Compras pela Internet será mais segura para consumidores

O Plano Nacional de Consumo e Cidadania (Planec), lançado há 20 dias pelo Governo Federal, vai ampliar os mecanismos de defesa e fortalecer a fiscalização nas relações entre compradores e vendedores. Em São José dos Campos, o Procon está preparado para aplicar as novas regras, que entram em vigor em 60 dias.

A advogada e diretora do Procon de São José dos Campos, Aparecida Borges, destaca a regulamentação do comércio eletrônico. “As reclamações sobre compras pela internet ainda são muito comuns, especialmente falta de entrega e entrega fora do prazo, produto enviado diferente do adquirido, produtos com defeitos e a própria insatisfação com o produto”.

Pelo Decreto 7.962/2013, o Governo Federal regulamentou a venda por internet proporcionando maior segurança aos consumidores. Um levantamento no Procon de São José, entre janeiro e março deste ano, colocou o site Americanas.com no topo das mais reclamadas, com 26 queixas, seguida pelo Mercado Livre, com 9 reclamações, todas referentes à não entrega do produto adquirido.

“O consumidor que se sentir lesado pode se dirigir ao Procon levando o documento que comprove que a compra foi efetuada e seus documentos pessoais (RG e CPF) ou registrar suas reclamações de compra via internet diretamente no site da Fundação Procon”, afirmou a advogada.

Dicas ANTES de comprar pela internet:

  • levantar se o site tem endereço fixo e se dispõe de telefone de contato;
  • conferir o CNPJ da empresa no site da Receita Federal;
  • verificar se algum conhecido já adquiriu produtos pelo site;
  • consultar o site da Fundação Procon São Paulo para ver se há reclamações contra a empresa que está oferecendo o produto.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 08/04/2013

Policiais Militares pedem ajuda da Câmara da cidade

A Polícia Militar entregou aos vereadores de São José dos Campos na noite da última terça-feira, um pacote de sugestões para melhorar a segurança pública na cidade. Das propostas feitas pela PM, a principal visa fechar o cerco aos bailes funk irregulares, onde carros usam som alto para animar festas durante a madrugada.

Além de pedirem uma punição mais severa para quem fere o direito ao sossego público, os policiais sugeriram um parceria entre PM e prefeitura na fiscalização de trânsito, hoje restrita aos ‘marronzinhos’. O apoio dos vereadores à Operação Atividade Delegada, um convênio firmado entre as prefeituras e a Secretaria da Segurança Pública, que permite aos policiais militares desempenharem suas funções nos dias de folgas, também foi tratado na reunião com o Legislativo.

Em São José, o projeto de lei que autoriza o convênio já foi aprovado, mas a prefeitura não se mostrou interessada em levar a parceria adiante. Na reunião, que foi solicitada pela PM, os policiais sugeriram mudanças no projeto de lei da vereadora Angela Guadagnin (PT), que trata da preservação ao sossego público na cidade.

O projeto, apresentado em 2009, foi rejeitado à época. Agora, a PM quer que ele seja readequado aos problemas atuais e levado para votação em plenário novamente. “O projeto da vereadora Angela é bem detalhado quanto ao problema, mas ele não contempla o barulho em veículos. Queremos ter autonomia para aplicar multa e apreender os carros com som alto. Hoje, a população nos liga e, quando vamos ao local, não podemos fazer muita coisa”, explicou o tenente coronel Takao Ikeda.

A vereadora Angela Guadagnin disse que vai estudar as sugestões da PM e, em no máximo 15 dias, apresentará o projeto de lei novamente. “No governo anterior, nenhum dos meus projetos era aprovado. Esse projeto contra a poluição sonora é muito bem fundamentado e, agora, a polícia ofereceu sugestões. Vamos analisar e apresentar de novo”, disse a vereadora.

Com relação à fiscalização de trânsito, os policiais sugeriram a autorização para um convênio com prefeitura, para que seja possível fiscalizar irregularidades no trânsito, como estacionamento em locais proibidos. Um prática corriqueira durante a realização dos bailes. “Quando se para o carro em frente a uma garagem, a PM não pode autuar. O Código Brasileiro de Trânsito diz que a fiscalização cabe à prefeitura. Mas o código autoriza o Poder Executivo a firmar um convênio. Bastaria delegar essa função à PM”, disse Ikeda.

Os vereadores pediram que os policiais militares explicassem como funcionaria a Atividade Delegada. Pelo projeto de lei aprovado na Câmara, cada policial ganharia R$ 19,08 por hora. A carga horária não pode passar de oito horas. Os PM sugerem que o valor seja de R$ 21.

O Vale

Publicado em: 04/04/2013

Programa de Segurança é implementado nas escolas

A Prefeitura implantou um plano de segurança comunitária nas escolas municipais de São José dos Campos. O programa Escolas Seguras, coordenado pela Guarda Civil Municipal (GCM), é uma forma de coibir atos de violência e reduzir o uso e o tráfico de drogas nos colégios. O principal objetivo é promover a segurança da comunidade escolar.

O efetivo da GCM, designado para esta ação, atua em todas as unidades municipais e no entorno dos colégios onde há maior índice de violência e prática de condutas ilícitas, inclusive dentro das escolas. Nestes locais foi constada a presença do narcotráfico, levando a Guarda a implantar medidas preventivas contra o uso e tráfico de drogas, mediante policiamento comunitário e apoio tático, articulado com videomonitoramento e inteligência da Guarda Civil.

“Os Guardas Civis foram treinados para usar o diálogo como ferramenta de abordagem. Eles utilizam a mediação para a solução de conflitos existentes nas comunidades, inclusive para a tomada de decisões, visando construir uma cultura de paz, não só para os alunos, mas também para diretores, professores, servidores e pais”, disse a comandante da Guarda.

Ela afirma que este programa será prioridade em seu comando e tem como meta diminuir os índices de violência nas escolas já nos primeiros cem dias do programa. “A meta é reduzir em 50% as ocorrências de agressões e atos de violência, as ações de danos contra o patrimônio público, o uso de drogas e as ações do narcotráfico”, afirmou.

Foram selecionados guardas com perfil adequado para relações pedagógicas com os estudantes. No momento, 35 deles estão atuando no programa Escolas Seguras, que inclui 13 viaturas, duas delas com apoio tático com guarnição reforçada, e dez motocicletas. A ação dos guardas civis neste programa é realizada das 6h às 23h, de segunda a sexta-feira.

Prefeitura Municipal

Estado está com carência de PMs por toda a região

Reforço no efetivo da Polícia Civil e reuniões bimestrais de prestação de contas estão entre as prioridades definidas pela Secretaria de Segurança Pública para combater a criminalidade, que foi recorde no Vale do Paraíba no ano passado com 449 pessoas assassinadas.

As medidas foram anunciadas ontem pelo Secretário de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, após reunião com representantes das polícias Civil, Militar e Científica da região realizada na Câmara de São José. O quadro de escrivães e investigadores do Deinter-1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior) está com uma defasagem em torno de 30%, o que representa cerca de 420 homens de um total de 1.400.

Isto reflete diretamente, por exemplo, nos indicadores de esclarecimento de homicídios dolosos (com intenção de matar). Apenas as delegacias de Cruzeiro e Taubaté, das seis seccionais da região superaram o índice de 50% no ano passado. “É um índice considerado aceitável para a situação atual. Nossa Polícia Civil está envelhecida, com uma média de idade de 48 anos. Precisamos formar pelo menos 3.000 policiais por ano para recomposição de algumas delegacias”, disse o delegado-geral da Polícia Civil, Luiz Maurício Blazeck, que acompanhou o secretário na reunião, assim como o comandante geral da PM no Estado, coronel Benedito Roberto Meira.

Concursos para o preenchimento dessas vagas já estão em andamento.  O pedido de aumento do efetivo foi reforçado pelo diretor do Deinter-1, João Barbosa Filho. “É necessário pelo menos 30% a mais, mas se recebermos 15%, conseguiremos um equilíbrio entre o bom trabalho e bons resultados”, afirmou Barbosa Filho.

Para o comandante geral da PM, o efetivo da corporação no Vale, formado por 3.359 homens e mulheres, é um dos melhores no Estado. “É um número muito bom e significativo. A região tem um déficit de menos de 49 policiais. Tem policiais suficientes para trabalhar.”

Meira negou que a frota da região esteja sucateada. De acordo com ele, existem no Vale 181 viaturas em operação, o que representa 26% da frota da PM em todo Estado. “Também estamos estudando maneiras para que o efetivo seja aproveitado ao máximo.”

O presidente do sindicato dos delegados de São Paulo, George Melão, critica as ações do Estado. De acordo com ele, a RM Vale cresce cada vez mais e não são apresentados projetos relacionados à Segurança Pública a longo prazo. Para Melão, o número de policiais civis e militares é insuficiente. “Muitos policiais estão se aposentando e os concursos não estão acompanhado. A relação do quadro de policiais civis é de 1994, faltam mais de 6.000 em todo o Estado”, disse.

“O Vale está na rota do tráfico e armas e drogas. Isso acarreta em um serviço de policiamento judiciário mais eficaz. Vemos quadrilhas transitando livremente pela região. É preciso investir em inteligência e evitar a troca de comandos para que os projetos possam dar resultados”, afirmou.

O Vale

Publicado em: 20/02/2013

Representantes de Cooperativas participam de curso na cidade

Até esta quinta-feira (31), representantes da Cooperativa Futura de São José dos Campos participam de um curso de “Saúde e Segurança do Trabalho”, ministrado por técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop).

Com duração de 16 horas, o curso teve início na terça-feira (29), reunindo 22 cooperados que trabalham dentro do galpão da cooperativa, divididos em duas turmas, manhã e tarde.

O curso é um cumprimento à norma de responsabilidade social estabelecida pela certificação internacional SA 8000/2008. Em fevereiro, a cooperativa passará por uma auditoria e a realização de cursos de qualificação para os cooperados é uma das exigências.

Atualmente, a cooperativa tem 138 cooperados. Cerca de 40 deles trabalham no galpão central. Os demais nos 11 PEVs (Postos de Entrega Voluntária) espalhados por toda a cidade, de acordo com convênio firmado junto à Secretaria de Serviços Municipais (SSM). Em dezembro, a cooperativa assumiu a administração de mais quatro PEVs, localizados na Vila Jaci, Martins Pereira, Dom Pedro 2º e Residencial Gazzo.

A cooperativa de materiais recicláveis tem o apoio da Prefeitura, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (SDS).

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 31/01/2013

Em reunião, taxistas cobram mais segurança na cidade

Representantes do Sindicato dos Taxistas de São José participam hoje às 19h de uma reunião na Câmara com vereadores e o comando das polícias Civil e Militar para discutir medidas de combate à onda de violência que atinge a categoria. Entre os dias 4 e 10 de janeiro, foram registrados nove casos de assalto a taxistas. “Geralmente acontecia um assalto por semana”, disse Carlos Avelar, presidente do sindicato.

Na reunião de hoje, Avelar disse que vai cobrar mais abordagens em táxis durante o período noturno e a madrugada. “O problema é que a PM não tem o costume de abordar taxistas. Isso pode inibir os bandidos”, disse. “Vamos cobrar das polícias soluções para esses problemas que têm afetado a categoria”, disse o vereador Rogério Cyborg (PV).

Por meio de nota, a PM respondeu que já houve uma reunião com representantes da categoria no final de 2012 e que, desde esse período, já tem intensificado a atenção aos motoristas. “Com base nas informações colhidas junto aos taxistas, foram adotadas providências para a intensificação policiamento. Também estão sendo realizadas abordagens nesses veículos, visando aumentar a segurança de condutores e passageiros”, informou a nota.

O diretor do Deinter 1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), João Barbosa Filho, também confirmou presença na reunião e disse que vai sugerir que os taxistas instalem equipamentos de alerta nos veículos em caso de assaltos. “Mas reforço que é importante também que sejam feitos os boletins de ocorrência dos crimes. ”

A série de crimes contra taxistas de São José começou no dia 4 de janeiro. Na maioria dos casos, os bandidos se fingiriam de passageiros e anunciariam o assalto ao chegar a um local afastado. Em um dos casos o motorista chegou a ser esfaqueado por um dos bandidos quando tentou fugir do local. Em outro, o veículo foi queimado pelos bandidos. Os motoristas destas duas ocorrências estão se recuperando.

Segundo o sindicato, os locais mais visados pelos criminosos são os pontos que atendem 24 horas, como os da rodoviária, trevo do DCTA e praça matriz, no centro. Atualmente, a cidade conta com uma frota de 385 taxistas distribuídos em 40 pontos.

O Vale

Publicado em: 16/01/2013

Rotina do Comércio do centro muda no final de ano

A cinco dias para o Natal, o consumidor da região vai enfrentar uma verdadeira maratona atrás dos presentes. As compras devem ser impulsionadas a partir de hoje também em razão do pagamento da segunda parcela do décimo terceiro salário.

Aqueles que ainda não garantiram seus presentes, devem se apressar. De hoje até segunda-feira, são esperadas cerca de 300 mil pessoas por dia no comércio de rua de São José e Taubaté. Alguns produtos como brinquedos já estão em falta nas lojas, como peças de vestuário de determinados tamanhos e cores.

“A boneca que estou procurando não consegui encontrar aqui no centro de São José. Isso está uma loucura”, disse a comerciante Elaine Baltazar, 35 anos. Para atender àqueles que deixaram para fazer compras na última hora, o comércio continua com horário estendido até a véspera do Natal.

Quem opta por sair de casa de carro precisa ter paciência e disposto a pagar para conseguir estacionar no centro de São José. O movimento nos estacionamentos aumentou 100% nessa época do ano. Além disso, alguns locais pesquisados estão cobrando mais caro dos clientes.

“Está um absurdo, muito caro. E não é só isso, está difícil de achar vaga na cidade”, disse a cabeleireira Rita de Cássia Floriano, 52 anos. A média, cobrada pelos estacionamentos, varia de R$ 3 a R$ 4 a hora. E em cada hora a mais são cobrados mais R$ 3.

Quem não gosta de tumulto deve evitar sair após às 14h. Até esse horário, o movimento no comércio de rua e nos shoppings da região é mais calmo. A estudante Helen Magalhães de Souza Argentino, 20 anos, foi às compras mais cedo e conseguiu fugir das filas. “Vim mais cedo para evitar tumulto. Sei que depois tem fila para ser atendida, fila para pagar, fila para tudo”, disse ela.

A presidente da Acit (Associação Comercial e Industrial de Taubaté), Sandra Morales, ainda acrescenta. “É bom se antecipar para não correr o risco de ficar sem o produto escolhido. O risco é maior”.  Até o dia 24, são esperadas 1,5 milhão de pessoas nos shoppings da região. Somente pelo Vale Sul Shopping devem passar pelos corredores 500 mil consumidores. O Taubaté Shopping espera entre 200 e 300 mil clientes. Já o CenterVale Shopping, alugou um terreno externo para o carro dos funcionários, aumentando assim o número de vagas. O Via Vale Garden, Shopping Centro, Buriti Shopping Guará e Jacareí Shopping completam os números.

O Vale

Publicado em: 20/12/2012

Creche em Santana requer obras de melhorias na cidade

Para impedir o fechamento da creche Maria Izabel, localizada no bairro Santana, a Prefeitura de São José ofereceu ajuda para que seja realizada uma reforma emergencial no local. Em uma reunião realizada na última segunda-feira, a Secretaria de Educação se comprometeu a doar o material para os reparos necessários no prédio.

“No início do mês ficamos sabendo da decisão das irmãs de fechar a creche. Elas alegaram problemas estruturais no local. Desde então, estamos tentando reverter o quadro ou resolver a questão da melhor forma possível”, afirmou Sueli Amaral, chefe da Divisão da Educação Infantil. A creche que existe desde de 1951, passou a ser conveniada da prefeitura em 2006. O contrato com o paço terminaria em agosto de 2013.

Pais de alunos fizeram ontem pela manhã uma manifestação em frente a creche e um abaixo-assinado para a manutenção do local. “Tivemos a participação de cerca de 30 pessoas. Hoje, uma comissão composta por quatro mães fará uma reunião com as irmãs. Esperamos que elas voltem atrás da decisão”, afirmou encarregada contábil Ana Cláudia dos Santos, 29 anos, mãe de duas meninas que estudam na creche.

Em outubro, a creche foi aberta para matrículas e rematrículas. Ao todo, são 92 vagas, todas preenchidas.
“Queremos que a creche funcione, ao menos, até 2013. Nesse tempo, conseguiremos nos programar para matricular as crianças em outro lugar para 2014”, disse Ana Cláudia.

Para ajudar a resolver a questão, está havendo um esforço coletivo. Além da prefeitura, o vereador eleito Carlinhos Tiaca também tem participado das reuniões. “As irmãs tem prestado um excelente serviço. Nós vereadores, a prefeitura e o prefeito eleito Carlinhos Almeida estamos procurando uma alternativa para resolver a questão”, afirmou Tiaca. “Evidentemente, a atual administração foi pega de surpresa, não é culpa dela o fechamento da creche”.

Em nota, o Instituto das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada afirmou que está analisando a proposta da Secretaria de Educação e, se pronunciará quando tiver um posicionamento. A creche é a única de Santana. Caso permaneça fechada, a Prefeitura estuda a possibilidade de remanejar os alunos.

O Vale

Publicado em: 12/12/2012

Segurança Pública quer restringir ‘saidinha’ de fim de ano

O secretário de Estado da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, defende mudanças nas regras para tornar mais rígida a concessão da saída temporária de presos em datas especiais. No final deste ano, provavelmente após o dia 20 de dezembro, cerca de 20 mil presos em todo Estado devem ser beneficiados com a saída temporária de Natal.

No Vale do Paraíba, o número deve ser o mesmo da saída do Dia das Crianças, em outubro, quando 1.768 detentos deixaram as unidades prisionais. O benefício é previsto na Lei de Execução Penal e concedido a detentos com bom comportamento e que cumprem pena no regime semiaberto, que é menos rígido e permite que o apenado deixe a unidade para trabalhar.

Para Grella, embora o Estado não possa negar a saída temporária, em razão da lei federal, pode discutir medidas para torná-la mais criteriosa. “Esse é um benefício que decorre da legislação federal e o governo do Estado não tem como legislar e não tem como interferir diretamente”, disse.

“Mas é um problema e há manifestações de setores da segurança e do Judiciário pedindo uma rigidez maior no tocante à concessão dessas saídas, para que não ocorram da maneira como vêm acontecendo”, afirmou Grella. Uma das sugestões que ele deverá discutir nesta semana com o secretário de Estado da Administração Penitenciária, Lourival Gomes, conforme adiantou a O VALE, em entrevista exclusiva na última sexta-feira, é a de um possível escalonamento no benefício.

“Podemos pensar em fazer de maneira escalonada ou tornar mais rigoroso o controle de quem terá o benefício.” Em razão da onda de ataques que vem sofrendo o Estado, com recrudescimento dos crimes a partir de setembro, promotores do Ministério Público da capital se posicionaram contrários à saída temporária nas festas de final de ano.

Segundo Pedro Juliotti, promotor de Execuções Criminais, a situação de tensão e violência preocupa e exige uma medida pontual, além de a saída temporária ferir o processo de ressocialização. “A maior parte dos presos do semiaberto deixa a unidade para trabalhar. Portanto, a saída temporária pode ser suspensa nesse momento. Colocar 20 mil presos ao mesmo tempo nas ruas é preocupante.”

Juliotti informou que os pedidos para suspensão do benefício têm sido feitos, há cerca de 10 dias, de maneira individual, no processo de cada detento. Mas os juízes não têm deferido o pedido do MP. “Vamos continuar tentando sensibilizar os juízes. Uma hora eles terão que ceder”, disse. No Vale do Paraíba, em razão da condição de maior tranquilidade do que na capital, os promotores do MP concordam com a saída temporária.

Em média, segundo estatísticas do próprio governo estadual, em torno de 5% dos presos beneficiados com saídas temporárias não voltam para as unidades. Ao longo do ano, eles têm direito a cinco saídas temporárias de até sete dias cada, que costumam ser concedidas em datas comemorativas, como Natal, Páscoa e Dia das Mães, dos Pais e das Crianças.

Quem não voltar depois do prazo é considerado foragido e perde o benefício do regime semiaberto se for recapturado. Em outubro deste ano, 21 presos de Tremembé foram detidos pela Polícia Militar duas horas após deixarem a unidade. Eles estavam consumindo bebidas alcoólicas e maconha, o que é proibido.

Jenis de Andrade, coordenador do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional na região, admite ser a saída temporária um direito do detento, mas pede que ela se torne mais rigorosa. Ele concorda com a divisão dos beneficiados. “Pode-se sair em grupos”, disse.

O Vale

Publicado em: 04/12/2012

Equipamentos reforçam segurança de condominio

Com as falhas de segurança mostradas na onda de assaltos a condomínios, o mercado de segurança aposta na oferta de equipamentos com alta tecnologia. No Urbanova, região oeste de São José, os moradores do Altos da Serra 2 se anteciparam aos problemas da unidade 1, invadida em agosto, e irão implantar um sistema de segurança que une sensores de detecção por infravermelho em conjunto com câmeras de vídeo.

Os sensores criam uma espécie de cerca invisível pelo perímetro e captam quaisquer pessoas ou objetos que atravessem por ela. A central de monitoramento é informada imediatamente da invasão e, simultaneamente, o sistema aciona as câmeras que são direcionadas para o local.

Inaugurado em 2011 e atualmente com 52 casas, o condomínio Chácara Serimbura, um dos mais nobres de São José, está investindo R$ 1,5 milhão para implantar o controle total do perímetro com transmissão de dados por fibra ótica. “A segurança em um condomínio precisa ter um norte e começar com planejamento. A infraestrutura precisa ser pensada para ser segura desde a construção”, afirmou Jarbas Lacerda de Lima, presidente da associação de moradores do condomínio.

O Vale