Cidade tem queda em casos de Haseníase

A Prefeitura de São José dos Campos registrou queda de mais de 50% nos casos de hanseníase no município. Até novembro de 2012 foram 20 casos e em 2011, 42. Durante o mês de janeiro, as ações de orientação sobre a doença são intensificadas por causa do Dia Mundial do Hanseniano, em 30 de janeiro.

Para marcar a data, pacientes, familiares e responsáveis se reúnem nesta sexta-feira (18), das 13h às 17h, na Casa Olivo Gomes, no Parque da Cidade (Rua Olivo Gomes, 100), em Santana. Além de informações, o grupo trocará experiências sobre a hanseníase e receberá orientações sobre a importância do tratamento e esclarecimentos sobre a prevenção para diminuir a transmissão da doença.

A hanseníase atinge a pele e os nervos dos braços, mãos, pernas, pés, rosto, orelhas, olhos e nariz. A transmissão é feita pelo contato prolongado com portadores da doença. O tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas varia de dois até mais de dez anos.

A doença causa deformidades físicas, que podem ser evitadas com o diagnóstico precoce e o tratamento imediato. A hanseníase tem cura e o tratamento é gratuito.

A doença apresenta alguns sinais como:

  • Manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo com perda ou alteração de sensibilidade;
  • Área de pele seca e com falta de suor;
  • Área da pele com queda de pelos, especialmente nas sobrancelhas;
  • Área da pele com perda ou ausência de sensibilidade ao calor, dor e tato. A pessoa se queima ou machuca sem perceber;
  • Sensação de formigamento;
  • Dor e sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas, inchaço de mãos e pés.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 17/01/2013

Cidade tem solicitação para aumento de médicos

O Comus (Conselho Municipal de Saúde), de São José dos Campos, encaminhou um pacote de reivindicações ao secretário de Saúde, Álvaro Machuca. O documento foi entregue na semana passada, durante reunião do conselho com o secretário.

São 11 propostas, que foram aprovadas na 11ª Conferência Municipal de Saúde e compiladas em outubro do ano passado pelo Colegiado Pleno do Comus. Entre as principais recomendações estão a atenção especial ao setor de Recursos Humanos da pasta, provendo o sistema de número adequado de profissionais para atender a demanda existente e eliminar o desvio de funções; concretizar propostas de mudanças para a melhoria do plano de carreira dos profissionais da saúde e adoção de medidas emergenciais para o atendimento das demandas reprimidas existentes na áreas de atenção básica, especialidades e cirurgias.

O Comus recomendou ainda a implantação de programas de saúde dos governos federal e estadual, como PSF (Programa de Saúde da Família), Brasil Sorridente e SAMU, entre outros, além de ampliação do desenvolvimento de políticas de saúde preventiva, principalmente em relação às doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial.

Também foi pedido ao secretário que garanta a efetiva participação do Comus no sistema de gestão da Saúde, visando manter a transparência nos investimentos e na execução do orçamento da secretaria. A presidente do Comus, Meire Ghilarducci, disse que o documento foi elaborado para ser entregue ao novo prefeito na primeira reunião anual do conselho.

“O encontro com o secretário Machuca ocorreu na quarta-feira da semana passada e foi bastante positivo.” Segundo ela, o colegiado do Comus tem expectativa positiva para o trabalho de Machuca. “Ele trabalhou na secretaria e conhece bem a área”.

No encontro, Machuca relatou aos membros do Comus as tratativas para a realização do primeiro mutirão, promessa de campanha do prefeito Carlinhos Almeida (PT). “O secretário relatou que está mantendo contato com os parceiros da rede para a realização do mutirão. O Comus vai acompanhar e apoiar a iniciativa para depois tratar de outros temas relacionados a projetos para a melhoria do setor”, disse Meire. Segundo ela, Machuca se comprometeu, sempre que possível, a participar das reuniões do colegiado.

O Vale

Publicado em: 17/01/2013

Posto de Sáude oferecem acupuntura gratuita

Pacientes da rede pública de Saúde em São José dos Campos podem fazer acupuntura pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Na cidade, o tratamento é oferecido pela rede Luci Montouro, que funciona ao lado do Hospital Municipal na Vila Industrial.

No entanto, o acesso à acupuntura no SUS só é possível via encaminhamento pela rede pública do município, ou seja, o paciente não tem acesso direto à acupuntura sem antes passar pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município.

A acupuntura na rede pública foi implantada no Estado de São Paulo em 2007. Desde então, a Secretaria de Saúde comemora crescimento de 567% nos atendimentos neste ramo da medicina tradicional chinesa. Desde 2007 foram feitos quase 1 milhão de aplicações de acupuntura na rede pública de saúde em todo Estado. Em 2011, último ano consolidado, houve 264,4 mil aplicações da técnica nos serviços públicos do Estado, contra 39,6 mil em 2007.

A boa aceitação da técnica entre os pacientes também contribuiu para o aumento deste recurso no SUS. De acordo com a Secretaria, o número cresceu ano a ano. Em 2008 foram 95,9 mil sessões de acupuntura. Já em 2009 foram 129,9 mil e, em 2010, 202,3 mil.

Em todo o Estado, 221 unidades de saúde realizam consultas ou sessões de acupuntura. As indicações mais comuns são para hérnias de disco, enxaquecas, ansiedade, insônia, artrites, depressão, alívio de dores crônicas, como lombalgias por exemplo.

Publicado em: 11/01/2013

Cidade terá feria de combate a diabetes para moradores

A Prefeitura de São José dos Campos realiza nesta terça-feira (13) a Feira de Prevenção ao Diabetes. O evento será no pátio da Igreja São Benedito (ao lado da Praça Afonso Pena), das 9h às 16h. Com o tema “Proteja o nosso futuro”, a feira terá 20 estandes, com informações para conscientizar a população.

Na feira haverá orientações sobre os principais comportamentos de risco que podem desencadear a doença como a obesidade, o sedentarismo, a hipertensão, entre outros. Além disso, o público terá informações de como prevenir a doença, suas complicações, além de conhecer os tipos de tratamento.

Também haverá verificação da pressão arterial, testes de glicemia e colesterol, avaliação de obesidade, estresse e sedentarismo, orientações sobre como conservar e aplicar insulina, além de dicas de nutrição e de cuidados com os pés. A estimativa é de que 10% da população de São José dos Campos, entre 30 e 69 anos, tenha diabetes do tipo 2. Esse número salta para 20% nas pessoas acima de 70 anos.

Entre os sintomas da doença estão:

  • Sede excessiva
  • Urinar com frequência
  • Aumento do apetite
  • Perda de peso
  • Cansaço excessivo
  • Falta de concentração e interesse em atividades de rotina
  • Sensação de formigamento ou torpor nos pés e nas mãos
  • Visão embaçada
  • Infecções frequentes
  • Feridas que difícil cicatrização

Esses sintomas são indicativos do diabetes. A orientação é que se procure uma Unidade Básica de Saúde ou um médico para fazer os exames adequados.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 12/11/2012

Cidade tem inicio a vacinação contra raiva em animais

A Prefeitura de São José dos Campos inicia a partir desta quarta-feira (7) a Campanha de Vacinação para Cães e Gatos. Serão 20 postos volantes e 97 pontos fixos de vacinação, montados em diversos bairros do município até o dia 16 de dezembro. Nesta quarta-feira, a equipe volante do Centro de Controle de Zoonosoes (CCZ) vai percorrer o Bairrinho e o Santa Hermínia.

Confira os bairros das zonas urbana e rural e as datas da campanha em São José dos Campos.

Por medida de segurança, o CCZ orienta que os animais sejam conduzidos com coleira, guia e acompanhados por adultos. Também é importante a apresentação da caderneta de vacinação do animal, porém a falta do documento não impedirá a vacinação do cão ou do gato.

Essa vacinação também pode ser feita todos os dias no CCZ (Rua George Willians, 581), no Parque Industrial. O horário de funcionamento é de segunda à sexta-feira, das 9h às 16h.

A raiva é fatal e quando instalada no animal ou no ser humano a chance de cura é raríssima. A doença está controlada no Estado de São Paulo, mas ainda há algumas ocorrências no Norte e Nordeste do país.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 07/11/2012

Rede de saúde da cidade é falha para moradores

A menos de dois meses para deixar o cargo, o secretário de Saúde de São José dos Campos, Danilo Stanzani Junior, comemora acertos e admite erros na condução da pasta mais criticada durante a campanha eleitoral. O tom de reprovação também aparece na população, que reclama da falta de médicos e do atraso em realizar consultas, cuja fila de espera chega a 37 mil.

Em uma entrevista exclusiva a O VALE, Stanzani afirma que as unidades básicas de saúde não cumprem o seu papel, que é tratar da maior parte dos problemas da população e desafogar as unidades de emergência e os hospitais, quase sempre lotados.

“Os profissionais não estão comprometidos com a prevenção. Tem que mudar de ideia”, diz ele. Esse distanciamento, segundo ele, fez com que as unidades perdessem a capacidade de resolver os problemas. O que se recomenda em saúde pública é que 80% das consultas básicas sejam resolutivas, ou seja, que o problema se resolva ali.

“Mas o paciente chega ao clínico não para uma consulta, mas para pedir encaminhamento ao especialista. O clínico, para não ter o embate, acaba encaminhando e gera esse excesso de demanda para especialidade.” Para ele, o diagnóstico da rede revelou que não falta médico na cidade, mas que a categoria está quase toda concentrada na rede hospitalar. “Estamos deficitários na rede básica.”

Tendo assumido a secretaria em meio a uma das maiores crises da pasta, em maio de 2011, Stanzani precisou enfrentar uma greve capitaneada por médicos e pelo Sindicato dos Servidores Municipais. Ele diz ter enfrentado “radicais” e faz o mea-culpa admitindo que errou ao se distanciar dos médicos. “Com relação a eles, eu me penitencio, tivemos uma relação muito ruim.”

O Vale

Publicado em: 05/11/2012

Saúde afetada em todas as áreas da cidade

A demora na marcação de consultas, exames e outros procedimentos nas unidades de saúde de São José dos Campos afeta o atendimento no Hospital Municipal, na Vila Industrial, região leste. Maior e mais bem equipado hospital da Região Metropolitana do Vale do Paraíba, o HM tem por vocação, segundo a própria direção da unidade, atender casos de traumas e problemas de saúde de alta complexidade, incluindo cirurgias.

No entanto, milhares de pacientes da rede municipal de Saúde que deveriam ter seus problemas resolvidos nas unidades básicas procuram o hospital na tentativa de passar mais rapidamente pelo médico ou de conseguir um exame.

Os números do Pronto-Socorro do HM comprovam o desvio. De 24 mil pessoas atendidas por mês no PS, quase 15 mil não são casos de emergência ou urgência, vocação do hospital. Atender esse contingente de pessoas querendo trocar a receita do remédio, pedir atestado médico ou fazer um check-up, todos serviços que deveriam ser feitos nas unidades básicas, compromete 20% da estrutura do Hospital Municipal.

“É como ter um canhão para matar formigas”, disse o superintendente do HM, Carlos Maganha. A condição ideal, segundo ele, seria ampliar o atendimento na rede básica para desafogar o número de pacientes que recorrem ao HM sem necessidade. A mesma posição é defendida pelo médico Itamar Coppio, eleito vice-prefeito de São José dos Campos. “Deve ser restrito à emergência.”

O excesso de pacientes no PS do hospital acaba provocando demora no atendimento e insatisfação nos usuários. Desde 2007, foi adotada classificação de risco para demanda do PS. Os pacientes são atendidos por enfermeira que os separa em cores e prioriza atendimento.

Azul e verde são casos menos graves e que terão que esperar para ser atendidos por ordem de chegada. A maior parte da reclamação contra o hospital vem desse público. Já vermelho e amarelo são pessoas em estado grave e com risco de morte que devem ter o atendimento priorizado. Para esse público, segundo o hospital, o índice de satisfação é muito alto. “Não vemos reclamações destas pessoas”, afirmou Maganha.

Prestes a passar pela quinta operação no HM, Sebastião Sabino de Souza, 62 anos, elogia o serviço prestado na unidade, embora critique as instalações. “É preciso melhorar a acessibilidade”, disse ele, que é cadeirante. Quanto ao sucesso das cirurgias, porém, ele não tem do que reclamar. “Sou quase sócio do hospital e sou sempre muito bem tratado.”

O Vale

Publicado em: 31/10/2012

Cidade poderá ficar sem médico nas redes de saúde

Alerta: o prefeito eleito de São José, Carlinhos Almeida (PT), corre o risco de assumir a prefeitura sem médicos para tocar os plantões de final de semana das unidades da rede pública de saúde. O VALE apurou que o contrato com a empresa Emercor, que presta atendimento médico de urgência no Hospital Clínicas Sul e nas Upas (Unidades de Pronto-Atendimento), irá terminar no próximo dia 14 de dezembro.

E, mesmo com alerta de profissionais da saúde sobre um possível colapso, o prefeito Eduardo Cury (PSDB) teria se recusado a prorrogar o contrato firmado por 12 meses, no valor de R$ 2,2 milhões. Desde dezembro do ano, a empresa Emercor disponibiliza médicos plantonistas 24 horas no Hospital Clínicas Sul e nas UPAS do Novo Horizonte, Eugênio Melo, Campo dos Alemães e São Francisco Xavier, nas especialidades de emergência adulto e pediátrico.

O governo não comentou o caso. Lideranças alinhadas a Cury afirmaram que aditamentos e novos contratos podem ser feitos para evitar um colapso na rede. “Não vai haver nenhum tipo de maldade para prejudicar o próximo governo”, disse o vice-presidente do PSDB, Juvenil Silvério. A ruptura do contrato pode reduzir ainda mais o número de médicos na rede pública em São José.

Nos últimos 14 meses, 71 médicos deixaram a prefeitura. Atualmente, a rede possui 1060 médicos. Desse total, 642 são funcionários públicos municipais, 384 da SPDM (Organização Social que administra o Hospital Municipal da Vila Industrial) e 34 do Provisão-Clínicas Norte –hospital instalado na região norte. O possível desfalque não preocupa Carlinhos. Para ele, o caso pode ser resolvido na transição.

“Isso será conversado na transição. A gente vai conversar com o prefeito durante a transição e eu tenho certeza que é possível resolver isso conversando. Nós vamos receber relatórios e levantar essas questões”, disse.
Coordenador do processo de transição, o vereador Wagner Balieiro (PT) disse que convênios considerados prioritários podem ser aditados durante o processo de transição.
“Precisamos levantar todos os contratos e convênios existentes com término nesse ano e no ano que vem para tomarmos medidas conjuntas para manter os serviços. Isso pode ser feito com aditamentos.”

Reação. Vereadores alinhados ao prefeito eleito defendem o aditamento dos convênios considerados estratégicos. “Desfalque médico é um problema. Esse contrato precisa ser renovado para que o novo prefeito tenha tempo”, disse Walter Hayashi (PSB).

O Vale

Publicado em: 29/10/2012

Para realizar melhorias, Carlinhos buca verba para a cidade

O prefeito eleito de São José dos Campos, Carlinhos Almeida (PT), começou a negociar com o governo federal o repasse de verbas para realizar um mutirão de consultas e exames na área da Saúde a partir de 2013. Deputado federal, Carlinhos foi a Brasília ontem e só deve retornar amanhã. Entre os compromissos está o de tentar garantir recursos para um mutirão da saúde.

“Como sou deputado federal, vou conversar com o ministro Padilha. Ele pode antecipar recursos aos municípios que fizerem mutirões. Então, nossa ideia é em janeiro tentar obter dele a antecipação desses recursos para tentar dar conta desse mutirão”, afirmou Carlinhos.

Em São José, o vice-prefeito Itamar Coppio (PMDB) já iniciou o mapeamento dos hospitais que podem ser parceiros no processo. A estimativa é que São José tenha uma fila de espera de 37 mil consultas e 2.000 cirurgias. Um diagnóstico sobre o setor já foi iniciado pelo petista. “O Carlinhos já conversou com o Padilha para garantir a liberação de recursos para os mutirões logo no começo do governo”, disse Itamar, que é médico.

O Ministério da Saúde informou que liberou R$ 650 milhões aos estados e municípios para a realização de cirurgias eletivas até junho de 2013. Os repasses são destinados à realização de cirurgias de ortopedia e de catarata, entre outros.

De acordo com o ministério, cabe ao gestor local definir as demandas e o valor necessário e encaminhas as informações para a analise do Ministério. Se aprovado, o repasse pode ser feito por meio do Fundo de Ações Estratégicas e de Compensação.

Segundo Itamar, a expectativa é obter dados do atual governo sobre o cadastro de pessoas à espera de exames, consultas e cirurgias. “Precisamos saber quem está na fila, qual a demanda e quais os casos mais graves”. Paralelo a isso, Itamar iniciou ontem conversas com instituições de saúde da cidade para levantar a capacidade de atendimento ociosa existente.

“Faremos o diagnóstico do banco de reserva de consultas e cirurgias que podem a atender as pessoas. Por exemplo, já sabemos que a Santa Casa possui dez leitos disponíveis, mas a capacidade é de 20. Hoje são realizadas cerca de 15 cirurgias por mês, mas poderiam ser feitas 40”.

O Pio 12, segundo ele é outro hospital que poderia ampliar o atendimento de cateterismo e angioplastia. “Estamos analisando capacidade, mas também custos”, disse. Itamar deve integrar a equipe de transição de Carlinhos. Ele inclusive pode ser um dos articuladores do grupo

Outro nome cotado é o do vereador Wagner Balieiro. “Ainda não há definição sobre a equipe, mas ela será técnica para analisar planilhas, contratos e fazer um diagnóstico por área da prefeitura. Pode haver também na coordenação, uma pessoa mais política”, disse Balieiro.

O Vale

Publicado em: 10/10/2012

Eleitores apontam o principal problema na cidade: Saúde

A falta de médicos na rede municipal de saúde é a principal queixa do eleitor de São José dos Campos, revela pesquisa O VALE/Mind. De acordo com os dados da sondagem, 26% dos entrevistados responderam que o principal problema da rede de saúde do município é a falta de médicos, seguido pelo atendimento precário nas unidades de saúde, com 24% das citações.

O terceiro gargalo da rede é a fila por exames, aponta o levantamento, com 12,3% das respostas.  A pesquisa foi realizada entre os dias 19 e 20 de setembro. Foram ouvidas 600 pessoas e a margem de erro é de 4 pontos percentuais, para mais ou para menos. “Demorei oito meses para conseguir uma consulta com cardiologista”, reclamou a auxiliar de serviços gerais Irene Batista de Souza, 42 anos, moradora do Campo dos Alemães, região sul.

“É preciso mais médicos na rede”, disse. Mesma queixa da dona de casa Maria Carleusa, 32 anos, que ontem foi à UBS (Unidade Básica do Campo dos Alemães) para saber quando vai ser chamada para consulta com ginecologista. “Há dois meses espero por uma consulta e até agora não fui chamada. Disseram que é pra mim aguardar em casa”, disse ao sair da unidade.

“Nem sempre a gente encontra pediatra. Além disso, demora muito o atendimento”, reclamou a dona de casa Tatiane de Jesus da Silva, 24 anos, após levar o filho para consulta na UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) do bairro.

A estratifica-ção da pesquisa mostra que a reclamação pela falta de médicos é maior na região norte, com 32,3% das citações. A seguir esse é o principal problema para 30% dos pesquisados na região oeste e para 25,6% dos ouvidos nas zonas leste e centro. Na zona sul, 24,3% disseram o mesmo.

A maior queixa com relação ao atendimento precário na rede foi verificado na zona leste, com 26,9% das citações, seguido pelos moradores do centro, com 25,6% dos entrevistados. A fila por exames foi a maior reclamação verificada pela pesquisa na região sudeste, com 18,2% das citações, seguida pela zona oeste, com 16,7% , mostra a sondagem.

Segundo dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Saúde, 1.071 médicos prestam serviços diretos para a prefeitura atualmente nas Unidades Básicas, Unidades de Especialidades, Unidades de Pronto-Atendimento e nos hospitais municipais da rede.

Desse total, 653 são funcionários públicos municipais, 384 da SPDM (Organização Social que administra o Hospital Municipal da Vila Industrial) e 34 do Provisão/Clínicas Norte (hospital da região norte). A rede municipal de saúde possui 40 UBSs, 3 hospitais e 5 UPAS.

A secretaria informou que tem 3.00 mil funcionários. O município realiza uma média de 135 mil consultas/mês e 250 mil/exames mensais. Os dados da pesquisa mostram que 1,7% dos entrevistados se queixaram das filas para marcação de consultas, 1,5% do número de unidades de atendimentos e 1,2% da falta de medicamentos.

O Vale