Em meio a crise salarial, Inpe também ameaça paralisar

Servidores do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) ameaçam paralisar suas atividades hoje em busca de reajuste salarial para a categoria. Uma assembleia será realizada em frente ao instituto, às 8h30, com o SindCT (Sindicato Nacional dos Servidores Públicos Federais na Área de Ciência e Tecnologia do Setor Aeroespacial).

A categoria reclama que está sem reajuste há três anos. Uma reunião agendada com o Ministério do Planejamento para discutir o assunto, previamente agendada para anteontem, foi desmarcada pelo governo federal, o que motivou a ação do sindicato.

“Se não tivermos uma reação, é esquecer reajuste por mais um ano”, disse o presidente do SindCT, Ivanil Barbosa. Atualmente, o teto da categoria é de R$ 17 mil, contabilizando o adicional para doutores. Sem o benefício, o teto é de cerca e R$ 8.000. A intenção do sindicato é elevar esse teto para R$ 22 mil e transformar o atual teto em piso.

“O que estamos buscando não é nenhum absurdo. Queremos o reposicionamento da carreira no mesmo patamar das outras categorias consideradas estratégicas”, disse o presidente do SindCT. Barbosa também lembra que outras categorias federais já conseguiram negociar reajuste, como a classe dos professores federais.

“Vamos buscar unificar as campanhas”, disse o sindicalista. Uma outra reunião entre SindCT e Ministério do Planejamento está marcada para o próximo dia 17. Além da busca por reajuste salarial, a categoria quer aumentar o quadro de servidores dos institutos de pesquisa do país em geral. O Inpe já tem aprovada a realização de um concurso público para o preenchimento de 107 vagas, número considerado insuficiente pelo sindicato.

A preocupação é quanto ao alto índice de aposentadoria dos servidores. O diretor do Inpe, Leonel Perondi, em viagem à China nesta semana, também defende a ampliação do quadro de servidores. Em sua posse, no início do mês passado, Perondi disse ser necessária a contratação de 200 a 300 pessoas nos próximos dois ou três anos.

O Vale

Crise no mercado ameaça paralisar industria da GM

Trabalhadores da General Motors de São José decidiram ontem em assembleia intensificar as mobilizações contra a perda de postos de trabalho na fábrica. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos, estão previstas paralisações na unidade nos próximos dias.

“Vamos fazer paralisações, passeata na rua, ato com outros sindicatos e uma caravana para Brasília. Os trabalhadores estão mobilizados”, disse o presidente do sindicato, Antonio Ferreira Barros, o Macapá. A intenção do sindicalista é mobilizar a sociedade para o fato de que a proposta dos metalúrgicos para manter os empregos na unidade é viável. “Vamos distribuir panfletos com nossas propostas.”

Para garantir a permanência de 1.500 trabalhadores no setor MVA, que fabrica veículos que estão saindo de linha, o sindicato pede a transferência de produção do modelo Classic, hoje fabricado em São Caetano do Sul e Rosário (Argentina), para São José.

Outra proposta é trazer para São José a produção de veículos feitos fora do país, como o Sonic, e a retomada da produção de caminhões. Ao O VALE, a GM disse não ser possível atender as solicitações porque não há novos investimentos previstos para o país. O prefeito Eduardo Cury (PSDB) deve se reunir nos próximos dias com representantes do sindicato e direção da GM para discutir o assunto.

O Vale