Atividade Delegada começa nesta segunda no centro e na zona sul

A partir de segunda-feira (2), inicia-se em São José dos Campos a Atividade Delegada, resultante do convênio firmado entre a Prefeitura e a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Pelo acordo, policiais militares em horário de folga vão trabalhar nas ruas da cidade, ampliando a segurança da população.

O convênio prevê a atuação de 23 policiais trabalhando oito horas por dia, até às 23h. Devido ao aumento do movimento no comércio nesta época do ano, a Prefeitura optou por dobrar para 46 o número de PMs designados para a atuar no mês de dezembro, retornando para quantidade inicial a partir de janeiro do ano que vem.

Em reunião há dez dias, a Comissão Inspetora da Atividade Delegada, formada por representantes do Estado e do Município, definiu que o efetivo empregado atuará nas regiões sul e central, nos períodos da tarde e da noite. O pagamento da gratificação será calculado com base no serviço prestado nos dias de folga e varia de R$ 20,03 a R$ 26,71 nas horas trabalhadas.

Mesmo com superlotação, Vale rejeita novos CDPs

O que é considerado por muitos uma solução para a superlotação dos CDPs (Centros de Detenção Provisória) esbarra na rejeição de prefeitos da Região Metropolitana do Vale do Paraíba. O plano de construir duas novas unidades na região para desafogar os centros quo já existem não é bem vista por governantes de Jacareí e de municípios situados no Vale Histórico. A superlotação dos CDPs é uma discussão antiga e recorrente. Segundo números da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado, a unidade de São José dos Campos, que tem capacidade para receber 512 pessoas, hoje está com uma população de 1.635 presos. Em Taubaté, a situação não é muito diferente, pois são 2.151 presos para um presídio que tem capacidade de receber 768 pessoas.

A unidade de Caraguatatuba também tem a capacidade de comportar 768 detentos, mas atualmente está com 1.375 pessoas. Uma das soluções encontradas por deputados estaduais da região seria a construção de dois novos CDPs, um na região do Vale Histórico e outro para Jacareí ou Santa Branca. A ideia, porém, não é vista com bons olhos pelos governos das cidades. O VALE tentou contato com os prefeitos de Jacareí, Santa Branca, Lorena, Queluz e Canas mas não obteve resposta. Para Ana Karin de Andrade (PR), prefeita de Cruzeiro e presidente do Codivap (Consórcio de Desenvolvimento Integrado do Vale do Paraíba), as cidades da região do Vale Histórico temem perder investimentos de empresários e turistas.

“As cidades pequenas têm como principal ponto forte os empresários que investem aqui e no turismo. E, infelizmente, existe uma certa rejeição quanto a essa questão de presídios e CDPs”, afirmou Ana Karin. Para o deputado estadual Marco Aurélio de Souza (PT), a rejeição dos prefeitos acontece porque “a contrapartida do Estado não é satisfatória”. “Muitos prefeitos já conversaram comigo e disseram que o que o Estado dá para as cidades não é suficiente tendo em vista o impacto que eles recebem com essas unidades”, disse o deputado. O prefeito de Potim, Benito Carlos Thomaz (PMN), classificou justamente o impacto causado na cidade com sendo o principal temor dos governantes no Estado.

Em 2002, foram construídas duas penitenciárias na cidade. À época, Thomaz organizou abaixo-assinado para tentar impedir a construção das unidades prisionais. “O Estado não investiu nada na cidade. A única coisa feita foi a pavimentação da estrada que liga o centro à penitenciária. Fora isso, mais nada”, revelou o prefeito, que também comentou o aumento da população da cidade. “Tivemos um aumento de 45% na população, de 2002 para cá. É muita coisa para uma cidade como a nossa.” A polêmica da rejeição dos CDPs nas cidades da região poderia ter um fim caso o Estado usasse sua autonomia para a escolha. Essa é a opinião do deputado estadual Padre Afonso Lobato (PV).

Para ele, o Estado pode escolher onde podem ser construídas novas unidades. “O Estado tem sim essa autonomia. Mas acho que seria importante fazer um estudo para saber de onde vêm esses presos. Porque não adianta nada construir um CDP em cidades do Vale Histórico, sendo que a minoria dos presos é de lá”, afirmou Lobato. O deputado também afirmou que os conceitos nessa área estão invertidos, pois o Estado não investe na prevenção e sim no aprisionamento. “Precisamos urgentemente construir novas unidades para desafogar as que já existem aqui na região. Só que também é importante investir na prevenção dos crimes, o que não está acontecendo”, disse.

FONTE: Bruno Castilho – O Vale

Antigo bingo é usado como ‘cracolândia’ em São José

Um prédio abandonado na avenida Nelson D’Ávila, na região central de São José, virou ponto de consumo de drogas e moradia para os usuários. Hoje, cerca de dez pessoas vivem no local, incluindo uma grávida. A construção abrigava um antigo bingo, que foi desativado há quatro anos. Nos últimos dias, pessoas que passam pelo local têm observado movimentação intensa de usuários de drogas, que transformaram o prédio em uma ‘cracolândia’. Atualmente, o local funciona como um estacionamento informal, já que várias pessoas deixam seus carros na área do prédio. O frentista Elvis Freire, que tem 20 anos e trabalha em um posto de gasolina em frente ao prédio, é um dos motoristas que utiliza o local para estacionar o carro. Ele relata que quase teve o veículo roubado.

“Eu estava trabalhando aqui quando vi uma pessoa mexendo no meu carro. Fui ver o que era e ele estava tentando quebrar o vidro. E não foi só comigo que aconteceu isso”, afirmou Freire. O frentista disse também que existe um boato de que o prédio seria demolido para a criação de um hotel. A informação, por enquanto, não passa mesmo de um boato. “Faz algum tempo que escuto isso, mas até agora nada aconteceu.” O vendedor Erick da Silva, 26 anos, trabalha em uma loja de pneus que fica ao lado da construção. Ele disse que até o momento os usuários não causaram problemas para os clientes. “Estamos funcionando há uma semana e eles só entraram aqui para pedir água. Aí eles entram aqui, pegam a água e saem”, disse.

tentou conversar com os usuários de drogas que vivem no antigo bingo, mas eles não aceitaram. Sem novidade. Este não é o único ponto de consumo de drogas na região central de São José dos Campos. Na edição de ontem, O VALE mostrou a situação da rua Major Antônio Domingues, localizada próxima ao Banhado. Ali, moradores e comerciantes convivem diariamente com usuários. Outros locais conhecidos por receber usuários de drogas são o Viaduto Raquel Marcondes, fechado pela prefeitura, e o córrego da avenida Fundo do Vale, próximo ao Paço.

Guarda Civil terá acesso ao sistema nacional de segurança

A Guarda Civil Municipal (GCM) terá acesso ao banco de dados da Rede Nacional de Integração de Informações de Segurança e Fiscalização (Infoseg).  A lei, sancionada pelo prefeito municipal, autoriza a Prefeitura, por meio da Secretaria Especial de Defesa do Cidadão, a firmar convênio de cooperação técnica com a União por intermédio da Secretaria Nacional de Segurança Pública.

O Infoseg, considerado o maior sistema de informações de segurança pública do país, reúne informações nacionais sobre inquéritos, processos, armas de fogo, veículos, condutores, mandados de prisão entre outros dados de segurança. Este acesso vai facilitar e agilizar o trabalho da Guarda Municipal nas ocorrências diárias.

“No momento da averiguação, a viatura faz contato via rádio com a nossa central de comunicação no COI (Centro de Operações Integradas) e realiza a consulta com base no documento de RG ou na placa do veículo”, disse a comandante da GCM, Maria dos Milagres Araújo de Farias. O sistema vai prevenir, em tempo real, ações de criminosos contra pessoas e patrimônios público ou privado, mantendo um contato direto com todas as viaturas, identificando-as, e, ao mesmo tempo, gravando todas as operações de monitoramento e despacho de ocorrências.

“Esta conquista não é só da Guarda, mas de toda cidade, que receberá melhor qualidade nos serviços prestados na área de segurança”, afirmou o secretário de Defesa do Cidadão. Para a execução do convênio, previsto para estar ativo até o fim de novembro, a Prefeitura não precisou dispor de recursos financeiros, cabendo apenas aplicação da verba prevista em orçamento.

Guarda Civil usa teatro para falar de segurança com estudantes

O Programa Escolas Seguras, desenvolvido pela Guarda Civil Municipal (GCM), ampliou a abrangência e agora atende também as creches e escolas de educação infantis da Prefeitura de São José dos Campos. A ideia partiu dos próprios guardas envolvidos no projeto que, para dialogar sobre segurança com os pequenos, fizeram uma apresentação teatral lúdica usando fantoches. A primeira experiência foi no Instituto Materno Infantil (IMI) Nei Maroca Veneziani, no Alto da Ponte, em agosto. Nesta nova etapa do programa, o grupo, formado por oito guardas, já esteve também na IMI Benedito Carvalho dos Santos, no Paço Municipal, falando para cerca de 150 crianças, com idades entre 0 e 5 anos e no Centro de Integração da Pessoa com Deficiência (Integra).

“Nossa proposta é acompanhar estas crianças no desenvolvimento escolar desde pequenas até a conclusão do ensino médio, para que cresçam sabendo que o guarda é uma figura amiga, que está na escola para protegê-las e gerar segurança”, disse um dos idealizadores deste projeto nas creches, inspetor Paulo Reis. Para a diretora da creche do Paço, Claudia Cristina Paes de Carvalho, houve grande interação das crianças com os guardas. “As crianças prestaram muita atenção e ficaram interessadas. Penso que este projeto poderá colher muitos frutos, buscando a melhoria da qualidade da educação e cidadania de nossos alunos.”

O Programa Escolas Seguras determina a proximidade da Guarda Civil Municipal com a comunidade escolar, que inclui não só alunos e professores, mas também os pais e funcionários do colégio. Desde fevereiro deste ano, quando o projeto foi implantado, 35 guardas estão atuando diariamente nas Escolas Municipais de Ensino Fundamental (EMEF). A proposta da Guarda é atender todas as unidades. Os pedidos de palestras ou mesmo a presença do efetivo da Guarda nas escolas municipais podem ser encaminhados para o comando da GCM. Mais informações pelo telefone 3901-2434.

Primeira cidade que o Papa irá visitar será São José

O avião do papa Francisco pode fazer uma escala no aeroporto de São José dos Campos antes de o pontífice ir rezar missa em Aparecida, na próxima quarta-feira, por questões de segurança. Uma reunião no DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), em São José, na segunda-feira, vai decidir se o pontífice irá desembarcar de avião na cidade, para depois ir de helicóptero até Aparecida. O Vaticano havia informado inicialmente que o pontífice faria o trajeto entre o Rio e Aparecida de helicóptero, sem escalas. Por conta da possibilidade de desembarque do avião do papa em São José, o expediente do DCTA foi suspenso pelo comando da Aeronáutica na próxima quarta-feira.

A informação oficial do Vaticano é que o papa venha em um voo comercial da Itália para o Rio de Janeiro e desembarque no aeroporto Antonio Carlos Jobim, na tarde da próxima segunda-feira. Ele será recepcionado pela presidente Dilma Rousseff. No dia 23, o pontífice fica no Rio, sem agenda pública, e faz apenas atendimentos privados. Na manhã do dia 24, a princípio, o papa iria do Rio para Aparecida de helicóptero. O VALE apurou que esse roteiro pode mudar por questões de segurança, em razão de a viagem de avião ser mais rápida e com menos risco para o pontífice e sua comitiva, formada por 40 pessoas. Se o Vaticano confirmar a mudança, o papa Francisco irá descer de avião no aeroporto de São José e tomar um helicóptero para Aparecida, voltando no final da tarde, quando embarcará de volta para o Rio.

O público não deve ter acesso ao papa em São José. Também não haverá expediente de trabalho no DCTA na próxima quarta-feira. Ontem, O VALE tentou contato com lideranças religiosas do Vale, mas ninguém quis comentar a a possibilidade de mudança, em razão de não haver informação oficial sobre o roteiro definitivo. O reitor do Santuário Nacional, padre Domingos Sávio da Silva, disse que “todas as questões de segurança serão obedecidas, para que a visita do papa seja revestida de total tranquilidade”. Na Basílica, segundo ele, o papa deverá desembarcar por volta das 9h30 de quarta-feira. Serão necessários três helicópteros para trazer o pontífice e toda a sua comitiva. A expectativa do Santuário Nacional de Aparecida é de que a missa atraia cerca de 200 mil pessoas.

A principal preocupação das equipes de segurança é com a realização de protestos violentos durante a visita do papa a Aparecida. No Rio, segundo informações do governo federal, manifestantes serão impedidos de entrar nos locais onde o papa se dirigirá aos jovens, como na missa campal. Um bloqueio será feito pelas Forças Armadas. Sobre possíveis manifestações no Santuário, o padre Domingos Sávio disse que “é o preço da democracia”. Mas ele prefere que os protestos não ocorram. “Gostaríamos que não acontecesse, para não macular a imagem de tranquilidade durante a visita”.

A operação de segurança para a visita do papa Francisco a Aparecida, na próxima quarta-feira, contará com 2.000 militares do Exército Brasileiro, recrutados da área de abrangência da 12ª Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel), de Caçapava. O efetivo ainda será reforçados de policiais militares e civis, agentes da Polícia Federal, homens dos bombeiros e das Forças Armadas, podendo chegar a cerca de 3.000 pessoas. Segundo o comandante do Exército na região, general de brigada William Georges Felippe Abrahão, os militares usarão 220 viaturas e quatro helicópteros do Cavex (Comando de Aviação do Exército), de Taubaté. Um deles será equipado com o ‘Olho de Águia’, câmera que transmitirá imagens em tempo real. Trata-se de uma operação de guerra, embora seja motivada por uma ação de paz. “Esperamos que todos tenham apenas o espírito de fé e que não haja nenhum problema na visita do papa, que é um evento muito importante para os católicos”, disse Abrahão.

Estradas. Na via Dutra, a Polícia Rodoviária Federal terá reforço em todos os acessos a Aparecida, que serão direcionados ônibus e carros entrarão por acessos diferentes. A concessionária NovaDutra interrompeu ontem as obras de modernização do viaduto no km 67,2 da via Dutra, na pista sentido Rio de Janeiro, que fica na divisa entre Guaratinguetá e Aparecida. O tráfego, que fluía apenas pela faixa da esquerda, passou a ocupar as duas faixas de rolamento. As obras serão retomadas no final de julho.

O quarto que o papa Francisco vai ocupar no Seminário Bom Jesus, em Aparecida, passa por uma reforma de manutenção. O cômodo é o mesmo usado pelo então papa Bento 16, quando esteve na região, em 2007. Francisco deve descansar no quarto, que tem uma cama, armário, banheiro e uma mesa. Tudo simples, de cores suaves e decoração ‘franciscana’.

Taxistas da cidade exigem mais segurança da Prefeitura

Após a uma onda de assaltos que vitimou 67 taxistas de São José dos Campos no primeiro semestre deste ano, o sindicato regional da categoria cobra mais da Polícia Militar mais segurança em torno dos pontos. O número foi divulgado ontem pelo presidente da entidade, Carlos Avelar, após a cidade registrar em menos de uma semana três assaltos no Jardim Augusta, Vila Industrial e Santana, nas regiões central, leste e norte da cidade, respectivamente.

Os dois últimos casos de violência a taxistas na cidade aconteceram anteontem. Os bandidos, após anunciarem os assaltos, levaram pertences pessoais e dinheiro, além de tê-los feitos reféns por quase uma hora. Segundo Avelar, os assaltos registrados no período quase ultrapassam o total de ocorrências contabilizadas no ano passado, quando 73 motoristas foram vítimas de ações criminosas.

“É um número assustador para a cidade e muitos casos não são levados para a polícia por medo de represálias por parte dos bandidos”, disse o presidente da entidade. Na tentativa de frear a onda de assaltos, o sindicato além de pedir mais policiamento nas regiões próximas aos pontos, tem investido em campanhas de conscientiza-ção conversando pessoalmente com os profissionais sobre medidas que podem ser tomadas no dia a dia da atividade.

Entre as sugestões estão o aprimoramento da linguagem ‘secreta’ utilizada por eles quando estão passando ou suspeitam algo errado que está para acontecer dentro do carro, evitar pegar passageiros em atitudes suspeitas e evitar embarcar pessoas fora de seus pontos, entre outros. “Outro ponto importante é não reagir o assalto como o taxista da semana passada que foi abordado por dois homens armados e jogou o carro contra dois policiais de motos que passavam ao lado”, disse.

O motorista Raymundo Gonçalves, 62 anos, trabalha como taxista em São José há 23 anos. Para ele, a violência nas ruas dobrou nos últimos cinco anos. “Já fui assaltado duas vezes e desde então fiquei mais esperto. Quando desconfio de um passageiro, nem paro.” A Polícia Militar informou que neste ano foram registrados 12 casos a taxistas em São José. “Não estamos dizendo que as outras não ocorreram, mas informando que precisamos destas informações para se fazer um planejamento”, disse o capitão Antero Baraldo. A PM informou ainda que para taxistas em bloqueios.

Prefeitura realiza obras de Travessias na cidade

Dentro de um pacote que prevê melhorias viárias para São José dos Campos, a Prefeitura inicia nesta segunda-feira (3) a construção de 12 travessias elevadas. Os locais beneficiados são o distrito de Eugênio de Melo e os bairros Jardim Cerejeiras, Residencial Ribeira, Vila Tatetuba, Altos de Santana, Santana, Campo dos Alemães, satélite, Parque Industrial, Interlagos e Residencial Gazzo.

Também conhecidas como lombofaixas, as travessias elevadas têm a função de conter a velocidade dos veículos e proporcionar aos pedestres mais segurança na hora de atravessar a rua. As obras serão executadas pela Urbam e não vão interferir no trânsito nessas áreas.

Os primeiros cinco locais

  •     Rua Simião da Mata (em frente da creche), Campo dos Alemães
  •     Rua Juazeiro com Rua Icatu, Parque Industrial
  •     Rua Antares com Rua Pégaso, Satélite
  •     Rua 23 de Dezembro com Rua 19 de Fevereiro (em frente do poliesportivo), Cerejeiras
  •     Rua Valter Dellu (em frente do Instituto Materno-Infantil Dimeia Maria Ferreira Diniz), Campo dos Alemães

 

Prefeitura Municipal de São José dos Campos

Policias da cidade conta com a tecnologia para Segurança

Feriado de 1º de maio, quarta-feira, 11h40. O Copom (Comando de Operações da Polícia Militar), em São José dos Campos, atende uma chamada de emergência sobre um acidente envolvendo um carro e um caminhão no Jardim Santa Inês, na zona leste da cidade. Cerca de 10 minutos após acionar o 190, uma viatura chega ao local para prestar o atendimento. A resposta com a presença da PM ocorreu graças à tecnologia e à inteligência empregadas na comunicação do CPI-1 (Comando de Policiamento do Interior 1), com os policiais das 39 cidades da RMVale.

O VALE embarca com você nesta viagem para desvendar o setor de inteligência da comunicação da PM. O Copom atende cerca de 186 mil ligações por mês, uma média de 6.200 pedidos de socorro por todo o Vale do Paraíba e Litoral Norte. Do total de contatos, 21% são trotes, um velho problema enfrentado pela corporação, que tem uma média diária de 1.240 ‘atendimentos perdidos’.

Por meio da chamada 190, podem ser despachadas viaturas do serviço de rádio patrulhamento, policiamento ambiental, rodoviário, bombeiros e ronda escolar. As chamadas são registradas em pontos de atendimento e enviadas para o setor de despachos de viaturas, segundo o chefe do Copom, capitão Arlindo Soares Henrique da Silva Júnior.

“Os policiais são treinados para atender no mais breve tempo e obter informações detalhadas sobre a emergência. Em algumas situações, somente com as orientações dos atendentes, vidas podem ser salvas. Temos casos de crianças que tiveram suas vidas salvas graças à orientação passada aos pais durante o socorro que antecedeu a chegada da viatura do bombeiro”, disse o capitão. Só em abril, segundo ele, foram dois casos de engasgamento de crianças resolvidos pelo Copom por telefone.

Toda a comunicação é gravada para o controle de procedimentos. Atualmente são 130 policiais que atuam no processo de atendimento e despacho das viaturas da PM. “O nosso Copom foi o primeiro a ser regionalizado no interior, o que resultou no retorno de cerca de 200 policiais militares para o policiamento das 39 cidades. Seguimos os padrões da capital”, disse Silva Junior.

O despacho das viaturas e o atendimento são feitos pelo sistema de rádio comunicação. Além disso, o sistema permite o acompanhamento e o deslocamento de 100% da frota, por meio do equipamento TDM (Terminal Móvel de Dados), os tablets, que permitem pesquisar os bancos de dados da PM sobre veículos, armas e pessoas.

Todo esse serviço, em São José dos Campos, é complementado ainda pelo videomonitoramento transmitido diretamente pelo COI (Centro de Operações Integradas), da Secretaria de Defesa do Cidadão. “A tecnologia tornou-se parte integrante da atividade policial deixando-a mais rápida, segura e eficiente, certificada pelo ISO 9001:2008 nos idiomas inglês e português”, afirmou o capitão Silva Júnior, lembrando os 2 milhões de pedidos de socorro registrados em 2012.

A frota da Guarda Civil Municipal de São José já está circulando com um tablet acoplado ao painel dos veículos. Com isso, as 34 viaturas têm agora equipamentos ligados ao COI, o que dará mais segurança e rapidez no atendimento das ocorrências. Os tablets serão monitorados por um telão, segundo a Secretaria de Defesa do Cidadão. O policiamento ostensivo de bicicletas e motocicletas também utiliza o Terminal Portátil de Dados, que permite identificar a localização exata do soldado, auxiliando-o em caso da necessidade de apoio. “Todo esse sistema de atendimento fornece ao gestor de segurança pública indicadores para a administração operacional da PM”, disse o capitão da PM, Antero Baraldo.

O Vale

Publicado em: 20/05/2013

Condutores Escolares recebem formação de Segurança

O Núcleo de Educação para o Trânsito (Educatrânsito) ministrou o primeiro curso de formação para os novos condutores de transporte escolar. O evento, realizado no sábado (4), teve a participação de 42 motoristas e a presença do Secretário de Transportes.

Quem participou das aulas teve a oportunidade de conhecer a nova legislação municipal que normatiza o transporte escolar, além de ter informações sobre prevenção de acidentes. Todos os integrantes passaram por uma avaliação e foram aprovados na atividade.

As aulas integram um dos procedimentos necessários para a retirada do alvará de autorização para a condução do transporte escolar. Além do curso, os interessados em obter o alvará devem se adequar às normas previstas na Lei 8.923/13 e na portaria 05/SMT/13.  Os próximos cursos serão agendados pela Secretaria de Transportes de acordo com a demanda de solicitação de novos alvarás.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 07/05/2013