Cidade terá monitoração do trânsito de alta qualidade

A Secretaria de Transportes de São José dos Campos vai investir R$ 1,5 milhão na ampliação do CCO (Centro de Controle Operacional), o que vai permitir uma melhor gestão do trânsito e o monitoramento da frota de ônibus da cidade.

A previsão é que a infraestrutura e instalação de equipamentos esteja finalizada em 90 dias após a assinatura do contrato. A licitação para a modernização da sala de controle foi aberta no último dia 10. As empresas interessadas têm até o dia 23 para retirar o edital. O pregão eletrônico acontece no dia 29, a partir das 9h.

Com a ampliação, o CCO, que hoje identifica pontualmente panes em semáforos, congestionamentos e acidentes de trânsito, passará a receber de forma integrada informações sobre parquímetros, radares, monitoramento de fluxo de veículos e da frota de ônibus.

O CCO funciona 24 horas por dia dentro do Espaço Mário Covas, no centro de São José, em uma sala próxima ao COI (Centro de Operações Integradas).  De acordo com o diretor de Trânsito da Secretaria de Transportes, Paulo Guimarães, 21 telas digitais serão interligadas, de modo que a visualização possa ser feita por módulos ou numa única imagem. “Nosso objetivo é a integração das ações” disse.

Segundo Guimarães, quando um ônibus ou um semáforo apresentarem algum problema, por exemplo, será possível agilizar a contenção de congestionamento e a manutenção do veículo ou equipamento.  “Vamos visualizar na tela onde nossos agentes estão e como está o fluxo de veículos naquele local. Ficará tudo mais rápido para resolver”, afirmou.

O cumprimento de horário dos itinerários dos ônibus também será monitorado em tempo real. Hoje, a frota de São José conta com 401 coletivos e mais de 300 mil veículos. O sistema semafórico da cidade também será modernizado, com a instalação de um software que vai alternar o tempo dos cruzamentos, de acordo com a circulação de veículos e pedestres no local. O edital de licitação deve ser republicado esta semana.

Motoristas de São José gostaram da novidade, mas cobraram mais vagas. “Quem está certo não tem o que temer. Só tem de aproveitar que esse sistema vai monitorar a zona azul para também ampliar as vagas de estacionamento nas ruas”, disse a empresária Ana Látaro, 37 anos.

O Vale

Publicado em: 16/10/2012

Prefeitura realiza obras de melhorias na calçada pública

A Prefeitura de São José dos Campos iniciou a construção de mais de 400 metros de calçada na Vila São Geraldo, na região norte da cidade. As obras estão sendo realizadas na Estrada Juca de Carvalho.

A obra está em fase de assentamento de guias. O passeio público terá sarjetas. O objetivo da construção é facilitar o percurso dos pedestres pelo local. De acordo com o setor de engenharia da Secretaria de Serviços Municipais (SSM), que coordena os trabalhos, a obra deve ser concluída no prazo de aproximadamente um mês.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 11/10/2012

Obras da cidade deveram ser entregues até o final do ano

A 80 dias do término do mandato, o prefeito de São Jose dos Campos, Eduardo Cury (PSDB), administra um pacote de 35 obras em execução e já definiu as que serão entregues até o final do ano. Entre elas está o Centro de Referência da Juventude, uma das vitrines da administração tucana e da campanha do candidato derrotado do PSDB a prefeito, Alexandre Blanco.

O governo acelerou a conclusão do centro, mas não conseguiu entregar a obra durante a campanha eleitoral. O Centro de Referência da Juventude custou R$ 14,1 milhões e vai disponibilizar um pacote de projetos e serviços para o público jovem. O secretário de Governo, Alfredo de Freitas Almeida, disse que o prédio do Centro da Juventude está pronto, mas falta equipar o imóvel para o início das operações.

Também estão na lista de entregas a revitalização e recuperação da praça João Mendes (Sapo) e do Mercado Municipal, a reforma geral do Hospital de Clínicas Sul, a construção da Emei (Escola Municipal de Educação Infantil) do Residencial Gazzo, e as Galerias do Empreendedor do Putim (região sudeste) e do Campo dos Alemães (sul).

A obra da praça João Mendes é executada pela Urbam (Urbanizadora Municipal) e faz parte do projeto Centro Vivo, de revitalização da área. Não serão concluídas, por exemplo, a obra da Arena Esportiva, a maior e mais cara do governo, no valor de R$ 33 milhões (veja texto abaixo) e a reforma da Galeria Pedro Rachid, no centro, que vai abrigar a Unidade de Especialidades da Secretaria de Saúde e outras repartições municipais.

A ampliação do calçadão da rua Sete de Setembro, no trecho do Mercado Municipal, também não dever ser concluída este ano, segundo Almeida. Esse projeto também será executado pela Urbam. O secretário informou que o governo planeja elaborar um cronograma de entregas à medida em que as obras forem concluídas e estiverem em condições de operacionalidade.

“Além da entrega, é preciso que os novos equipamentos sejam entregues à comunidade em condições de uso”, afirmou o secretário. Almeida enfatizou que a meta é concluir o maior número possível de obras, de acordo com os cronogramas. “Todos os cronogramas de execução estão mantidos conforme os contratos e serão cumpridos”, declarou.

Ele ressalvou que, eventualmente, pode ocorrer atrasos em obras, em razão de chuvas, por exemplo. “Vamos entrar no período das chuvas e isso pode provocar atrasos em obras executadas ao ar livre”, ponderou. O secretário de Governo frisou que o governo continua trabalhando normalmente e que nada justifica a paralisação de serviços.

Ele também destacou que não está previsto iniciar e nem licitar nenhuma obra de grande porte. “É possível que sejam licitadas pequenas obras, mas nenhuma de grande porte. Todas as grandes obras previstas no programa do governo já foram licitadas e estão em andamento”, disse o secretário de Governo.

O Vale

Publicado em: 11/10/2012

Para realizar melhorias, Carlinhos buca verba para a cidade

O prefeito eleito de São José dos Campos, Carlinhos Almeida (PT), começou a negociar com o governo federal o repasse de verbas para realizar um mutirão de consultas e exames na área da Saúde a partir de 2013. Deputado federal, Carlinhos foi a Brasília ontem e só deve retornar amanhã. Entre os compromissos está o de tentar garantir recursos para um mutirão da saúde.

“Como sou deputado federal, vou conversar com o ministro Padilha. Ele pode antecipar recursos aos municípios que fizerem mutirões. Então, nossa ideia é em janeiro tentar obter dele a antecipação desses recursos para tentar dar conta desse mutirão”, afirmou Carlinhos.

Em São José, o vice-prefeito Itamar Coppio (PMDB) já iniciou o mapeamento dos hospitais que podem ser parceiros no processo. A estimativa é que São José tenha uma fila de espera de 37 mil consultas e 2.000 cirurgias. Um diagnóstico sobre o setor já foi iniciado pelo petista. “O Carlinhos já conversou com o Padilha para garantir a liberação de recursos para os mutirões logo no começo do governo”, disse Itamar, que é médico.

O Ministério da Saúde informou que liberou R$ 650 milhões aos estados e municípios para a realização de cirurgias eletivas até junho de 2013. Os repasses são destinados à realização de cirurgias de ortopedia e de catarata, entre outros.

De acordo com o ministério, cabe ao gestor local definir as demandas e o valor necessário e encaminhas as informações para a analise do Ministério. Se aprovado, o repasse pode ser feito por meio do Fundo de Ações Estratégicas e de Compensação.

Segundo Itamar, a expectativa é obter dados do atual governo sobre o cadastro de pessoas à espera de exames, consultas e cirurgias. “Precisamos saber quem está na fila, qual a demanda e quais os casos mais graves”. Paralelo a isso, Itamar iniciou ontem conversas com instituições de saúde da cidade para levantar a capacidade de atendimento ociosa existente.

“Faremos o diagnóstico do banco de reserva de consultas e cirurgias que podem a atender as pessoas. Por exemplo, já sabemos que a Santa Casa possui dez leitos disponíveis, mas a capacidade é de 20. Hoje são realizadas cerca de 15 cirurgias por mês, mas poderiam ser feitas 40”.

O Pio 12, segundo ele é outro hospital que poderia ampliar o atendimento de cateterismo e angioplastia. “Estamos analisando capacidade, mas também custos”, disse. Itamar deve integrar a equipe de transição de Carlinhos. Ele inclusive pode ser um dos articuladores do grupo

Outro nome cotado é o do vereador Wagner Balieiro. “Ainda não há definição sobre a equipe, mas ela será técnica para analisar planilhas, contratos e fazer um diagnóstico por área da prefeitura. Pode haver também na coordenação, uma pessoa mais política”, disse Balieiro.

O Vale

Publicado em: 10/10/2012

Conselho estadual realiza reunião para analisar Tamoios

O Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente) deve marcar até o final do ano as audiências públicas na região para apresentar o traçado do trecho de serra da obra de duplicação da Rodovia dos Tamoios. Serão ao menos dois encontros com a população, ambientalistas e entidades, que devem ocorrer em Caraguatatuba e Paraibuna. As datas não foram definidas.

Na última segunda-feira, a Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) protocolou na Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) os estudos de impacto ambiental da obra. O documento será publicado no site da Dersa (www.dersa.sp.gov.br) na semana que vem para consulta.

O trecho de serra da Tamoios tem 20,6 quilômetros de extensão e é o mais caro e difícil de construir. Será feita uma nova pista pelo Parque Estadual da Serra do Mar que terá nove viadutos, cinco túneis e cruzamento em desnível.

A intenção da Dersa é seguir o mesmo parâmetro do sistema Anchieta-Imigrantes, que liga a capital com a Baixada Santista. Na serra, a Tamoios terá uma pista para subir e outra para descer. Da estimativa de R$ 4,9 bilhões para a duplicação, a serra deve consumir quase a metade desse valor.

A principal preocupação de ambientalistas é com a execução da obras, que será feita em áreas protegidas pela legislação ambiental. O EIA/Rima (Estudos de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental) do trecho de serra da Tamoios será analisado pela Cetesb e depois enviado ao Consema.

Segundo a Cetesb, as sugestões feitas durante as audiências públicas poderão ser incluídas ou até mudar o projeto original, dependendo da viabilidade técnica. Somente após essa fase é que a Cetesb poderá emitir ou não a licença prévia para a licitação e depois construção das obras do trecho de serra. O relatório da Cetesb terá que ser avaliado pelo Consema.

Segundo Laurence Casagrande Lourenço, diretor presidente da Dersa, todas as fases do empreendimento estão sendo cumpridas. Em maio deste ano, o governo iniciou as obras no trecho de planalto da Tamoios. A previsão é de começar em março e abril de 2013 os contornos norte e sul em Caraguatatuba e São Sebastião, para depois iniciar o trecho de serra.

O Vale

Eleitores apontam o principal problema na cidade: Saúde

A falta de médicos na rede municipal de saúde é a principal queixa do eleitor de São José dos Campos, revela pesquisa O VALE/Mind. De acordo com os dados da sondagem, 26% dos entrevistados responderam que o principal problema da rede de saúde do município é a falta de médicos, seguido pelo atendimento precário nas unidades de saúde, com 24% das citações.

O terceiro gargalo da rede é a fila por exames, aponta o levantamento, com 12,3% das respostas.  A pesquisa foi realizada entre os dias 19 e 20 de setembro. Foram ouvidas 600 pessoas e a margem de erro é de 4 pontos percentuais, para mais ou para menos. “Demorei oito meses para conseguir uma consulta com cardiologista”, reclamou a auxiliar de serviços gerais Irene Batista de Souza, 42 anos, moradora do Campo dos Alemães, região sul.

“É preciso mais médicos na rede”, disse. Mesma queixa da dona de casa Maria Carleusa, 32 anos, que ontem foi à UBS (Unidade Básica do Campo dos Alemães) para saber quando vai ser chamada para consulta com ginecologista. “Há dois meses espero por uma consulta e até agora não fui chamada. Disseram que é pra mim aguardar em casa”, disse ao sair da unidade.

“Nem sempre a gente encontra pediatra. Além disso, demora muito o atendimento”, reclamou a dona de casa Tatiane de Jesus da Silva, 24 anos, após levar o filho para consulta na UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) do bairro.

A estratifica-ção da pesquisa mostra que a reclamação pela falta de médicos é maior na região norte, com 32,3% das citações. A seguir esse é o principal problema para 30% dos pesquisados na região oeste e para 25,6% dos ouvidos nas zonas leste e centro. Na zona sul, 24,3% disseram o mesmo.

A maior queixa com relação ao atendimento precário na rede foi verificado na zona leste, com 26,9% das citações, seguido pelos moradores do centro, com 25,6% dos entrevistados. A fila por exames foi a maior reclamação verificada pela pesquisa na região sudeste, com 18,2% das citações, seguida pela zona oeste, com 16,7% , mostra a sondagem.

Segundo dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Saúde, 1.071 médicos prestam serviços diretos para a prefeitura atualmente nas Unidades Básicas, Unidades de Especialidades, Unidades de Pronto-Atendimento e nos hospitais municipais da rede.

Desse total, 653 são funcionários públicos municipais, 384 da SPDM (Organização Social que administra o Hospital Municipal da Vila Industrial) e 34 do Provisão/Clínicas Norte (hospital da região norte). A rede municipal de saúde possui 40 UBSs, 3 hospitais e 5 UPAS.

A secretaria informou que tem 3.00 mil funcionários. O município realiza uma média de 135 mil consultas/mês e 250 mil/exames mensais. Os dados da pesquisa mostram que 1,7% dos entrevistados se queixaram das filas para marcação de consultas, 1,5% do número de unidades de atendimentos e 1,2% da falta de medicamentos.

O Vale

Obras de Revitalização no Centro é assumida pela URBAM

A Prefeitura de São José dos Campos contratou a Urbam (Urbanizadora Municipal), sem licitação, para executar um pacote de projetos do Plano Estratégico Centro Vivo no valor global de R$ 2,3 milhões, em um prazo de oito meses.

Vinculada à administração municipal, a Urbam vai executar, até o final do ano, quatro obras do Centro Vivo, projeto de revitalização do centro, lançado e coordenado pelo Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento), em parceria com a prefeitura.

O pacote contempla a construção do novo calçadão da rua 7 de Setembro, ao lado do Mercado Municipal, ampliação das calçadas e elevação do pavimento da rua Sebastião Humel, no trecho do mercado e defronte os dois calçadões laterais ao mercado, obras de alargamento das calçadas da rua 15 de Novembro em frente à praça Afonso Pena e complementação da revita-lização da praça João Mendes (Praça do Sapo).

Ainda está contemplado no pacote a implantação de iluminação ornamental no prédio do Mercado Municipal para valorização do patrimônio histórico. A diretora do Ipplan, Cynthia Gonçalo, afirmou que a contratação da Urbam foi para dar mais agilidade às obras, que terão que ficar pronta até o final do ano, antes do início da temporada de compras de Natal.

“Se os projetos fossem licitados, não haveria tempo para a conclusão das obras dentro do prazo que desejamos”, afirmou a diretora. Segundo Cynthia, o processo de contratação da Urbam foi precedido de um levantamento de preços para verificar se os valores ofertados pela empresa eram competitivos.

“As obras de alargamento de calçadas, elevação de piso e ampliação do calçadão visam priorizar o pedestre”, disse a diretora do Ipplan. Ela citou como exemplo, a ampliação da calçada na rua Sebastião Humel, defronte o Mercado Municipal.

“Nesse trecho, a velocidade dos veículos será reduzida e o pedestre terá prioridade e tranquilidade para circular”, disse. As obras do novo calçadão estão programadas para começar nos próximos dias.
Já a construção do calçadão da travessa Chico Luiz, também ao lado do mercado, terminam hoje, segundo o Ipplan.

Na praça João Mendes, a Urbam vai fazer instalações hidráulicas e elétricas e a troca do piso. A revitalização do local compartilhada com o Shopping Centro. “Como a praça é tombada pelo Patrimônio Histórico, é necessário seguir o padrão do local, como o piso, que tem que ser de ladrilhos hidráulicos similares aos originais”, relatou a diretora do Ipplan.

De acordo com Cynthia, quando as obras forem concluídas, o comércio do centro será dinamizado e haverá mais conforto para os pedestres.

O Vale

Obras de Hospital é agilizada por Alckmin na cidade

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou ontem durante visita ao Vale do Paraíba que pretende realizar uma PPP (Parceria Público-Privada) para agilizar a construção do Hospital Regional de São José. “Vamos contratar uma PPP para agilizar a construção do Hospital Regional de São José. O projeto já está sendo elaborado”, disse Alckmin na coletiva à imprensa realizada após cumprir agenda oficial em Pindamonhangaba, sua cidade natal.

Segundo o governador, o novo hospital será fundamental para melhorar o atendimento à população. “Com o Hospital Regional de São José e a integração que acabamos de assinar entre o Hospital Regional e o Hospital Universitário em Taubaté, vamos formar um grande complexo de saúde do Estado no Vale. A região ficará muito bem dotada.”

Além da unidade de São José dos Campos, outros quatro hospitais estaduais serão construídos através de PPPs. Promessa de campanha de Alckmin, o Hospital Regional de São José será construído entre 2013 e 2015 com investimento estimado de cerca de R$ 57 milhões. Ele terá 150 leitos, sendo 120 para internação e 30 para UTI.

Durante a visita a Pinda ontem, Alckmin reforçou o compromisso de recuperar todas as estradas da região até 2014 através de investimento de R$ 1,162 bilhão. Sem falar de eleições e evitando contato com candidatos, o governador deu início à obra de duplicação da Avenida Nossa Senhora do Bom Sucesso (Rodovia SPA-099/060), que liga a região central à Dutra.

Serão gastos R$ 15,2 milhões para duplicar quatro quilômetros da via entre a rotatória João do Pulo e o acesso à Dutra, com previsão de conclusão da obra em maio de 2013. O político tucano realizou ainda o descerramento das placas de inauguração do posto do programa de inclusão digital Acessa São Paulo do bairro Ribeirão Grande e de reforma da escola de ensino médio Ryoiti Yassuda, que é de tempo integral.

O Vale

Faixas excluivas de ônibus não saem do papel na cidade

As faixas exclusivas de ônibus na região central de São José dos Campos não têm data definida para serem implantadas. Promessa da prefeitura há pelo menos dois anos, o projeto tem a previsão de ser posto em prática neste segundo semestre. O problema é que ainda está em fase de elaboração.

Os locais onde as faixas ficarão foram definidos. A viabilidade e o custo das obras ainda não. O objetivo do projeto é aumentar a velocidade dos coletivos nos horários de maior movimento no centro. Hoje, eles não passam de 17 km/h em alguns corredores.

“Acho importante as faixas exclusivas. O problema é que, em época de eleição, só prometem e não fazem nada”, disse a estudante Valquíria dos Santos, 22 anos. A Secretaria de Transportes informou, por meio de nota, que tem realizado reuniões para avaliar as adequações necessárias e a viabilidade dos corredores. Ainda segundo a nota, o projeto está em fase de finalização para definição do orçamento para as obras.

Em parceria com o Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento), a Secretaria de Transportes definiu as avenidas que receberão as faixas exclusivas de ônibus. São elas: São José, Madre Tereza, São João, Adhemar de Barros, Madre Paula, Heitor Villa-Lobos, José Longo e João Guilhermino. O uso exclusivo das faixas pelos ônibus seria das 6h às 9h e das 16h às 20h.

“Os corredores são bem-vindos, mas é preciso aumentar as vias, são todas estreitas. São José não está preparada pra isso”, disse o agente educador Pablo Miller, 32 anos. Para o diretor do Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba, José Nilson Garcia, a prefeitura não fez um planejamento adequado antes de anunciar o projeto. “Pra se fazer um corredor não é só pintar uma faixa. Prometer é fácil, agora quando você se depara com a realidade da cidade é outra coisa”, afirmou.

Garcia não acredita que os corredores exclusivos sairão do papel ainda em 2012. “O ano já acabou. A gente só espera o projeto seja posto em prática, sendo o próximo governo do PT ou PSDB”. Pesquisa realizada pelo Ipplan aponta que dos mais de 1,2 milhões de deslocamento diários feitos em São José, 49% são feitos por carros, 22% a pé e 25% pelo transporte coletivo.

Atualmente, a frota do transporte coletivo de São José é de 385 ônibus, distribuídos em 94 linhas regionalizadas. Em média, 6,5 milhões de passageiros são transportados mensalmente pelos coletivos, 260 mil diariamente. O sistema é operado pelas empresas Expresso Maringá, Julio Simões e Saens Peña.

O Vale

Moradores da Zona Oeste ficam transtornados com Obra

Das 115 famílias que ocupavam a região do Jardim das Indústrias, zona oeste, afetada pelo prolongamento da Via Oeste, 36 permanecem no local, ao lado de destroços de imóveis vizinhos derrubados pela Prefeitura de São José dos Campos.

Orçada em R$ 14 milhões, a obra está embargada desde janeiro deste ano por decisão da SPU (Secretaria de Patrimônio da União), após pedido da Defensoria Pública da União para que a prefeitura garantisse o direito de moradia às famílias.

A área pertence ao governo federal e é considerada de risco pela prefeitura. A maioria das famílias que já saíram está em imóveis da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), no Parque Interlagos, zona sul. O prolongamento da Via Oeste é financiado pelas construtoras Terra Simão e MRV, em contrapartida a empreendimentos locais. Com cerca de dois quilômetros, o corredor liga a avenida Campos Elísios à rua Corifeu Marques.

Quem se nega a deixar o terreno diz que mora há anos no bairro e que, além de distantes, os imóveis oferecidos são financiados. Outro problema relatado é o entulho deixado pelas casas derrubadas. “Botaram as casas vizinhas no chão e hoje elas abrigam cobras e ratos”, disse a dona de casa Debora Silva, 21 anos. “Só saio se for pra outra casa no bairro”, disse a auxiliar de limpeza, Vera Santos.

Em nota, a Secretaria de Transportes informou que 88 famílias foram encaminhadas para programas habitacionais, três estão na fila de espera e 36 permanecem no local. A pasta diz que aguarda a remoção das outras famílias para demolir as casas e retirar o entulho do terreno.

O Vale