Futuro da GM é definido hoje na cidade

Os funcionários da GM têm hoje um dia decisivo para aprovar ou não a proposta de acordo fechada entre o Sindicato dos Metalúrgicos e a montadora, para viabilizar um investimento de R$ 2,5 bilhões na cidade. O sindicato vai reunir os trabalhadores às14h30,no bolsão da S-10, para que eles decidam em assembleia sobre o futuro dos investimentos da montadora.

Antes de levar a proposta para a votação, os dirigentes sindicais distribuíram 5.000 informativos na empresa, para explicar aos trabalhadores os principais pontos do acordo. “A expectativa é de que seja uma assembleia muito participativa, em que a decisão final cabe ao trabalhador. Independente da opinião do sindicato, os trabalhadores vão votar e a decisão será acatada”, informou o presidente do sindicato, Antonio Ferreira de Barros, o “Macapá”.

Nos bastidores, empresários, vereadores, prefeitura e sindicalistas acreditam que a proposta será aprovada em assembleia. Sindicalistas e montadora, demoraram cerca de dois meses para chegar a um consenso, sobre a proposta que será votada hoje.  O acordo é válido para os funcionários que vierem a ser contratados para a nova fábrica, que tem previsão de começar a funcionar em 2017.

A GM começou as negociações oferecendo um piso salarial de R$ 1.560, PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de R$ 8.000 e 14 anos para a duração do acordo. O sindicato queria um piso de R$ 1.890, PLR a ser definida posteriormente (hoje é de R$ 15.384) e um acordo de, no máximo , 4 anos. A proposta fechada na última segunda-feira, definiu que o piso salarial para os novos funcionários será de R$ 1.700 (reajustado pelo INPC a partir de 2014), PLR de R$ 10 mil (reajustada a partir de 2015/16/17) e um prazo de 6 anos para a duração do acordo, contando a partir de 2017.

A direção da GM aguarda com expectativa a decisão da assembleia. Segundo o diretor de Relações Institucionais da GM, Luiz Moan, a decisão será levada à direção geral da GM, que deve anunciar na primeira semana de julho, onde será investido os R$ 2,5 bilhões. “Estamos torcendo para que seja em São José”, disse Moan. Em entrevista ao jornal, o prefeito Carlinhos de Almeida, disse que acredita na aprovação da proposta. A prefeitura vai dar isenção fiscal e construir um distrito industrial para os fornecedores da GM se instalarem na cidade.

Investimento da GM é garantido na cidade

Um dia depois de a General Motors conseguir fechar um acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José que pode viabilizar um investimento de R$ 2,5 bilhões para a montadora implantar uma nova fábrica na cidade, a prefeitura já se mobilizou para garantir os investimentos na cidade, que podem gerar até 6.000 empregos diretos e indiretos. O prefeito Carlinhos de Almeida (PT) disse que o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Sebastião Cavali, procurou ontem a GM para fazer o protocolo de isenção de impostos municipais.

A prefeitura vai oferecer isenção de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e ISS (Imposto sobre Serviços) para a empresa se instalar em São José. O Estado também deve conceder isenção de impostos. Além disso, o governo municipal já anunciou que vai construir um distrito industrial, ao lado da GM para abrigar prioritariamente os fornecedores da empresa e outros setores produtivos.

O sindicato fará uma assembleia na portaria da GM amanhã, a partir das 14h30, para os trabalhadores decidirem se aprovam ou não o acordo que foi fechado anteontem. Os principais pontos do acordo, que valerá para os novos funcionários que vierem a ser contratados em 2017, são piso salarial de R$ 1.700, PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de R$ 10 mil e manutenção da estrutura salarial atual. O acordo tem validade de 6 anos, a partir de 2017.

Carlinhos destacou o empenho feito pelos governos federal, estadual e municipal para que a montadora invista na cidade. “Vencemos várias etapas e estas negociações demonstraram a maturidade da empresa e do sindicato para o diálogo”, afirmou o prefeito. Carlinhos espera que os trabalhadores aprovem o acordo na assembleia de amanhã. “Confio que os trabalhadores irão decidir pelo melhor para a cidade”, afirmou.

Nos últimos dois meses, GM e sindicato se reuniram 8 vezes para discutir uma proposta de acordo. A reunião decisiva, realizada anteontem na sede do Ciesp na cidade, durou mais de 8 horas. “Trabalhamos bastante para buscar uma proposta que viabilize o investimento no município. Chegamos a um acordo que dá condições para São José competir com outras cidades e países que disputam esse investimento”, disse o presidente de Relações Institucionais da GM, Luiz Moan. Ele também afirmou que o acordo não foi o ideal, “mas está factível de ser apresentado à diretoria geral da GM para decidir se o investimento vem ou não para São José”, afirmou o executivo. A previsão dele é de que essa decisão seja tomada na primeira semana de julho.

Trabalhadores. O sindicato também considerou que esse não foi o acordo “ideal”, mas que eles conseguiram garantir novos benefícios. “Fica mantida a atual grade salarial da empresa. Os funcionários que vierem a ser contratados para a nova fábrica, se a GM investir em São José, não poderão ser transferidos para as demais áreas da empresa”, afirmou o presidente do sindicato, Antonio Ferreira de Barros, o ‘Macapá’.

O diretor da regional do Ciesp em São José, Almir Fernandes, aguarda apreensivo a decisão sobre o investimento da GM. “O que nos preocupa é que o acordo que foi fechado ficou acima do que era esperado pela GM. Vamos ver se, com isso, a montadoa vai querer investir na cidade.” A GM chegou a oferecer piso de R$ 1.560. O valor foi fechado em R$ 1.700. A empresa ofereceu PLR de R$ 8.000. A proposta fechou em R$ 10 mil. A montadora queria que o acordo fosse para 14 anos. O sindicato falou em 4 anos. O acordo tem validade de 6 anos, a partir de 2017.

Mesmo que os funcionários aprovem amanhã o acordo entre o sindicato e a empresa, ainda não é certo que a GM invista na cidade. O resultado da assembleia,segundo o diretor da GM Luiz Moan, será levado para a diretoria geral da empresa decidir sobre os investimentos. “A decisão vai depender do comparativo com as demais propostas para que a gente possa ter a boa ou a má notícia por parte da empresa”, afirmou Moan após o acordo.

Cidade tem investimento da GM criando distrito

O investimento de R$ 2,5 bilhões que a General Motors poderá injetar na produção de um novo carro em São José dos Campos vai incentivar a implantação de um distrito industrial com 15 novas empresas fornecedoras da cadeia automotiva.  Essas empresas seriam fornecedoras estratégicas de conjuntos e sistemas automotivos para a GM.

São José disputa com outros dois países o investimento, que, segundo a empresa, deve ser definido em junho. Para a GM, é interessante ter um cinturão que funcione no sistema ‘just in time’, com os principais fornecedores bem ao lado da empresa. Com esse sistema, as peças podem ser utilizadas assim que chegam à linha de montagem, sem a necessidade de formação de estoques.

A Prefeitura de São José dos Campos já se comprometeu a criar esse novo distrito industrial para abrigar os fornecedores da empresa, caso o investimentos de consolide. A prefeitura também disse que vai abrir mão de impostos municipais, como IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e ISS (Imposto sobre Serviços). Por meio da agência Investe São Paulo, o governo estadual também pode retirar impostos.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Sebastião Cavali, disse por meio da assessoria de imprensa, que “o novo distrito atenderá prioritariamente a cadeia automotiva, mas outros setores produtivos também deverão ser contemplados”. Para o diretor de Relações Institucionais da GM, Luiz Moan, a criação do distrito diminuirá os custos da empresa com a compra de materiais de fornecedores. “Poderemos trazer fornecedores de fora do país, com novos investimentos para São José”, afirmou.

O VALE apurou que o novo distrito deve ser implantado na região leste, numa área com mais de 1 milhão de metros quadrados, entre a GM e o viaduto Santa Inês. O diretor regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Almir Fernandes, estima que o distrito industrial com 15 empresas sistemistas, poderá gerar até 3.000 novos empregos.  “A fábrica da GM em São José precisa do investimento de R$ 2,5 bilhões para continuar a existir. Acredito que, um investimento desse porte, pode gerar até 3.000 novos empregos. Com mais as empresas sistemistas, teremos 6.000 novos postos de trabalho em São José”, avaliou.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá, disse que não tem muitas informações sobre o novo distrito que pode ser implantado na cidade, mas que ele aprova a sua criação. “O sindicato vai querer uma área para instalar uma subsede no local e também vai querer representar os trabalhadores das empresas que vierem a se instalar no local”, disse.

A GM emprega cerca de 6.600 funcionários em São José, sendo 750 no MVA (Montagem de Veículos Automotores), que vai encerrar a produção no final deste ano. Os modelos produzidos são S-10, Blazer, motores e Classic. Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José, acusou o PT, a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e a Câmara de realizar uma campanha contra o sindicato.

Segundo ele, uma panfletagem realizada ontem pela manhã na praça Afonso Pena, zona central de São José, e material entregue nas casas coloca moradores da cidade contra o Sindicato dos Metalúrgicos. O panfleto informa que a cidade corre o risco de perder investimentos da GM e empregos por causa da posição ‘truculenta’ adotada pelo Sindicato dos Metalúrgicos. “Não entendo porque eles estão se colocando contra nós. Estamos lutando pelo direito dos trabalhadores, que inclusive estão revoltados com o que está escrito no panfleto”, afirmou Barros.

O prefeito Carlinhos Almeida (PT) informou em nota que a prefeitura busca unir a todos no processo. “Respeitamos a legitimidade do sindicato e da direção da empresa na negociação e apostamos no diálogo e bom senso.” A presidente da Câmara, Amélia Naomi (PT), não foi localizada.

Acontece amanhã na regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São José, a partir das 15h, a quarta reunião entre representantes da General Motors e do Sindicato dos Metalúrgicos de São José. A GM anunciou que encerrará a produção do MVA (Montagem de Veículos Automotores) em dezembro e provocar a demissão de 750 trabalhadores.

Investimento da GM gera Briga na cidade

A CUT (Central Única dos Trabalhadores)entrou na briga pelos investimentos da GM em São José, criando novo foco de conflito com o Sindicato dos Metalúrgicos, ligado à Conlutas. A CUT vai montar uma subsede em São José e pretende acompanhar de perto as negociações entre a montadora e o sindicato em torno do investimento de R$ 2,5 bilhões para a produção de um novo carro. Ligada ao PT, a central sindical acusa o Sindicato dos Metalúrgicos de São José de radicalizar a negociação de investimentos e dificultar a geração de empregos na cidade.

O diretor regional da CUT, Nilson Coutinho, disse que o discurso do sindicato está ultrapassado e, com isso, a cidade corre o risco de perder esse novo investimento da montadora. “O sindicato tem que estar aberto a negociação, numa relação de ganha-ganha. Com esse discurso inflexível, o que vamos ter é o perde-perde, cidade e trabalhadores prejudicados”, afirmou Coutinho. A CUT pretende participar da audiência pública que a Câmara realizará amanhã para discutir os investimentos da GM. “Queremos apresentar para a sociedade uma outra visão de sindicalismo, mais aberta a negociações”, disse o diretor.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Antonio Ferreira de Barros, o “Macapá”, rebateu as acusações de Coutinho e disse que o sindicalismo proposto pela CUT é muito flexível e não defende os interesses dos trabalhadores. “Lamentavelmente , o que a CUT defende faz parte da pauta de interesses das empresas, com rebaixamento de salários e condições precárias para os trabalhadores”, afirmou.

A próxima reunião de negociação entre GM e sindicato está agendada para segunda-feira. O maior foco de impasse é o futuro dos 750 trabalhadores do MVA, que a montadora pretende incluir em um PDV (Programa de Demissões Voluntárias) ainda este mês. A Câmara de São José realiza audiência pública amanhã, às 18h, para discutir os novos investimentos da montadora na cidade. A proposta, segundo o vereador Fernando Petiti (PSDB), da Comissão de Emprego, é apresentar à sociedade o que está sendo feito para garantir a geração de mais empregos em São José.

A Câmara está divulgando a audiência nos meios de comunicação para mobilizar um maior número de pessoas. A General Motors anunciou em 27 de abril que vai investir R$ 2,5 bilhões para produzir um novo carro da marca. Três unidades da empresa, em diferentes países, disputam o investimento. No Brasil, o local qualificado é São José. Representantes do Sindicato dos Metalúrgicos e da GM iniciaram uma agenda de reuniões negociar um acordo. O próximo encontro ocorre na segunda-feira. Depois de sugerir um piso de R$ 1.200, a GM cedeu e ampliou a oferta para R$ 1.700.

A empresa manteve a proposta de R$ 8.000 para a PLR na fábrica, metade dos R$ 15 mil atuais. O principal foco de impasse nas negociações é a estabilidade no emprego para 750 trabalhadores do MVA, setor que encerra a produção até o fim do ano. A empresa planeja abrir um plano demissão voluntária e o sindicato não abre mão dos empregos.

Acordo com GM e Sindicato é adiado

Após 9 horas e meia de reunião, representantes da General Motors e do Sindicato dos Metalúrgicos de São José chegaram ao final da noite de ontem sem um acordo que possa garantir investimentos de R$ 2,5 bilhões no complexo industrial da empresa na cidade. Nova reunião foi marcada para a próxima segunda-feira, também na regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São José, a partir das 15h.

O encontro de ontem, o terceiro desde o último dia 27, começou às 13h e acabou apenas às 22h30. Na reunião de ontem, os representantes do sindicato e da GM deixaram a mesa de negociação com três impasses: o valor do piso salarial, o valor da PLR (Participação sobre Lucros e Resultados) e a estabilidade para os 750 trabalhadores do MVA (Montagem de Veículos Automotores), que encerra a produção em dezembro.

No encontro de ontem, houve um avanço em relação ao valor do piso. A GM ampliou a oferta de R$ 1.560 para R$ 1.700, aproximando-se da reivindicação do sindicato, que é de R$ 1.712. Na reunião do último dia 29, a empresa já havia aumentando sua proposta, que era de R$ 1.200. Se praticamente ficou selado o acordo em relação ao piso, o valor da PLR continua atrapalhando o acordo.

A GM reiterou a proposta de R$ 8.000, praticamente a metade dos R$ 15 mil atuais. Ontem, a montadora também apresentou novo PDV (Plano de Demissão Voluntária) para aposentados, pré-aposentados e funcionários que queiram aderir. Já o sindicato garante que não vai abrir mão da estabilidade para os 750 funcionários do MVA.

Após a reunião, o diretor de Assuntos Institucionais da GM, Luiz Moan, avaliou que já houve um avanço, mas voltou a pedir a colaboração do sindicato para que o acordo seja fechado na reunião da próxima semana. “A GM já chegou ao seu limite. Fizemos novamente um apelo para o sindicato para nos ajudar a atrair este investimento tão importante para São José dos Campos”, disse Moan.

“Mas esta reunião de hoje [ontem] já representa um passo a mais”, completou o executivo. O secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos, Luiz Carlos Prates, o ‘Mancha’, reconheceu que houve avanços na reunião de ontem e acredita ser possível o fechamento do acordo. “O sindicato já fez várias concessões. Acredito que houve avanços e agora temos mais um tempo para voltar à fábrica e conversar com os trabalhadores. Mas vamos continuar insistindo na defesa dos trabalhadores, já que com as concessões que fizemos houve precarização do trabalho”, afirmou ‘Mancha’.

Segundo ele, o sindicato quer que a PLR seja definida apenas após o início das operações da fábrica. “Além do valor proposto pela GM ser metade do atual da PLR, como querem definir valor sem saber quanto vão ser os lucros? Vamos insistir neste ponto na reunião de segunda-feira. Também não abrimos mão da estabilidade.” A meta é fechar uma proposta que torne mais competitiva a produção de um novo carro da GM em São José. A cidade disputa com outros dois países a fabricação do novo modelo.

O sindicato defendeu que os metalúrgicos fossem remanejados para outros setores do complexo industrial de São José. A GM não concordou e, até ontem, sustentava a proposta de abrir um PDV (Programa de Demissão Voluntária) em junho para os trabalhadores. Quanto ao valor da grade salarial que será aplicada para os novos contratados, a diferença entre sindicato e GM caiu de R$ 690 para R$ 152, o que deveria ser resolvido.

O pacote de investimentos é considerado vital para o futuro da GM em São José. Sem a chegada de um novo projeto, o complexo industrial pode começar a ficar obsoleto na cidade e perder em competitividade para outras fábricas da empresa no Brasil e no exterior. No dia 28 de maio, a Prefeitura de São José anunciou um acordo com a GM para a criação de um distrito industrial ao lado do complexo da empresa, na região leste da cidade.

Trata-se de um terreno de mais de 1 milhão de metros quadrados que seria transformado em distrito industrial para receber novas empresas, entre elas fornecedores da GM, que viriam até do exterior. A administração também poderá conceder redução de impostos para a GM. “Precisamos que a empresa e o sindicato cheguem a um acordo e, a partir daí, em um tempo muito rápido, teremos a definição do distrito e da isenção de impostos”, disse Carlinhos na semana passada.

O Vale

Ecônomia deve ter investimento do PLR de Metalúrgicos

Os dois maiores sindicatos de metalúrgicos da região, o de São José dos Campos e o de Taubaté, que representam 65 mil trabalhadores, começaram a negociar a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de 2013. A expectativa é que o benefício injete cerca de R$ 320 milhões na economia da região até o final do ano a PLR é paga, normalmente, em duas parcelas, em agosto deste ano e fevereiro do ano que vem.

Ambos os sindicatos iniciaram a campanha de negociação da PLR em março, que envolve cerca de 1.330 empresas em 15 cidades. Os sindicalistas estão realizando assembleias com os trabalhadores, desde a semana passada, para aprovar a negociação e encaminhar o pedido de reunião com os empresários. Os valores variam de acordo com a empresa, levando-se em conta o número de funcionários e o tamanho da companhia.

“Creio que vai ser uma negociação muito dura e difícil, em razão dos problemas com a economia”, disse Ademir Tavares da Paixão, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José responsável pelas empresas da região sul da cidade.

Em São José, a única grande empresa que já fez proposta para a PLR foi a TI Automotive, que ofereceu R$ 8.600 aos trabalhadores o valor também contempla o abono salarial. Segundo o sindicato, os trabalhadores rejeitaram o valor proposto, mas concordaram com o pagamento combinado de PLR e abono. Na General Motors, o acordo assinado com o sindicato no ano passado prevê o congelamento do valor da PLR, em torno de R$ 12 mil. Só as metas serão negociadas. Entre as grandes empresas, apenas a Embraer não negocia direto com o sindicato.

Ontem, os trabalhadores da LG Electronics de Taubaté aprovaram em assembleia a proposta para a PLR, que deve injetar R$ 15 milhões na economia da cidade. A LG de Taubaté tem cerca de 2.600 trabalhadores e produz celulares, notebooks, monitores e máquinas de lavar. “A proposta aprovada da PLR reafirma a agenda positiva de valorização dos trabalhadores e da busca de investimentos para a unidade de Taubaté”, disse Isaac do Carmo, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté.

O Vale

Publicado em: 19/04/2013

Metálurgicos voltam ao trabalho na GM da cidade

Os 150 funcionários da unidade local da General Motors que estavam afastados desde agosto do ano passado retornaram ontem à empresa. A informação é do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos. O grupo estava em lay-off (contrato de trabalho suspenso) e tem estabilidade.

Na semana passada, a montadora demitiu 598 metalúrgicos que estavam afastados, por considerar “mão de obra excedente”. O presidente do sindicato, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá, relatou que a entidade ingressou no Ministério Público Federal do Trabalho com pedido de reunião com a GM, para tentar ampliar o número de trabalhadores com estabilidade.

“O nosso cadastro tem quase 300 pessoas que têm estabilidade e queremos que todos voltem para a fábrica”, disse. Macapá disse que a lista também foi enviada à direção da GM. “Conversamos com a empresa, que ficou de analisar”. A GM reconhece estabilidade de 150 empregados do grupo que estava afastado. A montadora não comenta a informação do sindicato.

O Vale

Publicado em: 02/04/2013

Demissões da GM são confirmadas pela General Motors

A General Motors confirmou ontem a demissão de 598 trabalhadores do complexo industrial da empresa em São José dos Campos. O grupo estava afastado do trabalho desde agosto de 2012. Agora, o Sindicato dos Metalúrgicos e a prefeitura vão buscar alternativas para a recolocação dos demitidos que estavam em regime de lay-off (contrato de trabalho suspenso) no mercado de trabalho.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá, disse que a entidade iniciou o cadastramento dos interessados em disputar uma vaga na montadora chinesa Chery, que vai contratar para a sua fábrica em fase de construção em Jacareí.

“A Chery já demonstrou interesse em contratar demitidos da GM, porque é mão de obra especializada”, afirmou o sindicalista. Segundo ele, a montadora chinesa pode recrutar funileiros, eletricistas, mecânicos, entre outros.
Macapá relatou que o sindicato planeja procurar outras montadoras da região e até de outros Estados em busca de vagas para os demitidos da GM.

“A gente tentou manter os empregos até onde foi possível. Havia alternativas, mas a empresa insistiu na sua decisão”, afirmou. O secretário municipal de Relações do Trabalho, José Luís Nunes, informou que serão colocados à disposição dos demitidos os programas de requalificação de mão de obra oferecidos pela administração municipal.

Nunes disse que os trabalhadores poderão se cadastrar no PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador) em busca de recolocação. “Vamos ainda buscar alternativas para a recolocação do pessoal junto aos RHs das empresas que temos contato”, afirmou.

No momento, ele descartou outras possibilidades de auxílio, como doação de cesta básica. “O serviço social da prefeitura está atento e vai acompanhar o caso, mas não está prevista doação de cesta básica”, afirmou Nunes. Segundo o sindicato, além das verbas rescisórias, os demitidos terão direito a receber três salários a mais como indenização pela dispensa.

O presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial), Felipe Cury, disse que o desfecho do episódio mostra “que houve intransigência de ambas as partes”. “Quando existe celeuma entre duas entidades e ambas se comportam mal, o prejuízo, o grande prejudicado é a cidade”, afirmou Cury.

Ele disse que o sindicato foi intransigente no passado ao negociar com a GM novos acordos para permitir investimentos na planta de São José, mas a GM também não demonstrou interesse em “convencer o sindicato e nem procurou ajuda da comunidade para isso”, afirmou Felipe Cury. “Há um ano a GM ameaça demitir. Isso gerou um pânico entre os familiares dos funcionários da empresa e impactou o comércio. Quem se sente ameaçado, não consome”.

O Sindicato dos Metalúrgicos informou que a GM teria convocado 151 trabalhadores que estavam afastados desde agosto do ano passado para voltarem ao trabalho, a partir de hoje. Esses operários formam o grupo de funcionários que têm estabilidade, principalmente por motivos de saúde.

No entanto, a direção do sindicato informa que o número de trabalhadores nessa condição é maior e pode chegar a 300 pessoas. “Encaminhamos hoje (ontem) uma listagem com as pessoas que têm direito à estabilidade. Vamos esperar a empresa analisar o caso”, disse o presidente do sindicato, Antonio Ferreira de Barros. A GM não se pronunciou sobre o assunto. Na nota que divulgou ontem, a montadora informa apenas o número de funcionários demitidos.

O Vale

Publicado em: 27/03/2013

Protesto contra as demissões da GM na cidade fracassa

Fracassou ontem o último protesto contra a ameaça de demissão dos trabalhadores da General Motors, de São José dos Campos, que estão em lay-off (suspensão temporária do contrato de trabalho). O lay-off termina hoje e um grupo de 602 trabalhadores corre risco de demissão a partir de amanhã.

Na semana passada, a empresa informou o sindicato que admite apenas o retorno dos empregados que têm estabilidade. Segundo o sindicato, 739 operários que estão afastados desde agosto do ano passado. Desse total, apenas 80 compareceram ontem à assembleia convocada pelo Sindicato dos Metalúrgicos.

Durante a reunião, o presidente do sindicato, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá, propôs que o grupo fizesse uma caminhada pelas ruas do centro, até a praça Afonso Pena, mas a manifestação acabou não ocorrendo por falta de adesão. Mais cedo, o sindicato também havia cancelado a assembleia na portaria da GM, programada para as 5h. Segundo o dirigente, a manifestação não teve a aprovação dos operários da montadora. “O sindicato é dos trabalhadores ”, disse.

No encontro com o grupo afastado, Macapá relatou que a GM informou que a sua listagem de operários com estabilidade soma 137. Para o sindicato, no entanto, esse número pode ser de cerca de 300. “Esse número é maior. Vamos conversar com a empresa caso a caso”, disse.

Se considerar o número da montadora, 602 empregados correm risco de demissão. Macapá afirmou que o sindicato vai “continuar lutando para que não ocorra demissões”. “O jogo ainda não acabou. Esperamos que a prefeitura pressione a empresa ou peça ao governo federal para evitar demissões, disse. O dirigente orientou os trabalhadores para não assinarem carta de demissão. Operários informaram que até ontem não haviam recebido nenhuma correspondência da empresa a respeito.

A prefeitura informou, por meio de assessoria, que conversou com a direção da GM e que a empresa mantém a decisão de cumprir o acordo firmado em janeiro, que prevê o fim do lay-off a partir de hoje. Entre os trabalhadores, o clima é de descrença quanto à possibilidade de retorno. “Acho difícil uma solução para o retorno do pessoal”, disse Elzon Antonio Querido de Olivera, 50 anos, funcionário da GM há 28 anos.

Para Marcelo Chagas, 43 anos, funcionário da montadora há 17 anos, o sentimento dos trabalhadores é de “abandono”. “Parece que fomos abandonados pela empresa e pelo sindicato”, desabafou. Na semana passada, a GM, em reunião com a direção do sindicato, informou que vigora o acordo fechado em janeiro que prorrogou por 60 dias o afastamento do grupo.

O Vale

Publicado em: 26/03/2013

Novas batalhas são travadas com a crise da GM na cidade

Com capacidade para produzir 25.900 carros mensais, o setor denominado MVA (Montagem de Veículos Automotores) do complexo da General Motors de São José dos Campos está praticamente ocioso, segundo dados do Sindicato dos Meta-lúrgicos de São José, que planeja iniciar campanha contra a desativação dessa linha, prevista pela empresa para dezembro deste ano.

Até o ano passado, eram produzidos no MVA quatro modelos de carros: Meriva, Corsa, Zafira e Classic. Atualmente, o setor produz apenas o Classic, a uma cadência de 160 carros por dia, ou 3.000 mensais, informa a direção do sindicato. Dos 1.800 empregados do setor, permaneceram na ativa 950, que têm emprego garantido somente até o mês de dezembro. Nos próximos dias, pelo menos 500 dos 739 operários do setor que estavam afastados devem ser demitidos. O clima é de apreensão na unidade.

A situação atual desse setor retrata a queda-de-braço que ocorre entre a GM e o sindicato desde 2008, quando foi pactuado acordo para a produção do nova S10 em São José. De lá pra cá, não foi firmado nenhum acordo que resultasse em investimentos na planta de São José. A GM levou novos investimentos para outras unidades da montadora no país.

O embate está centralizado em questões trabalhistas. A montadora condiciona a produção de novos modelos em São José se houver flexibilização da jornada de trabalho e redução salarial, pontos considerados “intocáveis” pelo sindicato. Em janeiro deste ano, sob a ameaça de demissão de cerca de 1.500 operários, o sindicato concordou com flexibiliza-ções trabalhistas. A GM decidiu manter o MVA ativo até dezembro e prorrogou por mais 60 dias a licença dos operários afastados.

O presidente do sindicato, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá, afirma que a entidade vai continuar sua batalha pela manutenção dos empregos na montadora, mas o foco principal será contra a desativação do MVA.
“O nosso foco até dezembro é encontrar alternativas para manter o MVA”, afirmou.

Ele relatou que o setor é o maior do complexo da GM e tem capacidade para produzir 300 mil carros por ano. “É o dobro da capacidade que terá a Chery em Jacareí”. O dirigente afirmou que o sindicato vai lançar campanha pela manutenção do setor. “Queremos negociar coma empresa a produção de novos modelos nessa linha, que é uma das mais modernas que existem no país”, afirmou. Segundo ele, o sindicato planeja mobilizar os trabalhadores da GM, a comunidade e procurar esferas governamentais para evitar que o MVA seja fechado em dezembro.

O Vale

Publicado em: 25/03/2013