Prefeitura realiza obras de melhorias nas ciclovias

A Prefeitura de São José dos Campos está avançando com as obras de melhoria cicloviária na cidade. Os investimentos têm como objetivo incentivar o uso das bicicletas como meio de transporte. O trabalho é realizado pela Secretaria de Transportes. A ciclovia da Avenida João Miacci, na região sul, terá uma extensão de 2.650 metros e está sendo executada pela Urbam. O trabalho está em fase de construção de guias, sarjetas e o preparo de caixa para a concretagem. A finalização das obras está prevista para agosto.

A região oeste também terá uma ciclovia na Rua Armando D´Oliveira Cobra. A empresa responsável pelos 795 metros de extensão também é a Urbam. A sinalização vertical e horizontal será realizada pela empresa Transtelli. A previsão é de que no prazo de 30 dias a obra esteja concluída.

Hoje, a cidade tem 41.725 metros de ciclovia e 13.450 de ciclofaixa. Além disso, a Secretaria de Transportes tem intensificado o trabalho de educação para o trânsito com foco nos ciclistas. Para melhorar essa orientação, foi lançado durante o Setran-Vale o projeto Ciclista-seguro, que pretende conscientizar o condutor deste transporte sobre seus direitos e responsabilidades no trânsito na cidade.

Obras do UPA da cidade tem atraso de mais de 150 dias

A construção da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro do Putim, região oeste de São José dos Campos, não vai ficar pronta no prazo previsto. A prefeitura dilatou o prazo para a conclusão da obra em mais 180 dias, o que significa que a nova unidade de saúde somente estará pronta para entrar em operação no final do ano. A obra foi iniciada em junho do ano passado, com prazo inicial de 300 dias para a sua conclusão. A execução do projeto é de responsabilidade da Teixeira de Freitas Engenharia e Comércio Ltda.

A nova UPA funcionará na Avenida Rodolfo Castelli em um terreno de 12, 8 mil metros quadrados e uma área construída de 1,4 mil metros quadrados. O valor é de R$ 4 milhões. Depois de pronta, a nova unidade funcionará 24 horas por dia para o atendimento de urgências e emergências para adultos e crianças. Além dos 18 leitos de observação, o prédio terá salas para atendimento de urgências, observação infantil e adulto (masculino e feminino), classificação de risco, brinquedoteca, exames, inalação (infantil e adulto), curativo, hipodermia, eletrocardiograma, raios X, esterilização, posto de enfermagem. A UPA vai atender principalmente os moradores da região sudeste que abrange os bairros do Putim, São Judas Tadeu, Jardim do Lago, Jardim São Leopoldo, Vila Adriana, Jardim Santa Rosa, Jardim Santa Júlia, entre outros. A população de abrangência é de cerca de 60 mil habitantes.

Em nota, o governo informou apenas que o atraso é devido “a ajustes financeiros e que foi realizado um replanejamento da obra e um aditamento de prazo, não de valores”. Essa não é a única obra herdada pelo governo do prefeito Carlinhos Almeida (PT) da gestão do ex-prefeito Eduardo Cury (PSDB) que tem prazo de conclusão adiado. A prefeitura prorrogou também por seis meses o prazo para a conclusão das obras da nova unidade da Casa do Idoso da região norte, em Santana. A previsão era que o serviço seria concluído em julho.

Segundo a Secretaria de Obras, a prorrogação do prazo foi motivada pela necessidade de revisão do projeto. A pasta informou ainda que também haverá revisão no valor da obra, contratada pela prefeitura por R$ 4,7 milhões. Segundo a secretaria, o valor do aditamento ainda não foi definido. A assessoria da pasta relatou que, durante a execução do projeto, verificou-se um problema com as lajes da fundação. O projeto prevê dois pavimentos e área construída de 1.800 metros quadrados.

Empresas de Aviação fazem acordo na cidade

A Embraer, de São José dos Campos, e a Boeing anunciaram ontem que vão formar parceria para a promoção e venda do cargueiro militar KC-390, projeto da fabricante brasileira em fase de projeto. O anúncio foi feito no Paris Air Show, salão aeronáutico que acontece no aeroporto de Le Bourget, em Paris. Segundo as companhias, pelo acordo, a Boeing irá liderar as campanhas de vendas do KC-390, oferecendo também suporte e treinamento, nos EUA, no Reino Unido e em mercados selecionados do Oriente Médio. A Embraer irá fabricar a aeronave e colaborar nas vendas, suporte e treinamento, informou a empresa.

“O KC-390 é uma aeronave extremamente capaz e que continua a atrair o interesse de várias nações e a experiência da Boeing no campo do transporte militar é ideal para uma parceria no mercado internacional”, disse em nota Luiz Carlos Aguiar, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança, responsável pelo projeto do KC-390. “Este acordo fortalece o nível de cooperação entre ambas as empresas e as indústrias de defesa do Brasil e dos Estados Unidos”, concluiu o executivo. O KC-390, projeto contratado pela FAB (Força Aérea Brasileira), em 2009, é a maior aeronave a ser fabricada no Brasil e estabelece novos padrões em termos de desempenho, carga, capacidade, flexibilidade e custos de ciclo de vida, com emprego multi-missão de transporte militar de médio porte e reabastecimento aéreo com capacidades avançadas.

Segundo a Embraer, as estimativas iniciais do mercado potencial para o KC-390 são de aproximadamente 700 aeronaves, mas esse número poderá aumentar com a inclusão de novos mercados. A aeronave já concluiu a Revisão Crítica de Projeto (CDR) e o desenvolvimento está dentro do cronograma previsto. O primeiro voo deve ocorrer em 2014 e a produção seriada, a partir de 2015. A Embraer divulgou também a confirmação de vendas de 16 E-Jets para várias companhias aéreas.

A venezuelana Conviasa confirmou a compra de mais 7 Embraer 190. A JAL (Japan Airlines) também confirmou a aquisição de mais quatro jatos 170. Já a Air Costa, da Índia, confirmou a compra de dois E-Jets 170 e um 190. A Air Lituânica, da Lituânia, também confirmou a aquisição de um modelo 170 e outro 175, para suas rotas na Europa. A empresa é nova cliente da Embraer. Os anúncios foram feitos no salão aeronáutico de Le Bourget, em Paris, França.

O grupo europeu EADS, que possui entre suas divisões a Airbus, anunciou ontem que vai se instalar no Parque Tecnológico de São José dos Campos, com o objetivo de desenvolver atividades de pesquisa e tecnologia (P&T) em cooperação próxima com entidades brasileiras. A divulgação ocorreu no Paris Air Show, salão aeronáutico que acontece no aeroporto de Le Bourget, em Paris.

Numa primeira etapa, o novo centro vai acolher pesquisadores e técnicos da Cassidian, a divisão de defesa e segurança do Grupo EADS, que estará trabalhando no desenvolvimento e melhoramento de seus projetos de defesa e segurança, incluindo a transferência de tecnologia para o governo brasileiro e para as instituições de ensino, bem como as empresas nacionais. No Parque Tecnológico, o grupo vai ocupar uma área inicial de 140 metros quadrados. Entre os prováveis projetos do novo centro de pesquisas da Cassidian estará o desenvolvimento de uma solução de software para o monitoramento de zonas marítimas, dentro do programa conhecido como Amazônia Azul.

Cidade ganha 9 ambulância do SAMU

São José dos Campos deve contar com nove ambulâncias do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Destas, 7 serão unidades de suporte básico e outras 2 de suporte avançado. Segundo a Secretaria de Saúde, a implantação do projeto ainda está em fase de negociação, pois envolve outros municípios. Inicialmente, a expectativa da prefeitura era colocar o serviço em funcionamento no segundo semestre.

“As bases operacionais ficarão distribuídas pelas unidades do Corpo de Bombeiros, por algumas UPAs Unidades de Pronto-Atendimento e Hospital de Clínicas Sul”, informou, por meio de sua assessoria de imprensa, o secretário Álvaro Machuca. O Samu Regional deverá incluir os municípios de Jacareí, Monteiro Lobato, Caçapava, Paraibuna, Jambeiro, Igaratá e Santa Branca. No entanto, cada cidade terá autonomia para definir quantas bases terá. O custo do projeto não foi revelado.

“A Central de Regulação é que comandará as ações, identificando qual viatura estará mais próxima do atendimento pré-hospitalar a ser realizado”, afirmou Machuca. Essa central ficará sediada junto ao COI (Centro de Operações Integradas), na praça Afonso Pena, centro. O prefeito Carlinhos Almeida (PT) assinou no último dia 7 o decreto com diretrizes para a implantação de um Comitê Gestor Municipal de Urgência e Emergência, uma exigência do Ministério da Saúde.

Cidade pode ter investimento de bilhões pela Embraer

A Embraer, de São José dos Campos, lançou oficialmente ontem a segunda geração da família de E-Jets de aviões comerciais, que vai consumir investimento de US$ 1,7 bilhão nos próximos oito anos. A nova geração de jatos comerciais da companhia nasce com uma carteira de pedidos firmes, opções e intenções de compra de 365 aeronaves da nova linha, o que pode significar valor de US$ 18 bilhões. O anúncio foi feito ontem no Paris Air Show, um dos principais salões aeronáuticos do mundo, no aeroporto de Le Bourget, em Paris.

A nova geração foi denominada E-Jets E2 e composta por três novos aviões – E175-E2, E190-E2 e E195- E2. O jato Embraer 170 ficou de fora da nova geração. Segundo a empresa, o E190 E2 deve entrar em serviço no primeiro semestre de 2018. O E195-E2, em 2019 e o E175-E2, em 2020. “O lançamento do E2 se baseia na nossa visão de oferecer jatos comerciais com tecnologia de ponta e capacidade adequada para o segmento de 70 a 130 assentos, com o mesmo padrão superior de conforto e desempenho dos grandes aviões”, afirmou em nota o presidente da Embraer S.A, Frederico Fleury Curado

A nova família de jatos da Embraer terá configuração diferenciada. Em configuração única, o E175-E2 foi estendido em uma fileira de assentos, em comparação com o modelo atual e terá capacidade para até 88 passageiros. O E190-E2 mantém o mesmo tamanho que o modelo atual, de até 106 lugares, enquanto que o E195-E2, em comparação com o atual, cresceu três fileiras de assentos e pode acomodar até 132 passageiros.

A Embraer anunciou a assinatura de contrato com a SkyWest Inc. de pedido firme para 100 jatos do novo modelo E175-E2, com outros 100 direitos de compra. Se todos os pedidos forem confirmados, o contrato tem valor de US$ 9,36 bilhões pelo preço de lista. A aérea norte-americana já havia assinado contrato para a compra de até 200 jatos E175, da geração atual, o que significa que o pedido da empresa para os E-Jets pode alcançar pacote de 400 aeronaves. A SkyWest se torna o cliente-lançador da nova versão do E175. Ela é o maior grupo aéreo do mundo.

A Embraer divulgou que também assinou carta de intenções com a ILFC, líder global no mercado de leasing e revenda de aviões a jato para a venda firme de 50 jatos da nova família com opção para mais 50 aeronaves, dos modelos E190-E2 e E195-E2. A brasileira anunciou ainda a assinatura de carta de intenções para a venda de 65 E-Jets da nova família para companhias aéreas da África, Ásia e Europa, não divulgadas pela fabricante nacional.

O anúncio do lançamento da nova geração de jatos para a aviação comercial fez as ações da Embraer na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) subirem 4,69% no período da manha. Por volta das 10h30, os papéis da companhia valiam R$ 19,63. Às 13h45, o Ibovespa tinha valorização de 0,95%, para 49.801 pontos. Entre os maiores ganhos do índice no mesmo horário estavam as ações da Embraer, que subiam 6,08%, para R$ 19,89.

No final do dia, às 18h48, os papéis da companhia fecharam em alta de 6,24% e valiam R$ 19,92.
Segundo a Bovespa, foram fechados 11.898 negócios com os títulos da Embraer. Hoje, a empresa pode fazer novos anúncios no salão aeronáutico de Le Bourget. Está programada coletiva da Embraer Defesa & Segurança com a gigante norte-americana Boeing.

Empresa de Aviação ganha parceiros na cidade

A gigante da aviação mundial Boeing planeja impulsionar o Centro de Pesquisa e Tecnologia que irá implantar em São José dos Campos com as parcerias firmadas pela companhia com o DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial) e Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). O centro será instalado no Parque Tecnológico de São José. A empresa já iniciou a adequação do espaço, que terá inicialmente cerca de 400 metros quadrados no núcleo do complexo.

A previsão de inauguração é novembro, mas a empresa trabalha para iniciar as atividades antes dessa data, informou Antonini Puppin Macedo, diretor de Operações e Coordenação de Pesquisas da Boeing no país. “Uma da principais razões por termos escolhido São José dos Campos e o Parque Tecnológico é a sua proximidade a três de nossos parceiros colaboradores –DCTA, Inpe e Embraer”, disse o executivo.

Com o DCTA e seus institutos, principalmente IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço) e ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), serão desenvolvidas pesquisas na área de voo, energia e meio ambiente (biocombustíveis), materiais, sistemas de lançamento de órbita baixa e ensino e treinamento em engenharia.

A Boeing planeja também trabalhar com o ITA e universidades parceiras da empresa, entre elas o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e Stanford, parcerias acadêmicas e para a expansão do ITA. Com o Inpe, a Boeing vai trabalhar em projetos nas áreas de sensoriamento remoto com foco no manejo de culturas energéticas para a produção de biocombustíveis para a aviação, espaço, desenvolvimento e integração de sensores aéreos e terrestres, entre outras atividades. A seleção de pessoal deve começar em breve.

A Boeing e a Embraer estabeleceram cooperação em pesquisa de biocombustível para a aviação e no programa do cargueiro militar KC-390 em fase de desenvolvimento pela empresa brasileira. No campo de novas fontes de energias sustentáveis, a duas empresas lançaram esta semana o “Plano de Voo para Biocombustíveis de Aviação no Brasil”.

O programa é em parceria com a Fapesp (Fundo de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). O objetivo é incentivar a criação de uma indústria do biocombustível para a aviação no Brasil. O país tem algumas linhas de pesquisa para o desenvolvimento do biocombustível, tendo como matéria-prima a cana-de-açúcar, a soja, o eucalipto ou o pinhão manso. A questão é a produção de biocombustível em larga escala para substituir o querosene específico para a aviação. Segundo as empresas, o próximo passo é criar uma coordenação nacional e o envolvimento da iniciativa privada e de órgãos governamentais.

Já para o programa do KC-390, as duas empresas assinaram cooperação para compartilhamento de conhecimentos técnicos específicos e a avaliação conjunta de mercados onde poderão estabelecer estratégias de vendas no segmento de aeronaves de transporte militar de médio porte. A cooperação para o programa KC-390 é parte de um amplo acordo assinado pela Boeing e pela Embraer em abril do ano passado, quando as empresas anunciaram cooperação em diversas áreas, incluindo funcionalidades para aeronaves comerciais que aumentem sua segurança e eficiência, pesquisa e tecnologia. No acordo está estabelecido a possibilidade de parcerias comerciais entre as duas indústrias.

Nova Era de Jatos é preparada pela Embraer

A Embraer, de São José dos Campos, pode anunciar amanhã a nova versão da sua família de jatos para a aviação comercial, no Paris Air Show, em Le bourget, Paris, França. A empresa irá promover coletiva de imprensa com o presidente da companhia, Frederico Curado, e com o presidente da Embraer Aviação Executiva, Paulo César Silva. A nova versão modernizada família E-Jets 170/190 deve entrar em operação em 2018.

Este ano, a Embraer já efetivou a venda de 119 jatos para a aviação comercial. Os maiores contratos foram firmados com aéreas norte-americanas para a venda do modelo 175. A Embraer promoverá mais duas coletivas de imprensa no salão aeronáutico, na terça-feira, com a Embraer Aviação Comercial, e Embraer, Defesa e Segurança. A expectativa é que poderão ser anunciados novos contratos de vendas.

O salão de Le Bourget é considerado um dos mais importante do mundo e reúne as principais empresas do setor aeronáutico mundial. Também presente no salão, o Cecompi (Centro para Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista) lidera um grupo de 16 médias empresas do cluster aeroespacial de São José dos Campos. O Cecompi ocupa espaço no estande da Abimde.

Acordo que a GM realiza não é ideal, mais gera empregos

Nos últimos dois meses, São José dos Campos acompanhou apreensiva as negociações entre o Sindicato dos Metalúrgicos e a direção da General Motors para a vinda de um investimento de R$ 2, 5 bilhões. Nos ônibus, supermercados, elevadores, a pergunta era a mesma: o acordo entre a GM e o sindicato foi aprovado? O ‘fantasma’ das 598 demissões, ocorridas em março, e o medo de que os trabalhadores não aprovassem a proposta para que a GM investisse na produção de um novo carro, o que poderia causar mais demissões, fizeram com que todos torcessem pela aprovação.

No centro das discussões, o presidente do sindicato, Antonio Ferreira de Barros, o “Macapá”, um figura tímida, mas “bom ouvinte”, como ele mesmo se define, que teve importante papel nessa negociação. Em entrevista a O VALE, ele falou sobre como foi chegar ao acordo com a GM e conseguir a aprovação em assembleia com os funcionários do complexo. Leia a seguir os principais trechos.

Como o senhor avalia a aprovação da proposta da GM em assembleia?
No dia seguinte da assembleia, eu fui numa concessionária de veículos na cidade e, chegando lá, fui abraçado por uma senhora porque conseguimos aprovar a proposta com a GM. Percebi que existia uma expectativa muito grande da cidade. Acho que o sindicato teve um grande acerto, defender os empregos na GM é defender a cidade.

O Sindicato dos Metalúrgicos sempre foi acusado de ter uma postura intransigente. O senhor, como presidente, está mudando esse perfil?
Eu não acho que o sindicato mudou de postura. Sindicato existe para defender o trabalhador. Numa negociação difícil como foi essa, é preciso fazer mediação. Nós buscamos um ponto menos desfavorável. Nós sofremos uma derrota, não foi bom o acordo, banco de horas não é saudável, as empresas não tem necessidade de rebaixar salários. Antes de tudo, o resultado dessa negociação foi um trabalho de equipe. Aqui quero falar da participação do Mancha (Luiz Carlos Prates) e do Toninho (Antonio Donizete Ferreira).

Como é o ‘presidente Macapá’?
Sou uma pessoa que procura ouvir, o mundo pode estar desabando e eu vou estar te ouvindo com tranquilidade, mesmo não concordando às vezes, consigo ouvir bem. Eu acho que se constroem grandes lideranças em momentos de conflitos grandiosos como esse que nós estamos atravessando aqui. Esse é o teste, ou você passa ou você se arrebenta.

O que o senhor achou do resultado da assembleia?
O trabalhador sabe que nós chegamos ao nosso limite. Na visão dos trabalhadores, para o que a empresa queria, do que foi o produto final da negociação, tiramos leite de pedra. Ficamos numa situação muito desfavorável. Poderíamos ter saído deste acordo numa situação muito pior do que esta aí. Nos últimos sete dias, foi uma pressão muito forte contra o sindicato. Nós chegamos para negociar na última segunda-feira numa situação muito complicada. A empresa chegou mais fortalecida. O sindicato não ia abandonar as negociações, porque essa não é nossa postura política. No fim, chegamos a um acordo que não foi para o trabalhador e nós falamos a verdade para eles. O acordo traz flexibilização, reduz direitos e rebaixa salários. Poderíamos mentir, mas a seriedade do sindicato é tão forte que a aprovação foi reflexo disso aí.

E as 750 demissões no MVA, linha de produção do Classic? Por que o sindicato não conseguiu reverter essas demissões que devem ocorrer no final do ano?
Em janeiro, fechamos um acordo com a GM que garante a produção do Classic até dezembro. Como todo acordo, pode ser prorrogado ou não. A fábrica nova vai ser construída no MVA, que vai precisar ser desativado para construir a nova fábrica. Nos últimos 18 meses, as negociações da GM são a nossa principal preocupação. Na semana que vem, vai ser aberto um Plano de Demissões Voluntárias. Hoje a empresa tem 130 aposentados e 900 no período de pré-aposentadoria. Se a GM quiser, ela aposenta todo mundo, como ela já fez no passado. Esse processo de negociação entre o sindicato e a GM continua. O PDV aberto para a fábrica toda. Nós vamos tentar negociar a transferência dos funcionários. Também garantimos neste acordo que os demitidos terão preferência no processo de seleção da nova fábrica em 2017. A luta pelos empregos continua.

Futuro da GM é definido hoje na cidade

Os funcionários da GM têm hoje um dia decisivo para aprovar ou não a proposta de acordo fechada entre o Sindicato dos Metalúrgicos e a montadora, para viabilizar um investimento de R$ 2,5 bilhões na cidade. O sindicato vai reunir os trabalhadores às14h30,no bolsão da S-10, para que eles decidam em assembleia sobre o futuro dos investimentos da montadora.

Antes de levar a proposta para a votação, os dirigentes sindicais distribuíram 5.000 informativos na empresa, para explicar aos trabalhadores os principais pontos do acordo. “A expectativa é de que seja uma assembleia muito participativa, em que a decisão final cabe ao trabalhador. Independente da opinião do sindicato, os trabalhadores vão votar e a decisão será acatada”, informou o presidente do sindicato, Antonio Ferreira de Barros, o “Macapá”.

Nos bastidores, empresários, vereadores, prefeitura e sindicalistas acreditam que a proposta será aprovada em assembleia. Sindicalistas e montadora, demoraram cerca de dois meses para chegar a um consenso, sobre a proposta que será votada hoje.  O acordo é válido para os funcionários que vierem a ser contratados para a nova fábrica, que tem previsão de começar a funcionar em 2017.

A GM começou as negociações oferecendo um piso salarial de R$ 1.560, PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de R$ 8.000 e 14 anos para a duração do acordo. O sindicato queria um piso de R$ 1.890, PLR a ser definida posteriormente (hoje é de R$ 15.384) e um acordo de, no máximo , 4 anos. A proposta fechada na última segunda-feira, definiu que o piso salarial para os novos funcionários será de R$ 1.700 (reajustado pelo INPC a partir de 2014), PLR de R$ 10 mil (reajustada a partir de 2015/16/17) e um prazo de 6 anos para a duração do acordo, contando a partir de 2017.

A direção da GM aguarda com expectativa a decisão da assembleia. Segundo o diretor de Relações Institucionais da GM, Luiz Moan, a decisão será levada à direção geral da GM, que deve anunciar na primeira semana de julho, onde será investido os R$ 2,5 bilhões. “Estamos torcendo para que seja em São José”, disse Moan. Em entrevista ao jornal, o prefeito Carlinhos de Almeida, disse que acredita na aprovação da proposta. A prefeitura vai dar isenção fiscal e construir um distrito industrial para os fornecedores da GM se instalarem na cidade.

Empresa participa de feira para promover Super Tucano

Pela primeira vez, o Super Tucano, aeronave de ataque leve e de treinamento militar da Embraer será exibido no Paris Air Show, uma das principais feiras mundiais de aviação, que começa na próxima segunda-feira, no aeroporto de Le Bourget, próximo a Paris, França. A Embraer Defesa & e Segurança vai mostrar o Super Tucano pertencente à Força Aérea da Mauritânia em exposição estática no evento.

O Super Tucano é um dos principais produtos do portfólio da companhia e vem ganhando espaço no mercado internacional após a Força Aérea dos Estados Unidos ter comprado um lote de 20 Super Tucanos no valor de USD 427,5 milhões, que será utilizado no Afeganistão. Também será divulgado na feira o cargueiro militar KC-390, em fase de desenvolvimento. O jato será a maior aeronave projetada e produzida pela companhia brasileira.

Já a Embraer Aviação Comercial exibirá na exposição estática os jatos ERJ 135 e Embraer 190, este último nas cores da Air Astana, companhia área do Cazaquistão. A expectativa é que a companhia divulgue no evento novos contratos e lance a nova família de jatos para a aviação comercial, prevista para entrar em operação a partir de 2018. Essa nova família será uma versão modernizada dos E-Jets 170/190.

A empresa programou duas coletivas de imprensa na feira. A primeira será na segunda-feira, primeiro dia da feira, com a presença do presidente e CEO da Embraer S.A., Frederico Curado, e com o presidente da Embraer Aviação Comercial, Paulo Cesar Silva. No dia seguinte, a coletiva de imprensa será com o presidente da Embraer Defesa & Segurança, Luiz Carlos Aguiar. “A expectativa é que a empresa anuncie novos contratos e novidades sobre suas aeronaves”, afirmou Expeditos Bastos, especialista em assuntos militares da Universidade Federal de Juiz de

Ele ponderou que o Paris Air Show é uma “grande vitrine para ser visto”. “É uma feira importante onde as principais empresas do setor aeronáutico costumam apresentar novidades. Quem faz anúncios no evento, se destaca no mundo todo”, disse o especialista. Também vão estar presentes na exposição 16 empresas de pequeno e médio porte do cluster aeroespacial de São José dos Campos, capitaneadas pelo Cecompi (Centro para Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista), no estande da Abimde.

O Sindicato dos Metalúrgi-cos de São José dos Campos prepara campanha para pressionar o governo federal e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para exigir da Embraer a manutenção de contratos com fornecedores instalados no país. Segundo a direção da entidade, a Embraer estaria priorizando a contratação de fornecedores estrangeiros para a nova versão dos jatos da aviação comercial, previstos para entrar em operação em 2018.

Com isso, haveria ameaça de fechamento de postos de trabalhos na cadeia de fornecedores, principalmente de empresas instaladas em São José dos Campos e Jacareí, que hoje são fornecedoras da fabricante de aviões. De acordo com diretores da entidade, a campanha deve ser lançada nos próximos dias e será similar à realizada no começo da década passada, que teve o mesmo objetivo, por ocasião do lançamento da família de jatos Embraer 170/190. “Na ocasião, empresas estrangeiras tiveram que abrir unidades no Brasil para atender a Embraer”, disse um diretor sindical.