Obras de Duplicação da Tamoios vira disputa por empresas

A disputa pela obra de duplicação da Rodovia dos Tamoios (SP-99) se resume agora a 13 empresas quase metade das 25 ‘gigantes’ da construção civil que concorreram pelo serviço. A informação foi divulgada ontem em edital da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A). Agora, vence quem cobrar o menor valor para realizar o serviço previsto para começar em março.

De acordo com a Dersa, as finalistas foram escolhidas com base na documentação e a metodologia apresentadas. O último edital para apresentação da proposta comercial deve ser publicado em março, se não houver recurso das empresas desqualificadas.

O crivo da Dersa tirou de fora da concorrência grandes empresas do país como a Carioca Christiani e Nielsen Engenharia. Outras grandes empresas do setor continuam no páreo como a Andrade Gutierrez, Norberto Odebrecht e Camargo Corrêa. A Andrade Gutierrez doou R$ 19,2 milhões para as eleições do PSDB nas eleições de 2010.

As obras estão divididas em dois lotes o primeiro, que vai do km 11, em São José, até o km 35, em Paraibuna, e o lote 2, que vai do km 35 ao km 60, ambos em Paraibuna. As obras de engenharia para os dois lotes estão estimadas em cerca de R$ 775 milhões. Das 13 empresas finalistas no processo licitatório, três estão interessadas em fazer somente o primeiro lote e duas querem executar o segundo. Ao todo, oito concorrem pela execução dos dois lotes.

O projeto prevê que uma nova pista seja construída ao lado da atual e prevê apenas duas mudanças de traçado uma na curva da Rosa Mística, que terá seu raio de curva ampliado do lado oposto de quem está se dirigindo ao Litoral Norte. A segunda ocorre na ponte entre os kms 26 e 28.

De acordo com a Dersa, as obras vão transformar a Tamoios em uma rodovia modelo. A proposta é implantar na pista novos recursos de segurança como a sinalização anti-ofuscante, que evita que o farol do veículo sentido contrário prejudique o motorista. Também está prevista a construção de passarelas e barreiras de concreto nas margens do acostamento para evitar que os carros invadam a pista usada pelos pedestres.

As obras devem durar cerca de 20 meses, até novembro de 2013, e vão gerar impactos no tráfego da rodovia como interdições parciais em alguns trechos e mudanças de acessos. Principal acesso às cidades do Litoral Norte, a Tamoios recebe hoje cerca de 12 mil carros por dia. A previsão é que o tráfego diário supere os 30 mil veículos em 2035. Estudo da CNT (Confederação Nacional do Transporte) publicado no final do ano passado põe a Tamoios como a pior estrada do Vale do Paraíba.

O Vale

Tráfego de caminhões na Tamoios em feriados é restringido

Os constantes acidentes registrados com caminhões na Rodovia dos Tamoios (SP-99) levou o Estado a ampliar a restrição do tráfego dos veículos pesados na estrada esse ano. Em portaria publicada no Diário Oficial, o DER (Departamento de Estradas de Rodagem) estendeu para a véspera dos feriados prolongados a proibição que no ano passado era limitada ao dia da comemoração.

O governo também renovou o decreto que proibe o fluxo dos caminhões nos finais de semana de janeiro e fevereiro quando a rodovia chega a receber quase 50 mil carros entre sexta-feira e domingo, quase o triplo do fluxo nos finais de semana em outros meses do ano.

No início desse mês, em plena temporada, três acidentes graves com caminhões foram registrados na Tamoios um matou uma criança de três anos e o outro deixou o tráfego parado por mais de nove horas. A Polícia Rodoviária Estadual, responsável pela fiscalização da rodovia, informou que a limitação também foi ampliada para os dois sentidos da rodovia no início do feriado, quando o maior fluxo é de descida da serra.

“Antes, era proibido ao caminhão descer a serra no dia do feriado e subir no retorno. Agora, o caminhão também está proibido de subir a serra no dia do feriado, quando a maioria dos carros está descendo, para não prejudicar as operações que colocam duas faixas para descida”, afirmou o tenente da PRE, Milton Luiz da Silva Farias a O VALE.

Segundo ele, essa restrição engloba apenas os caminhões com mais de 19 metros. A estimativa é que a Tamoios receba 73 mil veículos por semana do mês de fevereiro. O prefeito de Caraguá, Antônio Carlos da Silva (PSDB), aprovou a mudança, mas informou que a exigência pode prejudicar o abastecimento de supermercados e comércios do Litoral Norte.

“É preciso administrar e receber melhor o fluxo da temporada e dos feriados. Os turistas precisam fazer uma viagem com fluxo melhor e com mais segurança”, afirmou. A assessoria de imprensa do Sindivapa, sindicato que representa os empresários do transporte de cargas, informou que a entidade reprova o aumento da restrição, mas nenhum porta-voz da entidade comentou o assunto.

As obras de duplicação do trecho de planalto da rodovia devem começar em março. Ao todo, será duplicado um trecho de 49 quilômetros entre São José e Paraibuna.

O Vale

Governo libera empresas para começar obras na Tamoios

O governo de São Paulo obteve o licenciamento ambiental prévio da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) para dar início às obras de duplicação da Rodovia dos Tamoios (SP-99) no trecho de planalto, entre São José dos Campos e Paraibuna.

Na prática, a licença ambiental prévia permite ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) finalizar a licitação para escolha das empreiteiras que ficarão responsáveis por duplicar um trecho de 49 quilômetros entre os kms 11 e 60.

No entendimento da Cetesb, o projeto apresentado pelo governo do Estado para a duplicação atende aos critérios de preservação ambiental. Ao todo, Alckmin destinará R$ 1,05 bilhão para a obra. Serão cerca de R$ 775 milhões para as empreiteiras que oferecerem o menor preço pelo serviço e o restante em desapropriações e consultorias.

A promessa do governo tucano é dar início às obras em meados de março. O serviço terá prazo máximo de execução em 20 meses, devendo ser finalizado até novembro de 2013. O restante da duplicação, que abrange o trecho de serra e contornos viários ligando Caraguatatuba a São Sebastião e melhorando o acesso a Ubatuba, está orçado em R$ 3,3 bilhões. O projeto ainda está em fase de elaboração e precisará ser submetido à análise de órgãos ambientais.

Ontem, por meio de nota, a Dersa (Desenvolvimento Rodoviário), estatal responsável pela duplicação, informou que as empreiteiras pré-qualificadas para participar da licitação terão 30 dias para apresentar a proposta comercial a partir de um edital que deve ser publicado na primeira quinzena deste mês.

“Estima-se que até o início de março as empresas vencedoras sejam anunciadas”, informou a Dersa. Gigantes da construção civil no país, como Odebrecht, Serveng e Andrade Gutierrez, disputam o serviço. A duplicação do trecho de planalto será dividido em dois lotes. O primeiro, que vai do km 11, em São José, até o km 35, em Paraibuna, e segundo, que vai do km 35 ao km 60, ambos em Paraibuna.

Cada lote será licitado individualmente. A ideia, segundo Alckmin, é acelerar as obras com empreiteiras diferentes realizando os serviços em conjunto, em trechos diferentes.

Questionada ontem sobre os prazos apertados para licitar a duplicação, a Dersa mostrou-se confiante. Pelos trâmites normais, empresas derrotadas no certame podem recorrer, o que atrasaria o início das obras. “As empresas podem entrar com recurso no prazo legal de cinco dias (após a definição, prevista para início de março). Cabe à Dersa julgar e decidir sobre eventuais recursos”, informou a estatal.

Principal acesso às cidades do Litoral Norte, a SP-99 recebe hoje cerca de 12 mil carros por dia. A previsão é que o tráfego diário supere os 30 mil veículos em 2035.

 O Vale

Rodovia dos Tamoios começam a lotar para festa de Reveillon

Mal acabou o Natal, e os motoristas começaram ontem a lotar as estradas da região em busca de lazer durante o Réveillon. O resultado foi muito congestionamento nas rodovias de acesso ao Litoral Norte durante todo o dia.
Para a Polícia Rodoviária Estadual, o cenário é uma indicação de como vai ser o trânsito nas estradas durante toda a semana. Hoje, a SP-99 (Rodovia dos Tamoios) deve receber mais de 28 mil carros o dobro do seu fluxo normal.

Foi a Tamoios que registrou ontem a maior extensão de congestionamento entre as estradas do Vale mais de 23 quilômetros, o que representa todo o trecho da Serra. Mais de 22 mil carros haviam enfrentado a pista até as 17h de ontem, todos sofreram o mesmo problema ao chegar na serra, no km 50, o fluxo praticamente parava.

A viagem entre São José e Caraguá que normalmente leva 1h30 levou mais de 4h30 na última segunda-feira para ser realizada, de acordo com estudo feito pela polícia com alguns condutores. Uma das causas do congestionamento de ontem foi a falta dos dispositivos de facilidade ao condutor como os cones que liberam duas pistas no trecho da serra para a descida.

A polícia informou que os equipamentos serão instalados hoje a partir das 6h da manhã. Segundo o comandante da PRE no Vale, tenente Milton Luiz Farias, eles não foram instalados antes porque o fluxo também estava intenso no sentido contrário.

A única saída do motorista é a paciência já que nenhum outro mecanismo para agilizar o fluxo será implantado. “O fluxo no acostamento não está liberado”, afirmou Farias. “Também vamos fiscalizar a passagem em local proibido”, disse o tenente.

Amanhã, a Tamoios deve registrar seu pico de congestionamento 37 mil veículos. Na volta, o fluxo maior está previsto para a manhã de domingo e da segunda-feira.

Balanço da Polícia Rodoviária Estadual mostra que 48 acidentes foram registrados durante o final de semana de Natal nas estradas da região. As colisões deixaram 41 pessoas feridas sendo sete em estado grave. Os acidentes também culminaram na morte de um motorista na tarde de domingo na SP-70 (Rodovia Carvalho Pinto), de Jacareí a São Paulo. No ano passado, nenhuma pessoa morreu durante o Natal.

O Vale

Rodovia dos Tamoios será rodovia modelo

Após prometer por 16 anos duplicar a Tamoios (SP-99), o Estado agora informa que vai transformar a rodovia em uma das mais ‘modernas do país’. É o que afirma o presidente da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário), Laurence Casagrande Lourenço, em entrevista concedida a O VALE.

Segundo ele, serão implementados na rodovia recursos novos de segurança como sinalização anti-ofuscante que evita que o farol do veículo sentido contrário prejudique o motorista.

Lourenço afirmou ainda que está prevista a construção de passarelas e barreiras de concreto nas margens do acostamento para evitar que os carros invadam a pista usada pelos pedestres. O motorista vai precisar de paciência porque as obras que devem durar cerca de 20 meses, até novembro de 2013, vão gerar impactos no tráfego da rodovia como interdições parciais em alguns trechos e mudanças de acessos.

Estimada em R$ 1,05 bilhão, a obra está em fase de licitação para contratação da empresa que executará o serviço 15 empresas entre as maiores construtoras do país estão na concorrência. A nova rodovia será construída ao lado da atual.

O Vale

Aprovado a duplicação da Tamoios pelo Meio Ambiente

Membros do Consema (Conselho Estadual de Meio Ambiente) aprovaram ontem a duplicação do trecho de planalto da Rodovia dos Tamoios. A votação foi realizada durante reunião que durou pouco mais de quatro horas em São Paulo. Trinta membros do foram favoráveis e um votou contra o projeto.

A duplicação da Tamoios irá exigir o desmatamento de 200 hectares de vegetação, sendo 22,9 hectares de Mata Atlântica o equivalente a 30 campos de futebol. O ‘aval’ dos ambientalistas encerra a série de procedimentos burocráticos exigidos para o início das obras, como audiências públicas e centros de consultas do Eia/Rima (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental).

A licença prévia emitida ontem representa a primeira de três etapas de aprovação dos órgãos ambientais. As próximas são os licenciamentos de instalação e de operação. A Dersa (Desenvolvimento Rodoviária) publicará nos próximos dias a lista das empresas qualificadas para executar a obra.

No total, 27 empresas de construção concorrem aos serviços. Entre elas, estão algumas gigantes como Odebrecht, Serveng, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa. As construtoras qualificadas terão prazo de mais ou menos um mês para apresentar as propostas de preço para a obra.

Prevista para começar em março de 2012, a duplicação entre os quilômetros 11, em São José dos Campos, e 60, em Paraibuna, custará R$ 1,05 bilhão. Os serviços serão concluídos no final de 2013. Antes da votação realizada ontem, membros do Consema exigiram que fosse determinada a reposição florestal que será feita com o desmatamento da Mata Atlântica.

O grupo definiu que a compensação seja quatro vezes maior que a suprimida. Ou seja, a cada hectare que for desmatado durante as obras, quatro deverão ser repostos. “Ficou acordado ainda que a reposição será feita no sentido de conectar os fragmentos de Mata Atlântica que temos ao longo do trecho de planalto da rodovia”, afirmou Jeferson Oliveira, um dos membros do Consema.

Além do desmatamento, os serviços vão exigir a desapropriação de 250 propriedades às margens da rodovia em São José e Paraibuna, incluindo terrenos, comércios e casas. O governo do Estado estima que as obras de duplicação gerem 900 empregos diretos ao longo de dois anos. A contratação será feita após a escolha da construtora.

O engenheiro Stanislaw Marka, que representou o DER (Departamento de Estradas de Rodagens) na reunião de ontem, afirmou que a obra melhorará acessibilidade e segurança da rodovia, além de otimizar o Porto de São Sebastião e o turismo no Litoral Norte.

O Vale

Obras de planalto irão gerar mais de 900 empregos

O governo do Estado estima que as obras de duplicação do trecho de planalto da Rodovia dos Tamoios gerem 900 empregos diretos ao longo de dois anos. O número aparece em relatório técnico elaborado pelo Departamento de Avaliação Ambiental de Empreendimentos, órgão ligado à Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), para subsidiar o licenciamento ambiental da obra.

Na próxima terça-feira, o Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente) avalia os impactos do projeto para conceder ou não o licenciamento prévio, primeira de três etapas de aprovação dos órgãos ambientais as próximas são os licenciamentos de instalação e de operação.

Prefeituras da região comemoraram a estimativa de emprego como oportunidade de trabalho para desempregados e estudantes de cursos de qualificação. “Vamos disponibilizar para a empresa vencedora uma lista com os trabalhadores aptos a conseguir vagas”, disse Antônio Carlos de Barros (DEM), prefeito de Paraibuna. “Temos gente com capacidade para trabalhar.”

Licitação. A contratação só poderá ser feita após o processo de concorrência pública para escolher a empresa que duplicará a Tamoios. De acordo com a Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), 27 empresas entre as maiores construtoras do país retiraram o edital de qualificação para a obra.

É desse grupo que sairão as companhias habilitadas para participar da licitação. O resultado das empresas selecionadas será conhecido até o final do mês. A expectativa do governo estadual é realizar o processo licitatório em um prazo de dois meses e iniciar as obras até o final de março do ano que vem.

A obra.Uma nova pista será construída ao lado da atual no trecho entre o km 11,5 e o km 60,4 da Tamoios, nas cidades de São José dos Campos, Jacareí, Jambeiro e Paraibuna. A previsão da Dersa é que as obras terminem em novembro de 2013. A duplicação está orçada em R$ 1,05 bilhão. Só o trecho do planalto irá custar R$ 1,05 bilhão.

Principal acesso às cidades do Litoral Norte, a estrada recebe hoje cerca de 12 mil carros por dia. A previsão é que o tráfego diário supere os 30 mil veículos em 2035. Pesquisa da CNT (Confederação Nacional do Transporte) revelou que a Tamoios é a pior estrada da região. A rodovia foi condenada por causa do número de acidentes, que subiu 145% entre 2005 e 2010.

A principal justificativa da duplicação, segundo o governo, é melhorar a segurança. Impacto.As interferências ambientais previstas na primeira etapa da duplicação da Tamoios a segunda irá contemplar o trecho de serra e a terceira, os contornos viários de Caraguatatuba e São Sebastião ainda não preocupam os ambientalistas.

“As encostas da estrada já estão bem depredadas. Não creio que a obra irá prejudicar ainda mais o ambiente”, disse o advogado Marcos Couto, do Instituto Ambiental Ponto Azul, de Caraguá. Para o deputado estadual padre Afonso Lobato (PV), presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Vale do Paraíba, o licenciamento ambiental da obra segue um processo “satisfatório”.

“Está dentro do cronograma definido pelo governo estadual e não vai atrasar o início da obra, que é urgente para a região”, afirmou. A previsão do Estado é de começar em janeiro a desapropriação de 250 terrenos e propriedades particulares entre São José e Paraibuna que estão na área da duplicação. O governo reservou R$ 70 milhões para a compra dessas áreas.

O Vale

Tamoios recebe verba de R$ 8 miilhões para consultoria ambiental

O Estado vai gastar quase R$ 8 milhões na contratação de uma consultoria ambiental para as obras de duplicação da Rodovia dos Tamoios (SP-99), principal acesso às cidades do Litoral Norte. A obra prevê o desmatamento de 200 hectares de vegetação entre pastos e pomares sendo que 22,9 hectares (quase 30 campos de futebol) são de mata atlântica.

O edital da contratação da empresa foi lançado ontem e as empresas interessadas tem até dezembro para enviar a documentação. A vencedora será anunciada no início de 2012. A licitação prevê que a empresa contratada preste serviços técnicos de consultoria especializada para apoio à coordenação das ações ambientais na implantação da duplicação.

Avaliação. Beto Francine, presidente do Instituto Gondwana, afirmou que a contratação da consultoria é positiva, mas fez ressalvas. “Essa medida pode ser positiva, mas depende do detalhamento e da qualidade do termo de referência do edital”, afirmou Francine.

“Mesmo assim, é importante que o Estado faça uma fiscalização constante das obras e das suas intervenções ambientais”, disse. Essa é a quinta licitação lançada pelo Estado para as obras da estrada, estimada em R$ 1,05 bilhão. A previsão é que o serviço de duplicação tenha início em março de 2012.

Principal. A licitação de maior valor é a que prevê a contratação da construtora que vai fazer o serviços, estimada em R$ 775 milhões.

Este certame atraiu 27 empresas entre elas estão as maiores construtoras do país como Odebrecht, Serveng, Andrade Gutierrez, Mendes Júnior e Camargo Corrêa uma das responsáveis pelo Rodoanel. A vencedora será anunciada até o final do ano.

Outra licitação lançada pelo Estado há uma semana está da empresa responsável pela elaboração do projeto executivo, detalhado da duplicação. Esse serviço está estimado em R$ 25 milhões.

A duplicação da Tamoios é uma promessa do Estado desde o mandato do governador Mario Covas. Além do impacto ambiental, a obra vai exigir a desapropriação de 250 terrenos e propriedades ao longo do trecho de planalto da rodovia, entre São José dos Campos e Paraibuna.

O Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente) está em fase de análise dos impactos da obra para liberar o empreendimento .

POR DENTRO

Serviço
Dersa lança edital para contratar por R$ 8 milhões empresa que irá prestar serviços técnicos de consultoria especializada para apoio as ações ambientais exigidas durante a duplicação da Tamoios

Impacto
Duplicação prevista para começar em março de 2012 e durar 20 meses, até novembro de 2013, vai exigir o desmatamento de 200 hectares de vegetação, entre pastos e pomares, sendo 22,9 hectares de mata atlântica

Obra
A duplicação da Tamoios vem sendo prometida desde o governo de Mario Covas. A duplicação deverá diminuir o risco de acidente na rodovia e impulsionar o turismo nas cidades do Litoral Norte como Caraguá e Ubatuba

O Vale

Desapropriação de propriedades são efeitos da Obra da Tamoios

A obra de duplicação do trecho de planalto da Rodovia dos Tamoios (SP-99) vai exigir a desapropriação de 250 terrenos e propriedades entre São José e Paraibuna. O governo do Estado reserva R$ 70 milhões para a aquisição das áreas. O montante representa menos de 7% do valor total da obra, estimada em R$ 1,05 bilhão.

A maioria dos terrenos que serão desapropriados fica em Paraibuna, que sofrerá o maior impacto, e Jambeiro. A previsão é que a compra tenha início em janeiro. Apesar do impacto, a melhoria na rodovia não vai garantir ao motorista uma viagem mais rápida até as cidades do Litoral Norte.

Mesmo após a duplicação, que deve terminar em novembro de 2013, o limite de velocidade no trecho de planalto da Tamoios permanecerá nos atuais 80 km/h. Isso porque a geometria precária da pista será pouco alterada e as curvas vão continuar predominantes no trajeto até a serra. O projeto prevê a construção de uma nova pista ao lado da atual.

Pedro da Silva, diretor de engenharia da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.), afirmou que o maior impacto da obra será na segurança dos motoristas e em uma melhor fluidez do tráfego.“A duplicação será feita dentro da faixa de domínio da rodovia. Um aumento da velocidade permitida iria exigir uma mudança na geometria da pista, que foi projetada dessa forma na década de 30.”

Segundo ele, uma mudança no traçado implicaria em um impacto ambiental maior. Para essa obra, está previsto o desmatamento de 200 hectares de vegetação entre pastos e pomares, sendo que 22,9 hectares (o equivalente a 30 campos de futebol) são de Mata Atlântica.

De acordo com o projeto da obra, está prevista a correção do traçado da rodovia em apenas 2 dos 10 pontos considerados críticos da Tamoios pelo grande número de acidentes. Haverá mudança no traçado no km 18, na altura da Rosa Mística, em Jambeiro, e no km 26, em Paraibuna. Em ambos os trechos, o limite de velocidade hoje sofre uma redução para 60 km/h.

Terrenos. Segundo o Estado, nesses dois pontos deve ocorrer a maior parte das desapropriações. Silva disse, que dos 250 terrenos que serão desapropriados, 20 são moradias residenciais. “Vamos fazer o cadastro de todos os proprietários dessas áreas. Em paralelo a isso, vamos fazer uma pesquisa para saber qual é o valor de mercado dessas áreas”, afirmou.

Uma das principais justificativas da obra é reduzir o índice de acidentes. De 2005 a 2010, o índice de mortes na pista subiu 145,6%. As prefeituras das cidades que cortam a Tamoios vão acompanhar o processo de desapropriação das áreas para auxiliar os moradores afetados. O Estado promete pagar o valor de mercado pelas áreas que, em sua maioria, são sítios e pequenos comércios.

O prefeito de Paraibuna, Antônio Marcos de Barros (DEM), disse que vai colocar a disposição dos moradores o setor jurídico da prefeitura. “Vamos tomar cuidado para que ninguém saia prejudicado e que todos tenham condição de ter um novo espaço.”

O prefeito de São José, Eduardo Cury (PSDB), disse que vai defender os moradores durante o processo. “Nós vamos logicamente defender os moradores de São José, se bem que em São José não haverá muita moradia para desapropriar, mas quando chegar nessa etapa nós vamos participar de todo o processo”, disse.

O Vale

Duplicação da Tamoios causará impacto ambiental

Membros do Comam (Conselho Municipal de Meio Ambiente de São José dos Campos) discutiram nesta quinta (13/10) com representantes do governo do Estado os impactos das obras de duplicação da Rodovia dos Tamoios, previstas para iniciar em março de 2012.

Realizada na Câmara de São José, às 18h30, a reunião durou mais de três horas e contou com a presença de 21 pessoas, sendo 16 conselheiros do Comam.

Eles ouviram a apresentação do Estudo e o Relatório de Impacto Ambiental (Eia/Rima) da duplicação do trecho de planalto da Tamoios e puderam tirar dúvidas sobre o planejamento e andamento das obras, estimadas em R$ 775 milhões.

O estudo é uma exigência da legislação para a obtenção do licenciamento ambiental das obras.

Participaram do encontro representantes da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), do DER (Departamento de Estradas de Rodagem) e da empresa JGP Consultoria, contratada para fazer os estudos de impacto ambiental da duplicação da Tamoios.

As principais preocupações dos conselheiros foram relacionadas ao compromisso do governo com a preservação ambiental, aos transtornos que as obras causarão na população local e com as garantias de que a duplicação não deixará um passivo ambiental na região.

Delma Vidal, engenheira civil e professora do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), mostrou preocupação com a identificação de pontos de erosão ao longo da Tamoios.

Segundo a diretora da JGP Consultoria, Ana Maria Iversson, que conduziu a apresentação do Eia/Rima, toda a obra está sendo planejada para reduzir ao máximo os impactos ambientais e sociais.

A bióloga Renata Zimmermann sugeriu que, durante a realização das obras, as espécies da fauna com risco de extinção pudessem ser catalogadas, com informações sobre a localização dos animais.

O ambientalista Vicente Cioffi revelou preocupação com os impactos após a duplicação, especialmente com relação ao adensamento demográfico no Litoral Norte.

Ana Maria informou que as sugestões e questionamentos poderão ser aproveitados para o projeto final da obra.

Saiba mais sobre a duplicação da Rodovia dos Tamoios acessando

Acompanhamento da duplicação da Tamoios

Discussão sobre o início duplicação da rodovia Tamoios

A duplicação da rodovia está estimada em R$ 4,5 bilhões

 

Fonte: O Vale