Após 2 anos, Gripe Suína volta a matar na região

Duas pessoas morreram em São José dos Campos por complicações decorrentes da gripe suína nos últimos 30 dias. Uma delas morava na cidade, que registra três casos confirmados da doença. Há ainda dois casos em Taubaté e um em Jacareí, mas sem mortes.

Familiares da comerciante Maria Francisca Maciel Almeida, 49 anos, que morreu em 6 de julho na Santa Casa de São José, só receberam anteontem o resultado dos exames que confirmaram a gripe suína, que é causada pelo vírus Influenza A H1N1.

Eles não descartam processar a instituição por falta de orientação sobre a gripe. A publicitária Thailize Maciel Almeida, 23 anos, que contraiu o vírus e é filha da comerciante, disse que foi atendida na Santa Casa e liberada para participar do velório e enterro da mãe, mesmo estando doente e tendo contato com outras pessoas.

“Eu acabei sarando da gripe naturalmente, mas poderia ter tido complicações como a minha mãe. Não recebi a medicação adequada”, afirmou ela. Procurada por O VALE, por meio da assessoria de imprensa, a direção da Santa Casa não se pronunciou sobre o assunto.

Vindo de Blumenau (SC) para São José a negócios, no final de maio, o empresário Cláudio Roberto Tesche, 56 anos, acabou piorando da gripe e foi internado no Hospital Santos Dumont, em São José, no dia 31 de maio. Ele morreu na madrugada de 24 de junho por insuficiência renal e falência múltipla dos órgãos, ocasionadas pela gripe suína.

Segundo familiares, Tesche contraiu a gripe suína em Blumenau, cidade que já contabiliza 12 mortes. Em todo país, segundo o Ministério da Saúde, já são 148 óbitos neste ano. Na avaliação de profissionais da saúde, a falta de casos na região nos últimos dois anos prejudicou a prevenção da doença.

Para eles, os moradores ‘baixaram a guarda’ para o problema depois que se ‘esqueceram’ da epidemia de 2009, que registrou mais de 100 casos e 7 mortes nas três principais cidades do Vale. “Nem todo mundo tomou a vacina nos últimos dois anos e, por isso, parte da população continua vulnerável ao vírus”, disse Cláudia Bonafé, coordenadora da Vigilância Epidemiológica de São José.

Na campanha de vacinação contra a gripe suína, deflagrada entre maio e junho, a Secretaria de Saúde de São José imunizou 88,4% do público-alvo idosos, crianças, gestantes e profissionais da saúde. Doses da vacina continuam disponíveis nas 40 UBSs (Unidade Básica de Saúde) apenas para os grupos de risco.

De lá para cá, surto da doença nas regiões Sudeste e Sul do país provocou uma corrida atrás da vacina em clínicas particulares, que não têm mais estoques. O pico da fabricação passou e não se sabe quando haverá doses disponíveis.

O Vale

Temperatura continua baixa até quinta-feira na região

O frio que castiga a região desde sábado vai continuar pelo menos até quinta-feira, segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). O final de semana registrou as menores temperaturas do ano na região. Sábado foi o dia mais frio do ano. Campos do Jordão registrou mínima de -0,2ºC. Em São José dos Campos, os termômetros marcaram 6ºC e em Taubaté 5,6ºC.

Ontem, a chuva deu continuidade ao frio e obrigou as pessoas a saírem de casa bem agasalhadas. Campos teve mínima de 7,3ºC. A menor temperatura em São José ficou em 12ºC e em Taubaté foi de 8,2ºC. Além do frio, os moradores do Vale do Paraíba precisarão encarar mais chuva, hoje. A previsão é de muitas nuvens e chuvas ao longo do dia.

Em São José dos Campos, a temperatura varia entre 14ºC e 16ºC. Em Campos do Jordão, a mínima será de 9ºC e a máxima de 12ºC. E em Caraguatatuba, os termômetros devem marcar 14ºC e 20ºC. Para amanhã, a previsão é de mais chuva e tempo encoberto. As máximas não passam de 20ºC em São José, de 15º em Campos e de 21º em Caraguá.

As mínimas devem ficar em 12ºC em São José, 6ºC em Campos e 15ºC em Caraguá. O sol reaparece quinta-feira e a chuva volta domingo. O frio interfere na rotina das pessoas na região. O vendedor de salgados Lázaro Hermo, 68 anos, trabalha na rua e muito bem agasalhado, até a cabeça fica protegida.

“Eu acordo às 3h para preparar os lanches, me cubro todo pra conseguir aguentar o frio”, disse. Para Lázaro, o frio tem um lado positivo. Ele vende mais seus podutos. Principalmente as bebidas quentes. “A parte boa desse frio é que as pessoas comem mais. Eu vendo bastante chocolate quente também”, afirmou.

O porteiro André da Silva, 46 anos, não gosta muito do frio. Ele disse que nessa época é sempre difícil ir trabalhar. “Como eu vou de moto para o trabalho fica muito frio. Preferia vir de carro, mas como só tenho moto, preciso enfrentar o frio”, disse André.

O Vale

Prefeitura instalava mais duas academias ao ar livre

Os moradores da zona norte recebem neste sábado (23) duas novas academias ao ar livre. Os equipamentos serão entregues nos bairros Vila Sinhá e Vila Esmeralda, às 9h, e já integram o programa Cidade em Movimento. Com essas academias, São José dos Campos chega a 65 instaladas em todas as regiões da cidade.

Na Vila Sinhá, a academia será entregue na Praça Luiz Soares dos Santos, onde também serão instalados equipamentos para Pessoas com Deficiência. Na Vila Esmeralda a academia ficará na Praça Armando Sales de Oliveira. Na semana passada, os moradores do Jardim Imperial, na região sul da cidade, também receberam equipamentos na Praça Otávio Del Nero.

Desde o início em 2010, o Cidade em Movimento já realizou mais de um milhão de atendimentos. O programa disponibiliza profissionais de educação física para orientar os usuários sobre as formas de melhorar a qualidade de vida com o uso dos equipamentos. As atividades monitoradas e as aulas de alongamento são de segunda a sexta-feira, das 7h às 10h e das 17h às 20h, e aos sábados das 7h às 10h.

São José dos Campos é a cidade do estado de São Paulo com o maior número de academias monitoradas do Estado. Com o total de 65 academias entregues, a região leste conta com 19 academias instaladas, seguida pela sul com 15, norte com 11, central oito, leste-centro sete e oeste cinco.

Prefeitura de São José

Região tem crescimento na exportação no Vale

O saldo acumulado da exportação subiu nos primeiros cinco meses deste ano nas principais cidades da região São José dos Campos, Taubaté e Jacareí. Os dados foram disponibilizados ontem pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

De acordo com os números, as exportações de São José aumentaram 18% de janeiro a maio em relação ao mesmo período do ano passado, com volume total acumulado de US$ 2,25 bilhões. O montante garantiu à cidade um novo posto no ranking nacional das exportações, saindo do 7º e alcançado a 6ª colocação. Taubaté, ocupa a 41ª e Jacareí está em 154ª.

O balanço mostra ainda que a exportação em Taubaté subiu 12% este ano e atingiu até maio o acumulado de US$ 513 milhões. Em Jacareí, o aumento foi de 5,9% com acumulado de US$ 22 milhões. Segundo os dados, o principal produto exportado por São José são as aeronaves da Embraer, principalmente os jatos executivos, considerados aeronaves de pequeno porte. A fabricante de aviões foi responsável este ano por 63% das exportações da cidade.

Em Taubaté, a parcela mais significativa dos produtos exportados é formada por carros da Volkswagen e motores fabricados pela Ford. Em Jacareí, os principais produtos exportados, segundo o levantamento do governo federal, são as peças de aeronaves das fornecedoras da Embraer.

A Prefeitura de São José informou que maio o volume exportado pela cidade foi de US$ 502,4 milhões. O secretário de Desenvolvimento Econômico, José de Mello Corrêa, afirmou que o balanço é positivo e mostra que as empresas da cidade estão em um bom momento.

“Se for analisado a valorização do dólar perante ao real, o aumento das exportações é ainda mais significativo e chega próximo aos 40%”, afirmou. Segundo ele, o dólar em maio de 2001 estava cotado em R$ 1,53, contra R$ 2,03 este ano. A prefeitura informou ainda que se considerado o ranking nacional dos exportadores de produtos industrializados, São José ocupa desde setembro de 2011 a segunda posição.

O Vale

Rankign aponta seis cidade da região com o melhor ensino

Um levantamento do movimento ‘Todos Pela Educação” coloca a rede municipal de ensino de 6 das 39 cidades da região na ‘elite’ dos melhores do país. Segundo o estudo, as redes com melhores desempenho no Vale são Arapeí, Campos do Jordão, Lagoinha, Roseira, São Bento do Sapucaí e Taubaté.

O mapeamento mostra que essas cidades fazem parte de um grupo de 334 municípios brasileiros que atingiram todas as metas intermediárias de aprendizagem previstas para o 5º e 9º ano do ensino fundamental.

As metas avaliam a quantidade de alunos com aprendizagem considerada adequada para a sua série escolar. A avaliação foi feita com base nos indicadores da Prova Brasil, realizada desde 2005 a cada dois anos pelo governo federal, em língua portuguesa e matemática.

“Se essas cidades mantiverem este mesmo ritmo de resultado nos próximos anos, são grandes as chances de atingirem a Meta 3 final”, informou por nota a entidade. A Meta 3, definida pela própria ONG (organização não-governamental), determina que até 2022, ano do bicentenário da Independência, a qualidade da educação no Brasil seja semelhante a dos países desenvolvidos, com 70% dos alunos com aprendizagem adequada a série.

Avaliação. As prefeituras das cidades da região que atingiram as metas previstas informaram que o investimento no professor deve ser a principal causa do bom desempenho.

“Temos um forte trabalho de formação continuada do professor e temos um sistema apostilado que garante ao aluno acompanhar o conteúdo mesmo se mudar de escola”, afirmou Márcia Gonzalo, coordenadora pedagógica da Prefeitura de Taubaté.

O prefeito de Lagoinha, José Sérgio de Campos (DEM), afirmou que ampliou os investimentos com cursos de preparatórios de professores. “Os professores são dedicados e têm realizado uma série de cursos custeados pela prefeitura, inclusive aos finais de semana”, afirmou. Representantes das demais cidades do grupo não foram localizados ontem para comentar o assunto. Cada cidade tem uma meta específica determinada com base no desempenho histórico.

O Vale

Em meio a Campanha, Cidades pensam em implantar Delegacias

Em meio à mobilização que a campanha O Vale pela Paz tem promovido nas cidades do Vale, as câmaras têm se movimentado para criar leis que ajudem no combate à violência. Nos três maiores municípios da região, os vereadores querem agilizar a instalação da atividade delegada, em que os policiais militares são autorizados a fazer hora extra na segurança municipal mediante pagamento das prefeituras à PM.

Em Jacareí, o projeto de lei que regulamenta a atividade delegada está sob análise do setor jurídico da câmara e objetivo é acelerar votação. “Esta é uma alternativa para que possamos dar nossa contrapartida, enquanto Câmara, para a segurança pública em nossa cidade. Esse projeto de lei está passando pelo departamento jurídico”, disse o presidente da Casa, Itamar Alves (PDT).

Em São José, o presidente da Câmara, Juvenil Silvério (PSDB), também tem cobrado mais agilidade para instalação do ‘bico oficial’ da PM. “A lei já está aprovada, mas ainda não foi fechado um convênio entre prefeitura e Polícia Militar. Nesta quinta-feira, a Câmara vai indicar três vereadores para integrar um conselho que vai tratar exclusivamente desta parceria. Esperamos que seja agilizado.”

Em Taubaté, a lei da atividade Delegada também já foi aprovada, mas ainda não entrou em vigor. “Acho que a prefeitura não age em cima do mapa da violência que está disponível. Investe em cultura e educação, mas não em segurança. A Atividade Delegada está em um impasse na prefeitura”, disse o vereador Antonio Mário Ortiz (PSD), primeiro vice-presidente da Câmara de Taubaté.

Representantes das prefeituras de São José e de Taubaté não foram localizados após as 19h de ontem para comentar o assunto. Como propostas das câmaras para a segurança pública, os vereadores citaram projetos que proíbem o uso de celular em bancos e obrigam as agências a ter câmeras de monitoramento.

Reivindicada por diversos setores da sociedade, a lei do fecha-bar, que prevê fechamento dos bares durante as madrugas, não está entre as prioridade de votação dos vereadores de São José, Taubaté e Jacareí. “Basta uma fiscalização da prefeitura e da PM. Seria um retrocesso”, disse Mário Ortiz.

As adesões à campanha ‘O Vale pela Paz’ continuam em alta durante a última semana do projeto. O Comus (Conselho Municipal de Saúde) de São José dos Campos manifestou o apoio à causa. Em nota, assinada pela presidente Meire Ghilarducci, o colegiado informou que apoia integralmente a iniciativa e que classifica a violência como uma questão de saúde pública, uma vez que o setor de saúde está diretamente ligado aos resultados da violência.

A Câmara de Cachoeira Paulista também manifestou apoio à campanha. Em nota, o Legislativo parabeniza a iniciativa, se coloca à disposição para recolher assinaturas para a campanha e classifica como preocupante a violência na região. O texto também ressalta que fazem parte da realidade da Câmara pedidos constantes de ampliação do efetivo policial ao Estado.

No último domingo, o Quinteto de Sopros da Orquestra Sinfônica de São José se apresentou no Parque Vicentina Aranha e fez referência à cruzada pela paz. No mesmo dia, jogadores do Atlético Joseense e do Manhiqueira, times da região que disputam a quarta divisão do Campeonato Paulista, fizeram o gesto da campanha antes de jogo no estádio Martins Pereira, em São José.

O Vale

Cidades da região tem chances de receber melhorias pela Copa

Enquanto os estádios para a Copa do Mundo de 2014 seguem o processo de construção e reformas, paralelo a isso outras cidades buscam uma forma de participar do Mundial oferecendo suas estruturas como centros de treinamento para as seleções participantes do torneio.

No Vale do Paraíba, São José dos Campos, Caraguatatuba, Campos do Jordão e Guaratinguetá sonham em fazer parte do catálogo da Fifa, que será lançado no final de julho com uma lista de cidades credenciadas para receber equipes.

Na última sexta-feira, durante visita à obra do estádio Itaquerão, o vice-presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, que é de Taubaté, ressaltou as qualidades da região e destacou São José dos Campos.

“Geograficamente, com certeza (tem chances). E a vontade de pleitear um centro de treinamento também. Acho importante lutar para a gente receber a Copa no Vale”, disse. “São José tem muitas chances, sim e recursos atraentes, pois já tem uma tradição de investimentos em esportes.

O basquete (vice-campeão brasileiro) é um exemplo disso. E tem um secretário de Esportes muito atuante”, afirmou o mandatário da Federação, que representou o presidente Marco Polo Del Nero na visita do presidente da CBF, José Maria Marin, ao estádio do Corinthians.

O diretor de operações do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo, Ricardo Trade, já visitou 240 cidades em todo o Brasil e, segundo ele, 59 serão escolhidas para integrar o catálogo da Fifa, que será divulgado no final de julho.

“Quem tiver boas condições vai entrar no catálogo. Mas isso não significa que a cidade será um centro de treinamento da Copa. Vai depender se as seleções vão escolher”, disse Trade. Sobre o Vale do Paraíba, ele afirma que é difícil fazer uma análise individual. “Conheço o interior paulista e sei que tem uma estrutura muito boa”, afirmou o dirigente.

São José tem três locais para servir de CT . A Copa do Mundo vai trazer a oportunidade para participar de perto do evento, como trabalhador voluntário. Até o dia 30 deste mês, a Fifa vai divulgar em seu site todas as informações do Programa Oficial de Voluntários para o Mundial brasileiro no site da entidade.

E o trabalho começa já no ano que vem, na Copa das Confederações. Para participar, é necessário fazer a inscrição no site da Fifa, participar do processo seletivo e acompanhar todas as notícias que serão divulgadas ao longo dos meses.

“As pessoas vão sendo qualificadas ao longo do tempo. Depois, várias etapas se seguem, desde inserir os voluntários no mundo da Copa, pois muitos viram o evento pela televisão, mas não sabem como funciona a estrutura, até treiná-los”, disse o gerente de voluntariado do Comitê Organizador Local (COL) da Copa, Rodrigo Hermida, ao Portal Oficial da Copa-2014.

A dois anos da Copa do Mundo, cerca de 100 cidades do Brasil ainda pleiteiam um lugar para servir como base de treinamento para as equipes participantes. Entre as candidatas está São José dos Campos, que aguarda ser incluída no catálogo oficial da Fifa, onde ficará disponível para ser escolhida por alguma delegação.

“Nossas chances são reais e bem grandes. Temos pontos importantes, como um aeroporto internacional e posição privilegiada na Via Dutra”, disse o secretário de Esportes de São José, Sérgio Francisco Theodoro.

Segundo ele, o estádio Martins Pereira, o CTA (Centro Técnico Aeroespacial) e a Univap (Universidade do Vale do Paraíba) são os três locais escolhidos pela cidade como opção de centros de treinamento para as seleções da Copa. A expectativa é do que o Mundial gere cerca de 4.000 empregos temporários e atraia de 15 a 20 mil turistas na região durante o evento.

Outras três cidades do Vale do Paraíba tentam entrar para o catálogo da Fifa: Caraguatatuba, Guaratinguetá e Campos do Jordão.

O Vale

Moradores da cidade pregam por Paz na Região

Após morar 40 anos em Diadema, na região Metropolitana de São Paulo, o aposentado Olices Bettiol, 68 anos, mudou-se em novembro do ano passado para São José. Ele queria trocar a violência da metrópole pela calmaria do interior. Não deu muito certo. “Já estou assustado por aqui também. A situação está ficando feia.”

Feia a ponto de Bettiol se lembrar de Diadema no começo do ano 2000, quando a cidade registrou 238 assassinatos. “A gente saía de casa e não sabia se voltava. Era realmente assustador. E isso, para mim, é o oposto da paz”, diz.

Diadema enfrentou o problema com medidas rígidas, como a lei fecha-bar, e investimento em projetos sociais e profissionalizantes, postura defendida pelo aposentado para as prefeituras do Vale. “No ano passado, Diadema teve 35 assassinatos. Olha quantas vidas foram salvas, principalmente a de jovens. A região pode ir por esse caminho”, diz.

A sensibilidade de pessoas como ele, gente simples e conhecedora da vida real, mostra caminhos seguros para alcançar a paz. Eles sabem porque vivem as experiências dia a dia, sem alarde ou conjecturas sociológicas. Levando nos ombros a filha Rafaela Lima, de 3 anos, pelas trilhas do Parque Santos Dumont, no centro de São José, a assistente administrativa Tatiane Silva, 28 anos, exercita a promoção da paz.

Ela brinca com a filha como se também fosse criança, alegre e espontânea. Sem restrições ou preconceitos. É a paz em estado bruto e genuíno. “Trabalho fora e minha filha acaba sentindo a falta dos pais. Nessas horas de brincadeira, a gente tem que se envolver mesmo, ficar com ela e não fazer mais nada”, conta Tatiane.

Um relacionamento maduro, compartilhado e sem crises exageradas de ciúme é a receita do eletrotécnico Douglas Aragão, 24 anos, e da bailarina Yasmin Felix, 19 anos, para encontrar a paz através do amor. “Sentar num banco da praça para namorar e conversar, sem pressa, é a melhor coisa para a paixão saudável”, diz ele. Para a namorada, que dança desde os 7 anos, as artes têm um papel fundamental na formação da cultura de paz. “Praticar a cultura faz a gente se sentir bem consigo mesma, e isso é vital para a paz.”

Descendo acelerado a rampa da pista de skate, o comerciário Renan Ribas, 20 anos, faz do esporte sua bandeira de paz. Skate, surf, futebol e até lutas marciais, segundo ele, podem tranquilizar o espírito. “Quem se dá bem no esporte não busca a violência.” A opinião é compartilhada pelos amigos Kauan Vital, 16 anos, e Luiz Santos, 20 anos, que também apostam nos esportes radicais como instrumento de paz.

O Vale

Região fecha mês de Maio com mais de 500 vagas

Na contramão da maioria das cidades do interior do Estado, a região do Vale do Paraíba fechou cerca de 700 postos na indústria em maio. A dependência da melhora do mercado externo é apontada como responsável pelo resultado da região.

No Estado, 21 mil vagas foram criadas no último mês. Das 36 regionais do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), 13 tiveram redução no quadro de funcionários, entre elas, São José dos Campos, Taubaté e Jacareí. O pior cenário foi registrado na regional de Taubaté, que abriga outros 28 municípios, onde 550 vagas foram cortadas no último mês. Foi o pior maio desde 2006 e a terceira queda consecutiva na geração de empregos.

Os setores de Produtos de Metal, Produtos de Borracha e de Material Plástico, Veículos Automotores e Autopeças e Metalurgia puxaram os cortes. Para o gerente do Ciesp de Taubaté, José de Arimathéa Campos, o resultado era esperado pelo momento vivido pela indústria.

“Não foi surpreendente se levarmos em conta a tendência que já vem sendo apontada pelos estudos do Ciesp, face aos vários fatores que são sobejamente conhecidos e debatidos, como a alta carga de impostos, os custos de mão de obra, as dificuldades de exportações e o crescimento das importações”, disse o gerente.

No acumulado do ano, a regional segue com o saldo positivo de 50 vagas criadas. Em São José, 100 postos foram perdidos. A regional, que abriga oito municípios, acumula oito resultados negativos seguidos. Somente em 2012, cerca de 1.200 vagas foram perdidas.

O diretor regional do Ciesp São José, Almir Fernandes, credita o resultado à dependência da indústria da região nas exportações. “Não tem nenhum fato novo, portanto, não vemos ninguém contratar. A região é muito exportadora, está sofrendo com a economia internacional”, disse.

Já na regional de Jacareí, que engloba três municípios, houve redução de 50 vagas em maio. Os setores de Produtos Alimentícios e Bebidas puxaram a queda. Apesar dos cortes, no ano, a regional acumula a criação de 650 vagas.

O Vale

Prefeitura realiza 26° Aundiência Pública na Zona Sul

O Prefeito e os secretários municipais se reúnem com os moradores do Jardim Satélite e bairros adjacentes da região sul de São José dos Campos nesta quarta-feira (13). O encontro será na Escola Municipal Professora Mercedes Carnevalli Klein (Avenida Cassiopeia, 425), no Jardim Satélite, a partir das 19h.

Esta será a 26ª audiência pública realizada pela Prefeitura. Além do Jardim Satélite, a reunião de trabalho será para os moradores dos bairros Floradas de São José, Conjunto Residencial Cidade Jardim, Bosque dos Eucaliptos, Quinta das Flores, Residencial Jardins, Residencial Sol Nascente, Jardim Terras do Sul, Jardim Sul, Estoril, Jardim Madureira, Jardim Portugal, Jardim Del Rey e Conjunto Residencial Primavera.

As reuniões de trabalho têm duas horas de duração, período em que o Prefeito e secretários municipais respondem perguntas da população, que também pode fazer críticas e sugestões por escrito. Se o tempo for insuficiente, as respostas que faltarem serão encaminhadas por e-mail ou por telefone.

Criada com a finalidade de aproximar os moradores da cidade dos gestores públicos, a audiência pública também é a oportunidade da população conhecer de perto tudo o que a Prefeitura realiza para melhorar a qualidade de vida no município.

Os encontros entre os gestores e a população começaram em dezembro de 2009. Foram 25 realizados em todas as regiões de São José dos Campos com a participação de mais de 7 mil pessoas.

Prefeitura de São José