Depois de adesão completa, greve dos Bancários continua

A greve nacional dos bancários completa nesta terça-feira (25) uma semana com adesão recorde no Vale do Paraíbae sem previsão de término. A mobilização atingiu na última segunda-feira (24), 47,2% das 309 agências instaladas em 25 cidades da região. Nesta terça-feira (25), ainda não há um balanço do sindicato que representa a categoria.

O levantamento é do Sindicato dos Bancários de São José dos Campos e Taubaté e a expectativa é que a adesão à mobilização aumente ainda mais nos próximos dias. Os trabalhadores dos bancos pedem reajuste salarial de 10,25%, aumento no valor da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), além do  fim da rotatividade dos trabalhadores, combate ao assédio moral e maior segurança para os bancários.

Em São José dos Campos permaneceram fechadas nesta segunda-feira, 55 das 88 agências. Em Taubaté não funcionaram 27 estabelecimentos na ocasião. Para a diretora da entidade em São José, Débora Ferreira Machado, sem um posicionamento da Federação Brasileira de Bancos  (Febraban), a greve continua por tempo indeterminado.

Segundo Valdir Aguiar, presidente do sindicato em Taubaté, a expectativa é que o impasse chegue ao fim nesta semana. “Oficialmente, eles (Febraban) não nos procuraram para negociar. Apenas boatos dão conta de que uma nova proposta deve ser apresentada logo. Estamos esperando”.

Outro lado
Procurada, a Febraban informou por meio de sua assessoria de imprensa, que a negociação com os bancários não avançou na última semana. Em nota anterior, no início da greve, a entidade havia informado que “confia no diálogo para alcançar os entendimentos necessários ao fechamento do acordo e renovação da convenção coletiva de trabalho entre bancos e bancários”. A proposta dos bancos oferecia à categoria reajuste salarial de 6%.

G1 (Vnews)

Cidade tem queda de emprego em Agosto

O saldo de empregos formais, com carteira assinada, se manteve positivo em agosto nas três maiores cidades da Região Metropolitana do Vale do Paraíba, mas registrou retração na comparação com o mês de julho. Pesquisa do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgada ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego, mostra que São José dos Campos, Taubaté e Jacareí tiveram saldo positivo de 694 postos de trabalho em agosto, contra 1.179 vagas em julho. A retração foi de 41,13%.

No acumulado de 2012, as três cidades aparecem com saldo positivo de 4.012 vagas. Taubaté lidera com 2.073 postos de trabalho, depois vem São José, com 1.128, e Jacareí, com 811. Comércio foi o setor que mais gerou postos de trabalho formais nas cidades. Foram 460 vagas em agosto, contra 193 em julho.

A área de serviços registrou retração de 81,5% entre um mês e outro, gerando 91 postos de trabalho em agosto ante 492, em julho. O setor industrial fechou agosto com saldo negativo de 101 empregos. Em julho, o resultado havia sido positivo, com 288 vagas. A construção civil manteve o saldo positivo de 213 postos de trabalho em agosto, mas gerou menos do que em julho, com 265 empregos.

Entidades do setor industrial e de comércio acreditam numa tendência de crescimento no saldo de empregos formais na região nos quatro últimos meses do ano. Também apostam na queda do número de demissões, com exceção de casos pontuais, como a General Motors em São José, que ameaça demitir 1.840 funcionários, em dezembro, considerados excedentes.

Comércio e serviços devem puxar o saldo positivo de geração de postos de trabalho até o final do ano em razão das contratações temporárias para o período de Natal. “Serviço é um setor que responde rápido à oscilação entre demissão e contratação. E comércio vai aumentar as vagas temporárias. As duas áreas vão puxar a alta no saldo de empregos formais na cidade”, disse Ricardo Dinelli, secretário de Relações do Trabalho de São José dos Campos.

Na avaliação dele, as indústrias sofreram os impactos da retração na economia internacional, cujos efeitos foram sentidos dentro do Brasil. “É uma área muito mais sensível às oscilações do mercado.” Quanto à situação na GM, que pode impactar negativamente o saldo de emprego em São José, Dinelli ainda acredita na possibilidade de que empresa e sindicato cheguem num acordo.

Ao contrário de São José e Taubaté, cujo saldo de empregos formais foi menor em agosto na comparação com julho, Jacareí aumentou a oferta de vagas de trabalho no mesmo período. José Carlos Peloia, 2º vice-diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de Jacareí, confirma a fase otimista na cidade.

Segundo ele, as diversas empresas que estão com obras de instalação e de ampliação na cidade irão gerar milhares de empregos nos próximos meses e ao longo de 2013. “Não são ideias, mas projetos com cronogramas definidos. A fase é muito boa para a geração de emprego na cidade. A preocupação é se a infraestrutura vai acompanhar”, afirmou Peloia.

Gerente administrativo do Ciesp de Taubaté, José de Arimathéa Campos disse que as indústrias ainda sentem a crise internacional. Na cidade, as empresas tiveram saldo de apenas seis empregos formais em agosto, contra 178 em julho.

“A competitividade do setor está reduzida. Esperamos que as medidas adotadas pelo governo federal, como a redução do custo da energia elétrica, tenham impacto positivo.” Ele aposta que as empresas de serviços e comércio compensem a retração na indústria com as contratações para o final do ano. “Elas costumam abrir muitas vagas”, disse.

O Vale

Em meio a crise, 30% dos bancos aderirão a Greve

A adesão à greve dos bancários chegou a 30% no Vale do e Litoral Norte ontem, no primeiro dia da paralisação, que é nacional e foi deflagrada por tempo indeterminado por conta do impasse na campanha salarial. Na base de São José, 885 dos 3.116 bancários cruzaram os braços. Na de Taubaté, não foi contabilizada a adesão. Na de Guará, 22 das 60 agências pararam.

Em todo a região, são cerca de 400 agências e 5.500 bancários. A expectativa da categoria é que a adesão aumente até o final da semana. As agências mais afetadas ficam na região central das cidades. Cartazes nos bancos avisavam ontem da greve. Nas agências, somente as os caixas de autoatendimento funcionaram.

Entre as reivindicações, os trabalhadores pedem reajuste salarial de 10,25%, sendo 5% de aumento real. Os bancos oferecem 6%. Em nota divulgada em seu site, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) lamentou a decisão de greve e afirmou que confia no diálogo. A federação também lançou comunicado na internet com as alternativas para serviços bancários.

O aposentado Benedito Alves Siqueira, 72 anos, criticou a atitude dos bancários. “O que eu vou fazer agora? Estou no meio de umas operações e não gosto de usar a internet.” A situação pode piorar a partir de hoje. Isso porque funcionários dos Correios ameaçam entrar em greve também por conta de impasse salarial. Na região, são 1.200 trabalhadores. A empresa diz que os serviços serão mantidos. Na segunda, funcionários das lotéricas podem parar.

O Vale

Clube de Motociclista da cidade comemoram 23° aniversário

Motocicleta, velocidade e rock’n roll. A paixão por essas três coisas uniu cerca de 4.000 pessoas de todas as regiões do Brasil em um clube. Trata-se do Abutre’s, o maior motoclube do país, que comemorou 23 anos, na última segunda-feira e prepara festa de arromba marcada para o mês de dezembro.

No Vale do Paraíba, o motoclube tem três unidades, chamadas de Facções São José, Taubaté e Lorena que agregam membros de todas as cidades da região, somando cerca de 200 sócios. Para fazer parte do Abutre’s é preciso ser homem, ter mais de 25 anos, possuir uma moto preta e ser convidado por alguém que já seja sócio.
Uma vez aceito, o candidato deverá passar por uma série de provações para mostrar que se encaixa na filosofia do clube.

“Não importa a cor, o credo, a condição financeira, o tipo da moto ou a profissão. Todos são tratados igualmente”, afirma Dinho Amaral, 38 anos, designer de motocicleta e responsável pela facção joseense. O engenheiro eletricista Tadeu Tazinato, 31 anos, o Cigano, ingressou no clube há quatro meses. “Já andava com o pessoal há 13 anos. E agora resolvi me filiar”.

Nenhum membro gosta de revelar quanto gasta com as suas motos. Mas não é pouco. “Não sei, na verdade, quanto já investi em cada uma das motocicletas que tive”, afirma Tazinato, 31 anos, que contabilizou 15 motos. “Acho que gosto de moto desde que nasci. Troco, em média, uma vez por ano”, disse.

Amaral também não revela o preço gasto na brincadeira. “Tenho uma Harley-Davidson e a minha preferida: uma Chooper, que eu levei três anos para construir e é totalmente artesanal. A apelidei de Vadia”, contou o designer.  O motoclube incentiva os seus membros a caírem na estrada sem medo, assim, histórias boas (e ruins!) não faltam ao grupo.

“Uma vez, nos perdemos em Conselheiro Lafaiete, Minas Gerais, e acabamos encontrando um senhor muito simples que estava comemorando o seu aniversário. Foi uma noite regada a bate-papo e boa comida”, afirmou Amaral.

Uma das regras do clube é o respeito ao senso de coletividade. “Já aconteceu de eu quebrar a moto em uma estrada. Tive de ligar para o diretor da facção local, que mandou o membro que estava mais próximo ir ao meu encontro”, disse Tazinato. “Nós nos ajudamos em qualquer lugar. Abutre em São Paulo ou no Acre é a mesma coisa. No fim, somos um só”, afirmou.

O Vale

38 Prisões na cidade foram realizadas pela Rota

A Força Tática Regional, conhecida como Rota do Vale, completa hoje um mês em operação com um saldo de 38 prisões no Vale. De acordo com balanço divulgado ontem pelo CPI-1 (Comando de Policiamento do Interior), dos 38 presos, 28 foram flagrantes de crimes como roubo, furto, tráfico de drogas e porte ilegal de armas. Dez foragidos da Justiça foram recapturados durante os patrulhamentos. Também foram apreendidas três armas de fogo e cerca de 3 quilos de drogas.

“Estamos atuando nas áreas indicadas pela nossa inteligência com alta incidência de roubos, furtos e tráfico de entorpecentes”, disse o tenente Adilson Naresi, comandante de um dos pelotões da Força. A criação do destacamento de elite da PM foi uma promessa do governador Geraldo Alckmin (PSDB) em resposta aos índices de criminalidade registrados na região, considerada a mais violenta do interior do Estado. De janeiro a julho, já foram registradas 268 vítimas de assassinatos. A situação foi denunciada por meio da campanha O VALE pela Paz, realizada entre maio e julho.

O resultado do primeiro mês de trabalho da Força Tática Regional foi elogiado pelo comando da PM. “Pelos número de prisões e apreensões, confrontados com o indicadores de violência das áreas visitadas, consideramos o resultado muito positivo”, afirmou o major Paulo Luiz Junior, chefe da Divisão Operacional do CPI-1.

De acordo com os indicadores de criminalidade da PM, nos bairros onde as equipes atuaram, o números de ocorrências de furto e roubo chegaram a zero. Um resultado, que segundo o representante da PM foi obtido graças ao trabalho integrado.

“O objetivo da unidade é somar forças ao efetivo que já existe nos batalhões, fazendo um trabalho de saturação nas áreas críticas, com a vantagem de poder ser deslocada de acordo com a demanda de segurança”, afirmou o major. Ontem os policiais participaram de um treinamento com instrutores do COE (Comando de Operações Especiais). A equipe é especializada em ações em áreas de difícil acesso, como mata fechada e favelas.

O Vale

Sacolas Plásticas deixam de ser cobradas em supermercados

Os supermercados da região vão continuar a oferecer sacolas plásticas gratuitas para os consumidores, mesmo tendo uma decisão judicial permitindo a cobrança a partir de amanhã. A medida foi anunciada ontem pela Apas (Associação Paulista de Supermercados) e será mantida até que se encerrem as negociações entre representantes do setor, do Ministério Público, de entidades de direito do consumidor e de defesa do meio ambiente.

A meta é trocar definitivamente as sacolas plásticas por modelos reutilizáveis nos supermercados a partir do primeiro semestre do próximo ano. Em nota, a Apas justificou a manutenção da gratuidade para que o setor chegue a um “acordo equilibrado e definitivo”, que concilie a preservação ambiental e a melhoria da qualidade de vida nas cidades com uma “mudança gradual para hábitos mais sustentáveis de uso das sacolas plásticas”.

Segundo a entidade, que representa 113 estabelecimentos na região, a medida não contraria decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo que assegurou o direito dos supermercados optarem pelo não fornecimento gratuito de sacolas.

Nos estabelecimentos, os comerciantes informaram que seguirão a orientação da Apas e manterão a gratuidade das sacolas. “Seguimos o bom senso e estamos mantendo as sacolas gratuitas, mas conscientizando os clientes a usá-las de forma racional”, afirmou o empresário Amadeu Peloggia, dono de um supermercado na região central de Taubaté que leva o sobrenome dele. “Oferecemos um modelo se sacola biodegradável para não prejudicar o meio ambiente.”

O fim das sacolas plásticas gratuitas nos supermercados foi decretado em 25 de janeiro deste ano, mas um acordo entre Apas, Ministério Público e Procon deu mais prazo para a saída das sacolinhas. Durante dois meses, foi mantida uma campanha nos estabelecimentos anunciando que as sacolas plástica sairiam de cena, entrando em seu lugar modelos reutilizáveis que poderiam ser vendidos alternativamente por R$ 0,59.

Desde então, contudo, entidades de defesa do consumidor procuraram a Justiça para manter a distribuição das sacolas plásticas e gratuitas. A novela de liminares e decisões judiciais ora liberando e ora cobrando pelas sacolas, que ainda não chegou ao fim, acaba prejudicando os consumidores. “A gente fica meio sem saber o que fazer. Eu sempre levo alguma coisa para trazer a compra por não saber se haverá sacola”, disse a confeiteira Celeste Rocha, 45 anos.

O Vale

Smartphones tem baixa nos preços e eleva expectativas

O barateamento no preço dos smartphones fará dos aparelhos a principal aposta dos lojistas da região para as vendas de Natal. A previsão é de fechar o ano vendendo 50% a mais na comparação com o mesmo período de 2011.Na próxima semana, segundo revelou o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, a presidente Dilma Rousseff assina medida provisória reduzindo impostos para a fabricação e importação de smartphones no país.

Os preços podem cair até 27% e bons aparelhos, disse o ministro, poderão ser vendidos por até R$ 200. O que já era bom ficou ainda melhor. Dominando mais de 90% das vendas em lojas especializadas, os smartphones quebrarão todos os recordes na região. É o que dizem lojistas e empresas do ramo.

“Poucas pessoas procuram um celular comum. A maioria quer um smartphone, que tem tudo. Essa é a principal tendência de presentes para o Natal”, disse Anderson Quireli, proprietário da Nexar, nova loja especializada em telefonia, informática e eletrônicos aberta na área de expansão do Vale Sul Shopping, em São José.

Com 14 modelos para os clientes escolherem, Quireli acredita que a redução no preço fará os aparelhos baterem todos os recordes de venda, chegando a 50% de crescimento na comparação com 2011. “Estamos muito otimistas para as vendas de Natal neste ano, embora a economia esteja um pouco pior.”

Consumidores encontram muita variação de preço entre os modelos de smartphone, que vão de R$ 249 a R$ 2.000, dependendo das opções e da funcionalidade. Para evitar sair da loja com um produto muito acima da utilização pretendida pelo cliente, especialistas recomendam pesquisar antes de efetivar a compra do aparelho.

“Um smartphone é como um computador. Tem que saber exatamente para o que vai usar antes de comprar, senão corre o risco de gastar muito e usar pouco”, afirmou a economista Ana Amélia Castro, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

Oferecendo mais de 20 modelos de smartphones, Luiz Rosa, gerente da loja da TIM no CenterVale Shopping, em São José, também aposta nos aparelhos como o principal presente para o final de ano. “Cerca de 95% dos clientes já querem comprar um smartphone. Essa é a tendência do mercado”, disse.

Em nota, a operadora TIM disse que a redução do preço irá beneficiar “operadoras, fabricantes e consumidores com a popularização do produto” e que trabalha para “ampliar o acesso à internet móvel no Brasil e aumentar a penetração de aparelhos com acesso à web”. Em Taubaté, César Medina, gerente da loja InfoCel, na região central, disse que vai preparar promoções exclusivas para a oferta de smartphones aos consumidores. “Vai ter mais desconto até o Natal.”

O Vale

Mesários já começam com treinamento na cidade

Começou nesta segunda-feira (3), o treinamento de 3.841 mesários que vão trabalhar nas eleições 2012 em São José dos Campos e Taubaté – maiores colégios eleitorais no Vale do Paraíba. Nas duas cidades foram convocados 7.248 voluntários, segundo estimativa do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP).

As turmas participam de quatro horas de capacitação em grupos de até 50 pessoas. Eles recebem instruções teóricas e também aprendem os mecanismos de operação das urnas eletrônicas para o pleito do próximo dia 7 de outubro. Os mesários receberam ainda apostilas com informações e orientações que devem ser aplicadas no dia da eleição.

Para cada dia à disposição da Justiça Eleitoral, o mesário terá direito ao dobro de dias de folga no trabalho. Ou seja, se o voluntário trabalhar nos dois turnos e passar por um dia de treinamento dá o direito de seis dias de folga. Além disso, eles recebem um vale-alimentação de R$ 22 na data da eleição.

Na tarde desta segunda-feira, um grupo participou do treinamento na Escola  Estadual João Cursino, em São José. Em Taubaté, o encontro ocorreu no prédio do Departamento de Comunicação Social da Universidade de Taubaté (Unitau).

Entre os voluntários, a maioria já tem experiência nas funções. “Começamos hoje e vamos até o dia 13. A maioria dos escolhidos são funcionários públicos”, disse Hernande Ramos da Silva, chefe do 127º cartório de São José dos Campos.

Na função de mesário pela quarta vez, o analista de sistemas Antônio Rodrigues Júnior, estava no treinamento. “Eu gosto de fazer parte deste processo eleitoral. Todas as vezes em que trabalhei foi bem tranquilo. Apesar da experiências com as urnas, é sempre bom relembrar como elas (equipamentos) funcionam”, afirmou. Entre os novatos, houve quem se oferecesse para a função. “Eu pedi para ser convocado.

Gosto de atuar como voluntário em várias causas, e por que não também nas eleições?”, afirmou o estudante Victor Bertollo, de 18 anos. Dois cartórios de São José dos Campos já concluiram o treinamento dos mesários – um deles nesta segunda-feira. Juntos, eles capacitaram 3.242 pessoas.

G1 (Vnews)

Vale tem indice de mortalidade em queda nas cidades

O Vale do Paraíba registrou, no ano passado, o menor índice de mortalidade infantil da história. De acordo com o estudo feito pela Secretaria de Estado da Saúde em parceria com a fundação Seade, enquanto em 2000 a região registrou 16,7 óbitos de crianças menores de um ano de idade para cada 1.000 nascidas vivas, em 2011 foram 11,9. Isso significa 29% menos.

“Esse índice dá a noção das conquistas na área da saúde. Com os dados é possível saber quais as falhas de cada cidade”, afirmou Sandra Souza, coordenadora da área técnica da Saúde da Criança, da secretaria. “Nosso objetivo é reduzir o número de mortes infantis a um só digito”, disse.

De acordo com o documento, os responsáveis pela queda são o aumento do número de UTIs Neonatais, o aprimoramento da assistência ao parto e à gestante, a ampliação do acesso ao pré-natal e a vacinação de crianças pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

São José e Jacareí registraram aumento nas taxas de mortalidade. No entanto, os números atuais ainda são inferiores aos apresentados nos anos 1990 e 2000. Enquanto São José teve 21,2 óbitos para cada 1.000 nascimentos em 1990, a cidade registrou 9,27 em 2010 e 12,2 em 2011. Jacareí teve 20,8 óbitos em 2001, 9,8 óbitos em 2010 e, 11,3 em 2011.

“Atualmente, a maioria das mortes é de bebês nascidos prematuros, o que denuncia que as mães pararam de fazer pré-natal”, afirmou Danilo Stanzani, secretário de Saúde de São José. “Para tentar reduzir os índices em 2012, as mulheres passaram a se consultar na unidade básica de saúde mais próxima de sua casa e foi intensificada a campanha de planejamento familiar”.

O Vale

Mundo das Miniaturas atraem Fãs por coleções na cidade

Eles constroem sonhos em miniatura. Alçam voo, mergulham nas profundezas do mar e vão às estrelas com seus modelos do real. Fazem principalmente do plástico a ferramenta com que dão vida à criatividade. Como construtores do mundo de Gulliver, os plastimodelistas fazem pequeno para sonhar grande. Montar aviões, carros, navios, tanques e até espaçonaves em escala reduzida é o terceiro hobby com mais praticantes no mundo. Só perde para o aeromodelismo (miniaturas que voam) e o ferreomodelismo (trens).

Não se sabe quantas pessoas na região se dedicam à atividade, mas 53 delas são associadas à IPMS-São José, que é filiada à International Plastic Modelers Society, entidade internacional que congrega modelistas do mundo todo. No Vale, eles se reúnem no último domingo de cada mês no MAB (Memorial Aeroespacial Brasileiro), em São José, para trocar experiências, peças e contar as novidades. Ainda organizam uma exposição competitiva em abril.

Ao lado de suas criações, gente como o desenhista e empresário Lauro Ney Batista, 50 anos, volta a ser criança por alguns instantes, embora construir modelos não seja brincadeira para eles. “Nenhuma outra atividade estimula o conhecimento em tantas áreas do conhecimento humano”, diz.

Batista, que já teve 100 aeronaves em casa, se dedica agora a construir aviões da 2ª Guerra Mundial, uma das épocas históricas preferidas dos modelistas. “Usamos kits prontos ou criamos as peças observando o modelo real”, conta ele. Com 419 miniaturas em casa, sendo que 296 esperam para ser montadas, o engenheiro mecânico Ney Ferreira, 50 anos, é apaixonado por veículos militares, como tanques, caminhões e embarcações.

Também tem uma queda por dioramas, que são os cenários criados em escala reduzida. Um deles, uma cena do filme “Band of Brothers”, ele demorou dois anos para montar e vendeu para um insistente médico numa feira em Santos. “Ele ofereceu R$ 5.000 e não pude recusar”, afirma.

Mas vender modelos não é característica dos colecionadores. Eles não se importam em ganhar dinheiro com o hobby. Pelo contrário. Gastam milhares de reais se a peça for rara o suficiente para merecer o investimento. “Trouxe três malas gigantes com mais de 100 kits dos Estados Unidos em 2011. Fui em uma competição internacional e comprei muito. O preço estava bom lá, mas a Receita Federal não perdoou aqui. Paguei mais de R$ 1.000 em imposto”, conta o advogado Sérgio Gonçalves, 43 anos, de Taubaté.

Outra “loucura” fez o advogado e piloto Laércio Tavares, 51 anos, modelista desde a infância. Ele foi de ônibus ao Paraguai para comprar cinco modelos e um aerógrafo. Mas quem tem literalmente a cabeça nas “nuvens” é o engenheiro Glauco Novaes, 44 anos, de Jacareí, apaixonado por ficção científica. O vilão Darth Vader e a nave de Luke Skywalker estão entre seus modelos preferidos. “Montar é quase uma terapia”, diz.

O Vale