Acompanhamento das obras de duplicação da Tamoios

Após aprovação da “Discussão sobre o início duplicação da rodovia Tamoios“, a Dersa irá contratar uma empresa de engenharia para acompanhar as obras de duplicação da rodovia dos Tamoios.

Além de consultoria técnica, a empresa irá fornecer serviços de geologia sobre a área definida para receber a pista da ‘Nova Tamoios’, como vem sendo chamada pelo governo estadual.

Aberta ontem, a licitação será encerrada no dia 28 de outubro. A empresa será contratada para prestar consultoria à Dersa durante a execução da duplicação do trecho de planalto da Tamoios, entre os km 11,5 e 60,4, envolvendo as cidades de São José dos Campos, Jacareí, Jambeiro Paraibuna. O valor não foi divulgado.

De acordo com a Dersa, a contratação de consultoria é normal em obras de grande envergadura, como é o caso da Tamoios. O serviço servirá para subsidiar a coordenação das obras durante a execução dos trabalhos.

Empresas interessadas podem requisitar o edital de licitação através do site da Dersa.

No início desse mês de setembro, a Dersa publicou os editais de pré-qualificação para as empresas interessadas em executar as obras de duplicação da Tamoios, no trecho entre o km 11,5 e o km 60,48.

O objetivo é selecionar as empresas que atendam as exigências técnicas e estejam aptas a executar os contratos de obras e serviços.

Os envelopes com a documentação e habilitação das empresas interessadas serão recebidos até o dia 6 de outubro. O prazo de recurso é de cinco dias, quando será feita a publicação no Diário Oficial.

De acordo com a Dersa, as obras na Tamoios serão divididas em dois lotes, abrangendo do km 11,5 até o km 35,8 e entre os km 35,8 e 60,48.

Prazos. As obras de engenharia para os dois lotes estão estimadas em R$ 775 milhões.

O cronograma de duplicação prevê o início da obras em de 2012, com expectativa de conclusão em 20 meses, para novembro de 2013.

Fonte: O Vale

Discussão: duplicação da rodovia Tamoios

Hoje, a partir das 14h, em São José dos Campos terá uma audiência pública que vai apresentar o projeto de duplicação da Rodovia dos Tamoios (SP-99). A obra começa em março de 2012.

A audiência será realizada no auditório da Faap (Fundação Armando Alvares Penteado), na zona oeste, é obrigatória por lei e a primeira de uma série de encontros sobre a obra.

O Dersa (Desenvolvimento Rodoviário), alça do Estado e responsável pelo projeto, informou que em outubro serão feitos novas audiências públicas para discutir o Eia/Rima (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental) da obra.

Deputados integrantes da Frente Parlamentar em Defesa do Vale como padre Afonso Lobato (PV), Marco Aurélio de Souza (PT) e André do Padro (PR) confirmaram presença na audiência. Os prefeitos do Litoral Norte também devem marcar presença e criticar o fato de os serviços começarem no trecho de planalto. Antônio Marcos de Barros (DEM), prefeito de Paraibuna, também vai participar com críticas e reclamações sobre o projeto da obra.

A apresentação da audiência será feita pelo diretor de engenharia do DER (Departamento de Estradas de Rodagem), responsável pela rodovia, Estanislau Marcka. A palestra vai durar uma hora. Junto com ele, virão à audiência o diretor de engenharia do Dersa, Pedro da Silva, e o gerente de planejamento do órgão, Carlos Satoru.

A primeira fase foi ampliada de 21 para 53 quilômetros –chegando até a Serra do Mar. O cronograma também foi alterado. Os serviços estavam previstos para começar em janeiro de 2012, agora devem começar em março e só serão concluídos em novembro de 2013.

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Fonte: O Vale

Obras da Tamoios

A duplicação do trecho de planalto da SP-99 (Rodovia dos Tamoios) vai custar R$ 19,5 milhões por quilômetro aos cofres do Estado. O valor foi apontado em estudo da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A), que será responsável pela obra.

Segundo o levantamento, serão necessários R$ 390 milhões para duplicação entre os km 11,5, em São José, e o km 32,8, em Paraibuna. Para especialistas, o maior gasto será com desapropriações de terras, já que a proposta original do Estado prevê construir uma pista paralela a atual.

Segundo a Dersa, o montante de R$ 390 milhões é uma previsão ou seja, ainda pode variar para cima ou para baixo. O valor definitivo será apontado somente após a elaboração do projeto de engenharia, que deve ficar pronto até outubro.

Prometida há mais de uma década pelo Estado, a duplicação da Tamoios voltou à tona esta semana quando o governador Geraldo Alckmin (PSDB), em visita a Jacareí, disse que vai usar um contrato de 1993 para dar início aos serviços em janeiro de 2012.

O Estado informou que a medida será embasada em decreto de 1986, que antecedeu à atual Lei de Licitações. Segundo o anúncio feito pelo governador, a primeira etapa das obras na Tamoios será embutida no projeto da ligação Dutra-Carvalho Pinto em São José, lançado na gestão de Luiz Antonio Fleury Filho.

A manobra permitirá que o governo do Estado dê início à duplicação sem a
necessidade de abrir um novo processo licitatório. As obras do corredor Dutra-Carvalho Pinto são executadas desde 1993 pelo grupo Andrade Gutierrez por meio de aditamentos em um mesmo contrato.

A Dersa não respondeu ontem porque o Estado decidiu abrir mão do processo licita-tório e se por conta disso não corre o risco de pagar um preço mais alto pela obra. Prefeitos da região se esquivaram da polêmica, afirmando se tratar de uma questão técnica. O importante, dizem, é que a obra saia.

O projeto de duplicação do trecho de serra da Tamoios prevê a criação de uma PPP (Parceria Público-Privada), que está sendo formatada para a obra. Ao todo, o projeto prevê a duplicação de 54,4 quilômetros no trecho planalto, 39 quilômetros no trecho serra (os 21,4 quilômetros existentes mais 17,6 quilômetros de uma nova pista) e a construção de 38,1 quilômetros de contornos viários em São Sebastião e Caraguatatuba.

Ao todo, a obra consumirá cerca de R$ 4,5 bilhões.

Alheios a qualquer polêmica, prefeitos da região evitaram comentar o novo modelo de contrato escolhido pelo governo do Estado para dar início as obras de duplicação da rodovia dos Tamoios. Para eles, o mais importante é ter a obra o norte do contrato é uma questão unicamente técnica.

O prefeito de Paraibuna. Antônio Marcos de Barros (DEM) tem opinião semelhante. O prefeito de Ilhabela, Toninho Colucci (PPS), afirmou que a medida mostra que o Estado está disposto a cumprir a promessa de duplicar a rodovia. “É melhor agilizar o início da obra do que ficar se prendendo a termos técnicos e não ter a Tamoios duplicada”, afirmou Colucci.

O Vale