Região registra queda em empregos nas cidades

A geração de emprego com carteira assinada nas cinco maiores cidades do Vale do Paraíba caiu 57% de janeiro a maio, ante o mesmo período de 2011. No país, a redução foi de 25% na mesma comparação. Na região, foram 3.628 vagas criadas em 2012 contra 8.528 no ano passado, segundo balando do Caged (Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho.

Somente em maio, São José dos Campos e Taubaté fecharam 524 postos de trabalho. O melhor desempenho do ano é de Pindamonhangaba, com saldo de 939 vagas, ainda que o resultado seja inferior aos 1.430 empregos criados em 2011.

A construção civil puxa a geração de emprego em Pinda. O investimento de R$ 645 milhões na ampliação da Gerdau gerou cerca de 400 vagas. Outro foco de vagas na cidade são as obras do shopping Pátio Pinda, previstas para terminarem em abril do próximo ano. Até 1.000 empregos diretos serão criados.

São José, apesar da queda em maio puxada pelos setores de serviço e construção civil, registra a geração de 656 postos no ano. O secretário de Relações do Trabalho da cidade, Ricardo Dinelli, estima que a recuperação em relação aos números de 2011 aconteça a partir do próximo mês.

“A parte de serviços deu uma caída maior do que esperávamos, mas temos inauguração de shopping, duplicação da Tamoios (…) Qualquer demissão preocupa, mas esperamos fechar o ano com aumento de 5% em relação a 2011”, afirmou Dinelli.

No ano, o melhor setor de São José é serviços, com 885 vagas geradas. Já o pior é a construção civil, com redução d e 328 vagas. Em Taubaté, a indústria segue sendo o melhor setor da cidade no ano, com criação de 575 vagas. Em maio, no entanto, o segmento amargou a perda de 93 postos.

Segundo levantamento do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), a queda foi motivada por duas empresas de autopeças da cadeia produtiva da General Motors, fornecedores da LG Electronics e uma empresa de artefatos de madeira.

O município de Jacareí teve o melhor maio entre as cinco maiores cidades da região. Foram 232 postos gerados no período. “Estamos recebendo muita gente para acompanhar as obras da Chery e da Sany, principalmente muitos engenheiros. Isso gera emprego na cidade”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, Emerson Goulart.

O Vale

Região tem crescimento na exportação no Vale

O saldo acumulado da exportação subiu nos primeiros cinco meses deste ano nas principais cidades da região São José dos Campos, Taubaté e Jacareí. Os dados foram disponibilizados ontem pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

De acordo com os números, as exportações de São José aumentaram 18% de janeiro a maio em relação ao mesmo período do ano passado, com volume total acumulado de US$ 2,25 bilhões. O montante garantiu à cidade um novo posto no ranking nacional das exportações, saindo do 7º e alcançado a 6ª colocação. Taubaté, ocupa a 41ª e Jacareí está em 154ª.

O balanço mostra ainda que a exportação em Taubaté subiu 12% este ano e atingiu até maio o acumulado de US$ 513 milhões. Em Jacareí, o aumento foi de 5,9% com acumulado de US$ 22 milhões. Segundo os dados, o principal produto exportado por São José são as aeronaves da Embraer, principalmente os jatos executivos, considerados aeronaves de pequeno porte. A fabricante de aviões foi responsável este ano por 63% das exportações da cidade.

Em Taubaté, a parcela mais significativa dos produtos exportados é formada por carros da Volkswagen e motores fabricados pela Ford. Em Jacareí, os principais produtos exportados, segundo o levantamento do governo federal, são as peças de aeronaves das fornecedoras da Embraer.

A Prefeitura de São José informou que maio o volume exportado pela cidade foi de US$ 502,4 milhões. O secretário de Desenvolvimento Econômico, José de Mello Corrêa, afirmou que o balanço é positivo e mostra que as empresas da cidade estão em um bom momento.

“Se for analisado a valorização do dólar perante ao real, o aumento das exportações é ainda mais significativo e chega próximo aos 40%”, afirmou. Segundo ele, o dólar em maio de 2001 estava cotado em R$ 1,53, contra R$ 2,03 este ano. A prefeitura informou ainda que se considerado o ranking nacional dos exportadores de produtos industrializados, São José ocupa desde setembro de 2011 a segunda posição.

O Vale

Cidades da região tem chances de receber melhorias pela Copa

Enquanto os estádios para a Copa do Mundo de 2014 seguem o processo de construção e reformas, paralelo a isso outras cidades buscam uma forma de participar do Mundial oferecendo suas estruturas como centros de treinamento para as seleções participantes do torneio.

No Vale do Paraíba, São José dos Campos, Caraguatatuba, Campos do Jordão e Guaratinguetá sonham em fazer parte do catálogo da Fifa, que será lançado no final de julho com uma lista de cidades credenciadas para receber equipes.

Na última sexta-feira, durante visita à obra do estádio Itaquerão, o vice-presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, que é de Taubaté, ressaltou as qualidades da região e destacou São José dos Campos.

“Geograficamente, com certeza (tem chances). E a vontade de pleitear um centro de treinamento também. Acho importante lutar para a gente receber a Copa no Vale”, disse. “São José tem muitas chances, sim e recursos atraentes, pois já tem uma tradição de investimentos em esportes.

O basquete (vice-campeão brasileiro) é um exemplo disso. E tem um secretário de Esportes muito atuante”, afirmou o mandatário da Federação, que representou o presidente Marco Polo Del Nero na visita do presidente da CBF, José Maria Marin, ao estádio do Corinthians.

O diretor de operações do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo, Ricardo Trade, já visitou 240 cidades em todo o Brasil e, segundo ele, 59 serão escolhidas para integrar o catálogo da Fifa, que será divulgado no final de julho.

“Quem tiver boas condições vai entrar no catálogo. Mas isso não significa que a cidade será um centro de treinamento da Copa. Vai depender se as seleções vão escolher”, disse Trade. Sobre o Vale do Paraíba, ele afirma que é difícil fazer uma análise individual. “Conheço o interior paulista e sei que tem uma estrutura muito boa”, afirmou o dirigente.

São José tem três locais para servir de CT . A Copa do Mundo vai trazer a oportunidade para participar de perto do evento, como trabalhador voluntário. Até o dia 30 deste mês, a Fifa vai divulgar em seu site todas as informações do Programa Oficial de Voluntários para o Mundial brasileiro no site da entidade.

E o trabalho começa já no ano que vem, na Copa das Confederações. Para participar, é necessário fazer a inscrição no site da Fifa, participar do processo seletivo e acompanhar todas as notícias que serão divulgadas ao longo dos meses.

“As pessoas vão sendo qualificadas ao longo do tempo. Depois, várias etapas se seguem, desde inserir os voluntários no mundo da Copa, pois muitos viram o evento pela televisão, mas não sabem como funciona a estrutura, até treiná-los”, disse o gerente de voluntariado do Comitê Organizador Local (COL) da Copa, Rodrigo Hermida, ao Portal Oficial da Copa-2014.

A dois anos da Copa do Mundo, cerca de 100 cidades do Brasil ainda pleiteiam um lugar para servir como base de treinamento para as equipes participantes. Entre as candidatas está São José dos Campos, que aguarda ser incluída no catálogo oficial da Fifa, onde ficará disponível para ser escolhida por alguma delegação.

“Nossas chances são reais e bem grandes. Temos pontos importantes, como um aeroporto internacional e posição privilegiada na Via Dutra”, disse o secretário de Esportes de São José, Sérgio Francisco Theodoro.

Segundo ele, o estádio Martins Pereira, o CTA (Centro Técnico Aeroespacial) e a Univap (Universidade do Vale do Paraíba) são os três locais escolhidos pela cidade como opção de centros de treinamento para as seleções da Copa. A expectativa é do que o Mundial gere cerca de 4.000 empregos temporários e atraia de 15 a 20 mil turistas na região durante o evento.

Outras três cidades do Vale do Paraíba tentam entrar para o catálogo da Fifa: Caraguatatuba, Guaratinguetá e Campos do Jordão.

O Vale

Moradores da cidade pregam por Paz na Região

Após morar 40 anos em Diadema, na região Metropolitana de São Paulo, o aposentado Olices Bettiol, 68 anos, mudou-se em novembro do ano passado para São José. Ele queria trocar a violência da metrópole pela calmaria do interior. Não deu muito certo. “Já estou assustado por aqui também. A situação está ficando feia.”

Feia a ponto de Bettiol se lembrar de Diadema no começo do ano 2000, quando a cidade registrou 238 assassinatos. “A gente saía de casa e não sabia se voltava. Era realmente assustador. E isso, para mim, é o oposto da paz”, diz.

Diadema enfrentou o problema com medidas rígidas, como a lei fecha-bar, e investimento em projetos sociais e profissionalizantes, postura defendida pelo aposentado para as prefeituras do Vale. “No ano passado, Diadema teve 35 assassinatos. Olha quantas vidas foram salvas, principalmente a de jovens. A região pode ir por esse caminho”, diz.

A sensibilidade de pessoas como ele, gente simples e conhecedora da vida real, mostra caminhos seguros para alcançar a paz. Eles sabem porque vivem as experiências dia a dia, sem alarde ou conjecturas sociológicas. Levando nos ombros a filha Rafaela Lima, de 3 anos, pelas trilhas do Parque Santos Dumont, no centro de São José, a assistente administrativa Tatiane Silva, 28 anos, exercita a promoção da paz.

Ela brinca com a filha como se também fosse criança, alegre e espontânea. Sem restrições ou preconceitos. É a paz em estado bruto e genuíno. “Trabalho fora e minha filha acaba sentindo a falta dos pais. Nessas horas de brincadeira, a gente tem que se envolver mesmo, ficar com ela e não fazer mais nada”, conta Tatiane.

Um relacionamento maduro, compartilhado e sem crises exageradas de ciúme é a receita do eletrotécnico Douglas Aragão, 24 anos, e da bailarina Yasmin Felix, 19 anos, para encontrar a paz através do amor. “Sentar num banco da praça para namorar e conversar, sem pressa, é a melhor coisa para a paixão saudável”, diz ele. Para a namorada, que dança desde os 7 anos, as artes têm um papel fundamental na formação da cultura de paz. “Praticar a cultura faz a gente se sentir bem consigo mesma, e isso é vital para a paz.”

Descendo acelerado a rampa da pista de skate, o comerciário Renan Ribas, 20 anos, faz do esporte sua bandeira de paz. Skate, surf, futebol e até lutas marciais, segundo ele, podem tranquilizar o espírito. “Quem se dá bem no esporte não busca a violência.” A opinião é compartilhada pelos amigos Kauan Vital, 16 anos, e Luiz Santos, 20 anos, que também apostam nos esportes radicais como instrumento de paz.

O Vale

Região fecha mês de Maio com mais de 500 vagas

Na contramão da maioria das cidades do interior do Estado, a região do Vale do Paraíba fechou cerca de 700 postos na indústria em maio. A dependência da melhora do mercado externo é apontada como responsável pelo resultado da região.

No Estado, 21 mil vagas foram criadas no último mês. Das 36 regionais do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), 13 tiveram redução no quadro de funcionários, entre elas, São José dos Campos, Taubaté e Jacareí. O pior cenário foi registrado na regional de Taubaté, que abriga outros 28 municípios, onde 550 vagas foram cortadas no último mês. Foi o pior maio desde 2006 e a terceira queda consecutiva na geração de empregos.

Os setores de Produtos de Metal, Produtos de Borracha e de Material Plástico, Veículos Automotores e Autopeças e Metalurgia puxaram os cortes. Para o gerente do Ciesp de Taubaté, José de Arimathéa Campos, o resultado era esperado pelo momento vivido pela indústria.

“Não foi surpreendente se levarmos em conta a tendência que já vem sendo apontada pelos estudos do Ciesp, face aos vários fatores que são sobejamente conhecidos e debatidos, como a alta carga de impostos, os custos de mão de obra, as dificuldades de exportações e o crescimento das importações”, disse o gerente.

No acumulado do ano, a regional segue com o saldo positivo de 50 vagas criadas. Em São José, 100 postos foram perdidos. A regional, que abriga oito municípios, acumula oito resultados negativos seguidos. Somente em 2012, cerca de 1.200 vagas foram perdidas.

O diretor regional do Ciesp São José, Almir Fernandes, credita o resultado à dependência da indústria da região nas exportações. “Não tem nenhum fato novo, portanto, não vemos ninguém contratar. A região é muito exportadora, está sofrendo com a economia internacional”, disse.

Já na regional de Jacareí, que engloba três municípios, houve redução de 50 vagas em maio. Os setores de Produtos Alimentícios e Bebidas puxaram a queda. Apesar dos cortes, no ano, a regional acumula a criação de 650 vagas.

O Vale

Mais de 26 mil pessoas caem na Malha Fina do IR

Mais de 26 mil contribuintes da região tiveram sua declaração de imposto de renda exercício 2012 retida na malha fina, segundo balanço das jurisdições da Receita Federal de São José dos Campos e Taubaté. Erros de digitação, omissão de fontes pagadoras e equívocos no rendimento de dependentes são os principais responsáveis por levar os contribuintes à análise detalhada da declaração.

Estar na malha fina, no entanto, não significa que o contribuinte será multado. Até que a Receita notifique a pessoa, uma declaração retificadora pode ser feita, o que também serve para desbloquear o recebimento de restituições do valor declarado. “O índice de pessoas que retificam sua declaração aumentou muito nos últimos anos”, disse a auditora fiscal Ana Cristina Wajsman.

Esse aumento nas retificações está ligado à dispo-nibilização de ferramentas por parte da própria Receita para que o contribuinte identifique o erro cometido. Se antes a pessoa esperava a restituição ser barrada para checar se havia algum equívoco, hoje a pessoa pode, no site da entidade, obter o extrato da declaração e identificar o erro.

Uma das ferramentas implantadas este ano pela Receita é um aplicativo em seu site (veja endereço no quadro ao lado) para que o valor de multas referentes a declarações de anos anteriores seja abatido no montante que o contribuinte teria para receber de restituição deste ano. O processo é feito inteiramente pelo site e, além de débitos na Receita, também vale para quitar dívidas na Procuradoria da Fazenda.

O Vale

Projeto de apoio aos Agricultores do Vale ganha peso

A agricultura familiar do Vale do Paraíba vai ganhar uma aliada de peso. Maior fabricante de celulose do mundo, a Fibria vai apoiar pequenos agricultores da região com objetivo de melhorar a produção, otimizar o aproveitamento das áreas de plantio e ampliar a comercialização dos produtos.

O projeto chama-se Plano de Desenvolvimento Rural e Territorial e escolheu São Luís do Paraitinga como a primeira cidade a ser beneficiada em todo o Estado de São Paulo. Os critérios levaram em conta índices sociais, presença da empresa e possibilidade de desenvolvimento do meio rural.

Segundo Luciana Diniz, consultora de Sustentabilidade da Fibria, foram escolhidos os bairros de Mato Dentro e Catuçaba, na Bacia do Chapéu, zona rural de São Luís, para o início do trabalho.

Nas próximas semanas, os produtores rurais serão convidados a aderir ao projeto a adesão é voluntária e gratuita e, na área daqueles que concordarem, a Fibria fará um diagnóstico para identificar que tipo de colaboração será oferecida.

“Contratamos uma consultoria para fazer esse diagnóstico. O objetivo é saber do agricultor como podemos ajudar para desenvolver a propriedade e a produção dele”, disse Luciana. Segundo ela, o produtor é que definirá como será a ajuda. “Pode ser com sementes, no plantio, na propriedade, comercialização ou gestão do negócio. Ele vai definir.”

O modelo do plano é inspirado em parceria inédita entre a Fibria e o MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) no extremo sul da Bahia, região das cidades de Prado, Teixeira de Freitas e Alcobaça. Após conflitos e invasões a cinco fazendas da empresa naquela região nos últimos 10 anos, a Fibria resolveu testar modelo diferente de relacionamento com invasores. Foram precisos dois anos de negociação para se chegar à parceria.

A Fibria desapropriou uma área de 11 mil hectares e está ajudando os militantes do MST a desenvolver assentamentos sustentáveis para a produção de alimentos com base nos princípios agroflorestais e agroecológicos e na organização social.

A parceria conta com apoio do governo da Bahia e da USP (Universidade de São Paulo), por meio da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz). “Temos que fazer dar certo na Bahia para depois levar para outras regiões do Brasil. Vamos apoiar os assentados por, pelo menos, 10 anos”, afirmou Fausto Camargo, gerente de Sustentabilidade da Fibria.

No Vale do Paraíba, o executivo frisou que a meta é agregar valor aos produtos de pequenos agricultores, focando sempre o desenvolvimento da agricultura familiar. “Podem vender para prefeituras, por exemplo, e ampliar a renda”, disse Camargo.

O Vale

Área desvalorizada chama atenção de Construtoras

A escassez de ‘vazios urbanos’ em regiões centrais de São José dos Campos e Taubaté motivou a indústria da construção civil a investir em áreas antes pouco valorizadas, nas periferias. Um exemplo desse processo é a área nas imediações do CDP (Centro de Detenção Provisória) de Taubaté. Há 10 anos, a região da Vila São José convivia com o temor de rebelião, o que freava investimentos no local.

À época, um empreendimento com três torres foi feito na esquina entre a rua Vereador Rafael Braga e a avenida Santa Luiza do Marilac, com vista privilegiada do CDP. A funcionária pública Sandra Regina dos Santos, 48 anos, foi uma das pessoas que decidiu vencer o medo e comprar um apartamento do empreendimento.

“Medo a gente sempre teve, mas a violência está em todo lugar. Felizmente, nunca tivemos problemas”, disse Sandra, que comprou o imóvel em 2004. Ela lembra que para ir ao comércio precisava ir ao centro, pois não havia muita opção no bairro, o que mudou de três anos para cá.

Segundo pesquisa da Acist (Associação das Empresas Construtoras, Imobiliária e Serviços Correlatos de Taubaté), a região da Vila São José fica atrás apenas da Independência e Centro no número de empreendimentos em lançamento. São quatro, no total de 11 torres. As vias de acesso foram revitalizadas também com a construção do Sedes (Sistema Educacional de Desenvolvimento Social).

Em São José, o Jardim das Indústrias também ilustra este cenário. Hoje um polo consolidado com investimentos de alto padrão, teve que vencer certo preconceito no passado. “Quando a avenida Cassiano Ricardo foi melhorada e o Aquarius cresceu, aquilo que era longe, perigoso, passou a ficar perto. Quem poderia imaginar os empreendimentos que estão ali há 10 anos?”, disse o diretor regional do SindusCon (Sindicato da Construção), José Luiz Botelho.

Ele salienta que a chegada dos empreendimentos da construção civil geralmente são seguidos do fortalecimento da infraestrutura do local, o que gera crescimento de regiões antes esquecidas. “O empreendimento é que puxa a infraestrutura, o comércio começa a chegar. Há 30 anos, lançaram dois ou três prédios numa região onde havia uma dificuldade enorme para se vender. De repente, esse bairro se desenvolveu violentamente e virou o Aquarius”, afirmou Botelho.

Já o presidente da Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba), Cléber Córdoba, disse que as imediações da cadeia do Putim devem passar pelo mesmo processo do arredor do CDP. “É uma sequência natural com prédios para classe C e D.”

O Vale

Em toda Região tem em média 10% de violência

A resposta nunca veio. A pergunta, como um eco em um desfiladeiro, insiste em ressoar pela cabeça do empresário A.A. até hoje: “Quem matou meu filho?”. Anderson Alves, 23 anos, foi brutalmente assassinado em um bar na região sul de São José, há dois anos. Ele cobrava uma dívida deixada por um homem na oficina do pai. Ao invés do dinheiro, recebeu uma paulada na cabeça e dois tiros na nuca.

“Chegaram a prender um cara, mas ele foi transferido e depois solto. A polícia nunca apontou o assassino do meu filho”, disse A. “Só nos recuperamos com o apoio dos amigos e a fé em Deus.” mSomando todos os crimes na região, a Polícia Civil esclarece, em média, 10% dos casos. Por esclarecido entende-se a identificação do autor, não necessariamente a prisão.

De janeiro a março deste ano, foram instaurados 6.289 inquéritos na região a partir do registro de 43.994. Descontando as ocorrência não-criminais, que somaram 15.973 no primeiro trimestre, sobraram 28.021 situações cuja investigação foi necessária. No período, segundo a Polícia Civil, foram resolvidos 3.840 casos taxa de 13,7% de resolução.

Segundo o Deinter-1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), o índice tem alta considerável quando o assunto é homicídio. Priorizados pela corporação, 60% dos casos, em média, são resolvidos. Roubos e furtos de bens materiais vão ficando no final da fila. A prioridade é resolver assassinatos, latrocínios (roubo seguido de morte) e sequestros.

Excesso de boletins de ocorrência, déficit no efetivo policial, estrutura deficiente e burocracia são apontados como os principais obstáculos para a melhoria da eficiência da polícia.

O Vale

Cidade tem redução de preços em Imóveis

Aqueles que não puderam visitar o Feirão da Casa Própria promovido no último final de semana pela Caixa Econômica Federal em São José dos Campos ainda podem aproveitar as taxas reduzidas de financiamento. As condições especiais continuam valendo por tempo indeterminado.

As ofertas restantes dos 10 mil imóveis oferecidos em São José, Jacareí e Caçapava oferecidos na feira podem ser conferidas nas agências da Caixa e nas imobiliárias presentes ao feirão. Nos três dias de evento, 10.069 pessoas passaram pela feira, que gerou R$ 191,6 milhões em negócios, aumento de 22% em relação a 2011 e acima da expectativa de R$ 170 milhões.

Para o superintendente da Caixa no Vale do Paraíba, Julio Cesar Volpp Sierra, uma conjuntura de fatores contribuiu para o maior número de negócios fechados. “O mercado se reacendeu com a redução das taxas de financiamento anunciadas antes do feirão. Além disso, tivemos uma oferta maior de imóveis, também em função da RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte), que subiu o teto do Minha Casa Minha Vida”, disse Sierra.

O programa do governo federal para moradia foi responsável por 70% das vendas do feirão. “A grande massa de pessoas procura aquele imóvel padrão, com dois quartos, sendo uma suíte e garagem, entre R$ 105 mil e R$ 130 mil”, disse o superintendente.

De janeiro a abril, a Caixa financiou na região R$ 500 milhões em crédito imobiliário correspondente a 6.000 imóveis quase metade da meta de R$ 1,3 bilhão para o ano. “Se nada mudar no cenário nacional, podemos alcançar essa meta em agosto, setembro”, disse Sierra. No ano passado, o total financiamento pela Caixa foi de R$ 1,1 bilhão.

O Vale