DCTA realiza “Portões Abertos 2015” com shows de aeronaves

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O DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial) de São José dos Campos realiza nos dias 3 e 4 de outubro, das 9h às 17h, o tradicional Portões Abertos, com apresentações de aeronaves e exposições na Área Operacional do departamento.

A temática deste ano fará alusão à comemoração dos 70 anos da Vitória da 2ª Guerra Mundial e a programação contará com show da Esquadrilha da Fumaça, que se apresentará nos dois dias do evento, e a exposição da réplica em escala real do caça GRIPEN NG.

Além destas atrações, os visitantes do Portões Abertos poderão conferir exposições de aeronaves, atrações musicais, espaço kids, além  de conhecer um pouco mais sobre o trabalho desenvolvido pelo DCTA por meio dos seus Institutos.

O Memorial Aeroespacial Brasileiro (MAB), que possui em seu acervo, aeronaves utilizadas pelas Forças Armadas e protótipos de foguetes, estará de portas abertas para a comunidade durante as atrações.  O local contará com praça de alimentação que inclui venda de comidas e bebidas não alcoólicas.
O evento será realizado na Área Operacional do DCTA e no MAB incluindo, ainda, os hangares e hangaretes do IPEV (X10, X30 e X40). A entrada é franca e o ingresso externo será pela Av. Brigadeiro Faria Lima.

Aeronaves são apostas da Embraer em investimentos

Principais estrelas do portfólio da Embraer Defesa e Segurança, a aeronave turboélice de treinamento avançado e ataque Super Tucano e o jato cargueiro KC-390 têm juntos mercado potencial de US$ 54,1 bilhões até 2025, segundo estimativas da companhia. A estimativa de demanda por aeronaves da classe do Super Tucano para os próximos anos é de 344 unidades, um mercado de US$ 4,1 bilhões.

A Embraer Defesa e Segurança tem 210 encomendas de Super Tucanos, tendo entregues 170 unidades. A aeronave é operada por Forças Aéreas de nove países, como do Brasil, Chile, Colômbia, Angola e Indonésia. A Embraer Defesa e Segura teve anteontem a confirmação do contrato que irá assinar para o fornecimento de 20 Super Tucanos para a Força Aérea dos Estados Unidos, no valor de US$ 427 milhões.

Para o presidente da unidade de negócios da Embraer, Luiz Carlos Aguiar, o novo recurso apresentado pela Beechcraft para tentar barrar o negócio não prosperaria. A Embraer, associada à norte-americana Sierra Nevada, ganhou, pela segunda vez, a licitação para a venda do Super Tucano, mas Beechcrat, concorrente da brasileira, contestou o resultado.

Para Expedito Bastos, especialista em assuntos militares da Universidade Federal de Juiz de Fora, a venda das aeronaves abrirá novas oportunidade para a fabricante nacional. “Esse contrato é muito importante porque poderá abrir novos nichos de mercado para o Super Tucano, inclusive para países da Europa”, disse. Para o especialista, a Embraer deve crescer nos próximos anos no segmento defesa.

Já o jato cargueiro KC-390, em fase de desenvolvimento, tem demanda potencial de pelo menos 700 aeronaves nos próximos anos. É um mercado de US$ 50 bilhões, avalia a Embraer. Aguiar relatou que atualmente há 2.000 aeronaves dessa categoria em operação no mundo e são aviões que precisarão ser renovados. “A nossa meta é conquistar pelo menos 15% desse mercado.”

O primeiro voo do KC-390 está programado para o próximo ano e o início de operações a partir de 2016. O cargueiro será produzido nas instalações industriais de Gavião Peixoto. O jato tem emprego multiuso. Além da versão militar, terá uma civil para transporte de carga para missões de socorro e humanitária, entre outras. A Embraer já assinou carta de intenção de venda de 60 aeronaves com Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, República Tcheca e Portugal.

O segmento de aeronaves de ISR (Inteligência, Vigilância e Reconhecimento) é outro nicho que a Embraer aposta que pode fechar negócios. Esse segmento tem potencial de demanda de 232 aeronaves nos próximos anos, mercado estimado em US$ 26,6 bilhões. A família dessas aeronaves disponibilizada pela Embraer ao mercado é derivada da plataforma do jato ERJ 145.

O Vale

Publicado em: 18/03/2013

Balanço positivo nas exportações em São José

As exportações de São José dos Campos cresceram 34% em outubro em relação ao mesmo mês de 2010. Em outubro deste ano, a cidade exportou US$ 529,4 milhões contra os US$ 393 milhões de outubro de 2010. Na comparação mês a mês, houve queda de 3% em relação a setembro de 2011.

As vendas da Embraer ‘salvaram’ o desempenho da cidade, a única dos três maiores municípios do Vale a registrar, em outubro, desempenho melhor que em 2010.

O setor aeronáutico representa mais de 60% do montante exportado por São José. Além de aeronaves prontas, o município envia para o exterior componentes de aviões, como trens de pouso e fuselagem. “A Embraer define a balança comercial da cidade. O avião é, talvez, o produto de maior valor agregado do país”, afirmou o diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São José, Almir Fernandes.

O setor de estação base para telefonia, liderado pela Ericsson, também registra bons números em 2011. O volume de exportações na área acumula crescimento de 241% de janeiro a outubro desse ano, em relação aos dez primeiros meses de 2010.

Outro setor com representatividade nas exportações de São José é o automotivo, encabeçado pela cadeia produtiva da General Motors. A recessão nas vendas freou as exportações. Ainda assim, o segmento já vendeu para o exterior o equivalente a R$ 956 milhões.

O economista do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-sociais) da Universidade de Taubaté Edson Trajano avalia que a crise econômica na Europa acaba influenciando na desaceleração do montante exportado no ano.

“Na Europa não há previsão de recuperação mais sustentável nos próximos dois anos. Todos os projetos são de longo e médio prazos. Para que São José volte a exportar o que exportava em 2007, o mercado internacional tem que melhorar”, disse Trajano.

Os países do Mercosul, em especial a Argentina, são o principal destino dos produtos exportados por São José, com 26% do total. A União Europeia, principal destino em 2010, ocupa o segundo lugar, com 21% das exportações. Os Estados Unidos respondem por 16% do total.

São José

Exportações em outubro 2011: US$ 529,4 milhões
Outubro 2010: US$ 393 milhões
Acumulado no ano: US$ 4,3 bilhões
Melhores setores: aeronaves, componentes de aviões e estação base para telefonia celular

O Vale

Concorrência para novas aeronaves para Embraer

A Embraer, de São José, ficou mais próxima da vitória na concorrência para a venda de até 55 caças Super Tucano ao programa LAS (Light Air Support), da Força Aérea Norte-americana. Seu principal concorrente, o AT-6, da Hawker Be-echcraft, dos Estados Unidos, foi desqualificado.

O anúncio do vencedor da disputa será feito no início do próximo ano. O contrato do LAS é estimado em US$ 950 milhões (cerca de R$ 1,7 bilhão). A notificação da desquali-ficação foi enviada à Be-echcraft na última sexta-feira. Desde então, a empresa norte-americana tem questionado a decisão da Força Aérea de seu país.

Em comunicado enviado para a imprensa, a Hawker Beechcraft disse “ainda não ter recebido nenhuma informação sobre o motivo da exclusão do Beechcraft AT-6 na concorrência do programa LAS ”.

Recentemente, congressistas do Kansas, local onde a sede da Beechcraft está instalada, tentaram realizar um ‘lob-by’ junto ao governo norte-americano para que a empresa fosse a vencedora da concorrência, alegando que 1.400 postos de trabalho poderiam ser perdidos com a derrota na concorrência.

O Super Tucano é tido como o favorito na disputa por ser uma aeronave com sucesso em outras missões, como no começo deste mês, quando oito Super Tucanos participaram da operação Odisseia, da Força Aérea da Colômbia. O AT-6 está em processo de desenvolvimento. A proposta da Embraer é destinar a montagem final do Super Tucano à sua unidade em Jacksonville, na Flórida, em parceria com a empresa Sierra Nevada. A produção geraria 50 empregos. A Embraer não comenta o assunto.

O Vale

Aeroporto de São José tem futuro incerto

O aeroporto de São José dos Campos está com futuro incerto. A demora em aprovar o plano diretor, que prevê a construção de um novo terminal com acesso pela Rodovia dos Tamoios, e as sucessivas promessas (não cumpridas) de investimentos trazem mais dúvidas do que certezas.
Para especialistas, essas incertezas afastam empresas, dificultam o planejamento e colocam em risco o aeroporto como alternativa viável à demanda de passageiros durante a Copa do Mundo no Brasil, em 2014.

O principal desafio é superar a limitação do atual terminal de passageiros, que coleciona problemas, como a falta de banheiros nas áreas de embarque e desembarque, ausência de esteiras nas companhias para carregar as bagagens, além de faltar ar condicionado no saguão.
O espaço já é insuficiente para o movimento de passageiros registrado entre janeiro e abril deste ano, com 64 mil pessoas, quatro vezes maior do que no mesmo período do ano passado, com 14 mil.
As responsáveis pelo salto foram as empresas Trip e Azul, que operam voos regionais para vários pontos no país a partir de São José.

Segundo Rodrigo Mendicino, gerente geral de Vendas, os voos de São José têm apresentado bons resultados. A tendência é darmos continuidade à expansão da malha aérea da Trip.
Quanto à possibilidade de receber cargas, o consultor de logística José Geraldo Vantine vê ainda mais limitações no aeroporto de São José.
Para ele, a mistura entre as áreas militar, industrial e comercial, que marca o aeródromo, precisa ser equacionada. A melhor saída é a construção de um novo terminal, com acesso pela Tamoios.
Valentine explica que, o futuro do aeroporto começou no passado, só não foi colocado em prática. A gestão deficiente da Infraero leva à instabilidade e as empresas não vêm.

Infraero

A Infraero está estudando meios de aumentar a capacidade de atendimento do terminal de passageiros do aeroporto de São José dos Campos.
Por enquanto, a alternativa mais viável será apostar em uma estrutura provisória, através de módulos operacionais com cerca de 1.000 metros quadrados. Eles elevarão a capacidade de atendimento de 100 mil passageiros por ano para 600 mil.
De acordo com a Infraero, com crescente aumento do movimento, esse estudo poderá ser modificado.

A empresa confirmou ainda que o aeroporto de São José está inserido no contexto estadual, podendo ser utilizado em ações que complementem as operações dos demais aeroportos de São Paulo.
Outra confirmação foi da prorrogação do contrato com o DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), proprietário da área do aeroporto, que vence em outubro deste ano. De acordo com o órgão militar, está em andamento uma nova portaria prorrogando até 2013.
As empresas regulares que operam no aeroporto são Trip e Azul, com voos diários para Rio de Janeiro, Curitiba, Confins e Belo Horizonte. O aeroporto recebe ainda aeronaves da aviação geral. A Infraero comentou que o terminal também recebe cargas de importação e exportação diariamente.

FONTE: OVALE