Embraer cria laboratório de materiais sustentáveis

A Embraer inaugura na semana que vem, em São José dos Campos, um laboratório para desenvolver produtos a partir de materiais sustentáveis e usá-los no interior das aeronaves. Trata-se do Material Concept Lab, que será instalado na unidade da empresa no distrito de Eugênio de Melo, na região leste de São José. De acordo com a Embraer, o espaço permitirá a fornecedores o contato com materiais inéditos que possuem potencial de utilização na indústria aeronáutica. Primeiro do gênero no país, o acervo reúne 150 referências e amostras de materiais de origem nacional, selecionados com foco na sustentabilidade e na adequação ambiental. Para tanto, a Embraer contou com consultoria da Matéria Brasil, que tem escritórios no Rio de Janeiro e em São Paulo e que pesquisa materiais sustentáveis. A empresa mantém uma “materioteca” com mais de 800 produtos responsáveis fabricados prioritariamente no Brasil. Há itens como palha de seda, lâmina de bambu para revestimento e malha de algodão orgânico.

O laboratório, segundo a Embraer, é resultado de um estudo que selecionou materiais de baixo impacto ambiental, naturais e sintéticos, de diversas características, como metais, cerâmicos, polímeros, têxteis e compósitos. Destes, alguns já foram pré-validados pelo Centro de Validação de Interiores da Embraer, tendo passado por diversos testes necessários para compor o interior de uma aeronave. “O laboratório apresenta novas oportunidades para quem deseja fornecer para a indústria aeronáutica” disse, em nota, Mauro Kern, vice-presidente executivo de Engenharia e Tecnologia da Embraer. “Mais do que pelo acervo, o espaço é importante porque ajuda a estimular a cultura de explorar materiais inéditos, que não estão prontos ou disponíveis no mercado, aumentando o potencial de inovação de toda a cadeia.” Além de servir como referência para fornecedores, que poderão acessar o laboratório, o Embraer Material Concept Lab será utilizado para pesquisas em parceria com o meio acadêmico e outras indústrias, como a automobilística.

Na avaliação do geógrafo Thiago Vedova, coordenador das áreas de Comunicação e Educação da Matéria Brasil, o uso de produtos ambientalmente adequados pode aumentar ainda mais o valor de mercado da Embraer. “Há uma corrida verde no setor e a Embraer está dando um passo muito positivo. Para ela e para os fornecedores”. Em parceria com a Boeing, a Embraer lançou no último mês de junho um plano de ação para desenvolver a indústria do biocombustível para a aviação no Brasil, o bioQAV. O país já tem algumas linhas de pesquisa para o desenvolvimento do biocombustível, tendo como matéria-prima a cana-de-açúcar, a soja, o eucalipto ou o pinhão manso. A questão é criar escala para que esses produtos cheguem na bomba de abastecimento dos aeroportos a um preço competitivo com o QAV (querosene de aviação). Já há algumas refinarias certificadas para vender o bioQAV, mas os custos são de três a 10 vezes mais do que o combustível de petróleo. Além das duas empresas, a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) também é parceira no plano de ação.

Legacy ‘chinês’ faz seu primeiro vôo

O primeiro jato executivo Legacy 650 fabricado na China pela Harbin Embraer Aircraft Industry, que funde a Embraer e a AVIC (Aviation Industry Corporation of China), fez com sucesso seu voo inaugural. O anúncio foi feito ontem pela Embraer, que divide a produção do jato entre as unidades de São José dos Campos e da cidade de Harbin, na China. Por cerca de 2h30, pilotos e engenheiros de ensaio da Embraer realizaram testes para avaliar as características de desempenho, comandos de voo, comunicação e navegação, entre outros sistemas do jato executivo. A entrega da primeira aeronave produzida na fábrica chinesa está programada para o final de 2013.

O Legacy 650 entrou em serviço no final de 2010, tem alcance de 7.223 quilômetros e pode levar até 14 passageiros. O jato tem capacidade para voos diretos entre Beijing e Dubai e de Hong Kong a Adelaide, na Austrália. Desde fevereiro de 2012, quando a Embraer entregou o primeiro Legacy 650 para o mercado chinês, a empresa recebeu 21 pedidos firmes e mais cinco opções de compra. O valor referência da aeronave é US$ 30 milhões, que pode subir conforme os opcionais incluídos no jato. “O sucesso do primeiro voo do Legacy 650 é um marco importante não apenas para a parceria entre a Embraer e a AVIC, mas também para a história da aviação executiva chinesa”, disse, em nota, Guan Dongyuan, presidente da Embraer na China. “Trata-se do primeiro jato executivo da categoria large produzido por uma joint venture no país”, completou. Também em nota, Yuri Capi, presidente da Harbin Embraer Aircraft, disse que o voo inaugural “mostra ao mercado que estamos prontos e com plena capacidade para oferecer jatos executivos de alta qualidade”.

Cidade tem inscrições abertas para Escola da Embraer 2014

Os alunos da rede pública da região, que desejam fazer o ensino médio no Colégio Embraer Juarez Wanderley, em São José dos Campos, em 2014, já devem começar a se preparar para o processo seletivo. O Instituto Embraer de Educação e Pesquisa, mantenedor do colégio, publicou edital com as datas de inscrições que deverão ser feitas, eletronicamente, de 20 a 27 de setembro, pelo site da Vunesp www.vunesp.com.br. A inscrição custa R$ 20 e deve ser paga nos bancos.  Em São José dos Campos, serão oferecidas 200 vagas, paras os moradores da região. O colégio também tem uma unidade em Botucatu, com 120 vagas.

Segundo a empresa, para participar da seleção, o candidato deverá, obrigatoriamente, estar cursando desde o início do ano letivo de 2013, a 8ª série (ou 9º. ano) do ensino fundamental em uma escola da rede pública municipal ou estadual de São José dos Campos, Jacareí, Caçapava ou Taubaté, para concorrer às vagas do colégio da cidade. O interessado também precisa morar com os pais ou responsáveis nessas cidades e ter nascido após 30 de junho de 1997. Os candidatos terão que fazer uma prova de conhecimentos (questões na forma de teste de múltipla escolha) e uma redação. Os alunos com melhor pontuação serão selecionados para 80% das vagas. As restantes estão destinadas a candidatos que pertençam a famílias com renda mensal bruta per capita igual ou inferior a 1,5 salário mínimo.

As provas serão realizadas no dia 10 de novembro de 2013, das 13h30 às 18h, em local ainda a ser definido pelo Colégio Embraer. Os selecionados receberão bolsa integral de estudos, uniformes, materiais didáticos, alimentação na escola e transporte de ida e volta. Os alunos estudam em período integral, 10 horas por dia. O Colégio Embraer foi criado em São José, em 2002, “com a missão de proporcionar ensino de qualidade a 600 jovens, nas três séries do ensino médio, e prepará-los para ingressar nas melhores universidades do país e do exterior”. Segundo a assessoria, desde 2008 os alunos atingem o índice de 100% de aprovação nos exames vestibulares, sendo que mais de 80% são aprovados nas melhores universidades públicas do país. Além disso, o Colégio Embraer tem obtido boa colocação no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). No total, mais de 1.800 alunos já foram formados em São José dos Campos.

Nova Geração de Jatos será vendidos pela Embraer

A Embraer, de São José dos Campos, divulgou ontem que a sua unidade Embraer Aviação Comercial e a International Lease Finance Corporation (ILFC), líder global no mercado de leasing e revenda de jatos para companhias aéreas, assinaram um acordo final para a venda firme de 50 jatos E-Jets E2, sendo 25 E190-E2 e 25 E195-E2. O pedido firme tem um valor estimado de US$ 2,85 bilhões, a preço de lista. O contrato, anunciado como Carta de Intenções durante a feira aeroespacial Paris Air Show, em junho, também contempla opções para 25 E190-E2 e 25 E195-E2 adicionais, o que eleva o potencial do pedido para até 100 aviões da nova família de jatos da Embraer para a aviação comercial. A primeira entrega de um dos E-Jets E2 (o E190-E2) está prevista para o primeiro semestre de 2018. O E195-E2 está programado para entrar em serviço em 2019 e o E175-E2 em 2020.

Os três novos aviões (E175-E2, E190-E2, E195-E2) são designados “E2”, que significa uma mudança geracional em tecnologia que foi incorporada ao projeto. Cada um dos três aviões tem a versatilidade para uma gama de configurações de classe única ou multi-classe para atender às necessidades dos operadores. A cabine das aeronaves tem um novo conceito de design que oferecerá um padrão ainda melhor de conforto e uma experiência excepcional aos passageiros. Motores de última geração, em conjunto com novas asas aerodinamicamente avançadas, controles de voo totalmente fly-by-wire e avanços em outros sistemas resultarão em melhorias de dois dígitos no consumo de combustível, custos de manutenção, emissões e ruído externo.

O lançamento da nova família ocorreu na feira aeroespacial de Le Bourget, em Paris. Durante o salão, a Embraer anunciou a venda firme de 100 aeronaves E175-E2 para a aérea norte-americana SkyWest, que será um de seus clientes-lançadores. A empresa também tem mais 100 opções do mesmo modelo de aeronave. Marcos Barbieri, economista da Unicamp, destaca que o sucesso dos E-Jets da Embraer deve se repetir com a sua nova família. “Os jatos da Embraer para a aviação comercial fazem grande sucesso pelo bom desempenho”.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos iniciou campanha para que a Embraer mantenha na produção da segunda geração de jatos para a aviação comercial as empresas que já prestam serviço na fabricação dos atuais E-Jets. Edmir Marcolino, diretor da entidade, informou ontem que na próxima semana uma comissão do sindicato vai se reunir com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico) para tratar da questão. “O nosso o objetivo é evitar que a Embraer transfira para empresas em outros países a produção de partes dos novos jatos, o que é uma desnacionalização da produção dos aviões”, disse. Segundo ele, pelo menos três empresas fornecedoras da fabricante podem ser afetadas e cerca de 600 postos de trabalho fechados nos próximos anos. “Quando a Embraer lançou o jato 145, ocorreu a mesma coisa. No começo, a maior parte da produção era feita fora do país. Depois, o BNDES obrigou a empresa a nacionalizar parte da produção”, disse. “Não é justo que a Embraer receba incentivos do governo federal e não de a sua contrapartida, contratando empresas nacionais”, afirmou.

Embraer fecha trimestre um pouco a baixo do que o ano passado

A Embraer, de São José dos Campos, entregou no segundo trimestre deste ano 51 aeronaves, o que representa um recuo de 7,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. A empresa informou ontem que entregou 22 jatos para o mercado da aviação comercial e 29 para o de aviação executiva. No segundo trimestre do ano passado, a companhia despachou 55 aeronaves. Se comparado as entregas efetivadas no primeiro semestre deste ano com o mesmo do ano passado, a empresa registrou redução de 10,11%. As entregas no segmento de aviação comercial caíram 37,1% no trimestre, e tiveram recuo de 30,35% no semestre. As entregas da aviação executiva subiram 45% no trimestre e cresceram 24,24% no primeiro semestre deste ano. De acordo com o relatório da companhia, foram despachados no segundo trimestre deste ano 14 Embraer 190, 6 Embraer 195, 1 Embraer 175 e um Embraer 170. Na aviação executiva foram entregues 23 jatos leves e 6 jatos grandes. No semestre, totalizou 41 jatos para esse segmento da aviação.

Em 30 de junho deste ano, a carteira de pedidos firmes a entregar (backlog) somava US$ 17,1 bilhões, um incremento de US$ 3,8 bilhões sobre o valor de março. Segundo a empresa, esse montante é o maio valor de backlog desde o terceiro trimestre de 2009. No período, a empresa enfrentou dificuldades por causa da crise econômica mundial. O relatório divulgado ontem pela companhia os pedidos firmes de aviões comerciais somam total de 1.313 A empresa possui ainda outras 849 opções de compras de aeronaves.

As entregas somam 947 jatos, informa o documento. Segundo o relatório, o maior número de pedidos firmes a entregar de jatos da família 170/190 é do modelo E175, em um total de 149 unidades. A Embraer adicionou na carteira as 100 unidades do novo modelo dessa aeronave o E175-E2. A carteira de pedidos firmes a entregar demonstra que há 8 unidades do E170, outros 90 do E190 e 19 do E195. Para especialistas, o recuo de entregas pode estar vinculado a ajustes de produção. “É difícil detalhar uma razão, mas podem ser ajustes de produção”, afirmou o economista Marcos Barbieri, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Tradicionalmente, a Embraer tem feito maior volume de entregas no segundo semestre.

Um dos destaques do segundo trimestre da Embraer foi o lançamento da nova família de jatos para a aviação comercial, os E-Jets E2, ocorrido em junho, na Paris Air Show, a tradicional feira de Le Bourget, na França. A empresa destaca que os E-Jets E2 teve a SkyWest como um de seus clientes-lançadores, com pedido firme de 100 aeronaves e mais 100 opções do modelo E175-E2. O backlog do segundo trimestre inclui também os pedidos anunciados para 40 jatos E175, também vendidos para a SkyWest, bem como 30 jatos E175 para a United Airlines. A nova família de jatos da companhia para a aviação comercial entra em operação a partir de 2018. O economista Marcos Barbieri, da Unicamp, afirmou que o sucesso do lançamento dos novos jatos da empresa demonstra o potencial que essas aeronaves têm no mercado da aviação comercial.

Embraer pode vender aviões para Avianca Brasil

O presidente da Avianca Brasil, José Efromovich, afirmou hoje que a empresa está negociando a compra de aviões da fabricante Embraer. “Há grandes chances de que no futuro próximo a gente esteja voando com aviões da Embraer”, disse Efromovich. Efromovich afirmou ainda que gostaria de ver a Embraer voltar a fabricar aviões turbo-hélices. As declarações foram dadas durante seminário promovido pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) sobre a modernização da infraestrutura de aeroportos no Brasil. O seminário conta com a presença de executivos da empresas aéreas, concessionários de aeroportos, Anac e Infraero.

O diretor de assuntos regulatórios da TAM, Janor Basílio Dias, afirmou que a TAM também tem interesse na aviação regional. “A TAM está vendo com bastante bons olhos essas oportunidades no mercado regional e temos estudos internos muito importantes sobre isso”, disse. “Nosso objetivo é continuar estudando e cada vez mais entrar nesse mercado regional.” O governo federal tem um plano de investimentos de R$ 7,3 bilhões para a aviação regional, com a promessa de modernização de 270 aeroportos brasileiros. O plano prevê subsídios para as companhias aéreas regionais, com isenção de tarifas de embarque e tarifas aeroportuárias.

Empresas de Aviação fazem acordo na cidade

A Embraer, de São José dos Campos, e a Boeing anunciaram ontem que vão formar parceria para a promoção e venda do cargueiro militar KC-390, projeto da fabricante brasileira em fase de projeto. O anúncio foi feito no Paris Air Show, salão aeronáutico que acontece no aeroporto de Le Bourget, em Paris. Segundo as companhias, pelo acordo, a Boeing irá liderar as campanhas de vendas do KC-390, oferecendo também suporte e treinamento, nos EUA, no Reino Unido e em mercados selecionados do Oriente Médio. A Embraer irá fabricar a aeronave e colaborar nas vendas, suporte e treinamento, informou a empresa.

“O KC-390 é uma aeronave extremamente capaz e que continua a atrair o interesse de várias nações e a experiência da Boeing no campo do transporte militar é ideal para uma parceria no mercado internacional”, disse em nota Luiz Carlos Aguiar, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança, responsável pelo projeto do KC-390. “Este acordo fortalece o nível de cooperação entre ambas as empresas e as indústrias de defesa do Brasil e dos Estados Unidos”, concluiu o executivo. O KC-390, projeto contratado pela FAB (Força Aérea Brasileira), em 2009, é a maior aeronave a ser fabricada no Brasil e estabelece novos padrões em termos de desempenho, carga, capacidade, flexibilidade e custos de ciclo de vida, com emprego multi-missão de transporte militar de médio porte e reabastecimento aéreo com capacidades avançadas.

Segundo a Embraer, as estimativas iniciais do mercado potencial para o KC-390 são de aproximadamente 700 aeronaves, mas esse número poderá aumentar com a inclusão de novos mercados. A aeronave já concluiu a Revisão Crítica de Projeto (CDR) e o desenvolvimento está dentro do cronograma previsto. O primeiro voo deve ocorrer em 2014 e a produção seriada, a partir de 2015. A Embraer divulgou também a confirmação de vendas de 16 E-Jets para várias companhias aéreas.

A venezuelana Conviasa confirmou a compra de mais 7 Embraer 190. A JAL (Japan Airlines) também confirmou a aquisição de mais quatro jatos 170. Já a Air Costa, da Índia, confirmou a compra de dois E-Jets 170 e um 190. A Air Lituânica, da Lituânia, também confirmou a aquisição de um modelo 170 e outro 175, para suas rotas na Europa. A empresa é nova cliente da Embraer. Os anúncios foram feitos no salão aeronáutico de Le Bourget, em Paris, França.

O grupo europeu EADS, que possui entre suas divisões a Airbus, anunciou ontem que vai se instalar no Parque Tecnológico de São José dos Campos, com o objetivo de desenvolver atividades de pesquisa e tecnologia (P&T) em cooperação próxima com entidades brasileiras. A divulgação ocorreu no Paris Air Show, salão aeronáutico que acontece no aeroporto de Le Bourget, em Paris.

Numa primeira etapa, o novo centro vai acolher pesquisadores e técnicos da Cassidian, a divisão de defesa e segurança do Grupo EADS, que estará trabalhando no desenvolvimento e melhoramento de seus projetos de defesa e segurança, incluindo a transferência de tecnologia para o governo brasileiro e para as instituições de ensino, bem como as empresas nacionais. No Parque Tecnológico, o grupo vai ocupar uma área inicial de 140 metros quadrados. Entre os prováveis projetos do novo centro de pesquisas da Cassidian estará o desenvolvimento de uma solução de software para o monitoramento de zonas marítimas, dentro do programa conhecido como Amazônia Azul.

Cidade pode ter investimento de bilhões pela Embraer

A Embraer, de São José dos Campos, lançou oficialmente ontem a segunda geração da família de E-Jets de aviões comerciais, que vai consumir investimento de US$ 1,7 bilhão nos próximos oito anos. A nova geração de jatos comerciais da companhia nasce com uma carteira de pedidos firmes, opções e intenções de compra de 365 aeronaves da nova linha, o que pode significar valor de US$ 18 bilhões. O anúncio foi feito ontem no Paris Air Show, um dos principais salões aeronáuticos do mundo, no aeroporto de Le Bourget, em Paris.

A nova geração foi denominada E-Jets E2 e composta por três novos aviões – E175-E2, E190-E2 e E195- E2. O jato Embraer 170 ficou de fora da nova geração. Segundo a empresa, o E190 E2 deve entrar em serviço no primeiro semestre de 2018. O E195-E2, em 2019 e o E175-E2, em 2020. “O lançamento do E2 se baseia na nossa visão de oferecer jatos comerciais com tecnologia de ponta e capacidade adequada para o segmento de 70 a 130 assentos, com o mesmo padrão superior de conforto e desempenho dos grandes aviões”, afirmou em nota o presidente da Embraer S.A, Frederico Fleury Curado

A nova família de jatos da Embraer terá configuração diferenciada. Em configuração única, o E175-E2 foi estendido em uma fileira de assentos, em comparação com o modelo atual e terá capacidade para até 88 passageiros. O E190-E2 mantém o mesmo tamanho que o modelo atual, de até 106 lugares, enquanto que o E195-E2, em comparação com o atual, cresceu três fileiras de assentos e pode acomodar até 132 passageiros.

A Embraer anunciou a assinatura de contrato com a SkyWest Inc. de pedido firme para 100 jatos do novo modelo E175-E2, com outros 100 direitos de compra. Se todos os pedidos forem confirmados, o contrato tem valor de US$ 9,36 bilhões pelo preço de lista. A aérea norte-americana já havia assinado contrato para a compra de até 200 jatos E175, da geração atual, o que significa que o pedido da empresa para os E-Jets pode alcançar pacote de 400 aeronaves. A SkyWest se torna o cliente-lançador da nova versão do E175. Ela é o maior grupo aéreo do mundo.

A Embraer divulgou que também assinou carta de intenções com a ILFC, líder global no mercado de leasing e revenda de aviões a jato para a venda firme de 50 jatos da nova família com opção para mais 50 aeronaves, dos modelos E190-E2 e E195-E2. A brasileira anunciou ainda a assinatura de carta de intenções para a venda de 65 E-Jets da nova família para companhias aéreas da África, Ásia e Europa, não divulgadas pela fabricante nacional.

O anúncio do lançamento da nova geração de jatos para a aviação comercial fez as ações da Embraer na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) subirem 4,69% no período da manha. Por volta das 10h30, os papéis da companhia valiam R$ 19,63. Às 13h45, o Ibovespa tinha valorização de 0,95%, para 49.801 pontos. Entre os maiores ganhos do índice no mesmo horário estavam as ações da Embraer, que subiam 6,08%, para R$ 19,89.

No final do dia, às 18h48, os papéis da companhia fecharam em alta de 6,24% e valiam R$ 19,92.
Segundo a Bovespa, foram fechados 11.898 negócios com os títulos da Embraer. Hoje, a empresa pode fazer novos anúncios no salão aeronáutico de Le Bourget. Está programada coletiva da Embraer Defesa & Segurança com a gigante norte-americana Boeing.

Nova Era de Jatos é preparada pela Embraer

A Embraer, de São José dos Campos, pode anunciar amanhã a nova versão da sua família de jatos para a aviação comercial, no Paris Air Show, em Le bourget, Paris, França. A empresa irá promover coletiva de imprensa com o presidente da companhia, Frederico Curado, e com o presidente da Embraer Aviação Executiva, Paulo César Silva. A nova versão modernizada família E-Jets 170/190 deve entrar em operação em 2018.

Este ano, a Embraer já efetivou a venda de 119 jatos para a aviação comercial. Os maiores contratos foram firmados com aéreas norte-americanas para a venda do modelo 175. A Embraer promoverá mais duas coletivas de imprensa no salão aeronáutico, na terça-feira, com a Embraer Aviação Comercial, e Embraer, Defesa e Segurança. A expectativa é que poderão ser anunciados novos contratos de vendas.

O salão de Le Bourget é considerado um dos mais importante do mundo e reúne as principais empresas do setor aeronáutico mundial. Também presente no salão, o Cecompi (Centro para Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista) lidera um grupo de 16 médias empresas do cluster aeroespacial de São José dos Campos. O Cecompi ocupa espaço no estande da Abimde.

Empresa participa de feira para promover Super Tucano

Pela primeira vez, o Super Tucano, aeronave de ataque leve e de treinamento militar da Embraer será exibido no Paris Air Show, uma das principais feiras mundiais de aviação, que começa na próxima segunda-feira, no aeroporto de Le Bourget, próximo a Paris, França. A Embraer Defesa & e Segurança vai mostrar o Super Tucano pertencente à Força Aérea da Mauritânia em exposição estática no evento.

O Super Tucano é um dos principais produtos do portfólio da companhia e vem ganhando espaço no mercado internacional após a Força Aérea dos Estados Unidos ter comprado um lote de 20 Super Tucanos no valor de USD 427,5 milhões, que será utilizado no Afeganistão. Também será divulgado na feira o cargueiro militar KC-390, em fase de desenvolvimento. O jato será a maior aeronave projetada e produzida pela companhia brasileira.

Já a Embraer Aviação Comercial exibirá na exposição estática os jatos ERJ 135 e Embraer 190, este último nas cores da Air Astana, companhia área do Cazaquistão. A expectativa é que a companhia divulgue no evento novos contratos e lance a nova família de jatos para a aviação comercial, prevista para entrar em operação a partir de 2018. Essa nova família será uma versão modernizada dos E-Jets 170/190.

A empresa programou duas coletivas de imprensa na feira. A primeira será na segunda-feira, primeiro dia da feira, com a presença do presidente e CEO da Embraer S.A., Frederico Curado, e com o presidente da Embraer Aviação Comercial, Paulo Cesar Silva. No dia seguinte, a coletiva de imprensa será com o presidente da Embraer Defesa & Segurança, Luiz Carlos Aguiar. “A expectativa é que a empresa anuncie novos contratos e novidades sobre suas aeronaves”, afirmou Expeditos Bastos, especialista em assuntos militares da Universidade Federal de Juiz de

Ele ponderou que o Paris Air Show é uma “grande vitrine para ser visto”. “É uma feira importante onde as principais empresas do setor aeronáutico costumam apresentar novidades. Quem faz anúncios no evento, se destaca no mundo todo”, disse o especialista. Também vão estar presentes na exposição 16 empresas de pequeno e médio porte do cluster aeroespacial de São José dos Campos, capitaneadas pelo Cecompi (Centro para Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista), no estande da Abimde.

O Sindicato dos Metalúrgi-cos de São José dos Campos prepara campanha para pressionar o governo federal e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para exigir da Embraer a manutenção de contratos com fornecedores instalados no país. Segundo a direção da entidade, a Embraer estaria priorizando a contratação de fornecedores estrangeiros para a nova versão dos jatos da aviação comercial, previstos para entrar em operação em 2018.

Com isso, haveria ameaça de fechamento de postos de trabalhos na cadeia de fornecedores, principalmente de empresas instaladas em São José dos Campos e Jacareí, que hoje são fornecedoras da fabricante de aviões. De acordo com diretores da entidade, a campanha deve ser lançada nos próximos dias e será similar à realizada no começo da década passada, que teve o mesmo objetivo, por ocasião do lançamento da família de jatos Embraer 170/190. “Na ocasião, empresas estrangeiras tiveram que abrir unidades no Brasil para atender a Embraer”, disse um diretor sindical.