Mudança na direção do centro do CTA ocorre em meio ao corte de verbas

Em meio ao corte de verbas do Ministério da Defesa, anunciado pelo governo federal na semana passada, o DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), em São José, terá a troca de comando hoje, em solenidade às 10h. Em cerimônia militar, o tenente-brigadeiro do ar Gerson Nogueira Machado de Oliveira, 58 anos, assume o comando do DCTA das mãos do atual diretor-geral, o tenente-brigadeiro do ar Ailton dos Santos Pohlmann. A FAB (Força Aérea Brasileira) não informou qual será o destino de Pohlmann após deixar o comando. Paulista de Araraquara, Oliveira completará, em 2014, quatro décadas de trabalho na FAB. O último cargo dele foi o de vice-chefe do Estado-Maior da Aeronáutica. Ele também chefiou o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro.

Em São José, o desafio do novo diretor será resolver a ameaça de falta de funcionários no DCTA. O corte de R$ 919,4 milhões do Ministério da Defesa, segundo o Sindct (Sindicato Nacional dos Servidores Públicos Federais na Área de Ciência e Tecnologia do Setor Aeroespacial), ameaçará preenchimento de 880 cargos criados para repor pessoal no DCTA. “Os cargos foram autorizados pelo governo. A preocupação é se esse contingenciamento não poderá atrasar os concursos públicos. A falta de pessoal é grave no DCTA e pode ameaçar projetos importantes”, disse Ivanil Belisário, presidente do Sindct. Com o currículo recheado de cursos e experiências operacionais, Oliveira tem 14 condecorações nacionais e 1 estrangeira. Agora, o desafio dele será evitar a perda de projetos no DCTA.

Novo Acesso do Aeroporto tem custo de R$20 Milhões

A construção da nova Avenida de ligação entre a Rodovia dos Tamoios e o Aeroporto de São José dos Campos vai custar cerca de R$ 20 milhões. A obra licitada pelo governo do Estado em R$ 9,9 milhões vai requerer o dobro de investimentos com as desapropriações que serão feitas pela Prefeitura de São José dos Campos. A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Transportes informou ontem que serão gastos R$ 10 milhões com as desapropriações de 76 mil metros quadrados de área. A prefeitura publicou anteontem no Boletim Oficial do Município a desapropriação de 20 mil metros quadrados de área na região do Putim e hoje deve publicar o restante dos decretos de desapropriações.

Segundo a assessoria de imprensa da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) empresa responsável pelo projeto a previsão do início das obras é no final do mês que vem, com previsão de conclusão em 15 meses até dezembro de 2014. A empresa vencedora da licitação foi a Construtural Engenharia e Construções, que está com o contrato assinado com a Dersa desde dezembro último para realizar a obras, mas para que seja dada a ordem de serviço é necessária a conclusão das desapropriações. A nova via de ligação da Tamoios com o aeroporto irá desafogar o trânsito da avenida dos Astronautas, que liga o Jardim da Granja (zona leste) ao centro. A obra também vai facilitar a circulação entre as regiões sul e sudeste.

Os moradores do Jardim da Granja dizem que há muito tempo esperam uma solução para resolver o problema de congestionamento na avenida dos Astronautas, principalmente das 16h às 18h, horário de saída dos funcionários da Embraer. “As clientes quando vem no salão fazem tudo correndo para sair daqui antes das 16h. Se passar desse horário, não conseguimos sair de casa”, disse a cabeleireira Ana Zilda Cândida, que mora na avenida dos Astronautas. Felipe Furlan, dono de uma veterinária no local, não acredita que a obra acabará com o congestionamento, mas acha que “vai aliviar um pouco”. Segundo ele, o fluxo de carros e ônibus é muito grande no final da tarde e acaba se formando um grande gargalo no sinal próximo ao Viaduto Bandeirantes. “Mas esta obra é importante porque quem mora na região sul pode sair da Embraer, pegar a nova avenida e já sair na rodovia dos Tamoios para acessar a outra região da cidade”, afirmou Furlan.

A nova via Tamoios-Aeroporto pode ter no futuro uma rotatória que permitiria a ligação da avenida João Rodolfo Casteli, no Putim, com os bairros Residencial São Francisco, Flamboyant, Jardim Uirá, Jardim da Granja e Vila Industrial, próximo à Itavema Veículos. Esse seria o traçado da via Cambuí, projeto já em estudo pela Secretaria de Transportes que, até o final do ano, deve realizar audiências públicas para efetuar a obra. A Tamoios-Aeroporto terá pista duplicada de 2,5 quilômetros a partir da estrada Velha de Paraibuna até a Embraer. A via terá 1,6 quilômetro de extensão, com duas faixas de rolamento em cada sentido, com calçadas para pedestres e ciclovia paralela. A prefeitura está desapropriando áreas na estrada Glaudiston Pereira de Oliveira e Ricardo Hausem, na região do Putim, para fazer a nova via. A avenida vai facilitar o acesso ao aeroporto, que será ampliado. O investimento na expansão será de R$ 16,6 milhões. Os canteiros de obras estão sendo montados e serviço deve durar 15 meses.

Nova Geração de Jatos será vendidos pela Embraer

A Embraer, de São José dos Campos, divulgou ontem que a sua unidade Embraer Aviação Comercial e a International Lease Finance Corporation (ILFC), líder global no mercado de leasing e revenda de jatos para companhias aéreas, assinaram um acordo final para a venda firme de 50 jatos E-Jets E2, sendo 25 E190-E2 e 25 E195-E2. O pedido firme tem um valor estimado de US$ 2,85 bilhões, a preço de lista. O contrato, anunciado como Carta de Intenções durante a feira aeroespacial Paris Air Show, em junho, também contempla opções para 25 E190-E2 e 25 E195-E2 adicionais, o que eleva o potencial do pedido para até 100 aviões da nova família de jatos da Embraer para a aviação comercial. A primeira entrega de um dos E-Jets E2 (o E190-E2) está prevista para o primeiro semestre de 2018. O E195-E2 está programado para entrar em serviço em 2019 e o E175-E2 em 2020.

Os três novos aviões (E175-E2, E190-E2, E195-E2) são designados “E2”, que significa uma mudança geracional em tecnologia que foi incorporada ao projeto. Cada um dos três aviões tem a versatilidade para uma gama de configurações de classe única ou multi-classe para atender às necessidades dos operadores. A cabine das aeronaves tem um novo conceito de design que oferecerá um padrão ainda melhor de conforto e uma experiência excepcional aos passageiros. Motores de última geração, em conjunto com novas asas aerodinamicamente avançadas, controles de voo totalmente fly-by-wire e avanços em outros sistemas resultarão em melhorias de dois dígitos no consumo de combustível, custos de manutenção, emissões e ruído externo.

O lançamento da nova família ocorreu na feira aeroespacial de Le Bourget, em Paris. Durante o salão, a Embraer anunciou a venda firme de 100 aeronaves E175-E2 para a aérea norte-americana SkyWest, que será um de seus clientes-lançadores. A empresa também tem mais 100 opções do mesmo modelo de aeronave. Marcos Barbieri, economista da Unicamp, destaca que o sucesso dos E-Jets da Embraer deve se repetir com a sua nova família. “Os jatos da Embraer para a aviação comercial fazem grande sucesso pelo bom desempenho”.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos iniciou campanha para que a Embraer mantenha na produção da segunda geração de jatos para a aviação comercial as empresas que já prestam serviço na fabricação dos atuais E-Jets. Edmir Marcolino, diretor da entidade, informou ontem que na próxima semana uma comissão do sindicato vai se reunir com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico) para tratar da questão. “O nosso o objetivo é evitar que a Embraer transfira para empresas em outros países a produção de partes dos novos jatos, o que é uma desnacionalização da produção dos aviões”, disse. Segundo ele, pelo menos três empresas fornecedoras da fabricante podem ser afetadas e cerca de 600 postos de trabalho fechados nos próximos anos. “Quando a Embraer lançou o jato 145, ocorreu a mesma coisa. No começo, a maior parte da produção era feita fora do país. Depois, o BNDES obrigou a empresa a nacionalizar parte da produção”, disse. “Não é justo que a Embraer receba incentivos do governo federal e não de a sua contrapartida, contratando empresas nacionais”, afirmou.

Vicentina Aranha receberá verba para recuperar prédios

O Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a urbanizadora Alphaville vão assinar um Termo de Compromisso para o repasse de R$ 400 mil para recuperação de um dos imóveis do Parque Vicentina Aranha. A assinatura será nesta sexta-feira (12), às 14h, no Paço Municipal (Rua José de Alencar 123), na Vila Santa Luzia. Participarão do evento os responsáveis pela parte arqueológica do Iphan, Rossano Lopes e Marise Campos, a representante do Alphaville de São José dos Campos, Rosemary Silva, além de autoridades municipais.

Esta verba será repassada ao parque como medida compensatória. No ano passado foi encontrado um sítio arqueológico, identificado como o mais antigo de São Paulo, com aproximadamente 9.500 anos AC, em área do loteamento da urbanizadora em São José dos Campos. No sítio, havia vestígios da “Era da Pedra Lascada”, período conhecido também por Paleolítico, que vai desde cerca de 2,5 milhões aC até aproximadamente 10.000 aC.  Os objetos foram enviados para Sorocaba, local em que havia estrutura para abrigar as peças, porém a Prefeitura de São José dos Campos está trabalhando para que o acervo seja trazido para a cidade.

Cidade tem disputa de publicidade por verba

Seis agências de publicidade vão disputar a verba de R$ 5,8 milhões que o governo do prefeito de São José dos Campos, Carlinhos Almeida (PT), planeja gastar em seis meses com publicidade oficial do governo. Venceu ontem o prazo para a apresentação de propostas à primeira concorrência pública de publicidade lançada pela gestão petista. A concorrência é pelo tipo “melhor técnica” (que leva em conta o melhor projeto apresentado, a partir das especificações do edital).

Segundo a Secretaria da Administração, responsável pelas licitações da prefeitura, apresentaram propostas as seguintes agências: Maria Clara Voegeli Publicidade Ltda., de São Paulo; Max Offices Propaganda e Marketing Ltda., de Taubaté; Nova/SB Comunicação Ltda., que possui escritórios em São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro; OCP-Organização e Comunicação em Propaganda, de Salvador (BA); Página Comunicação Ltda., e Regional Propaganda e Marketing Ltda., ambas de São José dos Campos esta última, a atual detentora do contrato.

Segundo a prefeitura, não há prazo para a divulgação da empresa vencedora. A comissão de licitação vai proceder a conferência da documentação exigida no edital, que foi lançado em maio. Em seguida, será analisada a proposta técnica das concorrentes, baseada em “briefing” elaborado pelo governo. O “briefing” que acompanha o processo licitatório e que serve para embasar as agências na preparação da proposta se refere a São José como uma “tecnópolis”. O título do documento é “São José dos Campos: vocação para a tecnologia”.

No briefing, o governo destaca a vocação tecnológica do município, citando o Parque Tecnológico, e menciona programas que ainda não saíram do papel. “Na rede pública municipal de São José, os alunos terão a oportunidade de assistirem às aulas com apoio de um tablet e as lousas computadorizadas serão agregadas à estrutura das escolas a fim de auxiliar no aprendizado”, diz o briefing. No entanto, ainda não há previsão para isso.

Na época do lançamento do edital, a administração informou que “a nova concorrência foi lançada para atender às necessidades contínuas e crescentes de comunicação entre a comunidade e o poder público”. O governo destacou ainda que, no mesmo período do ano passado, ainda na gestão do ex-prefeito Eduardo Cury (PSDB), foram gastos R$ 5,3 milhões com publicidade. Ao assumir o governo, em janeiro, a gestão petista informou ter encontrado um saldo de R$ 445 mil para gastar com publicidade até maio.

Prefeitura ganha verba para investimento em Ponte

A Prefeitura de São José vai gastar cerca de R$ 3,2 milhões com a reconstrução da ponte da avenida Guadalupe, na zona sul da cidade. A queda da ponte, em 23 de março devido a uma forte chuva, já causou um prejuízo de mais de R$ 4 milhões. Uma ponte alternativa, construída paralelamente a anterior custou R$ 890 mil aos cofres públicos. A prefeitura deve derruba-la assim que a nova ponte ficar pronta, dentro de quatro meses. Também foram gastos R$147 mil com a demolição do que restou da anterior, R$158 mil com o laudo técnico e R$50 mil com o projeto da ponte.

Segundo a prefeitura, o contrato com a Construções, Engenharia e Pavimentação Enpavi Ltda, que ficará responsável pelo projeto deverá ser assinado até segunda-feira. Falta ainda a empresa entregar alguns documentos. Só depois da assinatura é que as obras deverão começar. Assim como a Copav Construtora e Pavimentadora Ltda, que construiu a ponte alternativa, a Enpavi é uma velha conhecida do PT.

A construtora tem realizado obras em diversas prefeituras comandadas pelo partido, como Guarulhos e Santo André. Também já realizou doações para campanhas políticas. No entanto, a prefeitura afirmou em nota que, apesar de a empresa ter sido contratada com dispensa de licitação por se tratar de uma obra emergência, foram feitas cotações. “Participaram também com as empresas Copav, Serv Obras e Penido. A Enpavi apresentou o menor preço e a maior capacidade técnica, conforme demonstra os seus atestados”, informou a nota. A prefeitura lembrou ainda de uma obra realizada pela empresa no governo anterior: o viaduto do Kanebo, também na zona sul da cidade.

A fundação dessa ponte deverá ser diferente da anterior. Segundo nota da Secretaria de Obras, serão usados tubulões, cuja fundação é mais pesada e apropriada ao local. “Também haverá uma largura maior do córrego no local e proteção as margens em ambos lados da ponte. Isso será feito após a construção da ponte, por meio de processo licitatório normal”, informou a Secretaria de Obras. Ainda segundo a secretaria, mesmo com chuvas intensas a lâmina d’água será menor e mais baixa, exercendo menor pressão sobre as estruturas.

A Prefeitura de São José informou que está providenciando a licença ambiental para a construção da ponte. A secretaria está em negociação com o Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica), que acompanhará todo o processo. No período de chuvas, a água do córrego Senhorinha costuma até subir seis metros de altura. Até a construção de toda a ponte, a população continuará circulando pela via alternativa que liga as ruas Lira e Galícia até a rua Rosário, que por ser mais baixa, pode alagar em situações como esta.

Cidade pode ter investimento de bilhões pela Embraer

A Embraer, de São José dos Campos, lançou oficialmente ontem a segunda geração da família de E-Jets de aviões comerciais, que vai consumir investimento de US$ 1,7 bilhão nos próximos oito anos. A nova geração de jatos comerciais da companhia nasce com uma carteira de pedidos firmes, opções e intenções de compra de 365 aeronaves da nova linha, o que pode significar valor de US$ 18 bilhões. O anúncio foi feito ontem no Paris Air Show, um dos principais salões aeronáuticos do mundo, no aeroporto de Le Bourget, em Paris.

A nova geração foi denominada E-Jets E2 e composta por três novos aviões – E175-E2, E190-E2 e E195- E2. O jato Embraer 170 ficou de fora da nova geração. Segundo a empresa, o E190 E2 deve entrar em serviço no primeiro semestre de 2018. O E195-E2, em 2019 e o E175-E2, em 2020. “O lançamento do E2 se baseia na nossa visão de oferecer jatos comerciais com tecnologia de ponta e capacidade adequada para o segmento de 70 a 130 assentos, com o mesmo padrão superior de conforto e desempenho dos grandes aviões”, afirmou em nota o presidente da Embraer S.A, Frederico Fleury Curado

A nova família de jatos da Embraer terá configuração diferenciada. Em configuração única, o E175-E2 foi estendido em uma fileira de assentos, em comparação com o modelo atual e terá capacidade para até 88 passageiros. O E190-E2 mantém o mesmo tamanho que o modelo atual, de até 106 lugares, enquanto que o E195-E2, em comparação com o atual, cresceu três fileiras de assentos e pode acomodar até 132 passageiros.

A Embraer anunciou a assinatura de contrato com a SkyWest Inc. de pedido firme para 100 jatos do novo modelo E175-E2, com outros 100 direitos de compra. Se todos os pedidos forem confirmados, o contrato tem valor de US$ 9,36 bilhões pelo preço de lista. A aérea norte-americana já havia assinado contrato para a compra de até 200 jatos E175, da geração atual, o que significa que o pedido da empresa para os E-Jets pode alcançar pacote de 400 aeronaves. A SkyWest se torna o cliente-lançador da nova versão do E175. Ela é o maior grupo aéreo do mundo.

A Embraer divulgou que também assinou carta de intenções com a ILFC, líder global no mercado de leasing e revenda de aviões a jato para a venda firme de 50 jatos da nova família com opção para mais 50 aeronaves, dos modelos E190-E2 e E195-E2. A brasileira anunciou ainda a assinatura de carta de intenções para a venda de 65 E-Jets da nova família para companhias aéreas da África, Ásia e Europa, não divulgadas pela fabricante nacional.

O anúncio do lançamento da nova geração de jatos para a aviação comercial fez as ações da Embraer na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) subirem 4,69% no período da manha. Por volta das 10h30, os papéis da companhia valiam R$ 19,63. Às 13h45, o Ibovespa tinha valorização de 0,95%, para 49.801 pontos. Entre os maiores ganhos do índice no mesmo horário estavam as ações da Embraer, que subiam 6,08%, para R$ 19,89.

No final do dia, às 18h48, os papéis da companhia fecharam em alta de 6,24% e valiam R$ 19,92.
Segundo a Bovespa, foram fechados 11.898 negócios com os títulos da Embraer. Hoje, a empresa pode fazer novos anúncios no salão aeronáutico de Le Bourget. Está programada coletiva da Embraer Defesa & Segurança com a gigante norte-americana Boeing.

Cidade tem investimento da GM criando distrito

O investimento de R$ 2,5 bilhões que a General Motors poderá injetar na produção de um novo carro em São José dos Campos vai incentivar a implantação de um distrito industrial com 15 novas empresas fornecedoras da cadeia automotiva.  Essas empresas seriam fornecedoras estratégicas de conjuntos e sistemas automotivos para a GM.

São José disputa com outros dois países o investimento, que, segundo a empresa, deve ser definido em junho. Para a GM, é interessante ter um cinturão que funcione no sistema ‘just in time’, com os principais fornecedores bem ao lado da empresa. Com esse sistema, as peças podem ser utilizadas assim que chegam à linha de montagem, sem a necessidade de formação de estoques.

A Prefeitura de São José dos Campos já se comprometeu a criar esse novo distrito industrial para abrigar os fornecedores da empresa, caso o investimentos de consolide. A prefeitura também disse que vai abrir mão de impostos municipais, como IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e ISS (Imposto sobre Serviços). Por meio da agência Investe São Paulo, o governo estadual também pode retirar impostos.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Sebastião Cavali, disse por meio da assessoria de imprensa, que “o novo distrito atenderá prioritariamente a cadeia automotiva, mas outros setores produtivos também deverão ser contemplados”. Para o diretor de Relações Institucionais da GM, Luiz Moan, a criação do distrito diminuirá os custos da empresa com a compra de materiais de fornecedores. “Poderemos trazer fornecedores de fora do país, com novos investimentos para São José”, afirmou.

O VALE apurou que o novo distrito deve ser implantado na região leste, numa área com mais de 1 milhão de metros quadrados, entre a GM e o viaduto Santa Inês. O diretor regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Almir Fernandes, estima que o distrito industrial com 15 empresas sistemistas, poderá gerar até 3.000 novos empregos.  “A fábrica da GM em São José precisa do investimento de R$ 2,5 bilhões para continuar a existir. Acredito que, um investimento desse porte, pode gerar até 3.000 novos empregos. Com mais as empresas sistemistas, teremos 6.000 novos postos de trabalho em São José”, avaliou.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá, disse que não tem muitas informações sobre o novo distrito que pode ser implantado na cidade, mas que ele aprova a sua criação. “O sindicato vai querer uma área para instalar uma subsede no local e também vai querer representar os trabalhadores das empresas que vierem a se instalar no local”, disse.

A GM emprega cerca de 6.600 funcionários em São José, sendo 750 no MVA (Montagem de Veículos Automotores), que vai encerrar a produção no final deste ano. Os modelos produzidos são S-10, Blazer, motores e Classic. Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José, acusou o PT, a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e a Câmara de realizar uma campanha contra o sindicato.

Segundo ele, uma panfletagem realizada ontem pela manhã na praça Afonso Pena, zona central de São José, e material entregue nas casas coloca moradores da cidade contra o Sindicato dos Metalúrgicos. O panfleto informa que a cidade corre o risco de perder investimentos da GM e empregos por causa da posição ‘truculenta’ adotada pelo Sindicato dos Metalúrgicos. “Não entendo porque eles estão se colocando contra nós. Estamos lutando pelo direito dos trabalhadores, que inclusive estão revoltados com o que está escrito no panfleto”, afirmou Barros.

O prefeito Carlinhos Almeida (PT) informou em nota que a prefeitura busca unir a todos no processo. “Respeitamos a legitimidade do sindicato e da direção da empresa na negociação e apostamos no diálogo e bom senso.” A presidente da Câmara, Amélia Naomi (PT), não foi localizada.

Acontece amanhã na regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São José, a partir das 15h, a quarta reunião entre representantes da General Motors e do Sindicato dos Metalúrgicos de São José. A GM anunciou que encerrará a produção do MVA (Montagem de Veículos Automotores) em dezembro e provocar a demissão de 750 trabalhadores.

Verba disponibilizada pelo Governo chega a R$ 100 milhões

O governo federal planeja lançar no mês que vem um edital para disponibilizar R$ 100 milhões para parques tecnológicos do país. A informação foi divulgada na última sexta-feira pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, em São José dos Campos. Segundo o ministro, os recursos serão para financiar projetos de parques tecnológi-cos e integram o pacote de R$ 32,9 bilhões anunciados pelo governo para incentivar setores da economia considerados estratégicos.

“A verba para os parques tecnológicos é considerável. É o último edital do programa Inova Empresa”, afirmou. Raupp destacou que a intenção é fomentar projetos para alavancar parques tecnológi-cos em todo o país. “O Parque Tecnológico de São José dos Campos precisa concorrer aos recursos”, afirmou o ministro. Os detalhes sobre a liberação da verba e prazos para a apresentação de projetos serão divulgado no edital.

Na sexta-feira, o governo federal lançou em São José dos Campos o edital para investimentos de R$ 2,9 bilhões no setor aeroespacial e de defesa. Do total, R$ 2,4 bilhões serão disponibilizados pela Finep (Financiadora de Projetos) e outros R$ 500 milhões pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social). As empresas do segmento têm prazo para encaminhar projetos até 1° de julho. O objetivo é fomentar pesquisas de novos produtos e desenvolvimento tecnológico. Empresários elogiaram a iniciativa do governo em fomentar o setor.

O Vale

Publicado em: 20/05/2013

Cidade ganha verba para manter esgoto tratado

Cumprindo acordo assinado entre a Prefeitura e a Sabesp, dentro do Plano Municipal de Saneamento Básico, será assinado nesta quinta-feira (9), na Superintendência Regional da Caixa Econômica Federal, um contrato no valor de R$ 80,4 milhões para execução de obras de implantação do sistema de esgotos sanitários da sub-bacia Pararangaba.
O financiamento – que está enquadrado no Programa de Saneamento para Todos, do Governo Federal, com recursos do FGTS – será assinado entre a Caixa e a Sanevap, empresa que executará os trabalhos. A cerimônia terá a presença do prefeito, do superintendente regional da Caixa em exercício, da gerente regional e dos diretores da Sanevap.

A obra prevê a construção de uma Estação de Tratamento de Esgoto, a implantação de 18,4 quilômetros de coletores e interceptores e uma estação elevatória. Concluída a construção, São José dos Campos passará a ter 99% do esgoto tratado, contribuindo para a preservação dos cursos d’água e do Rio Paraíba do Sul. Atualmente a cidade tem 80% de esgoto tratado.

No caso do Rio Pararangaba, 90% do esgoto coletado ainda é jogado in natura no Rio Paraíba. A obra também contribuirá para a despoluição de importantes cursos d’água que atravessam o município, inclusive o Rio Paraíba do Sul. De acordo com a empresa, a previsão de conclusão é de 30 meses (janeiro de 2015).

“A construção dessa Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) é um grande avanço para São José. Com isso, em 2016, teremos 99% do esgoto tratado em nossa cidade, um passo fundamental para o futuro sustentável de São José”, disse o prefeito.

A ETE terá capacidade para tratar 404 litros por segundo, dimensionada para atender toda sub-bacia. A estação de tratamento utilizará a tecnologia de Lodos Ativados com Aeração Prolongada, capaz de devolver ao meio ambiente um efluente que atende plenamente a legislação vigente.

Para o superintendente regional no Vale do Paraíba, a ação fortalece a presença da Caixa no município e se soma aos benefícios sociais propiciados pela atuação do banco no Vale do Paraíba. “Esta é a maior liberação de recursos dentro do Programa de Saneamento para Todos na região. A Caixa, como agente operador do programa, fará o acompanhamento da obra com medição necessária de acordo com o projeto”, explicou.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 09/05/2013