Moradores do bairro Freitas ganham transporte escolar

Um grupo de 162 alunos do bairro dos Freitas, na região norte de São José, comemora uma antiga reivindicação da comunidade: o transporte escolar público gratuito. Segurança e conforto para as crianças que, em alguns casos, andavam mais de quatro quilômetros a pé até a Escola Estadual Professora Dirce Elias.

O benefício foi possível por meio de um convênio entre a Prefeitura e o Governo do Estado. Segundo o secretário municipal de Educação, o atendimento aos alunos do Freitas é o primeiro resultado de uma ação de redistribuição dos alunos e remanejamento dos veículos da frota escolar da rede. “Conseguimos disponibilizar o transporte escolar a esses alunos utilizando as próprias vans da frota, ou seja, sem custo adicional ao município”, disse.

As vans do município passaram a atender aos alunos da escola Dirce Elias, em três períodos (manhã, tarde e noite), que moram principalmente na Travessa Quatro e Villagio Fazendão. Para os pais, o principal benefício foi a segurança oferecida aos filhos. Para a dona de casa Maria Gisele Rodrigues, mãe de Ana Caroline do 1º ano do Ensino Fundamental, a situação vai melhorar muito com as vans e a segurança das crianças não está mais em risco.

“É o primeiro ano da minha filha, mas desde antes eu já via o sofrimento das crianças tendo que andar no sol ou na chuva. Agora posso ficar tranquila, pois sei que minha filha além de não passar por nada disso, terá segurança para ir e voltar da escola”, afirmou Maria Gisele.

O transporte escolar de vans da rede municipal está disponível para crianças de 6 a 11 anos de idade completos, que morem em uma distância de no mínimo dois quilômetros da escola e não tenha vaga em uma unidade escolar mais próxima.  Para ser incluso no serviço, os pais devem procurar a direção da escola e cadastrar o nome do aluno interessado.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 06/03/2013

Novos Ônibus da cidade serão mais confortavéis

O prefeito de São José dos Campos e o secretário de Transportes vistoriaram no sábado (2) os 40 novos ônibus da Expresso Maringá. Os veículos farão a substituição de parte da frota da empresa, que aumentará a capacidade em 10%. Os novos carros são maiores e mais confortáveis.

Desses 40 ônibus, 50% são de três portas o que agiliza o embarque e desembarque e melhora a fluidez do sistema. Os ônibus antigos tinham uma metragem de 11,80 metros e 50% passaram para 12,60 metros, ganhando 80 centímetros, e 50% passaram a ter 13,34 metros, o que representa um ganho de praticamente 1,50 metros.

Os novos ônibus foram direcionados para as linhas com maior demanda operadas pela empresa e toda a frota foi beneficiada com a operação, já que veículos menores de outras linhas puderam ser substituídos por maiores.

As linhas que vão operar com a nova frota são: a 209 – Jardim Uirá, com oito carros; 219 – Santa Fé, com dois carros; 302 – Putim/Tamoios, com quatro carros; 317 – Campo dos Alemães, com nove carros; 323 – Campo dos Alemães, com cinco carros; 330-Corredor Sul1, com um carro; a 340-ECO- Expresso, com 2 carros; e a 341 – ECO com doze carros.

Melhorias

Segundo o prefeito da cidade, a vistoria foi importante para conferir a qualidade e o conforto do veículo e que esta entrega é apenas uma parte do pacote de melhorias que a Prefeitura vai oferecer para o usuário do ônibus, incluindo a implantação do bilhete único já neste ano.

O secretário de transportes apontou que esta semana os usuários do cartão comum e que compram créditos de ônibus, como pessoa física, já tiveram acesso ao sistema de comercialização de passagens pela internet. Segundo o secretário, todos os compromissos de melhorias serão cumpridos dentro do prazo estabelecido com a população.

Entre outras medidas previstas estão:

  • implantação do Bilhete Único até novembro;
  • volta da circulação de nove ônibus articulados até o mês de maio
  • limpeza e melhoria da iluminação dos mais de 2.300 pontos de ônibus da cidade.
  • estudo da implantação do projeto de corredores específicos aos ônibus, que criará faixas exclusivas de circulação e aumentará a fluidez no trânsito.
  • estudo e aumento da fiscalização para o cumprimento dos horários estabelecidos com a população.

O Vale

Publicado em: 05/03/2013

Transporte Coletivo da cidade sofre com super lotação

O relógio aponta 17h30 e os circulares que passam pela região central de São José não atendem a demanda de passageiros. São 386 veículos divididos em 102 linhas com a missão de transportar diariamente mais de 260 mil pessoas.

Oswaldo Lopes Batista mora no Campo dos Alemães e todos os dias enfrenta a guerra do transporte público. Ele deixa o trabalho às 17h15 e até sua casa o trabalhador enfrenta a maratona de 40 minutos de aperto no meio de cotoveladas. “É todo o dia assim. Estou até acostumado sei que isso nunca vai mudar, entra governo sai governo e quem sofre é o trabalhador”, afirma.

O frentista Hélio Oliveira, que também utiliza diariamente o serviço sentido Campos dos Alemães concorda.
“O serviço é complicado, ou você sai mais cedo, ou você espera até o as 20h para ir para casa. Nesse horário (17h30) não tem jeito sempre está lotado”, disse Oliveira.

A reportagem de O VALE utilizou durante dois dias nos principais ônibus que fazem a rota centro – zona leste e centro – zona sul. “É comum trafegarmos com mais de 100 pessoas dentro dos coletivos, enquanto a capacidade máxima não deveria passar dos 90 passageiros”, diz um cobrador que não quis ser identificado.

O Vale

Publicado em: 27/02/2013

Frota de Transporte Público recebe 15 novos ônibus

A Prefeitura de São José dos Campos recebeu nesta sexta-feira (22) mais 15 ônibus dos 40 previstos para renovação da frota de 386 veículos do transporte coletivo do município. Este é o segundo lote da renovação, que vem sendo executada pela empresa Expresso Maringá, que no começo do mês apresentou o primeiro lote com 14 ônibus. A renovação deve ser concluída até o mês de março, quando o sistema terá a capacidade ampliada em 10%.

Conforme a previsão contratual, as empresas devem garantir a renovação da frota a cada cinco anos. O processo, no entanto, foi agilizado para garantir o conforto e melhoria da qualidade dos serviços prestados aos usuários. Hoje, a Expresso Maringá opera com uma frota de 121 carros, a SCS Brasil está com 134 e a Saens Pena 131.

Os novos veículos, como no primeiro lote, são equipados com a tecnologia Blue Tech 5, que otimiza a combustão no motor e trata os gases nocivos ao meio ambiente antes de serem expelidos – reduzindo em até 20% a emissão de gases poluentes. A renovação de parte da frota é um dos pontos da política permanente de melhorias do sistema, que tem o objetivo de oferecer cada vez mais conforto e qualidade ao usuário.

Entre outras medidas previstas estão:

  • implantação do Bilhete Único até novembro;
  • comercialização de passagens pela internet para pessoa física;
  • volta da circulação de nove ônibus articulados até o mês de maio
  • limpeza e melhoria da iluminação dos mais de 2.300 pontos de ônibus da cidade.

A Secretaria de Transportes também estuda a implantação do projeto de corredores específicos aos ônibus, que criará faixas exclusivas de circulação e aumentará a fluidez no trânsito.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 25/02/2013

Mudanças do ECO gera polêmica na cidade

Ao mesmo tempo que realiza uma pesquisa para saber a opinião de usuários sobre possíveis melhorias na Eco (Estação de Conexão de Ônibus), do bairro Campos de São José, na zona leste, o governo Carlinhos de Almeida (PT) já tem um projeto elaborado para readequação do local.

A planta está afixada em uma parede atrás do balcão onde os passageiros são convidados a responder a um questionário. O projeto foi finalizado no último dia 18 e apresenta uma estação totalmente remodelada, com banheiros, rampas de acesso, cobertura no espaço de embarque e desembarque, e até quiosque, academia ao ar livre e playground.

Os próprios fiscais responsáveis pela aplicação da pesquisa convidavam os passageiros a conhecer o novo desenho do local. A assessoria da Secretaria de Transportes informou que o projeto não é definitivo e está sujeito a mudanças a partir do que a população indicar na pesquisa.

A pesquisa, que termina hoje, acontece desde anteontem, das 6h às 19h. A ideia é ouvir boa parte das 5.000 pessoas que utilizam o local diariamente e apresentar o resultado do estudo na próxima semana. O levantamento tem 20 questões, sendo sete delas com foco no perfil do usuário, com perguntas sobre idade, sexo, escolaridade, qual linha está aguardando, como chegou até o ponto, como costuma pagar a passagem e qual o motivo da viagem.

Na sequência, os usuários devem apontar ps pontos positivos e negativos do local e opinar sobre alguns aspectos, como qualidade geral, cumprimento de horários e lotação dos ônibus, segurança, conforto, entre outras observações. O caldeireiro Mauro Leonardo da Silva, 41 anos, mostrou desconfiança quanto ao objetivo da pesquisa. “Se o projeto está pronto, pra quê ouvir a gente?”, disse.

A Eco foi criada em maio de 2010 na gestão do PSDB com o objetivo de levar uma maior oferta de ônibus para a região. A promessa era implantar 13 pontos, mas apenas um saiu do papel. A maioria dos usuários não aprova o modelo. Eles alegam que o ponto piorou a situação, já que agora eles precisam de dois ônibus para ir até o centro, sendo que antes era necessário apenas um.

“Já teve vez que o ônibus estava chegando comigo e o outro que eu ia pegar saindo, e o próximo demorou 40 minutos”, disse a manicure Eliana Santos Vieira, 37 anos. O secretário de Transportes, Wagner Baleiro, disse que a planta apresentada no local da pesquisa não é definitiva. “O projeto não está pronto, ele é uma adequação do que já existia ano passado, vamos fazer as modificações que a população apontar.”

Balieiro disse que esteve ontem na Eco ouvindo os usuários. Dependendo do resultado da pesquisa, ele admite, inclusive, extinguir a estação. “Temos uma ideia do que fazer se as pessoas apoiarem a estação, vamos pensar o que fazer se o resultado ficar equilibrado e numa alternativa se for para ela não ficar.”

Criador da Eco do Campos São José, o ex-secretário de Transportes, Anderson Ferreira, acusou a prefeitura de ter se apoderado do seu projeto de reformulação no local. “A readequação era um projeto nosso para o fim do ano passado, que só não foi feito pela troca de gestão”, disse ele há um mês a O VALE. Na ocasião, Ferreira chegou a ironizar a decisão da atual gestão petista em manter a estação. “Isto me causa muita estranheza, porque o PT sempre disse que iria acabar com a Eco”, afirmou.

O atual secretário de Transportes, Wagner Balieiro, que ontem admitiu a possibilidade de extinguir a estação, disse que a insatisfação da população com a Eco é gerada pelo não cumprimento dos horários dos ônibus o que ele diz que vai buscar mudar. Ele também disse que o PSDB não cumpriu o que prometeu. “O Cury Eduardo Cury, ex-prefeito disse que ia fazer uma audiência pública sobre a ECO, o que não foi feito.”

O Vale

Publicado em: 22/02/2013

Transporte Público da cidade fica sem fiscalização

Os mecanismos de fiscalização do sistema de transporte público em São José estão praticamente inoperantes. Esses mecanismos deveriam atuar na avaliação do sistema, que transporta cerca de 83 milhões de usuários por ano e contabiliza um lucro de cerca de R$ 155 milhões.

A omissão das comissões veio a tona após o polêmico reajuste da tarifa de ônibus em 17,86%, que fez o valor da passagem aumentar de R$ 2,80 para R$ 3,30. A Defensoria Pública ingressou com uma ação na Justiça questionando a falta de participação popular nos estudos sobre o reajuste.

Na avaliação do defensor público de São José, Jairo Salvador de Souza, não houve participação do usuário na definição do reajuste. Segundo o governo não há exigência legal que obrigue a participação popular na definição da tarifa.

Só agora após a polêmica do reajuste da tarifa é que a Comissão de Transportes da Câmara pretende cobrar do governo petista um plano de ações para o setor. Eles pretendem acompanhar o andamento de obras viárias e as melhorias prometidas no sistema coletivo.

“O reajuste da tarifa não passa pelo Legislativo. Também ficamos dois anos sem debater reajuste na administração passada porque não houve aumento de tarifa”, disse o relator da Comissão de Transportes da Câmara, Macedo Bastos (DEM). Ele presidiu a comissão nos últimos dois anos.

Segundo Bastos, a Comissão não foi acionada. “Eu acredito que nas próximas discussões a Câmara deverá ser ouvida embora o reajuste siga parâmetros técnicos”, disse. A Comissão solicitou uma reunião com a pasta para cobrar informações sobre a previsão de entrega de obras viárias, projetos, transporte escolar e público.

“Queremos saber quais decisões serão tomadas para melhorar o transporte público na cidade”, disse. Criado em 2009, o Comiths (Conselho Municipal Integrado de Transportes, Habitação e Saneamento) implantado para avaliar o sistema de transporte, está inoperante desde a gestão passada.

Nas ruas, usuários do transporte coletivo já sabem que melhorias querem. Pedidos de ampliação de oferta de linhas em horários de pico para reduzir a superlotação e a redução no tempo de viagem são os mais frequentes. “Para valer os R$ 3,30 que estão cobrando, no mínimo tinha que ter espaço dentro do ônibus. Quem anda na linha que faz Novo Horizonte/Aquários, além de ir em pé, ainda vai apertado”, disse a diarista Elizabete Aparecida Oliveira, 31 anos.

O prefeito de São José, Carlinhos Almeida (PT) pretende reforçar o canal de diálogo com a população no setor de transportes. Segundo o secretário de transportes, Wagner Balieiro, embora não haja uma obrigação legal da participação da sociedade na discussão do reajuste da tarifa, ele pretende convocar a população nos próximos estudos.

“Podemos tomar a iniciativa de chamar representantes da Câmara, sindicato e sociedades Amigos de Bairro por meio de decreto para fazer a discussão da tarifa. Iremos tomar essa iniciativa, apesar da legislação não nos obrigar”, disse Balieiro.

Segundo ele, a sociedade será convocada para participar de uma auditoria sobre o atual sistema no segundo semestre. O atual contrato prevê auditorias anuais. O edital prevê a participação de cinco representantes da sociedade na auditoria do sistema. Serão convocados representantes da Câmara, estudantes, empresas, sindicato e SABs.

Atualmente a prefeitura disponibiliza um canal de diálogo com os usuários por meio de um 0800 e do 156. A pasta pretende dar visibilidade ao serviço por meio de cartazes nos ônibus. São José possui um único conselho que trata de transportes, o Comiths (Conselho Municipal Integrado de Transportes, Habitação e Saneamento) que não está operando.

Sem poder participar das discussões, os usuários do sistema recorrem somente ao 8007727730 do consórcio ou ao 156. Em dezembro de 2012 foram 29. 848 ligações para pedidos de informações diversas como horário de linha, problemas de vias e atrasos

O Vale

Publicado em: 18/02/2013

Cidade tem projeto de transportar passageiros pelo Paraíba

O Brasil concentra 12% da água doce do mundo, mas constrói suas cidades de costas para os rios. Abandonados, hoje eles são alvos de projetos de revitalização do poder público. E quando ou se forem recuperados, qual o destino ou função que essas águas terão?

Para o arquiteto jossense Fábio Gouvêa, 24 anos, a saída é mais simples e barata do que se imagina. Inspirado em projetos europeus e para as cidades de São Paulo e Recife, ele planejou um sistema de transporte fluvial de passageiros para Jacareí, utilizando o rio Paraíba do Sul que corta o município.

Gouvêa desenvolveu o projeto para a conclusão do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unip (Universidade Paulista), no fim do ano passado. Intitulado como “Sistema de Transporte Fluvial: O Rio Paraíba como Meio de Transporte”.

O trajeto projetado é de 1,5 quilômetros, no trecho do rio que corta o centro de Jacareí, desde a ponte da prefeitura, na altura da avenida Pensilvânia, até próximo a avenida Industrial. O barco, um catamarã com capacidade para 120 passageiros, faria o transporte a partir de uma plataforma de embarque de três pavimentos. No entorno, um parque linear arborizado e opções de lazer como quadras de esporte, quiosques e ciclovias.

O custo previsto é de U$ 34 mil para uma embarcação, mais a limpeza e o desassoreamento do rio (a plataforma de embarque e a área de lazer não estão inclusos). “O rio existe, só precisa adequa-lo ao transporte”, disse Gouvêa. Segundo ele, um trecho de 1,5 quilômetros de ferrovia não sai por menos de U$ 1,4 milhão e de rodovia, U$ 440 mil. “A gente espera que, no futuro, o rio se torne parte da cidade. Hoje, ele é esquecido”.

O embarque para os barcos é feito no térreo da chamada Estação Hidroviária. O acesso pode ser feito por escadas, elevadores e rampas para pessoas com deficiência. Com três pavimentos, a estação é também uma espécie de mini-shopping, com direito a um amplo restaurante.

O projeto visa criar uma alternativa sustentável de transporte, com a implantação de um parque linear no entorno do rio Paraíba. Hoje, grande parte da área é ocupada pela favela Mississippi. A ideia é recuperar 15 metros de APP (Área de Proteção Permanente) às margens do rio com árvores nativas e utilizar o espaço para oferecer opções de esportes e lazer. São tidos como exemplos de revitalização espaços em cidades como Madri, Londres, Paris e Amsterdã. No Brasil, existem projetos de transporte fluvial para São Paulo e Recife, mas só no papel.

Para o urbanista Flávio Malta, o projeto pode esbarrar na falta vontade do poder público. “É uma boa ideia, o nosso problema é que a gente trata mal os rios urbanos. Precisa também ver se tem viabilidade e interesse público”, disse.

Malta também duvida das condições de navegabilidade do rio Paraíba. “A hidrovia Tietê-Paraná, que serve pra transporte de cargas e turismo, é o melhor exemplo brasileiro. Só que, nesse caso, eles estão aproveitando um rio que tem condições de navegabilidade. Agora no nosso caso, aqui o rio não apresenta mais navegabilidade nos trechos municipais”, afirmou.

No Brasil, já existe a Estação Charitas, que transporta passageiros entre o Rio de Janeiro e Niterói, e o Projeto Beira-Rio, que revitalizou o entorno do rio Piracicaba, no interior de São Paulo

O Vale

Publicado em: 18/02/2013

Prefeitura não considera aumento indevido de passagem

Os usuários do transporte coletivo de São José dos Campos que recarregaram o cartão até o último domingo ainda estão pagando R$ 2,80 na tarifa, apesar do leitor magnético apontar R$ 3,30 no momento em que eles passam pela catraca eletrônica.

A informação é da Secretaria de Transportes, que ontem apresentou a O VALE os extratos dos cartões de alguns passageiros para comprovar que as cobranças têm sido feitas com base no valor antigo para todos os passageiros que compraram créditos antes da vigência do reajuste.

Segundo a assessoria da pasta, apenas a indicação de valor na catraca eletrônica é que está incorreta. O aparelho seria programado sempre para exibir somente um valor no caso, os R$ 3,30 atuais. Nem a prefeitura, nem o Consórcio 123 (formado pelas três empresas operadoras do transporte coletivo) comunicaram com antecedência que isso poderia acontecer. Com o problema, para saber se o desconto foi correto é necessário subtrair o valor da tarifa pelo saldo do cartão este sim apresentado de forma precisa, segundo o governo.

A Secretaria de Transportes montou uma verdadeira operação de guerra para rebater as queixas feitas por usuários à imprensa desde a última segunda-feira, quando entrou em vigor o reajuste. Em pleno feriado de Carnaval, assessores da pasta fizeram uma lista com os nomes de todos os passageiros ouvidos por O VALE e por emissoras de TV, e de posse desses dados tiraram extratos dos cartões para provar que a cobrança da tarifa estava ocorrendo com base no valor antigo.

A prefeitura ainda telefonou aos usuários para dar satisfações sobre o ocorrido. A Avetep (Associação das Empresas de Transporte do Vale do Paraíba) confirmou que os cartões recarregados antes do reajuste terão a tarifa de R$ 2,80 cobrada até o fim dos créditos. Já o equipamento responsável pela leitura dos cartões só informa uma única tarifa padrão.

A situação ainda confunde muita gente. “A gente não tem como ficar fazendo conta. Tinha de mostrar o valor correto”, disse Suellen de Souza, 26 anos. A analista de Recursos Humanos Flávia Lúcia, 37 anos, disse que vai aguardar o fim do mês para ter certeza de que o desconto foi correto.

“Vou esperar pra ver se foi tudo certo quando eu for fazer a recarga novamente”, disse. A prefeitura orienta os usuários a procurar o Consórcio 123 (avenida Rui Barbosa, 15) ou ligar para o 0800-772-7730 (ligação gratuita) para esclarecer eventuais dúvidas sobre a cobrança da tarifa.

O Vale

Publicado em: 14/02/2013

Hoje tarifa de ônibus fica mais cara para moradores da cidade

Superlotação nos horários de pico, linhas e horários insuficientes nos bairros da periferia e um sistema de integração que restringe a circulação dos usuários de ônibus. Esta é a realidade do transporte coletivo urbano em São José dos Campos, que passa a operar a partir desta segunda-feira com uma tarifa de R$ 3,30.

O reajuste de 17,86%, autorizado pela prefeitura no último dia 2, coloca em evidência, novamente, as falhas do sistema e as dificuldades do Poder Público de oferecer um transporte de qualidade à população. O VALE acompanhou na última semana o dia-a-dia de passageiros que dependem das linhas mais prejudicadas pela superlotação e escassez de ônibus no horários de pico.

Diante das falhas dos sistema, algumas pessoas levam até duas horas no trajeto entre a casa e o trabalho ou a escola. Muitos terão de rever os gastos no orçamento com o aumento de custo da passagem. O VALE percorreu de ônibus duas das linhas com mais reclamações dos usuários: Novo Horizonte (leste) e Jardim Colonial (sul). Os coletivos que fazem o trajeto costumam trafegar superlotados nos fins de tarde e começo de noite quando muita gente sai do trabalho enquanto outros vão à escola.

“Já vi pessoas sentadas na escada perto da porta do ônibus porque não tinha lugar nem pra ficar em pé”, disse o garçom Felipe Rúbio, 18 anos. Rúbio mora no Novo Horizonte e trabalha na região central. Segundo ele, é no horário de pico que a situação fica crítica. “Tem dias que o ônibus passa tão lotado quem dá pra entrar, tem de esperar o próximo”, afirmou.

Usuário diário da linha Centro-Colonial, o operador de supermercado Naassom Francisco de Souza, 22 anos, já espera um salário menor a partir do próximo mês. “A empresa paga o cartão, mas acho que agora o desconto vai ser maior.” O VALE acompanhou Souza em sua volta para casa segundo ele, quase sempre sofrida. “O ônibus está sempre lotado, hoje até que está um pouco melhor. Tô até estranhando.”

O custo-benefício do transporte coletivo é a maior queixa dos usuários. Para eles, pagar R$ 0,50 a mais não compensa o desconforto diário. “Esse aumento é um absurdo e a qualidade do serviço é ruim. Estou grávida e quase sempre fico em pé no ônibus”, disse a auxiliar administrativo Elisângela da Silva, 27 anos.

O universitário Wellington Felipe, 21 anos, diz que não tem o benefício da meia passagem de estudante porque é pesquisador. “O aumento vai impactar bastante o orçamento. Além disso, onde moro, no Jardim Oriente (sul), os ônibus levam uma hora para passar.”

A prefeitura promete melhorias futuras no sistema, como: Bilhete Único (que permite ao usuário ir a qualquer ponto da cidade usando quantos ônibus quiser no período de 2h); abertura de licitação, em maio, para construção do embarque de passageiros nos corredores de ônibus; inclusão de nove ônibus articulados, até maio, e substituição, ainda em fevereiro, de 40 ônibus da frota atual por coletivos novos.

O Vale

Publicado em: 11/02/2013

Cidade pretente vender passagens via internet

Após receber um relatório da antiga gestão com ‘raio-X’ do sistema de transporte coletivo urbano, a Prefeitura de São José já projeta as primeiras ações para melhorias no setor. Entre as prioridades estão a implementação, ainda neste primeiro semestre, das primeiras faixas de corredores exclusivos de ônibus, que não saíram do papel no governo de Eduardo Cury (PSDB).

O secretário de Transportes, Wagner Balieiro, disse ontem, por meio de nota oficial, que pretende “reestabelecer a confiabilidade do sistema. Os horários e itinerários precisam ser respeitados”. Ele informou que pretende ampliar o sistema de informações para os usuários e criar novos serviços, como compra de passagens pela internet.

A Secretaria de Transportes está avaliando planilha apresentada pelo governo tucano e comparando os dados com a realidade encontrada. A intenção é ter um estudo detalhado já nos próximos dias e, com isso, preparar-se para um eventual pedido de aumento das tarifas de ônibus.

A pasta informou que, por enquanto, não há pedido de reajuste das três empresas (Expresso Maringá, CS Brasil e Saens Peña). O último aumento ocorreu em janeiro de 2011, quando as passagens subiram de R$ 2,50 para os atuais R$ 2,80. A assessoria das empresas informou que não há previsão de pedido de reajuste.

Segundo Baleiro, as primeiras faixas exclusivas de ônibus devem ser implantadas até julho próximo. “Estamos trabalhando para tornar os corredores uma realidade o mais rápido possível em nossa cidade. O Projeto Corredores [da gestão passada] está passando por atualização e esperamos realizar primeiras medidas ainda neste semestre”, disse na nota oficial.

Para o diretor do Sindicato dos Condutores, Luiz Donizete de Faria, os corredores exclusivos de ônibus são essenciais. “Isto já deveria ter sido implantado há muito tempo.” Ele citou como prioridades as vias centrais de grande fluxo de veículos, como as avenidas São José, Adhemar de Barros, José Longo, João Guilhermino e Francisco Rafael.

Quanto ao aumento do número de linhas, Balieiro disse que haverá estudo da demanda existente em cada região. “A ampliação de linhas envolve, necessariamente, a relação custo-benefício. Isso é necessário para que não sejam criadas linhas sem critérios que possam onerar o sistema”.

O Vale

Publicado em: 16/01/2013