Instituto do Inpe lança satélite na China este ano

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação trabalha com a expectativa de lançamento do satélite Cbers-3 entre novembro e dezembro deste ano. O ministro Marco Antonio Raupp disse na semana passada, em entrevista à ‘Voz do Brasil’, programa de rádio do governo federal, que “estamos com a excelente expectativa que a gente possa fazer esse lançamento entre o dia 20 de novembro e 10 de dezembro deste ano”.

O Cbers-3 é resultado da parceria espacial entre Brasil e China estabelecida em 1988 para construção e lançamento de satélites de recursos terrestres. O Cbers-3 é o substituto do Cbers 2-B, que operou até 2010, segundo informa o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), de São José.

A previsão era lançar o satélite até outubro, mas ocorreram atrasos no projeto. O ministro frisou que o governo federal investiu mais de R$ 300 milhões no projeto. “Nós contratamos mais de R$ 300 milhões diretamente na indústria nacional para o desenvolvimento desse projeto, o que significa capacitação dessa indústria numa área bastante sofisticada do ponto de vista tecnológico”, afirmou.

De acordo com o SindCt (Sindicato Nacional dos Servidores Públicos Federais na Área de Ciência e Tecnologia do Setor Aeroespacial), a data mencionada pelo ministro ainda está dentro da chamada ‘janela de lançamento’. “O pessoal do setor de engenharia do Inpe avalia que o lançamento do Cbers-3 até o dia 10 de dezembro atende ao cronograma do projeto”, disse Gino Genaro, diretor sindical.

Na semana passada, especialistas do Inpe e da Cast (Academia Chinesa de Tecnologia Espacial) concluíram mais uma etapa dos preparativos para o lançamento do satélite, que ocorrerá na China. Foram realizadas atividades de balanceamento e medidas de propriedades de massa do satélite.

O Cbers-3 deve passar ainda por testes de vibração acústica e senoidal. O ministro Raupp esteve ontem na unidade do Inpe de Cachoeira Paulista, onde visitou o Laboratório de Propulsão e Combustão. Durante a visita, o ministro se encontrou com representantes do SindCT, que ontem promoveram manifestação em frente ao Inpe, em São José, por aumento salarial.

A entidade pediu apoio de Raupp às negociações com o governo federal que ocorrerão hoje. Hoje, o sindicato promove manifestação em frente à portaria principal do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial).

O Vale

Sátelite fabricado no Inpe tem fase de teste concluída

Especialistas do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), de São José, e da Cast (Academia Chinesa de Tecnologia Espacial) concluíram mais uma etapa do satélite sino-brasileiro, Cbers-3, que será lançado no final do ano, na China.

Os especialistas terminaram as atividades de balanceamento e medidas de propriedades de massa do satélite.
Segundo o Inpe, o balanceamento é realizado para atender aos requisitos de posição de centro de gravidade estabelecidos pelo veículo lançador e pelo subsistema de controle de atitude e órbita.

O conhecimento preciso das propriedades de massa do satélite é fundamental para o correto desempenho desse subsistema. Em seguida, o Cbers-3 deve passar pelos testes de vibração acústica e senoidal. O satélite é o quarto desenvolvido pelo Programa Cbers, parceria com a China que garantiu a ambos os países o domínio da tecnologia do sensoriamento remoto para observação da Terra.

Neste ano começaram a ser enviados à China os equipamentos desenvolvidos pela indústria brasileira para que, junto aos chineses, fossem instalados na estrutura do Cbers-3 para realização dos testes que antecedem o seu lançamento. Essas atividades são fundamentais para demonstrar o bom funcionamento em condições ambientais semelhantes ao lançamento e órbita e identificar e corrigir eventuais problemas.

O Vale

Novo Fórum da cidade terá inauguração adiada

Com entrega prevista inicialmente para hoje, as obras do novo Fórum de São José, no Jardim Aquarius, não terminaram e a inauguração foi adiada para o dia 9 de novembro. As obras tiveram início em março de 2005. É a quinta vez que a entrega do prédio é adiada. A nova data foi confirmada ontem pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Segundo o desembargador do TJ, Paulo Ayrosa, o prazo extra de quatro meses é necessário em razão de atrasos em licitações na área de informática e mobiliário. De acordo com o magistrado, é preciso mobiliar e instalar o serviço de informática para que o Fórum possa ser aberto e funcionar plenamente.

“Estávamos certos de que a inauguração aconteceria em julho, depois pensamos em setembro, mas as licitações e uma impugnação retardaram nossas expectativas. Essa nova data é um aguardo factível.” Segundo Ayrosa, as duas licitações já foram concluídas e o funcionamento pleno do novo edifício depende da conclusão desses serviços.

A estimativa é que até o momento o TJ tenha investido R$ 10 milhões com as licitações e adequações no prédio.
Desfalques. Mesmo com o novo atraso, o prédio deverá ser entregue sem ar condicionado e o sistema de vigilância externa, que ainda é negociado com a prefeitura de São José.

“Sem informática, mobiliário e telefonia não dá para sobreviver. Agora, o ar condicionado é muito caro e ficará para depois”, disse Ayrosa. A instalação do ar condicionado deve custar R$ 4 milhões. A novela da construção do prédio teve início em 2005 e foi marcada por abandonos de empreiteiras e alterações no projeto original. As obras consumiram mais de R$ 30 milhões de um orçamento inicial de R$ 4,6 milhões.

A secretária de Obras de São José, Flávia Pitombo, negou qualquer relação com os novos atrasos. Segundo ela, as obras previstas em contrato foram entregues no dia 25 de novembro.

Para o vereador Wagner Balieiro (PT), a prefeitura também falhou ao iniciar uma obra de grande porte sem um projeto executivo. “A obra começou sem projeto executivo. E a medida que foi acontecendo ocorreram várias alterações no projeto, itens e materiais. Isso contribuiu para o atraso e também para o aumento no valor da obra”, disse. Estudo do PT apontou mais de 1.400 alterações na obra.

O Vale

Em meio a crise salarial, Inpe também ameaça paralisar

Servidores do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) ameaçam paralisar suas atividades hoje em busca de reajuste salarial para a categoria. Uma assembleia será realizada em frente ao instituto, às 8h30, com o SindCT (Sindicato Nacional dos Servidores Públicos Federais na Área de Ciência e Tecnologia do Setor Aeroespacial).

A categoria reclama que está sem reajuste há três anos. Uma reunião agendada com o Ministério do Planejamento para discutir o assunto, previamente agendada para anteontem, foi desmarcada pelo governo federal, o que motivou a ação do sindicato.

“Se não tivermos uma reação, é esquecer reajuste por mais um ano”, disse o presidente do SindCT, Ivanil Barbosa. Atualmente, o teto da categoria é de R$ 17 mil, contabilizando o adicional para doutores. Sem o benefício, o teto é de cerca e R$ 8.000. A intenção do sindicato é elevar esse teto para R$ 22 mil e transformar o atual teto em piso.

“O que estamos buscando não é nenhum absurdo. Queremos o reposicionamento da carreira no mesmo patamar das outras categorias consideradas estratégicas”, disse o presidente do SindCT. Barbosa também lembra que outras categorias federais já conseguiram negociar reajuste, como a classe dos professores federais.

“Vamos buscar unificar as campanhas”, disse o sindicalista. Uma outra reunião entre SindCT e Ministério do Planejamento está marcada para o próximo dia 17. Além da busca por reajuste salarial, a categoria quer aumentar o quadro de servidores dos institutos de pesquisa do país em geral. O Inpe já tem aprovada a realização de um concurso público para o preenchimento de 107 vagas, número considerado insuficiente pelo sindicato.

A preocupação é quanto ao alto índice de aposentadoria dos servidores. O diretor do Inpe, Leonel Perondi, em viagem à China nesta semana, também defende a ampliação do quadro de servidores. Em sua posse, no início do mês passado, Perondi disse ser necessária a contratação de 200 a 300 pessoas nos próximos dois ou três anos.

O Vale

Concruso aberto para contratação de funcionários no Inpe

O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) lançou ontem dois editais para contratar 107 funcionários. Do total de vagas, 83 são para trabalhar na região: 52 na unidade de São José dos Campos e 31 em Cachoeira Paulista.

O MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia) também vai contratar 482 funcionários. Quatro dessas vagas serão para trabalhar em São José. Nos três editais dois do Inpe e um do MCT, os cargos são para nível médio, intermediário e superior, em carreiras como pesquisador em Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Tecnológico e Gestão. Pode-se ler e abaixar os documentos no site do Inpe (www.inpe.br).

O primeiro edital é para 17 pesquisadores (10 em São José e 5 em Cachoeira) com nível superior e salário entre R$ 6.936,07 e R$ 11.205,36. O prazo de inscrição é de 2 a 31 de julho, com taxa de R$ 150. As provas serão em 27 e 28 de agosto.

O segundo edital é para Desenvolvimento Tecnológico, nível superior e médio, com 62 vagas, sendo 22 para São José e 26 para Cachoeira. A inscrição vai de 5 de julho a 9 de agosto, com taxas de R$ 60, R$ 110 e R$ 180, dependendo do cargo. O salário varia entre R$ 2.504,68 e R$ 12.685,16. A data da prova é 16 de setembro.

O edital do MCT prevê 510 vagas, sendo 28 para o Inpe, na carreira de Gestão (nível superior e intermediário). A inscrição vai de 29 de junho a 18 de julho no site da Cespe (www.cespe.unb.br). A taxa custa R$ 64 e R$ 87. O salário vai de R$ 1.885,33 a R$ 9.157,15. A prova será em 26 de agosto.

Segundo os pesquisadores do Inpe Antonio Padilha e Nélia Leite, membros da comissão do concurso, as provas podem ser adiadas caso não haja pelo menos um candidato a mais para o número de vagas de cada carreira. “Além disso, quem for aprovado passa por um estágio probatório de três anos, para só depois ser efetivado como funcionário”, disse Padilha.

Na avaliação de Fernando Morais, vice-presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Ciência e Tecnologia, o Inpe precisa contratar 800 funcionários até 2014. “Senão, corre o risco de ter que parar projetos.”

O Vale

INPE teme migração de técnicos para Visiona na cidade

Em meio ao esforço do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) para reforçar seu quadro de servidores, a criação da Visiona, responsável por desenvolver o satélite geoestacionário brasileiro, pode representar um novo ‘golpe’ ao instituto: a migração de profissionais para a iniciativa privada.

O temor dentro do Inpe é de que a Visiona, uma ‘joint-venture’ entre Embraer e Telebras, não tenha outro lugar para selecionar os profissionais que formarão sua equipe, senão o Inpe. “Não são muitos os profissionais com esse nível de capacitação no mercado”, afirmou o presidente do SindCT (Sindicato Nacional dos Servidores Federais em Ciência e Tecnologia), Ivanil Barbosa.

Para ele, dois tipos de profissionais podem preferir o salário da iniciativa privada. “Temos servidores que já têm possibilidade de se aposentar mas que continuam no instituto. Eles não têm nada a perder e poderiam se aposentar e acumular a oportunidade de receber um bom salário da iniciativa privada”, disse Barbosa.

Outro grupo é formado por servidores mais jovens que, por lei, têm direito a pedir afastamento não remunerado por dois anos. O tempo seria suficiente para atuar no primeiro projeto da Visiona, uma vez que o primeiro satélite geoestacionário do país tem previsão para ser lançado em meados de 2014.

“Temos essa enorme apreensão. Certamente, vamos ver isso (migração) acontecer”, afirmou o sindicalista.  O VALE solicitou uma entrevista com o presidente da Visiona, Nelson Salgado, para falar sobre o processo de formação da equipe, no entanto, não obteve retorno.

O efetivo da empresa não deverá ser grande. Inicialmente, os engenheiros e pesquisadores serão responsáveis por fazer a integração de componentes que não possuem fabricação nacional para a montagem do satélite. A participação do Inpe ficaria restrita ao recebimento de transferência de tecnologia dos parceiros selecionados pela Visiona.

Durante a posse do diretor do Inpe, Leonel Perondi, no início do mês, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, admitiu que a participação do Inpe no desenvolvimento do satélite seria pequena, mas salientou que a partir dos lançamentos futuros, essa participação aumentaria.

“Inpe a AEB (Agência Espacial Brasileira) farão papel de transferir tecnologia desse primeiro satélite para empresas brasileiras. Já no segundo satélite, teremos maior participação. Com o sucesso desse lançamento, a base Alcântara e do projeto Cyclone, poderemos avançar”, disse Raupp.

Para o satélite de 2014, a estimativa é que de 20% a 30% dos componentes sejam nacionais, índice que terá que subir, segundo Raupp, até 100% ao longo dos lançamentos futuros. O próximo satélite geoestacionário tem previsão de lançamento para 2019. Procurado, Perondi preferiu não comentar o assunto.

O SindCT não acredita na transferência de tecnologia e afirma que a comunidade científica se sentiu abandonada com a criação da ‘joint-venture’. “A impressão é de que o Inpe não foi capaz de fazer o satélite e agora tiveram que contratar a Embraer para faze-lo. Talvez pela proximidade da data do lançamento, o governo tenha adotado essa postura de preferir comprar do que desenvolver”, disse Barbosa.

A Visiona foi criada oficialmente no final de maio, após a aprovação da criação da empresa pelos conselhos administrativos de Embraer e Telebras. Atualmente, a empresa seleciona a equipe que atuará no projeto, sediado nas dependências do Parque Tecnológico de São José.

O Vale

Previdência Social da cidade é considerada Modelo

O Ministério da Previdência Social do Governo Federal reconheceu publicamente o Instituto de Previdência do Servidor Municipal de São José dos Campos (IPSM) como modelo de gestão pública de previdência. Com 20 anos de existência, o Instituto passa a ser exemplo para outros municípios do país.

O IPSM trabalha com o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) e atende aproximadamente 11 mil servidores da Câmara Municipal e Prefeitura, entre ativos, aposentados e pensionistas, com um patrimônio de R$1,4 bilhão. Conhecido por uma administração sólida e competente, o Instituto tem uma equipe que trabalha com foco no cumprimento de metas financeiras anuais, não apenas de aposentadorias e pensões, mas também de vários benefícios que são disponibilizados aos segurados, como auxílio-doença e salário maternidade.

O superintendente do IPSM e servidor de carreira por 43 anos, Oilze dos Santos Filho, afirma que o Instituto não teria resultados tão positivos sem essa parceria com a administração municipal, e destaca duas iniciativas importantes no processo: a pontualidade nos repasses das contribuições ao Instituto e a eficiência e rapidez na implantação de novas leis previdenciárias.

Para o secretário de Políticas de Previdência Social do Ministério da Previdência Social, Leonardo Rolim, a cidade é um grande exemplo de sucesso devido ao foco na gestão. “São José dos Campos é uma cidade grande, mas nem de longe é a maior cidade do país. No entanto, é a cidade que tem hoje o maior patrimônio em RPPS. O que chama a atenção é que o regime não é novo e, mesmo naquele período em que não havia controle tão bom quanto o atual, o município sempre teve uma boa gestão. É um modelo, tanto em gestão financeira, como em gestão de pessoas”, destacou Rolim, em entrevista para uma publicação do Ministério.

Oilze dos Santos Filho afirma ainda que esse reconhecimento demonstra que o Instituto está no caminho certo e destaca o trabalho de equipe como responsável pelo sucesso. Para ele, “hoje somos uma família e esse reconhecimento se deve principalmente à seriedade com que o prefeito e demais secretários enxergam o IPSM, dando total apoio e suporte para a nossa gestão”. Oilze também acredita que o diferencial do Instituto está na forma de gestão, “que prima pela transparência, objetividade, legalidade, resultados e comportamento ético”.

Com o reconhecimento, a cidade de São José dos Campos passa a ser uma referência nacional em modelo de gestão pública de previdência municipal.

Prefeitura de São José

Instituto da cidade é o segundo mais rico do País

São José acaba de alcançar um novo destaque no cenário nacional de riquezas. Dono de um patrimônio de R$ 1.560 bilhão, o Instituto de Previdência do Servidor Municipal é hoje o segundo mais rico do país, entre as instituições municipais. O montante que deve chegar aos R$ 2 bilhões em dezembro, representa um aumento de 290% em sete anos, e fica atrás somente dos ativos financeiros do Instituto de Previdência do Rio de Janeiro que recebe dinheiro de royalties.

O caixa invejável do instituto mostra que em meio a polêmica atual que envolve a aposentadoria no país, o benefício integral dos servidores da Prefeitura de São José está garantido pelos próximos 15 anos. “Dois fatores são a principal causa. O primeiro, é a pontualidade dos repasses da prefeitura. O segundo é a nossa gestão conservadora. Só fazemos investimentos seguros”, disse Oilze dos Santos Filho, superintendente do IPSM desde 2005 quando o instituto tinha um patrimônio de R$ 400 milhões.

A grande maioria dos recursos do instituto está investido em títulos de governo em seis dos principais bancos do país, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, HSBC, Bradesco, Itaú e Santander. O IPSM possui ainda dois imóveis que estão alugados o prédio do Extra, na avenida Nélson D’Ávila (com valor estimado em R$ 29 milhões) e o prédio comercial Esperança, na mesa via, de R$ 3,2 milhões.

Tanta riqueza deu ao instituto o título de melhor do país entre os municípios de médio porte que foi o tema de uma revista do governo federal elaborada em maio pelo Ministério da Previdência Social. “A gestão e transparência dos recursos do instituto de São José são a causa dele ter apresentado um resultado positivo nos últimos anos”, afirmou o secretário de Políticas de Previdência Social do Ministério da Previdência Social, Leonardo Rolim a O VALE.

Apesar do patrimônio invejável, o IPSM opera no ‘vermelho’ e precisa receber todos os meses uma ‘injeção’ financeira da prefeitura entre R$ 1,8 a R$ 2 milhões. Hoje, o instituto recebe cerca de R$ 3,3 milhões dos servidores ativos (que são cerca de oito mil funcionários), e paga mais de R$ 5 milhões para aposentados, pensionistas e benefícios, como licença maternidade, para 2.950 servidores.

A instabilidade no caixa acontece porque os servidores ativos contribuem com 11% do salário e a prefeitura mais 22%, enquanto os aposentadores recebem aposentadoria equivalente ao salário integral que recebia quando trabalhava.

O ISPM se nega a mexer no patrimônio, que está congelado pelos próximos 15 anos. O economista Roberto Koga, de São José, defende mudanças. “É preciso estabelecer um teto para aposentadoria nos mesmos moldes que foi feito com os servidores federais”.

O Vale

Acordo firma instalação de instituto do ITA E MIT na cidade

Um acordo firmado ontem entre o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), dos EUA, prevê a instalação de um centro de inovação do setor aeroespacial em São José dos Campos.

O convênio, que também inclui expansão do intercâmbio entre alunos das duas universidades, foi assinado pelo reitor do ITA, Carlos Pacheco, que integra a comitiva da presidente Dilma Rousseff (PT) em visita aos EUA desde anteontem. “Com o acordo queremos repensar a maneira como ensinamos engenharia e quais cursos novos vamos abrir”, afirmou Pacheco.

Nos próximos seis meses, as duas instituições trabalharão juntas na formatação da parceria, que já tem definida a concessão de 50 bolsas de estudo para doutores brasileiros estudarem no MIT. “Vejo (a parceria) com bastante otimismo e excelentes perspectivas, primeiramente para o ITA. Se isso vai beneficiar a indústria, é consequência. É um passo muito interessante”, disse o presidente da AAB (Associação Aeroespacial Brasileira), Paulo Moraes Júnior.

Ele lembrou que o MIT foi um dos colaboradores da fundação do ITA em 1950, com a implantação da mesma filosofia de ensino. “É um modelo de integração entre escola e residência no campus, o que possibilita um contato maior entre professor e aluno. O MIT é uma instituição bastante respeitada e muita gente que estudou lá se tornou empreendedor”, disse Moraes.

Além do MIT, a comitiva brasileira, que também conta com os ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e da Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp, visitou ontem a Universidade de Harvard, onde foi oficializada nova parceria para intercâmbio. Para Moraes Junior, parcerias com as instituições norte-americanas são benéficas pois há defasagem no número de engenheiros formados no país.

“Nós não estamos encontrando engenheiros. Apesar do esforço de todas as escolas, formamos poucos engenheiros. O MIT vem para agregar valor, não para concorrer. A cidade tem corpo para absorver uma instituição desse porte”, afirmou Moraes Júnior.

Após visita, Mercadante afirmou que o governo brasileiro negociava com a universidade a implantação de uma sede no Brasil. A assessoria do MIT desmentiu o ministro, afirmando ter havido um mal entendido, e ressaltou que o instituto não abre unidades de ensino fora dos Estados Unidos.

O Instituto de Tecnologia de Massachusetts, com sede em Cambridge, foi fundado em 1861 e é um dos líderes mundiais em ciência e tecnologia. Hoje, há 58 estudantes brasileiros no MIT. Já o ITA recebe por aluno 120 novos alunos.

O Vale

Banco BNDES financiara novo instituto do ITA na cidade

O BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) vai participar da construção de um centro de inovação desenvolvido pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) em parceria com empresas do setor tecnológico em São José dos Campos.

O anúncio foi feito ontem pelo presidente do banco, Luciano Coutinho, que esteve em São José para ministrar uma palestra sobre as perspectivas da economia mundial na aula magna da instituição de ensino. Os detalhes sobre a participação do BNDES ainda não estão definidos, bem como o custo do centro. As empresas parceiras do ITA no projeto, como Embraer, Braskem, VSE, entre outras, atualmente trabalham na formatação do projeto para entrega-lo ao BNDES.

“Estamos em estágio inicial de conversa”, disse o presidente do BNDES. O centro poderá ser construído nas dependências do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial) ou na área do ITA dentro do Parque Tecnológico.

O presidente do BNDES afirmou que apoiará o projeto pela “excelência do ITA” na formação de talentos. “Estamos abertos a pensar como fortalecer, ampliar, dobrar a capacidade deste instituto que polariza no seu exame de admissão o que há de mais criativo e capacitado entre os alunos brasileiros. Este instituto é a instituição de maior excelência dentro das instituições de excelência do país”, afirmou Coutinho.

A ideia do ITA é integrar seus alunos nas empresas participantes do centro de inovação desde os primeiros anos de curso por meio de convênios e bolsas de estudo. “Temos alunos reconhecidamente talentosos. Vamos fazer com que esses meninos se envolvam seja numa Embraer, numa Braskem e demais empresas”, afirmou o reitor da instituição de ensino, Carlos Américo Pacheco.

A construção do centro de inovação é um projeto paralelo ao crescimento no número de alunos do ITA. A instituição prevê dobrar, a partir deste ano, seu número de estudantes nos próximos cinco anos.

“Queríamos aumentar esse número de alunos o mais rápido possível, no entanto, há todo um processo que temos que aguardar como a abertura da licitação para a construção de um novo alojamento. Vamos crescendo aos poucos”, afirmou Pacheco.

O reitor lembrou que, no último vestibular da instituição, 570 estudantes atingiram nota suficiente para entrar no instituto, mas, pela limitação de vagas, 120 foram selecionados para os cursos. “Podemos duplicar nosso número de alunos sem correr o risco de perder a qualidade do ensino”, disse.

Presente no evento do ITA, o presidente da VSE (Vale Soluções em Energia), James Pessoa, destacou a importância da criação do centro de inovação. “Queremos ter uma maior relação com o ITA. Já trabalhamos juntos em alguns projetos, contratamos 15 engenheiros formados pelo ITA e queremos aproveitar essa parceria da melhor maneira possível”, afirmou Pessoa.

O vice-presidente de Tecnologia e Inovação da Braskem, uma das líderes mundiais em química sustentável, Edmundo Aires, também mostrou interesse em participar do desenvolvimento do centro. “Já temos conversas com o ITA sobre química verde”, disse o executivo.

O Vale