Geração de empregos até outubro supera marca alcançada em 2012

A geração de empregos em São José dos Campos durante os dez primeiros meses deste ano já supera o total de vagas criadas em 2012 e em 2011, revelam os dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o número de vagas criadas até outubro deste ano no município foi de 2.614 (já considerando-se a diferença entre contratações e desligamentos). A marca é superior ao total dos últimos doze meses. Em 2012, o saldo foi de 852 postos. Em 2011, foram 171 postos de trabalho.

Neste ano, setor que mais gerou empregos foi o de serviços, com a abertura de 48.385 vagas; o comércio abriu 19.523 vagas, a construção civil, 11.357 postos e a indústria mais 9.616. Continuando no ritmo atual, São José dos Campos poderá chegar ao final do ano com um total de contratações acima de 106 mil trabalhadores e saldo positivo na geração de empregos.

Embora o mês de outubro tenha apresentado um aumento no número de demissões, A Secretaria de Relações do Trabalho considera que o saldo negativo do mês é momentâneo. A secretaria estima que o número total de contratações no ano vai superar ao total geral de admissões dos últimos doze meses (104.850).

“A Prefeitura está empenhada em dinamizar suas ações e criar novos serviços para apoiar as empresas, viabilizar a qualificação de trabalhadores e encaminhá-los às vagas disponíveis no Posto de Atendimento ao Trabalho (PAT)”, explica o secretário de Relações do Trabalho.

Para a Secretaria de Relações do Trabalho, este saldo acumulado positivo superior aos anos anteriores confirma o acerto das políticas desenvolvidas no município visando o pleno desenvolvimento da cidade e a geração de oportunidades de emprego e renda para a população.

Ruas resistem como fonte de renda nas cidades da região

A maior vitrine do mundo. Quem trabalha nas ruas tem o privilégio de ser visto, ouvido e falado por muitos, gastando relativamente pouco em investimento. Ao mesmo tempo, contudo, anda muito perto da fronteira que separa a legalidade da clandestinidade. Das três maiores cidades da Região Metropolitana do Vale do Paraíba, apenas Jacareí ainda concede licenças para trabalhadores de rua, os chamados ambulantes. Ainda assim, a prefeitura segue critérios rígidos de escolha da área e exige análise prévia do pedido. São José dos Campos nega novas licenças aos ambulantes desde 1996, segundo a Adei (Associação de Economia Informal). Taubaté, que trava uma guerra com os comerciantes de rua, que não querem ser transferidos de lugar, também suspendeu a concessão de licenças.

Nos três municípios, o número de ambulantes chega a 5.500, sendo que apenas 1.632 são regularizados. Os demais batalham para sobreviver driblando fiscais e as dificuldades de trabalhar nas ruas. O VALE  foi atrás de histórias de pessoas que tiram o sustento das ruas, em atividades quase sempre informais, e descobriu pessoas como a lindeza pitoresca, o pastor do algodão e o Chaves das coxinhas. Todos eles têm uma coisa em comum: consideram as ruas mais do que uma fonte de dinheiro. É quase um palco para eles, um picadeiro de circo para desfilar algum tipo de habilidade artística. Nas ruas, segundo eles, não basta oferecer um produto. Tem que encantar.

Outro segmento que tende a crescer na região é o da comida de rua, que renderá R$ 1,6 bilhão em vendas nos Estados Unidos, neste ano. Em São Paulo, a Câmara aprovou projeto para oferecer mais do que lanches e salgados nas ruas.

Região deve ter mais de 400 mil pessoas declarantes do IR

Mais de 410 mil contribuintes devem declarar seu imposto de renda este ano na Região Metropolitana do Vale do Paraíba, aumento de 3,2% em relação às 397 mil declarações entregues no ano passado. O prazo de entrega começa na sexta-feira, 1º de março, e termina em 30 de abril. Quem perder o prazo está sujeito a uma multa mínima de R$ 165,74.

Segundo a Receita Federal, houve poucas mudanças em relação ao procedimento de 2012. Neste ano, o contribuinte terá mais opções que facilitam o preenchimento do formulário. Em caso de dúvidas, a Receita faz atendimento à pessoa física em dias específicos, terça e quinta-feira, que deve ser agendado pelo telefone 146 ou no site www.receita.fazenda.gov.br.

Estão obrigadas a apresentar a declaração as pessoas físicas que receberam rendimentos tributáveis superiores a R$ 24.556,65 em 2012 (ano-base para a declaração do IR de 2013), quem adquiriu bens acima de R$ 300 mil até 31 de dezembro e quem teve rendimentos isentos acima de R$ 40 mil.

Na delegacia da Receita Federal de São José, que compreende 15 cidades do Vale do Paraíba e Litoral Norte, são esperadas 216 mil declarações. “Cada ano que passa, fica mais autoexplicativo. Só é preciso ter atenção para não cometer erros de digitação”, disse Ana Cristina Zuccaro Wajsman, auditora fiscal da Receita em São José.

De acordo com ela, uma das modificações será, por exemplo, com o contribuinte que guardou seu arquivo do ano anterior. Ao fazer a importação do programa, ele vai receber uma pergunta se quer importar pagamentos efetuados.

“Agora, o programa permite recuperar informações de fontes pagadoras ou recebedores de declarações anteriores”, afirmou. Já na delegacia de Taubaté, que engloba 30 cidades do Vale, Litoral Norte, Serra da Mantiqueira e Vale Histórico, a previsão da Receita é receber 196 mil declarações.

A declaração poderá ser enviada pela internet, até 23h59 da data limite, por meio da utilização do www.receita.fazenda.gov.br), ou via disquete, nas agências do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal, durante o seu horário de expediente. “A dica é não deixar para a última hora porque corre o risco do sistema ficar sobrecarregado”, disse Ana Cristina.

O valor começará a ser pago a partir da 1a quinzena de junho. Há bancos que antecipam o dinheiro. “Acima de R$ 500 vale a pena porque é uma boa alternativa para cobrir cheque especial e cartão de crédito. Mas é importante que tenha certeza do valor a ser restituído”, disse Jair Capatti Júnior, delegado do Corecon (Conselho Regional de Economia).

O Vale

Publicado em: 26/02/2013

Adquirir alimentos na época certa, causa impactos

Adquirir frutas, legumes e verduras na época de colheita de forma a substituir os produtos consumidos em casa pode representar uma economia de até 40% no orçamento doméstico destinado à feira. Segundo dados do Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), os produtos podem ter uma redução de preço de até 60% dependendo da época do ano.

“Sem dúvida, adquirir produtos em plena safra representa economia para o consumidor. E, nessa época, como os produtos são perecíveis, é quase impossível manter os preços em patamares elevados tanto na venda a atacado quando no varejo”, afirmou Fábio Godas, economista do Ceagesp.

O pesquisador do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico Sociais), da Unitau (Universidade de Taubaté), Laureano Rosa, concorda. “Comprar na época de safra é exatamente o conselho que damos aos consumidores. Afinal, a lei da oferta e da procura é soberana. Quando a oferta é grande, o preço cai; quando é pequena, o preço sobe”, explicou.

No entanto, Rosa diz que a substituição de um produto por outro, muitas vezes, é difícil. “Sabemos que alguns tipos de frutas e legumes são mais difíceis de serem substituídos. No entanto, caso o consumidor consiga, vale a pena financeiramente.”

A aposentada Sebastiana Silveira de Barros, 71 anos, ao menos uma vez na semana vai ao Mercado Municipal de São José fazer compras. “Sei de cor a estação das frutas. Agora, em janeiro, gosto de comprar manga e melancia. Além de estarem mais baratas do que no restante do ano, parecem mais doces”, afirmou.

Com o desenvolvimento de técnicas de cultura, já há, atualmente, diversas produções fora da estação feitas de forma adequadas, sem que se perca em qualidade. Porém, invariavelmente ocorre aumento de preço. “Quando produzidos fora da época, frutas e hortaliças viajam mais, percorrendo grandes distâncias para chegar ao mercado consumidor. Por isso, é natural que o custo aumente”, afirmou Carlos Thadeu de Oliveira, gerente técnico do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor).

Recorrer a produtos regionais é uma boa medida de economia. Segundo Adriana Carvalho, gerente do Ceasa (Central de Abastecimento S.A.), de Guaratinguetá, produtos cultivados no Vale podem ser ainda mais baratos aos seus moradores. “Como são cultivados na região, os gastos com o frete são bem inferiores.” Entre os produtos regionais estão banana, arroz, o milho e algumas hortaliças.

O Vale

Publicado em: 02/01/2013

Renda per capita, o censo revela

Você sabia que São José dos Campos tem 42 moradores com mais de 100 anos de idade? E que as mulheres são a maioria da população? São exatamente 12.673 mulheres a mais que homens.

Tem mais: se você acha que as pessoas ganham pouco pode rever o conceito. São José é a 14ª cidade do Estado com maior porcentual de famílias com renda per capita superior a três salários a partir da classe B na economia.

O cenário faz parte do detalhamento das informações do Censo 2010 feito pelo O VALE com base nas informações divulgadas até agora pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O Censo feito entre junho e agosto do ano passado mostra um retrato fiel dos moradores que fazem de São José uma cidade jovem, rica e em pleno desenvolvimento. Do total de moradores da cidade (629.921), a maioria é jovem com até 29 anos de idade (305.819 pessoas).

Dentro do mapa da ocupação urbana, o dado revela que a favela do Banhado, no centro, é o ‘bairro’ com maior concentração de jovens 65% dos 1.516 moradores da área tem menos de 30 anos. Em seguida, está o Campo dos Alemães, na zona sul, e Campos de São José, na zona leste da cidade. Na outra ponta da lista, estão os bairros nobres da região central. É no Jardim Esplanada e São Dimas que os idosos estão concentrados. São José tem 61.986 idosos.

“São José segue tendência das cidades de médio porte do Estado. A previsão é que esses jovens comecem a ocupar as áreas mais externas do município fazendo com que o centro perca sua importância residencial”, afirmou Wagner Silveira, coordenador do IBGE em São Paulo.

Os dados mostram que a maioria das casas são sustentadas com uma única renda e que maior parte dos moradores são brancos. O Campo dos Alemães aparece ainda como bairro com maior concentração de homens.

Os dados do IBGE vão embasar as definições das políticas públicas de São José dos Campos. A informação é da própria prefeitura que junto com o Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento) vai estudar os números do Censo 2010.

A análise será feita por uma equipe multidisciplinar composta por sociólogos, urbanistas, economistas e estatísticos da Secretaria de Planejamento Urbano. O Ipplan conta com outra equipe de quatro funcionários que vão fazer o estudo.

Segundo ele, o trabalho já teve início, mas ainda não chegou a nenhuma definição porque está na etapa inicial. Cynthia Gonçalo, diretora geral do Ipplan disse que o trabalho envolverá ainda a análise da evolução de indicadores, seja com referência ao contexto atual e estabelecendo comparações com o país, o Estado, a região e, principalmente, avaliando as diversidades internas ao município.

Segundo ela, será realizado ainda o cruzamento dos dados que chegam do 156, número municipal que centraliza a demanda da população, com dados do Censo com o objetivo de contextualizar as demandas dos moradores.

Fonte: O Vale