Prefeitura da cidade cria nova linha de ônibus

A linha 347 – Petrobras/Afonso Pena começou a circular nesta semana para atender as pessoas que desejam se deslocar até a PIB (Primeira Igreja Batista), na região leste de São José dos Campos.

O ônibus fará os atendimentos com partidas da Praça Afonso Pena, no centro, e a partir da estrada servidão Petrobrás, no acesso a PIB nos horários em que houver celebrações na igreja. Os horários e itinerários da nova linha estão disponíveis no site da Prefeitura.

Na região oeste haverá extensão de itinerário de coletivos em dois horários. As linhas 121 – Urbanova-Esplanada/Terminal Central e 128 – Urbanova-Colinas/Terminal Central passam a circular até a portaria dos condomínios Altos da Serra VI e Residencial Jaguary: às 7h20 (com saída do Terminal Central) e às 7h45 (com saída do Urbanova).

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 02/01/2013

Projeto elaborado pelo Ipplan prevê ligações pela região

Apresentado oficialmente ontem, o projeto de um TRM (Transporte Rápido de Massa) para São José dos Campos, elaborado pelo Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento), prevê a criação de um metrô de superfície com 94 quilômetros de extensão, dividido em 8 linhas.

O modelo proposto pelo Ipplan é um VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos), que correrá no eixo dos principais corredores viários urbanos, sobre uma pista de grama. O VLT foi projetado para ser integrado ao atual modelo de transporte coletivo (ônibus), aos sistemas cicloviário, ao futuro transporte Regional Metropolitano do Vale e ao Trem-Bala.

Pela modelagem divulgada, as linhas que formarão o novo sistema contemplam todas as regiões da cidade eixo Andrômeda (região sul), Estrada Velha (Rio-São Paulo), avenida dos Astronautas (região sudeste), avenidas Juscelino Kubitschek e Pedro Friggi (região leste), Oeste (Urbanova), Santana (região norte) e Centro 1 e Centro 2, passando por avenidas como Teotônio Vilela, Sebastião Gualberto, São José, Madre Tereza e São João. Estão previstas a implantação de duas estações de integração e seis terminais.

O projeto foi concebido para ser implantado gradativamente e tem como horizonte o crescimento de São José até 2030. O sistema VLT terá capacidade para transportar 495 mil passageiros/dia. O primeiro trecho, considerado prioritário por atender a maior demanda de usuários é o eixo sul/centro/leste, com 25 quilômetros.

A diretora do Ipplan, Cynthia Gonçalo, informou que o custo do primeiro trecho está estimado em aproximadamente R$ 1,1 bilhão. O prefeito Eduardo Cury (PSDB) disse que caberá ao prefeito eleito, Carlinhos Almeida (PT), dar continuidade e viabilizar o projeto, que está em análise no governo federal. Está marcado para o dia 11 de dezembro, no Ministério das Cidades, a apresentação da proposta pela prefeitura.

Célio Chaves, assessor de Carlinhos, e o vereador Wagner Balieiro (PT) acompanharam a apresentação. “Acompanhamos a análise do projeto em Brasília”, disse Chaves. Presentes no evento de apresentação do projeto do VLT, especialistas na área de transportes afirmaram que São José dos Campos precisa mesmo se preocupar em diversificar o transporte de massa.

“O projeto do Ipplan tem similaridade com o estudo que fizemos para a prefeitura sobre um TRM (Transporte Rápido de Massa)”, disse o professor Eugênio Vertamatti, do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), que coordenou os primeiros estudos do TRM para o município.

Segundo ele, faltou ao estudo do ITA dados mais completos sobre origem e destino da população, feitos pelo Ipplan. “O nosso estudo apontava para um sistema VLP (Veículo Leve Sobre Pneus) que evoluiria para um VLT”, lembrou. Para o urbanista Cândido Malta, que participou do trabalho do Ipplan, este é o momento da cidade pensar no futuro do transporte de massa.

O Vale

Publicado em: 27/11/2012

Aumento das passagens está nas mãos de Carlinhos

O prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury (PSDB), vai deixar a decisão sobre o aumento da passagem de ônibus para o governo Carlinhos Almeida (PT). Hoje, a tarifa custa R$ 2,80. Ontem, o secretário de Transportes Anderson Farias disse que administração municipal vai elaborar um estudo sobre o custo do sistema em dezembro, e que esse levantamento poderá apontar a necessidade de alteração no valor da tarifa.

O último reajuste da passagem ocorreu em janeiro de 2011, quando subiu de R$ 2,50 para os atuais R$ 2,80. “Independentemente da empresa pedir ou não reajuste, todos os anos nós fazemos o cálculo da tarifa. É regra de contrato analisar o custo operacional das empresas, os gastos com diesel, quadro de funcionários e a quantidade de passageiros transportados por quilômetro quadrado”, disse.

Segundo Ferreira, “não houve necessidade de reajuste” até o momento. “Fazemos esse cálculo do custo operacional periodicamente. O estudo será feito em dezembro e poderá ficar para o próximo [prefeito] a gestão de uma discussão sobre a revisão”, afirmou.

Os contratos das três de concessão das três empresas que exploram atualmente o sistema Expresso Maringá, Júlio Simões e Saens Peña libera a revisão anual da tarifa, mas não obriga. O secretário de Transportes informou que o resultado da análise técnica poderá indicar necessidade de aumento, redução ou até de manutenção do valor da tarifa.

Em janeiro deste ano, as três empresas que operam o sistema pediram à prefeitura um aumento de 7,2% no valor da tarifa do ônibus. Com o reajuste, o preço da passagem passaria para R$ 3. O pedido gerou uma série de protestos da na cidade e acabou sendo negado pelo prefeito Eduardo Cury. Na época, o governo do PSDB informou que estudos apontaram que não havia necessidade de aumento, mas não os detalhou.

Ferreira reconheceu o desequilíbrio financeiro da Saens Peña, que teria chegado a operar com 8% de déficit. “Não houve pedido de aumento de tarifa. O que houve foi um pedido da Saens Peña de reequilíbrio contratual em relação ao número de linhas que estava operando e ao número de passageiros”, disse.

Segundo ele, a criação das linhas 142 (Corredor Sul 2) e 140 (Corredor Norte 1), além do aumento de viagens na linha 331 (Campo dos Alemães/Aquarius) contribuiram para o reequilíbrio. A Saens Peña opera atualmente 34 linhas.

O prefeito eleito Carlinhos Almeida não comentou o caso. Por meio de sua assessoria, ele informou que irá tratar do assunto só após sua posse. “Essa questão será avaliada no momento oportuno, após a posse, em janeiro. Vamos utilizar critérios técnicos, jurídicos e sociais antes de qualquer decisão”, disse.

O Vale

Publicado em: 09/11/2012

Trem bala com ligação de São Paulo- São José é confirmado

O governo de São Paulo anuncia neste mês o projeto de implantação do Trem Regional, que vai ligar a capital às regiões metropolitanas do Estado. Um deles vai interligar São Paulo a São José dos Campos. O projeto orçado em R$ 16 bilhões foi revelado na última quarta-feira, com exclusividade a O VALE, pelo vice-governador do Estado, Guilherme Afif Domingos (PSD), em evento da Facesp (Federação das Associações Comerciais de São Paulo), em Campos do Jordão.

A rede do TEM (Trem Expresso Metropolitano) vai integrar as regiões metropolitanas, como São Paulo/Jundiaí-Campinas, SP/ São Roque-Sorocaba, SP/ABC-Santos e SP/São José, com estudo para chegar a Taubaté e Pinda, no limite da região geográfica, segundo Afif.

“A região do Vale é uma questão de reforço geográfico. Até porque a região já está se fortalecendo com a própria localização industrial, e isso é irreversível, até o próprio eixo da Dutra. O que nós temos que ver muito seriamente é o aspecto de mobilidade na região com relação à capital. Por isso, nós esperamos anunciar em breve, ainda este mês, a rede do TEM”, afirmou.

Depois de sair do papel, as obras devem ter início em 2014, com previsão de entrega da primeira etapa em 2016 e finalização em 2018. As configurações do trem devem ser europeias, com quatro vagões, e transportar, ao todo, uma média de 320 a 400 passageiros.

A uma velocidade entre 60 e 70 km/h, deve fazer o trajeto em uma hora e meia. A estimativa é de um investimento de R$ 16 bilhões, onde parte do dinheiro será da iniciativa privada e a outra do governo. “A própria presidente Dilma Rousseff deu toda ênfase de suporte ferroviário, portanto é prioridade dela. Tem capital externo e tem engenharia externa querendo investir neste projeto”, disse Domingos.

Segundo o vice-governador, já existe a sondagem de investidores estrangeiros. “Vamos dar um salto no Estado de São Paulo que nos coloca equiparados com o primeiro mundo”, afirmou. De acordo com o engenheiro e consultor de logística, José Geraldo Vantine, o trem deverá passar pelo traçado já existente na cidade.

“Caso ele realmente seja implantado, não vai colidir com o TAV (Trem de Alta Velocidade) [que terá uma parada em São José]. E será um trem de ótima qualidade”, disse. O Vale do Paraíba havia sido excluído do plano de expansão ferroviária porque o projeto se sobrepunha ao Trem-Bala. Mas, segundo Afif, a região será beneficiada por ser uma das mais promissoras do Estado.

“Nós já estamos todos estrangulados. As estradas de saída de São Paulo para cá (Vale) viraram marginais. O que nós não queremos é que a dinâmica econômica seja mais rápida do que a capacidade”, disse.

O Vale

Publicado em:09/11/2012

3 Rodovias melhorias do País se concentra no Vale

As rodovias Carvalho Pinto, Ayrton Senna e Presidente Dutra estão entre as 11 melhores do país, segundo ranking realizado pela CNT (Confederação Nacional do Transporte). Outras cinco rodovias que cortam o Vale do Paraíba foram classificadas como boas e regulares.

Entre as 12 melhor colocadas do Brasil, todas estão sob concessão e no Estado de São Paulo. No topo da lista, estão três rodovias que juntas fazem a ligação entre a capital paulista e Limeira SP-310, BR-364 e SP-348. O levantamento foi publicado anteontem e avaliou, de 25 de junho a 31 de julho deste ano, todas as rodovias federais pavimentadas e as principais estaduais.

Os pesquisadores avaliaram aspectos do pavimento, da sinalização e da geometria das vias. No geral, o estudo mostra que as condições das estradas brasileiras pioraram. Em 2011, 57,4% delas apresentavam algum tipo de deficiência. Este ano, o índice passou para 62,7%.

Administradas pela Ecopistas desde junho de 2009, as rodovias Carvalho Pinto e Ayrton Senna foram avaliadas em conjunto pela CNT, que as considerou como “ótimas”. Juntas, as vias possuem 119 quilômetros de extensão e quatro praças de pedágio.

Para o conselheiro da ANTC (Associação Nacional de Transportes e Logística), José Geraldo Vantine, as rodovias mereciam posição melhor no ranking. “Décimo lugar é muito pouco, mereciam pelo menos a quinta posição. Elas têm um traçado moderno, excelente conservação e sinalização.”

Considerada uma das principais do país, ligando o Rio de Janeiro a São Paulo, a via Dutra teve o pavimento e a sinalização avaliados como “ótimo” pela CNT, ficando na 11ª posição do ranking. Os 402 quilômetros da rodovia estão sob concessão da empresa CCR NovaDutra desde março de 2006. Para o especialista, ela já está “esgotada”.

“Se novos projetos de concessões pelo país forem aprovados, a Dutra vai cair no ranking. Ela já está esgotada, não tem mais espaço para os veículos. Posso dizer que ela se transformou numa avenida entre São Paulo e Taubaté”, disse Vantine.

O interior paulista encabeça a lista das melhores rodovias do país. Elas têm como destinos como Limeira, Bauru, Barretos e Ribeirão Preto e Rio Claro. Quem costuma viajar por essas estradas não tem do que reclamar. “Todas rodovias da região oeste são maravilhosas, duplicadas. A única do Vale que pode se comparar a elas é a Dom Pedro”, disse o taxista Antônio Nelo, 66 anos.

Ligando Jacareí a Campinas, a rodovia Dom Pedro está avaliada como “boa” na pesquisa”. Na mesma situação, está a Floriano Rodrigues Pinheiro, que vai a Campos do Jordão. Já as rodovias para o litoral, Oswaldo Cruz (Taubaté-Ubatuba) e Tamoios (Caraguá-São José), foram classificadas como regulares, assim como a BR-459 (Lorena-Itajubá), que desde 2010 melhorou sua posição no ranking, após ser considerada a pior do país por mais de cinco anos no começo da década.

O Vale

Publicado em: 26/10/2012

Moradores da cidade reclamam de ônibus lotados e atrasados

As principais queixas da população sobre o transporte coletivo de São José são poucos horários/poucos ônibus e veículos lotados, revela pesquisa O VALE/Mind. A sondagem mostra que 35,8% dos entrevistados disseram que poucos horários/poucos ônibus são o principal problema do sistema de transporte de massa.

Outros 21,2% dos pesquisados responderam que ônibus lotados são o principal problema na cidade.  Já para 5,3% dos entrevistados, a tarifa cara é o principal problema do sistema. Atualmente, o valor da passagem de ônibus do serviço é de R$ 2,80. A sondagem mostra ainda que 8,2% responderam que o sistema de transporte de massa não tem nenhum problema e funciona bem. Consultados por O VALE, os usuários do transporte coletivo afirmaram que os problemas de lotação e poucos ônibus são mais frequentes durante os horários de pico, no período da manhã e no final da tarde.

“De manhã, os ônibus estão sempre lotados. É difícil embarcar”, afirmou a doméstica Verônica Almeida, 49 anos, moradora do Jardim Colonial, na zona sul. “No bairro onde eu moro, o Limoeiro, a coisa mais difícil é ônibus. Se perder um ônibus, é preciso esperar pelo menos meia hora para pegar outro”, reclamou Sandra Santos Menezes, 50 anos.

O pintor Luiz Otávio de Aquino Silva, 56 anos, morador do São Judas, relatou que na região onde mora os ônibus estão sempre cheios. “Nos horários de maior movimento, os ônibus sempre estão cheios, principalmente pela manhã”, afirmou. Para a dona de casa Nair Maria da Silva, moradora do Novo Horizonte, região leste, a situação também não é diferente. “A gente tem que disputar para entrar no ônibus pela manhã”, disse.

A secretária de Transportes, Dolores Moreno Pino, afirmou que a oferta de linhas e ônibus tem sido ampliada gradativamente. “Este ano foram criadas mais seis linhas e a frota de ônibus também aumentou”, disse a secretária.

Ela, no entanto, reconheceu que nos horários de pico o sistema de transporte de massa enfrenta dificuldades. “Em São José, os horários de pico são bastante concentrados e a demanda é grande”, disse Dolores. A secretária explicou que, no período da manhã, a maior demanda pelo serviço acontece das 6h às 7h. À tarde, o pico ocorre entre 16h30 e 18h.

Atualmente, a frota do sistema de transporte de massa soma 401 ônibus. O serviço é operado por três empresas Expresso Maringá, que tem 121 veículos, CS Brasil, com 150 carros, e Saens Pena, com 130 ônibus. Ao todo, o sistema possui 101 linhas. A região leste, por exemplo, é atendida por 31 linhas e 152 ônibus.

Segundo a Secretaria de Transportes, o sistema transporta, em média, 160 mil pessoas por dia. O atual modelo entrou em operação em 2008. A pesquisa O VALE/Mind foi realizada entre os dias 26 e 27 de setembro. Foram ouvidas 600 pessoas e a margem de erro é de 4 pontos percentuais, para mais ou para menos. A sondagem foi registrada na Justiça Eleitoral.

O Vale

Sindicatos dos Condutores querem liberar Catracas

Os motoristas e cobradores de ônibus de São José dos Campos começam hoje uma mobilização junto à população para obter apoio para a realização da chamada ‘catraca livre’ na cidade. A ideia é promover até esta sexta-feira um dia sem cobrança de passagem com o objetivo de pressionar as concessionárias a conceder reajuste salarial para os trabalhadores.

O Sindicato dos Condutores adotou essa postura após um novo fracasso nas negociações na semana passada. A categoria quer aumento de 7%, mas as empresas só oferecem 4,88%. A partir de hoje, a entidade irá distribuir uma carta aberta à população pedindo apoio para suas reivindicações. O texto relembra todo o impasse que vem se arrastando desde o mês passado.

No período, o sindicato promoveu duas paralisações e uma operação ‘tartaruga’, deixando passageiros sem transporte. “Queremos mostrar que começamos pedindo 13% e hoje já estamos em 7%. Elas empresas não passaram de 6,5%”, disse o presidente do sindicato, José Roberto Gomes.

A entidade irá distribuir 100 mil panfletos na região central de São José. Hoje, a previsão é de que 50 mil cartas já estejam nas ruas. A Avetep (Associação das Empresas de Transporte do Vale do Paraíba) nega que tenha aumentado sua oferta e informa que segue com proposta de 4,88% de reajuste, aguardando a decisão do caso no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Campinas.

Ontem, o advogado da entidade, Victor Albuquerque, foi procurado por O VALE, mas não atendeu os telefonemas. Na semana passada, ele disse que iria acionar o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de Campinas para impedir a liberação das catracas.

A ação ainda não teria sido encaminhada à Justiça, segundo a assessoria da Avetep. A Secretaria de Transportes informou que a negociação salarial é feita entre sindicato e empresas e não cabe ao governo falar sobre o assunto. O transporte coletivo urbano de São José é operado pelas empresas Saens Peña, Expresso Maringá e Julio Simões.

O Vale

Representantes tão ultimato e ameaçam nova Greve de Ônibus

O Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba deu ontem um ultimato às três empresas que operam o transporte coletivo em São José dos Campos e definiu amanhã como data limite para a apresentação de uma contraproposta à campanha salarial da categoria, com a ameaça da deflagração de uma nova paralisação.

Na última quinta-feira, motoristas e cobradores cruzaram os braços entre 3h e 9h30. No período, cerca de 70 mil pessoas ficaram sem ônibus em São José. “Se as empresas não apresentarem uma proposta que ao menos chegue perto dos 8% nós vamos fazer novos movimentos”, afirmou o presidente do sindicato, José Roberto Gomes.

Além de melhorias em benefícios como tíquete alimentação, convênio médico e Participação dos Lucros e Resultados, a categoria pede aumento de 8% nos salários, enquanto as empresas oferecem 4,88%. Segundo Gomes, a categoria não vai ser pressionada por medidas judiciais adotadas pelos representantes das empresas para minimizar os efeitos dos protestos.

“Se formos respeitar as multas, nunca faremos nada. Temos oito advogados para lutar contra isso. Não vão nos impedir.” As empresas consideram que a greve da última semana foi ilegal e querem que o sindicato pague uma multa de R$ 110 mil por ter desrespeitado um acordo que tramita no TRT (Tribunal Regional do Trabalho ) de Campinas. Em caso de novas paralisações, a multa poderá mais que dobrar.

Além disso, o chamado ‘interdito proibitório’ teria sido violado. Ele proíbe que o sindicato impeça a saída de ônibus das garagens ou a entrada de quem quiser trabalhar. O advogado que representa a Avetep (Associação das Empresas de Transporte do Vale do Paraíba), Victor Albuquerque, negou a informação de que existiria uma proposta de 7% de reajuste para motoristas e cobradores do transporte público e também de que as empresas iriam apresentá-la amanhã para o Sindicato dos Condutores. “Não tem proposta. O que tem é o caminho da Justiça”, disse o advogado.

O transporte coletivo em São José pé operado pelas empresas Saens Peña, Expresso Maringá e Julio Simões. A frota de ônibus da cidade é composta por 383 veículos, responsáveis por transportar diariamente cerca de 260 mil passageiros.

O Vale

Hoje (2) Transporte Público entra em greve mais uma vez

Os ônibus do sistema de transporte público de São José dos Campos estão parados nesta quinta-feira (2). A manifestação deixa a pé os cerca de 140 mil usuários do sistema. Segundo o Sindicato dos Condutores, nenhum coletivo saiu da garagem e a previsão e que eles só saiam a partir das 8h.

A paralisação é por reajuste salarial o sindicato quer aumento de 7,5% e o consórcio oferece 4,88%.  A categoria também pede a liberação de um sindicalista preso no dia 4 de julho durante uma manifestação. Esta é a quarta mobilização feita pela categoria desde julho.

G1

Transporte Público recebe verba para melhorias

A Prefeitura de São José dos Campos vai contratar a empresa Maciel Auditores e Consultores, de Porto Alegre (RS), para auditar todo o sistema de transporte coletivo da cidade. Ela receberá R$ 147,9 mil para levantar, em quatro meses, todos os indicadores de desempenho das três empresas que operam o sistema desde a licitação, iniciada em 2008 Saens Peña, Expresso Maringá e CS Brasil, subsidiária da Julio Simões.

É a segunda vez que a prefeitura investiga o transporte coletivo desde que licitou o primeiro lote, há quatro anos, após mais de duas décadas sem concorrência pública no setor. Em maio deste ano, o Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento) de São José divulgou uma pesquisa de origem e destino no transporte da cidade, para a qual foram entrevistadas 4.000 pessoas.

O estudo mostrou que o transporte coletivo responde por fatia de 25% do total de 1,2 milhão de deslocamentos feitos na cidade diariamente. Desta vez, a Secretaria de Transportes quer avaliar o funcionamento do sistema por dentro, averiguando como as empresas estão operando e se enquadrando às regras contratuais.

“A auditoria terá quatro meses para levantar dados analíticos sobre a operação do sistema, que servirão à secretaria para cobrar melhorias no serviço”, disse Ronaldo Gonçalves, diretor do Departamento de Transportes Públicos.

O contrato com a Maciel Auditores e Consultores deve ser assinado até o começo de agosto. Segundo um dos proprietários da empresa, Roger Maciel de Oliveira, trabalho semelhante foi feito pela auditora em cidades como Rio de Janeiro, Blumenau e São José, na grande Florianópolis.

“Só podemos comentar detalhes do serviço depois de assinado o contrato”, disse ele. Em São José dos Campos, a auditoria será dividida por parâmetros. No operacional, a avaliação compreende demanda por tipo de passageiros transportados (pagantes, estudantes e gratuitos) e por valor da tarifa praticada.

Também serão verificadas a receita direta arrecada pelo Consórcio 123, que reúne as três operadoras, e a frota em operação e viagens realizadas. A auditoria contempla ainda a avaliação dos custos operacionais do sistema, manutenção geral do serviço e até a parte administrativa das empresas e de como elas fornecem informações à prefeitura.

“Diferente da pesquisa de origem e destino, cujos resultados nos servem para mudar linhas, a auditoria será a primeira avaliação profunda do funcionamento de todo o sistema”, explicou Gonçalves. Nas ruas, usuários ainda reclamam da qualidade do transporte, embora admitam que o serviço melhorou depois de 2008. “Falta ônibus e mais horários em algumas regiões, como sul, leste e até central”, disse a analista de suporte técnico Silvia Santos, 46 anos.

O Vale