Sindicato dos Metálurgicos planeja ampliar Produção

A General Motors estaria estudando a possibilidade de transferir parte de sua produção de veículos da unidade de São Caetano do Sul para São José dos Campos. A afirmação é do Sindicato dos Metalúrgicos de São José, que se reuniu ontem com a montadora para tratar da PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) 2012. A GM não comentou o assunto.

No encontro de ontem, o terceiro entre as partes e que também contou com a presença do Sindicato de São Caetano, a GM apresentou suas metas de produção para o ano. Ainda segundo o sindicato, a montadora não confirmou a saída de linha das minivans Zafira e Meriva, hoje produzidas em São José.

“A empresa diz que é segredo de mercado”, afirmou o presidente eleito do sindicato de São José, Antonio Ferreira Barros, o ‘Macapá’. Durante as negociações, os sindicatos de São Caetano e São José firmaram um acordo para solicitar à montadora a transferência, se não toda, de parte da produção do Corsa Classic para a fábrica de São José atualmente, o modelo é fabricado em três unidades e São José é responsável pela fabricação excedente.

O sindicato também propôs a abertura do terceiro turno da linha da S10. “A empresa quer produzir 62 mil S10 este ano. Para que isso seja possível, é preciso a abertura imediata do terceiro turno”, disse Macapá. A GM teria apresentado três faixas de produção ao sindicato, que variam de 391 mil a 441 mil veículos produzidos no ano em São José e São Caetano. Em 2011, 404 mil carros foram fabricados nas duas plantas.

Como contraproposta, o sindicato apresentou a intenção de produzir de 290 mil a 365 mil unidades. Hoje, as partes voltam a se encontrar na última reunião da semana para tratar da PLR. A expectativa é que a GM dê sua posição sobre as metas propostas pelo sindicato e uma resposta sobre o projeto de transferência de produção para a unidade de São José.

A fabricação de outros veículos poderia significar a manutenção de 3.000 postos de trabalho em São José, número de empregados do setor conhecido como MVA, que fabrica os modelos Meriva, Zafira, Corsa e Corsa Classic. Os dois primeiros devem sair de linha a partir de junho e seu substituto, conhecido como Spin, passará a ser produzido em São Caetano. A transferência desse projeto do ABC Paulista para São José é outra ideia apresentada pelo sindicato à General Motors.

“Nós queremos uma definição sobre esses tópicos que apresentamos. A empresa vive seu melhor momento financeiro no país, produzimos veículos de alto valor agregado e por este motivo a PLR deve ser maior”, disse Macapá. Em 2011, a PLR paga foi de R$ 11.268. Segundo dados apresentados no encontro de ontem, a fábrica de São José conta com 7.921 funcionários. Em São Caetano, são 11.788. Procurada desde o início da semana, a General Motors não comentou a reunião com o sindicato.

O Vale

Megaprojeto de R$314 milhões para ampliação de Aeroporto

A ‘novela’ de mais de 15 anos em torno da ampliação do aeroporto de São José dos Campos fez com que municípios menores da região ultrapassassem a ‘capital do avião’ em projetos para construção de aeródromos com o objetivo de desafogar o tráfego aéreo de grandes centros durante a Copa do Mundo no Brasil, em 2014.

Entre os projetos, o mais avançado é do CEA (Centro Empresarial Aeroespacial), de Caçapava, que deve iniciar suas obras dentro de 10 dias. Também são estudadas melhorias nos aeródromos de Guaratinguetá e Taubaté, usados pelas Forças Armadas.

O CEA será instalado em uma área de 2,6 milhões de metros quadrados, às margens da rodovia Carvalho Pinto, a quatro quilômetros da via Dutra. Com investimento previsto de R$ 314 milhões, o projeto é encabeçado pelo Grupo Penido e tem previsão inicial de receber jatos executivos e aviões de pequeno porte.

“Esperamos ver aviões descendo na pista no final de 2013. É uma meta arrojada, mas pretendemos trabalhar 24 horas por dia depois do início das obras”, afirmou o diretor executivo do grupo, Rogério Penido. A escolha de Caçapava, segundo Penido, foi motivada por critérios técnicos.

“Apresentamos mais de 15 áreas para a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), sendo seis em São José. A que mais agradou a Anac foi essa, por ser paralela às pistas de São José e Taubaté”, disse Penido.

A estimativa é que 22 mil empregos diretos sejam gerados com o empreendimento, que tem mais de 300 lotes disponíveis à venda para instalação de empresas do setor aeronáutico e hangares particulares. Cerca de 40% dos lotes já têm proprietários interessados.

O Vale

Prefeitura decide ampliar calçada da Rua 15 de Novembro

Um dos principais corredores comerciais de São José dos Campos, a rua 15 de Novembro, no centro, terá a calçada do lado direito ampliada no trecho entre as ruas Rubião Júnior e Coronel José Monteiro. Ontem, funcionários da prefeitura iniciaram os serviços na primeira etapa, da esquina da rua Rubião Júnior até o bolsão de estacionamento de motos.

A ampliação do passeio público na 15 de Novembro integra as ações previstas no Plano Estratégico Centro Vivo, programa de revitaliza-ção do centro, elaborado pelo Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento) em parceria com a prefeitura.

Segundo o Instituto de Planejamento, o projeto de ampliação da calçada na rua 15 de Novembro será feita com a incorporação da faixa de estacionamento para o passeio público. A intervenção ocorrerá apenas no lado direito da rua, entre a Rubião Júnior e a rua Coronel José Monteiro, com uma área estimada de 363 metros quadrados, o que representa três metros a mais de largura em 121 metros de comprimento.

A diretora do Ipplan, Cynthia Gonçalo, informou por meio de sua assessoria, que a necessidade de ampliação das calçadas foi apontada pelos usuários do centro durante as Oficinas Colaborativas e na pesquisa qualitativa realizada dentro do Plano Estratégico do Centro Vivo.

A pesquisa foi realizada em março para saber a opinião e avaliação da população sobre o centro de São José. De acordo com o Ipplan, no plano de mobilidade foram identificados alguns trechos que necessitavam de intervenção. Com essas alterações, os pedestres serão beneficiados em sua locomoção. Os pontos comerciais da rua também receberão maior fluxo de pessoas.

Na avaliação do Instituto de Planejamento, pesquisa recente realizada pela ACI (Associação Comercial e Industrial) sobre vagas de estacionamento no centro, mostra um grande número de vagas de estacionamento privados, o que reforça esta alteração e melhoria de espaços nas calçadas do centro de São José.

Projeto similar ao que está em execução na 15 de Novembro foi implementado na avenida Nelson D’Ávila, no trecho entre as ruas Dolzani Ricardo e Francisco Paes. Nesse trecho, o passeio público também foi ampliado.

A obra foi executada pelo estabelecimento Comércio Esperança, instalado no prédio da antiga Lojas Americana, como contrapartida. Para o Ipplan, a criação de mais 573 vagas de estacionamento em 30 vias públicas do centro, compensa as vagas suprimidas na rua 15.

O Vale

Embraer anúncia ampliação de Frota em Feira em Cingapura

A Embraer anunciou ontem, no primeiro dia da feira aeronáutica de Cingapura, a venda de 13 aeronaves. Os contratos superam os US$ 600 milhões. A maior encomenda foi feita pela companhia brasileira Azul, que pediu mais 10 jatos E-195, no valor total de US$ 478 milhões (cerca de R$ 821 milhões).

Em outubro, a companhia já havia adquirido outros 11 E-195. Atualmente, a empresa opera 38 jatos Embraer, dos modelos E-190 e E-195. As aeronaves adquiridas ontem serão configuradas com 118 assentos e entregues a partir de 2015.

“Explorando rotas de média e baixa densidades que até então estavam desatendidas, a Azul criou e consolidou um novo modelo de negócio na aviação brasileira, trazendo serviços de altíssima qualidade para pessoas que, em muitos casos, estão voando pela primeira vez”, disse o presidente de aviação comercial da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, em nota da empresa.

Outra operação registrada na feira de aviação foi a compra de três jatos executivos Lineage 1000 pela empresa chinesa de leasing Minsheng. O valor de mercado do avião é de US$ 51 milhões (R$ 86 milhões). O Lineage é o maior jato do portfólio executivo da Embraer. Montado sobre a estrutura do E-190, o avião conta com cinco áreas de cabine e abriga até 19 passageiros. Em 2011, a Embraer entregou 3 Lineage ao mercado asiático.

Outro anúncio feito durante a feita foi o início da operação de E-Jets pela companhia aérea bielo-russa Belavia, que arrendou duas aeronaves E-175 da empresa de leasing norte-americana Air Lease Corporation o jato é avaliado em US$ 40,8 milhões.

A aquisição dos E-175 faz parte de um programa de renovação da frota da empresa. O primeiro E-175 tem entrega prevista para setembro. A feira de Cingapura vai até domingo. Entre as aeronaves expostas no evento está o Legacy 650 do ator chinês Jackie Chan, ‘embaixador’ da empresa para o mercado asiático.

A fabricante brasileira também expôs o líder de vendas na aviação regional E-190, e os jatos executivos Lineage 1000 e Phenom 100 e 300.

O Vale

Prefeitura pretende ampliar Zona Azul na cidade

A Secretaria de Transportes de São José dos Campos vai ampliar a Zona Azul no centro da cidade com a criação de mais 573 vagas de estacionamento rotativo em 30 vias públicas da região. As novas vagas serão disponibilizadas a partir da próxima segunda-feira. Esta será a maior expansão do sistema após a implantação do controle de estacionamento rotativo por parquímetros ocorrida em 2006.

Segundo a pasta, o pacote inclui 13 vagas para deficientes e 18 para idosos, além de 10 novos bolsões para motocicletas. Atualmente, o centro possui 1.204 vagas para carros e 36 bolsões em vias públicas. A medida representará um aumento de 47% na disponibilidade de vagas.

A Zona Azul será expandida em ruas e avenidas que já possuem bolsões de estacionamento e em logradouros que não, como a rua Antonio Saes, que será integrada ao sistema.

Outras ruas e avenidas que terão mais vagas são Romeu Carnevalli, Capitão Roberto Ferreira Maldos, Mário Galvão, Carvalho de Araújo, Siqueira Campos, Sebastião Hummel, Joaquim Bráulio de Melo, Dolzani Ricardo, Vilaça, Claudino Pinto, Humaitá, Costanzo de Finis, Major Antônio Domingues, praça Kennedy e na rua Eugênio Bonadio.

O secretário municipal de Transportes, Anderson Farias Ferreira, disse que a expansão da Zona Azul resultou de reuniões realizadas pela pasta com lojistas e entidades do comércio. “A ampliação do sistema rotativo de estacionamento demonstra a importância do centro, que é uma região muito procurada”, afirmou.

Segundo ele, com a expansão, a expectativa é que a rotatividade de estacionamento em vias públicas controladas pela Zona Azul seja maior. Ferreira disse ainda que a ampliação do sistema no centro chegou ao limite. “Agora, não há mais espaço para a criação de vagas”, disse. São José dos Campos fechou o ano de 2011 com uma frota de 352.203 veículos.

Além do centro da cidade, atualmente há sistema de Zona Azul na Vila Ema (40 vagas para carros, bolsões para seis motos), avenida Andrômeda, no Jardim Satélite, região sul, (178 vagas para carros, 78 para motos) e no Jardim Paulista (26 vagas para carros, 16 para motos).

O secretário informou que a pasta estuda outras regiões da cidade para a expansão da Zona Azul fora do ‘miolo’ do centro da cidade. Entre as localidades analisadas estão o Jardim Aquarius, região oeste, e avenidas Nove de Julho e Paulo Becker, entre outras. “Por enquanto, não há previsão de implantação da Zona Azul nesses locais”, disse o secretário

No ano passado, a prefeitura arrecadou cerca de R$ 264 mil com o sistema, que é operado pela empresa Serttel. Para este ano, a previsão é arrecadar R$ 338 mil. Os recursos são utilizados em melhorias no sistema de trânsito.

O Vale

Prefeitura realiza segunda etapa de ampliação de consulta

A Prefeitura de São José dos Campos realiza neste sábado (21), a partir das 7h, a primeira etapa do atendimento ampliado de consultas em 2012. O mutirão será no Hospital Municipal (Rua Saigiro Nakamura, 800), na Vila Industrial.

Nesta fase serão oferecidas 396 consultas dividas em cinco especialidades: ortopedia, dermatologia, otorrinolaringologia, urologia e gastroenterologia. As consultas serão apenas para os pacientes que foram previamente agendados. Quem foi chamado deve levar o cartão SUS, documento de identificação com foto e o encaminhamento. A recomendação é para que o paciente chegue 15 minutos antes do horário marcado.

Desde agosto do ano passado, já foram realizadas dez etapas desse tipo de atendimento com a oferta de 3.592 consultas. Porém houve um percentual de faltas: 36,6% das pessoas que foram convocadas não compareceram ao atendimento mesmo confirmando a presença por telefone. Quem falta, deve voltar a Unidade Básica de Saúde de referência e passar por uma nova avaliação médica.

Durante o atendimento ampliado, os pacientes têm exames e retorno com especialista marcado quando necessário. Para reduzir o tempo de espera em consultas com especialistas, a Prefeitura também vem reorganizando a rede de assistência, com protocolos bem definidos e gerenciados.

O volume de espera por consulta com especialista foi reduzido em 53% desde agosto de 2011, quando as medidas foram adotadas.

Prefeitura Municipal

ITA entrara em obras para ampliação em 2012

O reitor do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), Carlos Américo Pacheco, anunciou ontem a ampliação do centro de formação do instituto. Atualmente o ITA oferece 120 vagas nos cursos de graduação e a meta é passar a oferecer 240 em 2014. O anúncio foi feito durante a cerimônia de colação de grau de 114 engenheiros.

De acordo com Pacheco, as obras devem ter início no em 2012 e durar cerca de dois anos. O projeto de ampliação, orçado em cerca de R$ 150 milhões, prevê que neste período sejam ampliados os laboratórios da instituição, as salas de aula e os alojamentos.

“Faltam engenheiros hoje no Brasil e é uma meta do Governo Federal multiplicar o número de engenheiros formados anualmente. Nós, que formamos a elite da engenharia, vamos trabalhar por esta meta”, disse o reitor.

Na manhã de ontem mais de 1.200 convidados acompanharam a formatura dos novos engenheiros.
Entre os diplomados estavam alunos de engenharia civil, aeronáutica, mecânica aeronáutica, eletrônica e da computação.

A engenheira civil de 22 anos, Maiara Condé, comemorou duplamente. Além do diploma, ela recebeu uma medalha de destaque, por manter uma média acima de 9,5 em todas as matérias durante o curso. “Sou carioca e saí de casa aos 17 anos para vir para o Ita, realizar o sonho de ser engenheira e me dediquei muito para chegar aqui”, disse.

O Vale

Aeroporto de São José prepara ampliação e melhorias

Apontado como modelo de gestão a ser implantado em São José, o Aeroporto de Maringá (PR) completa 10 anos em 2011 administrado por uma empresa de economia mista e preparando projeto ambicioso de ampliação, que promete colocar o terminal na rota internacional dos voos de carga.

De janeiro a outubro desse ano, 551.236 passageiros foram transportados em Maringá, número 186% maior do que o movimento registrado no terminal de São José. A administração do aeroporto que atende o norte e nordeste do Paraná, sul do Mato Grosso do Sul e regiões de São Paulo, é feita pela SBMG S.A., empresa de economia mista criada especialmente para gerir o terminal.

Sua composição é formada por 99,96% de participação da prefeitura, 0,01% do prefeito em exercício, 0,01% de um representante da secretaria da fazenda, 0,01% de um representante da Câmara e 0,01% do superintendente do terminal em exercício.

Segundo o superintendente do aeroporto, Marcos Valêncio, o modelo de gestão dá agilidade às melhorias do terminal e garante o funcionamento do local mesmo com a troca de prefeito. “Houve uma profissio-nalização das pessoas que trabalham no aeroporto. Com isso, atraímos empresas. Se o aeroporto fosse tratado como uma secretaria, ficaria engessado”, disse Valêncio.

Por ser vinculado à prefeitura, o modelo também impossibilita a geração de lucro. Todo excedente de renda é investido em melhorias no próprio terminal, que conta com sala de espera climatizada, hangar para aviação executiva e um aeroclube.

Somente esse ano, a receita bruta do terminal foi de R$ 5,3 milhões, contra R$ 4,5 milhões de despesas. “Somos um dos poucos aeroportos autossustentáveis do país. Só recebemos dinheiro da prefeitura ou do Estado para reformas maiores”, afirma o superintendente da unidade.

No final de setembro, Valêncio esteve em São José para falar do funcionamento do aeroporto paranaense a representantes da prefeitura.

Do encontro, surgiu a ideia de adaptar o modelo de Maringá no Vale do Paraíba. Pela proposta apresentada pelo secretário de Desenvolvimento Econômico da cidade, José de Mello Corrêa, em audiência pública com a presença de um representante da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, a Urbam (Urbanizadora Municipal) faria o papel exercido pela SBMG em Maringá.

“A Urbam tem, em seu estatuto, essa possibilidade de gerir o aeroporto”, disse Mello, referindo-se ao texto encontrado no capítulo 1 do estatuto, que diz que a empresa poderá “implantar, operar e explorar as estações terminais de uso público de passageiros”.

Para o presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial) de São José, Felipe Cury, a municipalização seria ideal. “Temos o exemplo da OS (Organização Social) do Parque Tecnológico, que transformou esse polo industrial em um dos melhores do país”, afirmou Cury.

A decisão sobre a possibilidade de municipalização do aeroporto será anunciada no início do próximo ano, quando a Secretaria de Aviação Civil da Presidência divulgará o Plano Geral de Outorgas, que prevê projeto de melhorias em todos os terminais aeroportuários do país

O Vale

Prefeitura prepara reforma no Hospital de Clínicas Sul

A Prefeitura de São José dos Campos vai investir mais de R$ 2,2 milhões nas obras de reforma e ampliação do Hospital de Clínicas Sul, no Parque Industrial.

Os serviços devem começar em dezembro e tem previsão de conclusão em agosto de 2012 dois meses antes das eleições municipais. A obra tem o objetivo de separar o atendimento infantil do adulto. De acordo com a Secretaria de Saúde, será criada uma recepção para a pediatria. Também será construído um espaço para o serviço de nutrição.

Avaliação. A melhoria atende um antigo pedido dos usuários, que reclamam da estrutura precária do prédio e da falta de espaço para a espera das consultas. O Clínicas Sul realiza hoje uma média de 500 a 600 consultas emergenciais por dia.

De fora da unidade é possível ver estruturas de ferro enferrujadas e uma pintura tão antiga que já está descascada. “Além da melhora na estrutura física, a prefeitura precisa aumentar a quantidade de funcionários aqui. Já vim aqui duas vezes e me mandaram para o Hospital Municipal da Vila porque não tinha especialista aqui”, afirmou o pedreiro Francisco Reginaldo, 34 anos.

Responsável pelo atendimento de emergência da região mais populosa da cidade, o hospital funciona na sede da antiga UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) do Parque Industrial. Em 2004, a UPA foi transformada em hospital e desde então nenhuma obra de melhoria foi feira no local.

Para a dona de casa Lucinéia Pereira, 31 anos, falta a capacitação dos funcionários. “Tem poucas enfermeiras e médicos aqui e estão sempre ocupados e não tem educação com o paciente. Minha tia está internada e ninguém ajuda ela a tomar banho”, disse.

O Hospital de Clínicas Sul também presta serviço de laboratório e de radiologia. A prefeitura não informou se a quantidade de consultas oferecidas será ampliadas. Por nota, disse apenas que a unidade ‘continuará prestando os mesmos procedimentos feitos hoje’.

A obra será feita pela Urbam (Urbanizadora Municipal). A empresa que é alça da prefeitura foi contratada com dispensa de licitação e também é responsável pelas obra do Hospital de Clínicas Norte (leia texto nessa página).

SAIBA MAIS

O que
Prefeitura começa em dezembro a ampliação e reforma do Hospital de Clínicas Sul

Como
Serviços vão custar R$ 2,2 milhões e prevê criar um recepção exclusiva para as crianças

Obra
Serão ampliados 371 metros quadrados. Outros 262 metros quadrados serão reformados

Estrutura
O Hospital de Clínicas Sul conta hoje com 70 leitos para adultos e 15 para pediatria

Serviço
A Urbam fará as obras

O Vale

Cidade tem meta para ampliar calçada para o final do ano

A Prefeitura de São José dos Campos planeja construir até o final do ano 20 mil metros quadrados de calçadas em áreas públicas. O trabalho, sob a responsabilidade da SSM (Secretaria de Serviços Municipais), integra o programa Calçada Segura, implantado com o objetivo de garantir a acessibilidade dos cidadãos, que poderão se deslocar com mais segurança, sem dividir o espaço nas ruas com os carros, motos e bicicletas.

De acordo com a SSM, de janeiro a outubro deste ano a pasta já executou 17.521 metros quadrados de calçadas em praças, ruas e prédios públicos municipais.

O Calçada Segura envolve várias secretarias, sob a coordenação da Assessoria da Pessoa com Deficiência. A meta, segundo a assessoria, é construir entre 40 mil e 50 mil metros quadrados de calçadas por ano. A assessoria conclui um levantamento da situação das calçadas em 900 prédios públicos.

“Vamos saber como estão as calçadas, os locais onde elas já estão adequadas e onde não estão”, afirmou o vice-prefeito e assessor para Pessoa com Deficiência, Luiz Antonio Ângelo da Silva. Na sua avaliação, o programa está em expansão. “A sociedade comprou a ideia”, frisou o vice-prefeito.

A pasta também desenvolve projetos denominados Rampa Segura e Travessia Segura, complementares ao Calçada Segura, explicou Luiz Antonio. A assessoria mantém uma equipe técnica que orienta a comunidade na construção de calçadas. No ano passado, a prefeitura fez campanha e determinou a proprietários de imóveis de 62 ruas e avenidas a adequação do passeio.

A SSM constrói calçadas em praças, áreas verdes e vielas da cidade. A construção é feita de duas formas, no piso de concreto ou bloquetes. A SSM executa ainda a instalação de guias rebaixadas nas faixas de travessia de pedestres para uma melhor mobilidade das pessoas com deficiência e idosos.

Segundo a pasta, neste ano, 248 rebaixamentos de guias foram instalados pela cidade. Além destas obras, serviços como a operação tapa buraco, nivelamento de guias e sarjetas e construção de bocas de lobo são executados pela SSM.

A Secretaria Municipal de Educação também integra o programa e tem trocado ou implantado o Calçada Seguro nas unidades da rede municipal de ensino. A pasta informou que já foram construídos mais de 30 mil metros quadrados de calçadas nas escolas.

Para auxiliar a comunidade a construir calçada, a Urbam (Urbanizadora Municipal), vinculada à prefeitura, tem equipe especializada na construção de passeio. Desde o lançamento do Calçada Segura, em 2007, a empresa já construiu 33 mil metros quadrados de calçada.

O Vale