Prefeitura realiza obras de melhorias nas ciclovias

A Prefeitura de São José dos Campos está avançando com as obras de melhoria cicloviária na cidade. Os investimentos têm como objetivo incentivar o uso das bicicletas como meio de transporte. O trabalho é realizado pela Secretaria de Transportes. A ciclovia da Avenida João Miacci, na região sul, terá uma extensão de 2.650 metros e está sendo executada pela Urbam. O trabalho está em fase de construção de guias, sarjetas e o preparo de caixa para a concretagem. A finalização das obras está prevista para agosto.

A região oeste também terá uma ciclovia na Rua Armando D´Oliveira Cobra. A empresa responsável pelos 795 metros de extensão também é a Urbam. A sinalização vertical e horizontal será realizada pela empresa Transtelli. A previsão é de que no prazo de 30 dias a obra esteja concluída.

Hoje, a cidade tem 41.725 metros de ciclovia e 13.450 de ciclofaixa. Além disso, a Secretaria de Transportes tem intensificado o trabalho de educação para o trânsito com foco nos ciclistas. Para melhorar essa orientação, foi lançado durante o Setran-Vale o projeto Ciclista-seguro, que pretende conscientizar o condutor deste transporte sobre seus direitos e responsabilidades no trânsito na cidade.

Prefeitura melhorias nas ciclovias da cidade

Após reclamações de ciclistas, a Prefeitura de São José dos Campos anunciou que vai investir até o final do ano R$ 7 milhões na construção de novas ciclovias. O montante representa quase o dobro do investido no ano passado R$ 4,3 milhões com a implantação de 20 quilômetros de faixas destinadas aos ciclistas.

De acordo com a Secretaria de Transportes, serão construídos 29 quilômetros de ciclovia até dezembro. Entre as principais pistas está a ligação da Via Oeste, no Jardim Colinas, com a avenida Benedito Matarazzo, marginal da Dutra, na zona sul.

Projeto prévio da pasta mostra que essa faixa vai ter cerca de três quilômetros de extensão passando pela avenida Miguel Naked, Supermercado Extra, Colégio Objetivo, novo Fórum, que está em construção, chegando até a passarela de acesso à zona sul pela marginal Benedito Matarazzo.

“Para fazer essa ciclovia, vamos precisar fazer uma passarela naquela ponte da avenida Jorge Zarur, marginal do Vidoca, próximo à Faap”, afirmou o secretário de Transportes de São José, Anderson Farias Ferreira. “Vamos colocar essa passarela para que o ciclista não tenha que passar pela Jorge Zarur, que é uma via de trânsito rápido, e com isso trafegue em segurança”, afirmou.

Também está prevista a construção de novas ciclovias nas zonas sul e sudeste da cidade, como na rua João Rodolfo Castelli, no São Judas Tadeu. Dados oficiais da prefeitura referentes a setembro do ano passado mostram que em toda a malha viária da cidade existiam apenas 18 ciclovias. Dessas, 12 considerada retalhos por ciclistas por terem menos de dois quilômetros de extensão e não oferecerem ligação entre as diferentes regiões da cidade.

Juntas, essas ciclovias somavam cerca de 52 quilômetros de extensão –o que representa menos de 5% da malha viária urbana. Em dezembro, a prefeitura informou que estavam em construção 17 quilômetros de novas ciclovias.

O ciclista Adolfo Querino Luiz, 36 anos, promove passeios semanais de bicicleta em São José e usa o veículo como meio de transporte. Segundo ele, o investimento só terá resultado se a administração construir faixas segregadas à pista destinada para carros. “Só pintar uma faixa no canto da via como já foi feito em outros lugares não adianta nada porque não traz nenhuma segurança”, disse.

Segundo ele, também é importante que a prefeitura faça faixas que liguem diferentes bairros ao centro. “Só fazer pistas dentro dos bairros não ajuda muito a rotina de quem usa a bicicleta para se locomover”, afirmou.

A Prefeitura de São José também trabalha desde o começo do ano passado na implantação do programa ‘Pedala São José’, que vai criar circuitos especiais aos ‘bikers’ aos domingos. Um dos circuitos será no Urbanova, zona oeste. O outro prevê ligar os parques Santos Dumont, no centro, com o da Cidade, zona norte.
Ambos os projetos estão na fase final, mas ainda não têm prazo para sair do papel.

O Vale

Obra interdita ciclovia na região sul

Uma obra de adequação viária na estrada velha Rio -São Paulo, na zona sul de São José, exige a atenção dos motoristas no trecho em frente à Cooper.

Uma nova pista de rolamento, de aproximadamente 350 metros de extensão, será criada nos dois sentidos da avenida sentido sul (Morumbi) ou centro.

As obras são realizadas como contrapartida viária de um empreendimento que está sendo erguido ao lado do supermercado.

Os ciclistas que passam pelo local reclamam que a ciclovia, que existe desde 2004, está praticamente bloqueada e que as obras devem ser feitas com agilidade.

De acordo com a prefeitura, os serviços têm o objetivo de facilitar o fluxo dos motoristas que vão acessar esse novo empreendimento, os prédios já existem ou desejam fazer o retorno próximo a Cooper.

Motoristas da zona sul também precisam ficar atentos com um outro ponto de obra viária também na estrada-velha Rio-São Paulo. A duplicação do viaduto Kanebo já começou, mas ainda não chegaram no trecho do viaduto.

De acordo com a prefeitura, a ampliação começou na estrada-velha que ganhará uma nova faixa até a sede do DER (Departamento de Estradas de Rodagem), que fica em frente a loja da Nikkeipar.

Um novo viaduto será erguido ao lado do atual com objetivo de reduzir a morosidade no trânsito nos horários de pico e criar uma pista de aceleração aos motoristas que saem do viaduto e querem acessar a estrada-velha. A duplicação deve terminar em maio de 2012.

Estudos da prefeitura apontam que no horário de pico passam pelo viaduto pelo menos 10 mil veículos.

Fonte: O Vale

Demora de novas ciclovias oficiais multiplicam clandestinas

A demora da Prefeitura de São José dos Campos para implantação de novas ciclovias e a necessidade de locomoção dos ciclistas resultaram na multiplicação do número de pistas ‘clandestinas’ no município.

São acessos segregados do restante da paisagem urbana e de uso comum pelos ciclistas, mas que não receberam nenhuma benfeitoria da administração para garantir a segurança dos usuários.

O VALE  mapeou pelo menos 12 percursos nestes moldes que são utilizados todos os dias pelos moradores. Entre eles, a marginal da Dutra, usada como ligação sul-centro, e a lateral do Anel Viário.

Os acessos foram criados de maneira natural, em razão do uso constante, e preenchem uma lacuna deixada pela Secretaria de Transportes.

Dados oficiais do governo tucano mostram que em toda a malha viária da cidade existem apenas 18 ciclovias. Dessas, 12 são retalhos, que possuem menos de dois quilômetros de extensão e não oferecerem ligação entre as diferentes regiões.

Quem gosta de pedalar ou usa a bicicleta por necessidade reclama da falta de segurança e do risco que enfrentam todos os dias para conseguir se deslocar em São José dos Campos devido à falta de ciclovias.

Apesar de ser proibido, o trecho mais utilizado pelos ciclistas que vão para o trabalho no Anel Viário é a avenida Fundo do Vale, que liga o centro às diferentes regiões da cidade.

Mais de 28 mil viagens são feitas de bicicleta todos os dias na cidade, segundo pesquisa .

Fonte: O Vale