Taxistas da cidade exigem mais segurança da Prefeitura

Após a uma onda de assaltos que vitimou 67 taxistas de São José dos Campos no primeiro semestre deste ano, o sindicato regional da categoria cobra mais da Polícia Militar mais segurança em torno dos pontos. O número foi divulgado ontem pelo presidente da entidade, Carlos Avelar, após a cidade registrar em menos de uma semana três assaltos no Jardim Augusta, Vila Industrial e Santana, nas regiões central, leste e norte da cidade, respectivamente.

Os dois últimos casos de violência a taxistas na cidade aconteceram anteontem. Os bandidos, após anunciarem os assaltos, levaram pertences pessoais e dinheiro, além de tê-los feitos reféns por quase uma hora. Segundo Avelar, os assaltos registrados no período quase ultrapassam o total de ocorrências contabilizadas no ano passado, quando 73 motoristas foram vítimas de ações criminosas.

“É um número assustador para a cidade e muitos casos não são levados para a polícia por medo de represálias por parte dos bandidos”, disse o presidente da entidade. Na tentativa de frear a onda de assaltos, o sindicato além de pedir mais policiamento nas regiões próximas aos pontos, tem investido em campanhas de conscientiza-ção conversando pessoalmente com os profissionais sobre medidas que podem ser tomadas no dia a dia da atividade.

Entre as sugestões estão o aprimoramento da linguagem ‘secreta’ utilizada por eles quando estão passando ou suspeitam algo errado que está para acontecer dentro do carro, evitar pegar passageiros em atitudes suspeitas e evitar embarcar pessoas fora de seus pontos, entre outros. “Outro ponto importante é não reagir o assalto como o taxista da semana passada que foi abordado por dois homens armados e jogou o carro contra dois policiais de motos que passavam ao lado”, disse.

O motorista Raymundo Gonçalves, 62 anos, trabalha como taxista em São José há 23 anos. Para ele, a violência nas ruas dobrou nos últimos cinco anos. “Já fui assaltado duas vezes e desde então fiquei mais esperto. Quando desconfio de um passageiro, nem paro.” A Polícia Militar informou que neste ano foram registrados 12 casos a taxistas em São José. “Não estamos dizendo que as outras não ocorreram, mas informando que precisamos destas informações para se fazer um planejamento”, disse o capitão Antero Baraldo. A PM informou ainda que para taxistas em bloqueios.

Em reunião, taxistas cobram mais segurança na cidade

Representantes do Sindicato dos Taxistas de São José participam hoje às 19h de uma reunião na Câmara com vereadores e o comando das polícias Civil e Militar para discutir medidas de combate à onda de violência que atinge a categoria. Entre os dias 4 e 10 de janeiro, foram registrados nove casos de assalto a taxistas. “Geralmente acontecia um assalto por semana”, disse Carlos Avelar, presidente do sindicato.

Na reunião de hoje, Avelar disse que vai cobrar mais abordagens em táxis durante o período noturno e a madrugada. “O problema é que a PM não tem o costume de abordar taxistas. Isso pode inibir os bandidos”, disse. “Vamos cobrar das polícias soluções para esses problemas que têm afetado a categoria”, disse o vereador Rogério Cyborg (PV).

Por meio de nota, a PM respondeu que já houve uma reunião com representantes da categoria no final de 2012 e que, desde esse período, já tem intensificado a atenção aos motoristas. “Com base nas informações colhidas junto aos taxistas, foram adotadas providências para a intensificação policiamento. Também estão sendo realizadas abordagens nesses veículos, visando aumentar a segurança de condutores e passageiros”, informou a nota.

O diretor do Deinter 1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), João Barbosa Filho, também confirmou presença na reunião e disse que vai sugerir que os taxistas instalem equipamentos de alerta nos veículos em caso de assaltos. “Mas reforço que é importante também que sejam feitos os boletins de ocorrência dos crimes. ”

A série de crimes contra taxistas de São José começou no dia 4 de janeiro. Na maioria dos casos, os bandidos se fingiriam de passageiros e anunciariam o assalto ao chegar a um local afastado. Em um dos casos o motorista chegou a ser esfaqueado por um dos bandidos quando tentou fugir do local. Em outro, o veículo foi queimado pelos bandidos. Os motoristas destas duas ocorrências estão se recuperando.

Segundo o sindicato, os locais mais visados pelos criminosos são os pontos que atendem 24 horas, como os da rodoviária, trevo do DCTA e praça matriz, no centro. Atualmente, a cidade conta com uma frota de 385 taxistas distribuídos em 40 pontos.

O Vale

Publicado em: 16/01/2013