Região ficará sem gás de cozinha devido a greve

O Vale do Paraíba corre o risco de ficar sem gás de cozinha a partir de amanhã. O estoque atual do produto é inferior a 10% do considerado normal, de acordo com o Sindigás (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás LP).

O problema é provocado pela greve dos distribuidores, que chega hoje a 17 dias na região. A audiência de conciliação entre o Sindminérios (Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo) e o Sindigás ontem no TRT (Tribunal Regional do Trabalho), de Campinas, terminou sem acordo.

O VALE ligou em três fornecedores em Taubaté e em dois em São José e em todos eles não havia gás ontem. De acordo com um dos fornecedores, que não quis se identificar, o produto está em falta. “Quando recebemos, chegam apenas 40 botijões que saem todos em menos de uma hora. O cliente liga e não temos o que dizer”, disse. “Tenho medo de ficar sem gás, principalmente agora no feriado. Geralmente recebo visitas”, disse a biomédica Paola Barreto Nascimento, 35 anos, de São José.

Para atender seus clientes, entre donas de casa e comerciantes, o representante da Ultragaz do bairro Gurilândia de Taubaté, Luis Antônio Alves Matos, tem buscado o botijão no Rio de Janeiro. Segundo ele, o custo ao consumidor sobe R$ 3 em cada um.

“Estamos trabalhando com muita dificuldade. Tem fornecedor que não tem condição de buscar em outro Estado e fica dois, três dias sem vender. Quem sai perdendo também é o consumidor, que paga mais caro. A partir de quinta-feira até sábado vai faltar gás. Não tenho dúvida disso. Os distribuidores não trabalham no feriado e nem sábado”, afirmou Matos. Em média, o botijão que custa cerca de R$ 35 tem sido encontrado por quase R$ 70.

São José atende às cidades do Vale, Litoral Norte, Serra e sul de Minas Gerais. Em média, são produzidos 55 mil botijões por dia para atender à demanda. Com a greve, a produção caiu para 22 mil, apenas 40% do total. Além dos cerca de 7.000 botijões engarrafados por dia pela Consigáz, que já fechou acordo salarial com o sindicato.

Esse número, exigido por lei, atende primeiramente os prestadores de serviços essenciais, como hospitais, clínicas e escolas. “A prioridade está sendo atendida. Nesses locais não haverá falta de gás. Mas claro, se a demanda da população for maior que a oferta, vai faltar”, disse a diretora do Sindminérios, Valéria Medeiros.

Está marcada para hoje, às 8h, assembleia com funcionários das distribuidoras do gás LP. Nela, de acordo com o sindicato, deverá ser determinada a manutenção da greve por tempo indeterminado. “Até que as partes entrem em acordo, ficaremos em greve. O objetivo era acabar com isso hoje (ontem), mas o sindicato patronal está inflexível.” Agora, o Sindigás vai encaminhar pedido à Justiça do Trabalho para avaliar o dissídio, na tentativa de pôr fim à greve dos 700 trabalhadores.

O Vale

Publicado em: 14/11/2012

Preço de botijão de gás dobra em meio a greve na cidade

O preço do botijão de gás de cozinha dobrou na região em razão da greve dos distribuidores de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), que chega ao nono dia hoje. E o produto já começa a faltar nos depósitos e revendedores.

O valor do botijão de 13 quilos, mais usado em residências, saltou de R$ 35 para até R$ 70. O preço é mais alto em lugares com menor rede de abastecimento. Segundo o Sindminérios (Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo) do Vale do Paraíba, a paralisação dos funcionários das distribuidoras vai continuar até pelo menos amanhã, quando haverá audiência de conciliação entre as partes no Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo.

Ontem, também na capital, representantes de patrões e trabalhadores não chegaram a um acordo. Com cerca de 800 empregados na região, segundo o sindicato, a greve alcançou 100% da categoria. Nas distribuidoras, apenas carretas e caminhões com gás em granel podem sair dos depósitos. A distribuição de botijões de 13, 20 e 45 quilos está interrompida até o final da greve.

“Não encontramos mais o produto para comprar. E quando achamos, o preço está muito alto”, disse o comerciante João Batista Fazolo, dono de um depósito no Jardim Cerejeiras, na região leste de São José. A dona de casa Marieta Carvalho, moradora do Bosque dos Eucaliptos, na região sul, tentava comprar um botijão na tarde de ontem. Percorreu seis depósitos em São José até encontrar a unidade de 13 quilos por R$ 63.

“Achei o preço exorbitante, mas tive que comprar senão não tem comida em casa”, afirmou a mulher. “Subiu muito o preço. Acho justa a greve dos trabalhadores, mas pegou muita gente de surpresa”, disse Fazolo.  Sem conseguir acordo na mesa de negociação, os funcionários das distribuidoras resolveram cruzar os braços a partir de 29 de outubro na região.

O movimento tomou corpo e incluiu, desde ontem, outras regiões no interior do Estado de São Paulo. A categoria reivindica 10% de aumento nos salários, que variam de R$ 833,78 a R$ 1.078,87, dependendo da função. Eles querem ainda 200% de reajuste na PLR (Participação nos Lucros e Resultados), tíquete refeição no valor de R$ 26 e cesta básica de R$ 410. As empresas rejeitaram as propostas e ofereceram 5,89% de aumento nos salários, 160% de reajuste na PLR, tíquete de R$ 21 e cesta básica de R$ 350.

O Vale

Publicado em: 07/11/2012

Petróleo e Gás em curso

Com a descoberta do Pré-sal no litoral brasileiro e a construção do gasoduto que liga Caraguatatuba a Taubaté, as instituições de ensino da região começam a apostar em cursos voltados para a área do petróleo e gás.

A Fundação Getúlio Vargas de São José lança no segundo semestre seu MBA (Master in Business Administration) em gestão de Petróleo e Gás. O curso é voltado para profissionais que se relacionam de alguma maneira com o setor e querem se aprofundar no assunto.

Em Caraguatatuba, o Centro Universitário Módulo disponibiliza o curso técnico de graduação Petróleo e Gás, com duração de 6 semestres. Entre as disciplinas no curso estão as etapas do processo produtivo do setor, possibilitando ao estudante atuar em jazidas, plataformas, refinarias e distribuidoras.

O curso do Módulo foi criado em 2009 e é o pioneiro da região na área de Petróleo e Gás. Atualmente, 80 alunos formam a turma do técnico.

Preparação. Outras universidades do Vale do Paraíba oferecem cursos complementares para o mesmo setor. A Univap (Universidade do Vale do Paraíba) tem pós-graduação de Processamento de Materiais e Catálise, que abrange reações químicas em materiais.

Já na Unitau (Universidade de Taubaté), a pós é de Engenharia de Soldagem. “A carga horária é de 360 horas e além de ter um caráter de aperfeiçoar a mão de obra, dá todo um suporte de metodologia”, explica o pró-reitor de extensão e relações comunitárias da Unitau, José Felício Murade.

Demanda. No final do mês passado, o assessor da presidência da Petrobras, Sidney Granja, disse em um evento no Rio de Janeiro que a empresa estaria encontrando dificuldades para preencher a demanda de novas vagas para os próximos quatro anos.

A estimativa é que 200 mil novos empregos sejam criados na área, sendo que a empresa treina cerca de 80 mil. Chance. A Petrobras lançou no dia 1 de julho um processo seletivo que conta com 587 vagas, sendo 19 na região. São oportunidades para técnicos em diversas áreas para as unidades de São José dos Campos, Caraguatatuba, Guararema e São Sebastião.

MBA EM GESTÃO DE PETRÓLEO E GÁS
FGV de São José; inscrições: (12) 3924-8537 ou www.conexao.com/mba

graduação em petróleo e gás
Módulo, de Caraguatatuba, tem duração de 6 semestres; Informações: (12) 3897-2000 ou pelo site www.modulo.br

Pós-graduação
Engenharia de Soldagem na Unitau: (12)3625-4227 ou <MC1>Processamento de Materiais e Catálise na Univap, em São José: (12) 3947-1139

CONCURSO PETROBRAS
Edital e inscrição pelo site www.cesgranrio.org.br ou no www.petrobras.com.br