Ruas resistem como fonte de renda nas cidades da região

A maior vitrine do mundo. Quem trabalha nas ruas tem o privilégio de ser visto, ouvido e falado por muitos, gastando relativamente pouco em investimento. Ao mesmo tempo, contudo, anda muito perto da fronteira que separa a legalidade da clandestinidade. Das três maiores cidades da Região Metropolitana do Vale do Paraíba, apenas Jacareí ainda concede licenças para trabalhadores de rua, os chamados ambulantes. Ainda assim, a prefeitura segue critérios rígidos de escolha da área e exige análise prévia do pedido. São José dos Campos nega novas licenças aos ambulantes desde 1996, segundo a Adei (Associação de Economia Informal). Taubaté, que trava uma guerra com os comerciantes de rua, que não querem ser transferidos de lugar, também suspendeu a concessão de licenças.

Nos três municípios, o número de ambulantes chega a 5.500, sendo que apenas 1.632 são regularizados. Os demais batalham para sobreviver driblando fiscais e as dificuldades de trabalhar nas ruas. O VALE  foi atrás de histórias de pessoas que tiram o sustento das ruas, em atividades quase sempre informais, e descobriu pessoas como a lindeza pitoresca, o pastor do algodão e o Chaves das coxinhas. Todos eles têm uma coisa em comum: consideram as ruas mais do que uma fonte de dinheiro. É quase um palco para eles, um picadeiro de circo para desfilar algum tipo de habilidade artística. Nas ruas, segundo eles, não basta oferecer um produto. Tem que encantar.

Outro segmento que tende a crescer na região é o da comida de rua, que renderá R$ 1,6 bilhão em vendas nos Estados Unidos, neste ano. Em São Paulo, a Câmara aprovou projeto para oferecer mais do que lanches e salgados nas ruas.

Embraer projeta mercado de 805 jatos executivos na China

A Embraer Aviação Executiva prevê uma demanda de 805 jatos executivos para o mercado chinês na próxima década. A expectativa é que os jatos executivos de grande porte representem 51% das unidades ou 78% do valor total das entregas no país. Os números foram apresentados ontem na Feira Internacional de Aviação Executiva Chinesa, em Beijing, na China. A Embraer fez um balanço das previsões para o mercado de aviação executiva no país entre 2014 e 2023.

“Durante os últimos 12 anos, a Embraer construiu uma posição sólida entre os principais fabricantes de jatos executivos”, disse, em nota, Guan Dongyuan, presidente da Embraer China. “Com uma ampla e moderna linha de produtos que atendem e excedem às expectativas de clientes no mundo inteiro.” Segundo Dongyuan, os investimentos da Embraer durante 10 anos no mercado da aviação comercial na China resultaram em uma frota de 120 jatos em operação.

“Agora, estamos consolidando nossa presença no mercado chinês, oferecendo a mesma qualidade de suporte e serviços de que os nossos clientes comerciais já desfrutam.” Desde 2004, quando a Embraer entregou o primeiro jato executivo na China, a empresa já recebeu pedidos para 38 aeronaves, incluindo cinco opções. A Embraer instalou uma linha de montagem para jatos executivos na China. Em junho de 2012, a empresa firmou um acordo com a Avic (Aviation Industry Corporation of China) para os jatos Legacy 600 e 650, utilizando a infraestrutura da sua joint-venture Heai (Harbin Embraer Aircraft Industry Co. Ltd.).

No final de agosto deste ano, o primeiro jato executivo Legacy 650 montado pela Heai na China realizou seu voo inicial. A entrega está programada para o final deste ano. Baseada em estudos do cenário econômico do país, a Embraer disse que mantém uma previsão favorável para o potencial do mercado chinês da aviação executiva. A frota de jatos executivos no país cresce, em média, 27% ao ano, impulsionada por um aumento de 26% da população de indivíduos ricos entre 2008 e 2012. Além disso, o ambiente econômico requer desenvolvimento da aviação executiva para atender à demanda para viagens de negócios e de lazer.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José começou nesta semana a campanha salarial para o setor aeronáutico, até agora o único que apresentou proposta de reajuste. Segundo o sindicato, as empresas ofereceram, de aumento, a reposição da inflação do período, de 6,07%. “Essa proposta não faz o menor sentido”, disse Antônio Ferreira de Barros, presidente do sindicato.

Após gasto de R$ 2 milhões, Câmara põe TV oficial no ar

A TV Câmara de São José dos Campos começa a ser transmitida hoje pelo canal a cabo da operadora NET, nos canais 29 (analógico) e 16 (digital). Antes disso, o conteúdo da TV só estava disponível pela internet, no site da Câmara, serviço que será mantido. De início, segundo a direção da TV Câmara, serão ocupadas duas horas diárias de programação, na faixa entre 17h30 e 19h30. A meta é chegar a 12 horas diárias, mas isso depende da contratação de funcionários, câmeras e ilhas de edição. Não há previsão para as aquisições. As sessões legislativas de terça e quinta-feira serão transmitidas ao vivo, além de entrevistas e programas gravados pela equipe da TV, composta por oito profissionais, sendo sete deles de cargos de confiança.

O custo para comprar os equipamentos para a TV Câmara foi de R$ 2 milhões. A TV conta com três câmeras robóticas instaladas no plenário da Câmara, que podem ser controladas por um único operador, e quatro câmeras móveis. A equipe conta ainda com quatro ilhas de edição e um aparato técnico de transmissão capaz de suportar 24 horas de programação. Segundo José Augusto Machado, diretor da TV Câmara de São José, a transmissão começa hoje no canal a cabo ainda em caráter experimental, dado o ineditismo da operação. “Os equipamentos estão sendo ajustados e alguma coisa pode não dar certo”, afirmou ele. “Mas tudo será corrigido se houver qualquer problema”.

A pretensão da TV Câmara é de abrir o sinal em um canal na TV aberta, que depende de uma concessão do governo federal. O pedido está em estudo pelo Ministério das Comunicações. Além de produções sobre a Câmara e a cidade de São José, a programação da TV oficial contará com programas de parceiros, como empresas, instituições públicas e privadas, entre elas o TRT (Tribunal Regional do Trabalho), o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e a Embraer. “Iremos colocar São José na TV. O canal terá a pluralidade da Câmara e democratizará o acesso ao Legislativo”, afirmou a vereadora Amélia Naomi (PT), presidente da Casa.

A vereadora Dulce Rita (PSDB) pediu mais clareza na prestação de contas da TV Câmara. Para ela, que considera o canal um avanço positivo para o Legislativo, os gastos do canal “não estão muito bem esclarecidos”. “É importante a população saber o que acontece no Legislativo, mas é tão importante saber também quanto se gastou para essa divulgação na TV”, afirmou ela. Dulce disse que a bancada tucana deve se reunir na próxima semana para definir uma estratégia de questionamento sobre os gastos da TV.

“Vamos definir como acompanhar esses gastos e pedir esclarecimentos sobre eles. Não pode ficar sem detalhes.” O cientista político Maurício Cardoso, professor da Unitau (Universidade de Taubaté), disse que a ideia de levar o Legislativo para um canal de TV é “louvável”, desde que se respeite o princípio da democracia e da pluralidade. “A TV é hoje uma mídia acessível aos cidadãos. Do ponto de vista da comunicação, é louvável a criação da TV Câmara”, afirmou. Para Cardoso, a qualidade da TV Câmara de São José dependerá da postura da equipe que comandará a TV.

“Não pode politizar. Tem que ser democrático e plural”, afirmou Cardoso. Segundo o cientista político, o risco de politizar o espaço da TV Câmara levaria ao descrédito do canal, que seria ligado ao partido majoritário ou à corrente política dominante na Câmara. “Não se deve cair no erro de tornar o canal um palanque para divulgação de ideias de alguns políticos e partidos. O canal tem que ser de e para todos os vereadores.”

Embraer da cidade amplia acordos em Portugal

A Embraer, com sede em São José dos Campos, assinou no último dia 2 protocolo para desenvolvimen to comum de projetos na área industrial com a Universidade de Évora, instituição sediada na cidade portuguesa onde a fabricante brasileira mantém duas unidades fabris. A parceria prevê grupos de trabalho e projetos nas áreas de informática, mecatrônica e energias renováveis. “Com as competências instaladas na universidade e as necessidades da Embraer, podemos estabelecer projetos concretos de investigação e desenvolvimento”, disse João Nabais, pró-reitor da universidade, por meio de nota oficial.

Segundo ele, os projetos serão decididos nos próximos meses mas a primeira reunião já ocorreu logo após a cerimônia de assinatura do acordo. A Embraer, terceira maior fabricante mundial de aviões comerciais, possui duas fábricas em Évora, uma especializada em estruturas metálicas (de asas) e a outra em materiais compósitos.  O complexo fabril foi anunciado em 2008 e as unidades começaram a operar no final do ano passado.

Instalado em uma área de 877 mil metros quadrados, foi fruto de um investimento de 170 milhões de euros (cerca de R$ 429 milhões), dos quais 70 milhões de euros financiados pela Comunidade Europeia. Os materiais fabricados em Évora são exportados para montagem final nas unidades da Embraer no Brasil, na Flórida (Estados Unidos) e em Harbin (China).

UPA´s da cidade pode receber verba para investimento

A Prefeitura de São José dos Campos poderá obter até R$6,3 milhões anuais do Governo Federal, caso três Unidades de Pronto Atendimento (UPA) do município (Eugênio de Melo, Campo dos Alemães, Novo Horizonte) e Clínicas Norte sejam habilitadas e qualificadas pelo Ministério da Saúde. A avaliação será feita por dois técnicos do Ministério da Saúde que chegaram à cidade nesta terça-feira (3) e ficam até quinta-feira (5). O objetivo é verificar em cada unidade se estão sendo cumpridos os padrões exigidos pelo Ministério. O trabalho é acompanhado pela diretora do Departamento Hospitalar e de Emergências (DHE), Ana Carolina Martins Paulo.

Segundo os técnicos, são avaliadas basicamente a estrutura física e a capacidade de atendimento de cada unidade. Caso as UPAs sejam habilitadas, a cidade já começa a receber os recursos no prazo de 30 a 40 dias. “A habilitação e qualificação das UPAs nos permite trazer ainda mais recursos para a saúde da cidade. São verbas disponibilizadas pelo governo federal para custeio das UPAs, mas que São José dos Campos nunca se interessou em trazer, equívoco que agora estamos corrigindo”, disse o secretário de Saúde, Paulo Roitberg.

Segundo o secretário, esse pedido de ampliação dos recursos para as UPAs atende a determinação do prefeito Carlinhos Almeida, que quer  que a cidade tenho AC Esso amplo a todas as fontes disponibilizadas pelo governo federal e que antes não eram utilizadas. “A habilitação das UPAs é importante porque, com mais esses recursos, poderemos melhorar muito o atendimento prestado por essas unidades”, disse a diretora  do DHE Ana Carolina.

Nesta terça-feira, além da análise da documentação das unidades, os técnicos visitaram o Hospital Clínicas Norte e a UPA de São Francisco Xavier. Na quarta-feira (4), a partir das 8h30, eles visitam as UPAs de Eugênio de Melo, Campo dos Alemães e Novo Horizonte, além das obras da UPA do Putim.

NovaDutra lança rádio para orientar motoristas

Os usuários que transitam pela rodovia Dutra agora têm um novo serviço de informações em tempo real sobre acidentes e as condições da estrada. Com um investimento de R$ 6 milhões, o grupo NovaDutra lançou oficialmente ontem a sua nova rádio FM 107,5, com uma programação exclusiva de prestação de serviço, obras na rodovia, dicas de direção defensiva, notícias gerais e informações sobre as 36 cidades ao longo da rodovia.

O projeto vinha sendo desenvolvido desde 2008, quando a NovaDutra conseguiu a autorização da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para operar na frequência. Segundo a empresa, esse é o primeiro serviço de FM sincronizado via satélite dedicado a uma única rodovia que utiliza a mesma frequência no percurso. “É uma iniciativa inédita nos serviços de concessões do Brasil. Nossa expectativa é intensificar a orientação aos usuários e contribuir para a redução de acidentes”, disse o presidente da NovaDutra, Ascendino Mendes.

Venda de Prédio salva Urbam de Prejuízo na cidade

A venda de uma área em uma das regiões mais valorizadas da zona sul de São José dos Campos livrou a Urbam (Urbanizadora Municipal S/A) de terminar 2012, último ano do governo Eduardo Cury (PSDB), com saldo negativo de R$ 11 milhões em seu caixa. O terreno, situado na avenida Cassiopéia, no Jardim Satélite, foi repassado à rede Piratininga, que já mantinha um supermercado no local por meio de um contrato de locação. A gleba ainda abrigava um antigo posto de combustíveis.

Com o negócio, fixado em R$ 15,777 milhões, a Urbam conseguiu fechar o ano com lucro de R$ 4,7 milhões, conforme aponta o balanço oficial publicado pela empresa. A urbanizadora é uma empresa de economia mista vinculada à Prefeitura de São José e hoje presta serviços ao governo municipal nas áreas de obras, limpeza pública e serviço funerário, além da gestão dos terminais rodoviários, do estádio Martins Pereira e do loteamento do Parque Tecnológico.

A venda do terreno na avenida Cassiopéia foi feita por meio da concorrência pública 302/2011. A assinatura do contrato e a transferência do imóvel à empresa Comercial de Produtos Alimentícios Piratininga Ltda (dona da rede Piratininga) ocorreram na gestão de Alfredo de Freitas de Almeida como presidente da Urbam. A vereadora Angela Guadagnin (PT), prefeita de São José entre 1993 e 1996, diz que o caso reflete “um grave problema de gestão”. “O PSDB usava a Urbam como um braço do governo, e não como uma empresa municipal. Isso levou a um descontrole nas contas”, disse. “A empresa assumia uma série de demandas da prefeitura mesmo quando não podia. Eles faziam propaganda de ótimos gestores, mas a situação mostra que não era bem assim.”

Hoje, mais de 90% do orçamento da Urbam vêm de serviços prestados à própria prefeitura, sobretudo obras os outros 10% são provenientes do serviço funerário municipal, da gestão dos terminais rodoviários e da venda de materiais recicláveis coletados na cidade. Segundo dados do Portal da Transparência, só no ano passado a empresa recebeu R$ 161,8 milhões dos cofres da administração direta, superando as receitas de pelo menos 20 prefeituras da região. “Vou procurar me informar sobre a venda desse terreno com o atual presidente e, se for o caso, apurar que motivos levaram a isso.”

O ex-presidente da Urbam, Alfredo de Freitas de Almeida, não foi localizado. Designado pelo PSDB como ‘porta-voz’ para assuntos relacionados ao governo passado, o presidente do partido, Anderson Farias Ferreira, disse que a venda do terreno “foi uma decisão estratégica”. “Era uma área que não interessava ao poder público. Não havia possibilidade de instalar nenhum equipamento ali. Além disso, o valor do aluguel que a Urbam recebia era muito baixo”, afirmou. “Essa venda permitiu outros investimentos, como no Parque Tecnoló-gico, onde o governo comprou novas áreas que se valorizaram rapidamente.” Ferreira diz ainda que o PSDB “deixou a conta da Urbam com R$ 10,5 milhões”.

Obras para conter Enchentes na cidade contabilizão R$ 1,7 mi

A Prefeitura de São José prevê um gasto de R$ 1,790 milhão em três obras contra enchentes na cidade. Foram priorizados bairros com histórico de inundação nas chuvas, como Costinha (zona norte), Residencial Cambuí (sudeste) e Parque Industrial (sul). Dos três, a obra do Costinha foi concluída em 9 de agosto, custando R$ 100 mil. Foram feitas a ligação da rede de esgoto com uma estação da Sabesp, a mudança na rede de drenagem que jogava as águas pluviais e de esgoto no contra-fluxo do rio Buquira e a instalação de uma válvula retentora. As outras duas intervenções são no Residencial Cambuí e no Parque Industrial.

No Cambuí, a prefeitura gastará R$ 494 mil para construir um dique de contenção de 1.300 metros e oito válvulas de retenção, além de dois motores e um segundo dique. A obra vai até novembro deste ano. Na região sul, a obra é a mais cara, de R$ 1,196 milhão, para construir o sistema de drenagem por causa de uma cratera que surgiu há 8 anos ao lado do campo de futebol 1º de Maio. O canal projetado encaminhará um volume de águas de aproximadamente 100 mil litros por segundo. A obra termina em janeiro de 2014.

Segundo Antônio Carlos Wolff Nadolny, secretário de Serviços Municipais, todas as obras são regulares e não estão sendo feitas em áreas de risco ou que sejam consideradas APP (Área de Preservação Permanente), como condena o Ministério Público de São José. “A prefeitura realiza essas obras apenas em locais que, tecnicamente, poderão ser regularizados no futuro”, disse Nadolny, ressaltando que não há desconformidade com o MP. “Nosso objetivo é garantir a essas comunidades o direito de viver com dignidade.”

Presidência deu sinal verde para começo de investimento na GM

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá, disse ontem, após se encontrar com executivos da General Motors, que o acordo trabalhista firmado entre a entidade e a montadora em junho último para garantir que o município participe da disputa do investimento de R$ 2,5 bilhões foi aprovado pela matriz da companhia, nos Estados Unidos. O acordo trabalhista foi uma das exigências da GM para possibilitar que o complexo industrial da empresa no município participe da disputa com outros dois países não mencionados.

Esses recursos serão para a produção de um novo modelo de veículo. Segundo Macapá, a informação foi transmitida por José Eugênio Pinheiro, um dos diretores da GM no país. “Ele Pinheiro disse que o acordo foi aprovado pela matriz e que agora a empresa estaria finalizando estudos para definir o modelo do carro que irá produzir”, disse o dirigente sindical. O encontro com uma comissão de executivos da montadora ocorreu ontem em Guarulhos, segundo informou Macapá. O novo presidente da montadora no Brasil, Santiago Chamorro, não participou do evento. Na avaliação do presidente do sindicato, o sinal verde da matriz para o acordo é um fato positivo e indica que São José dos Campos deve “receber o investimento”. “Acreditamos que está tudo certo”, frisou.

Segundo Macapá, a GM não informou quando será divulgado o local do investimento. A assessoria da montadora informou que não há decisão sobre o local onde será feito esse investimento. Além do acordo trabalhista, que terá duração inicial de dois anos a partir do início das operações da fábrica e poderá ser estendido por até duas vezes em período equivalente, totalizando até 6 anos, a GM negociou com a prefeitura e com o Estado a concessão de benefícios fiscais. No caso do município, a prefeitura ofereceu isenção de tributos municipais entre eles IPTU e ISS e também irá colaborar na implantação de um distrito industrial nas proximidades da fábrica. Com o governo do Estado foi negociado benefícios relativos ao ICMS.

O Sindicato dos Meta-lúrgicos de São José informou que a GM vai cumprir o acordo firmado em fevereiro deste ano, que garante o funcionamento do MVA (Montagem de Veículos Automotores) e o emprego de cerca de 750 operários do setor até dezembro deste ano. O presidente da entidade, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá, reafirmou que o acordo está mantido e que não há novidades a respeito. “A empresa concedeu licença remunerada para o pessoal porque está com alto estoque e precisa fazer adequações”, disse o dirigente. No MVA é produzido o Classic, que também é fabricado nas unidades de São Caetano do Sul e na cidade de Rosário, na Argentina. A licença remunerada do grupo foi iniciada na última segunda-feira, com previsão de término no dia 23 de agosto, segundo a empresa.

Investimento é cobrado do Presidente da GM pelo Sindicato

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Antonio Ferreira de Barros, o ‘Macapá’, se reúne hoje com o novo presidente da General Motors do Brasil, Santiago Chamorro. O encontro será em Guarulhos e terá também a participação da direção dos sindicatos de Gravataí (RS), e de Mogi das Cruzes, cidades onde a montadora possui unidades industriais, segundo informou o dirigente sindical. “Será um encontro protocolar. A empresa chamou os sindicatos para apresentar o novo presidente da empresa no país”, disse Macapá. Ele frisou que, embora seja um encontro de cortesia, vai aproveitar a oportunidade para perguntar ao executivo sobre o investimento de R$ 2,5 bilhões que a montadora planeja fazer para a produção de um novo modelo de carro.

“Estamos no aguardo da definição do local onde será o investimento, mas acreditamos que só pode ser em São José dos Campos”, disse. Macapá afirmou que o sindicato fez a sua parte para que o investimento seja aplicado em São José. “Assinamos um novo acordo com a GM”, disse. Além de São José, a montadora informou, sem detalhar, que outros dois países também disputam o investimento. Inicialmente, o anúncio deveria ocorrer em junho, depois passou para julho e agora a empresa não tem data definida para a divulgação. Segundo o sindicato, no final de julho, a montadora encaminhou para a matriz, nos Estados Unidos, o acordo firmado com a entidade. A assessoria da GM informou ontem à tarde que não tinha conhecimento sobre o encontro do novo presidente da empresa com representantes sindicais.

O novo presidente da GM do Brasil é colombiano e tem 43 anos. É formado em Economia e fez pós-graduação em Finanças na Universidade de Los Andes, na Colômbia. Ele está na empresa há 20 anos. Trabalhou na GM americana e também presidiu a filial da Colômbia. Esta semana começou novo período de afastamento dos cerca de 750 trabalhadores do MVA (Montagem de Veículo Automotores), onde é produzido o Classic. A montadora abriu novo PDV (Programa Voluntário de Demissão) para todos os trabalhadores horistas do complexo de São José, que representam cerca de 95% do efetivo de pessoal da unidade. As medidas vigoram até 23 de agosto.

A direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos iniciou assembleias nas fábricas da base para votação da campanha salarial 2013. Ontem, a proposta foi apresentada aos metalúrgicos da Embraer e da Sun Tech, ambas em São José, e Wirex Cable, Emerson e Rexam, em Jacareí. Nas cinco empresas, os trabalhadores aprovaram a reivindicação de 13,5% de aumento, informou a entidade. Na Embraer, além das cláusulas econômicas, o sindicato também voltou a defender a adoção da redução da jornada de trabalho para 40 horas uma das principais bandeiras dos trabalhadores da fábrica. A pauta de reivindicações dos metalúrgicos será apresentada aos empresários hoje, na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Após a entrega, as entidades sindicais que participam da campanha ficarão no aguardo das reuniões setoriais.