Orçamento de São José para 2014 chegará a R$ 2,17 bilhões

A Prefeitura de São José dos Campos prevê um crescimento de 17,75% em receitas e despesas para o próximo ano. O orçamento de 2014 tem valor previsto de R$ 2,17 bilhões, conforme estabelece o projeto de lei orçamentária encaminhada à Câmara Municipal na segunda-feira (30 de setembro) e que deve ser votada pelos vereadores até 30 de novembro. O orçamento elaborado buscou atender as demandas e prioridades apontadas através de consulta popular no processo de planejamento orçamentário participativo. As áreas com previsão de maior volume de recursos são: Saúde, com R$ 569,2 milhões; Educação, com R$ 498,8 milhões e Transportes, com R$ 250,9 milhões.

O destaque de Transportes se deve ao Programa de Infraestrutura de Transportes e da Mobilidade Urbana, que prevê investimentos de R$ 116,8 milhões para implantação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). A principal fonte de receitas para a prefeitura será a arrecadação de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que representara 38,18% do total do orçamento de 2014, com repasses totalizando repasses de R$ 832,3 milhões.

As outras principais fontes são ISS (Imposto Sobre Serviços), com R$ 256,8 milhões; IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), com R$ 141,5 milhões; IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), com R$ 113,9 milhões. Estão previstos R$ 190,8 milhões em empréstimos com bancos e repasses da União e do Estado.

Confira o Orçamento detalhado para 2014

Na elaboração do orçamento foram consideradas as estimativas de receita do exercício de 2013 mais a inflação de 5,87% medida pelo IPCA/IBGE e o crescimento do PIB neste ano, da ordem de 2,6%, de acordo com o Banco Central. A principal despesa no orçamento é com a folha de pagamento de funcionários da Prefeitura que deverá ficar em R$ 684,5 milhões. Para obras, equipamentos, aquisição de imóveis e outros investimentos devem ser empregados R$ 285,8 milhões.

Além dos investimentos no VLT, também têm destaque no orçamento de 2014 os recursos a serem aplicados em obras de pavimentação, no valor de R$ 28,3 milhões, e investimentos no Programa de Estruturação Urbana, do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), no valor de R$ 44,5 milhões.

Novo Aerovale gera investimento alto e mais de 10 mil empregos

O empresário Rogério Penido está nos céus. Literalmente. Idealizador do maior empreendimento privado atualmente em construção no Vale do Paraíba, o Aerovale, em Caçapava, ele pretende ver decolar o primeiro avião da pista em maio de 2014. “A expectativa é atender toda a operação de aviação executiva para a Copa do Mundo, entre cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais”, afirma. O volume de negócios projetado pelo empresário é superlativo. Serão três fases: loteamento (atual), construção e operação completa, alcançando R$ 10 bilhões. “Vai dobrar Caçapava”, diz Penido, citando a estimativa de gerar 50 mil empregos.

O Aerovale, antes chamado de CEA (Centro Empresarial Aeroespacial), é uma mistura de condomínio empresarial, comercial e de serviços com um mega-empreendimento aeronáutico, que inclui torre de controle e uma pista de 1.550 metros de extensão e 30m de largura. Segundo Penido, o aeródromo será 100% privado e capaz de receber até um A320, avião da Airbus para 180 passageiros. Ao redor da pista, 124 lotes entre 2.250 e 13,5 mil metros quadrados serão vendidos para empresas do ramo aeronáutico. Fora dela, outros 181 lotes de 722 m² a 15 mil m² serão ocupados por indústrias, comércios e prestadores de serviços. A construção começou em setembro de 2012, após 10 anos de projetos e etapas do licenciamento ambiental. As vendas iniciaram em 10 de julho deste ano, com 70 lotes já comercializados. O preço é de R$ 1.400 o metro quadrado para lotes aeronáuticos e R$ 600 o m² para os lotes industriais e comerciais.

Segundo Penido, a construtora que leva o sobrenome da família vai financiar a compra em até 60 meses, com 30% de entrada. A financeira Sicredi também entrou no negócio para financiar em até 84 meses, com juros mais baixos. Para administrar o empreendimento, Penido montou a CEA, empresa da modalidade SPE (Sociedades de Propósito Específico) que irá gerir o condomínio, que será instalado em uma área de 2,265 milhões de m² em Caçapava. “A ideia é fazer prédios corporativos, com área de até 2.000 m² e um centro de convenção de 2.000 lugares. A pista vai ser explorada comercialmente”, diz o empresário. Antes de ver subir o primeiro avião no Aerovale, ele já faz planos para levar o modelo de empreendimento, que é único na América Latina, para outros lugares do país. Quatro cidades estão sendo avaliadas.

A fixação de empresas no empreendimento Aerovale, que está sendo construído em Caçapava, deve seguir a projeção de 90% de empreendimentos do Estado de São Paulo e 10% de fora dele, incluindo do estrangeiro. Para o empresário Rogério Penido, responsável pelo empreendimento, os lotes aeronáuticos deverão ser vendidos para empresas paulistas, incluindo do Vale do Paraíba. Polo aeroespacial brasileiro, São José dos Campos será um dos destaques na procura por esses espaços. Penido também buscou diversificar o negócio. Começa a operar, em setembro, um taxi aéreo de helicóptero entre São José e São Paulo. Comprou duas aeronaves, por US$ 6,6 milhões, e cobrará R$ 760 de ida e volta na viagem para a capital, que deve durar 20 minutos.

Novo contrato da Embraer pode gerar mais de R$ 8 bilhões

A Embraer, de São José, anunciou ontem o que pode ser o maior contrato da companhia após a crise internacional de 2008, que derrubou o mercado de aviação comercial em todo o mundo e levou a empresa a demitir mais de 4.000 empregados. Além do contrato anunciado, a Embraer ainda negocia, com o mesmo grupo, opções de compra que podem chegar a 200 aviões, em um contrato de US$ 8,3 bilhões.

A venda anunciada é de 40 jatos do modelo 175 para a empresa norte-americana SkyWest, maior grupo aéreo regional do mundo e controladora da SkyWest Airlines e da Express Jet. A encomenda é avaliada em US$ 1,7 bilhão e entra na carteira de pedidos a entregar da Embraer do segundo trimestre de 2013. A preço de lista, cada jato 175 custa cerca de US$ 42 milhões. Outros 60 pedidos da mesma aeronave foram feitos pela SkyWest, o que pode elevar o valor do contrato para US$ 4,1 bilhões. Nesse caso, já seria uma das mais importantes encomendas da história das duas empresas.

O acordo também inclui opções para outros 100 jatos Embraer 175, elevando o potencial do pedido para até 200 aviões, com valor estimado em US$ 8,3 bilhões. Segundo a Embraer, a SkyWest configurará o avião em duas classes, com 76 assentos. A entrega do primeiro jato está prevista para segundo trimestre de 2014. “Este é realmente um marco para a Embraer. Como nosso maior cliente de Brasilia e ERJ, a SkyWest agora seleciona o modelo aprimorado do E-Jet para sua frota, validando a confiança na Embraer”, disse, por nota, Paulo Cesar Silva, presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial.

“Estou confiante de que o tecnologicamente avançado E175 será a principal aeronave da empresa, trazendo maior eficiência à companhia aérea.” Também por meio de nota, o presidente e CEO da SkyWest, Jerry Atkin, disse que o avião da Embraer irá atender a empresa “com grande conforto e o melhor custo operacional na sua categoria”.

Em janeiro deste ano, a Embraer anunciou a venda de um pacote de jatos para a empresa americana Republic Airways, em um contrato que pode atingir US$ 4 bilhões. O contrato é para a venda de 47 aeronaves 175, com a opção para mais 47 jatos adicionais. Para especialistas, a Embraer age corretamente ao mirar o mercado aéreo norte-americano, o maior do mundo.

O crescimento da Embraer no mercado norte-americano de aviação regional é considerado estratégico por analistas de mercado e especialistas. A Embraer estima entre 300 e 400 unidades a demanda de jatos para a aviação regional nos Estados Unidos. A venda dos jatos foi viabilizada por causa de um acordo firmado pelas companhias aéreas norte-americanas com a associação dos pilotos para permitir que a aviação regional opere jatos com capacidade superior a 50 passageiros.

Para o pesquisador de assuntos militares da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG), Expedito Bastos, o fortalecimento da Embraer no mercado americano é uma estratégia acertada da companhia. “A Embraer está agindo corretamente e terá tranquilidade se continuar crescendo no mercado americano, que está em ascensão, ao contrário do mercado europeu, que passa por uma crise”, afirmou Bastos. Considerando pedidos firmes e opções de compra, o contrato com a SkyWest pode chegar a 200 aviões, o que configuraria o maior já feito pela Embraer desde 2005.

O Vale

Publicado em: 22/05/2013

Saldo bancário da cidade fecha 2012 positivo

A administração municipal de São José dos Campos termina este ano com um saldo bancário de mais de R$ 2 bilhões. Somente em depósitos em dinheiro, o governo que se encerra no dia 31 deixa em caixa R$ 242,4 milhões, além de R$ 1,8 bilhão em aplicações financeiras em bancos diversos. Esses valores incluem recursos da Prefeitura, do Instituto de Previdência do Servidor Municipal (IPSM), das fundações e da Urbam.

De acordo com a Secretaria da Fazenda, os depósitos em dinheiro em nome da Prefeitura totalizam, em 27 de dezembro, R$ 221.560.170,46. Esses recursos estão distribuídos em contas no Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Santander.

Depósitos em dinheiro em 27 de dezembro de 2012

  • Prefeitura: R$ 221.560.170,46
  • IPSM: R$ 40.390,92
  • Fundação Cultural: R$ 6.284.826,88
  • Fundhas: R$ 4.086.800,00
  • Urbam: R$ 10.465.708,90
  • Subtotal: R$ 242.437.897,16

Aplicações financeiras

  • IPSM: R$ 1.732.221.226,94
  • Prefeitura: R$ 94.187.868,87 (ações)
  • Subtotal: R$ 1.826.409.095,81

Total geral: R$ 2.068.846.992,97

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 02/01/2013