Transporte Coletivo da cidade tem aumento de horário de viagem

O tempo médio de percurso da linha Centro/Novo Horizonte (204-A) no horário de pico após o início da implantação dos corredores de ônibus nas avenidas centrais de São José aumentou em dois minutos em relação ao trajeto feito antes da mudança. Os corredores de ônibus foram implantados para reduzir em 30% o tempo médio de viagem. A mudança entrou em vigor no dia 27 de julho. O aumento foi constatado pelo O VALE, que embarcou na linha da empresa CS Brasil na sexta-feira dia 26, às 17h21, e na segunda-feira dia 29, às 17h44, na Rodoviária Velha, com desembarque na Praça 1º de Maio.

O resultado foi a insatisfação entre os usuários, que ainda precisam de muita paciência para enfrentar a longa viagem de pé e quase sempre com dificuldades para se locomover dentro do veículo. A viagem do dia 26 ocorreu das 17h21 até as 18h25, totalizando 1 hora e 4 minutos. Já a segunda, foi das 17h44 às 18h50, totalizando 1 hora e 6 minutos. O acréscimo foi de dois minutos, após os corredores de ônibus estarem prontos.

Apesar de a faixa ser exclusiva para os ônibus, alguns carros trafegavam nos corredores das avenidas São José e Adhemar de Barros, além da rua Euclides Miragaia, em ambas as viagens. Na primeira foi constatado falta de assentos disponíveis logo nos dez primeiros minutos da viagem. O VALE também percorreu o trajeto fora do horário de pico às 14h10 e constatou a redução de cinco minutos após a instalação do corredor. O tempo foi de 37 minutos. “Não senti diferença alguma, disse a administradora Vasti dos Santos. O motorista Reginaldo Aparecido avaliou positivamente os efeitos da mudança. “Ficou mais rápido, mas nas viagens da tarde.”

O secretário de Transportes, Wagner Balieiro, disse que o tempo médio da linha 204-A era de 1 hora e 10 minutos. “É preciso considerar que na sexta já havia sido feito ajuste no sistema que melhorou o tempo de viagem.”

Com o IPI reduzido, fila para compra de carro novo é grande

Comprou mas não levou. Essa é a situação da maioria das pessoas que adquiriu carro zero km na região. Devido à procura acima da demanda, os consumidores precisam esperar até 120 dias para colocar o carro na garagem de casa.

O tempo varia conforme o modelo e os opcionais. Mas em 11 das 12 concessionárias ouvidas por O VALE, o comprador irá precisar esperar no mínimo 10 dias para sair andando de carro novo. Apenas a Itavema France Renault, que possui lojas em Taubaté e São José, afirmou que não há espera. Segundo a concessionária, neste mês ela só vende veículos que estão em estoque.

Os campeões de demora são o Chevrolet Cruze Sport6, o Ford Ecosport e os HB20 e IX35 da Hyundai. Quem comprar hoje, só receberá o carro em março. A médica Fernanda Carvalho, 26 anos, é uma das motoristas que precisa aguardar cerca mais 90 dias para dirigir seu novo carro.

Ela comprou um HB20 no mês passado, e se não bastasse a vontade de ter algo que comprou, a ansiedade aumenta por ser seu primeiro carro zero. “Eu queria estar com ele já. É ruim ficar sem algo que você comprou, mas fazer o que? Eu aceitei esse prazo na hora de comprar. Agora é só controlar a ansiedade.”

Segundo a gerente de vendas da Veibras, concessionária da GM em São José, Viviane Batista, a espera é devido à demanda maior que produção. “A redução do IPI mais a injeção de dinheiro no mercado <MD>provocou uma corrida às concessionárias”, afirmou.

Segundo Batista, nos primeiros sete dias de dezembro, a concessionária já vendeu 122 carros ante 65 no mesmo período do mês passado.Na Modena Fiat de Taubaté, as vendas em dezembro aumentaram entre 25% e 30% em relação ao mesmo período de novembro. “Novembro já foi um mês muito bom. Mas como é o último mês do IPI, as pessoas estão procurando mais”, disse Marcos da Silva, gerente.

Os consumidores precisam ficar atentos com o preço dos carros. O benefício do IPI reduzido valerá apenas para os carros que forem faturados até o dia 31 deste mês. A data da compra não é levada em consideração. Se o consumidor comprar um carro hoje, mas o veículo só for produzido no próximo ano, ele pagará o IPI normal.

O Vale

Publicado em: 10/12/2012

Rede de saúde da cidade é falha para moradores

A menos de dois meses para deixar o cargo, o secretário de Saúde de São José dos Campos, Danilo Stanzani Junior, comemora acertos e admite erros na condução da pasta mais criticada durante a campanha eleitoral. O tom de reprovação também aparece na população, que reclama da falta de médicos e do atraso em realizar consultas, cuja fila de espera chega a 37 mil.

Em uma entrevista exclusiva a O VALE, Stanzani afirma que as unidades básicas de saúde não cumprem o seu papel, que é tratar da maior parte dos problemas da população e desafogar as unidades de emergência e os hospitais, quase sempre lotados.

“Os profissionais não estão comprometidos com a prevenção. Tem que mudar de ideia”, diz ele. Esse distanciamento, segundo ele, fez com que as unidades perdessem a capacidade de resolver os problemas. O que se recomenda em saúde pública é que 80% das consultas básicas sejam resolutivas, ou seja, que o problema se resolva ali.

“Mas o paciente chega ao clínico não para uma consulta, mas para pedir encaminhamento ao especialista. O clínico, para não ter o embate, acaba encaminhando e gera esse excesso de demanda para especialidade.” Para ele, o diagnóstico da rede revelou que não falta médico na cidade, mas que a categoria está quase toda concentrada na rede hospitalar. “Estamos deficitários na rede básica.”

Tendo assumido a secretaria em meio a uma das maiores crises da pasta, em maio de 2011, Stanzani precisou enfrentar uma greve capitaneada por médicos e pelo Sindicato dos Servidores Municipais. Ele diz ter enfrentado “radicais” e faz o mea-culpa admitindo que errou ao se distanciar dos médicos. “Com relação a eles, eu me penitencio, tivemos uma relação muito ruim.”

O Vale

Publicado em: 05/11/2012

Fila médica na cidade ultrapassa o 30 mil na cidade

A Secretaria de Saúde de São José dos Campos tem uma fila de espera por consultas eletivas (agendadas com especialistas) com quase o dobro da capacidade mensal de atendimento da rede. São 37 mil pedidos na espera para uma oferta mensal de até 20 mil consultas.

Para zerar a fila, a prefeitura precisaria parar de atender pacientes por dois meses, o que é impossível. Mesmo assim, em razão da falta de médicos de algumas especialidades, a fila seria mantida e continuaria crescendo. A demora para ser atendido gira em torno de três a seis meses, na maior parte dos casos, mas pode passar de um ano. Os maiores atrasos são para especialidades como reumatologia, ortopedia, oftalmologia e dermatologia, cuja demanda reprimida chega a 15 mil consultas.

Todas elas têm déficit de profissionais na rede e, segundo a Secretaria de Saúde, também no mercado. A pasta tem apostado na reestruturação da rede, em mutirões e parcerias para tentar reduzir a carência. A falta de médicos e a fila por consultas são as maiores reclamações dos moradores da cidade que dependem do SUS (Sistema Único de Saúde). Eles criticam o atraso e chegam a abandonar o tratamento por causa da demora.

Aconteceu com a aposentada S.P., 78 anos, que esperou por três meses uma consulta com ortopedista. Ela sentia dores fortes no joelho esquerdo. “Desisti do ortopedista da prefeitura. Meu joelho inchava a todo instante e a dor era terrível. Tinha que andar amparada em uma vassoura. Não aguentei.”

Em uma das várias vezes em que foi à UBS (Unidade Básica de Saúde) do Satélite, na região sul, ela chorou de dor e angústia na recepção. Sensibilizados, os atendentes sugeriram a ela que fosse ao Pronto-Socorro do Hospital Municipal, na zona leste.

Ela foi e não conseguiu passar pelo ortopedista. Teve nova crise de choro no hospital. “Pediram para voltar em três dias. Voltei e um médico me encaminhou para outra unidade. Comecei a me sentir jogada”. Quase seis meses depois que passou pela primeira vez na UBS por causa da dor no joelho, a aposentada conseguiu ser atendida por um ortopedista, que fez uma infiltração e lhe deu remédios. “Melhorou um pouco, mas agora está aparecendo uma dor no joelho direito. Não sei o que vou fazer. Na UBS eu não volto mais. Não tenho saúde para esperar tanto.”

O Vale

Publicado em: 30/10/2012