Acordo do Sindicato com a GM fracassa na cidade

Após 10 horas de negociação, terminou sem acordo a primeira reunião da série de três entre General Motors e Sindicato dos Metalúrgicos de São José realizada ontem na sede da montadora, na região leste da cidade, para definir o futuro de 1.500 funcionários considerados excedentes e que podem ser demitidos em nove dias.

Segundo o sindicato, a empresa teria dito na reunião que só aceita negociar qualquer proposta da entidade se o grupo for dispensado. “A empresa mantém a posição dela em demitir os trabalhadores e discute somente isso”, disse Antônio Ferreira de Barros, o ‘Macapá’, presidente do sindicato.

O dia 26 de janeiro é o prazo final de negociação, segundo acordo fechado no ano passado que deu uma trégua temporária nas dispensas e colocou 779 operários em layoff (contrato de trabalho suspenso). Ainda de acordo com o sindicato, para a segunda reunião do ano, agendada para amanhã, às 9h, ficou acertada a presença de representantes dos ministérios do Trabalho e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, e de Luiz Moan, diretor de assuntos institucionais da General Motors.

“Esperamos que com a presença desses ministérios possamos entrar em acordo. Esperamos também que a postura do governo seja em favor da manutenção dos empregos”, afirmou Macapá. Hoje, haverá assembleia na sede do sindicato em São José, às 9h, quando serão definidos os próximos passos da mobilização da categoria. Protestos e greves não estão descartados. “Continuamos nosso processo de luta e contamos com o apoio da população”, disse.

As propostas feitas pelo sindicato, desde a primeira reunião realizada em agosto de 2012, são a continuidade da fabricação do Classic em São José segundo o sindicato, empresa teria interesse em levar a produção para Rosário, na Argentina, mas GM nega, a fabricação local de modelos que hoje são importados como o Sonic, a retomada da produção de caminhões, novos investimentos e acordo trabalhista que garanta a estabilidade no emprego.

“Com novos investimentos, que são importantíssimos para a economia da cidade, esses trabalhadores devem ser contratados novamente. O sindicato deve aceitar as demissões porque a recompensa virá”, disse Felipe Cury, presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial) de São José.

Para Jair Capatti Júnior, delegado do Corecon (Conselho Regional de Economia), é preciso ter bom senso porque a ruptura de um ciclo de negócios pode não ser vantagem para a cidade. “Todo e qualquer tipo de investimento é importante porque gera arrecadação de impostos e benefícios. Nesse caso, a gente torce para o bom senso”, disse.

Na última terça, o prefeito Carlinhos Almeida (PT) se reuniu com a direção da GM. Em nota, Carlinhos informou que fez um apelo à empresa para que reveja a situação e evite a demissão dos trabalhadores. O prefeito se colocou à disposição para intermediar o diálogo entre GM e sindicato.

O Vale

Publicado em: 17/01/2013

Futuro de Metálurgicos começam a ser decidido hoje (16)

General Motors e Sindicato dos Metalúrgicos iniciam hoje a série de três reuniões para definir o futuro de 1.500 funcionários considerados excedentes e que podem ser demitidos no próximo dia 26 em São José. O risco é iminente. Pelo menos é a opinião de dirigentes empresariais ligados à indústria e representantes do poder público.

O próprio sindicato admite que a montadora já deixou claro que só aceita negociar novos investimentos para a planta da cidade se o grupo for dispensado. O dia 26 de janeiro é o prazo final de negociação, segundo acordo fechado no ano passado que deu uma trégua temporária nas dispensas e colocou 779 operários em layoff (contrato de trabalho suspenso).

A reunião de hoje começa às 9h na planta de São José. Os próximos encontros serão na sexta e na terça-feira. Os 1.500 operários ameaçados de demissão atuam no MVA, setor onde antes eram montados quatro modelos e hoje restou apenas o Classic. “O sindicato não aceita a demissão dos trabalhadores”, disse Luiz Carlos Prates, o ‘Mancha’, diretor do sindicato local.

Entre lideranças empresariais, o temor de cortes é grande, já que afetaria toda a cadeia produtiva da GM na região. Estima-se que mais 4.500 empregos, além dos 1.500 da montadora, seriam afetados. Para Mário Sarraf, diretor da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), o sindicato precisa mudar sua postura frente às negociações.

“Essa posição inflexível do sindicato não é inteligente. Essa linha de divergência não está dando certo, está na hora de mudar e concordar com a empresa para evitar que ela deixe de investir na cidade”, disse Sarraf. Segundo Almir Fernandes, diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São José, um acordo para novos investimentos acertado hoje demoraria de dois a três anos para ser concretizado, o que não afastaria o risco imediato de cortes.

“A empresa vai investir, produzir onde tenha mais lucros. O sindicato não aceitou investimentos em 2008, agora precisa entender que não há como manter esses funcionários considerados excedentes que para a empresa”, afirmou ele.

As propostas feitas pelo sindicato, desde a primeira reunião realizada em agosto de 2012, são a continuidade da fabricação do Classic em São José, a produção local de modelos que hoje são importados, a retomada da produção de caminhões, novos investimentos e acordo que garanta a estabilidade do emprego. “A empresa disse que pretende negociar novos investimentos. Mas antes, quer demitir 1.500”, disse Mancha.

Anteontem, o prefeito Carlinhos Almeida (PT) se reuniu com a direção da GM. Em nota, Carlinhos informou que fez um apelo à empresa para que reveja a situação e evite a demissão dos trabalhadores. A nota ainda diz que a prefeitura se colocou à disposição para intermediar o diálogo entre sindicato e montadora. A GM teria se comprometido a se reunir com o sindicato.

“Estamos realmente muito preocupados com a situação e vamos esgotar todas as possibilidades para reverter as demissões”, disse o petista em nota. Procurada ontem, a GM informou por meio da assessoria que não comentaria o assunto.

Em entrevistas anteriores, o diretor de assuntos institucionais da GM, Luiz Moan, confirmou o excedente não só de funcionários no complexo de São José, mas também de maquinário e espaço físico. O complexo de São José, inaugurado na década de 50, já chegou a empregar mais de 12 mil pessoas mas hoje não passa de 7.500.

O Vale

Publicado em: 16/01/2013

Sindicato e Montadora teram sua primeira reunião na cidade

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José vai distribuir cerca de 100 mil cartas abertas à população com o objetivo de chamar a atenção para a crise na General Motors que envolve o futuro de 1.500 operários, além de utilizar a rede social como mais uma ferramenta na luta pelo emprego.

Amanhã, acontece a primeira reunião do ano entre montadora e sindicato. “Tudo isso faz parte da campanha contra as demissões na GM”, disse Luiz Carlos Prates, o ‘Mancha’, diretor do sindicato. Segundo ele, as cartas começaram a ser distribuídas ontem em São Caetano do Sul e serão entregues nas principais fábricas do Vale.

Representantes da GM e do sindicato vão se reunir amanhã para mais uma rodada de negociações. O encontro será no período da manhã, na GM. “A nossa expectativa é que a empresa volte atrás e mantenha o emprego dos trabalhadores”, afirmou.

Na quinta-feira, um dia após a reunião, haverá assembleia na sede do sindicato, às 9h. Outras duas reuniões estão agendadas para os dias 18 e 22, sendo que o encontro antes previsto para dia 23 foi antecipado um dia. Os 1.500 operários ameaçados de demissão atuam no MVA, setor onde antes eram montados quatro modelos e hoje há apenas um, o Classic, que está sendo transferido gradualmente para a unidade da GM na Argentina. Deles, 779 estão com o contrato suspenso desde 27 de agosto de 2012.

Procurada ontem por O VALE, a GM não com comentou o assunto. 346 funcionários da Sadefem estão parados desde ontem. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, a empresa reforçou a segurança e impediu a entrada dos operários. Agora, eles aguardam decisão judicial que obriga a empresa a pagar os salários atrasados.

O Vale

Publicado em: 15/01/2013

Negociação das Demissões da GM tem prazo final

O prefeito Carlinhos Almeida (PT) admitiu ontem que pouco poderá ajudar na negociação entre General Motors e Sindicato dos Metalúrgicos e deu como praticamente certa a demissão dos 1.500 funcionários considerados ociosos pela montadora em São José.

O petista, que se reuniu pela manhã com uma comissão de três sindicalistas e sete funcionários da GM, ainda criticou o governo do ex-prefeito Eduardo Cury (PSDB) pela demora em adotar um posicionamento. A reunião aconteceu após passeata pelo centro que reuniu 500 funcionários da GM, a maioria em ‘layoff’. Participaram também do encontro sete vereadores, entre eles Amélia Naomi (PT), presidente da Câmara.

“Estou bastante preocupado com a situação. Entendo que só existe um caminho. Buscar o entendimento entre empresa e trabalhadores. Nosso papel é criar um ambiente propício e intermediar as negociações”, disse Carlinhos, que deve se reunir na próxima semana com representantes da GM.

A vereadora Amélia Naomi também ficou de agendar uma audiência pública na Câmara para debater o caso. Os 1.500 operários ameaçados de demissão atuam no MVA, setor onde antes eram montados quatro modelos e hoje há apenas um, o Classic, que está sendo transferido gradualmente para a unidade da GM na Argentina.

Sem investimentos, a planta tem ociosidade de funcionários, maquinário e espaço físico. Após ameaçar demitir o grupo no ano passado, um acordo deu uma trégua na crise e estendeu até 26 de janeiro o prazo para um possível entendimento. Enquanto isso, 779 estão com o contrato suspenso (layoff) desde 27 de agosto de 2012.

Para Carlinhos, a solução imediata para evitar as demissões seria a vinda de novos investimentos para São José. “Temos que apostar todas as nossas fichas em um entendimento”, afirmou. Já para Almir Fernandes, diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São José, nem isso salva os empregos. Empresários da cidade e os próprios funcionários compartilham da mesma opinião. Para eles, a demissão é inevitável. “A produção (de novos modelos) começaria apenas em 2015”, disse.

A GM atribui a crise à dificuldade em negociar com o sindicato local pacotes que garantissem investimentos. Foram pelo menos três modelos ‘perdidos’ para outras plantas no país. “O sindicato está querendo repassar a responsabilidade à prefeitura porque não admite que é culpado. Quando a GM tentou trazer mais investimentos para São José em 2008, foi barrada pelo sindicato. Nem a GM, nem os funcionários têm culpa. Não há mais o que fazer”, disse Fernandes.

O sindicato também é alvo de críticas da ACI (Associação Comercial e Industrial). “Que sirva de lição”, disse Felipe Cury, presidente da ACI. O presidente do sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o ‘Macapá’, rebateu as críticas e disse que não houve proposta de investimentos formal da empresa.

“Oficialmente, nunca houve essa proposta ao sindicato de novos investimentos em troca da redução de salário. Todas as vezes celebramos acordo. Em 2008 mesmo, o acordo foi de R$ 800 milhões com a produção da S10 e da Blazer”, disse.

O protesto de ontem faz parte do que o sindicato chama de ‘janeiro vermelho’, que prevê uma série de manifestações para forçar a GM a rever sua posição. Os cerca de 500 trabalhadores caminharam do sindicato até o Paço, mas acharam os portões fechados. Após serem recebidos pelo chefe de gabinete, Paulo Roitberg, os sindicalistas foram ao gabinete para reunião com Carlinhos e os portões foram reabertos.

O Vale

Publicado em: 11/01/2013

Fechamento de setor leva o úttimo carro na GM

A General Motors reduziu a produção do Classic, na planta de São José dos Campos, de 5.600 unidades por mês para 3.000, em 2012. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, a montadora quer encerrar a fabricação do modelo na cidade, com o fechamento definitivo da linha de produção MVA, e levar o carro para a planta de Rosário, na Argentina.

Os trabalhadores argentinos, ainda segundo o sindicato, já trabalhariam com parte da produção retirada de São José a planta de São Caetano do Sul da GM não teria mais capacidade para absorver a produção. A empresa não confirma.

A retirada do Classic de São José tornaria irreversível a demissão de 1.500 trabalhadores da fábrica. Destes, 779 estão com o contrato de trabalho suspenso desde 27 de agosto do ano passado. O prazo do ‘layoff’ termina no dia 26 deste mês, data da suposta demissão em massa.

Em agosto de 2012, quando anunciou a suspensão dos contratos, a GM informou que contava com um excedente de 1.840 trabalhadores na planta de São José. Deste total, desde então, 340 já teriam saído no PDV (Programa de Demissão Voluntária) aberto pela montadora.

O Sindicato dos Metalúrgicos programa manifestações na cidade para tentar reverter a demissão em massa. Na próxima quinta-feira, os sindicalistas farão uma assembleia com os trabalhadores em layoff e tentarão uma reunião com o prefeito Carlinhos Almeida (PT).

Para Antônio Ferreira de Barros, o ‘Macapá’, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José, se não houver resistência, a demissão será irreversível. “Em todas as reuniões que tivemos, a posição da GM tem sido sempre a mesma. De fechar o MVA e levar a produção do Classic para Argentina, demitindo trabalhadores em São José. Ela não mudou nada até agora. A gente é que tem que lutar contra.”

Ontem, o sindicato protocolou um ofício no Paço Municipal pedindo uma reunião com o prefeito para a próxima quinta-feira. O pedido foi confirmado pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Sebastião Cavali, que também admitiu conceder benefícios à montadora para evitar as demissões.

A ideia do sindicato é envolver Carlinhos na defesa dos empregos na GM antes da próxima reunião com a montadora, marcada para 16 de janeiro. “Queremos ser recebidos pelo prefeito e que ele cumpra o compromisso que assumiu na porta da fábrica, quando estava de campanha, que é o de lutar pela manutenção dos empregos na cidade”, disse. Atualmente, a GM mantém 7.500 funcionários em São José. Eles produzem as novas S-10 e Blazer, o Classic e motores. A montadora não comenta o assunto.

O Vale

Publicado em: 08/01/2012

Situação da GM cobra Carlinhos no início do mandato

A direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São José vai cobrar do prefeito Carlinhos Almeida (PT) a intervenção dele para tentar evitar a demissão de 779 trabalhadores da General Motors que estão com o contrato de trabalho suspenso desde 27 de agosto do ano passado. O prazo do ‘layoff’ termina no dia 26 deste mês.

O grupo fez um pedido oficial há dois meses para uma reunião, mas até ontem não havia obtido retorno. “O prefeito pode nos ajudar de maneira que consigamos chegar até a presidente Dilma (Roussef) em Brasília. Ela precisa saber do que acontece na GM”, disse Antônio Ferreira de Barros, ‘Macapá’, presidente do sindicato.

Segundo a assessoria de imprensa do prefeito, ainda não há data para um encontro, mas que ele vai trabalhar como mediador e que o caso da GM é uma questão de urgência. A assessoria informou ainda que a prefeitura está disposta a receber tanto a GM que segundo ela, já foi procurada, como o sindicato.

“Nós entendemos que essa posição é muito pouco. Em campanha, o prefeito assumiu um compromisso de trazer empresas para São José e também de negociar a fabricação de novos carros na cidade. E agora nós vamos cobrar dele”, afirmou Macapá.

O mês será marcado por inúmeras manifestações programadas pelo sindicato. A primeira será no dia 10 quando todos os trabalhadores em layoff devem fazer uma passeata no centro da cidade. Logo depois, de acordo com Macapá, seguirão até a prefeitura na tentativa de serem recebidos pelo prefeito. “Será um mês de luta em defesa do emprego”, disse ele.

No dia 16, haverá uma reunião entre GM e sindicato. A direção da GM não se pronunciou ontem sobre o assunto, alegando que tal atitude é em respeito aos funcionários. Crise começa em 2008 quando a GM condicionou a fabricação de três novos modelos à redução do piso salarial para novas contratações. Após assembleias, o sindicato não aceitou acordo.

779 metalúrgicos ficam em layoff até o dia 26 de janeiro. No dia 10 do mesmo mês, haverá uma passeata no centro de São José e dia 16, uma nova reunião entre GM e sindicato.

O Vale

Publicado em: 03/01/2013

Sindicato ameaça cortes da GM na cidade

Metalúrgicos da General Motors de São José dos Campos prometem partir para o ataque para evitar a demissão de 1.600 trabalhadores da empresa em janeiro, mês que concentrará as mobilizações da categoria. “Teremos um ‘janeiro vermelho’ em São José com paralisações, ocupações na via Dutra e greves. É um absurdo o que a GM quer fazer”, disse Antônio Ferreira de Barros, o ‘Macapá’, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José.

Hoje, sindicalistas e representantes da montadora terão uma nova reunião para discutir a situação dos 779 funcionários da GM que estão com o contrato de trabalho suspenso (layoff) desde 30 de novembro. Amanhã, o sindicato espera levar uma massa de trabalhadores à região central de São José, às 9h, para uma passeata de protesto, a segunda desde que a crise estourou.

Eles tentarão sensibilizar a empresa a reintegrar os trabalhadores em layoff e manter a linha de produção MVA, onde atualmente só é produzido o Classic. O prazo para término da suspensão temporária dos contratos de trabalho é 26 de janeiro de 2013.

Em declarações recentes, que revoltaram os sindicalistas, o presidente da General Motors América Latina, Jaime Ardila, teria sinalizado com a possibilidade de levar a produção do Classic para Rosário, na Argentina, e demitir em São José. A GM não fez comentários sobre o assunto ontem.

Pelas contas do sindicato, pelo menos 1.600 trabalhadores seriam colocados no olho da rua, sem contar os 200 que já teriam deixado a empresa por meio de um PDV (Programa de Demissão Voluntária). “Executivos da GM disseram que esperam um acordo com o sindicato para resolver a questão. Estamos abertos a fazer todos os acordos necessários para evitar as demissões, o que não vamos aceitar”, afirmou Barros.

O sindicalista acusa a GM de “radicalismo” e de não aceitar nenhuma proposta feita pelos trabalhadores. A crise na GM de São José começou em 2008, quando a empresa desistiu de investir na planta, trazendo novos veículos, por falta de acordo com o sindicato. Ela queria diminuir os salários. Os altos salários pagos na planta estariam afetando a competitividade da empresa.

O Vale

Publicado em: 06/12/2012

Sindicato dos Metalúrgicos acusa GM por demissões

Documento entregue ao governo federal, na última segunda-feira, pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José comprovaria mais de 1.300 demissões na General Motors em todo o país, sendo 1.228 somente na cidade, no período de agosto de 2011 a setembro deste ano.

O sindicato quer usar o documento para obter ajuda do governo contra possíveis demissões na cidade. Cerca de 1.800 funcionários estão ameaçados de dispensa na fábrica. Destes, 779 estão em layoff até 26 de janeiro de 2013, considerados excedentes pela empresa em São José.

“Nosso objetivo é agendar ainda para este ano uma audiência com a presidente Dilma Rousseff e o prefeito eleito em São José, Carlinhos Almeida. Queremos que nos ajudem a impedir as demissões”, disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Antonio Ferreira de Barros, o ‘Macapá’.

Segundo o secretário geral do sindicato, Luiz Carlos Prates, o ‘Mancha’, houve evolução nas negociações, mas o impasse continua. “É inaceitável que a empresa não abra mão dessas demissões. Estamos dispostos a fazer acordo, buscar uma solução”, afirmou.

Em coletiva ontem, o sindicato apresentou representantes de sindicatos da Espanha, Alemanha, Colômbia e Argentina que estão no Brasil para o Encontro Internacional que acontece hoje em São José. Eles também foram apresentados aos metalúrgicos em assembleia realizada na tarde de ontem na porta da GM. Uma segunda assembleia acontece hoje pela manhã na entrada do primeiro turno.

De acordo com o sindicato, a união dos sindicatos é uma forma de pressionar os governos municipal e federal e a própria fábrica. “A vinda deles é muito importante. São manifestações de apoio como essas que precisamos para nos fortalecer e resistir a essas demissões”, afirmou Macapá.

O único carro que sobreviveu à crise no MVA na planta de São José, o Classic, está com os dias contados. Segundo o sindicato, a produção do veículo deve ir para a fábrica da Argentina. “Estamos lutando para manter a produção do Classic em São José juntamente com os empregos”, disse ele. A GM não comenta o assunto.

Para Stefen Reichelt, vice-presidente da Comissão da Opel-GM, na Alemanha, os problemas vividos hoje pelos metalúrgicos de São José não é apenas local. “A GM em Bochum deve ser fechada até 2016. Serão 5.000 trabalhadores nas ruas. A crise de agora é a mais difícil”, disse. Reichelt ressaltou que desde o fim a 2ª Guerra nenhuma fábrica fechou na Alemanha.

O Vale

Publicado em: 21/11/2012

Devedores poderam ganhar desconto em dívidas

O Sindicato do Comércio Varejista de São José dos Campos lançou uma campanha neste fim de semana para recuperar o crédito dos consumidores inadimplentes da cidade. Atualmente, 23 mil pessoas estão com o nome sujo no município. O total da dívida chega a R$ 163 milhões.

A iniciativa visa possibilitar ao consumidor a retirada do nome do SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). Até o dia 31 de dezembro, os inadimplentes poderão quitar suas dívidas com isenção de multa e juros, pagando apenas o valor original do débito, acrescido de taxa administrativa.

Também será possível negociar o parcelamento do valor devido. Nesse caso, a partir do pagamento da primeira parcela, o consumidor já tem seu nome excluído do cadastro do SCPC. A campanha é válida somente para pagamento de dívidas contraídas junto às lojas participantes da promoção. Os consumidores que quitarem suas dívidas no período promocional participarão do sorteio de um notebook.

G1 (Vnews)

Publicado em: 12/11/2012

Para evitar corte, Sindicato e GM estabelecem acordo

A General Motors e o Sindicato dos Metalúrgicos têm reunião decisiva na próxima quinta-feira sobre o destino dos 1.840 trabalhadores da linha de produção MVA, da planta de São José. A empresa apresentou um pacote com 17 propostas em encontros anteriores, o últimos deles na sexta-feira, mas não garantiu a manutenção do emprego e nem a vinda de investimentos ou novos projetos para a cidade.

Ela alega baixa produtividade e excedente de mão de obra e ameaça fechar todo o setor, colocando na rua 1.840 trabalhadores. Desde 27 de agosto, 940 funcionários estão com o contrato de trabalho suspenso, medida conhecida como ‘layoff’ e que termina em 30 de novembro.

As propostas feitas pela GM flexibilizam as condições de salário e de trabalho na planta como medida para “viabilizar possíveis novos investimentos na unidade”. Mesmo sem ter levado as propostas para assembleias, o sindicato rechaçou o pacote por não garantir o emprego e a manutenção do MVA.

“A GM segue a linha de demitir e fechar o setor, o que não concordamos. Defendemos a manutenção do emprego, a ampliação da produção do Classic e a vinda de novos investimentos para a planta”, disse o presidente do sindicato, Antonio Ferreira de Barros, o ‘Macapá’. Por meio da assessoria, a GM disse que não comentaria a negociação.

Ontem, uma caravana com 86 sindicalistas e trabalhadores da GM viajou a Brasília com o intuito de pedir ajuda ao governo para impedir demissões na fábrica da GM. Eles tentarão um encontro hoje com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, ou com o ministro do Trabalho, Brizola Neto. “Pediremos ao governo que proíba a GM de demitir, amplie a produção de carros no país, garanta estabilidade no emprego e traga investimentos para São José”, disse Barros.

Na empresa, segundo o relato de funcionários, o clima é de instabilidade e apreensão. Há quem ainda mantenha esperança na manutenção dos postos de trabalho, mas muitos já dão como certa a demissão em massa. “É um desastre psicológico o que ocorre com os trabalhadores, que escutam falar de demissão desde o ano passado. O clima é de instabilidade total”, disse Nilson Araya, funcionário da GM ligado à CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), oposição à diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos.

O secretário de Relações do Trabalho de São José, Ricardo Dinelli, disse que as propostas da empresa podem sinalizar para a chance de entendimento. “A prefeitura não pode interferir, mas acreditamos num acordo.” Mesma opinião tem Felipe Cury, diretor regional da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). “Cada lado tem que ceder um pouco em favor do emprego.”

O Vale