Vale tem indice de mortalidade em queda nas cidades

O Vale do Paraíba registrou, no ano passado, o menor índice de mortalidade infantil da história. De acordo com o estudo feito pela Secretaria de Estado da Saúde em parceria com a fundação Seade, enquanto em 2000 a região registrou 16,7 óbitos de crianças menores de um ano de idade para cada 1.000 nascidas vivas, em 2011 foram 11,9. Isso significa 29% menos.

“Esse índice dá a noção das conquistas na área da saúde. Com os dados é possível saber quais as falhas de cada cidade”, afirmou Sandra Souza, coordenadora da área técnica da Saúde da Criança, da secretaria. “Nosso objetivo é reduzir o número de mortes infantis a um só digito”, disse.

De acordo com o documento, os responsáveis pela queda são o aumento do número de UTIs Neonatais, o aprimoramento da assistência ao parto e à gestante, a ampliação do acesso ao pré-natal e a vacinação de crianças pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

São José e Jacareí registraram aumento nas taxas de mortalidade. No entanto, os números atuais ainda são inferiores aos apresentados nos anos 1990 e 2000. Enquanto São José teve 21,2 óbitos para cada 1.000 nascimentos em 1990, a cidade registrou 9,27 em 2010 e 12,2 em 2011. Jacareí teve 20,8 óbitos em 2001, 9,8 óbitos em 2010 e, 11,3 em 2011.

“Atualmente, a maioria das mortes é de bebês nascidos prematuros, o que denuncia que as mães pararam de fazer pré-natal”, afirmou Danilo Stanzani, secretário de Saúde de São José. “Para tentar reduzir os índices em 2012, as mulheres passaram a se consultar na unidade básica de saúde mais próxima de sua casa e foi intensificada a campanha de planejamento familiar”.

O Vale

Horário de Funcionamento das UBSs devem ser ampliadas

O candidato do PT em São José, Carlinhos Almeida, reeditou uma antiga promessa tucana de estender o horário de atendimento das UBSs (Unidades Básicas de Saúde), caso seja eleito. “É possível ampliar os horários de atendimento das UBSs melhorando a gestão da saúde pública. Não é dinheiro que falta. O que falta é tratar a saúde com prioridade, profissionalismo e boa gestão”, disse Carlinhos.

O petista aposta na valorização dos profissionais e na contratação de médicos. A ampliação no horário de atendimento das UBSs foi promessa de campanha do prefeito Eduardo Cury em 2008. No entanto, atualmente, das 40 unidades, apenas 9 têm horário estendido. Algumas delas, apenas um, dois ou três dias na semana.

Somente as unidades do Campo dos Alemães, Jardim da Granja, Novo Horizonte e Tatetuba oferecem atendimento das 7h às 20h, de segunda-feira a sexta-feira. “Ajustamos o horário das unidades de acordo com a demanda. Em algumas, manter o horário ampliado era esbanjar dinheiro público”, disse o secretário de Saúde, Danilo Stanzani.

O Vale

AME tem filas para exames de mais de 6 meses na cidade

Usuários do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) de São José dos Campos reclamam da demora na marcação de consultas, que pode chegar a seis meses. É o caso do corretor de imóveis José Ricardo Lopes dos Santos, 40 anos, que fez uma eletroneuromiografia nas mãos anteontem na unidade. O exame foi marcado em fevereiro.

“O sistema de saúde público em São José é uma vergonha. A cidade precisa, no mínimo, multiplicar por cinco toda a estrutura”, disse. O corretor contou que sofreu um acidente em 2009 e precisou ser operado, começando um tratamento após a cirurgia. Em agosto do ano passado, segundo ele, o médico teria pedido o exame. “Esperei um ano até conseguir fazer o exame nas mãos. O próximo prefeito tem que resolver esse problema na cidade.”

A procura por atendimento no AME é maior na parte da manhã, quando lota o saguão da unidade, que atende pacientes de oito municípios São José, Jacareí, Caçapava, Paraibuna, Jambeiro, Monteiro Lobato, Santa Branca e Igaratá.

As reclamações de demora se concentram nesse período, quando a espera pode ultrapassar 4 horas. “Cheguei aqui às 6h e só fui atendido às 10h30. Acho um desrespeito com o cidadão”, reclamou o aposentado José Souza, 52 anos. “Tem que ter um atendimento mais ágil”, disse Maria de Jesus, 42 anos.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, são os municípios que controlam a agenda do AME, por meio de um sistema informatizado. O atendimento só é feito com hora marcada, com tempo médio de espera de 30 minutos. Atualmente, o AME oferta 45 mil exames e 10 mil consultas médicas mensalmente. “Alguns municípios encaminham os pacientes em um mesmo veículo, mesmo com horários diferentes de consultas. Esta é uma iniciativa das secretarias municipais de saúde, e jamais uma orientação do AME”, informou a pasta.

Em nota, a Secretaria de Saúde de São José informou que o exame do corretor José Ricardo “não foi priorizado porque não comprometeria o tratamento que o paciente faz no Hospital Municipal”. Na rede municipal de saúde, atualmente, há 37,5 mil consultas na fila de espera.

O Vale

Tempo na região fica seco e agrava casos crônicos

A umidade relativa do ar desceu ontem a 18% em São José dos Campos e a 19% em Taubaté. O tempo seco atingiu o estado de alerta, pela classificação da OMS (Organização Mundial da Saúde). A situação pode piorar ainda mais, porque não há previsão de chuva até pelo menos o fim deste mês.

Segundo o professor de otorrinolaringologia da faculdade de medicina da Unitau Leandro Oliveira de Souza, o tempo seco aumenta as chances de infecções e doenças respiratórias.  De acordo com o médico, a camada interna do corpo humano resseca e abre espaço para entrada de vírus e bactérias.

Além disso, o nariz fica congestionado e compromete o bom fluxo respiratório do corpo humano. “O sistema respiratório é um só. Quando a entrada está comprometida, todo o resto se compromete” As principais doenças que aparecem no tempo seco são sinusite, otite, amidalite, laringite, bronquite, pneumonia e asma.

Segundo o Cptec/Inpe, o tempo deve permanecer seco ao menos até o final do mês. Não há previsão de chuva. “Há uma grande massa de ar seca estacionada na região, o que aumenta o calor e reduz a umidade do ar. É algo comum nesta época do ano” disse o meteorologista Felipe Farias. Há 36 dias não chove na região. A última registrada foi no dia 17 de julho.

O tempo seco também é responsável pelo aumento no número de queimadas na região. De 1º de agosto até ontem, o Corpo de Bombeiros de São José registrou 90 ocorrências de fogo em mato na cidade. O número é maior que os últimos quatro meses juntos. De janeiro até ontem, já foram registrados 248 ocorrências.

Os principais focos de incêndio da cidade são a zona sul e leste, com 85 e 73 ocorrências registradas, respectivamente. Em Taubaté, neste mês foram registrados 65 ocorrências de fogo em mato. Segundo o Corpo de Bombeiros, antes da estiagem não houve registros. Os principais focos de incêndio são os bairros Campos Elíseos e Barreiros. Os bombeiros trabalham em parceria com a Defesa Civil no combate a incêndios.

O Vale

Segundo Ibope, Área da Saúde é a pior da cidade

Pesquisa Ibope encomendada pela Rede Vanguarda mostra que a Saúde é a área em que os moradores de São José dos Campos enfrentam os maiores problemas. A pergunta faz parte da segunda pesquisa de intenção de voto para prefeito de São José, divulgada na última quinta-feira (16).

O questionário foi aplicado entre os dias 13 e 15 de agosto para 602 moradores de diferentes regiões da cidade.

Confira abaixo as respostas à pergunta: ‘diga qual área em que, na sua opinião, a população de São José está enfrentando os maiores problemas?’:

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55% Saúde
12% Segurança Pública
7% Educação
4% Geração de Empregos
3% Calçamento de ruas e avenidas
3% Trânsito
3% Transporte Coletivo
3% Habitação

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2% Assistência Social
1% Limpeza Pública
1% Abastecimento de Água
1% Meio Ambiente
1% Imposto e taxas
1% Administração Pública
1% Opções de lazer
1% Corrupção

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G1 (Vnews)

Cidade tem Faculdade com atendimento na Área Saúde

O Centro de Práticas Supervisionadas da Faculdade de Ciências da Saúde (FCS), da Univap São José dos Campos, está com vagas abertas para atendimento gratuito no setor de ortopedia, traumatologia e reumatologia.

Os atendimentos são realizados de segunda a sexta-feira, das 17h20 às 21h. Os interessados podem fazer a inscrição pelo telefone (12) 3947-1086, no período da manhã, no Campus Urbanova.

G1

Secretária da Saúde tem alto indice de falta em consultas

A Secretaria de Saúde de São José dos Campos contabiliza em cerca de um ano 1.480 consultas desperdiçadas por conta de pacientes que faltaram aos mutirões de especialidades médicas realizados no período. De acordo com levantamento da secretaria, desde agosto do ano passado foram realizados 18 mutirões de saúde para consultas com especialistas, o que representa a oferta de mais de 3.700 procedimentos.

Em média, as faltas de pacientes representam 40% das consultas, índice que se mantém elevado desde o início dos mutirões em agosto do ano passado. A prefeitura chegou a investigar o motivo para o número excessivo de faltas, mas não chegou a uma conclusão à época.

A demanda reprimida de consultas com especialistas não foi divulgada ontem pelo governo Eduardo Cury (PSDB). O número de consultas eletivas (aquelas que são agendadas previamente) antes do início dos mutirões era de 64 mil e caiu para cerca de 48 mil.

Os mutirões que têm sido programados pela administração tucana incluem especialidades médicas como ortopedia, dermatologia, urologia, gastroenterologia e endocrinologia. Especialistas em saúde pública consultados por O VALE criticaram a forma com que o governo do PSDB faz a divulgação dos mutirões e o acompanhamento da frequência dos pacientes.

Para eles, é preciso um aprimoramento para que os mutirões sejam efetivos e seja diminuído o desperdício de consultas. No último sábado, por exemplo, o mutirão de ortopedia programado pela prefeitura ofereceu 210 consultas, mas 34% das pessoas que confirmaram presença por telefone faltaram ao atendimento, o que representa 71 consultas desperdiçadas.

As próximas etapas do atendimento ampliado com ortopedistas serão realizadas nos próximos dias 11 e 18 de agosto. Os mutirões são realizados no Hospital Municipal, na Vila Industrial, na região leste de São José. De acordo com a Prefeitura de São José, as pessoas que confirmam presença mas faltam às consultas, têm que voltar à UBS (Unidade Básica de Saúde) para passar por uma nova avaliação clínica.

Segundo o governo, quem não comparece ao atendimento acaba prejudicando os demais pacientes, tirando a vez de outras pessoas que também aguardam consultas com especialistas.

O Vale

Após 2 anos, Gripe Suína volta a matar na região

Duas pessoas morreram em São José dos Campos por complicações decorrentes da gripe suína nos últimos 30 dias. Uma delas morava na cidade, que registra três casos confirmados da doença. Há ainda dois casos em Taubaté e um em Jacareí, mas sem mortes.

Familiares da comerciante Maria Francisca Maciel Almeida, 49 anos, que morreu em 6 de julho na Santa Casa de São José, só receberam anteontem o resultado dos exames que confirmaram a gripe suína, que é causada pelo vírus Influenza A H1N1.

Eles não descartam processar a instituição por falta de orientação sobre a gripe. A publicitária Thailize Maciel Almeida, 23 anos, que contraiu o vírus e é filha da comerciante, disse que foi atendida na Santa Casa e liberada para participar do velório e enterro da mãe, mesmo estando doente e tendo contato com outras pessoas.

“Eu acabei sarando da gripe naturalmente, mas poderia ter tido complicações como a minha mãe. Não recebi a medicação adequada”, afirmou ela. Procurada por O VALE, por meio da assessoria de imprensa, a direção da Santa Casa não se pronunciou sobre o assunto.

Vindo de Blumenau (SC) para São José a negócios, no final de maio, o empresário Cláudio Roberto Tesche, 56 anos, acabou piorando da gripe e foi internado no Hospital Santos Dumont, em São José, no dia 31 de maio. Ele morreu na madrugada de 24 de junho por insuficiência renal e falência múltipla dos órgãos, ocasionadas pela gripe suína.

Segundo familiares, Tesche contraiu a gripe suína em Blumenau, cidade que já contabiliza 12 mortes. Em todo país, segundo o Ministério da Saúde, já são 148 óbitos neste ano. Na avaliação de profissionais da saúde, a falta de casos na região nos últimos dois anos prejudicou a prevenção da doença.

Para eles, os moradores ‘baixaram a guarda’ para o problema depois que se ‘esqueceram’ da epidemia de 2009, que registrou mais de 100 casos e 7 mortes nas três principais cidades do Vale. “Nem todo mundo tomou a vacina nos últimos dois anos e, por isso, parte da população continua vulnerável ao vírus”, disse Cláudia Bonafé, coordenadora da Vigilância Epidemiológica de São José.

Na campanha de vacinação contra a gripe suína, deflagrada entre maio e junho, a Secretaria de Saúde de São José imunizou 88,4% do público-alvo idosos, crianças, gestantes e profissionais da saúde. Doses da vacina continuam disponíveis nas 40 UBSs (Unidade Básica de Saúde) apenas para os grupos de risco.

De lá para cá, surto da doença nas regiões Sudeste e Sul do país provocou uma corrida atrás da vacina em clínicas particulares, que não têm mais estoques. O pico da fabricação passou e não se sabe quando haverá doses disponíveis.

O Vale

Convênios da cidade ainda não cumprem com normas

Planos de saúde da região descumprem as regras da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) para garantir um prazo máximo de espera dos clientes na marcação de consultas, cirurgias e exames, estabelecido entre 3 e 21 dias úteis. Sete meses após a determinação do órgão, que estabeleceu as novas regras em dezembro do ano passado, ainda existem clientes insatisfeitos com o atendimento oferecido pelos planos.

Na última terça-feira, a ANS suspendeu a comercialização de 268 planos de saúde de 37 operadoras no país.
Nenhum plano na região foi afetado pela medida, que entra em vigor amanhã e é uma punição pelo descumprimento dos prazos máximos de atendimento.

Na região, associados de planos de saúde consultados pelo O VALE reclamam da demora para marcar consultas em especialidades como dermatologia, reumatologia, neurocirurgia, psiquiatria e endocrinologia. Há casos de espera de até sete meses, contrariando a resolução 259 baixada pela ANS. “Liguei para a Unimed e pedi uma consulta com um cardiologista. Eles me disseram que só haveria vaga para daqui um mês ou só em dezembro”, disse um beneficiário do plano, que pediu para não ser identificado.

Com problemas em marcar consultas, a empresária Luana Carvalho, 27 anos, desistiu da Santa Casa Saúde, plano de São José. “Tive muitos problemas e mudei de operadora.”

Os planos de saúde negam que estejam descumprindo a norma da ANS. A suspensão da ANS é baseada em reclamações registradas nas ouvidorias do órgão e das empresas de saúde e no Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor). Em São José, onde atuam os principais planos de saúde da região, o Procon registrou 204 reclamações contra os convênios no ano passado contra 87 queixas em 2006.

Para o presidente da APM (Associação Paulista de Medicina), Florisval Meinão, que apoia a decisão da ANS de suspender os planos, as empresas têm que se adequar às novas normas, oferecer melhores serviços aos clientes e remunerar melhor os médicos.

Na maioria dos casos, as reclamações giram em torno da abrangência de serviços, negativa de atendimento, reajustes praticados, prazo de carência, tempo de atendimento e mudança de faixa etária. O problema também é verificado em Taubaté.

“Temos muitas reclamações contra os planos de saúde. O que fazemos é intermediar a solução dos conflitos, mas as empresas têm que seguir à risca a resolução da ANS”, disse Luiz Gustavo Campos Barbosa, agente do Procon de Taubaté. Segundo o coordenador do Procon de São José dos Campos, Sérgio Werneck, os planos já começaram a se adequar às normas da ANS. Ele incentiva os consumidores a registrar queixas.

O Vale

Todas as unidades de Saúde terão que ter registros

A notificação de acidentes com crianças será obrigatória em todas as unidades de saúde de São José dos Campos a partir desta segunda-feira (2 de julho). Os registros vão auxiliar a equipe do Programa Saúde da Criança a ter conhecimento das taxas reais dessas ocorrências, bem como os tipos e as causas mais frequentes em cada região do município.

São José dos Campos será a primeira cidade do Brasil a implantar esse tipo de registro nas Unidades de Saúde. No país, os acidentes que não necessitam internação e nem evoluem para óbito não são notificados, portanto as taxas de ocorrências são desconhecidas até o momento em todo o território nacional.

O objetivo com a notificação é facilitar o desenvolvimento de políticas públicas para o município e de ações educativas mais específicas para cada região, que desta forma se tornarão mais efetivas.

Os acidentes são a principal causa de morte em crianças entre um e 14 anos de idade, sendo que 90% destas mortes são de causas evitáveis. Atualmente, as estatísticas de acidentes com crianças utilizadas são aquelas oriundas de bancos de dados de internações e de atestados de óbitos.

A Secretaria de Saúde, por meio do Programa Saúde da Criança, mantém uma parceria com a ONG Criança Segura para a promoção de educação continuada em Prevenção de Acidentes na Infância para médicos, enfermeiros e outros profissionais da área com o objetivo de capacitá-los a promoverem essas atividades educativas.

Os tipos de acidentes com crianças variam conforme a faixa etária, mas de um modo geral os mais comuns são as quedas, a ingestão de substâncias tóxicas ou medicamentos, a aspiração de corpo estranho, queimaduras, afogamento, choque elétrico, atropelamento, acidentes de trânsito, ferimentos com objetos cortantes ou arma de fogo.

Prefeitura de São José