Pib faz recusar a RMVale devido a crise da industria

Em uma década, a Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte recuou de 6,5% para 4,9% sua participação no PIB (Produto Interno Bruto) do Estado de São Paulo, revela estudo divulgado ontem pelo Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados). A pesquisa é referente ao período de 2000 a 2010.

O PIB conjunto dos 39 municípios somou em 2010 total de R$ 61,7 bilhões. A queda foi puxada por São José, o maior PIB da região, com R$ 24,1 bilhões. Segundo o estudo, o PIB estadual atingiu R$ 1,247 trilhão em 2010. A participação do município no PIB paulista recuou de 3,2% para 1,9%.

A cidade despencou do 2º para o 8º lugar no ranking do PIB dos municípios paulistas. Na contramão, Taubaté, segundo maior PIB da RMVale (R$ 9,7 bilhões), avançou três posições no ranking e passou de 19º para 16º lugar entre os 20 maiores municípios. O bom desempenho foi puxado pelos valores adicionados dos setores industrial e de serviços.

O PIB representa a soma das riquezas geradas pelos diversos setores e mede a diferença entre o custo de se produzir e o que se obtém como fruto dessa produção. Os números têm impacto no cotidiano e podem refletir na qualidade de vida da população.

Para o gerente da área de Indicadores Econômicos do Seade, Wagner Bessa, a queda da participação da RMVale no PIB paulista é explicada por problemas conjunturais, mas a região permanece com um grande polo econômico de São Paulo.

“Podemos dizer que, no caso de São José, um problema identificado que colaborou para a queda da participação do município no PIB paulista foi o desempenho da indústria de petróleo e gás”, afirmou. Bessa explicou que essa cadeia tem grande peso no PIB e a variação para baixo do preço internacional do petróleo aliada à política do governo federal de “represamento” do preço interno dos derivados influenciou na composição final do PIB do município.

“Mesmo tendo registrado queda, São José é o terceiro colocado no ranking estadual considerando a participação dos municípios no valor adicionado da indústria, atrás apenas da capital e de São Bernardo do Campo”, disse. Já o bom desempenho de Taubaté foi avaliado pelo gerente da Seade como resultado do crescimento dos polos industrial, sobretudo do setor automotivo, e de serviços na cidade. “A cidade registrou avanços nos polos varejista, atacadista e automotivo.”

O economista Edson Trajano, da Unitau (Universidade de Taubaté), ponderou que o polo industrial de São José é afetado pela crise econômica internacional. “As indústrias de São José exportam para países ricos da Europa e para os Estados Unidos, que enfrentam crise. Aliado a esse fator há a questão do setor de óleo e gás que enfrenta problema de preços”, disse.

“Com Taubaté acontece o contrário. As indústrias fornecem para o mercado interno e para o Mercosul, que não estão em crise ”, afirmou Trajano. O secretário de Desenvolvimento Econômico de São José dos Campos, José de Mello Corrêa, afirmou que o resultado do PIB de 2010 mostra que a situação de São José permanece estável. “A expectativa é positiva par os próximos anos”, disse.

O Vale

Publicado em: 13/12/2012

Empresa realiza investimento para vigilância na Copa

A Copa do Mundo de 2014, que será disputada no Brasil, pode usar aeronaves fabricadas no Vale do Paraíba nas ações de segurança. Trata-se do Vant, sigla de Veículo Aéreo Não Tripulado, que a Avibras Aeroespacial está projetando em São José.

Batizado de ‘Falcão’, a aeronave é o primeiro Vant nacional na classe de 800 quilos e poderá ser usado em missões de vigilância, reconhecimento e patrulha. Aviões operados por controle remoto são largamente utilizados pela Força Aérea norte-americana em missões no Oriente Médio.

Segundo a Avibras, a plataforma do Falcão é feita em fibra de carbono, que garante maior leveza ao veículo e aumenta o espaço útil. Tem mais de 15 horas de autonomia e leva 150 quilos de carga. O Vant está configurado para tirar fotos e filmar com alta qualidade, de dia ou à noite. Tem um radar de detecção de alvos móveis e link de satélites, com alcance de 1.500 km.

A Avibras já investiu R$ 60 milhões e conta com o apoio das três Forças Armadas e também da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos). Os sistemas são 100% nacionais. Espera-se que as Forças Armadas definam os requisitos do sistema, ainda neste ano, para iniciar a fase de industrialização do projeto.

O Vale

Publicado em: 10/12/2012

13° aquece mais de 100% o comércio da cidade

O comércio da região comemora o movimento do último final de semana, classificado como o segundo melhor do ano em vendas e movimento de consumidores. Entre sábado e domingo, cerca de 500 mil pessoas passaram pelos shoppings de São José e Taubaté. Já no comércio de rua das duas maiores cidades do Vale, o fluxo foi 20% maior do que nos finais de semana comuns, comparado com o mesmo período de 2011.

Para lojistas, o motivo do aumento foi pagamento da primeira parcela do 13º Salário, na sexta-feira. “Foram dois dias excelentes. Não esperávamos tanta gente. Superou todas as nossas expectativas. Isso nos mostra que o comércio ficará bem aquecido nos próximos fins de semana que antecedem ao Natal”, disse a gerente de Marketing do Taubaté Shopping, Martha Serra.

De acordo com a assessoria de imprensa do Vale Sul Shopping, em São José, nos três dias sexta, sábado e domingo foram registrados 250 mil pessoas circulando pelo centro de compras. Os cerca de 100 mil consumidores que passaram pelo CenterVale Shopping renderam 650 notas trocadas na promoção de Natal. De acordo com a assessoria, o ticket médio por pessoa foi de R$ 1.600 no sábado e R$ 1.500 domingo.

O Colinas Shopping, em São José, também registrou aumento nas vendas e no fluxo de pessoas. Segundo sua assessoria de imprensa, o centro de compras deve receber 840 mil pessoas no mês de dezembro, um aumento de 12% comparado com o mesmo período do ano passado.

“Recebi parte do meu décimo terceiro e resolvi antecipar as compras de Natal. Além da família, tenho afilhados e amigos queridos”, disse a funcionária pública, Janete Barros. Em Taubaté, os lojistas estão otimistas. De acordo com a presidente da Acit (Associação Comercial e Industrial de Taubaté), Sandra Morales, o fim de semana foi comparado com o do Dia das Mães, quando o comércio registra o segundo melhor evento do ano.

“O comércio está muito aquecido. Todas as lojas estavam lotadas. Até estendemos o horário de última hora”, afirmou a presidente. Em São José não foi diferente. Quem aproveitou o dia de descanso para ir às compras, precisou de disposição e paciência. “É uma loucura, mas é necessário”, disse a secretária Jurema Nascimento.

O Vale

Publicado em: 04/12/2012

Embraer tem novos planos para desenvolver projetos

A Embraer Defesa e Segurança planeja entrar em uma nova área: a dos navios de guerra. E novos empregos devem ser gerados em São José e região. Segundo a empresa, os estudos para dar início a esse projeto inédito na história da terceira maior fabricante de jatos comerciais do mundo já começaram.

Conhecida por seus aviões, a empresa pretende expandir o mercado na área de defesa, como já fazem a Boeing e Airbus. O sucesso no novo segmento vai depender, principalmente, do número de pedidos de navios da Marinha do Brasil.

Vale lembrar que em 2008 o governo criou a Estratégia Nacional de Defesa e, em 2011, investiu R$ 74 bilhões na área de defesa. Ao todo, a Marinha anunciou a aquisição de 27 navios-patrulha de 500 toneladas no valor estimado de R$ 65 milhões cada. Até agora, apenas sete dessas embarcações foram encomendadas.

Para o pesquisador de assuntos militares da UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora), Expedito Bastos, o projeto deve sair do papel e se consolidar em um prazo de cinco anos. “A Embraer é uma das poucas empresas do Brasil que têm condições de gerenciamento na área militar. É importante se diversificar. Acho até que a empresa deveria construir helicópteros. O país precisa”, afirmou ele.

De acordo com o gerente do Cecompi (Centro para Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista), Agliberto Chagas, a cadeia de fornecedores da região está preparada para receber pedidos. “As empresas terão apenas que se adequar às novas normas e certificações”, disse o gerente.

Ao longo dos anos, as grandes empresas aeronáuticas se transformaram em conglomerados, o futuro da Embraer. Segundo o professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e pesquisador de indústria aeronáutica e defesa, Marcos Barbieri, a Embraer vai passar a utilizar o conhecimento que tem em outra área como a de defesa.

“A Embraer tem grande capacidade de integração de sistema. E deve avançar ainda mais atuando na área naval”, disse ele. Para que o projeto seja concluído, a empresa precisa de um estaleiro. De acordo com o pesquisador, há três alternativas: construir, comprar um já existente ou se tornar parceiro de algum estaleiro.

Saindo do papel, o novo projeto deve gerar empregos na região. “É algo muito favorável para São José e região. Deve haver contratações e subcontratações na área de sistema”, afirmou. Novos concorrentes na área da aviação civil estão surgindo como a Rússia, China e índia. Segundos Bastos, o Japão deve entrar no mercado nos próximos anos. “É preciso diversificar para sobreviver no mercado”, disse.

A Embraer Defesa e Segurança foi criada há dois anos e já é responsável por 18% da receita global da empresa e deve atingir faturamento de US$ 1 bilhão até o fim do ano. No período, se associou à Atech (sistemas de comando e controle, comunicações avançadas e controle de tráfego aéreo), Orbisat (radares), Harpia Sistemas (Vant) e a Ogma, com manutenção e fabricação de aeroestruturas. Para atender a nichos específicos, criou a Visiona (satélites) e a Savis (monitoramente e controle).

“A Embraer já começou a diversificar com os contratos da Visiona e Sisfron”, disse o presidente do Cecompi, Agliberto Chagas”. A Visiona será responsável pela produção do satélite geoestacionário que será lançado pelo governo em 2014. E o Sisfron vai monitorar as fronteiras do Brasil.

O Vale

Publicado em: 03/12/2012

Projeto de metrô de superficie é apresentado na cidade

O Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento), de São José dos Campos, apresenta amanhã projeto para a implantação do metrô de superfície, o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), em São José. A proposta já está em análise para financiamento no Ministério das Cidades, no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) de Mobilidade de Médias Cidades.

Ao custo estimado de cerca de R$ 1 bilhão, o VLT foi concebido para complementar o atual sistema de transporte coletivo da cidade, operado por ônibus. Os detalhes do projeto, mantido em sigilo, somente serão divulgados amanhã pelo Ipplan, mas O VALE conseguiu dados macros do VLT.

Com aproximadamente 22 quilômetros de extensão, o metrô irá ligar as regiões sul, centro e leste. A proposta é que o sistema seja implantado nos corredores viários existentes, tendo como eixo principal as avenidas do anel viário. No trecho sul/centro, por exemplo, o trajeto possível do VLT será pelo canteiro central da avenida Andrôme-da, com transposição da Via Dutra e segue pelas avenidas Jorge Zarur, Florestan Fernandes, Teotônio Vilela até a Sebastião Gualberto, onde contorna e segue pelas avenidas São José, Madre Tereza e São João até a Jorge Zarur e Eduardo Cury.

No sentido centro/leste, a proposta é que os trilhos do VLT sejam implantados no terreno vazio entre as torres de energia de alta tensão, conhecidas como ‘linhão’. Nesse ramal, a parada final seria nas proximidades do Parque Tecnológico. O novo sistema é similar aos existentes em países europeus como França, Alemanha e Bélgica e também não terá alimentação aérea, a exemplo dos metrôs brasileiros.

Os estudos do Ipplan apontam que o VLT poderá transportar em média 6.000 passageiros/hora em cada sentido. As estações seriam implantadas a cada 500 metros. De acordo com o secretário municipal de Transportes, Anderson Farias Ferreira, 60% da demanda de usuários está concentrada no trecho sul/centro. O prefeito Eduardo Cury (PSDB) comentou que o projeto pode ser implantado em três anos após a liberação de financiamento para o projeto.

“É um modelo simples de ser implantado. Esperamos que o novo governo dê continuidade ao projeto”, disse. A proposta elaborada pelo Ipplan prevê que, caso seja viabilizado, o VLT terá a mesma tarifa do sistema atual do transporte de massa. Atualmente, a tarifa de ônibus é de R$ 2,80.

O Vale

Publicado em: 26/11/2012

Embraer da cidade prevê venda de 650 Jatos para a China

A Embraer, com sede em São José, prevê a entrega de 650 jatos executivos na China nos próximos 10 anos, negócio avaliado em US$ 24 bilhões que representa 9% das entregas mundiais. A previsão do mercado chinês de aviação executiva foi apresentada ontem durante a 9ª Exposição Internacional de Aviação & Aeroespacial da China (Airshow China 2012) em Zhuhai, na Província de Guangdong.

Em nota, o presidente da Embraer-Aviação Executiva, Ernest Edwards, disse que a China é um crescente mercado global de aviação executiva graças ao seu desenvolvimento econômico, à abertura gradual do espaço aéreo e à melhoria contínua de sua infraestrutura aeroportuária.

“A Embraer está muito atenta ao mercado chinês, o qual deverá gerar grandes oportunidades para todos os fabricantes deste setor. Temos um compromisso com o mercado e com cada um de nossos clientes, por meio de nossa linha completa de jatos executivos de última geração e o contínuo aprimoramento do nosso suporte ao cliente”, afirmou ele.

De acordo com a Embraer, o ‘boom’ do mercado chinês é graças ao crescimento econômico do país. Hoje, o país tem uma frota de 267 aeronaves, 77% das quais são de grande porte, entre as categorias super mid-size e ultra-large. Para comparação, em 2007, a China tinha apenas 78 jatos executivos. A China tornou-se a ‘menina dos ovos de ouro’. “É um mercado brilhante”, dia a nota da empresa.

Uma das estratégias da fabricante para se firmar nesse mercado é a contratação do ator Jackie Chan como ‘garoto-propaganda’. O astro chinês esteve em fevereiro em São José dos Campos para receber seu Legacy 650, estimado em US$ 30 milhões. O primeiro Legacy 600/650 será produzido no início de 2013 na China com previsão de entrega no fim do mesmo ano.

O jato executivo Phenom 300 da Embraer recebeu recentemente a Validação de Certificado de Tipo da Administração de Aviação Civil da China (CAAC). O anúncio foi feito durante a 9ª Exposição Internacional de Aviação & Aeroespacial da China. Agora, todos os cinco jatos executivos da Embraer em serviço estão certificados pela autoridade de aviação civil da China.

O Vale

Publicado em: 14/11/2012

Venda de grande aquisição feita pela Avibras na cidade

A Avibras Aeroespacial fechou contrato de US$ 350 milhões para vender 36 plataformas de lançamentos múltiplos de mísseis Astros 2 para a Indonésia, conforme informou ontem a publicação especializada ‘Janes Defence Weekly’.

Segundo a publicação, a operação comercial entre o Ministério da Defesa da Indonésia e a Avibras foi fechada durante a feira internacional de materiais militares Indo Defence, realizada nesta semana em Jacarta. O acordo contempla ainda 36 veículos para o transporte das plataformas de lançamento, controle de disparo, manutenção e treinamento para a utilização das armas.

Trata-se do segundo grande contrato que a Avibras fecha com compradores no exterior desde 2008, quando firmou uma venda de 18 sistemas Astros para a Malásia, por R$ 500 milhões. A encomenda foi entregue até o começo de 2010. Além do contrato de venda para a Indonésia, a Avibras assinou com o país um memorando de entendimento para a troca de tecnologia e de fortalecimento da cooperação na área de defesa.

Na avaliação do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, a Avibras terá que contratar funcionários para dar conta deste novo contrato. Em recuperação pela crise que quase provocou a sua falência e tendo passado por um processo de recuperação judicial entre 2008 e 2011, a Avibras perdeu mais de 1.000 trabalhadores desde os anos 1980, quando viveu a sua primeira crise.

Reduziu o número de operários a 900, em dezembro de 2011, mas começou a recuperar postos neste ano, após a liberação de contratos do governo federal. Hoje, são 1.400 trabalhadores.  A presidente Dilma Rousseff (PT) autorizou o pagamento de recursos na ordem de R$ 209 milhões para a Avibras desde agosto do ano passado R$ 45 milhões naquele mês e mais R$ 164 milhões em outubro.

O dinheiro faz parte do pacote de socorro à fabricante de materiais bélicos por meio do programa Astros 2020, orçado em R$ 1,2 bilhão e tido como a ‘salvação’ da Avibras. O programa irá equipar o Exército Brasileiro. O equipamento é uma evolução do conjunto lançador de foguetes livres Astros 2, o maior sucesso de vendas da empresa. Procurado ontem pelo O VALE, o presidente da Avibras, Sami Hassuani, não foi localizado para comentar o contrato com a Indonésia.

Com a venda de produtos em baixa e em crise institucional, a Avibras Aeroespacial requereu, em julho de 2008, o regime de recuperação judicial. A Avibras aposta no desenvolvimento do programa Astros 2020, que equipará o Exército Brasileiro, como a ‘salvação’ completa da empresa. O orçamento é de R$ 1,2 bilhão.

Após iniciar o processo de recuperação judicial, a empresa fechou dois grandes contratos internacionais. Com o governo da Malásia, em 2008, a Avibras fechou a venda de 18 sistemas Astros por R$ 500 milhões. Os equipamentos foram entregues até 2010.

A empresa fechou nesta semana um contrato de US$ 350 milhões com o governo da Indonésia para desenvolver 36 plataformas de lançamentos múltiplos de mísseis Astros 2, além de troca de tecnologia e cooperação na área da defesa. O Sindicato dos Metalúrgicos aposta nos contratos com o exterior para retomar a contratação de funcionários. Na avaliação da entidade, a empresa terá que passar dos atuais 1.400 trabalhadores para algo em torno de 2.000 empregados para dar conta dos programas.

O Vale

Publicado em: 14/11/2012

Novo prédio do Forum será inaugurado em Dezembro

Após seis adiamentos em sete anos, o novo Fórum de São José dos Campos, no Jardim Aquarius, região oeste, vai ser inaugurado no dia 17 de dezembro. As obras foram iniciadas em 2005. A data foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo e pelo juiz José Loureiro Sobrinho, diretor do Fórum.

Antes marcada para hoje, a inauguração foi adiada pela última vez, segundo Sobrinho, por pendências e adequações na estrutura. Faltaram instalação telefônica, de informática, adequações de algumas salas e o sistema de ar condicionado.

“Tudo foi resolvido e, com toda a certeza, o Fórum será inaugurado em 17 de dezembro com toda a sua estrutura montada”, afirmou o juiz. Ontem, O VALE percorreu as dependência do novo prédio com Sobrinho, que explicou a funcionalidade de cada setor e sala. As instalações foram planejadas para setorizar o atendimento e o trabalho dentro do prédio, que custou R$ 27,3 milhões.

Cartórios e as 22 varas que ocuparão o Fórum estarão perto uns dos outros e com fácil acesso para funcionários e a população. “Além da praticidade no trabalho, o conforto e a segurança também foram itens pensados na construção do prédio”, disse Sobrinho.

O complexo de três prédios somam 19 mil metros quadrados de área construída em 22 mil metros quadrados de área. O juiz informou que as divisórias dos gabinetes e os computadores começam a ser montados em 12 de novembro. A mudança dos processos, que custará cerca de R$ 300 mil, começará em 10 de dezembro. Expediente no Fórum será suspenso de 10 a 19 de dezembro, atendendo só emergências e audiências marcadas.

O Vale

Publicado em: 09/11/2012

Concessionárias da cidade tem alta nas vendas

Concessionárias da região registraram até 40% de crescimento nas vendas de carros em outubro, na comparação com setembro, e comemoraram o segundo melhor mês do ano. O aumento nas vendas se deve, principalmente, à prorrogação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), benefício previsto para terminar no dia 31 de dezembro. Por conta do crescimento, alguns carros já estão na fila de espera. E em algumas lojas faltaram vendedores.

“Outubro foi um mês excelente. Superou todas as nossas expectativas”, disse o supervisor de vendas da Superfor, em São José, Antônio Cleiton de Almeida. Para ele, os lançamentos também chamam a atenção do cliente e aquecem o mercado. “Vivemos um bom momento. Em outubro vendemos cerca de 170 carros, 25% a mais”, afirmou.

A aceleração nas vendas também agradou o supervisor de vendas da Itavema Fiat, Marlon Casco de Andrade. “Vendemos mais de 200 veículos em outubro, o que para nós representa 20% a mais”, disse. Segundo ele, os mais procurados são os carros 0 km. “Desses 200, cerca de 150 são novos. A facilidade em comprar tem atraído muita gente às concessionárias”, afirmou Andrade.

Em busca do primeiro carro, a estudante Samara Salles Lopes, 24 anos, pesquisou e decidiu pela compra. “Pesquisei bastante e há bastante tempo. E esse é o momento. Antes, a prioridade era o apartamento e já conquistei junto com meu marido, agora, a prioridade é o carro”, disse. Já o pecuarista Marco Rangel, 65 anos, esperou um bom momento para comprar um carro. “Estou atrás de um carro novo. E agora a condição está melhor. Quero voltar para casa de carro novo”, disse.

Cresceram as vendas e junto com elas cresceram as filas de espera. Em apenas uma concessionária de São José, para levar para casa o novo Ford Ecosport, alguns clientes terão que esperar até dois meses. De acordo com o supervisor de vendas, cerca de 100 pessoas aguardam por esse modelo.

“Quando o cliente chega, temos que pedir a ele que tenha paciência porque a procura é muito grande na região”, afirmou Almeida. E em algumas lojas faltaram vendedores. Para Almeida, foi uma grande surpresa. “Faltou vendedores para tantos clientes. Na hora, tivemos que ter jogo de cintura”, disse ele.

O crescimento na cidade chegou a 40% em algumas concessionárias a partir da segunda quinzena de outubro. “Foram 15 dias consideravelmente fortes”, disse o gerente de vendas da Taubaté Veículos, Agnaldo Mangini. De acordo com ele, os carros mais procurados como a Spin e o Cruze estão com fila de espera.

Com o fim do IPI em dezembro e em razão do 13º salário, as concessionárias esperam boas vendas em novembro e dezembro. “Esperamos um aumento maior ainda. Estamos nos preparando para isso”, disse Andrade.

O Vale

Publicado em: 06/11/2012

Após nova expansão, Center Vale anuncia nova expansão

O CenterVale Shopping já planeja uma nova expansão no em São José dos Campos. Os detalhes foram divulgados ontem durante a inauguração da nova ala de 7.000 metros quadrados. O projeto, que deve ser anunciado no segundo semestre de 2013, vai interligar o estacionamento térreo com a atual Casas Bahia.
De acordo com o copresidente da Ancar Ivanhoe, Marcelo Carvalho, o novo espaço deve abrigar entre 50 e 60 novas lojas.

“A disponibilidade financeira existe. O mercado pede e o shopping responde. Acredito que em um período de três a cinco anos teremos mais uma inauguração de um empreendimento de sucesso”, disse. Para Carvalho, os investimentos são uma forma de se defender do concorrente. “Vamos antecipar o mercado que hoje é muito dinâmico”, afirmou.

O objetivo é entregar um shopping novo para São José. “A interligação muda toda a circulação e com certeza vai melhorar também o fluxo de pessoas. Com a inauguração de hoje e projetos futuros, sem dúvida, a cidade terá um novo shopping, disse o superintendente do CenterVale, Ricardo Nunes.

A Ancar Ivanhoe deve anunciar em janeiro de 2013 um investimento na área social em São José. “Existe um desejo de estreitar ainda mais o elo com a cidade apoiando projetos sociais”, disse Carvalho. O apoio financeiro será oferecido para uma ONG (Organização Não Governamental).

Cerca de 250 convidados estiveram presentes no coquetel de inauguração do novo espaço do shopping, resultado de um investimento de R$ 100 milhões. Entre eles, o prefeito de São José, Eduardo Cury (PSDB). “Essa expansão mostra que a economia da cidade está boa. Estou satisfeito com a geração de empregos”, disse. Além de achar que o município tem se tornado um centro de comércio e serviços para a RMVale, o vereador Wagner Balieiro (PT) disse que a prefeitura precisa diminuir a burocracia na hora de receber uma empresa.

“A prefeitura precisa tornar as regras de contrapartida mais claras para o empreendedor. Não podemos perder oportunidades”, afirmou. Nunes disse que o dia 31 de outubro ficará marcada na memória de São José. E Carvalho afirmou que o projeto moderno e sofisticado foi um dos mais desafiadores.

“Estamos apostando muito nesse ‘novo’ shopping”, disse o proprietário da Coca-Cola Clothing, Felipe Bruno. “O grande atrativo é a Zara. Superou minhas expectativas, ficou lindo”, disse a jornalista Kelly Sampo, de 29 anos. O bom velhinho chegou ontem ao shopping. O tema da festa deste ano é ‘Expresso de Natal’.

O Vale

Publicado em: 01/11/2012