Cidade terá instalação de Centro de Pesquisa da Boeing

A gigante da indústria aeronáutica e espacial norte-americana Boeing anunciou ontem que implantará seu Centro Brasileiro de Pesquisa e Tecnologia no Parque Tecnológico de São José. Inicialmente, a Boeing vai ocupar uma área de 400 metros quadrados no núcleo do Parque Tecnológico, mas a empresa tenciona comprar uma área no entorno do núcleo para a expansão do novo Centro de Pesquisa e Tecnologia no Brasil.

A previsão é que o novo polo de pesquisas seja inaugurado em novembro deste ano, segundo informou a assessoria da empresa. O valor do investimento não foi divulgado. O anúncio ocorreu na LAAD (Feira Latino-Americana de Defesa e Segurança), aberta ontem, no Riocentro, no Rio de Janeiro.

O centro será composto por até 12 pesquisadores e cientistas da Boeing que vão investigar e desenvolver projetos de tecnologia aeroespacial com instituições de tecnologia do governo brasileiro, incluindo o DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial) e o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) bem como empresas brasileiras como a Embraer.

O Centro de Pesquisa e Tecnologia da Boeing Brasil servirá como ponto central de colaboração da empresa com universidades de todo o Brasil, incluindo a Universidade de São Paulo e a Universidade Federal de Minas Gerais. “O ambiente inovador do Parque Tecnológico de São José dos Campos, a proximidade com instituições de pesquisa parceiras e o apoio municipal tornam o local ideal para o trabalho de pesquisa e tecnologia da Boeing no Brasil”, disse Al Bryant, vice-presidente da Boeing Pesquisa e Tecnologia Brasil.

“Estamos muito animados em dar esse próximo passo no fortalecimento do nosso relacionamento com a comunidade brasileira de pesquisa e desenvolvimento para desenvolver tecnologia para o mundo”, acrescentou Donna Hrinak, presidente da Boeing Brasil. Presente ao evento, o prefeito de São José, Carlinhos Almeida (PT), disse que “como uma cidade que busca estar na vanguarda da inovação para o Brasil, é fundamental que estabeleçamos parcerias com empresas como a Boeing, que desenvolvem tecnologia para uso global”.

Sendo o sexto centro de pesquisa avançada da Boeing fora dos Estados Unidos, o Centro de Pesquisa e Tecnologia da Boeing Brasil concentrará seu trabalho em biocombustíveis sustentáveis para aviação, gestão avançada de tráfego aéreo, metais e biomateriais avançados e tecnologias de suporte e de serviços. A companhia já possui parceria com a Embraer em pesquisas de combustível limpo.

O Vale

Publicado em: 10/04/2013

Associação do GACC reivindica mais verbas do Estado

A presidente do GACC (Grupo de Assistência à Criança com Câncer), Rosemary Sanz, entidade com sede em São José mas que atende toda a região, se reúne no dia 1º de abril com o secretário de Estado da Saúde, Giovanni Guido Cerri, para reivindicar um aumento de 70% no repasse mensal do governo.

O encontro foi articulado pelo deputado Padre Afonso Lobato (PV), que faz parte da Frente Parlamentar em Defesa da Região Metropolitana do Vale do Paraíba. Por mês, o repasse estadual ao GACC é de R$ 275 mil. O valor não muda desde 2009 e, segundo Rosemary, é insuficiente para cobrir os gastos da entidade, que atende mais de 500 pacientes e acumula déficit mensal de R$ 200 mil.

“O governo tem que se sensibilizar tanto quanto a sociedade”, disse ela, mencionando as ações que surgiram após campanha lançada pelo jornal O VALE em prol do GACC. Uma delas é da PIB (Primeira Igreja Batista) de São José, que “abraçou” a instituição. Fabrício Correia, apresentador de um programa da PIB, vai lançar um livro infantil ilustrado por Maurício de Sousa. Toda a venda da obra será revertida ao GACC.

O Vale

Publicado em: 25/03/2013

Custo de Vida está se tornando um desafio para moradores

É mais caro viver em São José do que em São Paulo e outras capitais. Moradores da maior cidade do Vale pagam mais caro pelo táxi, pelo transporte público e para comer fora. Em uma média estimada junto a entidades dos setores, de São José e capitais, pode-se dizer que o joseense gasta como um morador de uma grande metrópole.

É ‘chique’ andar de táxi pela cidade, que tem a bandeirada mais cara R$ 4,50 comparada com outras quatro grandes capitais: São Paulo (R$ 4,10), Porto Alegre (RS) e Belo Horizonte (MG) R$ 3,90 cada uma e Salvador (BA) a R$ 3,75, e com Campinas (R$ 4,40).

Segundo Carlos Moura, presidente do Sindicato dos Taxistas, está sendo implantado um sistema que vai funcionar via internet, que deve facilitar a vida do cliente. “Procuramos sempre modernizar o produto oferecido para buscar novos clientes e satisfazê-los. Dessa forma, vale a pena pagar o preço”, afirmou.

De acordo com Moura, esse valor, que não é reajustado há dois anos, deve subir no segundo semestre. Ainda na lista dos mais caros, o usuário de transporte coletivo na cidade está tendo que desembolsar 17,86% a mais desde 11 de fevereiro, quando o valor foi reajustado para R$ 3,30. Essa é a passagem de ônibus mais cara do Brasil, ao lado de Campinas, Osasco, Santo André e São Bernardo.

O VALE fez uma comparação. Se você estiver acompanhado de mais três pessoas e precisar percorrer um caminho equivalente do Jardim Paulista até o centro de São José, vale a pena chamar um táxi. Quatro passagens de ônibus: R$ 13,20. Táxi: R$ 9, dividido por quatro: R$ 2,25 para cada um.

Em 2012, pesquisa da Assert (Associação das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio para o Trabalhador) apontou São José como a segunda cidade mais cara do país para comer fora, em média, R$ 26,34 a refeição completa. Segundo Arthur Almeida, presidente da Assert, um novo estudo, que será divulgado ainda este mês, deve mostrar aumento em torno de 10% na alimentação.

Para Joelma Barros, funcionária pública, 44 anos, São José é uma cidade para todos os gostos e bolsos. “Sempre encontro o que quero. Não preciso sair daqui.” Para o economista Luiz Carlos Laureano, do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), da Unitau, a característica industrial gera melhores salários, impulsiona o consumo e alavanca os preços.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 04/03/2013

Prefeitura precisa de verba para manter Monitores

O programa Academia ao Ar Livre, mantido pela Secretaria de Esportes de São José dos Campos, corre risco de ser revisto por falta de recursos financeiros para a manutenção dos monitores que auxiliam os frequentadores do espaço.

O secretário municipal de Esportes, João Bosco da Silva, informou em nota que os recursos financeiros disponíveis são suficientes para a manutenção das academias só até agosto deste ano. “A atividades seguem normalmente até agosto. A Secretaria de Esportes e Lazer procura alternativas para não permitir que estes e todos os demais programas desta pasta fiquem descobertos”, afirmou.

João Bosco, no entanto, não detalhou as “alternativas” que estão sendo analisadas pela pasta. A Secretaria da Fazenda identificou que faltam R$ 2,033 milhões no orçamento deste ano para cobrir o pagamento dos 220 educadores físicos que trabalham nas 100 academias.

Elas foram implantadas na gestão do ex-prefeito Eduardo Cury (PSDB). Uma das alternativas é remanejar verba, mas, por enquanto, nada está definido. O secretário de Esportes garantiu ontem que a intenção do governo é manter o projeto. Segundo avaliação do secretário, o programa é muito importante para a cidade e é prioridade do atual governo mantê-lo. “As pessoas continuarão a ser atendidas e não haverá demissões”, informou.

Outro programa que corre risco é o convênio firmado pela gestão anterior com a FVE (Fundação Valeparaibana de Ensino), por meio da Universidade do Vale do Paraíba, mantida pela entidade, para “desenvolvimento do desporto e lazer em centros poliesportivos e unidades associadas da prefeitura”.

De acordo com a secretaria, a parceria termina no dia 31 de agosto deste ano. A assessoria da pasta informu que o convênio será “honrada pela atual administração, muito embora o governo anterior não tenha feito qualquer previsão orçamentária para os meses de setembro a dezembro deste ano”. O valor é de R$ 3,5 milhões.

O ex-secretário da Fazenda José Liberato Júnior afirmou ontem que o prefeito Carlinhos Almeida (PT) assumiu o governo com um superávit financeiro de R$ 120 milhões, além de dispor de mais R$ 90 milhões em ações. “O governo Eduardo Cury deixou recursos financeiros para pagar todos os compromissos que venceriam até o dia 31 de dezembro. Agora, cabe ao novo governo fazer gestão das receitas futuras. Nos últimos 16 anos, foram muito os superávits alcançados”.

O Vale

Publicado em: 27/02/2013

Prefeitura cobre rombo que empresa de ônibus deixou

Para implantar o novo modelo de transporte coletivo de São José dos Campos, o ex-prefeito Eduardo Cury (PSDB) teve que cobrir um rombo de cerca de R$ 15,9 milhões deixado pela Viação São Bento, que operou o transporte público da cidade por mais de 25 anos.

Antes de sofrer intervenção judicial, a Viação São Bento comercializou até junho de 2008, créditos eletrônicos e bilhetes de papel aos usuários. No entanto, na prática foram as empresas CS Brasil e Expresso Maringá, além de motoristas do transporte Alternativo e Escolar que transportaram os passageiros que adquiriram o crédito da São Bento.

E para evitar prejuízo ao sistema e às operadoras, a administração anterior pagou a conta e entrou com uma ação na Justiça pedindo o ressarcimento da São Bento aos cofres públicos. O processo ainda corre na Justiça. Para pagar o rombo no sistema, o governo anterior usou recursos de três fontes: da Fazenda, da rúbrica de multas e do Fundo Municipal de Transportes onde foram depositados recursos da outorga onerosa valor pago pelas empresas de ônibus para exploração do serviço de transporte coletivo na cidade. Só do fundo, saíram R$ 7,9 milhões. Esses recursos que reforçaram os caixas das empresas poderiam ter sido utilizados em obras viárias, recapeamentos, sinalização e novos pontos de ônibus.

Dados da secretaria de Transportes apontam que a operadora Expresso Maringá recebeu R$ 8,1 milhões e a CS Brasil, R$ 7,4 milhões. O Simpro (Sindicato dos Motoristas de Transporte Alternativo) recebeu R$ 271 mil e operadores do Transporte Escola, R$ 37,7 mil.

Procurada por O VALE, a Avetep (Associação das Empresas de Transporte do Vale do Paraíba), que representa as empresas operadoras do sistema de transporte em São José, não quis comentar o caso. O secretário de Transportes de São José, Wagner Balieiro (PT) criticou o modelo de transição do sistema de transporte público que não estabeleceu regras claras para que a antiga operadora Viação São Bento arcasse com o rombo das novas empresas.

Além dos R$ 15,9 milhões já desembolsados dos cofres públicos, entre 2008 e 2009, as contas deixadas pela São Bento não param de chegar. As atuais operadoras cobram mais R$ 350 mil da prefeitura pelo atendimento de usuários que pagaram a viagem com créditos adquiridos na São Bento entre 2011 e 2012. Em janeiro desse ano, R$ 4.000 foram somados a dívida.

“Estamos esperando um posicionamento jurídico. Não vou tomar iniciativa de pagar sem embasamento jurídico e com a garantia de que esse dinheiro será devolvido à população. O caminho para recuperar judicialmente é difícil”, disse Wagner Balieiro. Ele criticou o pagamento dos passivos anteriores sem prévia consulta à população e a Câmara. “Quando esse pagamento aconteceu ele deveria ter sido feito de forma transparente e passado pela Câmara. A população tinha o direito de saber”, disse.

O ex-secretário de Transportes de São José, Anderson Farias Ferreira reconheceu o pagamento do passivo deixado pela São Bento. “Fizemos a cobertura de créditos vendidos pela São Bento após uma auditoria realizada, mas existe um processo de cobrança na Justiça”.

Ele afirmou que o novo sistema prevê, que no caso de nova transição, o consórcio das três empresas se responsabilize pelo pagamento dos créditos vendidos anteriormente. “Hoje o dinheiro vai para um conta do consórcio, mas a empresa só recebe depois que o passageiro passa pela catraca”, disse.

O Vale

Publicado em: 18/02/2013

Prefeito requer verba extra para o munícipio com o Governo

O prefeito de São José, Carlinhos Almeida (PT), vai colocar à prova a partir desta semana seu bom relacionamento com o governo Dilma Rousseff (PT) em busca de parcerias com o governo federal e verbas extras para o município.

Amanhã, Carlinhos se reúne com dois ministros para discutir investimentos nas áreas de Esportes e Turismo. O primeiro encontro será com o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo (PCdoB) que estará em São José para conhecer e vistoriar o estádio Martins Pereira, que consta na lista da Fifa como possível subsede da Copa de 2014.

Durante a visita, o prefeito e o secretário de Esportes, João Bosco da Silva (PCdoB), irão pedir recursos para a reforma e modernização do estádio. No mesmo dia, Carlinhos vai a São Paulo se reunir com a ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT), em busca de verbas para o restauro de prédios históricos da cidade. A reunião está agendada para às 19h.

Na lista de pedidos, verbas para o restauro das estações ferroviárias, da casa da família Olivo Gomes no Parque da Cidade, em Santana, do cine teatro Benedito Alves e do Parque Vicentina Aranha. A aproximação com os ministros da presidente Dilma faz parte da força-tarefa do petista em busca de recursos federais. Carlinhos determinou à sua equipe de primeiro escalão o levantamento do potencial de cada pasta em formatar projetos que possam ser feitos com o governo federal para a ampliar a captação de recursos do município.

“O governo federal e o estadual liberam recursos mediante a apresentação de projetos, então eu já orientei toda a minha equipe a apresentar projetos”, disse Carlinhos Almeida. Carlinhos também afirmou que trabalha na formatação de um grupo de gestores intersecretarias para cuidar da elaboração de projetos e da relação com o governo federal e com o governo do Estado.

“O prefeito nos orientou a não nos limitar ao nosso estreito orçamento. Se não há recurso, nós devemos procurar parcerias”, disse o secretário de Esportes, João Bosco da Silva, que intermediou o contato com o ministro dos Esportes.

“Nós solicitamos uma audiência para discutir investimentos para a Copa do Mundo, mas ele preferiu visitar São José. Vai passar no gabinete do prefeito e depois visitar o estádio Martins Pereira. Nós queremos que São José tenha um centro de treinamento de seleções dentro dos padrões da Fifa”, disse Bosco. Bosco quer recursos federais para remodelar o estádio.

O secretário de Transportes, Wagner Balieiro (PT), também já iniciou tratativas com o governo federal em busca de recursos. Segundo ele, é preciso criar uma sintonia com o governo federal para identificar novos convênios.

“Estamos conversando com o governo federal em várias áreas. Temos que acompanhar a abertura de convênios e inscrever projetos para a cidade. Toda vez que aparecer uma oportunidade de convênio ou para receber recursos, temos de ter projetos prontos”, disse Balieiro.

Segundo ele, outra forma de buscar recursos para a área da mobilidade são as contrapartidas viárias de novos empreendimentos. Uma das propostas petistas, a criação da via leste/sul, pode ter parte do seu traçado financiado por meio de contrapartida de empreendimentos que irão sair na região.

O Vale

Publicado em: 21/01/2013

No ranking de exportação, Embraer sobe de nível

A Embraer, de São José dos Campos, subiu uma posição no ranking das empresas brasileiras que mais exportaram no ano passado. A fabricante passou da quinta para a quarta colocação. De janeiro a dezembro do ano passado, a Embraer exportou US$ 4,95 bilhões contra US$ 4,2 bilhões de 2011, uma alta de 17%. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

A companhia ficou atrás apenas da Vale, Petrobras e Bunge Alimentos. Porém, entre as quatro primeiras, foi a única que apresentou crescimento. Considerando apenas empresas do Estado, a Embraer manteve a liderança em 2012, com mais que o dobro do volume exportado sobre a segunda colocada, a Petrobras.

A notícia da alta contrasta com o balanço divulgado pela Embraer nesta semana. Em 2012, a empresa entregou 205 jatos, praticamente o mesmo número do ano anterior (204). Segundo o diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Almir Fernandes, pelo fato de a Embraer ter produtos de alto valor, “um ou dois aviões vendidos fazem uma grande diferença”. “Pode ser também que a Embraer vendeu um avião mais caro. Pode ter vendido o mesmo número de aviões, mas não do mesmo tipo”, afirmou.

Outras indústrias da região que estiveram bem posicionadas no ranking são as montadoras Volkswagen, General Motors e Ford. O ministério chegou a divulgar anteontem o ranking com os municípios que mais exportaram. Porém, após constatar erros, as informações foram retiradas do site. São José aparecia como a quinta cidade que mais exportou, com 6,3 bilhões. 8,9% a mais que em 2011. O município estava atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Angra dos Reis (RJ) e Parauapebas (PA). Os dados serão revistos.

O Vale

Publicado em: 17/01/2013

Industrias da cidade exportam mais de R$ 6 milhões

As indústrias de São José dos Campos exportaram, no ano passado, um total de US$ 6,3 bilhões e colocaram o município na posição de quinto maior exportador do país. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (15) pelo Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio Exterior. É o melhor desempenho nos últimos quatro anos e 8,9% acima do valor das vendas no mercado internacional em 2011.

De acordo com o levantamento, as exportações registradas no município em dezembro passado somaram US$ 744.444.136 – esse total é 8,8% a mais que o apurado em novembro e o mais expressivo de todo o ano. A balança comercial também foi positiva, com saldo final da ordem de 506 milhões – no ano, o saldo foi de US$ 2,68 bilhões.

Aviões, peças e equipamentos aeronáuticos, automóveis e eletrônicos foram os produtos com maior expressão no total das exportações de São José dos Campos. No ranking dos maiores exportadores, o município foi superado somente por São Paulo e Rio de janeiro e pelas regiões portuárias de Angra dos Reis (RJ) e Parauapebas (PA).

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 16/01/2013

Cidade pode perder verba se não desocupar o Banhado

As famílias que vivem na área do Banhado, região central de São José dos Campos, terão um ano decisivo em 2013. A cidade recebeu R$ 10 milhões por uma compensação ambiental da Refinaria Henrique Lage (Revap) para implantação do Parque do Banhado, mas a quantia só será liberada se o município cumprir todas as exigências da lei. E uma delas é desocupar o local, que atualmente é habitada por cerca de 185 famílias.

A área de cinco milhões de metros quadrados é um dos cartões postais da cidade. O terreno de várzea que protege o Rio Paraíba do Sul abriga mais de 50 espécies de animais e ajuda a renovar o ar da cidade. Desde a década de 1990, a área era de proteção ambiental.

Em 2012, uma parte do espaço, um milhão e meio de metros quadrados, se transformou em uma unidade de conservação de proteção integral. “O que pode ser desenvolvido dentro de uma unidade de conservação de proteção integral é pesquisa científica, é visitação para fim de educação ambiental, contemplação da natureza e preservação”, disse o secretário de Meio Ambiente da cidade, André Miragaia.

A mudança aconteceu para que a cidade possa ser beneficiada com recursos de compensações ambientais. Até então, esses valores eram encaminhados a áreas vizinhas como a Serra da Mantiqueira e o Parque Estadual da Serra do Mar.

Mas o problema que trava o recebimento da verba se dá, porque uma unidade de conservação de proteção integral não pode ser ocupada. A prefeitura já retirou 115 das 300 famílias que viviam no local. “A Secretaria da Habitação começou a transferência com aqueles que demonstraram interesse em sair da área. As outras pessoas ainda estão sendo contatadas. Existem muitos casos que podem ser indenizados e existem outros casos que não dá para serem indenizados, que você tem que transferir para os programas habitacionais da prefeitura”, explicou Miragaia.

A prefeitura tem o prazo até dezembro do ano que vem para tomar posse da área. Do contrário, perde o dinheiro. A decisão de uma possível desocupação vai ficar nas mãos do novo prefeito, Carlinhos Almeida (PT).

Essas áreas foram ocupadas há 50 anos. Alguns moradores dizem que não querem sair. “Eu já resido aqui há mais de 50 anos e tem uns moradores aqui também, uns que tem criação de gado, tem o seu tanque de peixe, outros têm sua plantação de hortaliças. Então, se nós mudarmos daqui vai ficar muito difícil para nós”, afirmou o líder comunitário, Davi Moraes.

Plano de reassentamento
Segundo a Secretaria de Habitação de São José dos Campos, as famílias que vivem no Banhado farão parte de um plano de reassentamento, que está sendo elaborado em conjunto com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Esse plano é previsto para o ano que vem e a ideia é que ele seja discutido com os moradores, mas ainda não há prazo nem local definido para o assentamento das famílias.

Além do Parque do Banhado, São José tem uma segunda unidade de conservação de proteção integral. É o Parque Natural Augusto Ruschi, o antigo Horto Florestal. Essas duas unidades podem receber verbas de compensação ambiental de empresas.

G1 (Vnews)

Publicado em: 20/11/2012

Temporada Natalina gera comércio paralelo na cidade

Quando chega a época do Natal, não é só Papai Noel e as lojas que faturam. Dezenas de negócios aproveitam o clima de festas para aumentar os lucros. De táxis a buffets, as oportunidades aparecem em áreas variadas na região. Enquanto o comércio de rua e os shoppings estendem o horário e investem milhões em decoração para chamar a atenção do cliente, as empresas trabalham paralelamente e ganham até o dobro, comparado com outros meses do ano.

Um exemplo acontece em São José. Há 24 anos no ramo de buffet, a empresária Wânia Macedo de Alvarenga, disse que os pedidos de festas aumentam 100% em novembro e dezembro. “Minha agenda está lotada. É nessa hora que tiramos nosso décimo terceiro salário”, afirmou. De acordo com Wânia, as confraternizações de empresas lideram a lista da demanda de buffet. “A maioria é festa para grupos de 30 a 80 pessoas. E a maioria também quer churrasco. Essa época é bastante rentável para nós”, afirmou.

Com sacolas pesadas e cansados de caminhar atrás de presentes, os passageiros optam por andar mais de táxi nessa época do ano. O número de clientes cresce até 40% em Taubaté. “Com o pagamento do décimo terceiro salário, as pessoas utilizam mais os táxis. E tudo ajuda. O comércio fica aberto até mais tarde, trabalhamos mais, mas ganhamos mais também”, disse o diretor do Sindicato de Taxistas de Taubaté, Paulo Henrique Rodrigues Alves.

De acordo com ele, o número de passageiros acompanha o movimento no comércio. “É muito bom. Chego a fazer 40 viagens por dia”, afirmou Alves. Em São José, os taxistas chegam a fazer cerca de 20 viagens por dia, um aumento de 20%, comparado aos demais meses do ano.

“A expectativa para esse ano é muito boa. O táxi está sendo uma boa opção e estamos rodando bastante”, disse o presidente do Sindicato dos Taxistas de São José, Carlos de Moura. Vale lembrar que em dezembro os taxistas trabalham com bandeira 2 durante 24 horas. Segundo Moura, essa iniciativa acontece há vários anos para garantir o décimo terceiro salário dos taxistas do país.

Outro setor que trabalha dobrado e vendo 30% a mais nos dois últimos meses do ano é o de agência de turismo. As viagens de lazer para o fim do ano e início de janeiro são as mais procuradas. “Acabo trabalhando bem mais, mas no fim vale a pena. Vendo 100 viagens a mais. É uma loucura, as pessoas querem fechar logo para se resguardarem e não ficarem sem data. É uma data especial para nós. O movimento é excelente”, disse a turismóloga da Flytour, Verônica da Costa Secol, de 29 anos.

O Vale

Publicado em: 12/11/2012