutiã modelador, o que no calor seria um grande desconforto. No verão poderei ir à praia”, disse.

Desde os 16 anos, Ticiane tem complexo com o tamanho das mamas. Com a operação, Ticiane busca uma melhor qualidade de vida. A cirurgia está avaliada em R$ 8,8 mil. “O pós-operatório será difícil. Ficarei cerca de 20 dias sem poder mover os braços”. A manicure Neusa do Santos Lopez, 39, de São José, vai fazer uma cirurgia para reduzir o abdômen. Ela escolheu julho para conciliar com as férias escolares dos três filhos.

O Vale

Na cidade, Gacc fecha convênio para realizar cirurgias

A Prefeitura de São José dos Campos firmou convênio com o Gacc (Grupo de Apoio à Criança com Câncer) para a realização de cirurgias em crianças no valor de R$ 94 mil.

A parceria terá duração de seis meses e prevê cirurgias eletivas em pacientes até os 19 anos de idade não portadores de câncer. Segundo a Secretaria de Saúde, serão feitas cirurgias de baixa complexidade como hérnia e postectomia (fimose).

De acordo com a pasta, o objetivo da parceria é ampliar a oferta de cirurgias eletivas para a população infantil. Com o convênio, o Gacc será mais uma alternativa de local para a realização desses procedimentos. Além das cirurgias, estão previstas no contrato já firmado consultas pré e pós-operatórias.

Atualmente, esses procedimentos são feitos no Hospital Municipal, que realiza pelo menos 30 cirurgias pediátricas por mês. Essa é a única parceria que a Secretaria de Saúde mantém com o Gacc.

Segundo a prefeitura, não há demanda reprimida para as cirurgias de hérnia e postectomias para o público infanto-juvenil. “Ao encaminhar essas cirurgias para o Gaac, o Hospital Municipal poderá fazer outros procedimentos de maior demanda”, informou nota oficial da pasta.

O Vale