Nova área de expansão do CenterVale tem investimento alto

O CenterVale Shopping inaugura hoje sua nova ala com 7.000 metros quadrados que vão abrigar mais 60 lojas e criaram 1.800 empregos, sendo 600 diretos e 1.200 indiretos em São José. Resultado de um investimento de R$ 100 milhões, a expansão vai proporcionar também uma geração paralela de negócios na região.

Isso acontece porque vai aumentar a circulação de dinheiro no comércio. Dos novos empregadores surgem novos empregados que serão também consumidores. “O impacto no setor de serviços e comércio é o melhor possível para todo o Vale do Paraíba, que deve lucrar com a expansão dos shoppings na cidade. Sem falar que São José está se tornando ou até mesmo já se tornou um centro regional de compras”, disse Felipe Cury, presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial) de São José.

Segundo ele, os consumidores da região também serão beneficiados com a concorrência entre os empreendimentos. Além do CenterVale, o Vale Sul e o Colinas também investiram na cidade. O vendedor Rodolfo Teixeira Constantino, 25 anos, estava desempregado e agora será um dos novos funcionários da Sunglass Arte.

“Estou super feliz. Acredito que vai gerar um bom retorno. Vou poder voltar a consumir mais também”, afirmou. Para o superintendente do CenterVale, Ricardo Nunes, esse impacto é muito positivo e, por isso, há um projeto para expandir ainda mais o shopping. “Já estamos estudando essa possibilidade. O CenterVale tem espaço suficiente para crescer ainda mais”, disse.

Para o superintendente, a expansão do shopping foi uma discussão de necessidade com oportunidade. A expectativa é terminar 2012 com um saldo de cerca de R$ 500 milhões em vendas e receber mais de 1 milhão de visitantes até 31 de dezembro.

“A expectativa é a melhor possível. Se alcançarmos esse número, bateremos um recorde”, afirmou Nunes. No novo espaço do shopping serão inauguradas lojas inéditas no Vale. Para o superintendente, essa é uma das razões para o otimismo.

“Novas lojas com conceitos diferentes. Isso é fundamental para o público da cidade”, disse ele. Iniciando com quatro funcionários, a gerente da Rommanel, loja de joias, Miriam Freitas Namorato, pretende contratar mais quatro pessoas até o final do ano.  “Nós estamos na expectativa de grande aceitação no mercado. O objetivo é contratar mais funcionários sim”, disse.

Já a empresária Renata Silveira Olímpio de Paula, 24 anos, acredita que está fazendo um ótimo negócio abrindo um empreendimento da rede Lessô, de calçados. “Quero trazer um pouco mais de bom gosto para o cliente. Tenho certeza que vai cair no gosto das pessoas”, disse.

O cliente que passar pelos corredores do shopping será surpreendido com um som ambiente. A ideia é criar uma identidade musical do CenterVale. Um coral e um grupo de teatro vão abrir as festividades as partir das 16h. Mais à noite é a vez da chegada do Papai Noel, junto com a inauguração da iluminação natalina.

O Vale

Publicado em: 31/10/2012

Embraer registra lucro liquído alta, saindo do vermelho

A Embraer registrou lucro líquido de R$ 132,5milhões no terceiro trimestre deste ano, revertendo prejuízo de R$ 200 mil registrado em igual período no ano passado, anunciou a empresa ontem à noite na divulgação do seu balanço financeiro.

Já a receita líquida da companhia alcançou R$ 2,85 bilhões no terceiro trimestre deste ano ante R$ 2,27 bilhões em igual período verificado no ano passado. Em relação ao segundo trimestre deste ano, a companhia registrou alta de 6% no lucro líquido. O balanço mostra que a receita líquida de julho a setembro teve queda de 15% no comparado com o segundo trimestre deste ano, de R$ 3,384 bilhões.

No acumulado do ano, a companhia soma receita líquida de R$ 8,283 bilhões e lucro líquido de R$ 444,1 milhões, segundo o balanço. O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 336,9 milhões entre julho e setembro, ante R$ 311,4 milhões registrados em igual período do ano passado.

A fabricante informa no balanço que o resultado positivo do lucro líquido do terceiro trimestre e do ano foram impactados por uma redução no imposto de renda do primeiro e segundo trimestres, devido a uma alteração na base de cálculo.

“O lucro líquido acumulado foi positivamente impacto por R$ 85,7 milhões devido uma redução no Imposto de Renda de R$ 76,3 milhões no primeiro trimestre e R$ 9,4 milhões no segundo, que resultou na mudança da base de cálculo da companhia”, informa.

A companhia também informa que as despesas comerciais registras no terceiro trimestre foram de R$ 225,2 milhões ante R$ 233,5 milhões no trimestre passado. Também foi registrado decréscimo das despesas administrativas no terceiro trimestre, que totalizaram R$ 119,9 milhões ante R$ 147,6 milhões no segundo trimestre, comunica a fabricante.

No terceiro trimestre, a companhia entregou 27 aeronaves comerciais e 13 jatos executivos, sendo 11 jatos leves e dois jatos grandes. No ano, a empresa já despachou 83 aeronaves comerciais e 46 executivas. No balanço, a Embraer informa que mantém sua expectativa de atingir a receita líquida projetada para este ano.

A carteira de pedidos firmes da empresa somou US$ 12,4 bilhões no final do terceiro trimestre deste ano ante US$ 16 bilhões registrada um ano antes. Pelos dados, a carteira tem registrado baixa em razão do aumento de entregas. A empresa destaca também o crescimento do setor de Defesa e Segurança na receita, que foi de 18% no terceiro trimestre.

A Embraer mostra pela primeira vez um modelo em escala real do Legacy 450 na Convenção da Associação Nacional de Aviação Executiva (NBAA, na sigla em inglês), em Orlando, Flórida, nos Estados Unidos, de 30 de outubro a 1º de novembro.

Além do modelo, que será apresentado no estande da Embraer, no centro de convenções, cinco jatos executivos da empresa estarão em exposição estática no Orlando Executive Airport. O Legacy 450 teve a fabricação do primeiro protótipo iniciada em agosto passado.

“A NBAA é um evento importante para a Embraer, razão pela qual escolhemos este palco para apresentar pela primeira vez o modelo em tamanho real do Legacy 450, enfatizando suas características revolucionárias”, disse Ernest Edwards, presidente da Embraer Aviação Executiva. Os jatos em exposição estática pela Embraer são o Phenom 100, Phenom 300, Legacy 650 e o Lineage 1000, além de um Legacy 600 semi-novo.

O Vale

Publicado em: 24/10/2012

Para realizar melhorias, Carlinhos buca verba para a cidade

O prefeito eleito de São José dos Campos, Carlinhos Almeida (PT), começou a negociar com o governo federal o repasse de verbas para realizar um mutirão de consultas e exames na área da Saúde a partir de 2013. Deputado federal, Carlinhos foi a Brasília ontem e só deve retornar amanhã. Entre os compromissos está o de tentar garantir recursos para um mutirão da saúde.

“Como sou deputado federal, vou conversar com o ministro Padilha. Ele pode antecipar recursos aos municípios que fizerem mutirões. Então, nossa ideia é em janeiro tentar obter dele a antecipação desses recursos para tentar dar conta desse mutirão”, afirmou Carlinhos.

Em São José, o vice-prefeito Itamar Coppio (PMDB) já iniciou o mapeamento dos hospitais que podem ser parceiros no processo. A estimativa é que São José tenha uma fila de espera de 37 mil consultas e 2.000 cirurgias. Um diagnóstico sobre o setor já foi iniciado pelo petista. “O Carlinhos já conversou com o Padilha para garantir a liberação de recursos para os mutirões logo no começo do governo”, disse Itamar, que é médico.

O Ministério da Saúde informou que liberou R$ 650 milhões aos estados e municípios para a realização de cirurgias eletivas até junho de 2013. Os repasses são destinados à realização de cirurgias de ortopedia e de catarata, entre outros.

De acordo com o ministério, cabe ao gestor local definir as demandas e o valor necessário e encaminhas as informações para a analise do Ministério. Se aprovado, o repasse pode ser feito por meio do Fundo de Ações Estratégicas e de Compensação.

Segundo Itamar, a expectativa é obter dados do atual governo sobre o cadastro de pessoas à espera de exames, consultas e cirurgias. “Precisamos saber quem está na fila, qual a demanda e quais os casos mais graves”. Paralelo a isso, Itamar iniciou ontem conversas com instituições de saúde da cidade para levantar a capacidade de atendimento ociosa existente.

“Faremos o diagnóstico do banco de reserva de consultas e cirurgias que podem a atender as pessoas. Por exemplo, já sabemos que a Santa Casa possui dez leitos disponíveis, mas a capacidade é de 20. Hoje são realizadas cerca de 15 cirurgias por mês, mas poderiam ser feitas 40”.

O Pio 12, segundo ele é outro hospital que poderia ampliar o atendimento de cateterismo e angioplastia. “Estamos analisando capacidade, mas também custos”, disse. Itamar deve integrar a equipe de transição de Carlinhos. Ele inclusive pode ser um dos articuladores do grupo

Outro nome cotado é o do vereador Wagner Balieiro. “Ainda não há definição sobre a equipe, mas ela será técnica para analisar planilhas, contratos e fazer um diagnóstico por área da prefeitura. Pode haver também na coordenação, uma pessoa mais política”, disse Balieiro.

O Vale

Publicado em: 10/10/2012

Orçamento de R$2 bilhões é valor estimado para novo Prefeito

O futuro prefeito de São José dos Campos, que será escolhido no próximo domingo (7), terá um orçamento de quase R$ 2 bilhões para administrar em 2013. Essa é a previsão orçamentária encaminhada pela prefeitura à Câmara na manhã desta segunda-feira (1). De acordo com a previsão de arrecadação, o futuro prefeito terá à disposição um orçamento de R$ 1.837.493 bilhão no próximo ano.

O valor representa crescimento de 6,18% em relação à previsão orçamentária deste ano de R$ 1.730.600 bilhão. A prefeitura não informou até a manhã desta segunda-feira (1) de que forma o valor será gasto e não quis divulgar a previsão. A proposta ainda será votada na Câmara. Para efeito de comparação, Campinas tem orçamento 2013 previsto em R$ 3,7 bilhões e Arapeí, a menor cidade do Vale do Paraíba, tem orçamento previsto de R$ 14,8 milhões.

G1 (Vnews)

GACC da cidade tem campanha para arrecadar verbas

O Gacc (Grupo de Assistência à Criança com Câncer) lançou na última quinta-feira a campanha “Delete o Câncer”. O objetivo é arrecadar recursos para a manutenção dos atendimentos realizados no hospital CTFM (Centro de Tratamento Fabiana Macedo de Morais), mantido pela organização.

Por meio do site oficial (www.gacc.com.br/deleteocancer), as pessoas podem doar valores a partir de R$ 20. A campanha do Gacc será desenvolvida até o mês de dezembro.  “Nós temos um déficit mensal, já que o SUS (Sistema Único de Saúde) só cobre 30% das nossas despesas mensais”, afirmou Rosemary Sanz, presidente do Gacc. Ainda que tenhamos recentemente recebido um aporte da Secretária de Estado da Saúde, temos que captar, em média, 50% dos nossos gastos”, disse.

São atendidas crianças e jovens das 39 cidades do Vale. E 85% dos atendimentos são do SUS.  “Cada criança no leito da UTI (unidade de terapia intensiva) custa R$ 1.700 por dia. O SUS repassa apenas R$ 508. O restante vem de doações”, disse Rosemary.  Atualmente há 530 crianças em tratamento.

O Vale

Verba é liberada para obras de contorno na Tamoios

O governo estadual vai usar R$ 1,93 bilhão de um pacote de investimentos de R$ 11,9 bilhões para a construção dos contornos sul e norte, entre Caraguatatuba e São Sebastião, da obra de duplicação da Rodovia dos Tamoios.
O recurso virá de financiamentos com organismos de crédito, como BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

Anunciado ontem pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), o pacote de investimentos foi assinado com o governo federal por meio do PAF (Programa de Ajuste Fiscal), aumentando o limite de endividamento paulista. “É emprego na veia”, disse Alckmin, ressaltando a importância dos investimentos para a geração de vagas no Estado.

Segundo ele, a garantia dos recursos permite ao governo estadual acelerar os projetos para a conclusão dos contornos do Litoral Norte, que terão 38 quilômetros de extensão ligando Ubatuba a São Sebastião sem a necessidade de entrar no tráfego urbano. “Com as obras do trecho de planalto da Tamoios indo muito bem, os contornos garantirão mais uma etapa dessa obra que vai aumentar a fluidez do tráfego entre o Litoral e o Vale”, disse o governador.

Orçada em R$ 1,6 bilhão, a construção do contorno sul, entre Caraguá e São Sebastião, foi aprovada anteontem pelo Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente). A obra terá 31 quilômetros de extensão, sendo cinco deles por meio de túneis pela Serra do Mar, e obrigará a desapropriação de 1.200 imóveis. A meta do governo é iniciar a construção em abril de 2013. Já o contorno norte, com 7 km e custo de R$ 336 milhões, está em análise pela Cetesb.

O Vale

Governo disponibiliza verbas para obras na Jorge Zarur

A Prefeitura de São José dos Campos irá recuperar o pavimento e restaurar o entorno da Avenida Jorge Zarur, que fica ao lado do Córrego do Vidoca. A obra deve começar no prazo de um mês. A previsão é de que o serviço esteja concluído até o fim do ano.

Serão gastos cerca de R$ 4,2 milhões. O edital foi publicado na última quarta-feira e a escolha da empresa será feita no dia 12 de setembro. O pavimento da Avenida Jorge Zarur será restaurado desde o trecho próximo ao Shopping Colinas até o Anel Viário. A via também ganhará faixa extra.

O asfalto será recapeado numa área de 20.832 metros quadrados, com custo estimado de R$ 1,5 milhão. A recuperação do talude (parede lateral da pista), grama e serviços de drenagem deve consumir R$ 2,3 milhões. “A obra envolve uma série de melhorias, como a faixa extra. A intenção é melhorar o fluxo no local”, disse o secretário de Transportes, Anderson Farias Ferreira.

Na opinião de motoristas, a obra deveria ser estendida a outros pontos. “O asfalto está ruim em alguns pontos e bom em outros. Acho que deveriam fazer a recuperação desde a Via Norte”, afirmou o vendedor, Francisco Maia, 55 anos.

O Vale

Transporte Público recebe verba para melhorias

A Prefeitura de São José dos Campos vai contratar a empresa Maciel Auditores e Consultores, de Porto Alegre (RS), para auditar todo o sistema de transporte coletivo da cidade. Ela receberá R$ 147,9 mil para levantar, em quatro meses, todos os indicadores de desempenho das três empresas que operam o sistema desde a licitação, iniciada em 2008 Saens Peña, Expresso Maringá e CS Brasil, subsidiária da Julio Simões.

É a segunda vez que a prefeitura investiga o transporte coletivo desde que licitou o primeiro lote, há quatro anos, após mais de duas décadas sem concorrência pública no setor. Em maio deste ano, o Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento) de São José divulgou uma pesquisa de origem e destino no transporte da cidade, para a qual foram entrevistadas 4.000 pessoas.

O estudo mostrou que o transporte coletivo responde por fatia de 25% do total de 1,2 milhão de deslocamentos feitos na cidade diariamente. Desta vez, a Secretaria de Transportes quer avaliar o funcionamento do sistema por dentro, averiguando como as empresas estão operando e se enquadrando às regras contratuais.

“A auditoria terá quatro meses para levantar dados analíticos sobre a operação do sistema, que servirão à secretaria para cobrar melhorias no serviço”, disse Ronaldo Gonçalves, diretor do Departamento de Transportes Públicos.

O contrato com a Maciel Auditores e Consultores deve ser assinado até o começo de agosto. Segundo um dos proprietários da empresa, Roger Maciel de Oliveira, trabalho semelhante foi feito pela auditora em cidades como Rio de Janeiro, Blumenau e São José, na grande Florianópolis.

“Só podemos comentar detalhes do serviço depois de assinado o contrato”, disse ele. Em São José dos Campos, a auditoria será dividida por parâmetros. No operacional, a avaliação compreende demanda por tipo de passageiros transportados (pagantes, estudantes e gratuitos) e por valor da tarifa praticada.

Também serão verificadas a receita direta arrecada pelo Consórcio 123, que reúne as três operadoras, e a frota em operação e viagens realizadas. A auditoria contempla ainda a avaliação dos custos operacionais do sistema, manutenção geral do serviço e até a parte administrativa das empresas e de como elas fornecem informações à prefeitura.

“Diferente da pesquisa de origem e destino, cujos resultados nos servem para mudar linhas, a auditoria será a primeira avaliação profunda do funcionamento de todo o sistema”, explicou Gonçalves. Nas ruas, usuários ainda reclamam da qualidade do transporte, embora admitam que o serviço melhorou depois de 2008. “Falta ônibus e mais horários em algumas regiões, como sul, leste e até central”, disse a analista de suporte técnico Silvia Santos, 46 anos.

O Vale

Cidade disputa verba para obras e investimentos de melhorias

Duas cidades da Região Metropolitana do Vale do Paraíba, São José dos Campos e Taubaté, foram selecionadas pelo governo federal para o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Mobilidade Médias Cidades. O PAC da Mobilidade foi lançado ontem pela presidente Dilma Russeff (PT) em Brasília e prevê investimentos de R$ 7 bilhões para obras e projetos destinados à melhoria da infraestrutura do transporte urbano de massa em todo o país.

A inscrição dos municípios ao PAC da Mobilidade, por meio de uma Carta Consulta ao Ministério das Cidades, deve ser feita até o final do mês que vem. Posteriormente, as prefeituras deverão apresentar projeto detalhado dos projetos, com estimativa de custos para a fase de seleção dos empreendimentos.

A Secretaria de Transportes de São José dos Campos planeja apresentar duas propostas, informou ontem o secretário Anderson Farias Ferreira. A primeira contempla a implantação de faixas exclusivas para ônibus nos principais corredores de transporte para dar maior fluidez aos coletivos.

O projeto dos corredores exclusivos na região central está em fase final de elaboração na pasta, que também prepara sistema similiar para as zonas leste e sul. Entre os corredores contemplados estão as avenidas São José, Madre Tereza, São João, Adhemar de Barros, Francisco José Longo e João Guilhermino.

As faixas exclusivas serão utilizadas somente durante os horários de pico do transporte de massa. “Para a implantação das faixas, haverá necessidade de pequenas obras e adequações nos corredores”, disse Anderson.

Outra proposta contempla a instalação de estações de pré-embarque nos pontos de maior movimento de usuários do sistema de transporte. As estações terão equipamentos do sistema de bilhetagem eletrônica que possibilita ao usuário pagar a passagem no ponto para facilitar o ingresso nos ônibus.

“O passageiro não precisará entrar no ônibus pela frente. Esse sistema também funcionará somente nos horários de pico para facilitar o embarque”, disse o secretário. Em Taubaté, a prefeitura vai definir seus projetos nas próximas semanas, informou Jacir Cunha, assessor para assuntos políticos do governo. “Os projetos serão definidos pelas áreas de Planejamento, Desenvolvimento e Trânsito”, afirmou Cunha, que participou do evento em Brasília.

O Vale

Instituto da cidade é o segundo mais rico do País

São José acaba de alcançar um novo destaque no cenário nacional de riquezas. Dono de um patrimônio de R$ 1.560 bilhão, o Instituto de Previdência do Servidor Municipal é hoje o segundo mais rico do país, entre as instituições municipais. O montante que deve chegar aos R$ 2 bilhões em dezembro, representa um aumento de 290% em sete anos, e fica atrás somente dos ativos financeiros do Instituto de Previdência do Rio de Janeiro que recebe dinheiro de royalties.

O caixa invejável do instituto mostra que em meio a polêmica atual que envolve a aposentadoria no país, o benefício integral dos servidores da Prefeitura de São José está garantido pelos próximos 15 anos. “Dois fatores são a principal causa. O primeiro, é a pontualidade dos repasses da prefeitura. O segundo é a nossa gestão conservadora. Só fazemos investimentos seguros”, disse Oilze dos Santos Filho, superintendente do IPSM desde 2005 quando o instituto tinha um patrimônio de R$ 400 milhões.

A grande maioria dos recursos do instituto está investido em títulos de governo em seis dos principais bancos do país, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, HSBC, Bradesco, Itaú e Santander. O IPSM possui ainda dois imóveis que estão alugados o prédio do Extra, na avenida Nélson D’Ávila (com valor estimado em R$ 29 milhões) e o prédio comercial Esperança, na mesa via, de R$ 3,2 milhões.

Tanta riqueza deu ao instituto o título de melhor do país entre os municípios de médio porte que foi o tema de uma revista do governo federal elaborada em maio pelo Ministério da Previdência Social. “A gestão e transparência dos recursos do instituto de São José são a causa dele ter apresentado um resultado positivo nos últimos anos”, afirmou o secretário de Políticas de Previdência Social do Ministério da Previdência Social, Leonardo Rolim a O VALE.

Apesar do patrimônio invejável, o IPSM opera no ‘vermelho’ e precisa receber todos os meses uma ‘injeção’ financeira da prefeitura entre R$ 1,8 a R$ 2 milhões. Hoje, o instituto recebe cerca de R$ 3,3 milhões dos servidores ativos (que são cerca de oito mil funcionários), e paga mais de R$ 5 milhões para aposentados, pensionistas e benefícios, como licença maternidade, para 2.950 servidores.

A instabilidade no caixa acontece porque os servidores ativos contribuem com 11% do salário e a prefeitura mais 22%, enquanto os aposentadores recebem aposentadoria equivalente ao salário integral que recebia quando trabalhava.

O ISPM se nega a mexer no patrimônio, que está congelado pelos próximos 15 anos. O economista Roberto Koga, de São José, defende mudanças. “É preciso estabelecer um teto para aposentadoria nos mesmos moldes que foi feito com os servidores federais”.

O Vale