Embraer fecha trimestre um pouco a baixo do que o ano passado

A Embraer, de São José dos Campos, entregou no segundo trimestre deste ano 51 aeronaves, o que representa um recuo de 7,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. A empresa informou ontem que entregou 22 jatos para o mercado da aviação comercial e 29 para o de aviação executiva. No segundo trimestre do ano passado, a companhia despachou 55 aeronaves. Se comparado as entregas efetivadas no primeiro semestre deste ano com o mesmo do ano passado, a empresa registrou redução de 10,11%. As entregas no segmento de aviação comercial caíram 37,1% no trimestre, e tiveram recuo de 30,35% no semestre. As entregas da aviação executiva subiram 45% no trimestre e cresceram 24,24% no primeiro semestre deste ano. De acordo com o relatório da companhia, foram despachados no segundo trimestre deste ano 14 Embraer 190, 6 Embraer 195, 1 Embraer 175 e um Embraer 170. Na aviação executiva foram entregues 23 jatos leves e 6 jatos grandes. No semestre, totalizou 41 jatos para esse segmento da aviação.

Em 30 de junho deste ano, a carteira de pedidos firmes a entregar (backlog) somava US$ 17,1 bilhões, um incremento de US$ 3,8 bilhões sobre o valor de março. Segundo a empresa, esse montante é o maio valor de backlog desde o terceiro trimestre de 2009. No período, a empresa enfrentou dificuldades por causa da crise econômica mundial. O relatório divulgado ontem pela companhia os pedidos firmes de aviões comerciais somam total de 1.313 A empresa possui ainda outras 849 opções de compras de aeronaves.

As entregas somam 947 jatos, informa o documento. Segundo o relatório, o maior número de pedidos firmes a entregar de jatos da família 170/190 é do modelo E175, em um total de 149 unidades. A Embraer adicionou na carteira as 100 unidades do novo modelo dessa aeronave o E175-E2. A carteira de pedidos firmes a entregar demonstra que há 8 unidades do E170, outros 90 do E190 e 19 do E195. Para especialistas, o recuo de entregas pode estar vinculado a ajustes de produção. “É difícil detalhar uma razão, mas podem ser ajustes de produção”, afirmou o economista Marcos Barbieri, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Tradicionalmente, a Embraer tem feito maior volume de entregas no segundo semestre.

Um dos destaques do segundo trimestre da Embraer foi o lançamento da nova família de jatos para a aviação comercial, os E-Jets E2, ocorrido em junho, na Paris Air Show, a tradicional feira de Le Bourget, na França. A empresa destaca que os E-Jets E2 teve a SkyWest como um de seus clientes-lançadores, com pedido firme de 100 aeronaves e mais 100 opções do modelo E175-E2. O backlog do segundo trimestre inclui também os pedidos anunciados para 40 jatos E175, também vendidos para a SkyWest, bem como 30 jatos E175 para a United Airlines. A nova família de jatos da companhia para a aviação comercial entra em operação a partir de 2018. O economista Marcos Barbieri, da Unicamp, afirmou que o sucesso do lançamento dos novos jatos da empresa demonstra o potencial que essas aeronaves têm no mercado da aviação comercial.

Cidade tem indice negativo em relação a emprego

São José ‘amargou’ em setembro seu segundo pior desempenho do ano na geração de empregos formais foram fechados 534 postos de trabalho. O saldo só não é pior que o de junho, que teve 855 vagas fechadas. O balanço é referente ao Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho.

Na contramão, Taubaté registrou saldo positivo de 412 empregos, sua segunda melhor marca de 2012.  No acumulado do ano, a cidade tem 2.509 vagas geradas. Apesar de positivo, no entanto, o saldo é 40% menor que o registrado no mesmo período do ano passado.

Em São José, o setor que puxou a queda no emprego em setembro foi a indústria de transformação, com 240 postos fechados.  Segundo o secretário de Relações do Trabalho da cidade, Ricardo Dinelli, o resultado é reflexo do PDV (Programa de Demissão Voluntária) da General Motors.

Após alta em agosto, o setor da construção civil perdeu 127 vagas em setembro. Segundo o presidente da Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba), Cléber Córdoba, a tendência é de nova queda. “Muitas obras estão em fase final e poucas obras novas iniciando. Isso porque houve redução substancial de projetos aprovados na cidade na vigência da nova Lei de Zoneamento, que engessa o desenvolvimento do mercado na cidade”, afirmou.

“O que nos preocupa é que os principais setores estão negativos. Mas acredito que a partir deste mês os números sejam melhores”, disse Dinelli. O secretário cita a redução do juros como forma de impulsionar o consumo e a produção, refletindo na contratação de funcionários. No ano, São José tem 777 empregos gerados. No mesmo período de 2011, o saldo era de 1.536 postos. A principal diferença está na indústria. Em 2011, o saldo era positivo (1.369). Neste ano, é negativo, de 449 vagas.

O Vale

Publicado em: 18/10/2012

Cidade fechará o ano em saldo negativo pela GM

As indústrias das regiões de São José dos Campos e Taubaté perderam neste ano 3.300 empregos formais, com carteira assinada, segundo levantamento do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) divulgado ontem. A pior situação é a de São José, região com oito municípios, que registrou saldo positivo na geração de emprego pela última vez em setembro do ano passado. Desde então, as indústrias na regional mais demitiram do que contrataram.

Foram 2.400 postos de trabalho perdidos em 2012, retração de -4,49%, e 3.500 vagas fechadas nos últimos 12 meses, variação de -6,43%. Em setembro deste ano, segundo o Ciesp, São José perdeu cerca de 450 postos de trabalho, o que representa uma variação de -0,85% e coloca a regional entre as três piores das 35 do Estado. Só não demitiu mais do que Cubatão (-1,96%) e Santos (-1,14%).

Em São José, o Ciesp detectou retração dos setores de produtos de borracha e material plástico (-2,44%), produtos alimentícios (-2,10%), veículos automotores e autopeças (-1,87%) e outros equipamentos de transporte (-0,30%).

E o resultado da região só não foi pior, na avaliação do Ciesp, devido à variação positiva do setor de equipamentos de informática e produtos eletrônicos (0,41%). O quadro é diferente em Taubaté. Houve abertura de vagas nos setores produtos de borracha (4,70%), informática (3,34%), minerais não metálicos (3,29%) e metalurgia (0,08%). A retração foi registrada no setor de máquinas e equipamentos (-0,71%).

Os diretores do Ciesp de São José e Taubaté têm opiniões opostas quanto aos próximos meses nas indústrias da região. Almir Fernandes, da regional de São José, não espera uma recuperação da indústria antes de 2013. “Creio que podemos fechar o ano com a perda de 3.500 empregos. Isso mostra que as empresas demitiram e não repuseram as vagas”, disse.

Mais otimista, Fábio Duarte, diretor do Ciesp de Taubaté, prevê a recuperação a partir de setembro e que deve se estender até meados do ano que vem. “Vamos conseguir recuperar pelo menos metade dos empregos perdidos nos últimos 12 meses”, afirmou.

O Vale

Publicado em: 17/10/2012