Transporte Coletivo da cidade tem aumento de horário de viagem

O tempo médio de percurso da linha Centro/Novo Horizonte (204-A) no horário de pico após o início da implantação dos corredores de ônibus nas avenidas centrais de São José aumentou em dois minutos em relação ao trajeto feito antes da mudança. Os corredores de ônibus foram implantados para reduzir em 30% o tempo médio de viagem. A mudança entrou em vigor no dia 27 de julho. O aumento foi constatado pelo O VALE, que embarcou na linha da empresa CS Brasil na sexta-feira dia 26, às 17h21, e na segunda-feira dia 29, às 17h44, na Rodoviária Velha, com desembarque na Praça 1º de Maio.

O resultado foi a insatisfação entre os usuários, que ainda precisam de muita paciência para enfrentar a longa viagem de pé e quase sempre com dificuldades para se locomover dentro do veículo. A viagem do dia 26 ocorreu das 17h21 até as 18h25, totalizando 1 hora e 4 minutos. Já a segunda, foi das 17h44 às 18h50, totalizando 1 hora e 6 minutos. O acréscimo foi de dois minutos, após os corredores de ônibus estarem prontos.

Apesar de a faixa ser exclusiva para os ônibus, alguns carros trafegavam nos corredores das avenidas São José e Adhemar de Barros, além da rua Euclides Miragaia, em ambas as viagens. Na primeira foi constatado falta de assentos disponíveis logo nos dez primeiros minutos da viagem. O VALE também percorreu o trajeto fora do horário de pico às 14h10 e constatou a redução de cinco minutos após a instalação do corredor. O tempo foi de 37 minutos. “Não senti diferença alguma, disse a administradora Vasti dos Santos. O motorista Reginaldo Aparecido avaliou positivamente os efeitos da mudança. “Ficou mais rápido, mas nas viagens da tarde.”

O secretário de Transportes, Wagner Balieiro, disse que o tempo médio da linha 204-A era de 1 hora e 10 minutos. “É preciso considerar que na sexta já havia sido feito ajuste no sistema que melhorou o tempo de viagem.”

Lei do Corredor de Ônibus começa neste sábado

A Secretaria de Transportes de São José dos Campos finaliza os preparativos para o início da operação dos corredores exclusivos de ônibus, que começam a funcionar amanhã. O secretário de Transportes, Wagner Balieiro, informou ontem que amanhã cedo será liberada a sinalização vertical, que indica os corredores exclusivos. “As placas de sinalização, que estão suspensas, serão baixadas para orientar os motoristas”, disse o secretário. Ele relatou que motoristas já respeitam o novo sistema, que é delimitado por uma faixa azul nas vias onde o corredor será implantado. Agentes de trânsito e técnicos da pasta vão orientar os motoristas.

“A orientação será feita sem prazo para terminar. A fiscalização será iniciada somente quando tivermos certeza que a população já se acostumou com os corredores”, disse. Os corredores exclusivos serão implantados em 12 ruas e avenidas do centro.

Projeto de Corredores de Ônibus ainda gera dúvidas

A implantação dos corredores de ônibus e os protestos do MLP (Movimento Passe Livre) pela revogação do aumento da tarifa de ônibus em São José dos Campos de R$ 3 para R$ 2,80 foram temas que predominaram na sabatina que o Conselho de Leitores de O VALE fez ontem, na sede do jornal, com o secretário de Transportes, Wagner Balieiro. A conversa, em tom informal, durou cerca de 1 hora e meia e serviu para esclarecer dúvidas dos conselheiros. Antes, Balieiro fez uma apresentação dos principais projetos da Secretaria de Transportes. Cada conselheiro pode fazer duas perguntas. Entre os temas estavam a utilização do slogan oficial do governo nos ônibus urbanos, a falta de horários de ônibus para atender bairros afastados, a implantação de ciclovias, subsídios para a tarifas de ônibus e obras viárias para melhorar o trânsito urbano em São José. “No Transportes nós temos muitas discussões onde a gente tem que trabalhar o convencimento. É fundamental ter esse debate para expormos nossas propostas”, afirmou o secretário.

A principal dúvidas dos conselheiros foi com relação aos corredores de ônibus, que começará a funcionar a partir de 27 de julho, na região central da cidade. Os conselheiros apontaram que “as mudanças vão prejudicar motoristas de carros, comerciantes perderão vagas de estacionamento e há o receio de que a prefeitura comece a aplicar multas em motoristas que trafegarem pelos corredores de ônibus”. O secretário disse que “a prefeitura fará um trabalho de conscientização dos motoristas a partir da semana que vem e que as multas não serão aplicadas até que população esteja adaptada ao novo sistema”.

Nas faixas exclusivas, só poderão trafegar ônibus e vans do transporte alternativo. Os táxis não poderão usar essa faixa. O motorista que andar de carro na faixa exclusiva, será multado quando a prefeitura começar a fiscalização. A estudante Larissa Silvério questionou as mudanças feitas na rua Paraibuna, onde a implantação de faixas preferenciais para ônibus irão acarretar a perda de vagas para os comerciantes da rua. Balieiro disse que a ação da prefeitura vai priorizar o transporte público de ônibus nas ruas. Segundo o secretário, na rua Paraibuna há apenas 16 vagas de estacionamento. “Como alternativa, vamos implantar a Zona Azul no entorno da rua Paraibuna, para dar rotatividade nas vagas. Na rua Inconfidência, a prefeitura irá implantar mão dupla e também será liberada carga e descarga para os comércios”.

O secretário lembrou que nas faixas preferenciais poderão andar carros. Ele defende a implantação dos corredores e afirma que “foram feitos muitos estudos técnicos que demonstram a vantagem da implantação do sistema”. Segundo ele, “para os usuários de ônibus, vai representar um ganho de 10 minutos no tempo da viagem. Eles poderão chegar mais cedo em casa”. O projeto dos corredores terá três etapas: sinalização do solo será entregue dia 27, fiscalização e estações de embarque, onde os ônibus irão parar e os usuários poderão entrar por todas as portas dos ônibus. O advogado José Renato Azevedo Luz, criticou as ilhas instaladas na avenida São José. Segundo ele, “o trânsito que já é complicado no local, ficou pior”. Wagner explicou que as duas ilhas colocadas na avenida São José, servem para deixar o sinal verde para os ônibus continuarem trafegando.

Questionado pelo editor chefe de O VALE, Hélcio Costa, o secretário se esquivou em dar sua opinião sobre os confrontos entre a Guarda Municipal e integrantes do Movimento Passe Livre. Os confrontos foram registrados na semana passada, na porta do Paço Municipal e final da audiência do Planejamento do Orçamento Participativo (POP), no Jardim da Granja, na zona leste. Balieiro afirmou que para o MPL não tem negociação. “Eles querem apenas a revogação do aumento para R$ 2,80. Não querem outra discussão. Quando fala em redução, a sociedade também tem que saber o custo disso. Eu estou aberto ao diálogo com o MPL”, disse o secretário.

Prefeitura conta com 14 funcionários para Fiscalização

A Prefeitura de São José dos Campos tem apenas 14 fiscais para monitorar todo o sistema de transporte público da cidade. O setor é alvo de críticas de manifestantes e usuários, que reclamam da qualidade do serviço prestado e do alto valor da tarifa da passagem de ônibus, atualmente de R$ 3. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Transportes, o quadro de funcionários já foi maior. “Nos últimos anos, perdemos mais de 25 fiscais. Encontramos em janeiro quando o atual governo assumiu nove fiscais e já foram contratados mais cinco”. O sistema de transporte coletivo urbano é operado atualmente pelas empresas CS Brasil, Saens Peña e Expresso Maringá.

Os fiscais são responsáveis por monitorar uma frota de 388 ônibus, que operam 101 linhas em toda a cidade. A média de passageiros anual é de 4,6 milhões de usuários. Os agentes da prefeitura fiscalizam os ônibus nas garagens onde verificam as condições de segurança dos veículos, higiene, funcionamento do elevador para pessoas com pessoas com deficiência, sinalização e outros itens. Os fiscais também são responsáveis por verificar o cumprimento dos horários das linhas de ônibus. Uma das principais queixas dos usuários é que, em horários de pico, faltam ônibus para atender linhas superlotadas, como as que ligam o Campo dos Alemães ao Jardim Aquarius, o Galo Branco ao Jardim Aquarius e o Putim à praça Afonso Pena.

O trabalho dos fiscais ainda envolve o monitoramento do transporte alternativo (vans) e da atuação de veículos clandestinos na cidade. Os novos ônibus que entraram em operação na cidade a partir de 2008, após a última concorrência pública no setor, são equipados com GPS (sistema de geo-posicionamento por satélite) para controlar a localização dos veículos e o cumprimento de horários estabelecidos. No entanto, só neste ano os fiscais da prefeitura começaram a ser treinados para usar os dados fornecidos pelo GPS das empresas. “O acesso aos dados foi liberado em janeiro e iniciado o trabalho de supervisão por este equipamento”, informou a assessoria da pasta.

O ex-secretário de Transportes Anderson Farias Ferreira discorda da informação e diz que “os dados do GPS sempre estiveram disponíveis para a prefeitura, desde que foi feita a concorrência no setor”. Segundo ele, os dados eram acessados por gestores que tinham o poder de decisão. “Cada empresa tinha um gestor da prefeitura responsável por acompanhar e resolver os problemas que eram verificados na linhas. Abaixo de cada gestor, dois fiscais acompanhavam o trabalho”, explicou. Ele também disse que “todos os fiscais da prefeitura são bem treinados para desenvolver as suas atribuições”.

Cidade avalia o impacto da redução da Tarifa

A Prefeitura de São José dos Campos ainda não sabe qual o impacto que a redução da tarifa de ônibus para o valor de R$ 3 vai causar nos projetos de investimentos para melhorias no transporte público da cidade. O pacote de melhorias anunciado pelo governo como implantação do bilhete único, integração total do sistema, frota de ônibus articulado e remodelação de linhas deverá ser revisto.

As empresas de ônibus poderão ter uma queda anual na receita de até R$ 11, 2 milhões, considerando a tarifa de R$ 3. Em 2012, a média mensal de passageiros foi de 4.672.821, segundo dados da planilha de custos apresentada em fevereiro. A frota atual é de 385 ônibus. Por meio da assessoria de imprensa, o secretário municipal de Transportes, Wagner Baleiro, declarou “estar consciente de que a decisão vai implicar em ajustes e causará impactos no equilíbrio econômico do sistema”. A prefeitura informou que vai divulgar esta semana quais projetos deverão ser revistos.

O governo reduziu pela segunda vez o valor da tarifa em São José, pressionado pela onda de protestos que se espalhou pelo país contra as tarifas. O anúncio foi feito na última quinta-feira, antes do protesto programado pelo Movimento Passe Livre. Mesmo com a redução, o protesto aconteceu e levou para às ruas da cidade cerca de 10 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, e 20 mil, segundo os organizadores. Em fevereiro, a prefeitura reajustou o valor da tarifa de R$ 2,80 para R$ 3,30. Depois, em junho, com base nas desonerações de impostos concedidas pelo governo federal, a tarifa foi reduzida para R$ 3,20. O Ministério Público de São José investiga o aumento concedido em fevereiro. A prefeitura enviou na semana passada as informações solicitadas pelo MP.

A Avetp (Associação Valeparaibana das empresas de Transporte de Passageiros) se reúne na próxima quarta-feira para avaliar o impacto da redução da tarifa de ônibus e quais os investimentos que deverão ser revistos. A tarifa em São José vai custar a partir de amanhã R$ 3 nos dias de semana e R$ 2,50 aos domingos. A entidade que representa as empresas do transporte urbano de Jacareí, São José dos Campos, Caçapava e Taubaté fechou acordo salarial com o Sindicato dos Condutores, concedendo reajuste de 8,5% para a categoria. O salário dos funcionários também é um item que causa impacto no custo da planilha para a composição do preço da tarifa.

Com o reajuste, o salário base dos motorista passa a ser de R$ 2.297,48 e o dos cobradores de R$ 1.422, 13. Segundo a Avetp, o piso da região é o mais caro do país. Em São Paulo, o salário base do motorista é R$ 1.955,10 e o de cobrador R$ 1.129,80. Em Campinas, o salário do motorista é de R$ 1.866,67 e o de cobrador, R$ 828,88. O presidente do Sindicato dos Condutores da região, José Roberto Gomes, considerou correto a prefeitura baixar o preço da tarifa. Segundo ele, as empresas “faturam muito com o sistema”.

Pelo contrato de concessão do transporte público realizado em 2008, a renovação da frota deve ocorrer a cada cinco anos. Em fevereiro, a Expresso Maringá concluiu a renovação da sua frota com 40 veículos. O transporte coletivo em São José é operado pelas empresas Expresso Maringá, que possui 121 ônibus, a SCS Brasil, que possui 134, e a Saens Peña, com 131 veículos. As empresas transportam cerca de 215 mil pessoas por dia.

Tarifa de ônibus é reduzida na cidade após protesto

Pressionada pela recente onda de protestos, a Prefeitura de São José dos Campos anunciou ontem uma nova redução na tarifa do transporte público, dos atuais R$ 3,20 para R$ 3. A medida entra em vigor na segunda-feira. No último dia 15, o preço da passagem já havia caído de R$ 3,30 para R$ 3,20, corte feito pela prefeitura com base nas desonerações de impostos concedidas pelo governo federal ao transporte coletivo. O decreto que fixou a tarifa em R$ 3 foi assinado pelo vice-prefeito Itamar Coppio (PMDB), menos de um dia após a redução da passagem na capital, também de R$ 3,20 para R$ 3 o prefeito Carlinhos Almeida (PT) está em Paris, onde participa de uma feira do setor aeronáutico.

O anúncio da prefeitura não evitou mais um dia de protestos na cidade. Cerca de 10.000 manifestantes, liderados pelo Movimento Passe Livre (MPL), tomaram as ruas do centro, com reflexos no comércio (que fechou as portas mais cedo temendo atos de vandalismo) e no trânsito. No início da noite, o grupo bloqueou as duas pistas da via Dutra por quatro horas. O MPL cobra a redução da tarifa do transporte coletivo para R$ 2,80, valor que vigorava até fevereiro, quando ocorreu o último aumento.

A nova redução no valor da tarifa foi anunciada após uma reunião no Paço Municipal entre representantes da prefeitura e do MPL. O vice-prefeito Itamar Coppio declarou que medida “reconhece a legitimidade das reivindicações” dos manifestantes, mas antecipou que o cronograma de investimentos do transporte público, divulgado na época do último reajuste, precisará ser revisto. “Temos feito grandes esforços para melhorar o transporte público na cidade. Após estudos durante a noite e a manhã toda de hoje \[ontem\], inclusive com o prefeito, por meio de uma videoconferência, com muita exaustão, decidimos reduzir a tarifa, conscientes de que os investimentos no setor serão prejudicados”, disse.

O secretário de Transportes, Wagner Balieiro, disse que a antecipação do bilhete único, anunciada na semana passada para o dia 27 de julho, também será ser revista. “Daqui para a frente teremos que equilibrar as finanças e rediscutir os investimentos programados pelas atuais concessionárias que operam o transporte público”, disse. “Temos a clareza de que esta redução trará impactos nos investimentos”, completou. Hoje, três empresas operam o sistema: CS Brasil, Saes Peña e Expresso Maringá. O secretário negou que tenha havido uma mudança no discurso da prefeitura.m “O que temos é uma questão matemática. Em contrapartida, teremos a redução de investimento”, disse.

Movimento. Para Rafael Silva, 22 anos, um dos líderes do MPL, a redução foi uma tentativa da prefeitura de esvaziar as manifestações. “A tarifa de R$ 3 ainda é muito cara e só vamos parar quando ela cair para R$ 2,80”, afirmou.

As prefeituras de Jacareí e Caçapava também anunciaram ontem reduções das tarifas do transporte coletivo. Em Jacareí a situação é inusitada. Anteontem, o prefeito Hamilton Ribeiro Mota (PT) havia anunciado a redução da passagem de R$ 3,20 para R$ 3,15, que vai vigorar até domingo, já que, a nova tarifa, de R$ 3, entra em vigor a partir da próxima segunda-feira. Para viabilizar essa redução, Hamilton enviou à Câmara projeto que reduz a alíquota do ISS (Imposto Sobre Serviço) para a concessionária do transporte coletivo, dos atuais 3% para 2%. O prefeito disse que a redução obrigará o município a rever investimentos previstos este ano para o transporte. “A previsão era investir R$ 1,2 milhão, que terá que ser adiado”. Segundo Hamilton, diante da redução em outras cidades, ele não teve outra alternativa se não seguir na mesma linha.

Corredores de Ônibus geram preocupação a Vans Alternativas

A Secretaria dos Transportes de São José continua sem uma definição sobre a autorização das vans em usar as novas pistas exclusivas para os ônibus. A situação tem deixado os perueiros preocupados, uma vez que as novas faixas passam em frente a alguns dos principais pontos de ônibus da cidade. “A prefeitura ainda não nos informou se poderemos usar essas linhas. Nos disseram que estão estudando a possibilidade”, afirmou Fauze Conceição, presidente da Associação do Transporte Alternativo de São José.

No momento, o que tem dado maior dor de cabeça aos perueiros é a falta de catracas eletrônicas nas vans. A partir de hoje, quem tentar passar a roleta dos ônibus com passe de papel será barrado. Serão válidos apenas os cartões eletrônicos e pagamentos em dinheiro. Vans alternativas só aceitarão dinheiro. “Essa é uma discussão antiga. Desde a gestão anterior debatemos sobre a criação de catracas eletrônicas nas vans. A prefeitura nos disse que está vendo pode nos ajudar. Mas acho que a solução só vira em outubro. Se sobrevivermos até lá, quem sabe”.

Segundo ele, são, ao todo, 80 permissionários, 90 motoristas auxiliares inscritos e 160 cobradores. “A nossa renda já caiu em 50% quando tivemos de parar de aceitar passe. Imagina como será agora? Muitas famílias serão afetadas”, disse. Outra questão espinhosa se refere aos novos pontos de embarque, que estão sendo projetados pelo Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento). Nos moldes de Blumenau (SC), os pontos de ônibus serão completamente fechados.

Segundo informações da Secretaria de Transporte, as pessoas pagarão para entrar neles e, depois, poderão embarcar por todas as portas no ônibus. O objetivo será reduzir o tempo de embarque, que hoje, nos horários de pico, chega a 15 minutos nos pontos mais cheios. “A prefeitura terá de nos dar uma opção. Não sabemos se poderemos pegar passageiros neles também. Mas se não pudermos será preciso um plano B”, disse Fauze. Ainda segundo ele, uma reunião com todos os perueiros será agendada para que eles debatam opções acerca do novo ponto de embarque. “Queremos apresentar um projeto à prefeitura que também nos atenda”, afirmou.

A Secretaria de Transportes de São José informou em nota que os pontos estão em projeto e, assim que os estudos técnicos forem concluídos, a prefeitura fará a apresentação formal do projeto para a sociedade.

Cidade pode ter protesto na área do Transporte

Estudantes ligados ao movimento ‘Passe Livre’ programam um protesto para o próximo dia 15, em São José dos Campos, contra o preço das passagens de ônibus. O movimento deve ser engrossado por motoristas e trabalhadores do transporte coletivo, insatisfeitos com o impasse nas negociações salariais da categoria. Os estudantes farão um ato público às 15h, no estacionamento do parque Santos Dumont, para tentar sensibilizar a população da cidade. A mobilização em São José é reflexo do movimento nacional feito pelos estudantes contra o aumento das passagens. Nas manifestações, houve depredação de veículos, pessoas presas e feridas.

No início do ano, a prefeitura aumentou em 17,86% a passagem, subindo de R$ 2,80 para R$ 3,30. Na semana passada, a prefeitura anunciou uma redução de R$ 0,10 a passagem a R$ 3,20 começa a vigorar no próximo sábado. “Estes R$ 0,10 não servem para nada”, disse a representante da Assembleia Nacional dos Estudantes Livres, Raissa Araújo. Ela disse que no ato de sábado será definida uma agenda de protestos contra o preço da passagem.

Já as negociações salariais entre as empresas e os trabalhadores no transporte coletivo de São José, Jacareí, Taubaté e Caçapava estão suspensas. Na reunião de anteontem, eles não conseguiram chegar a um acordo. Os motoristas reivindicam um aumento real de 9,5% sobre o piso salarial, que hoje é de R$2.117,75, e reajustes para o vale-refeição, convênio médico e PLR (Participação nos Lucros e Resultados).

As empresas oferecem reajuste de 7,16%, referente à correção do INPC do período de maio 2012 a 2013. “As empresas não querem avançar em nada”, disse o presidente do sindicato, José Roberto Gomes. Já o advogado da Avetep (Associação Valeparaibana das Empresas de Transporte), Victor Albuquerque Lima, disse que “a proposta é boa”. Se não chegarem a um acordo, pode haver novas paralisações, como aconteceu recentemente em Taubaté e Jacareí.

Bilhete Único é ampliado pela Prefeitura da cidade

Previsto no pacote de melhorias para o transporte público de São José dos Campos, o bilhete único será implantado no dia 27 de julho, data de aniversário dos 246 anos da cidade. A informação foi dada ontem pelo secretário da pasta, Wagner Balieiro, depois de receber o resultado da análise técnica da equipe de engenheiros que confirmou a viabilidade da integração total do sistema.

Com o cartão eletrônico em mãos, os usuários poderão a partir da data prometida pela prefeitura, integrar suas viagens utilizando qualquer linha disponível na cidade, em qualquer sentido pelo período de duas horas utilizando apenas o valor de uma passagem (R$ 3,20 a partir do próximo sábado, dia 15). A medida também beneficiará estudantes que hoje dependem de mais de um ônibus para se locomover para os colégios e universidades.

Ao todo 6,5 milhões de usuários mensal do transporte público aguardam a integração do sistema de cobrança de tarifa nas catracas dos 388 ônibus que operam em 101 linhas, que transportam 215 mil pessoas por dia. “O bilhete único em São José funcionará igual como são feitos em São Paulo e Guarulhos. Vamos disponibilizar o sistema a partir do dia do aniversário da cidade para toda a população, que poderá fazer integração das linhas sem custo”, disse a O VALE. A população não precisará fazer nenhum atualização dos cartões nos postos de recarga e não haverá necessidade de um recadastramento.

“A mudança será sentida apenas no benefício para as pessoas poderem ir e voltar descontando apenas uma passagem”, afirmou Balieiro, lembrando que a integração será oferecida apenas para quem tem o cartão eletrônico. Outra mudança que será feita a partir de um estudo ainda encomendado pela secretaria será a implantação de um sistema de reconhecimento facial dos usuários com o objetivo de diminuir a necessidade de recadastramento do idoso, que hoje precisa a cada dois anos renovar os dados do cartão. “A ideia também é diminuir ouso indevido dos cartões de benefício por outras pessoas.”

Para a recepcionista Silvana Eugênia dos Santos, 25 anos, a medida é positiva, porém aguarda com receio. “Existem tantas promessas. Vamos ver na prática, né? Mas será bom para quem precisa pegar mais de um ônibus por dia e tem que pagar R$ 6,60.”

Valor da Passagem tem redução na cidade

O preço da passagem de ônibus em São José dos Campos sofreu uma redução de R$ 0,10, passando de R$ 3,30 para R$ 3,20. A medida foi oficializada pelo prefeito Carlinhos Almeida (PT) hoje, por meio de decreto, e será válida a partir do dia 15 de junho. A redução é baseada na desoneração das tarifas do transporte coletivo urbano de todo o país, determinada pelo governo federal. As alíquotas de PIS e Cofins que incidem sobre o valor das passagens caíram de 3,65% para zero no último dia 1o.

Ontem, cinco cidades da região do ABC anunciaram reduções de tarifas. Em todas elas a passagem custava R$ 3,30. A redução do valor da tarifa ocorre quatro meses após o último reajuste, que entrou em vigor durante o feriado de Carnaval até então, a passagem custava R$ 2,80. O aumento de 17,86%, superior à inflação acumulada, fez com que São José passasse a ter uma das passagens de ônibus mais caras do Brasil. Na época, o governo federal já indicava a possibilidade de desonerar o transporte público como forma de conter o aumento da inflação.

O secretário de Transportes, Wagner Balieiro, admitiu ontem a realização de estudos sobre o tema, mas negou que qualquer decisão tenha sido tomada pelo governo. “Ainda estamos analisando essa questão”, afirmou. “Tudo ainda é muito precoce. Prefiro não comentar.” O reajuste da tarifa de ônibus gerou uma onda de protestos na cidade e foi alvo de uma ação da Defensoria Pública, que considerou ilegal a medida.

O órgão acusou a prefeitura de descumprir a Lei Orgânica do Município ao não submeter o tema previamente a um conselho com participação de membros da sociedade. A Justiça, no entanto, rejeitou o pedido da Defensoria, sustentando que a comunidade “teve oportunidade de participar da discussão da fixação da tarifa inicial de concessão, bem como dos critérios de revisão e reajuste que vieram a ser estabelecidos”.

A prefeitura argumentou na época que a passagem não sofria reajustes havia dois anos, o que abriria brecha para questionamentos das empresas na Justiça. O governo alegou também que o novo valor viabilizaria uma série de melhorias no sistema até o fim de 2013. Atualmente, três empresas exploram o transporte coletivo de São José: CS Brasil, Expresso Maringá do Vale e Saens Peña.

Juntas, elas operam em 101 linhas da cidade, com uma frota de 387 veículos. O diretor executivo da Avetep (Associação das Empresas de Transporte do Vale do Paraíba), Rubens Fernandes, foi procurado ontem, mas não quis comentar o assunto. A Secretaria de Transportes de São José dos Campos anunciou reajuste de 17,86% no preço da tarifa. O valor saltou de R$ 2,80 para R$ 3,30. O aumento gerou uma onda de protestos na cidade. Com o reajuste, São José passou a ter a passagem de ônibus mais cara do Brasil, ao lado de Campinas, Osasco, Santo André e São Bernardo do Campo.

O Ministério Público Estadual em São José abriu inquérito para apurar o aumento de 17,86% a partir de fevereiro. O reajuste concedido superou a inflação acumulada nos dois anos em que a tarifa permaneceu congelada, que foi de 12,72%. Com as reduções das taxas das alíquotas do PIS e Confins sobre o valor da passagem que caíram de 3,65% para zero, o prefeito Carlinhos Almeida (PT) apresentará a medida de redução do valor da passagem atual de R$ 3,30 para R$ 3,20.

Para a bancada do PSDB, a redução da tarifa poderia ser maior. Anteontem, a oposição protocolou projeto de lei que autoriza o prefeito a reduzir o valor para R$ 2,90. “Mesmo que seja R$ 3,20, o valor ainda é mais alto que em muitas capitais. Comparar a cidade com a capital para definir preço de passagem é irreal”, disse o vereador Fernando Petiti.