Laboratório de Educação Digital ganha ‘Espaço Maker’ nesta quarta-feira

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O Laboratório de Educação Digital e Interativa (LEDI), da Prefeitura de São José dos Campos, inaugura nesta quarta-feira (25), das 8h às 17h, um ‘Espaço Maker’. O evento vai contar com inúmeras oficinas gratuitas abertas à comunidade. O LEDI fica no bairro Floradas de São José, região sul da cidade.

O Espaço Maker, em parceria com a Fundação Lemann, tem como proposta incentivar os alunos a construírem seus próprios projetos, usando a tecnologia, os materiais recicláveis e as próprias mãos como ferramentas para a criação.

O lançamento será comandado pela equipe pedagógica do LEDI, juntamente com representantes da Fundação Lemann, Parque Tecnológico, Unifesp e Centro de Tecnologia da Informação (CTI) Renato Archer.

Não é necessário fazer inscrição. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3931-8478.

Carreta com oficinas de robótica chega ao Campo dos Alemães

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A Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Professor Moacyr Benedicto de Souza (Rua Maria Martins Ottoboni, 100), no Campo dos Alemães, região sul de São José dos Campos, recebe nesta quinta-feira (8), das 8h às 17h, a visita do ‘Robotruck’. Trata-se de uma carreta com um laboratório itinerante que percorre escolas públicas com oficinas de robótica.

O projeto é do Instituto Alpha Lumen, uma ONG que tem como objetivo inspirar e estimular vocações entre os jovens. O Alpha Lumen oferece ensino fundamental e médio e, muitos dos instrutores do Robotruck, são ex-alunos da rede municipal de ensino de São José.

Embraer cria laboratório de materiais sustentáveis

A Embraer inaugura na semana que vem, em São José dos Campos, um laboratório para desenvolver produtos a partir de materiais sustentáveis e usá-los no interior das aeronaves. Trata-se do Material Concept Lab, que será instalado na unidade da empresa no distrito de Eugênio de Melo, na região leste de São José. De acordo com a Embraer, o espaço permitirá a fornecedores o contato com materiais inéditos que possuem potencial de utilização na indústria aeronáutica. Primeiro do gênero no país, o acervo reúne 150 referências e amostras de materiais de origem nacional, selecionados com foco na sustentabilidade e na adequação ambiental. Para tanto, a Embraer contou com consultoria da Matéria Brasil, que tem escritórios no Rio de Janeiro e em São Paulo e que pesquisa materiais sustentáveis. A empresa mantém uma “materioteca” com mais de 800 produtos responsáveis fabricados prioritariamente no Brasil. Há itens como palha de seda, lâmina de bambu para revestimento e malha de algodão orgânico.

O laboratório, segundo a Embraer, é resultado de um estudo que selecionou materiais de baixo impacto ambiental, naturais e sintéticos, de diversas características, como metais, cerâmicos, polímeros, têxteis e compósitos. Destes, alguns já foram pré-validados pelo Centro de Validação de Interiores da Embraer, tendo passado por diversos testes necessários para compor o interior de uma aeronave. “O laboratório apresenta novas oportunidades para quem deseja fornecer para a indústria aeronáutica” disse, em nota, Mauro Kern, vice-presidente executivo de Engenharia e Tecnologia da Embraer. “Mais do que pelo acervo, o espaço é importante porque ajuda a estimular a cultura de explorar materiais inéditos, que não estão prontos ou disponíveis no mercado, aumentando o potencial de inovação de toda a cadeia.” Além de servir como referência para fornecedores, que poderão acessar o laboratório, o Embraer Material Concept Lab será utilizado para pesquisas em parceria com o meio acadêmico e outras indústrias, como a automobilística.

Na avaliação do geógrafo Thiago Vedova, coordenador das áreas de Comunicação e Educação da Matéria Brasil, o uso de produtos ambientalmente adequados pode aumentar ainda mais o valor de mercado da Embraer. “Há uma corrida verde no setor e a Embraer está dando um passo muito positivo. Para ela e para os fornecedores”. Em parceria com a Boeing, a Embraer lançou no último mês de junho um plano de ação para desenvolver a indústria do biocombustível para a aviação no Brasil, o bioQAV. O país já tem algumas linhas de pesquisa para o desenvolvimento do biocombustível, tendo como matéria-prima a cana-de-açúcar, a soja, o eucalipto ou o pinhão manso. A questão é criar escala para que esses produtos cheguem na bomba de abastecimento dos aeroportos a um preço competitivo com o QAV (querosene de aviação). Já há algumas refinarias certificadas para vender o bioQAV, mas os custos são de três a 10 vezes mais do que o combustível de petróleo. Além das duas empresas, a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) também é parceira no plano de ação.

Parque Tecnológico ganhará laboratório na cidade

A Prefeitura de São José lançou licitação para adequação de um espaço de 4.000 metros quadrados no núcleo do Parque Tecnológico para a implantação do Laboratório de Estruturas Leves, no valor teto de R$ 2,5 milhões. O laboratório é resultado de uma parceria entre o município, IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) e Fapesp (Fundo de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

O investimento para implantação do laboratório está avaliado em R$ 90,5 milhões e consiste na terceira fase do CDTA (Centro de Desenvolvimento de Tecnologia Aeronáutica) do Parque Tecnológico. O objetivo é desenvolver materiais para a estrutura de aeronaves que sejam mais resistentes e mais leves.  Estruturas leves também são aplicadas na indústria automobilística, no setor de petróleo e gás e na construção civil.

O laboratório é vinculado ao Centro de Integridade de Estruturas e Equipamentos do IPT, que é subordinado à Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo. O convênio que resultou na criação do laboratório foi firmado em 2009 e prevê o investimento de R$ 90,45 milhões para construir, equipar e operar o laboratório –R$ 44,1 milhões em infraestrutura e R$ 46,2 milhões em projetos de pesquisa.

Do montante, R$ 27,6 milhões serão financiados por meio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Os projetos de pesquisa estruturante ficarão a cargo da Embraer; do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica); do Instituto de Aeronáutica e Espaço do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial; da Universidade Estadual de Campinas.

Também participam do projeto a Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá da Universidade Estadual Paulista a Escola de Engenharia de São Carlos e a Escola Politécnica, ambas da USP, entre outros institutos de pesquisa. A Prefeitura de São José vai fazer as adequações necessárias para o laboratório, como instalações hidráulica e elétrica, sistema de ar condicionado, pisos, forros, paredes, entre outros serviços necessários para a implantação dos equipamentos.

O Vale

Publicado em: 05/04/2013