Violência na Região deve diminuir segundo Delegado

O Vale do Paraíba continua sendo a região mais violenta do interior do Estado de São Paulo, mas a tendência é que os índices da criminalidade diminuam nos próximos meses. Essa é a análise de João Barbosa, delegado do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo (Deinter-1), em São José dos Campos.

A afirmação foi feita durante entrevista por telefone ao G1, um dia depois da divulgação dos dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Os índices mostram que a região, que inclui ainda cidades da Serra da Mantiqueira e Litoral Norte, já contabiliza nos sete primeiros meses do ano 242 vítimas de homicídio doloso – quando há a intenção de matar.

No comparativo com os primeiros sete meses do ano passado, houve alta de 5,67% no número de casos. Foram contabilizados 229 assassinatos em 2011. Para Barbosa, os números devem cair nos próximos meses. “Estamos trabalhando para diminuir os índices. Estamos em um caminho bom. As operações e flagrantes estão mais constantes e isso faz com que os números também caiam”, explica.

Além dos homicídios, o delegado também repercutiu os casos de latrocínio – roubo seguido de morte – que também subiram na região. “Isso é preocupante e por isso a gente pede que as pessoas mantenham a calma, que não reajam a assaltos”, afirma.  De janeiro a julho do ano passado, foram 16 ocorrências contra 23 em 2012. Uma alta de 43,75%. O número de latrocínios é próximo ao registrado durante todo o ano passado, 26.

Ainda de acordo com o delegado, os latrocínios tem relação com um outro crime. “É também decorrência do aumento no roubo de veículos, pois é quando as pessoas reagem e qualquer movimento brusco é motivo para o criminoso puxar o gatilho”, diz.

Até o mês de julho, foram registrados 1.665 roubos de veículos, um aumento de 332 casos a mais com relação ao mesmo período do ano passado.

Homicídios
Em 2012, São José dos Campos contabiliza 38 assassinatos, o que coloca a cidade no topo da estatística de violência na região. Foram 10 mortes em julho deste ano, número cinco vezes maior que o registrado no mesmo período de 2011, quando duas ocorrências foram registradas. “Os números dessa cidade são atípicos e a tendência é caírem nos próximos meses”, afirma Barbosa.

Taubaté somou 2 homicídios dolosos em julho de 2012 – quatro a menos do que o registrado no mesmo período do ano passado. No acumulado do ano foram contabilizadas 35 vítimas. O número de roubos e furtos caiu na região. Foram 793 roubos em 2011 contra 674 registros neste ano. Já os furtos caíram de 2.385 no ano passado para 2.269 em 2012.

G1 (Vnews)

Escolas da cidade tem mal desempenho segundo Ideb

Metade das escolas públicas de São José dos Campos e Taubaté não atingiu a meta no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), que é o principal indicador público do ensino fundamental no país.
Dos 128 colégios municipais e estaduais das duas cidades, 62 tiveram nota aquém da esperada. Em Taubaté, outras 15 unidades não foram avaliadas.

Divulgado anteontem pelo MEC (Ministério da Educação), o levantamento revelou que 3 escolas de São José estão entre as 10 melhores do Estado: a estadual José Mariotto e as municipais Waldemar Ramos e Mercedes Klein quarta, nona e décima, respectivamente.

Das 39 cidades da RMVale, 26 alcançaram o objetivo traçado pelo governo federal. Os dados são referentes a 2011. Elaborado desde 2005 e publicado a cada dois anos, o Ideb une o fluxo escolar e o desempenho na Prova Brasil, feita por alunos de escolas públicas.

Com bonsresultados individuais, as 87 escolas joseenses somadas não obtiveram a meta de nota 5 indicada no ranking, mas chegaram perto, com 4,9. Os índices vão de 0 a 10. O colégio Estadual Sônia Pereira, no Parque Interlagos, foi o sexto pior do Vale do Paraíba.

“A educação pública de São Paulo está entre as melhores do país e é sempre mais difícil alcançar todas as metas”, disse o secretário de Educação de São José, Alberto ‘Mano’ Marques, por meio de nota. Já Taubaté vive um paradoxo. Enquanto comemora a pontuação de 4,7 (acima da meta de 4), a cidade teve 20 colégios municipais entre os 23 da cidade abaixo do indicador.

“A situação é enfrentada por um número muito grande de estabelecimentos de ensino do país e da região, que em 2009 já apresentavam índices de avaliação mais elevados”, afirmou a Secretaria de Educação, por meio de nota. Para o diretor estadual da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) Gilmar Ribeiro, o problema da rede estadual paulista está no sistema de progressão continuada, em que o aluno avança com apenas uma avaliação entre o 5º e 6º anos.

“Os ciclos de avaliação têm que ser pelo menos de dois em dois anos. O nível de conhecimento de 80% dos alunos que terminam hoje o colegial é de um estudante de 6ª série.”

O Vale

Cidade tem alto indice de Exportação em Julho de ano

São José registrou alta de 72,7% nas exportações em julho deste ano, em comparação com o mesmo período de 2011. O cenário em Taubaté foi semelhante. Dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior mostram que no mês passado São José exportou o equivalente a US$ 483,4 milhões, ante US$ 279,8 milhões em julho do ano passado.

No acumulado do ano, a cidade já despachou o equivalente a US$ 3,376 bilhões, crescimento de 3% se comparado com o mesmo período de 2011. O setor aeronáutico é o maior exportador do município, com volume de US$ 2,3 bilhões, seguido pelo segmento automotivo, com exportações de US$ 260 milhões.

Se comparado com junho, as exportações em julho registraram recuo de 23,6%. O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, José de Mello Corrêa, avalia que o desempenho é resultado do maior volume de entregas feitas pela Embraer no primeiro semestre deste ano. “No ano passado, a Embraer entregou menos aviões, o que refletiu nas exportações de São José, uma vez que a empresa é a maior exportadora da cidade”, disse.

Taubaté também registrou alta de 72% no período comparado. Em julho deste ano, o município despachou produtos no valor de US$ 149,4 milhões ante US$ 86,5 milhões em julho do ano passado. Jacareí registrou alta de 5% no mesmo período. Em julho, o município exportou US$ 21 milhões contra US$ 19,9 milhões no mesmo mês de 2011, segundo os dados.

O Vale

Julho deste ano tem alto indice de empregos na cidade

As cinco maiores cidades da Região Metropolitana do Vale do Paraíba registraram em julho saldo positivo na geração de empregos formais, com carteira assinada, mostra pesquisa do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgada ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

O levantamento aponta que Taubaté registrou o melhor desempenho do ano na criação de postos de trabalho, com saldo positivo de 499 vagas. São José obteve o segundo melhor desempenho em 2012, com saldo positivo de 610 vagas formais. Segundo os dados do Caged, em Taubaté, foram admitidos 3.193 pessoas, ante 2.694 demissões.

A alta na geração de empregos foi puxada pelos setores de serviços e comércio, com saldos positivos de 186 e 20 vagas, respectivamente. Também contribuiu para o bom resultado o setor industrial, com saldo positivo de 178 vagas de trabalho. No ano, o município acumula 1.562 postos de trabalho positivos.

Após registrar baixa na geração de empregos em maio e junho, São José dos Campos recuperou postos de trabalho em julho. No mês, foram admitidos 8.236 trabalhadores e dispensados 7.626, segundo mostra a pesquisa do Caged.

Serviços, comércio e a construção civil foram os segmentos que alavancaram a criação de empregos, com saldo positivo de mais de 100 vagas formais cada um.No ano, o município registra saldo positivo de 735 postos de trabalho.

O secretário de Desenvolvimento e Inovação de Taubaté, Anthero Mendes Pereira Júnior, disse que a tendência para os próximos meses é de ampliação do emprego. “Taubaté atravessa um bom período de crescimento. Nos próximos meses serão criadas mais vagas com os novos empreendimentos que a cidade vai ganhar”, disse.

Ele destacou que os setores de comércio e serviços devem gerar pelo menos 1.000 postos diretos e indiretos com a inauguração de novas lojas, como do hipermercado Extra, aberto nesta semana. “A construção civil também está bastante aquecida no município e deve gerar novos postos”, disse.

Em São José, o presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial), Felipe Cury, analisa que o comércio, após um período de ‘ressaca’ na contratação de empregados, começa a se recuperar. “A perspectiva é positiva e a tendência é de mais contratações”, afirmou Felipe Cury.

Para o secretário municipal de Relações do Trabalho, Ricardo Dinelli, a abertura de lojas em shoppings e o crescimento de empreendimentos individuais, como o MEIs (Micro Empreendedor Individual), contribuíram para a geração de empregos. Jacareí, Pindamonhangaba e Guaratinguetá também registram saldo positivo na geração de empregos, mostra o Caged.

O Vale

Segundo Pesquisa cidade tem 3 escolas com indice bom

São José dos Campos tem 3 das 10 melhores escolas do Estado, de acordo com dados do Ideb ( Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) divulgados ontem pelo MEC (Ministério da Educação). As unidades que se destacaram são a José Mariotto Ferreira Major Aviador, que é estadual e fica dentro do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), e as municipais Waldemar Ramos, do Vista Verde (zona leste), e Mercedes Carnevalli Klein, do Jardim Satélite (zona sul).

Elas ficaram, respectivamente, em quarto, nono e décimo lugares no ranking estadual. Os dados são referentes a 2011 e aos alunos do ensino fundamental. Divulgado desde 2005 a cada dois anos, o Ideb é uma avaliação do Ministério da Educação (MEC) que une o fluxo escolar e desempenho na Prova Brasil, feita por alunos de escolas públicas.

A RMVale tem ainda 4 escolas entre as 100 melhores do Brasil e 10 entre as 300 melhores. Neste último grupo, só 1 não fica em São José -a Escola Estadual Rogério Lacaz, de Guaratinguetá (53º no ranking estadual e 300º no ranking nacional).

Mesmo com bons resultados individuais, São José não atingiu a meta estipulada pelo MEC, que era nota 5 ficou com 4,9. Nos dois exames anteriores (2007 e 2009) o objetivo foi alcançado. Taubaté teve nota 4,7, superando a meta de 4,. Jacareí obteve 4,3 exatamente o que precisava.

Na ponta de baixo do ranking, a terceira pior escola do Estado também é da região: a estadual Paulo Virgínio, de Cachoeira Paulista, com nota 2,3 a meta era 3,6. “Enquanto o governo não puder ajudar, vai ficar assim. Não manda verba, não manda nada”, disse o prefeito da cidade, Fabiano Vieira (PSDB), ao avaliar o resultado.

Com Ideb de 6,5, a Escola Estadual José Mariotto Ferreira ficou bem acima da meta de 4,7. A diretoria da unidade e o governo do Estado não quiseram comentar o resultado ontem. Nona melhor do Estado e 61ª em âmbito nacional, a Escola Waldemar Ramos tem 70 professores e 890 alunos. “Temos professores dedicados e pais empenhados em ajudar”, disse diretora Rosa Rodriguez.

Para o professor e consultor em educação Magno Maranhão, do Rio de Janeiro, o sistema de ranking não é ideal, mas ajuda. “É avaliação de um momento. Mesmo assim, o Ideb é importante porque é nacional e serve para elaboração de políticas públicas de educação.”

O Vale

Secretária da Saúde tem alto indice de falta em consultas

A Secretaria de Saúde de São José dos Campos contabiliza em cerca de um ano 1.480 consultas desperdiçadas por conta de pacientes que faltaram aos mutirões de especialidades médicas realizados no período. De acordo com levantamento da secretaria, desde agosto do ano passado foram realizados 18 mutirões de saúde para consultas com especialistas, o que representa a oferta de mais de 3.700 procedimentos.

Em média, as faltas de pacientes representam 40% das consultas, índice que se mantém elevado desde o início dos mutirões em agosto do ano passado. A prefeitura chegou a investigar o motivo para o número excessivo de faltas, mas não chegou a uma conclusão à época.

A demanda reprimida de consultas com especialistas não foi divulgada ontem pelo governo Eduardo Cury (PSDB). O número de consultas eletivas (aquelas que são agendadas previamente) antes do início dos mutirões era de 64 mil e caiu para cerca de 48 mil.

Os mutirões que têm sido programados pela administração tucana incluem especialidades médicas como ortopedia, dermatologia, urologia, gastroenterologia e endocrinologia. Especialistas em saúde pública consultados por O VALE criticaram a forma com que o governo do PSDB faz a divulgação dos mutirões e o acompanhamento da frequência dos pacientes.

Para eles, é preciso um aprimoramento para que os mutirões sejam efetivos e seja diminuído o desperdício de consultas. No último sábado, por exemplo, o mutirão de ortopedia programado pela prefeitura ofereceu 210 consultas, mas 34% das pessoas que confirmaram presença por telefone faltaram ao atendimento, o que representa 71 consultas desperdiçadas.

As próximas etapas do atendimento ampliado com ortopedistas serão realizadas nos próximos dias 11 e 18 de agosto. Os mutirões são realizados no Hospital Municipal, na Vila Industrial, na região leste de São José. De acordo com a Prefeitura de São José, as pessoas que confirmam presença mas faltam às consultas, têm que voltar à UBS (Unidade Básica de Saúde) para passar por uma nova avaliação clínica.

Segundo o governo, quem não comparece ao atendimento acaba prejudicando os demais pacientes, tirando a vez de outras pessoas que também aguardam consultas com especialistas.

O Vale

Cidade fecha mês de junho com índice de emprego baixo

A evolução do emprego com carteira assinada no mês de junho em São José dos Campos teve o pior desempenho para o mês desde 2006, quando foi registrado saldo negativo. Pesquisa do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgada ontem, mostra que junho registrou saldo negativo de 855 postos de trabalho na maior cidade da Região Metropolitana do Vale do Paraíba.

Foram contratados 7.523 trabalhadores e demitidos outros 8.378. Os setores que mais enfrentam dificuldades em São José são os de serviços, com saldo negativo de 641 postos, e construção civil, com um total de 142 vagas a menos. Na contramão, outras cidades da região, como Taubaté, Jacareí e Pindamonhangaba, registram saldo positivo na geração de empregos formais, com carteira assinada.

O saldo de empregos em São José no primeiro semestre deste ano também foi ligeiramente negativo, com 3 postos a menos, mas nos últimos 12 meses a cidade perdeu 1.063 empregos formais. A construção civil foi o setor que mais fechou vagas nos períodos analisados, segundo os dados do Caged.

No primeiro semestre deste ano, a construção civil registrou saldo negativo de 414 vagas e, nos últimos 12 meses, menos 1.496 postos. O setor industrial também fechou negativo em junho, com menos 65 vagas. No semestre foram extintos 235 postos e nos últimos 12 meses, 811empregos no setor.

O presidente da Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba), Cleber Córdoba, disse que, desde agosto de 2010, a entidade alerta para a perda de postos de trabalho na construção civil. “Quando forem lançados os empreendimentos aprovados pela antiga lei de zoneamento e pela lei de transição, não haverá mais projetos se a atual lei não for alterada”, disse.

Segundo ele, a geração de empregos na construção civil pode ficar ainda mais comprometida. “O setor é responsável por 25% do PIB da cidade e vamos mostrar isso aos candidatos a prefeito”, disse. Para o presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial), Felipe Cury, a retração do emprego no setor de serviços é reflexo do que ocorre na economia do país.

“As previsões para baixo do crescimento do país já refletem no setor. Não há reposição de pessoal nas vagas abertas.” O secretário municipal de Relações do Trabalho, Ricardo Dinelli, tem opinião similar. “São José reflete o que acontece na economia nacional. O setor de serviços é o que mais rápido sente a retração, mas acreditamos em uma recuperação no segundo semestre”, afirmou o secretário.

O Vale

Apesar da Crise Cidade tem indice bom de exportação

Apesar da crise econômica internacional, São José dos Campos e Taubaté registraram crescimento do volume de exportações no primeiro semestre deste ano comparado com o mesmo período do ano passado. Dados da Balança Comercial dos municípios divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio apontam que São José registrou alta de 25% nas exportações no período e Taubaté, de 5%.

No total, as exportações de São José nos primeiros seis meses deste ano somaram US$ 2,892 bilhões ante US$ 2,312 bilhões no mesmo período de 2011. O resultado de junho também foi positivo em relação a maio e a abril, que registraram queda. Em junho, São José exportou o equivalente a US$ 633,4 milhões.

Quando comparado com junho do ano passado, o crescimento foi de 25% no volume enviado para fora. No ranking nacional dos municípios exportadores, São José pulou da sexta para a quinta posição. Entre as cidades que exportam produtos de maior valor agregado, o município se destaca em segundo lugar, atrás apenas de São Paulo, de acordo com os dados.

Na avaliação do diretor regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Almir Fernandes, o crescimento das exportações é resultado do maior número de aviões entregues pela Embraer, responsável por mais de 90% das exportações de São José.

Mesma avaliação tem o secretário de Desenvolvimento Econômico, José de Mello Corrêa. “A indústria aeronáutica exportou mais este ano.” Entre janeiro e junho, Taubaté exportou o equivalente a US$ 581,2 milhões ante US$ 553,4 milhões no mesmo período de 2011.

Em junho as exportações do município registraram queda de 46,3% em relação a maio. Foi a maior baixa do ano, segundo os dados da Balança Comercial. O montante exportado no mês somou US$ 68 milhões. Para o diretor regional do Ciesp em Taubaté, Fábio Soares Duarte, a queda é devido à crise da economia na

Europa, para onde a indústria automobilística e de autopeças do município exporta seus produtos. Ele disse acreditar que a cidade deve equilibrar a sua Balança Comercial até o final do ano. No primeiro semestre deste ano, o município mais importou do que exportou, e acumula déficit de US$ 115 milhões, segundo os dados.

O Vale

Alto indice nos patrimônios de Vereadores na cidade

O patrimônio dos vereadores de São José dos Campos registrou crescimento até 6.006% nos últimos quatro anos. O cálculo foi feito com base nas declarações de bens apresentadas pelos parlamentares à Justiça Eleitoral em 2008 e neste ano.  Levantamento feito por O VALE mostra que 19 dos 21 vereadores viram o patrimônio engordar, quando comparado ao que foi declarado na última eleição. Apenas dois se declararam mais pobres.

A maior evolução patrimonial foi do vereador Robertinho da Padaria (PPS), que vai disputar seu terceiro mandato. Em 2008, ele havia declarado possuir apenas um veículo Saveiro no valor de R$ 4.500. Neste ano, ele declarou R$ 274 mil em bens que incluem um apartamento e dois veículos.

Também tiveram expressivas evoluções de patrimônio os vereadores João Tampão (PTB), com aumento de 609%, Cristiano Pinto Ferreira (PV), com 249,5%, e Vadinho Covas (PSDB), com 137% de evolução (confira quadro ao lado).

A divulgação do patrimônio é obrigatória para o registro das candidaturas. Atual presidente do São José Esporte Clube, Robertinho da Padaria afirmou que seu patrimônio cresceu em razão de aquisições que fez nos últimos dois anos.  “Está tudo financiado. O apartamento eu devo quase inteiro e vou pagar em 25 anos e um dos carros, também financiado”, disse.

Segundo ele, um Meriva declarado no valor de R$ 20 mil pertence à sua mulher. Dono de uma padaria na zona sul, o vereador disse que o bem está no nome da família. Com uma evolução de 609% no patrimônio, João Tampão declarou uma “propriedade rural com atividade leiteira”, avaliada em R$ 400 mil. Segundo ele, é uma herança de família.

Tampão também declarou um carro no valor de R$ 25.500. Em 2008, o vereador informou apenas um imóvel no valor de R$ 65 mil. “O que mudou no meu patrimônio foi o carro. Esse pedaço de terra é herança de família há mais de 20 anos. Foi um erro do contador não ter incluído essas terras na declaração anterior”, disse.

Com uma evolução de 249,5% no patrimônio, Cristiano Ferreira afirmou possuir R$ 72,3 mil em bens entre participações em empresas e créditos bancários. “Meu patrimônio está no nome da empresa e há uma declaração específica para isso. Tenho quatro apartamentos financiados no nome da minha empresa”, disse o vereador, candidato ao Paço.

O vereador Fernando Petiti (PSDB) apresentou uma redução de 69% no patrimônio. Mas, segundo ele, isso ocorreu por um erro no sistema. “Eles não incluiram o apartamento que moro com minha família. Foi uma falha e irei pedir retificação”, disse.  Segundo Petiti, o seu patrimônio real é de cerca de R$ 175 e não o registrado de R$ 35.968.

O Vale

Vale tem recuo de homícidios mas lidera violência ainda

Maio foi o mês com o menor número de homicídios no Vale do Paraíba desde 2011, segundo dados divulgados ontem pela Secretaria da Segurança Pública. De acordo com a SSP, 25 pessoas foram assassinadas no mês, uma redução de 34% na comparação com maio do ano passado, quando houve 38 vítimas de homicídio doloso com intenção de matar.

Apesar do bom resultado, a região continua como a mais violenta do Interior do Estado em 2012. No mês de maio, apenas Santos teve tantas vítimas como o Vale. O dado preocupante, no entanto, é o número de latrocínios. Foram quatro pessoas assassinadas após roubos na região. No total, já são 17 latrocínios até maio contra 12 no mesmo período do ano passado.

A Polícia Militar atribui o bom índice a ações em cidades que tiveram índices elevados em março e abril, como Pindamonhangaba e Guará, por exemplo. “O crime é dinâmico e a Polícia Militar também precisa ser. Houve cidades que fugiram do controle e nós intervimos para obter a redução”, diz o coronel Leônidas Pantaleão de Santana, comandante da PM na região.

O comandante também aponta uma tendência de queda, já que na comparação mês a mês, os números vêm em queda constante desde fevereiro, quando 46 pessoas foram mortas. “Às vezes, uma cidade tem uma alta e nós agimos rápido para controlar. Outras cidades merecem uma atenção maior. Cada região tem sua peculiaridade.”

Uma das cidades que recebe essa atenção maior da corporação é Taubaté. O município foi o mais violento da região com seis pessoas assassinadas cinco vítimas de homicídio e uma de latrocínio. São José e Caraguatatuba tiveram cinco pessoas assassinadas: quatro vítimas de homicídio e uma de roubo seguido de morte em cada cidade.

Ao longo do ano, São José é a cidade mais violenta com 27 pessoas assassinadas, se somados homicídios dolosos e latrocínios. Taubaté teve 26 pessoas mortas, enquanto, em Jacareí, foram 23 assassinatos. “Em junho, nossa preocupação é Taubaté, as outras regiões estão com índices estáveis. Vamos trabalhar forte naquela região ”, diz o diretor da Polícia Civil na região, João Barbosa Filho. Para reduzir latrocínios, a PM pede para que pessoas nunca reajam ao serem vítimas de roubos.

O Vale