Comercio fica aquecido com o 13° salário

O décimo terceiro salário dos 582 mil trabalhadores da RMVale vai injetar R$ 1,2 bilhão na economia da região, de acordo com a projeção do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Para a análise, o Dieese baseou-se no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e na Rais (Relação Anual de Informações Sociais), ambos do Ministério do Trabalho.

A pesquisa aponta que São José concentra 44,06% do valor estimado R$ 524 milhões. Ao todo, a cidade tem 207 mil empregados com carteira assinada. De acordo com a ACI (Associação Comercial e Industrial) de São José, a expectativa é que as vendas cresçam 13% no período de novembro a dezembro.

“O décimo terceiro contribui e aquece o comércio. As pessoas pagam suas dívidas, adquirem mais credibilidade e fazem novas compras”, afirmou o presidente da ACI, Felipe Cury. Outros R$ 195 milhões devem ser injetados na economia de Taubaté. A dica da presidente da Acit (Associação Comercial de Taubaté), Sandra Morales, é comprar à vista. “Queremos vender, mas também queremos que o consumidor entre o ano de 2013 com o pé direito. É importante comprar somente o que tiver necessidade”, disse.

O abono vai ajudar muita gente a pagar contas, comprar presentes e viajar. A supervisora de loja, Rosi Rodrigues, 36 anos, de São José, pretende começar o ano sem dívidas. “Vou pagar minhas contas para entrar 2013 livre de dívidas e, com o que sobrar, quero comprar presente para minha filha e sobrinhos. Eles são prioridade”, disse.

Já a atendente Thais dos Santos Moisés, 20 anos, vai usar parte do recurso extra para realizar o sonho de conhecer parte da família que mora em Minas Gerais. “Primeiro vou pagar as contas. E depois vou viajar pra conhecer minha avó, tios e primos que moram longe. Agora, poderei ir.”

O funcionário público, Ronaldo José Fonseca, 46 anos, vai juntar toda a família para descansar na praia. “Quero aproveitar para viajar com a família e relaxar um pouco. Trabalhamos muito durante todo o ano e merecemos um lazer. Mas vou pagar contas também”, disse. O Litoral Norte deve ser destino de muitos no fim do ano. Assim, boa parte do décimo terceiro salário deve aquecer a economia das quatro cidades Caraguatatuba, Ubatuba, São Sebastião e Ilhabela.

“Esperamos um bom movimento no litoral. Esse dinheiro vai aquecer todo o comércio de praia e shopping, além de restaurantes e hotéis”, afirmou o presidente da Aciu (Associação Comercial de Ubatuba), Ahmad Barakat. Para o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José, Hebert Claros da Silva, o valor a ser pago aos trabalhadores faz parte da campanha salarial. “O sindicato é sempre alvo de críticas e é nesse momento que se vê a importância das campanhas salariais”, disse.

O Vale

Publicado em: 07/11/2012

Preço de botijão de gás dobra em meio a greve na cidade

O preço do botijão de gás de cozinha dobrou na região em razão da greve dos distribuidores de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), que chega ao nono dia hoje. E o produto já começa a faltar nos depósitos e revendedores.

O valor do botijão de 13 quilos, mais usado em residências, saltou de R$ 35 para até R$ 70. O preço é mais alto em lugares com menor rede de abastecimento. Segundo o Sindminérios (Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo) do Vale do Paraíba, a paralisação dos funcionários das distribuidoras vai continuar até pelo menos amanhã, quando haverá audiência de conciliação entre as partes no Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo.

Ontem, também na capital, representantes de patrões e trabalhadores não chegaram a um acordo. Com cerca de 800 empregados na região, segundo o sindicato, a greve alcançou 100% da categoria. Nas distribuidoras, apenas carretas e caminhões com gás em granel podem sair dos depósitos. A distribuição de botijões de 13, 20 e 45 quilos está interrompida até o final da greve.

“Não encontramos mais o produto para comprar. E quando achamos, o preço está muito alto”, disse o comerciante João Batista Fazolo, dono de um depósito no Jardim Cerejeiras, na região leste de São José. A dona de casa Marieta Carvalho, moradora do Bosque dos Eucaliptos, na região sul, tentava comprar um botijão na tarde de ontem. Percorreu seis depósitos em São José até encontrar a unidade de 13 quilos por R$ 63.

“Achei o preço exorbitante, mas tive que comprar senão não tem comida em casa”, afirmou a mulher. “Subiu muito o preço. Acho justa a greve dos trabalhadores, mas pegou muita gente de surpresa”, disse Fazolo.  Sem conseguir acordo na mesa de negociação, os funcionários das distribuidoras resolveram cruzar os braços a partir de 29 de outubro na região.

O movimento tomou corpo e incluiu, desde ontem, outras regiões no interior do Estado de São Paulo. A categoria reivindica 10% de aumento nos salários, que variam de R$ 833,78 a R$ 1.078,87, dependendo da função. Eles querem ainda 200% de reajuste na PLR (Participação nos Lucros e Resultados), tíquete refeição no valor de R$ 26 e cesta básica de R$ 410. As empresas rejeitaram as propostas e ofereceram 5,89% de aumento nos salários, 160% de reajuste na PLR, tíquete de R$ 21 e cesta básica de R$ 350.

O Vale

Publicado em: 07/11/2012

Concessionárias da cidade tem alta nas vendas

Concessionárias da região registraram até 40% de crescimento nas vendas de carros em outubro, na comparação com setembro, e comemoraram o segundo melhor mês do ano. O aumento nas vendas se deve, principalmente, à prorrogação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), benefício previsto para terminar no dia 31 de dezembro. Por conta do crescimento, alguns carros já estão na fila de espera. E em algumas lojas faltaram vendedores.

“Outubro foi um mês excelente. Superou todas as nossas expectativas”, disse o supervisor de vendas da Superfor, em São José, Antônio Cleiton de Almeida. Para ele, os lançamentos também chamam a atenção do cliente e aquecem o mercado. “Vivemos um bom momento. Em outubro vendemos cerca de 170 carros, 25% a mais”, afirmou.

A aceleração nas vendas também agradou o supervisor de vendas da Itavema Fiat, Marlon Casco de Andrade. “Vendemos mais de 200 veículos em outubro, o que para nós representa 20% a mais”, disse. Segundo ele, os mais procurados são os carros 0 km. “Desses 200, cerca de 150 são novos. A facilidade em comprar tem atraído muita gente às concessionárias”, afirmou Andrade.

Em busca do primeiro carro, a estudante Samara Salles Lopes, 24 anos, pesquisou e decidiu pela compra. “Pesquisei bastante e há bastante tempo. E esse é o momento. Antes, a prioridade era o apartamento e já conquistei junto com meu marido, agora, a prioridade é o carro”, disse. Já o pecuarista Marco Rangel, 65 anos, esperou um bom momento para comprar um carro. “Estou atrás de um carro novo. E agora a condição está melhor. Quero voltar para casa de carro novo”, disse.

Cresceram as vendas e junto com elas cresceram as filas de espera. Em apenas uma concessionária de São José, para levar para casa o novo Ford Ecosport, alguns clientes terão que esperar até dois meses. De acordo com o supervisor de vendas, cerca de 100 pessoas aguardam por esse modelo.

“Quando o cliente chega, temos que pedir a ele que tenha paciência porque a procura é muito grande na região”, afirmou Almeida. E em algumas lojas faltaram vendedores. Para Almeida, foi uma grande surpresa. “Faltou vendedores para tantos clientes. Na hora, tivemos que ter jogo de cintura”, disse ele.

O crescimento na cidade chegou a 40% em algumas concessionárias a partir da segunda quinzena de outubro. “Foram 15 dias consideravelmente fortes”, disse o gerente de vendas da Taubaté Veículos, Agnaldo Mangini. De acordo com ele, os carros mais procurados como a Spin e o Cruze estão com fila de espera.

Com o fim do IPI em dezembro e em razão do 13º salário, as concessionárias esperam boas vendas em novembro e dezembro. “Esperamos um aumento maior ainda. Estamos nos preparando para isso”, disse Andrade.

O Vale

Publicado em: 06/11/2012

Cidade abre temporada para maratona de vestibulares

Começou a temporada de vestibulares. Deste final de semana até janeiro, exames serão aplicados em todo o Brasil para definir os futuros universitários. E nesta reta final de preparação, os estudantes fazem os últimos ajustes para garantir uma vaga.

O coordenador do cursinho pré-vestibular e do terceiro ano do ensino médio do Colégio Cassiano Ricardo de São José, Nicolás Bianchi, aconselha a diminuir o ritmo de estudos e tentar relaxar. Isso, além de deixar o corpo descansado para o dia da prova, ajuda ainda a controlar a ansiedade.

“Quem não estudou até agora, não vai conseguir tirar o atraso nesta reta final. Essa é uma época para revisar, não de tentar aprender algo. O excesso de estudos é prejudicial”, disse Bianchi. Segundo o coordenador, não há uma fórmula para o estudante ser aprovado no vestibular, mas há algumas dicas que devem ser seguidas, principalmente nos dias que antecedem as provas.

“O estudante precisa dosar a energia. O dia do vestibular é uma maratona. São muitas horas de prova e por isso ele precisa estar fisicamente e psicologicamente descansado”, disse. O estudante Jonathan Caris, 18 anos, quer ser político e por isso escolheu o curso de ciências sociais da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Para ele, o melhor do país. Neste final de semana ele participa do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), processo seletivo que define quem ingressará na UFRJ.

Jonathan confessa que nos momentos que antecedem as provas bate uma ansiedade, mas acredita que está preparado. Ele seguiu uma rotina de estudos para obter sucesso. No primeiro semestre ele chegava a estudar das 7h às 22h. Hoje, para não cansar tanto e chegar mais relaxado para a prova, ele estuda das 7h às 19h.

“Eu me sinto preparado, sei que a minha parte já fiz. O problema é o Enem e as notícias de falha de segurança.”
A estudante Marcela Ribeiro, 18 anos, que tenta uma vaga em gastronomia na UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), disse que esse não é o momento para “ficar louca”. “A gente estuda pesado o ano inteiro, agora não dá para aprender mais nada”, disse.

Tranquilidade é o que também garante o estudante Gil Pierre de Toledo, 17 anos. Ele quer ser advogado e se inscreveu nos vestibulares da USP (Universidade de São Paulo), Unesp (Universidade Estadual de São Paulo), UNB (Universidade de Brasília) e FGV (Fundação Getúlio Vargas). A tranquilidade vem dos estudos e da experiência adquirida em exames anteriores.

Ele participou de três vestibulares como ‘treineiro’ e o resultado não poderia ser melhor: foi aprovado em todos. “É normal que haja mais pressão no dia da prova, mas quem já fez tem um preparo psicológico melhor”, disse. Quem já passou por essa fase de tensão pré-vestibular foi o universitário Luis Carvalho, 22 anos. Ele cursa o quarto ano de medicina na Unitau (Universidade de Taubaté). Para ele, o segredo do sucesso foi controlar a ansiedade no dia da prova e traçar um objetivo. “Eu queria ser médico e batalhei por isso. Com muito estudo, determinação e tranquilidade consegui passar no vestibular”, disse.

O Vale

Publicado em: 05/11/2012

Região registra recorde de calor nos ultimos 10 anos

A região bateu recorde de calor ontem, com a maior temperatura média dos últimos 10 anos 37°C, segundo estimativa do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). A média é baseada nos registros feitos pelo instituto em todas as cidades do Vale.

Também de acordo com o Inmet, São José e Taubaté tiveram as maiores temperaturas do ano. São José teve máxima de 36ºC e Taubaté, de 38,3ºC. A onda de calor em plena primavera que tomou conta da região desde a última semana está associada à chegada de um ciclone extratropical no Sul do país, que fez os ventos soprarem de norte a oeste no Estado de São Paulo, elevando as temperaturas.

“É normal o calor nesta época do ano. Atualmente, um bloqueio atmosférico tem impedido o avanço de frentes frias”, afirmou Marcelo Schneider, meteorologista do Inmet.  O forte calor fez com que muitas pessoas mudassem as suas rotinas.

A principal preocupação da secretária administrativa Márcia Pazeto, 23 anos, é o seu filho de 1 ano e 9 meses. “Deixo ele de fraldinha o tempo todo. Nos dias mais quentes, vejo que ele fica com dificuldade para dormir. Tenho dado três banhos nele e o faço beber água ou suco várias vezes ao dia”, disse ela. De acordo com o médico cardiologista Fábio Baptista, Márcia está certa. A hidratação deve ser a principal preocupação das pessoas.

“Apesar de parecer clichê, beber bastante líquido é a recomendação mais importante nessa época de calor. Ainda segundo o médico, é um equívoco esperar sentir sede para beber água. “Quando sentimos sede é porque já estamos em uma situação de desidratação. Então é preciso beber bastante água e incentivar as crianças e os idosos também”, afirmou o cardiologista.

Quem tem animais de estimação também não pode descuidar da saúde deles. A adestradora Paula Eras, 30 anos, possui em seu sítio cachorros, galinhas, além de um cavalo, um pavão, um porco e uma calopsita, e não descuida deles no calor.

“Mantenho-os sempre na sombra e com água fresca perto. No caso dos cachorros, os levo para tosar a parte do peito para que eles possam deitar no chão geladinho, e evito passear com os bichinhos à tarde, quando a temperatura está mais alta”, disse. O quadro de altas temperaturas com pancadas de chuva à tarde deve durar até o término do verão.

“Nesta semana, a partir de quinta-feira (amanhã), o calor deve diminuir em cerca de 4ºC”, afirmou Marcelo Schneider, do Inmet.  Para quem for viajar, no dia do feriado de Finados, deve chover. Já no final de semana, a probabilidade de chuva diminui para apenas 5%.

Hoje, segundo o Cptec (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos), de Cachoeira Paulista, as temperaturas continuam altas e podem chegar a 35°C no Vale Histórico, 34°C em São José, 33°C no Litoral Norte e 28°C na Serra da Mantiqueira. A umidade relativa do ar deve oscilar entre 36% no litoral e 52% na serra.

O Vale

Publicado em: 31/10/2012

3 Rodovias melhorias do País se concentra no Vale

As rodovias Carvalho Pinto, Ayrton Senna e Presidente Dutra estão entre as 11 melhores do país, segundo ranking realizado pela CNT (Confederação Nacional do Transporte). Outras cinco rodovias que cortam o Vale do Paraíba foram classificadas como boas e regulares.

Entre as 12 melhor colocadas do Brasil, todas estão sob concessão e no Estado de São Paulo. No topo da lista, estão três rodovias que juntas fazem a ligação entre a capital paulista e Limeira SP-310, BR-364 e SP-348. O levantamento foi publicado anteontem e avaliou, de 25 de junho a 31 de julho deste ano, todas as rodovias federais pavimentadas e as principais estaduais.

Os pesquisadores avaliaram aspectos do pavimento, da sinalização e da geometria das vias. No geral, o estudo mostra que as condições das estradas brasileiras pioraram. Em 2011, 57,4% delas apresentavam algum tipo de deficiência. Este ano, o índice passou para 62,7%.

Administradas pela Ecopistas desde junho de 2009, as rodovias Carvalho Pinto e Ayrton Senna foram avaliadas em conjunto pela CNT, que as considerou como “ótimas”. Juntas, as vias possuem 119 quilômetros de extensão e quatro praças de pedágio.

Para o conselheiro da ANTC (Associação Nacional de Transportes e Logística), José Geraldo Vantine, as rodovias mereciam posição melhor no ranking. “Décimo lugar é muito pouco, mereciam pelo menos a quinta posição. Elas têm um traçado moderno, excelente conservação e sinalização.”

Considerada uma das principais do país, ligando o Rio de Janeiro a São Paulo, a via Dutra teve o pavimento e a sinalização avaliados como “ótimo” pela CNT, ficando na 11ª posição do ranking. Os 402 quilômetros da rodovia estão sob concessão da empresa CCR NovaDutra desde março de 2006. Para o especialista, ela já está “esgotada”.

“Se novos projetos de concessões pelo país forem aprovados, a Dutra vai cair no ranking. Ela já está esgotada, não tem mais espaço para os veículos. Posso dizer que ela se transformou numa avenida entre São Paulo e Taubaté”, disse Vantine.

O interior paulista encabeça a lista das melhores rodovias do país. Elas têm como destinos como Limeira, Bauru, Barretos e Ribeirão Preto e Rio Claro. Quem costuma viajar por essas estradas não tem do que reclamar. “Todas rodovias da região oeste são maravilhosas, duplicadas. A única do Vale que pode se comparar a elas é a Dom Pedro”, disse o taxista Antônio Nelo, 66 anos.

Ligando Jacareí a Campinas, a rodovia Dom Pedro está avaliada como “boa” na pesquisa”. Na mesma situação, está a Floriano Rodrigues Pinheiro, que vai a Campos do Jordão. Já as rodovias para o litoral, Oswaldo Cruz (Taubaté-Ubatuba) e Tamoios (Caraguá-São José), foram classificadas como regulares, assim como a BR-459 (Lorena-Itajubá), que desde 2010 melhorou sua posição no ranking, após ser considerada a pior do país por mais de cinco anos no começo da década.

O Vale

Publicado em: 26/10/2012

Cidades tem reforço de policias no dia das Eleições

O comando da Polícia Militar no Vale do Paraíba definiu o esquema de segurança para atuar nas ruas neste fim de semana, véspera e dia das eleições municipais. No sábado (6), a tropa receberá um reforço de 40% no efetivo operacional e vai contar com 1.600 homens na região.

Além de manter a segurança durante o pleito, os policiais devem fiscalizar os crimes eleitorais –  como a boca de urna. Eles receberam informações de um manual de orientação com os procedimentos previstos em lei. Entre os quais, o que define que a partir desta terça-feira (2), nenhum eleitor pode ser preso ou detido, exceto em flagrante, em razão de uma sentença criminal por crime inafiançável ou por desrespeito a salvo-conduto.

De acordo com o coronel Leônidas Pantaleão, comandante da PM no Vale do Paraíba, o reforço nas ruas será feito por meio da realocação do efetivo. “Os policiais que atuam no setor administrativo vão para as ruas e reduzimos as folgas neste fim de semana”, disse ao G1.

O policiamento deve ser mantido até a madrugada de segunda-feira (8), após os resultados nas urnas e comemoração dos candidatos eleitos. O comandante avalia que o período eleitoral costuma ser tranquilo, com número inferior de ocorrências no comparativo com outras ocasiões. “Não costuma ser um período complicado. Entre as nossas preocupações estão o grande fluxo de pessoas nas ruas e a movimentação no trânsito”, disse.

Nas últimas eleições municipais, em 2008, o comando da PM no Vale contabilizou 34 ocorrências em toda a região, destas, 11 por boca de urna.

G1 (Vnews)

No ano de 2013 número de celulares teram 9 digitos

A partir de 2013, os 39 municípios do Vale do Paraíba, com DDD 12, terão o dígito 9 a frente do número atual do celular. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a medida visa dobrar a oferta de novos números na região. A alteração vai afetar mais de 3,5 milhões de usuários da telefonia móvel.

A informação, que segue o modelo já adotado desde julho na capital e Grande São Paulo,  foi dada ao G1 pelo presidente da agência, João Rezende, em evento na Ericsson, em São José dos Campos, na tarde desta quarta-feira (26).
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Segundo ele, no começo do próximo ano terá início a implantação do nono dígito nas linhas do Rio de Janeiro, com DDD 21, e na sequência, a previsão é ampliar o modelo para o Vale do Paraíba. “Nós estamos fazendo este processo onde há uma demanda maior por telefones. Paulatinamente, isso será feito em todo o Brasil. O Vale do Paraíba possivelmente recebe a alteração na metade do ano”, afirmou Rezende ao G1.

No interior paulista, o Vale do Paraíba tem a maior proporção de usuários de telefonia móvel por habitante – são 158 linhas para cada grupo de 100 habitantes.

A mudança vai afetar apenas números de celular e valerá tanto para quem estiver fazendo uma chamada de telefone fixo para celular ou de telefones móveis entre si. Os telefones fixos e rádios não serão alterados. A modificação é obrigatória, gratuita e a cargo das operadoras.

DDD11
Desde julho deste ano o nono dígito foi acrescentado nas linhas dos celulares com DDD 11, em um processo que teve início em dezembro de 2010. A medida afetou 64 cidades entre a capital paulista, a grande São Paulo e a região bragantina e elevou as combinações numéricas de celulares de 44 milhões para 90 milhões de números.

G1 (Vnews)

Greve dos Bancários termina em toda a região

Após nove dias de greve, os bancários voltam ao trabalho depois de aceitarem na noite dessa quarta-feira em assembleias, a proposta de reajuste salarial feita pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos).  Segundo sindicalistas da região, onde a paralisação afetou mais de 50% das agências, a expectativa é que demore até duas semanas para normalizar o atendimento.

A dica é ter paciência e, quem puder esperar, evitar ir aos bancos nos próximos dias. “A greve está acabando no fim do mês e coincide com a data de pagamento de salários e de contas. Normalmente, as agências já ficam cheias”, disse a diretora do Sindicato dos Bancários de São José, Débora Machado.

Para o presidente-interino do Sindicato dos Bancários de Taubaté, Valdir Aguiar, os clientes devem ter paciência nos primeiros dias de volta ao trabalho. Segundo ele, o trabalho será normalizado em duas semanas. “Os serviços mais procurados serão as concessões de crédito e os serviços que precisam de trâmites burocráticos”, disse Aguiar.

Além desses, o caixa deverá estar sobrecarregado devido ao pagamento de boletos atrasados. A paralisação não tira a obrigação de ninguém de pagar contas, mas quem se sentir prejudicado, pode recorrer ao Procon de sua cidade.  Felipe Cury, presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial) de São José, disse que o comércio e a população foram os mais prejudicados.

A negociação entre bancos e funcionários começou em agosto. No dia 18 deste mês, os bancários deflagraram greve nacional.  Na região, a adesão ficou em torno de 50%. Na noite de terça-feira, a Fenaban apresentou uma proposta que agradou os bancários e ontem os trabalhadores aprovaram os reajustes em assembleias e deram fim a paralisação.

Os bancos ofereceram aumento de 7,5% nos salários e reajuste de 8,2% para os pisos salariais (de R$ 1.900 para R$ 2.056) e vale alimentação (de R$ 339 para R$ 367). Para a PLR (participação no lucros e resultados), a fórmula é de 90% do salário mais R$ 1.544,00. 10% a mais que o valor oferecido anteriormente.

Os bancários pediam reajuste de 10,25%, piso de R$ 2.416,38 e PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos.  “Os banqueiros gostaram da proposta. Conseguimos evoluir em pontos importantes como o piso salarial e o vale alimentação”, disse Débora.

Valdir Aguiar achou a proposta boa mas esperava um reajuste maior. Ele também disse que as condições de trabalho e de segurança para os bancários também agradou. Até as 20h dessa quarta-feira, a Fenaban não havia se pronunciado sobre o fim da greve. No Vale do Paraíba e Litoral Norte, há cerca de 400 agências e 5.500 bancários.

O Vale

Cidade começa a ser afetada com a Greve dos Bancários

Pagamento de boletos atrasados, saques de quantias superiores a R$ 1.000 e pedidos de benefícios trabalhistas como Fundo de Garantia são os serviços mais prejudicados com a paralisação dos bancários, que completou uma semana ontem.

No Vale, a adesão passa dos 50%. Na base de São José, 98 das 168 agências estão fechadas. Na de Taubaté, a adesão ficou em 50% e, na de Guará, 40 das 62 agências não abriram. Os bancários reivindicam reajuste de 10,25%, piso de R$ 2.416,38 e PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) de três salários mais R$ 4.961,25 fixos.

O aposentado João Lucena, 70 anos, de São José, diz que está com dificuldade de usar os caixas de autoatendimento. “Eu tenho problemas na vista. Até para ver a senha eu tenho dificuldade. Eu preciso de alguém para me ajudar”, afirmou o aposentado.

A dica é ligar para o banco, ir a agências que não entraram em greve e procurar alternativas. No site www.febraban.org.br, há uma tabela com todos os serviços que podem ser feitos por outros meios. Hoje, os bancários vão analisar a proposta feita ontem pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). Assembleias vão acontecer em todo o país.

Os bancos ofereceram aumento salarial de 7,5% e reajuste de 8,2% para os pisos salariais e o vale-alimentação. Para a PLR, a fórmula é de 90% do salário mais R$ 1.544.

O Vale