Univap promove V Encontro de Psicopedagogia Clínica e Institucional

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A Univap realiza no dia 17 de fevereiro, das 18h30 às 22 horas, o V Encontro de Psicopedagogia Clínica e Institucional, com o tema ‘Autismo: Propostas de intervenções”, no Campus Urbanova, em São José dos Campos. O objetivo do evento é esclarecer sobre o autismo e socializar estratégias para intervenção junto à pessoas autistas.

A escolha do tema decorre do que está em pauta no cenário educacional. No momento, o tema escolhido tem como base a legislação educacional que trata da inclusão, e também da necessidade educacional das crianças autistas e da importância em informar os pais e educadores sobre a importância da inclusão.

Para debater o tema, três importantes profissionais da área participam do evento: Dr. Francisco J. Hennemman – médico pediatra especialista em psiquiatria geral; Sílvia Regina Frate Ruivo – psicóloga institucional e especialista em neuropsicologia e Cíntia Housoume – terapeuta ocupacional, especialista em reabilitação, recursos tecnológicos e inclusão da pessoa com deficiência.

O evento é aberto à participação de educadores, profissionais da área da saúde e educação, pais e demais pessoas interessadas no assunto, mas é necessário confirmar presença no evento. As confirmações podem ser feitas pelo email: [email protected] ou pelo telefone (12) 3949.2292.

Autismo – O autismo é um transtorno global do desenvolvimento marcado por três características fundamentais: inabilidade para interagir socialmente, dificuldade no domínio da linguagem para comunicar-se ou lidar com jogos simbólicos e padrão de comportamento restritivo e repetitivo.

O autismo acomete pessoas de todas as classes sociais e etnias, mais os meninos do que as meninas e os sintomas podem aparecer nos primeiros meses de vida, mas dificilmente são identificados precocemente. O mais comum é os sinais ficarem evidentes antes da criança completar três anos.

 

Serviço:

Evento: V Encontro de Psicopedagogia Clínica e Institucional – ‘Autismo: Propostas e Intervenções’

Data: 17/02/2014 – Segunda-feira

Horário: das 18h30 às 22h

Local: Univap Urbanova –  Av. Shishima Hifumi, 2911 – Ceplade, bloco 8 – São José dos Campos

Palestras: Autismo uma visão atual’ (Dr. Francisco J. Henemman); ‘Entendo o autismo e suas manifestações’ (psicóloga Silvia Regina Frate Ruivo) e ‘Propostas e intervenções no autismo’ (terapeuta ocupacional Cintia Hosoume) 

Pesquisadores e estudantes buscam energia com recursos renováveis

Encontrar formas limpas, seguras e consistentes de gerar energia elétrica sem queimar combustíveis fósseis é o desafio que pesquisadores da Região Metropolitana do Vale do Paraíba resolveram encarar. As universidades e principais faculdades da região investem em projetos de energia renovável de olho no setor que, para analistas, movimentará mais de US$ 300 bilhões no mundo até 2020. Pesquisador da Univap (Universidade do Vale do Paraíba), Rodrigo Sávio Pessoa está envolvido no desenvolvimento de um sistema que transforma cinzas tóxicas em um material vitrificado, que pode ser aplicado na construção civil.

O projeto, que une pesquisadores da universidade e a empresa VTX Desenvolvimento Tecnológico, foi batizado de Vitrinsol e recebeu aporte de R$ 4,499 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) em outubro do ano passado. Segundo Pessoa, o sistema queima cinzas que sobram da incineração de resíduos sólidos e as transforma em plasma. Resfriado, o plasma torna-se vitrificado e pode ter várias aplicações, como na formação de blocos para construção. “Estamos numa fase inicial, na prova de conceito e na infraestrutura do sistema”, diz o pesquisador. “Em outro momento, os gases resultantes do nosso processo poderão abastecer usinas e gerar energia”.

O projeto pioneiro, sob a orientação do professor Homero Santiago, servirá de modelo a prefeituras que planejam construir usinas similares para queimar o lixo. “Há contribuições ecológicas e sociais. Solução segura para as cinzas e aumento da oferta de materiais de pavimentação de baixo custo”. Diretor da VTX, Marco Antônio de Souza projeta o produto no mercado no segundo semestre de 2015, permitindo faturamento de R$ 1,6 milhão até 2017. “O mercado de tratamento térmico do lixo é nascente e com potencial de escala”. Muita gente não sabe, mas as placas fotovoltaicas, que captam a luz solar para gerar energia elétrica, não gostam de calor. Elas preferem climas mais frios. Nos trópicos, como no Brasil, tais placas têm vida mais curta.

Para resolver o dilema, os professores e pesquisadores Ederaldo Godoy Junior e José Rui Camargo, reitor da Unitau (Universidade de Taubaté), criaram um módulo do tamanho de uma foto 3×4 para “roubar” o calor da placa fotovoltaica e produzir energia elétrica. A ideia ganhou o Energy Globe National Award Brasil, entregue em junho deste ano pelo governo da Áustria. Vai agora defender o país na etapa mundial do prêmio. “A placa não esquenta, tem a vida útil aumentada e o módulo gera energia”, explica Godoy Junior, há três anos debruçado no sistema.

Outra fonte de energia limpa desenvolvida na Unitau é a biomassa, que converte esgoto em biogás e, depois, em energia elétrica. “Comecei a desenvolver no mestrado e fiz um projeto piloto com a Faculdade de Agronomia da Unitau”, diz Godoy Junior. “Há um campo grande de desenvolvimento nessa área”. Biodigestores também são a bola da vez para alunos e pesquisadores do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), em São José, que estudam vários projetos de aproveitar resíduos e gerar energia. Os alunos Hygor Dupin, Felipe Villar e Alexander Cardoso ganharam um prêmio na Alemanha, em 2010, por desenvolver a ideia de uma borracha sintética para fabricar aquecedores solares. O objetivo, segundo o trio, é lançar uma nova concepção de aquecedores e democratizar o acesso à energia renovável.

Vicentina Aranha receberá verba para recuperar prédios

O Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a urbanizadora Alphaville vão assinar um Termo de Compromisso para o repasse de R$ 400 mil para recuperação de um dos imóveis do Parque Vicentina Aranha. A assinatura será nesta sexta-feira (12), às 14h, no Paço Municipal (Rua José de Alencar 123), na Vila Santa Luzia. Participarão do evento os responsáveis pela parte arqueológica do Iphan, Rossano Lopes e Marise Campos, a representante do Alphaville de São José dos Campos, Rosemary Silva, além de autoridades municipais.

Esta verba será repassada ao parque como medida compensatória. No ano passado foi encontrado um sítio arqueológico, identificado como o mais antigo de São Paulo, com aproximadamente 9.500 anos AC, em área do loteamento da urbanizadora em São José dos Campos. No sítio, havia vestígios da “Era da Pedra Lascada”, período conhecido também por Paleolítico, que vai desde cerca de 2,5 milhões aC até aproximadamente 10.000 aC.  Os objetos foram enviados para Sorocaba, local em que havia estrutura para abrigar as peças, porém a Prefeitura de São José dos Campos está trabalhando para que o acervo seja trazido para a cidade.

Motoristas podem recorrer sobre multas na cidade

E tem gente que além de pagar o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), Seguro Obrigatório e Licenciamento em janeiro ainda tem ‘aquela’ multa que sobrou de 2012. O motorista pode e deve recorrer da infração. Muitos condutores, no entanto, deixam o recurso de lado porque temem perder tempo e principalmente dinheiro, mas o procedimento é simples e pode ser feito inclusive por outra pessoa.

Em São José dos Campos, por exemplo, o motorista deve apresentar na Secretaria de Transportes RG e CPF ou CNH ou  ainda documento de identidade de conselhos ou ordens de classes (OAB, CREA, etc) ou documento de identidade de militares ou polícias do estado ou RNE (Registro Nacional Estrangeiro).

Quem trabalha no horário comercial pode enviar os documentos por terceiros. Quem entrar com a multa não pode esquecer de apresentar em anexo aos documentos uma cópia simples do documento de identificação de quem recorre da multa.

Em 2012 a prefeitura de São José arrecadou menos com multa em relação à 2011. Foram R$ 10,6 milhões recolhidos no ano passado, valor 15% menor que no mesmo período de 2011, quando R$ 12,5 milhões foram para o caixa do governo. Foram 17,44% menos multas.

Mas, infelizmente, isso não significa que o motorista estava mais prudente. A queda nos índices de infração pode ser facilmente explicada pelos dois meses que a cidade ficou sem fiscalização eletrônica para a troca dos radares. Informações sobre recursos de multa também podem ser obtidas pelo telefone: 3925-2000

Publicado em: 04/01/2013

Câmara retoma debate sobre extração de areia

A Câmara de São José dos Campos prepara um anteprojeto para embasar a discussão sobre a possibilidade da retomada da extração de areia na cidade, proibida na cidade desde 1994.

O anteprojeto será elaborado com base nos debates que aconteceram com a comunidade, técnicos, ativistas ambientais e outras esferas.

Os parlamentares fazem mistério sobre o conteúdo do anteprojeto, mas o documento poderá entrar em votação ainda esse ano.

Há dois meses foi realizada na Câmara uma audiência pública para debater a proposta de extração de areia no município. Cerca de 300 pessoas estiveram na Casa de Leis para participar da discussão.

De acordo com o vereador Wagner Balieiro (PT), um solicitação de um projeto de regulamentação de extração de areia foi enviada pelo sindicato das indústrias do setor para a Comissão de Legislação Participativa, do qual faz parte e que é presidida pelo vereador João das Mercês Tampão (PTB). Caso seja elaborado, o anteprojeto iria para uma votação em uma audiência na Câmara para ser aprovada como projeto de lei ou não.

Mesmo fazendo parte da Comissão de Legislação Participativa, Wagner Balieiro se posiciona contra o anteprojeto e a retomada da discussão sobre a extração de areia. Opinião parecida tem Vicente Cioffi, membro do Comam (Conselho Municipal do Meio Ambiente). Ele também reforça que a sociedade já se posicionou contra a extração.

O prefeito Eduardo Cury (PSDB) disse que ainda não tomou conhecimento sobre o anteprojeto, mas reafirmou sua posição sobre o assunto.
“Ainda não sei se tem alguma novidade nessa discussão, então a minha opinião contrária à extração de areia continua”, disse Cury ao jornal O Vale.

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Perigos Ambientais da Extração De Areia Em São José

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A problemática da mineração

Entende-se por mineração o processo e/ou as atividades industriais cujo objetivo é a extração de minerais, atividade que, sem dúvida, possui importância relevante para a sociedade, já que, em nosso sistema de vida, é impossível o desenvolvimento sem a utilização dos bens minerais. Assim sendo, é inegável que as a extração mineral é de grande importância para São José dos Campos, assim como para qualquer outra comunidade. Porém também é um fato acima de qualquer dúvida que esse tipo de atividade é responsável por violentos impactos ambientais negativos, muitas vezes irreversíveis. Esses impactos tornam-se mais visíveis com a dinamização do processo de industrialização e o crescimento da cidade, que agrava o conflito entre as necessidades de obter matérias-primas e a de zelar pela conservação do meio ambiente.

Definição jurídica

Qualquer atividade mineradora, sem exceção, provoca impactos no meio ambiente, cuja definição jurídica está expressa na Resolução de 1986 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), que, em seu artigo primeiro, explicita:

“Considera-se impacto ambiental qualquer alteração das propriedade físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante de atividade humanas que, direta ou indiretamente, afetem a saúde, a segurança e o bem-estar da população, as atividades sociais e econômicas, as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente e a qualidade dos recursos naturais.”

As consequências

NA FASE DE IMPLANTAÇÃO

Positivas: geração de empregos diretos e indiretos.

Negativas: retirada da vegetação, desnudamento do solo nos locais destinados às caixas de retenção. Diminuição da infiltração de água no solo, devido à compactação ocasionada pelo uso de máquinas pesadas. Redução espacial do habitat silvestre, por ocasião da erradicação de cobertura vegetal nativa.

NA FASE DE EXTRAÇÃO

Positivas: contribuição para o crescimento da cidade. Aumento da oferta de areia, com repercussões positivas para a sociedade em geral, mediante o uso deste material para fins diversos.

Negativas: depreciação da qualidade do ar, devido aos gases gerados pela combustão dos muitos motores movidos a óleo diesel. Aceleração dos processos erosivos nos barrancos do rio pelo retorno da água bombeada. Eliminação das áreas de refúgio dos peixes. Aumento da concentração de partículas em suspensão no curso d’água. Contaminação do rio causada por óleo, graxa e outros resíduos eliminados pelas máquinas usadas no empreendimento. Danos irreversíveis à vida microbiótica do solo. Depreciação da qualidade do solo, decorrente da diminuição da sua fertilidade e aeração, por causa da compactação e da remoção da matéria orgânica nas áreas onde o solo foi exposto.

NA FASE DE DESATIVAÇÃO

Positivas: nenhuma.

Negativas: depreciação da qualidade do solo, decorrente da diminuição da sua fertilidade e aeração, por causa da compactação e da remoção da matéria orgânica nas áreas onde o solo foi exposto.

Conclusão

Diante do exposto, deixa-se à consciência de cada um a consideração do problema e a avaliação dos benefícios e prejuízos da extração de areia em nosso município, lembrando que nenhum desenvolvimento vale a destruição da natureza.