Embraer tem plano para Desenvolvimento Ambiental

A Embraer e a Boeing lançaram hoje, em parceria com a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), um plano de ação para desenvolver a indústria do biocombustível para a aviação no país, o bioQAV.

“O Brasil tem uma grande vantagem competitiva para desenvolver essa indústria, com toda a experiência do Pro Álcool e do biodiesel”, afirmou a presidente da Boeing no Brasil, Donna Hrinack. O país já tem algumas linhas de pesquisa para o desenvolvimento do biocombustível, tendo como matéria-prima a cana-de-açúcar, a soja, o eucalipto ou o pinhão manso. A grande questão é criar escala para que esses produtos cheguem na bomba de abastecimento dos aeroportos a um preço competitivo com o QAV (querosene de aviação).

O presidente da Fapesp, Celso Lafer, afirmou que a entidade do governo paulista está aberta a receber propostas de financiamento por parte do setor privado e universidades para o desenvolvimento de pesquisas na área. As companhias aéreas do mundo todo estão sendo pressionadas a reduzir as emissões de CO2. A meta é reduzir pela metade as emissões em 2050, tendo como base de comparação as emissões realizadas em 2005. Já há algumas refinarias certificadas para vender o bioQAV, mas os custos são de três a 10 vezes mais do que o combustível de petróleo.

“Como fabricantes, estamos concentrando esforços para fazer aviões mais eficientes. Mas a única forma de atingir a meta é com o combustível alternativo”, afirmou o vice-presidente executivo de engenharia e tecnologia da Embraer, Mauro Kern. Para o especialista em aviação Adalberto Febeliano, falta uma política governamental para o fomento do setor. “A companhia aérea já está pressionada pelos custos do combustível e ela só vai trocar pela alternativa verde se o custo for o mesmo ou mais barato”, diz Febeliano. “Mas o petróleo um dia vai acabar e não podemos ser pegos de surpresa, precisamos começar a viabilizar essa indústria hoje.”

Para ele, o Brasil tem todas as condições agrícolas para produzir muito bioQAV. “Mas é preciso coordenar esforços e dar uma diretriz. Sem isso a gente não avança.” Um dos pleitos do setor seria a redução de impostos sobre o bioQAV.

Novo contrato da Embraer pode gerar mais de R$ 8 bilhões

A Embraer, de São José, anunciou ontem o que pode ser o maior contrato da companhia após a crise internacional de 2008, que derrubou o mercado de aviação comercial em todo o mundo e levou a empresa a demitir mais de 4.000 empregados. Além do contrato anunciado, a Embraer ainda negocia, com o mesmo grupo, opções de compra que podem chegar a 200 aviões, em um contrato de US$ 8,3 bilhões.

A venda anunciada é de 40 jatos do modelo 175 para a empresa norte-americana SkyWest, maior grupo aéreo regional do mundo e controladora da SkyWest Airlines e da Express Jet. A encomenda é avaliada em US$ 1,7 bilhão e entra na carteira de pedidos a entregar da Embraer do segundo trimestre de 2013. A preço de lista, cada jato 175 custa cerca de US$ 42 milhões. Outros 60 pedidos da mesma aeronave foram feitos pela SkyWest, o que pode elevar o valor do contrato para US$ 4,1 bilhões. Nesse caso, já seria uma das mais importantes encomendas da história das duas empresas.

O acordo também inclui opções para outros 100 jatos Embraer 175, elevando o potencial do pedido para até 200 aviões, com valor estimado em US$ 8,3 bilhões. Segundo a Embraer, a SkyWest configurará o avião em duas classes, com 76 assentos. A entrega do primeiro jato está prevista para segundo trimestre de 2014. “Este é realmente um marco para a Embraer. Como nosso maior cliente de Brasilia e ERJ, a SkyWest agora seleciona o modelo aprimorado do E-Jet para sua frota, validando a confiança na Embraer”, disse, por nota, Paulo Cesar Silva, presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial.

“Estou confiante de que o tecnologicamente avançado E175 será a principal aeronave da empresa, trazendo maior eficiência à companhia aérea.” Também por meio de nota, o presidente e CEO da SkyWest, Jerry Atkin, disse que o avião da Embraer irá atender a empresa “com grande conforto e o melhor custo operacional na sua categoria”.

Em janeiro deste ano, a Embraer anunciou a venda de um pacote de jatos para a empresa americana Republic Airways, em um contrato que pode atingir US$ 4 bilhões. O contrato é para a venda de 47 aeronaves 175, com a opção para mais 47 jatos adicionais. Para especialistas, a Embraer age corretamente ao mirar o mercado aéreo norte-americano, o maior do mundo.

O crescimento da Embraer no mercado norte-americano de aviação regional é considerado estratégico por analistas de mercado e especialistas. A Embraer estima entre 300 e 400 unidades a demanda de jatos para a aviação regional nos Estados Unidos. A venda dos jatos foi viabilizada por causa de um acordo firmado pelas companhias aéreas norte-americanas com a associação dos pilotos para permitir que a aviação regional opere jatos com capacidade superior a 50 passageiros.

Para o pesquisador de assuntos militares da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG), Expedito Bastos, o fortalecimento da Embraer no mercado americano é uma estratégia acertada da companhia. “A Embraer está agindo corretamente e terá tranquilidade se continuar crescendo no mercado americano, que está em ascensão, ao contrário do mercado europeu, que passa por uma crise”, afirmou Bastos. Considerando pedidos firmes e opções de compra, o contrato com a SkyWest pode chegar a 200 aviões, o que configuraria o maior já feito pela Embraer desde 2005.

O Vale

Publicado em: 22/05/2013

Embraer cria nova geração de novos Jatos na cidade

Nove anos após ter entrado em operação, os jatos da Embraer para a aviação comercial entre 70 e 120 assentos vão ganhar uma segunda geração de aeronaves, que deve garantir a permanência da família no portfólio da empresa pelo menos por mais 20 anos. O lançamento oficial do projeto ocorrerá ainda este ano, mas sem data prevista.

Existe expectativa de que a companhia anuncie o lançamento durante a Paris Air Show, em Le Bourget, a maior e mais importante feira mundial de aviação, que será realizada em junho. A previsão é que a nova geração de jatos comerciais da companhia entre em operação a partir de 2018. Sucesso de vendas, os EJets 170/190 vão passar por modernização tecnológica, chamada de remotorização.

A Embraer já selecionou as empresas que vão modernizar a família para a segunda geração de aviões. Os novos jatos serão equipados com motores Pratt & Whitney e sistemas aviôni-cos da Honeywell. Os atuais voam com motores GE. A UTC Aerospace Systems fornecerá o sistema de geração e distribuição elétrica, rodas e freios de carbono, e a Unidade de Potência Auxiliar (APU) da Pratt & Whitney. Segundo a Embraer, os motores de última geração resultarão em melhorias de dois dígitos no consumo de combustível, manutenção e ruídos externos.

Desde o lançamento dos EJets, em 2004, a Embraer já comercializou 1.136 aeronaves da família, segundo informações da empresa. Já foram entregues 925 jatos e a companhia possui uma carteira firme de encomendas de 211 unidades. O Embraer 190 é o modelo mais vendido, com um total de 556 encomendas firmes e 264 opções. Foram feitas 459 entregas e a carteira tem 97 pedidos firmes, segundo o balanço financeiro do primeiro trimestre da empresa, divulgado no dia 29 de abril.

Após amargar um período de três anos de baixas vendas por causa da crise econômica mundial, a Embraer voltou a fechar bons negócios este ano na aviação comercial. O reaquecimento do mercado aeronáutico proporcionou à empresa retomar as vendas para os Estados Unidos, principal destino da suas aeronaves para a aviação comercial. O modelo Emb raer 175 é o destaque. As aéreas norte-americanas estão renovando a sua frota de jatos de 50 assentos para modelos de 70 a 80.

No começo do ano, a empresa anunciou a venda de 47 jatos desse modelo para a Republic Airways com opção para a compra de mais 47 unidades, negócio que pode atingir US$ 4 bilhões. Para a America Airlines, foram vendidos 30 jatos 175 com opção para mais 40. A Embraer registrou recuo de 67% no lucro líquido apurado no primeiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado. A empresa registrou lucro de R$ 61,7 milhões ante R$ 187,6 milhões no período comparado. A companhia faturou no primeiro trimestre R$ 2,156 bilhões. As entregas também foram menores em relação a 2012.

O Vale

Publicado em: 13/05/2013

1° Semestre marca Embraer com queda nos lucros

A Embraer registrou queda de 67% no lucro líquido do primeiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2012. Balanço financeiro divulgado ontem à noite pela companhia mostra que o lucro da empresa no período foi de R$ 61,7 milhões ante R$ 187,6 milhões na mesma base de comparação de 2012. A receita líquida da empresa cresceu 5,6% e saltou de R$ 2,042 bilhões para R$ 2,15 bilhões no período comparado, segundo o relatório.

A empresa informa que a receita cresceu impulsionada pela desvalorização do real frente ao dólar. No entanto, a redução do volume de entregas de aeronaves e os custos impactaram o resultado financeiro do trimestre. O balanço mostra que os custos de mão de obra e o mix de produtos com menor valor agregado entregues no período derrubaram a rentabilidade da empresa.

Os custos cresceram 6,8%, acima do aumento da receita, o que levou a margem bruta a uma queda de 1,2 ponto percentual na comparação anual, para 22,3%. “O mix de produtos e as receitas de diferentes segmentos de negócio, em conjunto como díssidio coletivo no final de 2012, contribuiram para uma menor Margem Bruta no primeiro trimestre de 2013”, informa o relatório financeiro.

As despesas operacionais cresceram 25,6% e somaram R$ 400,7 milhões, levando o lucro antes de juros, impostos e depreciação e amortização (Ebtda, na sigla em inglês) a um recuo de 23,8%, para R$ 200 milhões. A margem Ebtda caiu de 12,9% no primeiro trimestre do ano passado para 9,3%. Outro fator apontado pela companhia que impactou as finanças foi o Imposto de Renda. No primeiro trimestre deste ano, a Embraer pagou R$ 4milhões de IR. No ano passado, a companhia registrou receita de R$ 50,1 milhões com a reversão de impostos.

O balanço mostra que a receita da aviação comercial no primeiro trimestre foi de R$ 1,272 bilhão ante R$ 1,345 bilhão em igual período do ano passado. O segmento de Defesa & e Segurança registrou crescimento de receita no período. Os dados mostram que o setor atingiu receita de R$ 498 milhões ante R$ 404 milhões na base de comparação do ano passado. A Aviação Executiva atingiu receita de R$ 347 milhões no primeiro trimestre deste ano. No ano passado, o segmento faturou R$ 270 milhões no período comparado.

A empresa entregou 17 aeronaves comerciais e 12 aeronaves executivas no primeiro trimestre. Isso representa uma redução de 4 aeronaves comerciais e 1 aeronave executiva em relação ao mesmo período do ano passado. A Embraer anunciou ontem assinatura de um contrato com a United Airlines, dos Estados Unidos, para a venda de 30 jatos Embraer 175, com opções para mais 40 aeronaves do mesmo modelo, com potencial para um total de até 70 aviões. Se todas as opções forem exercidas, a encomenda combinada tem um valor estimado de US$ 2,9 bilhões a preços de lista.

Este é o segundo maior contrato para a venda do modelo dessa aeronave efetivada este ano. Em janeiro, a companhia anunciou a venda de 47 jatos E175 para a Republic Airways, com opção para 47 unidades, em contrato que pode chegar a US$ 4 bilhões, se todas as opções foram exercidas pela aérea norte-americana. Os E175 para a United Airlines serão operados sob a marca United Express. Os aviões serão configurados com 76 assentos e a primeira entrega está prevista para o primeiro trimestre de 2014. “Estamos muito satisfeitos com este pedido, pois reforça e amplia a nossa parceria com a United Airlines, então como Continental Airlines”, disse em Paulo Cesar Silva, presidente da Embraer Aviação Comercial.

O Vale

Publicado em: 30/04/2013

Fabrica desiste de fabricar Helicopteros na cidade

A Embraer, de São José dos Campos, desistiu de firmar parceria com a companhia italiana AgustaWestland, do grupo Finmeccanica, para a produção de helicópteros no Brasil. Em comunicado distribuído sexta-feira à noite ao mercado financeiro, a fabricante brasileira informou que as “empresas anunciam a decisão conjunta de encerrar negociações sobre o tema sem que tenha sido alcançado acordo para o estabelecimento de uma joint-venture no Brasil”.

A Embraer não detalha as razões pelas quais o acordo com a Agusta não foi firmado. As tratativas entre as duas empresas foram anunciadas em janeiro deste ano. A Embraer demonstrou interesse em diversificar e ingressar nesse segmento aéreo. À época, a maior fabricante mundial de jatos regionais disse que estudos preliminares indicavam grande potencial de mercado para helicópteros bimotores, de capacidade média, principalmente para atender o setor de óleo e gás.

A companhia apontou que o crescente orçamento de defesa do Brasil e a demanda privada em cidades congestionadas pelo trânsito também criam oportunidades para esse ramo de negócio. A intenção seria personalizar e produzir helicópteros da italiana e alguns de seus componentes no Brasil para venda em toda a América Latina.

O Vale

Publicado em: 22/04/2013

Cidade tem vaga aberta de estágio para Embraer

A Embraer, de São José dos Campos, abriu 200 vagas de estágio para estudantes do penúltimo e último anos de engenharia. O processo seletivo é conduzido pelo Ciee (Centro de Integração Empresa-Escola), de São José. As oportunidades são voltadas a estudantes dos penúltimo e último anos de cursos superiores de engenharias da computação, eletrônica, mecânica e produção, além dos ligados à tecnologia da informação.

Os candidatos devem residir em São José dos Campos, Caçapava, Jacareí ou Taubaté, informa o Ciee. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo e-mail: [email protected], indicando “Embraer” no campo assunto. O Ciee informa que as inscrições permanecerão abertas até o preenchimento de todas as vagas.

A Embraer oferece bolsa-auxílio de R$ 1.176 (para estudantes do penúltimo ano) e R$ 1.363 (para estudantes do último ano), além de transporte fretado, refeição no local e assistência médica. Conhecimento na língua inglesa é pré-requisito.

Após enfrentar um período de turbulências, entre 2009 e 2011 por causa da crise econômica internacional, a companhia voltou a recompor o seu quadro de funcionários em São José. No final do ano passado, a Embraer possuia 18.223 empregados, mais próximo do pico de contratação, que aconteceu em 2008, quando a empresa registrou quadro de pessoal com mais de 20 mil empregados em suas unidades. Segundo a companhia, 58% dos seus empregados possui ensino médio. Outros 34% dos funcionários têm graduação em nível superior. Os que possuem pós-graduação somam 5% dos trabalhadores.

O Vale

Publicado em: 16/04/2013

Vendas de Jatos a China realiza reforço na produção

A Embraer Aviação Executiva leva para a China na próxima semana o seu portfólio para o segmento, de olho em um mercado potencial de até US$ 24 bilhões nos próximos 10 anos. A empresa, que está presente no mercado da aviação executiva da China desde 2004, quando efetuou a primeira entrega ao país, vai participar da ABACE (silga em inglês para Conferência e Exibição Asiática de Negócios da Aviação), que acontecerá em Xangai, entre 16 e 18 de abril.

É a maior feira de aviação executiva da Ásia. A Embraer terá em exposição estática com as aeronaves Lineage 1000, Legacy 650 e Phenom 300. Desde 2004, a companhia registrou pedidos firmes de 28 aeronaves e opções para mais cinco. No momento, 10 aeronaves executivas estão em operação na China.

A estimativa da Embraer Aviação Executiva é que o mercado chinês deve precisar entre 440 e 650 jatos executivos, movimentando entre US$ 16 bilhões e US$ 24 bilhões nos próximos 10 anos. “A China é um potencial mercado e ficamos o pé lá. Temos entregues aviões para os chineses, mas produzidos no Brasil”, disse o vice-presidente de Operações da Embraer Aviação Executiva, Marcos Túlio Pellegrini. Em junho de 2012, a Embraer assinou um acordo com a AVIC (Aviation Industry Corporation of China para a montagem final dos jatos Legacy 600/650 na China, utilizando os recursos de sua joint-venture, a Harbin Embraer Aircraft Industry.

Pellegrini relatou que o primeiro Legacy montado em território chinês deve ser entregue até o final do ano. A expectativa da companhia é manter uma cadência produtiva anual de 4 a 6 jatos executivos da família Legacy. Por ser um país continental, a China demandará muito do transporte aéreo executivo. Jackie Chan, ator de cinema mundialmente conhecido, tornou-se o embaixador global da Aviação Executiva e participou do lançamento do Legacy 650 na China. Pellegrini contou que o astro tem contribuído para a divulgação do Legacy no mercado asiático.

“Recentemente foi fechado negócio para a venda uma aeronave dessa família, a partir da divulgação que o ator tem feito do Legacy”, afirmou. Estudo da Embraer aponta que a cultura de aviação executiva da China está ganhando maturidade. Os jatos executivos são cada vez mais reconhecidos como ferramentas de produtividade para as elites empresariais. Atualmente, o país tem uma frota de 267 aeronaves, 77% das quais são de grande porte, entre as categorias super mid-size e ultra-large.

Para comparação, em 2007, a China tinha apenas 78 jatos executivos. Globalmente, o mercado aviação executiva deve movimentar nos próximos 10 anos cerca de US$ 200 bilhões. A demanda prevista é de 9.300 aeronaves. O mercado dos EUA deve absorver 50% desse volume.

O Vale

Publicado em: 09/04/2013

Embraer amplia produção para Jatos na cidade

A Embraer Aviação Executiva concentrou em São José dos Campos e nos Estados Unidos as atividades de produção e entregas de jatos executivos. No ano passado, a empresa transferiu da fábrica da Embraer em Gavião Peixoto, interior paulista, a linha de produção dos jatos Phenom 100 e 300. Na fábrica de São José dos Campos já são montados o Legacy e o Lineage.

A mudança está atrelada a vários fatores. Entre eles, permitir à Embraer Defesa e Segurança ampliar suas atividades em Gavião Peixoto, principalmente com a produção do cargueiro militar KC-390, que vai entrar em operação em 2015. “Houve necessidade de otimizar espaço. Em São José temos a competência da montagem final, do interior da aeronave, da aceitação do avião em voo. Toda essa dinâmica favorece a concentração das atividades em um único local”, explicou o vice-presidente de Operações da Embraer Aviação Executiva, Marco Túlio Pellegrini.

Além disso, o executivo destaca outro fator favorável à fábrica de São José: o setor produtivo e o corpo de engenharia estão na planta local. A localização da cidade, no eixo Rio-São Paulo, favorece as entregas. “O cliente normalmente fica hospedado em São Paulo, que está há 15 minutos de voo de São José, e que tem mais ofertas de hotéis, restaurantes e lazer e vem à Embraer para receber o seu jato”, disse Pellegrini.

Ainda em fase de recuperação, após atravessar sérias turbulências entre 2008 e 2012 por causa da crise da economia mundial, a aviação executiva mostra sinais de retomada. “A aviação executiva caminha em paralelo com a situação da economia. Em 2008, foram entregues 1.100 jatos no mundo. No ano passado, 663.

Esperamos que a partir deste ano ocorra uma estabilização e até um certo crescimento.” Nesse contexto, o desempenho da Embraer foi positivo se comparado com a concorrência. Nos últimos dois anos a empresa despachou 188 jatos executivos. O restante da indústria mundial registrou redução de 6%. Foram 703 aviões em 2011 e 663 no ano passado. A empresa também registrou crescimento de receita no período, de 15%. No ano passado, faturou US$ 1,2 bilhão. A previsão para este ano é atingir receita de até US$ 1,6 bilhões e aumentar sua participação na receita global da empresa de 21% para 25%.

A estimativa do mercado mundial para a aviação executiva nos próximos dez anos é de negócios em torno de US$ 200 bilhões, com demanda de 9.300 jatos. A Embraer trabalha para abocanhar uma boa fatia desse mercado, informou o vice-presidente de Operações da Embraer Aviação Executiva, Marco Túlio Pellegrini.
O executivo relatou que os Estados Unidos deve consumir 50% dessa demanda.

Atualmente, o país tem uma frota de 11 mil jatos executivos, a maior do mundo. Por isso, a Embraer investe nos EUA, onde já possui uma unidade industrial em Melbourne, na Flórida, para a montagem final do Phenom. Pellegrini disse que o mercado brasileiro também é promissor. “O Brasil tem mercado potencial com perspectivas de crescimento”, disse.

A China é outro mercado promissor. A Embraer montou uma unidade industrial no país para produzir o Legacy. A empresa estima que o primeiro Legacy montado em território chinês será entregue até o final do ano para um cliente da própria China. Apesar da crise econômica, a Europa também tem mercado potencial. O Oriente Médio é visto como uma promessa para o futuro.

O Vale

Publicado em: 08/04/2013

Aeronaves são apostas da Embraer em investimentos

Principais estrelas do portfólio da Embraer Defesa e Segurança, a aeronave turboélice de treinamento avançado e ataque Super Tucano e o jato cargueiro KC-390 têm juntos mercado potencial de US$ 54,1 bilhões até 2025, segundo estimativas da companhia. A estimativa de demanda por aeronaves da classe do Super Tucano para os próximos anos é de 344 unidades, um mercado de US$ 4,1 bilhões.

A Embraer Defesa e Segurança tem 210 encomendas de Super Tucanos, tendo entregues 170 unidades. A aeronave é operada por Forças Aéreas de nove países, como do Brasil, Chile, Colômbia, Angola e Indonésia. A Embraer Defesa e Segura teve anteontem a confirmação do contrato que irá assinar para o fornecimento de 20 Super Tucanos para a Força Aérea dos Estados Unidos, no valor de US$ 427 milhões.

Para o presidente da unidade de negócios da Embraer, Luiz Carlos Aguiar, o novo recurso apresentado pela Beechcraft para tentar barrar o negócio não prosperaria. A Embraer, associada à norte-americana Sierra Nevada, ganhou, pela segunda vez, a licitação para a venda do Super Tucano, mas Beechcrat, concorrente da brasileira, contestou o resultado.

Para Expedito Bastos, especialista em assuntos militares da Universidade Federal de Juiz de Fora, a venda das aeronaves abrirá novas oportunidade para a fabricante nacional. “Esse contrato é muito importante porque poderá abrir novos nichos de mercado para o Super Tucano, inclusive para países da Europa”, disse. Para o especialista, a Embraer deve crescer nos próximos anos no segmento defesa.

Já o jato cargueiro KC-390, em fase de desenvolvimento, tem demanda potencial de pelo menos 700 aeronaves nos próximos anos. É um mercado de US$ 50 bilhões, avalia a Embraer. Aguiar relatou que atualmente há 2.000 aeronaves dessa categoria em operação no mundo e são aviões que precisarão ser renovados. “A nossa meta é conquistar pelo menos 15% desse mercado.”

O primeiro voo do KC-390 está programado para o próximo ano e o início de operações a partir de 2016. O cargueiro será produzido nas instalações industriais de Gavião Peixoto. O jato tem emprego multiuso. Além da versão militar, terá uma civil para transporte de carga para missões de socorro e humanitária, entre outras. A Embraer já assinou carta de intenção de venda de 60 aeronaves com Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, República Tcheca e Portugal.

O segmento de aeronaves de ISR (Inteligência, Vigilância e Reconhecimento) é outro nicho que a Embraer aposta que pode fechar negócios. Esse segmento tem potencial de demanda de 232 aeronaves nos próximos anos, mercado estimado em US$ 26,6 bilhões. A família dessas aeronaves disponibilizada pela Embraer ao mercado é derivada da plataforma do jato ERJ 145.

O Vale

Publicado em: 18/03/2013

Embraer fecha o ano de 2012 em saldo positivo no mercado

A Embraer, de São José dos Campos, apurou no ano passado lucro líquido de R$ 697,8 milhões, o que representa crescimento de 346% no comparado com o ano anterior, quando somou R$ 156,3 milhões. A companhia também registrou em 2012 receita líquida de R$ 12,201 bilhões ante R$ 9,858 bilhões em 2011 um aumento de 24%. Os dados contábeis fazem parte do balanço financeiro divulgado ontem à noite pela fabricante de aeronaves.

No relatório, a Embraer atribui o bom resultado financeiro alcançado em 2012 à variação cambial ocorrida durante o período, que afetou positivamente a receita em real. Também contribuiu o mix de produtos e serviços com maior participação dos jatos executivos grandes, Legacy e Lineage, de valores mais elevados que os jatos leves da família Phenom. Outro fator positivo destacado pela companhia foi o crescimento da receita de Defesa & e Segurança em 44%, “dada também em parte pela variação cambial ocorrida durante o período, aumentando sua participação de 15% para 17% da receita total da Embraer”.

O investimento feito pela empresa no ano passado somou R$ 1,038 bilhão ante R$ 636,3 aplicados em 2011 (crescimento de 70%). No quarto trimestre do ano passado, a empresa obteve receita líquida de R$ 3,918 bilhões ante R$ 3,667 bilhões no ano anterior.

A empresa informa que no quarto trimestre foram despachadas 23 aeronaves comerciais e 53 jatos executivos. No total do ano passado, a fabricante informa que despachou 221 aeronaves ante 212 entregues em 2011. De acordo com o balanço financeiro, foram entregues 106 jatos para a aviação comercial. Do total, 62 do modelo Embraer 190.

No segmento da aviação executiva, a companhia entregou 99 aeronaves. Foram despachados 29 Phenom 100, 48 Phenom 300, 19 Legacy e 2 Lineage. Para área de Defesa & Segurança, a Embraer entregou 16 aeronaves -14 Super Tucano e 2 EMB 145. No relatório, a fabricante relata que na aviação comercial, no segmento de jatos de 61 a

A carteira de pedidos firmes da companhia totalizou no final de 2012 US$ 12,5 bilhões. Esse valor é bem inferior aos US$ 15,4 bilhões apurados no final de 2011. A empresa informou ainda que ao final de janeiro deste ano, tinha 18 mil funcionários.

O balanço financeiro anual da empresa aponta que o segmento de Defesa & Segurança foi o que apresentou maior crescimento percentual em 2012. Segundo os dados, o setor fechou o ano passado com receita de R$ 2,080 bilhões. No comparado com o ano anterior, o segmento registrou crescimento de 44%.

A aviação comercial, carro-chefe do faturamento da companhia, registrou alta de 16% no comparado com 2011. Esse segmento, representado pelos jatos da família Embraer 170/190, alcançou receita de R$ 7,371 bilhões. A aviação executiva também teve crescimento expressivo, de 34%, no período comparado. O segmento obteve receita de R$ 2,601 bilhões. O item outros negócios, como prestação de serviços, teve receita de R$ 147,7 milhões.

O Vale

Publicado em: 13/03/2013