Segundo Balanço, Vans tem prejuizo de R$ 26 milhões

Relatório elaborado pelas empresas de ônibus de São José dos Campos aponta um prejuízo de pelo menos R$ 26,7 milhões causado pela atuação do transporte alternativo na cidade. O documento, encaminhado à Câmara no início do mês, traz um balanço financeiro das concessionárias. Atualmente, o transporte coletivo de São José é operado pelas empresas CS Brasil, Expresso Maringá do Vale e Viação Saens Peña. O suposto déficit causado pela atuação das vans se refere somente ao lote 3, operado pela Maringá única a mensurar esse impacto. O prejuízo teria sido acumulado entre julho de 2009 e novembro de 2012. As três empresas de ônibus pedem na Justiça o fim do transporte alternativo em São José, alegando que a atuação dos perueiros causa uma concorrência ilegal no sistema. Segundo as concessionárias, os contratos firmados com a prefeitura em 2008 dão a elas o direito à exclusividade na exploração do serviço.

A atuação dos perueiros é regulamentada por uma lei municipal de 1994. Hoje, 80 vans operam linhas. Não existem números oficiais sobre o número de passageiros transportados pelas vans em São José. No relatório enviado à Câmara, a Maringá cita “levantamentos” dando conta de que cada veículo transporta 300 passageiros ao dia. A empresa alega que 27 vans atuam em sua área de concessão, ‘retirando’ 8.100 passageiros dos ônibus. “Conforme estabelecido nos termos do edital de licitação, a Prefeitura de São José dos Campos assumiu explicitamente a obrigação de realocar os alternativos para serviços complementares, não concorrendo com os serviços delegados por meio do contrato de concessão. Tal obrigação não foi cumprida”, diz a Maringá.

Nenhuma das concessionárias se pronunciou sobre o assunto ontem. O secretário de Transportes, Wagner Balieiro, disse que a licitação feita pelo governo Eduardo Cury (PSDB) “não definiu qual seria o papel do transporte alternativo a partir dali”. “Os alternativos não foram incluídos nesse processo.” A ação contra os perueiros corre na 1o Vara da Fazenda. A prefeitura tem 60 dias para se manifestar.

A ação movida pelas empresas de ônibus pedindo o fim do transporte alternativo chegou a surpreender a prefeitura?
Isso era algo que poderia acontecer a qualquer momento. Já havia, inclusive, alertado os permissionários sobre isso em algumas reuniões que tivemos.

Por que isso já era esperado?
Na licitação feita em 2008, era fundamental definir qual seria o papel do transporte alternativo a partir dali, mas isso não ocorreu. Na época eu era vereador, e a bancada do PT apresentou uma emenda nesse sentido, mas ela acabou rejeitada. A licitação foi feita, as empresas vencedoras ganharam o direito de explorar o sistema e agora entraram com esse pedido na Justiça.

A prefeitura vai defender a atuação dos perueiros?
A prefeitura vai responder os questionamentos feitos e, depois, cumprir o que for decidido pela Justiça. Ela solicitou uma série de documentos, e a prefeitura tem 60 dias para se manifestar.

As vans vêm perdendo passageiros por conta de medidas determinadas pela prefeitura, como a implantação da bilhetagem eletrônica e, recentemente, a integração das linhas, que beneficiam apenas usuários dos ônibus. A administração tem interesse na permanência do transporte alternativo?
O fato de essas medidas beneficiarem apenas os usuários dos ônibus é reflexo da licitação feita em 2008. No momento em que alguma medida deveria ter sido tomada, isso não aconteceu. Os alternativos não foram colocados nesse processo.

A população corre o risco de ficar desassistida caso a Justiça decida retirar as vans de circulação?
Os usuários não serão prejudicados. Seja qual for a decisão da Justiça, eles terão o seu transporte garantido.

O transporte alternativo foi regulamentado em São José pelo governo PT em 1994. O que representaria para o partido uma eventual extinção do sistema?
O transporte alternativo reconhece todo o trabalho que o PT fez por ele, inclusive regulamentando a atividade.

Corredores de Ônibus geram preocupação a Vans Alternativas

A Secretaria dos Transportes de São José continua sem uma definição sobre a autorização das vans em usar as novas pistas exclusivas para os ônibus. A situação tem deixado os perueiros preocupados, uma vez que as novas faixas passam em frente a alguns dos principais pontos de ônibus da cidade. “A prefeitura ainda não nos informou se poderemos usar essas linhas. Nos disseram que estão estudando a possibilidade”, afirmou Fauze Conceição, presidente da Associação do Transporte Alternativo de São José.

No momento, o que tem dado maior dor de cabeça aos perueiros é a falta de catracas eletrônicas nas vans. A partir de hoje, quem tentar passar a roleta dos ônibus com passe de papel será barrado. Serão válidos apenas os cartões eletrônicos e pagamentos em dinheiro. Vans alternativas só aceitarão dinheiro. “Essa é uma discussão antiga. Desde a gestão anterior debatemos sobre a criação de catracas eletrônicas nas vans. A prefeitura nos disse que está vendo pode nos ajudar. Mas acho que a solução só vira em outubro. Se sobrevivermos até lá, quem sabe”.

Segundo ele, são, ao todo, 80 permissionários, 90 motoristas auxiliares inscritos e 160 cobradores. “A nossa renda já caiu em 50% quando tivemos de parar de aceitar passe. Imagina como será agora? Muitas famílias serão afetadas”, disse. Outra questão espinhosa se refere aos novos pontos de embarque, que estão sendo projetados pelo Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento). Nos moldes de Blumenau (SC), os pontos de ônibus serão completamente fechados.

Segundo informações da Secretaria de Transporte, as pessoas pagarão para entrar neles e, depois, poderão embarcar por todas as portas no ônibus. O objetivo será reduzir o tempo de embarque, que hoje, nos horários de pico, chega a 15 minutos nos pontos mais cheios. “A prefeitura terá de nos dar uma opção. Não sabemos se poderemos pegar passageiros neles também. Mas se não pudermos será preciso um plano B”, disse Fauze. Ainda segundo ele, uma reunião com todos os perueiros será agendada para que eles debatam opções acerca do novo ponto de embarque. “Queremos apresentar um projeto à prefeitura que também nos atenda”, afirmou.

A Secretaria de Transportes de São José informou em nota que os pontos estão em projeto e, assim que os estudos técnicos forem concluídos, a prefeitura fará a apresentação formal do projeto para a sociedade.

EMTU terá blitze para pegar vans irregulares na cidade

A EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) fará blitze na região, a partir da próxima semana, para apreender veículos irregulares que fazem o transporte de passageiros entre as cidades da Região Metropolitana do Vale do Paraíba. Ligada ao governo estadual, a EMTU assumiu ontem o gerenciamento do transporte intermunicipal de passageiros na RMVale, que até então era feito pela Artesp (Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo).

Dados da empresa mostram que cerca de 1.200 veículos fazem o transporte de passageiros na região pelo sistema de fretamento. Deste total, 700 seriam vans, das quais 560 seriam operadas por autônomos. A partir de agora, os autônomos não podem mais prestar serviço de transporte intermunicipal de passageiros na RMVale. A legislação aplicada pela EMTU exige que o serviço seja operado por empresa com, no mínimo, dois veículos na frota e que devem ter menos de 15 anos.

O Sintransvap (Sindicato das Pequenas e Médias Empresas e Autônomos de Transporte do Vale do paraíba) pediu ao Estado um período de pelo menos seis meses para os transportadores autônomos legalizarem o serviço. Segundo a EMTU, o prazo não será dado. “Há seis meses estamos nos reunindo com transportadores da região para explicar as novas regras. Infelizmente, o pessoal espera ter o veículo apreendido para se legalizar”, disse o gerente regional da EMTU, Antonio Carlos Gonçalves de Oliveira.

Segundo ele, a primeira blitz será feita com fiscais de São Paulo. Eles poderão apreender os veículos irregulares. Nas demais, com pessoal da EMTU na região, os transportadores serão notificados. “Espera-se que eles procurem rapidamente a regularização para não ter o serviço interrompido”, afirmou Oliveira.

O vice-presidente do Sintransvap, Sergio Luiz dos Santos, disse que os transportadores estão indignados. “É discriminação o que estão fazendo. São centenas de pais de famílias que terão o seu negócio prejudicado, sem contar os passageiros.” Santos disse que a categoria vai se mobilizar para ganhar um prazo de adaptação.

Melhorias.  Ontem, o presidente da EMTU, Joaquim Lopes, e o diretor de Gestão Operacional, Evandro Losacco, estiveram em São José, sede da unidade regional da empresa, para explicar as mudanças. “Os ônibus estarão padronizados até o meio do ano. Haverá melhorias para os passageiros”, disse Lopes.

O Vale

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Queda no número de passageiros em vans alternativas

Criado para complementar o sistema de ônibus na periferia da cidade, o transporte alternativo de São José dos Campos está à beira de um colapso. O problema é resultado da demora de mais de um ano da prefeitura em instalar nas vans o sistema de bilhetagem eletrônica que permite ao usuário pagar uma única passagem por um período de duas horas mesmo usando diferentes linhas.

A Secretaria de Transportes também decidiu proibir a venda do passe de papel que era a principal forma de pagamento dos usuários ao sistema de transporte alternativo. Hoje, quem pretende usar a van só pode pagar pela tarifa em dinheiro.

Sem o benefício do bilhete único e sem passe de papel, os passageiros foram obrigados a migrar para os ônibus que são mais lentos e tem uma abrangência de atendimento menor nos bairros da periferia. O pedido da categoria para ser incluída no sistema eletrônico de cobrança foi feito em abril do ano passado quando a prefeitura instalou o bilhete único em 100% das linhas de ônibus.

O reflexo é que os motoristas amargam hoje uma queda de 60% no faturamento e alguns colocaram até seus veículos à venda por não conseguirem pagar as prestações de compra. A queda é comprovada pelos números oficiais da prefeitura. Em abril de 2011, o transporte alternativo transportava 17 mil passageiros por mês. Hoje, ele atende cerca de 12.900 pessoas redução de 24%.

“Todos os dias escuto reclamação de passageiros, mas nossa parte já fizemos”, afirmou Pedro Macedo, 68 anos, motorista de Van há 18 anos. O prefeito de São José, Eduardo Cury (PSDB), chegou a prometer resolver o problema em agosto de 2011. Na época, a prefeitura informou que não havia como implantar o sistema porque os motoristas não tinham CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica).

O advogado dos motoristas, Lélio Nogueira, disse que o problema foi resolvido. “Atendemos todos os pedidos da prefeitura, não sei o que está faltando para resolver a questão”.

O Vale

Depois de Cartão Eletronico, Passageiros diminuiem em Vans

Motoristas de vans do transporte alternativo de São José afirmam ter perdido metade dos passageiros depois que o cartão eletrônico e a integração foram adotados nos ônibus e o passe de papel quase extinto, no final de 2011.

Sem integração com o sistema do cartão eletrônico, que permite ao passageiro pagar um único bilhete para usar várias linhas, as vans só recebem em dinheiro, o que afastou os usuários e impôs um prejuízo de 50% no faturamento do transporte.

Os motoristas afirmam que hoje só usa a van o passageiro ‘esporádico’, que paga em dinheiro por não ter o cartão. Por isso, há perueiros com dificuldade de pagar as prestações das vans, que custam até R$ 110 mil.

“Estou pensando seriamente em desistir do transporte alternativo na cidade. Não consigo pagar meu carro, que custou bem caro, e os usuário estão sumindo”, contou um dos transportadores, de 32 anos, que pediu para não ser identificado.

Passageiros do sistema de transporte também reclamaram. “Deixei de usar a van, que era bem útil para mim, quando passei a receber o vale-transporte no cartão”, contou a atendente Marilene Silva, 26 anos. Para resolver o problema, a Associação do Transporte Alternativo de São José está discutindo com a Secretaria de Transportes formas de integrar as vans ao sistema do cartão eletrônico.

Para Fauze Conceição, presidente da entidade, a única maneira de manter o serviço é integrá-lo ao sistema. “As pessoas andam em ônibus lotados quando as vans estão vazias por não conseguir receber no cartão. A nossa sobrevivência depende da integração.”

Em São José dos Campos, segundo a Secretaria de Transportes, 80 vans circulam em 16 linhas definidas pela pasta, atendendo por volta de 20 mil usuários por dia. Segundo o vereador Dilermando Dié (PSDB), que acompanha a negociação entre a prefeitura e os perueiros, uma nova reunião será realizada na próxima semana para discutir a possibilidade de integração.

“Serão escolhidas 10 vans para um projeto piloto do uso do cartão eletrônico no transporte alternativo. Estou otimista e satisfeito com a negociação”, afirmou Dié. Em nota, a Secretaria de Transportes informou que um software apresentado pela associação está sendo avaliado pelo setor de tecnologia do consórcio que reúne as empresas que operam o transporte público na cidade. O programa precisa ser compatível com o que é utilizado no sistema de cartão eletrônico. Sobre a integração, a pasta disse que “não há prazo para o processo ser implementado”.

O Vale

Prefeitura começam a usar vans adaptadas na cidade

O transporte público de São José dos Campos passa a contar a partir desta terça-feira (10) com 15 novas vans adaptadas para atender pessoas com deficiência. Cada veículo tem capacidade para três cadeirantes. Os novos carros facilitarão o agendamento e a logística do serviço prestado desde 2000 na cidade.

Cada van tem um sistema de comunicação via rádio e também GPS (Sistema Global de Posicionamento via satélite). A partir desses dados e das informações de cadastro dos usuários, um software irá organizar a demanda pelo sistema, otimizando o atendimento. O programa está em fase de ajustes.

Os veículos são equipados com plataforma elétrica, porém, caso haja alguma falha, a plataforma pode ser usada manualmente. Para operar as vans, os motoristas passaram por treinamento com a empresa que instalou as rampas e com a equipe da Assessoria de Políticas para Pessoas com Deficiência da Prefeitura.

Atualmente as vans realizam cerca de 3 mil atendimentos por mês aos 1.724 usuários cadastrados. O serviço é destinado exclusivamente às pessoas com deficiência motora, mental e/ou múltipla severa, temporária ou permanente, que se encontram impossibilitadas de utilizar o transporte coletivo urbano em atividades diárias ou eventuais.

O atendimento nesses casos é gratuito sendo necessário que a pessoa faça um credenciamento junto a Secretaria de Transportes. Todos os usuários têm direito a um acompanhante. Para se cadastrar o portador de deficiência ou seu responsável deverá comparecer ao Acesso Livre , que fica no Terminal Urbano Central. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone 3925-2106.

Prefeitura Municipal

Camelódromo e Vans

São José dos Campos vai ter um final de ano decisivo. A meta da prefeitura é solucionar neste semestre alguns dos principais gargalos da cidade, que geram dúvida e, principalmente, reclamações entre os moradores.

Segundo o prefeito Eduardo Cury (PSDB), a ofensiva inclui uma solução para a inclusão das vans no sistema de transporte público integrado, a criação de um espaço exclusivo para abrigar os ambulantes e a conclusão dos prédios da Argon para comercialização em programas habitacionais.

As declarações foram dadas como resposta aos leitores de O VALE Robson Siqueira, do Alto da Ponte, João Bosco Prisco da Cunha, da Vila Ema, e Vicente Marins, da Vila São Paulo, respectivamente.

Em entrevista de comemoração aos 244 anos de São José dos Campos, celebrado na próxima quarta-feira, Cury respondeu a 17 perguntas de moradores enviadas para a Redação. O objetivo do jornal foi cumprir o seu principal papel de ser um fórum de debates, estabelecendo um diálogo direto entre os eleitores e o prefeito.

A direção da Redação selecionou 17 perguntas, que abrangem o maior número de interessados, para serem publicada nessa reportagem. A prefeitura entretanto aceitou responder todas as questões.

Em uma entrevista que misturou temas polêmicos, de serviço e de governo, Cury disse que o Pinheirinho é uma grande injustiça e que vai começar a asfaltar os corredores dos bairros clandestinos (são 94).

Ele afirmou ainda que a prefeitura não tem obrigação de manter um hospital de atendimentos de alta e média complexidade como o HM e que negocia a vinda de novas faculdades públicas, inclusive internacionais, para São José.

O Vale