Leilão do Trem Bala e realizado em Junho de 2013

A Empresa de Planejamento e Logística (EPL) informou nesta terça-feira (30) que o leilão do trem-bala brasileiro foi adiado de maio para junho de 2013. A decisão foi tomada para que o governo tenha mais tempo de analisar as contribuições feitas durante a consulta pública que debateu o projeto. De acordo com a EPL, foram recebidas cerca de 150 sugestões. Por conta disso, também foi adiada, por cerca de 15 dias, a publicação do edital do trem-bala que estava prevista para acontecer nesta quarta-feira (31).

Projeto
O trem-bala vai ligar as cidades de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro e a sua construção vai custar pelo menos R$ 33 bilhões. O modelo definido pelo governo prevê dois leilões: o primeiro vai escolher a empresa que fornecerá a tecnologia do veículo e que será o operador da linha; o segundo vai definir as empresas que construirão a infraestrutura para a passagem do trem (trilhos, estações etc.).

Vence este primeiro leilão a empresa que apresentar a melhor relação entre valor de outorga (paga ao governo para ter direito à exploração do serviço) e custo de construção do trem-bala (incluindo a tecnologia aplicada e a infraestrutura). Poderão participar do leilão empresas brasileiras e estrangeiras, além de fundos de previdência e de investimentos, de maneira isolada ou em consórcio.

A concessionária que vai operar o trem-bala será uma SPE (Sociedade de Propósito Específico), formada pela empresa vencedora desse primeiro leilão e um representante do governo, no caso a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), estatal que substitui a Etav (empresa que seria a gestora do projeto).

Segundo a minuta do edital, o governo (EPL) será acionista minoritário da SPE com cerca de 10% de participação. Entretanto, a estatal vai ter direito a uma “golden share” (ação de ouro), mecanismo que permite veto a decisões do acionista majoritário em assuntos considerados sensíveis. O documento também estabelece que o vencedor da licitação terá que bancar, com recursos próprios, pelo menos 30% dos investimentos necessários. Os outros 70% poderão ser financiados.

Tarifa
A minuta do edital, divulgada em agosto, prevê que a tarifa a ser cobrada dos usuários pelo operador do trem não poderá ultrapassar R$ 0,49 por quilômetro. É o mesmo valor que constava do edital publicado pelo governo no ano passado, para a primeira tentativa de leilão do trem-bala, em que não houve interessados. Com esse valor, a passagem entre São Paulo e Rio de Janeiro ficaria em torno de R$ 199.

O edital estabelece ainda que o operador terá que pagar ao governo uma espécie de aluguel pelo uso da linha férrea para a passagem do trem, cujo valor mínimo será de R$ 66,12 por quilômetro. O governo vai recolher o dinheiro e transferir ao segundo concessionário, responsável pela construção da linha. Num deslocamento entre São Paulo e Rio, o custo do aluguel deve girar em torno de R$ 27 mil. A previsão do governo é que o contrato com a vencedora desse primeiro leilão seja assinado até 7 de novembro de 2013.

G1 (Vnews)

Publicado em: 31/10/2012

Nova área de expansão do CenterVale tem investimento alto

O CenterVale Shopping inaugura hoje sua nova ala com 7.000 metros quadrados que vão abrigar mais 60 lojas e criaram 1.800 empregos, sendo 600 diretos e 1.200 indiretos em São José. Resultado de um investimento de R$ 100 milhões, a expansão vai proporcionar também uma geração paralela de negócios na região.

Isso acontece porque vai aumentar a circulação de dinheiro no comércio. Dos novos empregadores surgem novos empregados que serão também consumidores. “O impacto no setor de serviços e comércio é o melhor possível para todo o Vale do Paraíba, que deve lucrar com a expansão dos shoppings na cidade. Sem falar que São José está se tornando ou até mesmo já se tornou um centro regional de compras”, disse Felipe Cury, presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial) de São José.

Segundo ele, os consumidores da região também serão beneficiados com a concorrência entre os empreendimentos. Além do CenterVale, o Vale Sul e o Colinas também investiram na cidade. O vendedor Rodolfo Teixeira Constantino, 25 anos, estava desempregado e agora será um dos novos funcionários da Sunglass Arte.

“Estou super feliz. Acredito que vai gerar um bom retorno. Vou poder voltar a consumir mais também”, afirmou. Para o superintendente do CenterVale, Ricardo Nunes, esse impacto é muito positivo e, por isso, há um projeto para expandir ainda mais o shopping. “Já estamos estudando essa possibilidade. O CenterVale tem espaço suficiente para crescer ainda mais”, disse.

Para o superintendente, a expansão do shopping foi uma discussão de necessidade com oportunidade. A expectativa é terminar 2012 com um saldo de cerca de R$ 500 milhões em vendas e receber mais de 1 milhão de visitantes até 31 de dezembro.

“A expectativa é a melhor possível. Se alcançarmos esse número, bateremos um recorde”, afirmou Nunes. No novo espaço do shopping serão inauguradas lojas inéditas no Vale. Para o superintendente, essa é uma das razões para o otimismo.

“Novas lojas com conceitos diferentes. Isso é fundamental para o público da cidade”, disse ele. Iniciando com quatro funcionários, a gerente da Rommanel, loja de joias, Miriam Freitas Namorato, pretende contratar mais quatro pessoas até o final do ano.  “Nós estamos na expectativa de grande aceitação no mercado. O objetivo é contratar mais funcionários sim”, disse.

Já a empresária Renata Silveira Olímpio de Paula, 24 anos, acredita que está fazendo um ótimo negócio abrindo um empreendimento da rede Lessô, de calçados. “Quero trazer um pouco mais de bom gosto para o cliente. Tenho certeza que vai cair no gosto das pessoas”, disse.

O cliente que passar pelos corredores do shopping será surpreendido com um som ambiente. A ideia é criar uma identidade musical do CenterVale. Um coral e um grupo de teatro vão abrir as festividades as partir das 16h. Mais à noite é a vez da chegada do Papai Noel, junto com a inauguração da iluminação natalina.

O Vale

Publicado em: 31/10/2012

Prefeitura da cidade investe milhões em semáforos

A Prefeitura de São José pretende instalar até o final do ano 25 novos semáforos inteligentes nas avenidas João Batista de Souza Soares (Estrada Velha Rio-São Paulo), na zona sul, e Juscelino Kubitschek, na zona leste, e em vias do bairro Jardim Colinas, na zona oeste.

O objetivo é diminuir o tempo de espera do motorista nas vias e melhorar a fluidez do trânsito. O governo vai investir R$ 2 milhões para a instalação das sinalizações nas duas avenidas. Já o restante dos semáforos serão bancados pelo Shopping Colinas, que passa por processo de ampliação. O valor é de R$ 800 mil.

“Sempre quando um empreendimento tem planos de ampliação, nós realizamos estudos para saber qual o impacto que isto vai ter no trânsito. E o shopping deu essa contrapartida porque, ampliando a área, vai trazer mais gente e o fluxo de carros aumentará”, disse Paulo Guimarães, diretor de trânsito de São José.

Hoje, existem em São José dez semáforos inteligentes aparelhos que calculam automaticamente o tempo que devem ficar abertos ou fechados, a depender do fluxo de veículos na via. Eles foram instalados no início do ano nas avenidas Nelson D’Ávila e Deputado Benedito Matarazzo e no cruzamento das ruas Paraibuna e Turquia.

A escolha das vias que recebem a sinalização se baseia no fluxo de carros. São priorizados os cruzamentos com os maiores tráfegos. Segundo Guimarães, a escolha das avenidas João Batista de Souza Soares e Juscelino Kubitschek também levou em conta o grande número de ônibus que circulam pelas vias.

“No futuro, vamos otimizar os corredores de transporte público para saber onde está passando ônibus com mais ou menos gente e, assim, melhorar o trânsito.” Motoristas e comerciantes consultados por O VALE elogiaram a instalação dos novos semáforos.

Para o empresário John Ferraro, 46 anos, é maneira eficaz de controlar o trânsito. “Aqui em São José ainda não tem engenharia de tráfego eficiente. Embora tenha estes mesmos semáforos no Jardim Paulista, ainda é pouco. Espero que esse plano seja ainda mais ampliado”, disse Ferraro.

Com um comércio instalado há 13 anos na Avenida JK, Jandira de Almeida, 45 anos, espera que os semáforos inteligentes diminuam o número de acidentes na via. “Acho que vai ajudar muito até porque, como é controlado, os motoristas não precisarão esperar muito para o semáforo abrir. Aí não precisa passar quando não pode.”

Já Sérgio Ezjemberg, engenheiro e mestre em transportes pela Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo), alerta que os semáforos inteligentes são úteis, mas podem não diminuir o engarrafamento quando há um grande fluxo de veículos no cruzamento no mesmo instante. “Como os semáforos têm sensores, calculam o tempo necessário. Mas se o cruzamento estiver com muitos carros dos dois lados, o tempo acaba sendo de um semáforo comum.”

O Vale

Publicado em: 24/10/2012

Orçamento de R$2 bilhões é valor estimado para novo Prefeito

O futuro prefeito de São José dos Campos, que será escolhido no próximo domingo (7), terá um orçamento de quase R$ 2 bilhões para administrar em 2013. Essa é a previsão orçamentária encaminhada pela prefeitura à Câmara na manhã desta segunda-feira (1). De acordo com a previsão de arrecadação, o futuro prefeito terá à disposição um orçamento de R$ 1.837.493 bilhão no próximo ano.

O valor representa crescimento de 6,18% em relação à previsão orçamentária deste ano de R$ 1.730.600 bilhão. A prefeitura não informou até a manhã desta segunda-feira (1) de que forma o valor será gasto e não quis divulgar a previsão. A proposta ainda será votada na Câmara. Para efeito de comparação, Campinas tem orçamento 2013 previsto em R$ 3,7 bilhões e Arapeí, a menor cidade do Vale do Paraíba, tem orçamento previsto de R$ 14,8 milhões.

G1 (Vnews)

Depois da compra, Alunos do IBTA querem esclarecimento

Os alunos do IBTA (Instituto Brasileiro de Tecnologia Avançada) realizaram anteontem uma assembleia, que contou com cerca de 110 estudantes, para esclarecer as possíveis mudanças que deverão ocorrer na faculdade após a sua compra pelo Cetec Educacional S.A., grupo administrador da Etep (Escola Técnica Professor Everardo Passos).

“Na reunião, duas representantes da Etep ouviram as nossas reivindicações e tiraram algumas das nossas dúvidas”, afirmou Rogério Pereira, 26 anos, estudante do terceiro semestre do curso de administração. O IBTA, localizado no prédio do Anglo, no Jardim Esplanada, na região oeste de São José, conta com salas de aulas equipadas com ar condicionado e data show. Uma das preocupações é se essa infraestrutura se manterá quando os alunos forem para o prédio da Etep, mudança prevista para acontecer a partir de janeiro.

“Como aqui temos salas bem equipadas, com excelente infraestrutura e poucos alunos, estamos preocupados em como será lá”, afirmou Pereira. Os alunos também questionaram as possíveis mudanças na carga horária dos cursos e a emissão dos diplomas. “Estamos na dúvida se eles sairão no nome do IBTA ou da Etep”, disse Pereira.

Segundo a diretora acadêmica do Cetec Educacional, os alunos não têm com o que se preocupar. “Não mexeremos na carga horária dos cursos e, como alguns deles são iguais aos oferecidos pela Etep, estamos fazendo uma análise curricular para que possamos definir a união das salas. Além disso, a infraestrutura da escola está sendo melhorada para receber os novos alunos que estão vindo do IBTA”, afirmou.

Com relação ao diploma, ainda não há uma definição. “Algumas decisões serão tomadas depois da fase de análise dos currículos acadêmicos, que deve encerrar por volta de outubro”, disse Marta. “De qualquer forma, este ano tudo se mantém igual. As novas mudanças só devem ocorrer a partir de janeiro”. De acordo com informações do Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor), tudo o que estiver no contrato feito entre os alunos e o instituto deverá ser cumprido.

O Vale

Governo confirma estação do Trem Bala na cidade

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) confirmou ontem que o governo federal deve definir Aparecida e São José dos Campos como as cidades da Região Metropolitana do Vale do Paraíba que terão paradas obrigatórias do Trem-Bala, entre Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas.

Executivos da agência admitiram ainda a possibilidade de mudança no traçado do TAV (Trem de Alta Velocidade) para evitar que a ferrovia passe pelo Parque Municipal do Banhado, que é uma unidade de conservação integral.

Hélio França, superintendente-executivo da ANTT, disse que o estudo elaborado pelo governo para a implantação da primeira ferrovia de alta velocidade do país recomenda uma estação em São José dos Campos. “O que não está definido é a sua localização na cidade”, afirmou França.

Ele relatou que o local da estação será definido no projeto executivo da nova ferrovia, que será contratado pelo governo no próximo ano. “A localização da estação vai levar em consideração os aspectos locais, urbanos, acessibilidade e preservação ambiental que garantam o melhor atendimento da cidade de São José e da região circunvizinha”, disse o executivo.

A estação de Aparecida foi mantida para atender ao público turístico da região, principalmente que visita o Santuário Nacional e os centros religiosos vizinhos, como o de Frei Galvão, em Guaratinguetá, e a Canção Nova, em Cachoeira Paulista.

Na modelagem anterior do TAV, que não prosperou pelo fracasso dos leilões de concessão da ferrovia, por falta de interessados, estavam previstas duas paradas obrigatórias na RMVale uma em Aparecida e outra a ser definida pelo operador do sistema. São José despontava como cidade potencial para abrigar a segunda estação. Na nova modelagem, apresentada ontem em audiência pública na cidade, quem indicará as paradas obrigatórias será o governo federal, informou França.

Sobre a possibilidade de mudanças no traçado da ferrovia, a questão será tratada no processo de elaboração do projeto executivo, mas a ANTT vai respeitar as restrições ambientais apontadas no estudo do Trem-Bala. “Nos documentos que estão na audiência pública já existe restrição ao Banhado”, afirmou o superintendente.

“Nesse novo modelo, o projeto final será feito pelo governo, pela EPL (Empresa de Planejamento e Logística) e levará em consideração todas as restrições ambientais, recomendações e sugestões da comunidade. Será o resultado do diálogo entre a EPL, o governo a ANTT e as municipalidades com foco no desenvolvimento local e regional”, afirmou.

A audiência pública, reuniu cerca de 70 pessoas. A ANTT recebeu manifestações escritas e orais para que a estação do TAV seja em São José e que a ferrovia evite o Banhado. No encontro, os executivos da agência apresentaram e coletaram subsídios à minuta do edital e do contrato de concessão referentes à primeira etapa de concessão do TAV. Nesta etapa, será definido o fornecedor da tecnologia, do material rodante e operador do sistema. O leilão está marcado para maio de 2013.

O Vale

Mesmo depois de um ano, Arena ainda não tem projeto definido

Um ano após o início da construção da Arena Municipal de Esportes, principal obra do governo do prefeito Eduardo Cury (PSDB) em São José dos Campos, a administração ainda não tem o projeto do complexo totalmente pronto.

O VALE apurou que a Construtora Montebelense, de São Luís de Montes Belos (GO), contratada em março de 2010 para fazer o projeto executivo da Arena, por R$ 269 mil, ainda está entregando revisões das plantas o projeto da rede elétrica do ginásio, por exemplo, foi concluído somente na semana passada.

Até agora, de acordo com as planilhas de pagamento da prefeitura, a construtora recebeu R$ 154 mil pelo serviço, o que representa 57% do valor serviço contratado. O projeto executivo é usado obrigatoriamente como referência para a licitação da obra, detalhando arquitetura, redes hidráulica e elétrica, climatiza-ção, acústica e a estrutura no empreendimento.

Fernando Severino, um dos sócios da Construtora Montebelense, confirmou que a empresa está “fazendo revisões a pedido da prefeitura”. A secretária de Obras de São José, Flávia Pitombo, negou que o projeto executivo esteja sendo substancialmente modificado após a licitação da obra. Orçada em R$ 33 milhões, a Arena começou a ser construída em agosto de 2011, com prazo de entrega de um ano.

A empreiteira Recoma, responsável pela obra, conseguiu postergar a entrega para 31 de outubro, em razão de problemas com o terreno e chuvas, mas já antecipou que não vai conseguir cumprir o novo cronograma. Com isso, o complexo pode ficar ainda mais caro e não ser entregue neste ano.

No final de agosto, a Recoma foi multada em R$ 330 mil pela prefeitura por ter concluído apenas 24% da obra, quando deveria ter entregue 40%. Ela pode recorrer. Considerando serviços complementares de R$ 2,8 milhões feitos pela Urbam (Urbanizadora Municipal S/A) no terreno, o custo total da Arena já chega a R$ 36 milhões.

Na avaliação de arquitetos e engenheiros, a falta de um projeto executivo pronto e acabado vai elevar o custo e provocar mais atrasos. Presidente da AEA (Associação de Engenheiros e Arquitetos) de São José, Carlos Vilhena culpou a “falta de gestão” e a “interferência política” como os dois grandes problemas em obras públicas da cidade. “As escolhas da prefeitura têm que ser analisadas.”

Para ele, a falta do projeto executivo completo prejudica o trabalho dos construtores. “As obras ficam bem mais caras e as empreiteiras acabam tendo que pedir mais prazo e dinheiro para terminar”, afirmou Vilhena. O arquiteto Flávio Mourão disse que pequenas revisões são normais, mas a falta de um projeto executivo detalhado pode ser um indício de problemas mais graves. “A obra começa a ficar sob suspeita.”

O Vale

Cidade terá 3 novos reservátorios de água da Sabesp

A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) garante que no próximo verão a população de São José dos Campos não enfrentará problemas de abastecimento de água. Pelo menos nos últimos dois verões, moradores de bairros da zona leste da cidade conviveram com constantes falta d’água.

O superintendente da companhia no Vale do Paraíba, Oto Elias Pinto, informou que a Sabesp está comprando, por meio de licitação, três reservatórios de aço para a região leste, o que irá garantir o abastecimento de 30 mil ligações em 118 bairros da região, o que representa cerca de 90 mil a 100 mil pessoas.

“Os novos reservatórios serão instalados até o final deste ano. O investimento é de R$ 2 milhões”, afirmou. De acordo com a Sabesp, os três reservatórios terão capacidade conjunta para armazenar 3 milhões de litros. Eles serão instalados no Jardim da Granja, Jardim Americano e no Galo Branco/Jardim República. “Com esse sistema, vamos garantir o abastecimento em toda a zona leste”, disse o superintendente da Sabesp.

A companhia planeja realizar nas próximas semanas uma operação de rastreamento ao longo do ribeirão Vidoca para identificar possíveis lançamentos clandestino de esgoto. O superintendente da Sabesp disse que se for constatado lançamento clandestino de esgoto, a Vigilância Sanitária será comunicada para autuar o infrator. “Senti um cheiro ruim próximo ao Vidoca”.

O Vale

Empres é multada por atraso nas Obras da Arena Esporte

A empresa Recoma, responsável pela construção da nova Arena Esportiva de São José dos Campos, recebeu ontem uma multa de R$ 330 mil da prefeitura pelo atraso na obra. “Segundo a última medição, entregue pela empresa na semana passada, a obra está 24% concluída. Pelo cronograma, esse índice deveria ser de 40%”, afirmou a secretária de Obras de São José, Flávia Pitombo.

Esse foi o segundo atraso consecutivo no cronograma. Em julho, a construção já deveria ter atingido 25%, mas estava em 20%. “Naquela ocasião, notificamos a empresa. A justificativa foi de que eles estavam com falta de funcionários, mas que o problema ia ser resolvido e o cronograma seria respeitado”, afirmou a secretária. Sobre esse novo atraso, registrado no mês de agosto, a Recoma ainda não enviou justificativa à prefeitura.

Pela proposta inicial, o novo complexo esportivo, no Jardim das Indústrias, zona oeste, deveria ter ficado pronto no início deste mês. Mas, devido a problemas com o terreno e as chuvas, a data já havia sido alterada para o dia 31 de outubro.

Na semana passada, o presidente da Recoma, Sérgio Schildt, revelou a O VALE que não seria possível entregar a obra dentro do prazo. “Eu fiquei surpresa com a declaração dele. Nós já sabíamos dos atrasos, mas em nenhum momento a empresa nos pediu um aditamento do prazo. Oficialmente, para a prefeitura, a arena seria entregue no fim de outubro”, disse Flávia.

Ainda de acordo com a secretária, o próximo passo é esperar a nova medição das obras, prevista para acontecer em setembro. “Se eles continuarem com os atrasos, podem receber novas multas. Caso a obra não seja concluída dentro do prazo, podemos até rescindir o contrato”.

Segundo a secretária de Obras, o contrato firmado entre a prefeitura e a Recoma não prevê reajuste nos valores.  O VALE conversou ontem com o presidente da Recoma, Sérgio Schildt, mas ele não quis comentar o atraso nas obras e a aplicação da multa.

O Vale

Para obras de expansão Shoppings investem mais de R$400 Milhões

Com investimentos que ultrapassam os R$ 400 milhões, os três principais shoppings de São José dos Campos trabalham para ampliar suas dependências e atrair mais clientes. O Colinas Shopping tem o maior investimento R$ 252 milhões em obras que vão até outubro de 2014. O Center Vale gasta R$ 100 milhões para no dia 31 de outubro inaugurar seu novo espaço. Já o Vale Sul, que terminou as obras em junho, não divulgou o valor gasto.

Após a conclusão das obras no Colinas e no Center Vale e a chegada das lojas restantes ao Vale Sul, os três shoppings devem gerar ao menos 6.600 novos empregos diretos e indiretos. Segundo delegado do Corecon (Conselho Regional de Economia) Jair Capatti Júnior, os investimentos mostram a confiança dos investidores neste setor.

“Os setores de serviços e de comércio estão puxando a economia no Vale. É uma região que está se desenvolvendo e com isso abre espaço para investimentos”, disse o especialista. Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) mostram que serviço e comércio são os setores mais aquecidos da economia na cidade. De janeiro a julho, foram os que tiveram os saldos mais positivos na geração de empregos formais foram 214 e 180, respectivamente.

Shoppings. As obras do Vale Sul duraram quase dois anos 57 novas lojas foram criadas e a área saltou de 75 mil m² para 118 mil m², o equivalente a 13 campos de futebol. As vagas de estacionamento cresceram de 3.000 para 4.500.É esperado que 1,4 milhão de pessoas passe mensalmente pelo shopping crescimento de 16% em comparação ao período antes das reformas.

Segundo o gerente de marketing do shopping, Robson Mikio, a ampliação foi para acompanhar a tendência de crescimento do setor e para expandir o público. “O shopping precisa se preparar para e atender bem aos clientes e se tornar mais regional”, disse.

O estilo arquitetônico com elevadores panorâmicos, o boliche que será inaugurado no próximo mês e novas lojas como Vivara e Nike Factory são as apostas do shopping para atrair clientes. O Center Vale está em contagem regressiva para a inauguração da nova área. Engenheiros, pedreiros, ferreiros, marceneiros e eletricistas trabalham para entregar 80 novos espaços para lojas

O shopping contará com 6.000 m² a mais de área e 300 novas vagas de estacionamento. É esperado que passe 1,35 milhão de pessoas por mês após a reinauguração. A principal atração da nova área será a grife espanhola Zara, loja de vestuários e acessórios masculinos e femininos.

Com a ampliação, o shopping espera aumentar suas vendas este ano em 15%, em relação a 2011, e arrecadar R$ 500 milhões em vendas. O superintendente do shopping, Ricardo Nunes, disse que a ideia de expandir o shopping começou há dois anos para poder incluir novas redes.

“Nós sentimos a necessidade de aumentar. Não tinha espaço para novas lojas”, disse. O projeto mais ambicioso é o do Colinas. A intenção é triplicar o faturamento e o fluxo de pessoas. Hoje, passam 860 mil pessoas por mês. A 1ª fase de ampliação termina em dezembro deste ano 27 novas lojas serão inauguradas. O shopping quer ter a maior praça de alimentação da região, com 1.000 lugares.

Em 2014, data final das obras, serão 185 lojas a mais e 3.050 vagas de estacionamento. O projeto é transformar o shopping em um complexo multiuso. Além do centro de compras, será inaugurado um hotel em maio de 2013 e uma torre comercial de 24 andares em julho de 2014.

Todos os representantes dos shoppings foram unânimes ao afirmar que há espaço para todos ampliarem ao mesmo tempo. O economista Jair Capatti concorda que o momento é favorável e disse que é possível crescer mais. “Com o pré-sal e o trem-bala, o Vale deve crescer ainda mais.”

O Vale