Cidades da região tem chances de receber melhorias pela Copa

Enquanto os estádios para a Copa do Mundo de 2014 seguem o processo de construção e reformas, paralelo a isso outras cidades buscam uma forma de participar do Mundial oferecendo suas estruturas como centros de treinamento para as seleções participantes do torneio.

No Vale do Paraíba, São José dos Campos, Caraguatatuba, Campos do Jordão e Guaratinguetá sonham em fazer parte do catálogo da Fifa, que será lançado no final de julho com uma lista de cidades credenciadas para receber equipes.

Na última sexta-feira, durante visita à obra do estádio Itaquerão, o vice-presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, que é de Taubaté, ressaltou as qualidades da região e destacou São José dos Campos.

“Geograficamente, com certeza (tem chances). E a vontade de pleitear um centro de treinamento também. Acho importante lutar para a gente receber a Copa no Vale”, disse. “São José tem muitas chances, sim e recursos atraentes, pois já tem uma tradição de investimentos em esportes.

O basquete (vice-campeão brasileiro) é um exemplo disso. E tem um secretário de Esportes muito atuante”, afirmou o mandatário da Federação, que representou o presidente Marco Polo Del Nero na visita do presidente da CBF, José Maria Marin, ao estádio do Corinthians.

O diretor de operações do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo, Ricardo Trade, já visitou 240 cidades em todo o Brasil e, segundo ele, 59 serão escolhidas para integrar o catálogo da Fifa, que será divulgado no final de julho.

“Quem tiver boas condições vai entrar no catálogo. Mas isso não significa que a cidade será um centro de treinamento da Copa. Vai depender se as seleções vão escolher”, disse Trade. Sobre o Vale do Paraíba, ele afirma que é difícil fazer uma análise individual. “Conheço o interior paulista e sei que tem uma estrutura muito boa”, afirmou o dirigente.

São José tem três locais para servir de CT . A Copa do Mundo vai trazer a oportunidade para participar de perto do evento, como trabalhador voluntário. Até o dia 30 deste mês, a Fifa vai divulgar em seu site todas as informações do Programa Oficial de Voluntários para o Mundial brasileiro no site da entidade.

E o trabalho começa já no ano que vem, na Copa das Confederações. Para participar, é necessário fazer a inscrição no site da Fifa, participar do processo seletivo e acompanhar todas as notícias que serão divulgadas ao longo dos meses.

“As pessoas vão sendo qualificadas ao longo do tempo. Depois, várias etapas se seguem, desde inserir os voluntários no mundo da Copa, pois muitos viram o evento pela televisão, mas não sabem como funciona a estrutura, até treiná-los”, disse o gerente de voluntariado do Comitê Organizador Local (COL) da Copa, Rodrigo Hermida, ao Portal Oficial da Copa-2014.

A dois anos da Copa do Mundo, cerca de 100 cidades do Brasil ainda pleiteiam um lugar para servir como base de treinamento para as equipes participantes. Entre as candidatas está São José dos Campos, que aguarda ser incluída no catálogo oficial da Fifa, onde ficará disponível para ser escolhida por alguma delegação.

“Nossas chances são reais e bem grandes. Temos pontos importantes, como um aeroporto internacional e posição privilegiada na Via Dutra”, disse o secretário de Esportes de São José, Sérgio Francisco Theodoro.

Segundo ele, o estádio Martins Pereira, o CTA (Centro Técnico Aeroespacial) e a Univap (Universidade do Vale do Paraíba) são os três locais escolhidos pela cidade como opção de centros de treinamento para as seleções da Copa. A expectativa é do que o Mundial gere cerca de 4.000 empregos temporários e atraia de 15 a 20 mil turistas na região durante o evento.

Outras três cidades do Vale do Paraíba tentam entrar para o catálogo da Fifa: Caraguatatuba, Guaratinguetá e Campos do Jordão.

O Vale

Prefeitura recebe verba para construção de UPA

A Prefeitura de São José dos Campos iniciou a construção da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Putim, região sudeste da cidade. A nova UPA funcionará na Avenida Rodolfo Castelli em um terreno de 12, 8 mil metros quadrados e uma área construída de 1,4 mil metros quadrados. O valor da obra é de R$ 4 milhões e o prazo de execução é de 300 dias.

Depois de pronta, a nova unidade funcionará 24 horas por dia para o atendimento de urgências e emergências para adultos e crianças. Além dos 18 leitos de observação, o prédio terá salas para atendimento de urgências, observação infantil e adulto (masculino e feminino), classificação de risco, brinquedoteca, exames, inalação (infantil e adulto), curativo, hipodermia, eletrocardiograma, raios X, esterilização, posto de enfermagem.

A UPA vai atender principalmente os moradores da região sudeste que abrange os bairros do Putim, São Judas Tadeu, Jardim do Lago, Jardim São Leopoldo, Vila Adriana, Jardim Santa Rosa, Jardim Santa Júlia, entre outros. A população de abrangência é de cerca de 60 mil habitantes.

Prefeitura de São José

Prefeitura da cidade entrega mais Academias ao ar livre

São José dos Campos tem 60 academias ao ar livre instaladas. A ampliação do número foi definida com a entrega de mais conjuntos de equipamentos no Bosque dos Eucaliptos, região sul, e na Vila Maria, região central da cidade. As novas academias já integram o programa Cidade em Movimento, que contabilizou mais de 1 milhão de atendimentos.

No Estado de São Paulo, São José dos Campos é a cidade com maior número de academias ao ar livre e com atividades monitoradas por profissionais de Educação Física. Os profissionais do Programa Cidade em Movimento estão nos locais nos horários de maior fluxo de pessoas, de segunda a sexta-feira, das 7h às 10h e das 17h às 20h e aos sábados das 7h às 10h.

Os equipamentos podem ser utilizados por jovens e adultos, maiores de 12 anos de idade. Outra inovação são as aulas diárias de alongamento que foram inseridas no programa desde o mês de janeiro no mesmo horário de atendimento do programa.

As academias ao ar livre têm dez equipamentos de ginástica: surf, remo, alongador, rotação vertical e dupla diagonal, pressão de pernas, multiexercitador, esqui e simulador de caminhada e cavalgada. Nos locais adaptados para pessoas com deficiência, são quatro aparelhos: supino, alongador, voador peitoral e dorsal e rotação dupla vertical.

Prefeitura de São José

Obras de melhorias no Vicentina Aranha na cidade

A Prefeitura de São José dos Campos vai investir cerca de R$ 400 mil em obras emergenciais de estrutura em 3 dos 7 pavilhões do Parque Vicentina Aranha. A previsão é que os serviços comecem ainda em julho e sejam concluídos em cinco meses. As obras emergenciais são necessárias para o futuro restauro e utilização dos prédios.

O edital para contratação do serviço foi lançado ontem. Por ser um patrimônio histórico, a licitação para a escolha da empresa vai considerar, antes do menor preço, a melhor técnica apresentada para a reforma. Os pavilhões que vão receber as obras são os dois localizados na frente da entrada principal do parque, os pavilhões São José e São João, e o Marina Crespi, que fica no centro do complexo.

A necessidade de se fazer a obra foi identificada após laudo técnico que apontou a deterioração de peças de madeira, de calhas, o comprometimento das estruturas, além de rachaduras e infiltrações nos edifícios. A proposta elaborada pela Ajfac (Associação Joseense para o Fomento da Arte e da Cultura), gestora do parque, já foi aprovada pelo Comphac (Conselho do Patrimônio Histórico) de São José dos Campos.

“É importante que as pessoas saibam que as obras emergenciais ainda não são a reforma. O restauro desses pavilhões será feito depois dessas obras emergenciais para não ficar comprometido”, afirmou Ângela Tornelli, diretora da Ajfac, a O VALE.

Entre as melhorias previstas nas obras emergenciais estão a eliminação de trincas, retirada de forros, alargamento e rebaixamento de calçadas para evitar infiltração. De acordo com a Ajfac, tudo será registrado, inclusive com fotos, para que os pisos, azulejos e adornos sejam identificados para auxiliar no projeto do futuro restauro.

O Sanatório Vicentina Aranha, foi inaugurado em 27 de abril de 1924, sendo o primeiro da fase sanatorial construído na cidade. O complexo foi comprado pela prefeitura em 2006, por R$ 22 milhões. A proposta é que a área se transforme em um grande centro cultural com restaurante, café e museu interativo. Hoje, o parque recebe cerca de 3.500 pessoas por dia que encontram no espaço uma área para a prática de exercícios.

O Vale

Embraer cria na cidade empresa de Criação de Satélite

Embraer e Telebras formalizaram ontem a criação da Visiona Tecnologia Espacial S.A., empresa que será responsável, inicialmente, pela produção do satélite geoestacionário que será lançado em órbita pelo governo brasileiro em 2014.

A Visiona será sediada no Parque Tecnológico de São José dos Campos e terá composição de 51% da Embraer e 49% da Telebras. Estimado em R$ 750 milhões, o satélite geoestacionário terá finalidades civil e militar, transmitindo imagens para monitoramento de fronteiras, informações sobre condições climáticas e disponibilizando internet banda larga.

“Este projeto representa um passo histórico para o avanço da prontidão tecnológica e industrial do setor espacial no Brasil, e a Embraer tem satisfação e orgulho de ser a parceira estratégica da Telebras e do Estado brasileiro”, disse em nota o diretor-presidente da Embraer, Frederico Curado.

No mesmo comunicado, o presidente da Telebras, Caio Bonilha, disse que “o satélite brasileiro permitirá a ampliação do acesso à internet a milhões de lares”.

O Parque Tecnológico, também por meio de nota, informou que “a chegada da Visiona constitui passo estratégico para a implantação e consolidação do Parque Tecnológico, que ora ingressa em sua fase de expansão, sempre em linha com o objetivo permanente de propiciar às empresas nele instaladas um ambiente sinérgico e estimulante para a geração de conhecimento, tecnologia e inovação”.

Já o secretário de Desenvolvimento Econômico, José de Mello Corrêa, salientou que é um privilégio de poucas cidades no mundo a construção de um satélite. No Parque, a Visiona será empresa âncora do Centro de Desenvolvimento de Tecnologias Espaciais, ainda a ser construído. Num primeiro momento, a empresa poderá se instalar provisoriamente na atual estrutura do parque.

O Vale

RMVale anuncia investimento de R$120 Milhões na Saúde

Um dos principais gargalos enfrentados pelas cidades da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte, a RMVale, a área da Saúde vai receber investimentos na ordem R$ 120 milhões do governo do Estado. O montante será destinado para “o conjunto de hospitais regionais” da RMVale, segundo afirmou ontem o secretário-adjunto de Saúde do Estado, José Manoel de Camargo Teixeira.

Tal conjunto abrange a unificação do Hospital Universitário da Unitau (Universidade de Taubaté) ao Hospital Regional da cidade. O valor também possibilitará as construções dos Hospitais Regionais de São José e do Litoral Norte, demandas antigas da RMVale.

O Hospital Regional do Litoral Norte, inclusive, deverá ter sua construção oficializada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) no final de julho. Na ocasião, o governador vai anunciar uma agenda de investimentos à sub-região do Litoral Norte da RMVale.

Durante a 2ª reunião do Conselho Deliberativo da RMVale, ontem, em Cruzeiro, Teixeira informou que espera, na primeira quinzena de junho, assinar um convênio junto à Unitau para assumir o Hospital Universitário. O novo centro deve ser assumido pela Sociedade Beneficente São Camilo, que já faz a gestão o Hospital Regional de Taubaté.

“Dentro desses R$ 120 milhões, também vamos fazer investimentos no Hospital Universitário”, disse o secretário, enfatizando que o Estado não deve assumir as dívidas do hospital, que supera R$ 4 milhões. No Litoral Norte, o Hospital Regional depende de definição de área. “Definido o local, aí toca a obra”, disse Teixeira.

A instalação de um centro de referência médica no litoral é pedido recorrente dos prefeitos de Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba e foi objeto de campanha do governador em 2010. “Hoje, sobem mais de 500 pacientes todos os dias, das quatro cidades, para serem tratados no Vale do Paraíba e São Paulo. O governador deve anunciar em julho uma parceria com os municípios já para instalação do hospital.

Já fizemos algumas propostas, deve ser em Caraguá”, afirmou o prefeito Antonio Carlos da Silva (PSDB). Em São José, o Hospital Regional, que deverá ser referência em cirurgias de alta complexidade e trauma, deve ter sua obra licitada no segundo semestre. As instalações dos centros (Litoral Norte e São José) devem levar de 18 a 24 meses, segundo Teixeira.

O governo do Estado também informou ontem que está revisando a capacidade e a demanda na área de Saúde da RMVale, para futuros diagnósticos e investimentos. Os primeiros investimentos do governador Geraldo Alckmin a partir do trabalho da RM serão no Litoral Norte.

“Como a região é muito grande e tem realidades muito específicas, o governador tomou a decisão de começar pelo litoral”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Metropolitano, Edson Aparecido.

Na próxima sexta-feira, Edson Aparecido, o secretário de Energia do Estado, José Aníbal, os prefeitos do Litoral Norte e membros da Petrobras devem se reunir para pensar numa parceria estratégica a fim de trabalhar projetos para a região.

Áreas como destinação final do lixo e logística e transporte devem ser beneficiadas com a parceria. “Depois, vamos fazer um planejamento específico de investimentos para o Vale Histórico, que é a região de economia mais reprimida da RM”, disse Edson Aparecido.

O Vale

Megaprojeto de R$314 milhões para ampliação de Aeroporto

A ‘novela’ de mais de 15 anos em torno da ampliação do aeroporto de São José dos Campos fez com que municípios menores da região ultrapassassem a ‘capital do avião’ em projetos para construção de aeródromos com o objetivo de desafogar o tráfego aéreo de grandes centros durante a Copa do Mundo no Brasil, em 2014.

Entre os projetos, o mais avançado é do CEA (Centro Empresarial Aeroespacial), de Caçapava, que deve iniciar suas obras dentro de 10 dias. Também são estudadas melhorias nos aeródromos de Guaratinguetá e Taubaté, usados pelas Forças Armadas.

O CEA será instalado em uma área de 2,6 milhões de metros quadrados, às margens da rodovia Carvalho Pinto, a quatro quilômetros da via Dutra. Com investimento previsto de R$ 314 milhões, o projeto é encabeçado pelo Grupo Penido e tem previsão inicial de receber jatos executivos e aviões de pequeno porte.

“Esperamos ver aviões descendo na pista no final de 2013. É uma meta arrojada, mas pretendemos trabalhar 24 horas por dia depois do início das obras”, afirmou o diretor executivo do grupo, Rogério Penido. A escolha de Caçapava, segundo Penido, foi motivada por critérios técnicos.

“Apresentamos mais de 15 áreas para a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), sendo seis em São José. A que mais agradou a Anac foi essa, por ser paralela às pistas de São José e Taubaté”, disse Penido.

A estimativa é que 22 mil empregos diretos sejam gerados com o empreendimento, que tem mais de 300 lotes disponíveis à venda para instalação de empresas do setor aeronáutico e hangares particulares. Cerca de 40% dos lotes já têm proprietários interessados.

O Vale

Levantamento feito, aponta investimento de R$14 milhões

Levantamento feito pelo PT de São José dos Campos aponta que os gastos diretos da prefeitura com a operação de desocupação do terreno do Pinheirinho, na zona sul da cidade, podem ter chegado a R$ 14 milhões.

Os custos seriam equivalentes ao valor da dívida de IPTU que a massa falida da Selecta S/A tem com os cofres públicos, avaliada em R$ 14,6 milhões. Os R$ 14 milhões seriam suficientes para construir 165 casas populares cada uma a R$ 85 mil, de acordo com padrão atual da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano).

O estudo também aponta suposta negligência da prefeitura no recolhimento dos animais de estimação dos sem-teto. Dos 239 animais recolhidos, 114 cachorros morreram. Segundo o petista, o gasto de R$ 2,7 milhões com marmitex, café da manhã e lanche são suspeitos. Só com marmitex foram gastos R$ 2,2 milhões em 50 dias uma média de R$ 44,1 mil por dia (6.300 refeições).

“As despesas com alimentação não batem com a quantidade de famílias abrigadas pela prefeitura. A dispensa de licitação para essas contratações abrem margem para corrupção”, disse o vereador Wagner Balieiro (PT).

O petista destacou ainda gastos com a Urbam no valor de R$ 642 mil para a prestação de serviços que seriam de competência da massa falida. “Foram usados caminhões e mão de obra da Urbam para retirar móveis e para a demolição das casas. É um gasto irregular.”

O levantamento petista foi feito com base em dados do portal da transparência, investigação e por meio de laudos da justiça. Eles foram apresentados ontem na Câmara de São José. A conta inclui ainda a reforma de prédios públicos danificados e o repasse dos auxílios mudança e aluguel às famílias expulsas do acampamento (4,4 milhões) por um período de 24 meses.

O secretário de Desenvolvimento Econômico de São José, João Francisco de Sawaia Lima, o Kiko, não contestou os números petistas, mas acusou a oposição de fazer política em cima dos números. “Todos esse contratos foram publicados e serão remetidos ao Tribunal de Contas. Não podia faltar alimentação e acolhimento à essas famílias. A prefeitura tinha que oferecer alimentação e abrigo. Era uma determinação judicial”, disse.

Segundo ele, gastos de competência da Selecta serão remetidos à massa falida. O Centro de Controle de Zoonoses confirmou a morte de 114 cachorros. “Dos 114 que morreram, 78% eram filhotes e mais suscetíveis a doenças e vírus, os demais estavam com a saúde fragilizada”, disse a pasta por nota.

O Vale

Prefeitura coloca novos ônibus em circulação na cidade

Um ônibus articulado começou a operar a linha 330 – Corredor Sul 1 (Campo dos Alemães), na zona sul de São José dos Campos. A cidade é a primeira do interior a experimentar esse modelo de transporte público. Antes do município, o coletivo já esteve no Rio de Janeiro, Curitiba e São Paulo.

O veículo é apropriado para Corredores de Transporte Rápido por Ônibus (BRT) e já é utilizado em sistemas como os de Curitiba (PR) e Goiania (GO). O ônibus articulado deverá operar outras linhas em mais regiões da cidade.

Prefeitura Municipal

Novas construções investem pouco em ‘projeto verde’

Considerada uma das capitais tecnológicas do país, São José dos Campos está atrasada quando o assunto é sustentabilidade na construção civil. Ainda poucas empresas resolveram se engajar na “construção verde” e os projetos sustentáveis são minoria na cidade.

De 143 novos empreendimentos surgidos desde novembro do ano passado, apenas dois buscaram pré-certificação no Leed (Leadership in Energy and Environmental Design liderança em energia e design ambiental, na tradução livre). Trata-se de sistema de certificação e orientação ambiental de edificações criado nos Estados Unidos, sendo adotado em 130 países, incluindo o Brasil.

Em São José, apenas a nova sede da Associação de Engenheiros e Arquitetos e o Colinas Green Tower estão buscando a certificação. Para tanto, os empreendimentos precisam seguir sete critérios: eficiência energética, uso racional da água, materiais e recursos, qualidade ambiental interna, espaço sustentável, inovações e tecnologias e créditos regionais.

Eles se comprometem a seguir os critérios e, depois de prontos, serão avaliados, para só aí recebem o certificado. Para o engenheiro Marcos Casado, gerente técnico do Green Building Council Brasil, representante oficial do Leed no Brasil, falta informação aos empresários sobre os benefícios da construção sustentável.

“O custo adicional chega até a 7% dependendo do nível de certificação que o empreendimento busca. Mas o retorno é rápido com a economia operacional gerada”, diz ele, que aposta no futuro da sustentabilidade em São José. “Tenho certeza que rapidamente despontará como uma das cidades com mais projetos.”

Trazendo eventos, palestras e apoiando um curso de MBA na área de sustentabilidade, a Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba) quer mudar esse prisma. “Estamos em sintonia com o mundo. Mesmo não tendo certificados, os empreendimentos estão sendo construídos com sustentabilidade parcial, como reaproveitamento da água”, afirma Cleber Córdoba, presidente da Aconvap.

Para erguer uma torre de 25 andares de salas comerciais na área do Shopping Colinas, na região oeste de São José, o vice-presidente do Colinas, Emerson Marietto, investe pesado na sustentabilidade. Serão gastos R$ 81 milhões para erguer 32 mil metros quadrados de área construída, até abril de 2014, com garagem e torre, que se conectará ao shopping. Para conseguir o certificado Leed, o modelo de construção seguirá rígidos padrões para uso de materiais, reduzindo resíduos e impactos.

“O prédio será eficiente na gestão energética, água terá controle por sensores, vidros privilegiam a iluminação natural e retêm calor e até os elevadores são inteligentes”, conta Marietto. “Tudo isso agrega valor ao empreendimento e atrai grandes empresas.”

Marco Aurélio Vituzzo, gerente comercial da construtora M Vituzzo, olha para frente quando pensa em sustentabilidade. Cada morador dos 60 apartamentos do Aquarius Evolution, prédio de 20 andares que deve ser entregue em 2015, terá uma tomada na garagem para recarregar um carro elétrico, além de outros projetos verdes.

“Em 2020, cerca de 20% da frota será de carros elétricos, que rodam 180 km com R$ 5 em energia. O apelo sustentável é enorme”, explica. Além disso, a empresa usa uma máquina capaz de reciclar os resíduos da construção e diminuir a média de 20% de perdas nos materiais. “Sem ela, continuamos na média de perda da construção, que é de um prédio inteiro para cada cinco construídos.”

O Vale