Nono dígito dificulta acesso à internet

Consumidores que contam com internet via celular reclamaram ontem de problemas na conexão depois que os aparelhos ganharam o nono dígito, no último domingo. Segundo eles, a conexão chega a falhar completamente em alguns casos. Em outros, mostra-se lenta e não permite uma navegação normal pelo celular. “Não tenho conseguido acessar a internet pelo celular desde segunda-feira. Acho que tem a ver com o nono dígito. Não sei direito”, afirmou Natália Cabral dos Santos, 19 anos, agente da Cooperativa Futura, de São José dos Campos.

Ela disse que entraria em contato com a operado hoje para tentar resolver a questão. Eduardo Chaves, 36 anos, projetista de São José, também teve dificuldades ontem para acessar a internet pelo smartphone. Segundo ele, o sinal variou durante boa parte do dia, sem se tornar estável por mais de uma hora. Ele atribui o problema à entrada do nono dígito no número dos celulares da Região Metropolitana do Vale do Paraíba. “Acho que houve um problema técnico nessa mudança de número que deve ter causado a queda do sinal. Espero que amanhã (hoje) esteja tudo bem, senão vou pedir desconto na minha conta”, afirmou.

Por determinação da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), todos os celulares de DDD 12 ganharam o nono dígito, um 9 à esquerda do número atual, no último domingo. O formato passou a ser 9xxxx-xxxx para permitir a ampliação para 90 milhões de combinações possíveis. Por nota, as principais operadoras de telefonia móvel informaram ontem que não havia nenhum problema na rede de celulares em São José dos Campos. Quaisquer dificuldades encontradas pelos consumidores devem ser relatadas aos serviços. A exceção foi a Claro, que colocou uma mensagem para os clientes dizendo que a rede estava com problemas e voltaria à normalidade hoje.

Apartir de ontem dia 25, celulares utilizam o nono dígito na região

A partir de hoje clientes das operadoras Claro, Oi, Tim e Vivo na região, devem utilizar o dígito 9 no número de celular. A mudança ainda é novidade para os usuários que se preocupam em atualizar toda a agenda telefônica. A mudança é resultado de uma determinação da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), onde todos os celulares com DDD 12 ganham o nono dígito à esquerda do número atual. O nono dígito ampliará para 90 milhões as combinações possíveis para novos números telefônicos. A medida afeta cerca de 3,5 milhões de linhas habilitadas na região, considerada um dos maiores mercados do Brasil. Para se ter ideia, São José dos Campos ocupa a terceira colocação no ranking de acesso à telefonia móvel no país, da Anatel, com 155,36 acessos por 100 habitantes. Perde apenas para Salvador, com 192, 04 acessos por grupo de 100 pessoas, e Brasília, com 181,07 acessos.

Para muitos, a troca ainda gera confusão. Quem possui celulares mais modernos, ainda pode contar com o auxílio de aplicativos que atualizam, instantaneamente, todos os contatos da agenda. Já os proprietários de aparelhos mais antigos, terão que adicionar o dígito 9 manualmente. “Fiquei sabendo da mudança, mas ainda não conheço o aplicativo que promete incluir o dígito 9 nos contatos da agenda. Meu filho vai me ajudar. Acredito que muita gente se confundirá nas ligações”, disse o aposentado Luiz Yamade.

Os usuários de telefonia via rádio, como a operadora Nextel, não entram na mudança. Os números dos telefones residenciais também continuam os mesmos. Até o próximo dia 3 de setembro as chamadas que forem feitas sem o dígito 9 serão completadas. Depois deste prazo, as operadoras não serão mais obrigadas a completar a ligação, mas ainda continuam disponibilizando uma mensagem que visa alertar os clientes sobre a mudança. A expectativa é que até 3 de dezembro, quando as operadoras não são mais obrigadas a transmitir a mensagem informativa, os usuários já tenham se habituado a mudança.

A partir do dia 25 de Agosto, começa a funcionar o nono número

No próximo dia 25 de agosto (domingo), os números de celular do interior de São Paulo (DDD 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18 e 19) ganham um nono dígito, assim como já aconteceu com os da capital paulista. A medida – que aumenta de 37 milhões para 90 milhões de combinações em cada área – atingirá todo o Brasil até 2016, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Confira abaixo uma entrevista com
Valdomiro Souza, Gerente de Infraestrutura de TI e Operações da Zenvia, uma das maiores empresas de mobilidade no Brasil.

O que muda a partir do dia 25 deste mês?
Basicamente, para acessar os celulares do interior paulista, por voz ou por mensagem, os interessados devem acrescentar o número “9” à esquerda do número existente (Ex: 9 XXXX-XXXX). Há um período determinado de adaptação, no qual as ligações serão completadas com os oito dígitos atuais, após ouvir uma mensagem de orientação quanto à mudança.

Quais os impactos decorrentes dessa alteração, principalmente para quem trabalham com TI?
Os principais impactos estão nas regras de validação dos números. No caso da Zenvia, por exemplo, tivemos que adicionar em uma centena de aplicações estas novas regras de validação, além do trabalho de atualização de bases de dados, favorecendo nossos clientes que não precisarão fazer qualquer atualização nesse sentido. Trata-se de um trabalho delicado, pois todas as regras de negócio existentes não podem ser impactadas de outra forma, apenas na validação necessária com o nono dígito. Além disso, faremos testes de homologação com as operadoras de telecomunicações e internamente para nos certificarmos que as mudanças seguem as regras da Anatel. A partir do primeiro minuto do dia 25, toda a equipe de TI da Zenvia trabalhará, em um pequeno intervalo de tempo, para executar tais alterações e validações, em paralelo aos times das operadoras.

Pode citar alguma dica que facilite a migração?
A melhor forma de executar a migração é seguindo a regra: números de telefone com DDDs de 12 a 19 iniciados por: 6, 8, 9, 70, 71, 72, 73,74, 75,76 e 79 são celulares e recebem o nono dígito. Os números iniciados por: 2, 3, 4, 5, 77 e 78 não são celulares e, portanto, não ganham o nono dígito. De qualquer forma, a Anatel disponibilizou uma cartilha com as melhores práticas para a migração.

O que a Zenvia fez para aumentar a comodidade dos seus clientes?
Iniciamos esse trabalho de adequação em 2012, com a primeira fase de migração para o nono dígito ocorrida com o DDD 11. Um dos grandes desafios é implementar uma solução que permita a automática adequação quando encaminhamos ou recebemos números antigos (com oito dígitos), das regiões que foram atingidas pela mudança. A adequação de software atingiu mais de 300 milhões de registros em nosso banco de dados. O objetivo da Zenvia é desobrigar nossos clientes de dedicar tempo a isso, minimizando, assim, o impacto em seus sistemas atuais.

Você sugere algum aplicativo que atualize a agenda do celular automaticamente?
Existem boas opções gratuitas de Apps nas lojas do Google Play (plataforma Android) e App Store (plataforma iOS/Iphone). Porém os demais smartphones e feature phones exigirão a edição manual de cada contato.

Telefones via rádio serão atingidos com a mudança?
Conforme resolução Anatel n.º 553/2010, os planos de numeração destinados ao Serviço Móvel Especializado (SME/Rádio) não sofrerão alterações, permanecendo com códigos de acesso com oito dígitos.

Vale do Paraíba tem lugar no Ranking Nacional da Anatel

O Vale do Paraíba ocupa hoje o 4º lugar no ranking nacional da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) de teledensidade, que considera o número de linhas de telefonia móvel por habitante. O código 12 possui 160,4 linhas para cada 100 habitantes, superior à média nacional (131,70) e inferior apenas aos prefixos 71 de Salvador (198), 61 de Brasília (186) e 19 de Campinas (162,8). O levantamento foi divulgado ontem pela Anatel e se refere ao mês passado.

De janeiro até outubro, o índice de teledensidade saltou de 149,5 para 160,4. Somente nos últimos seis meses, houve 69.366 novas habilitações na região. Passou de 3457.381 para 3526.747. Segundo o professor de economia da Univap (Universidade do Vale do Paraíba) Roque Mendes o nível econômico da região frente às outras é o principal motivo pela posição no ranking.

“O Vale, em termos econômicos, é de nível médio para alto. É uma região onde as pessoas têm um poder aquisitivo grande”, afirmou. Mendes cita também a questão cultural, a importância do celular na vida profissional, a concorrência entre operadoras e a facilidade na aquisição de aparelhos e linhas como fatores para crescimento de habilitações.

O estudante de educação física Vinícius Braga, 31 anos, possui quatro números de celular um de cada operadora. Segundo ele, é para facilitar o contato. “Às vezes o sinal de uma está fraco e da outra não. E também tem pessoas que só ligam para determinada operadora”, disse.

Mesmo com quatro números, ele garante que gasta R$ 50 por mês. “Os números são para facilitar quem me liga e não para eu ficar gastando. São todos pré-pagos e só uso bônus.” Dos mais de 3,5 milhões de linhas na região, a TIM lidera com 29,48%. Logo atrás estão Claro (26,77%), Vivo (25,66%) e OI (18,09%).

O Vale

Publicado em: 21/11/2012

Balanço positivo nas exportações em São José

As exportações de São José dos Campos cresceram 34% em outubro em relação ao mesmo mês de 2010. Em outubro deste ano, a cidade exportou US$ 529,4 milhões contra os US$ 393 milhões de outubro de 2010. Na comparação mês a mês, houve queda de 3% em relação a setembro de 2011.

As vendas da Embraer ‘salvaram’ o desempenho da cidade, a única dos três maiores municípios do Vale a registrar, em outubro, desempenho melhor que em 2010.

O setor aeronáutico representa mais de 60% do montante exportado por São José. Além de aeronaves prontas, o município envia para o exterior componentes de aviões, como trens de pouso e fuselagem. “A Embraer define a balança comercial da cidade. O avião é, talvez, o produto de maior valor agregado do país”, afirmou o diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São José, Almir Fernandes.

O setor de estação base para telefonia, liderado pela Ericsson, também registra bons números em 2011. O volume de exportações na área acumula crescimento de 241% de janeiro a outubro desse ano, em relação aos dez primeiros meses de 2010.

Outro setor com representatividade nas exportações de São José é o automotivo, encabeçado pela cadeia produtiva da General Motors. A recessão nas vendas freou as exportações. Ainda assim, o segmento já vendeu para o exterior o equivalente a R$ 956 milhões.

O economista do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-sociais) da Universidade de Taubaté Edson Trajano avalia que a crise econômica na Europa acaba influenciando na desaceleração do montante exportado no ano.

“Na Europa não há previsão de recuperação mais sustentável nos próximos dois anos. Todos os projetos são de longo e médio prazos. Para que São José volte a exportar o que exportava em 2007, o mercado internacional tem que melhorar”, disse Trajano.

Os países do Mercosul, em especial a Argentina, são o principal destino dos produtos exportados por São José, com 26% do total. A União Europeia, principal destino em 2010, ocupa o segundo lugar, com 21% das exportações. Os Estados Unidos respondem por 16% do total.

São José

Exportações em outubro 2011: US$ 529,4 milhões
Outubro 2010: US$ 393 milhões
Acumulado no ano: US$ 4,3 bilhões
Melhores setores: aeronaves, componentes de aviões e estação base para telefonia celular

O Vale