Novo Acesso do Aeroporto tem custo de R$20 Milhões

A construção da nova Avenida de ligação entre a Rodovia dos Tamoios e o Aeroporto de São José dos Campos vai custar cerca de R$ 20 milhões. A obra licitada pelo governo do Estado em R$ 9,9 milhões vai requerer o dobro de investimentos com as desapropriações que serão feitas pela Prefeitura de São José dos Campos. A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Transportes informou ontem que serão gastos R$ 10 milhões com as desapropriações de 76 mil metros quadrados de área. A prefeitura publicou anteontem no Boletim Oficial do Município a desapropriação de 20 mil metros quadrados de área na região do Putim e hoje deve publicar o restante dos decretos de desapropriações.

Segundo a assessoria de imprensa da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) empresa responsável pelo projeto a previsão do início das obras é no final do mês que vem, com previsão de conclusão em 15 meses até dezembro de 2014. A empresa vencedora da licitação foi a Construtural Engenharia e Construções, que está com o contrato assinado com a Dersa desde dezembro último para realizar a obras, mas para que seja dada a ordem de serviço é necessária a conclusão das desapropriações. A nova via de ligação da Tamoios com o aeroporto irá desafogar o trânsito da avenida dos Astronautas, que liga o Jardim da Granja (zona leste) ao centro. A obra também vai facilitar a circulação entre as regiões sul e sudeste.

Os moradores do Jardim da Granja dizem que há muito tempo esperam uma solução para resolver o problema de congestionamento na avenida dos Astronautas, principalmente das 16h às 18h, horário de saída dos funcionários da Embraer. “As clientes quando vem no salão fazem tudo correndo para sair daqui antes das 16h. Se passar desse horário, não conseguimos sair de casa”, disse a cabeleireira Ana Zilda Cândida, que mora na avenida dos Astronautas. Felipe Furlan, dono de uma veterinária no local, não acredita que a obra acabará com o congestionamento, mas acha que “vai aliviar um pouco”. Segundo ele, o fluxo de carros e ônibus é muito grande no final da tarde e acaba se formando um grande gargalo no sinal próximo ao Viaduto Bandeirantes. “Mas esta obra é importante porque quem mora na região sul pode sair da Embraer, pegar a nova avenida e já sair na rodovia dos Tamoios para acessar a outra região da cidade”, afirmou Furlan.

A nova via Tamoios-Aeroporto pode ter no futuro uma rotatória que permitiria a ligação da avenida João Rodolfo Casteli, no Putim, com os bairros Residencial São Francisco, Flamboyant, Jardim Uirá, Jardim da Granja e Vila Industrial, próximo à Itavema Veículos. Esse seria o traçado da via Cambuí, projeto já em estudo pela Secretaria de Transportes que, até o final do ano, deve realizar audiências públicas para efetuar a obra. A Tamoios-Aeroporto terá pista duplicada de 2,5 quilômetros a partir da estrada Velha de Paraibuna até a Embraer. A via terá 1,6 quilômetro de extensão, com duas faixas de rolamento em cada sentido, com calçadas para pedestres e ciclovia paralela. A prefeitura está desapropriando áreas na estrada Glaudiston Pereira de Oliveira e Ricardo Hausem, na região do Putim, para fazer a nova via. A avenida vai facilitar o acesso ao aeroporto, que será ampliado. O investimento na expansão será de R$ 16,6 milhões. Os canteiros de obras estão sendo montados e serviço deve durar 15 meses.

Prefeitura construirá Via Jaguari na cidade

A Prefeitura de São José dos Campos assinou nessa quarta-feira (17) um convênio com o Departamento de Estrada e Rodagem (DER) para viabilizar a construção da Via Jaguari, que fará a ligação da Via Norte à estrada do Jaguari, passando pela Indústria JMacedo.

A melhoria viária, que vai beneficiar toda a região norte da cidade, prevê o recapeamento de dois quilômetros da estrada já existente, implantação de mais 3,3 quilômetros de pista, incluindo a construção de uma ponte de 200 metros. A obra vai contribuirá para reduzir o tráfego de caminhões em ruas dos bairros Jardim Telespark, Vila Sinhá, Vila Dirce, Altos de Santana.

O projeto está em processo de elaboração e depois de concluído colocado em licitação pelo DER. A Prefeitura será responsável pela desapropriação das áreas por onde a nova pista passará.

Antigo prédio do Fórum será reformado na cidade

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo instala hoje, em São José dos Campos, o Cejusc Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania. Priorizando a conciliação, o serviço funcionará no prédio do antigo Fórum, no bairro São Dimas, na região central da cidade, a partir da próxima segunda-feira. O Tribunal também assina hoje um termo de compromisso com a Prefeitura de São José dos Campos para a reforma do prédio. A obra custará cerca de R$ 1,7 milhão e será bancada pela administração municipal. Em contrapartida, o Tribunal cederá um espaço de 700 metros quadrados do Fórum velho para as novas instalações do Procon. A expectativa do governo é que o projeto de lei seja enviado à Câmara em agosto, com as obras começando logo após a aprovação. “O projeto está feito, orçado e será enviado para a Câmara no mês que vem. Acreditamos que será aprovado sem problemas”, disse Dimas Soares, secretário de Promoção da Cidadania.

Com as obras, o Fórum velho se tornará o Centro de Justiça e Cidadania de São José, cuja oficialização também será feita hoje, em solenidade no Fórum da cidade, no Jardim Aquarius, zona oeste, às 14h. Além do Cejusc, o Centro terá quatro cartórios eleitorais da cidade, Procon, Justiça Restaurativa e Terapêutica e a 2ª Vara de Juizado Especial Cível (pequenas causas), que deve ser instalada até o final do ano. “Priorizaremos as questões sociais, o atendimento ao cidadão. É o novo foco da Justiça, de reforçar a conciliação”, afirmou José Loureiro Sobrinho, diretor do Fórum de São José.

Enquanto as obras de reforma estiverem em andamento, com duração prevista de quatro meses, Sobrinho informou que o Cejusc poderá ser transferido para o prédio do Fórum novo, no Aquarius. “Está sendo feita uma estratégia para mudar as alas do Cejusc durante a reforma. Mas, se for preciso, o serviço vai provisoriamente para o prédio novo”, disse. No Fórum, segundo o diretor, o Tribunal vai aditar contrato para resolver os problemas com o ar-condicionado e os elevadores.

Cidade tem Feira de Negócios para moradores

A Assecre (Associação das Empresas do Chácaras Reunidas), de São José dos Campos, lançará novo guia das empresas associadas à entidade durante a Feissecre, que será realizada na próxima semana. O guia, para o biênio 2013/2014, traz o perfil das 280 empresas instaladas no bairro industrial Chácaras Reunidas. “O guia é uma referência das empresas que fazem parte da Assecre”, disse Ângela Xavier Grou, coordenadora da entidade. A Feissecre (Feira de Tecnologia Industrial) realizará sua 16ª edição entre 23 e 26 de julho, no Parque Tecnológico, e poderá ser visitada pelo público das 15h às 21h.

O evento tem como objetivo incrementar o potencial tecno-lógico das indústrias do Vale do Paraíba e consequentemente ampliar a capacitação da mão de obra especializada na região. A expectativa está baseada na apresentação, durante a feira, dos mais recentes lançamentos de equipamentos para os diversos segmentos da indústria nos setores aeroespacial, automotivo, automação, informática, ferramentaria industrial, logística, serviços para indústria, entre outros. A expectativa de público é de 10 mil pessoas, atingindo um público qualificado, inclusive de outros municípios do Estado. Outra novidade é a renovação e revitalização do mix de expositores, que somam 200. A feira deve oferecer ainda um espaço reservado para reuniões entre empresários, expositores e clientes, com o objetivo de facilitar a concretização de negócios.

Parque Tecnologico tem nova empresa funcionando no local

A Atech, empresa do grupo Embraer Defesa & Segurança, iniciará suas atividades no Parque Tecnológico de São José dos Campos este mês. Na sexta-feira (12), o presidente da empresa, Jorge Ramos, e o diretor geral do Parque Tecnológico, Horacio Forjaz, comemoraram a parceria e o começo das operações. A Atech ocupa uma área de 240 metros quadrados nas dependências no Núcleo do Parque Tecnológico, onde vão trabalhar equipes de especialistas dedicados ao desenvolvimento de inovações tecnológicas.

“Com a abertura desta unidade, a Atech buscará contribuir para o fortalecimento do setor de aeroespaço e defesa em São José dos Campos, agregando sua competência técnica e sólida presença no mercado, ajudando a dinamizar a competitividade da indústria da região”, disse Jorge Ramos. Ele afirmou que a escolha do Parque Tecnológico foi fundamental, pois ali está concentrado um conjunto importante de empresas que trabalham com tecnologias avançadas ”Esta importante característica do Parque Tecnológico vem ao encontro da estratégia da Atech de manter-se na vanguarda tecnológica, de forma a melhorar continuamente nosso posicionamento competitivo, trazendo soluções mais sofisticadas e adequadas às demandas dos clientes”, explica Ramos.

“Estamos muito satisfeitos em poder contar com uma empresa de porte e histórico renomados, como é a Atech, entre os parceiros estratégicos do Parque Tecnológico. Nossas instalações privilegiadas, o ambiente de integração e estímulo ao empreendedorismo inovador, a oferta de mão de obra de elevada qualificação, constituem uma combinação de atributos sem paralelo hoje no Brasil”, comentou diretor geral do Parque Tecnológico, Horacio Forjaz.

Sobre a Atech

Provedora de soluções de comando e controle e responsável pelo desenvolvimento e modernização de todo o sistema para a gestão do espaço aéreo brasileiro, a Atech é uma empresa brasileira dedicada à pesquisa de soluções em sistemas complexos para missões críticas de entidades públicas e privadas. A Atech registra ainda em seu portfólio a participação em projetos de grande porte como o Sistema de Vigilância e Proteção da Amazônia (SIVAM/SIPAM); controle do tráfego e de defesa; e o desenvolvimento e integração de sistemas de missão da aeronave P-3 de patrulha marítima.

Sobre o Parque Tecnológico

O Parque Tecnológico de São José dos Campos é um dos principais polos tecnológicos do Brasil, com forte vocação para o setor de aeroespaço e defesa e vem se consolidando como elemento estratégico para o fortalecimento desse setor industrial. A região já apresenta características ímpares, com a presença de instituições de ensino e de pesquisa de alto desempenho, e empresas com grandes competências técnicas e de inserção na cadeia produtiva global.

Nova Geração de Jatos será vendidos pela Embraer

A Embraer, de São José dos Campos, divulgou ontem que a sua unidade Embraer Aviação Comercial e a International Lease Finance Corporation (ILFC), líder global no mercado de leasing e revenda de jatos para companhias aéreas, assinaram um acordo final para a venda firme de 50 jatos E-Jets E2, sendo 25 E190-E2 e 25 E195-E2. O pedido firme tem um valor estimado de US$ 2,85 bilhões, a preço de lista. O contrato, anunciado como Carta de Intenções durante a feira aeroespacial Paris Air Show, em junho, também contempla opções para 25 E190-E2 e 25 E195-E2 adicionais, o que eleva o potencial do pedido para até 100 aviões da nova família de jatos da Embraer para a aviação comercial. A primeira entrega de um dos E-Jets E2 (o E190-E2) está prevista para o primeiro semestre de 2018. O E195-E2 está programado para entrar em serviço em 2019 e o E175-E2 em 2020.

Os três novos aviões (E175-E2, E190-E2, E195-E2) são designados “E2”, que significa uma mudança geracional em tecnologia que foi incorporada ao projeto. Cada um dos três aviões tem a versatilidade para uma gama de configurações de classe única ou multi-classe para atender às necessidades dos operadores. A cabine das aeronaves tem um novo conceito de design que oferecerá um padrão ainda melhor de conforto e uma experiência excepcional aos passageiros. Motores de última geração, em conjunto com novas asas aerodinamicamente avançadas, controles de voo totalmente fly-by-wire e avanços em outros sistemas resultarão em melhorias de dois dígitos no consumo de combustível, custos de manutenção, emissões e ruído externo.

O lançamento da nova família ocorreu na feira aeroespacial de Le Bourget, em Paris. Durante o salão, a Embraer anunciou a venda firme de 100 aeronaves E175-E2 para a aérea norte-americana SkyWest, que será um de seus clientes-lançadores. A empresa também tem mais 100 opções do mesmo modelo de aeronave. Marcos Barbieri, economista da Unicamp, destaca que o sucesso dos E-Jets da Embraer deve se repetir com a sua nova família. “Os jatos da Embraer para a aviação comercial fazem grande sucesso pelo bom desempenho”.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos iniciou campanha para que a Embraer mantenha na produção da segunda geração de jatos para a aviação comercial as empresas que já prestam serviço na fabricação dos atuais E-Jets. Edmir Marcolino, diretor da entidade, informou ontem que na próxima semana uma comissão do sindicato vai se reunir com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico) para tratar da questão. “O nosso o objetivo é evitar que a Embraer transfira para empresas em outros países a produção de partes dos novos jatos, o que é uma desnacionalização da produção dos aviões”, disse. Segundo ele, pelo menos três empresas fornecedoras da fabricante podem ser afetadas e cerca de 600 postos de trabalho fechados nos próximos anos. “Quando a Embraer lançou o jato 145, ocorreu a mesma coisa. No começo, a maior parte da produção era feita fora do país. Depois, o BNDES obrigou a empresa a nacionalizar parte da produção”, disse. “Não é justo que a Embraer receba incentivos do governo federal e não de a sua contrapartida, contratando empresas nacionais”, afirmou.

Vicentina Aranha receberá verba para recuperar prédios

O Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a urbanizadora Alphaville vão assinar um Termo de Compromisso para o repasse de R$ 400 mil para recuperação de um dos imóveis do Parque Vicentina Aranha. A assinatura será nesta sexta-feira (12), às 14h, no Paço Municipal (Rua José de Alencar 123), na Vila Santa Luzia. Participarão do evento os responsáveis pela parte arqueológica do Iphan, Rossano Lopes e Marise Campos, a representante do Alphaville de São José dos Campos, Rosemary Silva, além de autoridades municipais.

Esta verba será repassada ao parque como medida compensatória. No ano passado foi encontrado um sítio arqueológico, identificado como o mais antigo de São Paulo, com aproximadamente 9.500 anos AC, em área do loteamento da urbanizadora em São José dos Campos. No sítio, havia vestígios da “Era da Pedra Lascada”, período conhecido também por Paleolítico, que vai desde cerca de 2,5 milhões aC até aproximadamente 10.000 aC.  Os objetos foram enviados para Sorocaba, local em que havia estrutura para abrigar as peças, porém a Prefeitura de São José dos Campos está trabalhando para que o acervo seja trazido para a cidade.

Prefeitura ganha verba para ampliação do Aeroporto

O prefeito de São José dos Campos participou na sexta-feira (5) da cerimônia de assinatura da ordem de serviço para o início das obras de ampliação e modernização do aeroporto de São José dos Campos. No evento, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) apresentou o projeto do novo terminal de passageiros, que prevê investimento de R$ 16,6 milhões.

“Esse investimento é fundamental para o futuro de São José e ele vai ser um elemento de desenvolvimento econômico”, disse o prefeito. Ele ressaltou que a cidade fica fica mais conhecida no plano nacional e internacionalfica, o que a torna atraente para receber investimentos e gerar mais empregos, especialmente na área de serviços, hotelaria, restaurantes, comércio, entretenimento.

De acordo com a Infraero, em cinco anos o movimento deverá crescer para 490 mil passageiros ao ano. Em 2012, o terminal atendeu 212 mil em operações de embarque e desembarque. A empresa prevê também o uso do aeroporto para auxiliar os aeroportos de Guarulhos e Campinas. “A nossa experiência mostra que primeiro você vem com a infraestrutura e depois as companhias aéreas vêm”, afirmou o presidente da Infraero, Gustavo do Vale. Na opinião dele, o aeroporto de São José dos Campos será uma alternativa os terminais de  Guarulhos e Campinas. “No curto prazo, como ele vai praticamente triplicar a capacidade do número de passageiros, ele tem condições de começar já esse processo de transferência.”

A modernização dará mais conforto aos passageiros, com diversas melhorias: novos portões de embarque, instalação de duas esteiras de bagagem no desembarque, mais balcões de check-in, Estacionamento com 320 vagas e espaço específico para motos e bicicletas. O terminal passará a ter capacidade para atender simultaneamente três posições de aeronaves no pátio.

O consórcio Tecman/MPE foi o vencedor do processo licitatório e terá até maio do próximo ano para executar os serviços. A finalização prevista em um prazo que permite ao município se preparar para receber alguma seleção estrangeira, caso seja escolhido como subsede da Copa de 2014, é possível porque a concorrência foi realizada pelo regime diferenciado de contratação. Este sistema é usado em obras incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal, e permite reduzir o tempo médio de licitações em até 45%.

ITA tem projeto de investimento para reformulação

O ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) vai passar por uma reformulação geral nos próximos dez anos, com investimentos que podem atingir R$ 1 bilhão, o que transformará por completo a instituição, considerada uma das principais escolas de engenharia do país. O pacote de projetos em fase de estudo e execução contempla não apenas a expansão física da escola o aumento de vagas nos cursos de graduação e do corpo docente, que são os planos mais divulgados.

Reitor do ITA, Carlos Américo Pacheco, afirmou a O VALE que a intenção é aproveitar o momento para promover uma reformula-ção geral na instituição, com mudanças em diversos setores, sem alterar a missão para a qual ela foi criada há 62 anos. “A missão da escola permanece a mesma, formar engenheiros para o setor aeronáutico, em particular para atender a FAB (Força Aérea Brasileira)”, disse Pacheco.

Ele destacou outros pontos do pacote: criação de um polo de inovação com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, convênios de cooperação com cinco universidades federais, parcerias com instituições de ensino e pesquisas do exterior, parceria para a formação de novos professores, implementação do Centro de Inovação, fortalecimento do cluster aeroespacial brasileiro, entre outros. “A ideia é colocar todos esses projetos em prática nos próximos dez anos”.

Este ano começa o plano de expansão física da escola, que vai consumir R$ 300 milhões nos próximos cinco anos. Pacheco disse que foram lançados editais para a construção de alojamento para alunos, biblioteca, e uma vila residencial com 300 unidades para os novos professores que serão contratados. “A expectativa é que as obras sejam iniciadas ainda este ano”, afirmou. Mais adiante, estão previstos também a construção de novos laboratórios, salas de aula e reforma geral nas edificações do campus.

Para o reitor, no entanto, o maior desafio do ITA será a contratação de novos professores. “O pior fator crítico de todo o plano de expansão é o recrutamento de uma nova geração de professores”, afirmou. Atualmente a escola possui 140 docentes. O quadro será aumentado para 300. Na avaliação de Pacheco, não existem professores no mercado. “Falta engenheiro no mercado e professor mais ainda.”

A solução proposta é formatar parcerias com instituições de ensino no exterior para um processo de transição. Por isso, o ITA não trabalha com a possibilidade de preencher as vagas de uma vez só. “Fizemos um acordo com a Capes para convidar jovens doutores para ficarem na escola como bolsistas e enviar para o exterior um contingente expressivo de alunos para fazer doutorado de modo a ir preparando a nova geração de professores para o ITA. Isso leva tempo”, disse.

Vandalismo de Protesto gera investimento de melhoria

Os atos de vandalismo ocorridos durante as quatro primeiras manifestações do MPL (Movimento Passe Livre), deixaram um saldo de R$ 300 mil de prejuízo aos cofres públicos de São José dos Campos. Entre os números que assustam está a quantidade de muros pichados e lixeiras destruídas, segundo dados apresentados com exclusividade pela Secretaria de Defesa do Cidadão a O VALE.

Ao todo foram 310 muros pichados, 13 cones de trânsito queimados e 80 lixeiras destruídas, sendo boa parte delas também queimada nas passeatas e confrontos entre manifestantes e a Polícia Militar, segundo o secretário José Luís Nunes. “Tanto a prefeitura quanto a PM têm o processo de respeitar o movimento pacífico. Imaginávamos que as manifestações fossem pacíficas, conforme havia sido acordado com a liderança, mas o resultado foi isso que vimos nas últimas duas semanas. O prejuízo chega a R$ 300 mil para a prefeitura”, disse.

Foram muitos os tipos de vandalismo. Até árvores foram quebradas, paisagismo destruído, vidraças quebradas, cones que eram usados para a própria organização do trânsito durante a manifestação jogados em fogueiras, pontos de ônibus pichados e quebrados. “Tivemos ainda o custo redobrado com o funcionalismo, por conta da mobilização de todos os guardas, agentes de limpeza e trânsito, entre outros”, disse. “Não podemos deixar de citar que também tivemos um custo alto em logística e remanejamento de equipes que deveriam trabalhar em melhorias para a cidade.”.

Outro problema registrado foram as pichações em áreas e prédios públicos. “Isso é crime e custa caro para o município. Ainda encontraremos muitos problemas para consertar nas próximas semanas.” Para Nunes, não houve ausência de guardas municipais para a proteção do patrimônio público. “Todos trabalharam bastante e desenvolveram o papel de prevenção exemplar, não entrando em conflito com os manifestantes”, disse.

E quem pagará as contas do prejuízo? Segundo o secretário, quem paga sempre as contas são os próprios munícipes que já têm os seus impostos. “Por isso a população, de uma forma geral, está bastante revoltada com os atos de vandalismo e a prefeitura tem de dar uma resposta aos munícipes. A população não quer depredação do patrimônio público da nossa cidade e não aceita este tipo de situação.”

A prefeitura está selecionando imagens de mais de 100 câmeras interligadas ao COI (Centro de Operações Integradas) que registraram dezenas de atos de vandalismo. O material será encaminhado à Polícia Civil. “O material é vasto. São 60 horas de imagens dos equipamentos instalados na região central. Aguardaremos também as informações da polícia para que o Departamento Jurídico da prefeitura analise e cobre na Justiça as indenizações”, disse o secretário.

O prefeito Carlinhos Almeida (PT) disse que a prefeitura não irá tolerar ações violentas como as vistas nos últimos dias pela população. “Todos os autores de vandalismo serão responsabilizados pelo que fizeram. Vão responder na Justiça”, disse o prefeito.