Recuperação de Viadutos em trecho na Via Dutra

Pacote da NovaDutra para a recuperação de pontes e viadutos no trecho da via Dutra no Vale do Paraíba prevê investimento total de R$ 12,6 milhões. O valor é correspondente a quatro obras três em andamento em Queluz, Cachoeira Paulista e Aparecida. Em Guaratinguetá, as obras foram concluídas em abril.

No trecho de Queluz, acontece desde junho a recuperação da ponte sobre o Córrego da Palha, bloqueando a faixa da esquerda no km 5, na pista sentido Rio-SP. A previsão de conclusão é para março de 2013. No km 37, também no sentido Rio, a faixa da esquerda está interditada em Cachoeira Paulista para a modernização da ponte sobre o rio Bocaina. A obra deve ser entregue em novembro.

No viaduto de acesso ao Santuário Nacional de Aparecida, no km 71, é feito o reforço na estrutura e a implantação de gradil metálico. A obra é prevista para terminar em setembro. Até lá, o tráfego no viaduto no sentido Rio-SP está fechado. Os usuários têm que seguir rumo a São Paulo por três quilômetros e fazer o retorno no trevo do km 74.

No mesmo trecho, a NovaDutra realiza o recapeamento asfáltico na pista sentido Rio, no km 71, bloqueando o tráfego na faixa da direita. A obra deve acabar até o próximo sábado. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, é preciso que os motoristas fiquem atentos à sinalização para evitar acidentes nos locais onde ocorrem as obras de recuperação.

“No próprio site da concessionária, são informados os locais onde os serviços acontecem. Além disso, existem os painéis eletrônicos na rodovia e também os ‘bandeirinhas’ na margem da pista”, disse o inspetor Waldiwilson dos Santos, responsável pela 6ª delegacia regional da PRF em Taubaté.

Segundo ele, o perigo para o motorista é maior durante o dia, já que a sinalização de obras na pista é melhor visualizada à noite. “No período noturno, há luzes e placas luminosas. Já de manhã e à tarde, a sinalização é manual”, disse.

As melhorias integram programa elaborado pela concessionária em 1996, quando a empresa ganhou a concessão da rodovia. Desde então, cerca de 90 pontes e 40 viadutos foram recuperados nos 402 quilômetros da rodovia. O site para informações sobre as obras é o www.novadutra.com.br.

Marginal. Ao contrário do projeto de recuperação de pontes e viaduto, a construção de mais três quilômetros de vias marginais entre São José e Jacareí não tem previsão para sair do papel. A obra é prometida há seis anos. Segundo a NovaDutra, o projeto está em análise na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). A assessoria da ANTT não se posicionou sobre o caso ontem.

O Vale

Projeto para ampliação do Aeroporto é definido pela Infraero

A Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) planeja lançar nas próximas semanas licitação para contratar a ampliação do aeroporto de São José dos Campos. A informação foi divulgada ontem pelo prefeito Eduardo Cury (PSDB), após se reunir na terça-feira, em Brasília, com o presidente da empresa, Gustavo Vale.

O prefeito relatou que o presidente da Infraero informou que já está autorizado o processo de ampliação do terminal, obra prevista para ficar pronta em oito meses. O valor do investimento não foi divulgado, segundo o prefeito. “O presidente da Infraero disse que a obra é para agora”, afirmou Cury.

A ampliação será feita por meio da instalação de um MOP (Módulo Operacional de Passageiros) na área onde hoje está o estacionamento do terminal aeroportuário. Segundo Cury, será um MOP maior do que o previsto anteriormente, anunciado no ano passado, que permitirá ao menos quadruplicar a capacidade de passageiros do terminal, que atualmente é de 90mil por ano.

“Segundo a Infraero, a licitação para a construção do MOP deve levar quatro meses e outros quatro para a implantação do novo terminal”, disse Cury. Ele disse que será um MOP similar aos implantados em outros aeroportos administrados pela empresa, como o de Vitória (ES).

Já o novo estacionamento será construído em outro espaço do terminal, em área do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), proprietária da gleba. O prefeito relatou que a Infraero e o DCTA já entraram em entendimento para a execução do plano. “Com essa ampliação, aumentará também a capacidade do aeroporto de receber voos diários para pelo menos dez”, disse Cury.

“Esse projeto é emergencial e tem o objetivo de melhorar as instalações”, afirmou. A assessoria da Infraero confirmou a reunião do prefeito com a empresa e o plano de implantar um MOP no terminal. Já o projeto do novo aeroporto, previsto para ser construído às margens da rodovia dos Tamoios, ainda não tem previsão de sair do papel.

“Por enquanto, esse projeto ainda está em estudo. Ainda não está definido se o novo terminal será municipal ou concedido à iniciativa privada. Isso depende de estudos da Secretaria de Aviação Civil”, disse o prefeito, que pediu a municipalização do terminal. A proposta ainda está em análise pelo governo. Para o presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial), Felipe Cury, para a cidade o interessante é que o aeroporto deslanche. “Quem sabe agora decola.”

O Vale

Confusão em Obras de Trânsito na cidade

Mudanças no trânsito na região leste de São José dos Campos pegaram muita gente de surpresa na manhã desta segunda-feira (20). As alterações acontecem no viaduto do Vista Verde e também na saída da Dutra, no sentido São Paulo. De acordo com a Prefeitura, os desvios são necessários para a realização de obras de recapeamento na Avenida General Motors, que deve ficar interditada no sentido bairro nos próximos 60 dias.

As alterações foram implantadas a partir das 9h, com desvios no viaduto do Vista Verde e também com o fechamento da saída 143 da Dutra, no sentido São Paulo. No mesmo sentido, foi aberta como alternativa a alça de acesso na saída 144.

Os trabalhos de pavimentação compreendem o trecho a partir do semáforo próximo ao viaduto Vista Verde até a rotatória de acesso a avenida dos Cegonheiros. A rota é geralmente usada para quem vai para Eugênio de Melo ou para a General Motors. A alternativa para os motoristas que se dirigem para o distrito ou para a fábrica – e que estão na avenida Juscelino Kubitschek – é seguir pela rua Uberaba, avenida Barbacena, avenida das Cegonheiras e então seguir o percurso usual.

Quem está na via Dutra, no sentido Rio de Janeiro, e está acostumado a acessar o viaduto da Vista Verde para seguir para a avenida dos Cegonheiros ou para a GM deve continuar na rodovia e utilizar o viaduto Santa Inês, já que o acesso para a avenida General Motors estará fechado. No sentido centro, o motorista deve redobrar a atenção, pois o tráfego de veículos seguirá em uma faixa de rolamento.

Logo nas primeiras horas após as mudanças muitos motoristas pararam para pedir auxílio aos agentes de trânsito. A maioria deles foi surpreendida pelos desvios. “Não sabia da alteração por aqui. Tenho o hábito de usar a pista para ir para GM, só que cheguei aqui e está tudo interditado. Não tem nenhum aviso antes”, reclama o motorista Ademar Hotel.

O caminhoneiro Paulo Pereira também teve que refazer o trajeto. “Pego essa via todo dia, mas não sabia dos desvios. Só venho fazer entrega na GM e não conheço nada aqui”, afirma.

Sinalização
De acordo com a Secretaria de Transportes, todas as mudanças e alternativas de trânsito referentes a área estarão sinalizadas e serão monitoradas por agentes de trânsito. Em relação ao transporte público, as linhas 200 (Parque Tecnológico) e 205 (Eugênio de Melo /Galo Branco) terão itinerário alterado no sentido bairro. A partir da avenida Juscelino Kubitschek os ônibus seguirão pelo viaduto Vista Verde, marginal da Dutra até o viaduto Santa Inês para então retomar o trajeto usual.

Os pontos de ônibus próximos da portaria da GM estão sendo temporariamente desativados. Um ponto será instalado embaixo da passarela de pedestres, do outro lado da pista. Os passageiros poderão acessar a GM pela portaria 4 atravessando a passarela. As mudanças de itinerário e de pontos de ônibus serão disponibilizadas aos usuários por meio de informativos afixados nos veículos.

G1 (Vnews)

Contorno Sul é aprovado, mesmo em meio de Criticas

O Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente) aprovou ontem a licença prévia para a construção do contorno sul, entre Caraguatatuba e São Sebastião, da obra de duplicação da Rodovia dos Tamoios. A nova pista, que ligará as duas cidades sem passar por dentro delas, é alvo de críticas de ambientalistas. Eles apontam problemas na política de desapropriação dos imóveis e no traçado que desmatará áreas de Mata Atlântica.

A obra foi antecipada pelo governo estadual após reivindicação dos prefeitos do Litoral Norte, que temiam um aumento de tráfego em razão da duplicação do trecho de planalto da rodovia, cujas obras começaram em 2 de maio deste ano.

O contorno sul terá 31 quilômetros de extensão, sendo cinco deles por meio de túneis pela Serra do Mar, e está orçado em R$ 1,6 bilhão. Segundo a Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), terão que ser desapropriados cerca de 1.200 imóveis. A construção deve começar em abril de 2013.

A obra só será mais barata do que os 22 quilômetros do trecho de serra da Tamoios, em fase de preparação do relatório de impacto ambiental. No total, a nova rodovia custará R$ 4,9 bilhões. Além dos 49 quilômetros do planalto, licitados por R$ 557 milhões, os 7 quilômetros do contorno norte custarão R$ 320 milhões.

Ligando Caraguá e Ubatuba, o trecho será o próximo a ser apreciado pelo Consema. O projeto está em fase de análise pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) e, dentro de 40 dias, deve ser encaminhado aos 36 conselheiros estaduais.

Segundo Laurence Casagrande Lourenço, diretor presidente da Dersa, a previsão é de que os 38 quilômetros dos contornos sul e norte sejam construídos em 36 meses. “O trecho de planalto do contorno será feito mais rapidamente, em 22 meses. O que exigirá mais tempo serão os túneis, que passarão por 60 metros de profundidade pela Serra do Mar, reduzindo o impacto ambiental.”

Na avaliação do secretário executivo do Consema, Germano Seara Filho, o projeto foi discutido pelos conselheiros e é ambientalmente viável.

O Vale

Governo disponibiliza verbas para obras na Jorge Zarur

A Prefeitura de São José dos Campos irá recuperar o pavimento e restaurar o entorno da Avenida Jorge Zarur, que fica ao lado do Córrego do Vidoca. A obra deve começar no prazo de um mês. A previsão é de que o serviço esteja concluído até o fim do ano.

Serão gastos cerca de R$ 4,2 milhões. O edital foi publicado na última quarta-feira e a escolha da empresa será feita no dia 12 de setembro. O pavimento da Avenida Jorge Zarur será restaurado desde o trecho próximo ao Shopping Colinas até o Anel Viário. A via também ganhará faixa extra.

O asfalto será recapeado numa área de 20.832 metros quadrados, com custo estimado de R$ 1,5 milhão. A recuperação do talude (parede lateral da pista), grama e serviços de drenagem deve consumir R$ 2,3 milhões. “A obra envolve uma série de melhorias, como a faixa extra. A intenção é melhorar o fluxo no local”, disse o secretário de Transportes, Anderson Farias Ferreira.

Na opinião de motoristas, a obra deveria ser estendida a outros pontos. “O asfalto está ruim em alguns pontos e bom em outros. Acho que deveriam fazer a recuperação desde a Via Norte”, afirmou o vendedor, Francisco Maia, 55 anos.

O Vale

Motorista são prejudicados por interdições na Tamoios

As obras de duplicação da Rodovia dos Tamoios têm gerado transtornos para quem depende da estrada diariamente, mudando a rotina dos motoristas e trabalhadores das cidades do Vale do Paraíba e Litoral Norte. Eles reclamam principalmente do bloqueio total dos dois sentidos da rodovia para detonação de rochas.

Desde maio, quando tiveram início as obras, as interrupções do tráfego acontecem de segunda a quinta-feira, das 12h às 14h, gerando congestionamentos. Os serviços devem ser concluídos em 20 meses. Durante todo o dia, também são realizadas paralisações parciais de alguns trechos. Quando acontecem nos acostamentos, fica livre apenas uma pista.

São realizadas ainda obras à noite, mas sem interdições das pistas. A situação deve se agravar já a partir do mês que vem, quando com o fim do inverno aumentará o fluxo de veículos em direção às cidades do Litoral Norte, principalmente nos finais de semana.

Professores da região têm enfrentado problemas com paralisações, como atrasos e perdas de aulas. O mesmo acontece com estudantes que circulam pela rodovia nos horários de parada total. A professora Penha Aparecida Ferreira, que mora em Taubaté e dá aula em escolas de Paraibuna, mudou sua rotina para não chegar atrasada ao trabalho.

“Para que eu possa chegar no horário da minha aula, tenho que sair mais cedo de casa. Isto compromete minhas atividades da manhã”, disse a professora. Com as obras, empresas que trabalham com entregas também tiveram que alterar suas logísticas.

“Tivemos que trocar horários e ordem de distribuição. A gente acaba não trabalhando pela necessidade do cliente e sim pelo que a Tamoios permite”, afirmou Felipe Neder, representante de panificadora que atende restaurantes que ficam às margens da Tamoios.

Empresas de transporte coletivo estão planejando seus itinerários e escalas dos motoristas para que os ônibus não fiquem muito tempo parados. Já donos de lojas localizadas às margens da estrada comemoram aumento das vendas. “As paradas aumentam número de clientes. Acredito que houve aumento de 30% no movimento desde início da obra”, disse Antônio Carlos Leite.

O Vale

Cidade disputa verba para obras e investimentos de melhorias

Duas cidades da Região Metropolitana do Vale do Paraíba, São José dos Campos e Taubaté, foram selecionadas pelo governo federal para o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Mobilidade Médias Cidades. O PAC da Mobilidade foi lançado ontem pela presidente Dilma Russeff (PT) em Brasília e prevê investimentos de R$ 7 bilhões para obras e projetos destinados à melhoria da infraestrutura do transporte urbano de massa em todo o país.

A inscrição dos municípios ao PAC da Mobilidade, por meio de uma Carta Consulta ao Ministério das Cidades, deve ser feita até o final do mês que vem. Posteriormente, as prefeituras deverão apresentar projeto detalhado dos projetos, com estimativa de custos para a fase de seleção dos empreendimentos.

A Secretaria de Transportes de São José dos Campos planeja apresentar duas propostas, informou ontem o secretário Anderson Farias Ferreira. A primeira contempla a implantação de faixas exclusivas para ônibus nos principais corredores de transporte para dar maior fluidez aos coletivos.

O projeto dos corredores exclusivos na região central está em fase final de elaboração na pasta, que também prepara sistema similiar para as zonas leste e sul. Entre os corredores contemplados estão as avenidas São José, Madre Tereza, São João, Adhemar de Barros, Francisco José Longo e João Guilhermino.

As faixas exclusivas serão utilizadas somente durante os horários de pico do transporte de massa. “Para a implantação das faixas, haverá necessidade de pequenas obras e adequações nos corredores”, disse Anderson.

Outra proposta contempla a instalação de estações de pré-embarque nos pontos de maior movimento de usuários do sistema de transporte. As estações terão equipamentos do sistema de bilhetagem eletrônica que possibilita ao usuário pagar a passagem no ponto para facilitar o ingresso nos ônibus.

“O passageiro não precisará entrar no ônibus pela frente. Esse sistema também funcionará somente nos horários de pico para facilitar o embarque”, disse o secretário. Em Taubaté, a prefeitura vai definir seus projetos nas próximas semanas, informou Jacir Cunha, assessor para assuntos políticos do governo. “Os projetos serão definidos pelas áreas de Planejamento, Desenvolvimento e Trânsito”, afirmou Cunha, que participou do evento em Brasília.

O Vale

Obras na Zona Sul causam transtorno na cidade

Os reparos em uma tubulação na Avenida George Eastman devem gerar transtornos para os motoristas da zona sul de São José dos Campos a partir de hoje. A pista será bloqueada no sentido centro por cerca de 20 dias entre as ruas Penedo e Meghy Moanna Metene, no bairro 31 de Março.

A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico) irá realizar uma obra emergencial para consertar a ruptura em uma tubulação de esgoto. “O trânsito na avenida já é complicado das 17h às 19h. Os dois sentidos têm congestionamentos neste horário. Com as obras, deve piorar”, afirmou o frentista Fábio Zanni, 32 anos.

Para o microempresário Marcos Antonio Pereira, 48 anos, o trânsito ficará pior na rua Penedo, que será a opção do motorista que vem do sentido centro para desviar da obra na avenida. As obras vão abranger um quarteirão da avenida.

Segundo a Secretaria de Transportes, o tráfego será desviado pela Rua Penedo, seguindo pela Raimundo Barbosa Nogueira e Meghy Moanna Metene até retornar à George Eastman. A Rua Meghy Moanna Metene terá sentido único durante as obras da Sabesp.

Veículos pesados, ônibus fretados e caminhões que queiram acessar a Via Dutra vão percorrer um caminho maior. O trajeto começa na Rua Penedo e passa pela Avenida José Cobra, Praça Natal e Rua Valença e termina na Avenida Sebastião Henrique da Cunha.

Devido às obras, quatro linhas de ônibus terão itinerário alterado — 122 (Parque Industrial/ Altos de Santana), 125 (Aquarius/Buquirinha), 309 (Parque Industrial/Rodoviária) e 320 (Parque Industrial/ Afonso Pena).

O Vale

Elaboração de projeto adia obras da SP-50 para 2013

As obras para melhorar a sinalização na SP-50, que liga São José dos Campos a Monteiro Lobato, serão realizadas s só no ano que vem. Segundo o DER (Departamento de Estradas de Rodagem), um projeto está sendo elaborado e prevê melhorias de sinalização e implantação de lombadas entre os km 97,6 e 102,6, no bairro Boa Vista, na zona norte de São José.

O projeto, a principio, não prevê a construção de uma passarela, pois a pista é simples.  As reivindicações por melhorias na sinalização da rodovia aumentaram após um acidente na última sexta-feira. Na ocasião, um menino de 11 anos foi atropelado próximo ao Residencial Boa Vista. Ele continua internado no Pronto-Socorro da Vila Industrial.

No último sábado, os moradores fizeram um protesto na rodovia, que terminou com dois ônibus queimados. O DER informou que o projeto de obras deve ficar pronto em até quatro meses. Depois, será aberta licitação, que pode durar entre 90 e 120 dias. As obras vão custar cerca de R$7,5 milhões.

Moradores do Boa Vista foram ontem à Prefeitura de São José pedir melhorias na rodovia. “Representantes da prefeitura já conversaram duas vezes com os moradores e até agora nada”, disse a dona de casa Maria Lúcia Leite, 50.

O auxiliar de produção Nilton César Rodrigues dos Santos, 28, já foi atropelado na rodovia. “Eles precisam melhorar a sinalização.” A Secretaria de Transportes informou que não há previsão para a reunião, mas que foram feitas melhorias como colocação de semáforos e faixa de pedestres.

O Vale

Cidades da região tem chances de receber melhorias pela Copa

Enquanto os estádios para a Copa do Mundo de 2014 seguem o processo de construção e reformas, paralelo a isso outras cidades buscam uma forma de participar do Mundial oferecendo suas estruturas como centros de treinamento para as seleções participantes do torneio.

No Vale do Paraíba, São José dos Campos, Caraguatatuba, Campos do Jordão e Guaratinguetá sonham em fazer parte do catálogo da Fifa, que será lançado no final de julho com uma lista de cidades credenciadas para receber equipes.

Na última sexta-feira, durante visita à obra do estádio Itaquerão, o vice-presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, que é de Taubaté, ressaltou as qualidades da região e destacou São José dos Campos.

“Geograficamente, com certeza (tem chances). E a vontade de pleitear um centro de treinamento também. Acho importante lutar para a gente receber a Copa no Vale”, disse. “São José tem muitas chances, sim e recursos atraentes, pois já tem uma tradição de investimentos em esportes.

O basquete (vice-campeão brasileiro) é um exemplo disso. E tem um secretário de Esportes muito atuante”, afirmou o mandatário da Federação, que representou o presidente Marco Polo Del Nero na visita do presidente da CBF, José Maria Marin, ao estádio do Corinthians.

O diretor de operações do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo, Ricardo Trade, já visitou 240 cidades em todo o Brasil e, segundo ele, 59 serão escolhidas para integrar o catálogo da Fifa, que será divulgado no final de julho.

“Quem tiver boas condições vai entrar no catálogo. Mas isso não significa que a cidade será um centro de treinamento da Copa. Vai depender se as seleções vão escolher”, disse Trade. Sobre o Vale do Paraíba, ele afirma que é difícil fazer uma análise individual. “Conheço o interior paulista e sei que tem uma estrutura muito boa”, afirmou o dirigente.

São José tem três locais para servir de CT . A Copa do Mundo vai trazer a oportunidade para participar de perto do evento, como trabalhador voluntário. Até o dia 30 deste mês, a Fifa vai divulgar em seu site todas as informações do Programa Oficial de Voluntários para o Mundial brasileiro no site da entidade.

E o trabalho começa já no ano que vem, na Copa das Confederações. Para participar, é necessário fazer a inscrição no site da Fifa, participar do processo seletivo e acompanhar todas as notícias que serão divulgadas ao longo dos meses.

“As pessoas vão sendo qualificadas ao longo do tempo. Depois, várias etapas se seguem, desde inserir os voluntários no mundo da Copa, pois muitos viram o evento pela televisão, mas não sabem como funciona a estrutura, até treiná-los”, disse o gerente de voluntariado do Comitê Organizador Local (COL) da Copa, Rodrigo Hermida, ao Portal Oficial da Copa-2014.

A dois anos da Copa do Mundo, cerca de 100 cidades do Brasil ainda pleiteiam um lugar para servir como base de treinamento para as equipes participantes. Entre as candidatas está São José dos Campos, que aguarda ser incluída no catálogo oficial da Fifa, onde ficará disponível para ser escolhida por alguma delegação.

“Nossas chances são reais e bem grandes. Temos pontos importantes, como um aeroporto internacional e posição privilegiada na Via Dutra”, disse o secretário de Esportes de São José, Sérgio Francisco Theodoro.

Segundo ele, o estádio Martins Pereira, o CTA (Centro Técnico Aeroespacial) e a Univap (Universidade do Vale do Paraíba) são os três locais escolhidos pela cidade como opção de centros de treinamento para as seleções da Copa. A expectativa é do que o Mundial gere cerca de 4.000 empregos temporários e atraia de 15 a 20 mil turistas na região durante o evento.

Outras três cidades do Vale do Paraíba tentam entrar para o catálogo da Fifa: Caraguatatuba, Guaratinguetá e Campos do Jordão.

O Vale